1.1
1.11
1 - Análise Estrutural
- Análise Estrutural
1.1
1.11.2
1.11.2
– –Tipos de Análise Estrutural
Tipos de Análise Estrutural
NBR8800-2008 Item 4.9.2 pág.24
NBR8800-2008 Item 4.9.2 pág.24
Quanto ao comportamento mecânico do material
Quanto ao comportamento mecânico do material
neste curso só será considerada apenas a análise
neste curso só será considerada apenas a análise
estru-tural elástica, a qual segundo a
tural elástica, a qual segundo a NBR 8800-2008 é
NBR 8800-2008 é
sempre válida:
sempre válida:
X X
1.11.2
1.11.2
– –Tipos de Análise Estrutural
Tipos de Análise Estrutural
NBR8800-2008 Item 4.9.2 pág.24
NBR8800-2008 Item 4.9.2 pág.24
Quanto ao comportamento mecânico do material
Quanto ao comportamento mecânico do material
neste curso só será considerada apenas a análise
neste curso só será considerada apenas a análise
estru-tural elástica, a qual segundo a
tural elástica, a qual segundo a NBR 8800-2008 é
NBR 8800-2008 é
sempre válida:
sempre válida:
X X
T
Tipos
ipos de
de análise
análise estrutural
estrutural quanto
quanto aos
aos efeitos
efeitos dos
dos
deslocamentos sobre os esforços internos:
deslocamentos sobre os esforços internos:
a)
a) Aná
Anális
lise est
e estrut
rutura
ural li
l linea
near g
r geomé
eométri
trica, o
ca, ou aná
u anális
lisee
de primeira ordem
de primeira ordem
- é
- é quando os esforços internos
quando os esforços internos
são obtidos com base na
são obtidos com base na geometria indeformada
geometria indeformada
da estrutura;
b)
b) Análise estrutural
Análise estrutural não-linear geométrica, ou
não-linear geométrica, ou
análise de segunda ordem
análise de segunda ordem
- é quando os esforços
- é quando os esforços
internos são obtidos com base na geometria
internos são obtidos com base na geometria
deformada da estrutura.
deformada da estrutura.
- Configuração deslocada
- Configuração deslocada
- Imperfeições geométricas
- Imperfeições geométricas
1.11.3
1.11.3
– –Sistemas Resistentes a Ações Horizontais
Sistemas Resistentes a Ações Horizontais
NBR 8800-2008 Item 4.9.5 pág.27
NBR 8800-2008 Item 4.9.5 pág.27
Quanto ao sistema de contraventamento as
Quanto ao sistema de contraventamento as
estruturas podem ser classificadas em
estruturas podem ser classificadas em
subestruturas
subestruturas
de contraventamento
de contraventamento
ee
elementos contraventados
elementos contraventados
..
As
As
subestruturas de contraventamento
subestruturas de contraventamento
são
são
estruturas que possuem grande rigidez para resistir a
estruturas que possuem grande rigidez para resistir a
ações horizontais e são responsáveis pela
ações horizontais e são responsáveis pela estabilidade
estabilidade
lateral da edificação.
lateral da edificação.
Sendo os
Sendo os
elementos contraventados
elementos contraventados
aqueles que
aqueles que
não participam dos sistemas resistentes as ações
não participam dos sistemas resistentes as ações
hori-zontais e se apoiam nas subestrut. de contraventamento
zontais e se apoiam nas subestrut. de contraventamento
Na direção transversal
- pilares engastados na
fundação e aporticados com a tesoura;
Na direção longitudinal
- pilares rotulados na
fundação e contraventos verticais em forma de
pórticos rígidos treliçados.
1.11.4 - Imperfeições Geométricas Iniciais
NBR 8800-2008 Item 4.9.7.1.1 pág.28
Na fase de análise estrutural as imperfeições
geo-métricas iniciais da estrutura, geram efeitos locais de
segunda ordem (efeito
− ).
Estas imperfeições são consideradas pela aplicação
em cada pavimento de
forças horizontais fictícias
de-nominadas de
forças nocionais
ladas como sendo
0,3%
da
resultante gravitacional
máxima
do pavimento, ou seja,
0,3%
do somatório
das reações de apoio no pavimento para a combinação:
= , % ⇒ = , 1.11.5 - Coeficiente de Flambagem K para Barras
de Pórticos Deslocáveis
NBR 8800-2008
Item 4.9.6.2 pág.27
Entretanto os métodos de análise estrutural previsto
atualmente pela
NBR 8800-2008
permitem para as
barras prismáticas das subestruturas de contraventame
to e dos elementos contraventados,
trabalhando a
flexo-compressão
, o uso do comprimento de
flamba-gem igual ao comprimento destravado destas barras,
ou seja,
SEMPRE!
independentemente das condições de contorno das
vinculações das barras.
1.11.6
–Classificação Quanto a Deslocabilidade
NBR 8800-2008 Item 4.9.4 pág.26
Para identificar se é necessário ou não se fazer uma
análise de segunda ordem, as estruturas metálicas são
classificadas quanto a sua sensibilidade a
deslocamen-tos horizontais como, Estruturas de:
a)
Pequenas deslocabilidade;
b)
Média deslocabilidade;
c)
Grande deslocabilidade;
sendo
e
os deslocamentos horizontais em
Para a classificação das estruturas quanto a sua
des-locabilidade se considera
apenas
a combinação
última
que fornecer a maior resultante gravitacional, além das
forças horizontais as quais se somam as forças nociona
is:
A relação entre o deslocamento de segunda ordem
e o de primeira ordem pode ser calculada com a
utilização de um
softwareque faça análise não-linear
geométrica como o
AcadFrame
, o
Mastan2
,
A relação
também pode ser aproximada de
forma satisfatória pelo coeficiente
calculado no
método da amplificação dos esforços solicitantes
onde:
= 0,85 = 1,0
Pórticos deslocáveis (com nós rígidos);
1.11.7 - Análise de Primeira Ordem para Estruturas
de Pequena Deslocabilidade:
NBR 8800-2008 Item 4.9.7.1.4 pág.28
Apenas
nas estruturas de
pequena deslocabilidade,
, se permite a utilização de
análise de
primeira ordem,
desde que sejam atendidas as
seguintes exigências:
a)
Os efeitos das imperfeições geométricas iniciais,
ou seja,
as forças nocionais
, sejam adicionadas a
todas as combinações últimas previstas, estes efeitos
devem ser considerados independentemente em duas
direções ortogonais em planta da estrutura;
b)
As forças axiais de compressão solicitantes de
cálculo,
, de todas as barras cuja rigidez à
flexão contribuam para a estabilidade lateral da
estrutura, em cada uma das combinações últimas de
ações, não sejam superiores a 50% da força axial
correspondente ao escoamento da seção transversal
dessas barras;
onde:
- Área bruta da seção transversal da barra;
- Tensão limite de escoamento do aço;
c)
Os efeitos locais de segunda ordem devem ser
considerados, no caso de estruturas trabalhando a
flexo-compressão
, amplificando-se os momentos
fletores solicitantes de cálculo pelos coeficientes
e
, calculados de acordo com o
Anexo D
da
NBR 8800-2008
, mas com as grandezas que
influem nos seus valores obtidas da estrutura
original sem redução de rigidez.
onde:
- Esforço normal de compressão solicitante de
cálculo para cada barra em cada combinação;
- Carga crítica de flambagem elástica
por flexão
da barra em torno do eixo x calculada tomando-se
, ou seja ,
;
- idem ... eixo y...
;
(neste curso, favorável a segurança)
Ver: Anexo E
pág.121
1.11.8 - Combinações Últimas com Forças Nocionais
Um fato extremamente importante que merece ser
chamado a atenção é que os três principais métodos de
análise estrutural para a verificação da estabilidade das
estruturas, o
Método da Análise de Primeira Ordem
,
o Método da Amplificação dos Esforços Solicitantes
(Anexo D da NBR8800-2008) e o Método da Análise
Direta (Apêndice 7 do AISC-2005), requerem a
utiliza-ção de
forças nocionais
. Portanto, atualmente as
pres-crições normativas mais modernas tornam
indispensá-vel a aplicação das forças nocionais na fase de
estruturas responsáveis pela estabilidade lateral do
galpão se consideram as seguintes
combinações
últimas normais
neste curso:
1.11.9 - Análise Estrutural para os Estados Limites
de Serviço NBR 8800-2008 Item 4.9.8 pág.29
Os ELS devem ser verificados para as combinações
que constam no item 1.9 (deste curso), não sendo
necessário considerar as imperfeições geométricas
iniciais (forças nocionais). Quanto ao tipo de análise
para a verificação dos deslocamentos, tem-se:
a)
Para estruturas de pequena e média deslocabilidade,
pode ser feita análise elástica de primeira ordem;
b)
Para estruturas de grande deslocabilidade deve ser
feita análise de segunda ordem.
Exemplo 1.1
- Para o galpão deste curso com
modulação de
8,0m x 24m
submetido a
sobrecarga d
norma
e de utilidades de
0,15kN/m
2, pede-se:
a)
Montar os modelos de carregamentos característicos
das terças, espaçadas de
1,50m
em projeção
horizontal, para peso próprio de
0,05kN/m
2, carga
permanente de telhas de
0,07kN/m
2e correntes de
0,01kN/m
2. Adotar três linhas de correntes.
b)
Sabendo-se que a força do vento age
perpendicular
mente
à superfície da cobertura e sendo considerada
duas hipóteses de cálculo:
Hipótese 01
- vento com
intensidade de
0,274kN/m
2no sentido de sucção
Hipótese 02
- vento com intensidade de
0,034kN/m
no sentido de sobrepressão (empurrando a cobertura
para baixo). Montar os carregamentos combinados
para uma terça com as combinações
C1
d,
C2
d,
C3
d,
C4
de
C5
d, para cada combinação ANALISAR a
hipótese de vento crítica que deve ser considerada
e calcular a combinação APENAS com esta hipótese
c)
Montar os modelos de carregamentos característicos
das travessas laterais de fechamento, espaçadas de
1,70m
, para peso próprio de
0,05kN/m
2, carga
permanente de telhas de
0,07kN/m
2e correntes de
d)
Montar os modelos de carregamento característicos
do
pórtico típico
para carga permanente de telhas d
0,07kN/m
2, correntes (cobertura e fechamento) de
0,01kN/m
2e travamentos globais da cobertura com
0,01kN/m
2, terças e travessas de
0,05kN/m
2, tesour
de banzos paralelos com
0,05kN/m
2e os pilares de
alma cheia com
0,063kN/m
2;
e)
Montar o modelo do pórtico típico submetido ao
carregamento combinado
C1
d;
f)
Calcular as forças nocionais e esquematizar a sua
aplicação no plano do pórtico típico.
OBS1.:
As taxas de elementos de cobertura são por
área real de cobertura e as de elementos de fechament
são por área de fechamento.
OBS2.:
Considerar que o software de cálculo gera
automaticamente o carregamento nodal equivalente de
uma estrutura treliçada.
SOLUÇÃO
a) Modelo de carregamento das terças:
A distância entre terças em projeção horizontal é
1,50m, sendo a inclinação da cobertura
Os carregamentos gravitacionais nas terças são:
PP = 0,05kN/m
2;
CP = 0,07+0,01 = 0,08kN/m
2; (telhas+correntes)
SC = 0,25+0,15 = 0,40kN/m
2; (acidental+utilidades)
Estes carregamentos são todos gravitacionais e portant
atuam verticalmente, e como as terças estão inclinadas
eles necessitam ser decompostos na direção
x
paralela
as mesas e na direção
y
paralela a alma do perfil. Além
disso para carregar o modelo de viga multiplicamos o
carregamento distribuído pela largura de influência
de 1,51m.
OBS:
Os efeitos desta SC superam os efeito
da Força de 1,0kN (NBR 6120-1980 item 2.2.1.4)
Tem-se os modelos das terças para os carregamentos
característicos na direção da maior e da menor inércia:
OBS
.: Como
< 25(inclinação da cobertura) é
comum
se considerar os carregamentos integralmente
aplicados apenas na direção vertical, o que geraria ape
nas flexão reta, ao invés de se decompô-los nas
dire-ções horizontal e vertical, o que gera flexão obliqua.
b) Terça submetida às combinações de carregament
no ELU
para cada combinação ANALISAR a
hipótese de vento crítica a ser considerada
Hipótese 01:
(vento para baixo)
2(∗) = 1,25 ∙ 0,075 + 1,25 ∙ 0,12 + 1,40 ∙ −0,414 = −0,336/
(*) mesmos tendo valor absoluto maior este carre-gamento não governa, pois seu sentido é para cima e o carregamento 3 será
um carregamento para ci-ma com módulo ainda ci- ma-ior, −0,385/
(vento para cima)
3(∗) = 1,0 ∙ 0,075 + 1,0 ∙ 0,12 + 1,40 ∙ 0,051 = 0,266/
(*) este carregamento não governa, pois além de ter valor absoluto menor seu sentido é para baixo e
o carregamento 2 é
um carregamento para
baixo e com módulo aind maior, 0,315/
(vento para baixo)
O próximo passo seria
calcular os esforços
so-licitantes e verificar se
o perfil adotado resiste
a estes esforços.
Próxi-mas aulas.
c) Modelos de carregamentos característicos das
travessas de fechamento lateral:
Os carregamentos característicos atuantes nas
travessas, sem considerar o vento, são:
PP = 0,05kN/m
2;
CP = 0,07+0,01 = 0,08kN/m
2;
Estes carregamentos são
todos gravitacionais e
portanto atuam na vertical
com uma largura de
influência de 1,70m.
(telha+correntes)
d) Modelo de carregamento do pórtico típico:
Os carregamentos
característicos
atuantes nos
pórticos, sem considerar o vento e as FN, são:
PP
tesoura=0,05kN/m
2;
PP
pilar=0,063kN/m
2CP
cobertura= 0,070+0,01+0,01+0,05 = 0,14kN/m
2;
(telha+correntes+contraventos+terças)
CP
fechamento= 0,070+0,01+0,05 = 0,13kN/m
2;
(telha+correntes+travessas)
SC = 0,25+0,15 = 0,40kN/m
2; (norma+utilidades)
Estes carregamentos são todos gravitacionais e atuam
verticalmente com uma largura de influência de 8,0m.
Área de influência do
pórtico típico
Obs: Na prática este carregamento é gerado automatica
mente pelo
softwarede análise estrutural utilizado
Exemplo 1.2
- Nas figuras abaixo têm-se o modelo
unifilar com as reações de apoio, os deslocamentos
horizontais e os momentos fletores do pórtico típico do
galpão deste curso para a combinação de cálculo C4
d,
a qual tem a maior resultante gravitacional além das
forças
horizontais
do vento e
FN.
Pede-se:
a)
Classificar a estrutura quanto a sua deslocabilidade,
através do coeficiente
B
2;
b)
Calcular o coeficiente
B
1xpara os pilares com a
combinação
C4
dsabendo-se que para o plano de
flexão
I
x= 4.114,0cm
4para estes pilares;
c)
Ao se utilizar o
Método da Análise de Primeira
Ordem
quanto vale o momento fletor solicitante de
cálculo para a combinação
ao se verificar os
a)
Classificação da estrutura quanto a deslocabilidade:
Portanto, de acordo com o item 4.9.4.2 pág. 26 o
galpão deste curso se trata de uma estrutura de pequena
deslocabilidade a qual pode ser dimensionada pela
análise de primeira ordem
com
K = 1,0
Item D.2.3 pág. 119
b)
Coeficiente B
1no plano de flexão, para C4d:
Para o pilar esquerdo:
Para o pilar direito:
Item D.2.2
c)
M
x,Sdda flexo-compressão, para C4d:
Item 4.9.7.1.4 pág. 28 (último parágrafo)
Para o pilar esquerdo:
Para o pilar direito:
, = ,
, = 44,5 × 1,058 ⇒ , = 47,08.