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Pratica - Direito Constitucional

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Academic year: 2021

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autoras

TATIANA FERNANDES DIAS DA SILVA

CAMILLE MISSICK GUIMARÃES

1ª edição SESES

rio de janeiro 2015

PRÁTICA SIMULADA IV

(CÍVEL)

(3)

Conselho editorial solange moura; roberto paes; gladis linhares Autora do original tatiana fernandes dias da silva

Projeto editorial roberto paes

Coordenação de produção gladis linhares Projeto gráfico paulo vitor bastos

Diagramação bfs media

Revisão de conteúdo camille guimarães Imagem de capa jarek2313 | dreamstime.com

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. Copyright seses, 2015.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip) S586p Silva, Tatiana Fernandes Dias da

Prática simulada IV (Cível) / Tatiana Fernandes Dias da Silva Rio de Janeiro : SESES, 2015.

160 p. : il.

1. Direito civil. 2. Direito Processual Civil. 3. Execução. 4. Procedimentos especiais. 5. Recursos. I. SESES. II. Estácio.

cdd 346

Diretoria de Ensino — Fábrica de Conhecimento Rua do Bispo, 83, bloco F, Campus João Uchôa Rio Comprido — Rio de Janeiro — rj — cep 20261-063

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Sumário

Prefácio 5

1. Introdução 7

2. Tutela Provisória

de Urgência

19

2.1 Tutela Provisória de Urgência Antecipada e Tutela Provisória de

Urgência Cautelar 20

3. Tutela Provisória de Urgência Cautelar

27

3.1 Procedimento 28

3.2 Petição Inicial 34

4. Execução 43

4.1 Cumprimento de sentença 44

4.1.1 Cumprimento de sentença definitivo. Sentença por quantia certa 46

4.1.2 Defesa do executado: Impugnação 52

4.1.3 Cumprimento de sentença de pagar alimentos 60

4.2 Títulos executivos extrajudiciais 66

4.2.1 Títulos executivos extrajudiciais – Execução por quantia certa 75

(5)

5. Procedimentos Especiais

91

5.1 Consignação em pagamento 92 5.2 Embargos de Terceiro 102 5.3 Ação Monitória 112

6. Recursos 125

6.1 Apelação 129 6.2 Agravo de Instrumento 141 6.3 Recurso Inominado 153

Referências bibliográficas

163

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5

Prefácio

Prezados(as) alunos(as),

Este manual de Prática Simulada IV, produzido com base no Novo Código de Processo Civil, Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015, tem por objetivo auxi-liar o estudo acadêmico dos alunos do curso de Direito da Universidade Estácio de Sá, nas aulas práticas de Civil e Processo Civil, com ênfase na elaboração das peças prático-profissionais, quais sejam: petição inicial da tutela provisória de urgência cautelar, execução, procedimentos especiais (ação de consignação em pagamento, embargos de terceiro, ação monitória) e recursos (apelação, agravo de instrumento e recurso inominado, com base na Lei n. 9.099/95).

Destina-se a oferecer um embasamento teórico para a elaboração das pe-ças, utilizando a regra contida na legislação de ritos vigentes, relacionando o conhecimento teórico ao prático, apresentando conceitos, normas jurídicas, esquemas didáticos, curiosidades e questões importantes. Tudo formulado de maneira simples, mas com a preocupação do rigor técnico, dentro da lingua-gem jurídica adequada e ao mesmo tempo acessível.

Como bem escreveu a professora Nívea Maria Dutra Pacheco, no livro de

Prática Simulada V, “a petição é a marca de um profissional do Direito, é com

ela que se deixa a primeira impressão, por isso, deve se dispensar atenção à apresentação, à forma e ao conteúdo de seu trabalho”. É por meio dela que o ad-vogado e demais profissionais do Direito se dirigem aos Órgãos Jurisdicionais em busca de proteger o direito de seu cliente.

Este material o auxiliará em sua vida acadêmica e profissional!

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Introdução

1

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O processo tem início por iniciativa da parte interessada, pois o Poder Judiciário, na forma do artigo 2º, do Novo CPC, em homenagem ao princípio da inércia da jurisdição, via de regra, não dá início ao processo espontaneamente. Art. 2º O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei.

O artigo 319, do Novo CPC, passa a ser o norteador para elaboração da pe-tição inicial, cuja técnica deve ser observada rigorosamente pela parte. Assim, a petição inicial deverá conter: o juízo a qual será dirigida (critério de compe-tência); os nomes e os prenomes, o estado civil, a existência de união estável (se houver), a profissão, o número da inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; o pedido com as suas especificações; o valor da causa; as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados e a opção do autor pela rea-lização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. Dispõe o artigo 319 do CPC:

Art. 319. A petição inicial indicará: I – o juízo a que é dirigida;

II – os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a pro-fissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;

III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; IV – o pedido com as suas especificações; V – o valor da causa;

VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;

VII – a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.

O artigo 320, do Novo CPC, deixa claro que a petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação.

(10)

capítulo 1

9

O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arti-gos 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 dias, emen-de ou complete a petição, indicando com precisão o que emen-deve ser corrigido ou completado. Caso o autor não cumpra a determinação judicial, o juiz indeferirá a petição inicial.

Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado.

Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a peti-ção inicial.

Não se pode deixar de destacar a regra de indeferimento da petição inicial contida, no artigo 330, do Novo CPC. Será indeferida a petição inicial quando: for inepta, (isto é, lhe faltar pedido ou causa de pedir; ou o pedido for indetermi-nado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico; ou da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; ou ainda, quando contiver pedidos incompatíveis entre si); a parte for manifestamente ilegítima; o autor carecer de interesse processual e não atendidas as prescrições dos arti-gos 106 e 321 do Novo CPC.

Art. 330. A petição inicial será indeferida quando: I – for inepta;

II – a parte for manifestamente ilegítima; III – o autor carecer de interesse processual;

IV – não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. § 1o Considera-se inepta a petição inicial quando:

I – lhe faltar pedido ou causa de pedir;

II – o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico;

III – da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; IV – contiver pedidos incompatíveis entre si.

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Art. 106. Quando postular em causa própria, incumbe ao advogado:

I – declarar, na petição inicial ou na contestação, o endereço, seu número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil e o nome da sociedade de advogados da qual participa, para o recebimento de intimações;

II – comunicar ao juízo qualquer mudança de endereço.

§ 1o Se o advogado descumprir o disposto no inciso I, o juiz ordenará que se supra a omissão, no prazo de 5 (cinco) dias, antes de determinar a citação do réu, sob pena de indeferimento da petição.

Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. Parágrafo único. Se o autor não cumprir a dili-gência, o juiz indeferirá a petição inicial.

A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações acerca dos nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu, seja possível a citação do réu.

Art. 319. A petição inicial indicará: [...]

§ 2o A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de

informa-ções a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu.

§ 3o A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no

inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça.

O artigo 319, inciso I, do Novo CPC, faz referência ao juiz ou tribunal a qual a petição inicial será dirigida, é o que se traduz, no esqueleto da peça prático pro-fissional de endereçamento. Todas as petições terão endereçamento, onde há a saudação ao juiz, designada pelos pronomes de tratamento “Excelentíssimo Senhor”, e usualmente também o tratamento de “Doutor”.

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capítulo 1

11

ATENÇÃO

Para que a sua peça prático-profissional fique mais técnica, evite abreviações no endereça-mento.

CURIOSIDADES

A Justiça Estadual é dividida em Comarcas e Varas. Uma Comarca pode ter uma Vara Única ou ser dividida em: Varas Criminais, Varas Cíveis, Varas de Família, dentre outras. A Comarca possui uma divisão territorial, que pode representar a área de um município ou de vários mu-nicípios. As Varas são as divisões especializadas das Comarcas.

O que é Comarca? É o território, a circunscrição territorial, compreendida pelos limites em que se encerra a jurisdição de um juiz de Direito.

A Justiça Federal se organiza em duas instâncias: a primeira é composta por uma Seção Judiciária em cada estado da Federação e, na segunda instância, por cinco Tribunais Regio-nais Federais (TRFs), que atuam nas regiões jurisdicioRegio-nais e têm sede em Brasília (TRF 1ª Região), Rio de Janeiro (TRF 2ª Região), São Paulo (TRF 3ª Região), Porto Alegre (TRF 4ª Região) e Recife (TRF 5ª Região).

TRF 1ª Região - Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

TRF 2ª Região - Espírito Santo e Rio de Janeiro. TRF 3ª Região - Mato Grosso do Sul e São Paulo.

TRF 4ª Região - Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

TRF 5ª Região - Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Localizadas nas capitais dos estados, as Seções Judiciárias são formadas por um conjunto de varas federais, onde atuam os juízes federais. Cabe a eles o julgamento originário da quase totalidade das questões submetidas à Justiça Federal. Há varas federais também nas principais cidades do interior desses es-tados (nelas funcionam as Varas Únicas ou Subseções Judiciárias). Cada Seção Judiciária está sob a jurisdição de um dos TRFs.

(13)

Exemplos de endereçamento1:

JUSTIÇA

ESTADUAL

Juiz de Direito

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA... VARA... DA CO-MARCA DE...

JUSTIÇA

FEDERAL

Juiz Federal

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA... VARA CÍVEL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE...

TRIBUNAL DE

JUSTIÇA

Desembarga-dor Presidente

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE...

TRIBUNAL

REGIONAL

FEDERAL

Desembarga-dor Federal Presidente

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR FEDERAL PRESI-DENTE DO TRIBUNAL REGIONAL FE-DERAL DA... REGIÃO

SUPERIOR

TRIBUNAL DE

JUSTIÇA

Ministro Presi-dente

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPE-RIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

SUPREMO

TRIBUNAL

FEDERAL

Ministro Presi-dente

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPRE-MO TRIBUNAL FEDERAL

A petição inicial também deve conter o preâmbulo com a qualificação das partes, artigo 319, inciso II do CPC, que são: os nomes, os prenomes, o esta-do civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no

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capítulo 1

13

Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o en-dereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu.

CURIOSIDADE

A Lei n. 11.419/06, em seu artigo 15, dispõe sobre a informatização do processo judicial, essa norma já fazia previsão à necessidade de se incluir o número no cadastro de pessoas físicas ou jurídicas (CPF ou CNPJ) ao distribuir a petição inicial via eletrônica.

Art. 15. Salvo impossibilidade que comprometa o acesso à justiça, a parte deverá informar, ao distribuir a petição inicial de qualquer ação judicial, o nú-mero no cadastro de pessoas físicas ou jurídicas, conforme o caso, perante a Secretaria da Receita Federal.

ATENÇÃO

Não se pode esquecer que o legitimado ativo, autor, ao elaborar a sua petição inicial, deve indicar o endereço do advogado da causa, conforme determina o artigo 106, inciso I, do Novo CPC.

Art. 106. Quando postular em causa própria, incumbe ao advogado:

I - declarar, na petição inicial ou na contestação, o endereço, o seu número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil e o nome da sociedade de advogados da qual participa, para o recebimento de intimações.

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Exemplos de qualificação2

NOME COMPLETO, nacionalidade, estado civil, profissão, portador da carteira de iden-tidade n°..., do CPF n°..., endereço eletrônico, domiciliado..., residente (endereço comple-to), vem por seu advogado (ou que esta subscreve), com endereço profissional..., para fins do art. 106, I do CPC, com fulcro no artigo..., propor:

NOME COMPLETO, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n°... com sede..., representado por seu diretor (nome completo), nacionalidade, estado civil, pro-fissão, portador da carteira de identidade n°... , do CPF n°..., endereço eletrônico, domi-ciliado..., residente (endereço completo),vem por seu advogado, com escritório... que indica para os fins do art. 106, I do CPC, com fulcro no artigo ..., propor:

Quanto à representação, tanto no polo ativo quanto no polo passivo, é im-portante destacar a regra contida no artigo 75 do CPC:

Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:

I - a União, pela Advocacia-Geral da União, diretamente ou mediante órgão vinculado;

II - o Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores; III - o Município, por seu prefeito ou procurador;

IV - a autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei do ente fede-rado designar;

V - a massa falida, pelo administrador judicial; VI - a herança jacente ou vacante, por seu curador; VII - o espólio, pelo inventariante;

VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por seus diretores;

IX - a sociedade e a associação irregulares e outros entes organizados sem personalidade jurídica, pela pessoa a quem couber a administração de seus bens;

X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administra-dor de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil;

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capítulo 1

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No preâmbulo, ainda se tem a identificação do tipo de ação judicial e o seu procedimento que será comum ou especial, artigo 318 do Novo CPC.

Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposi-ção em contrário deste Código ou de lei.

Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos de-mais procedimentos especiais e ao processo de execução.

O artigo 319, do Novo CPC, especifica, em seu inciso III, que a petição terá fatos e fundamentos jurídicos do pedido denominado processualmente como causa de pedir.

Na narrativa de fatos o advogado deve se ater aos acontecimentos que ori-ginaram o conflito, de forma cronológica, em parágrafos curtos e impessoais. É necessário que os fatos sejam relatados de forma clara e precisa de modo a conduzir o juiz e a parte contrária à compreensão da controvérsia.

A fundamentação jurídica expressa o raciocínio jurídico, a consequência jurídica decorrente do fato. É aqui que se deve apresentar o(s) dispositivo(s) le-gal(is) pertinente(s) ao caso concreto, a(s) doutrina(s) e jurisprudência(s) que corrobora(m) como o direito da parte.

ATENÇÃO

Ao elaborar a petição o advogado deve observar o apelido iuris dos legitimados ativos e pas-sivos disciplinados no Código, isto é, autor e réu; apelante e apelado; agravante e agravado; exequente e executado, recorrente e recorrido e outros.

CURIOSIDADE

Caso o autor faça jus ao benefício da gratuidade de justiça ou tenha direito à prioridade de tramitação processual, esses deverão ser narrados antes dos fatos, e o pedido de cada um deve ser elaborado, separadamente, dentro da peça prático-profissional, no capítulo deno-minado “pedidos”.

Quanto ao pedido que é um dos requisitos da petição inicial previsto no artigo 319, inciso IV, do CPC, ele é o motivo da busca do jurisdicionado pela

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proteção do Estado na prestação da jurisdição, assim, o pedido sinaliza “para que” se busca o judiciário e o que a parte deseja com aquela demanda.

O artigo 322, do Novo CPC, determina que o pedido deve ser certo, com-preendendo, no principal, os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. O artigo 324 consagra que este também deve ser determinado, porém o parágrafo único do próprio artigo permite formular pedido genérico nas hipóteses de ações universais quando o autor não puder individuar os bens demandados; ou quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; ou quando a de-terminação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu.

Art. 322. O pedido deve ser certo.

§ 1o Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.

§ 2o A interpretação do pedido considerará o conjunto da postulação e ob-servará o princípio da boa-fé.

Art. 324. O pedido deve ser determinado. § 1o É lícito, porém, formular pedido genérico:

I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato;

III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu.

O pedido deve ser formulado de forma adequada, dentro de uma técnica precisa, indicando, sempre que possível qual o tipo de decisão e o bem da vida pretendido.

Seguindo a ordem cronológica de elaboração da petição inicial, após o pedi-do, tem-se as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos, artigo 319, inciso VI do CPC. Como já visto, a petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação, artigo 320 do CPC.

As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os mo-ralmente legítimos, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz, artigo 369 do Novo CPC.

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capítulo 1

17

Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.

Ao final da peça, não se pode deixar de conter o valor da causa por ser este um requisito essencial, artigo 319, inciso V, do CPC, uma vez que toda a causa terá um valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediatamente aferível, artigo 291 do CPC.

Os critérios para a fixação do valor da causa deverá observar as regras conti-das nos artigos 291 e 292 do Novo CPC, que dispõem:

Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha conte-údo econômico imediatamente aferível.

Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será:

I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do princi-pal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data de propositura da ação;

II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte controvertida;

III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor;

IV - na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de avaliação da área ou do bem objeto do pedido;

V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor preten-dido;

VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles;

VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. § 1o Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o

valor de umas e outras.

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obrigação for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo inferior, será igual à soma das prestações.

O fechamento, embora não seja considerado como requisito da petição ini-cial por não estar inserido no artigo 319, do CPC, não é tido menos importante, pois toda petição deve, ao final, conter local e data, o nome, o número da inscri-ção do advogado junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e sua assinatu-ra. Usualmente, antes de mencionar o local e a data, na praxe forense, usa-se a expressão: “Pede deferimento”, “Espera deferimento” ou “Aguarda deferimen-to”, compondo o fechamento da peça processual.

(20)

Tutela Provisória

de Urgência

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2.1 Tutela Provisória de Urgência Antecipada

e Tutela Provisória de Urgência Cautelar

As tutelas de urgência estão disciplinadas na Parte Geral, Livro V, Da Tutela Pro-visória, em seu Título II, Capítulos I, II e III do Código de Processo Civil, Lei n. 13.105 de 16 de março de 2015. De acordo com a regra disciplinada no caput do artigo 294, do Novo CPC, existem duas tutelas provisórias, quais sejam: a tutela provisória de urgência, que irá se estudar neste capítulo, e a tutela provisória de evidência.

ATENÇÃO

Pelo Novo CPC a Tutela Provisória passou a ser gênero que abarca duas espécies: a Tutela de Urgência e a Tutela de Evidência.

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

O objeto de estudo deste livro prático é referente à tutela provisória de ur-gência de natureza cautelar.

A redação do artigo 294, parágrafo único, do CPC afirma que há duas tutelas de urgência uma cautelar e outra antecipada. Ambas podem ser concedidas em caráter antecedente ou incidental. Sobre esse tema, Gustavo Assumpção desta-ca que:

A autonomia como distinção da tutela provisória de urgência antecipada (sa-tisfativa) e cautelar (garantidora) acaba com o Novo Código de Processo Civil, que passa a prever o pedido antecedente autônomo de qualquer espécie de tutela de urgência, bem como o pedido meramente incidental deverá ser feito sem a necessidade de processo autônomo, nos termos do art. 294, parágrafo único. (2015)

A redação do artigo 294, parágrafo único, dispõe:

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada,

(22)

capítulo 2

21

Assim, a lei processual admite as seguintes modalidades de Tutelas Provisórias: - Tutela provisória de urgência cautelar antecedente;

– Tutela provisória cautelar incidente;

– Tutela provisória de urgência antecipada antecedente; – Tutela provisória de urgência antecipada incidente; – Tutela provisória de evidência.

A tutela de urgência antecipada tem natureza satisfativa, cujo objetivo é ga-rantir de forma efetiva o bem jurídico. Como escreve Gustavo Garcia, a tutela de urgência antecipada, “tem natureza satisfativa, visando a assegurar, de forma imediata, concreta e efetiva, o bem jurídico pretendido.” A tutela de urgência cautelar tem o fim de assegurar o resultado útil do processo principal. Tem natureza acautelatória e, segundo Gustavo Garcia, “instrumental, pois, a rigor, visa a tutelar o processo, e não a satisfazer o direito material”.

Como escreve Daniel Assumpção:

“Há uma sensível aproximação entre a tutela antecipada e a tutela cautelar, não só porque ambas passam a ser legislativamente tratadas como espécies de tutela provisória, a primeira satisfativa e a segunda acautelatória, mas por-que naquilo por-que o legislador poderia tornar homogêneo o tratamento proce-dimental de ambas assim o fez.”

Perante o novo Código de Processo Civil os requisitos de ambas as tutelas de urgências são iguais, elas serão concedidas quando houver elementos que evi-denciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, artigo 300, caput do CPC.

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resul-tado útil do processo.

Nesse sentido, prossegue Assumpção a narrar que ao Novo CPC, “igualará o grau de probabilidade de o direito existir para a concessão de qualquer espécie de tutela de urgência, independentemente de sua natureza.” E continua o au-tor, “o art. 300, caput, ao prever que a tutela de urgência será concedida quando forem demonstrados elementos que evidenciem a probabilidade do direito.”

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Fonte: http://www.osakidetza.euskadi.eus/r85-gkhsel01/es/contenidos/informa-cion/hsel_area_urgencias/es_hsel/hospital_san_eloy.html. Acesso em: 30 abr 2015.

CURIOSIDADE

Pelo antigo CPC de 1973, Lei 5.869, os requisitos para a concessão da tutela antecipada e da tutela cautelar eram distintos. A tutela antecipada tinha previsão específica, no artigo 273 do CPC. Determinava a norma que era requisito para o deferimento dessa tutela de urgên-cia, a prova inequívoca, a verossimilhança das alegações e, pela regra do inciso I, o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação e, pelo inciso II, que fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.

Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcial-mente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e:

I - haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação; ou II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.

No que tange à tutela de urgência cautelar, a regra consagrada, no pretérito artigo 801, inciso IV, do CPC de 1973, indica os seguintes requisitos: a exposi-ção sumária do direito ameaçado e o receio da lesão.

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capítulo 2

23

Art. 801 CPC/73. O requerente pleiteará a medida cautelar em petição es-crita, que indicará:

IV - a exposição sumária do direito ameaçado e o receio da lesão.

O Enunciado n. 143, do IV Encontro do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC), que ocorreu em dezembro de 2014, consagra que:

A redação do art. 300, caput, superou a distinção entre os requisitos da con-cessão para a tutela cautelar e para a tutela satisfativa de urgência, erigindo a probabilidade e o perigo na demora a requisitos comuns para a prestação de ambas as tutelas de forma antecipada.

ATENÇÃO

A probabilidade do direito refere-se ao clássico fumus boni iuris. O perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo remonta ao usual periculum in mora.

As tutelas provisórias, nesse caso em análise, as tutelas provisórias de ur-gência antecipada e cautelar, artigo 299, caput do Novo CPC, serão requeridas ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos recursos, a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito, parágrafo único do artigo 299 do CPC.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando ante-cedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao ór-gão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

Assumpção destaca que “o legislador prestigiou a competência funcional gerada pelo caráter acessório dessa espécie de tutela com relação à tutela defi-nitiva (principal).”

O § 1o, do artigo 300, do Novo CPC, consagra a possibilidade do juiz, para conceder a tutela de urgência, exigir caução real ou fidejussória idônea para

(25)

ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer. A norma esclarece ainda que a caução poderá ser dispensada se a parte economicamente hipossuficien-te não puder oferecê-la.

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resul-tado útil do processo.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso,

exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte econo-micamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

Sobre este tema, destaca Gustavo Assumpção que:

“Aplica-se nesse caso o princípio da isonomia real, com tratamento distinto para os diferentes, garantindo-se a concessão de tutela provisória em favor daqueles que não têm condições patrimoniais de garantir o juízo. Cabe ao juiz, no caso concreto, efetivo controle a respeito da hipossuficiência econômica do autor para que a nova norma não acarrete abusos.”

Merece destaque a regra contida, no § 2º, do artigo 300, do CPC, que deter-mina que a tutela de urgência pode ser concedida lideter-minarmente ou após justi-ficação prévia. Aqui, o termo liminarmente possui significado de “desde já” e “presta a designar o momento inicial do procedimento, mais precisamente o momento anterior à citação do réu” (Assumpção. 2015).

Sobre a concessão da tutela de urgência após a audiência de justificação prévia, analisa o autor que “como o réu naturalmente não será citado e intima-do para participar da audiência de justificação, a eventual concessão da tute-la de urgência após a oitiva das testemunhas do autor não retira sua natureza liminar.”

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resul-tado útil do processo.

§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após

(26)

capítulo 2

25

E no que tange à tutela de urgência antecipada, o artigo 300, § 3º, do CPC, destaca que essa não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resul-tado útil do processo.

§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

ATENÇÃO

Pela redação do artigo 1.015, inciso I, do Novo CPC, caberá o recurso de Agravo de Instru-mento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre as tutelas provisórias.

Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:

Fonte: http://jornalismob.com/2014/03/07/grupo-rbs-e-condenado-por-da-nos-morais-causados-a-adolescente/ Acesso em: 30 abr 2015.

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A redação do artigo 302, do Novo CPC, deixa clara a responsabilização do beneficiado pelo deferimento da tutela de urgência quando a efetivação des-sa caudes-sar prejuízo à parte adverdes-sa. Elucida a redação do artigo ao afirmar que, independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se a sen-tença lhe for desfavorável; ou ainda, obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 5 dias; ou quando, ocorrer a cessação da eficácia da medida em qual-quer hipótese legal e, no caso do juiz acolher a alegação de decadência ou pres-crição da pretensão do autor.

Tendo o beneficiário o dever de indenizar essa será liquidada nos autos em que a medida tiver sido concedida, sempre que possível, segundo determi-na o parágrafo único, do artigo 302 do Novo CPC.

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte res-ponde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

I - a sentença lhe for desfavorável;

II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias; III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal; IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida tiver sido concedida, sempre que possível.

Sobre esse tema Gustavo Assumpção esclarece que essa responsabilidade é objetiva “do beneficiado pela concessão da tutela de urgência.”

(28)

Tutela Provisória de

Urgência Cautelar

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3.1 Procedimento

Conforme determina a redação do artigo 305, do Novo CPC, a petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar, em caráter antecedente, indi-cará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.  O réu será citado para, no prazo de 5 dias, contestar o pedido e indicar as provas que pretende produzir, artigo 306, caput, do Novo CPC, e, não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu como ocor-ridos, caso em que o juiz decidirá dentro de 5 dias, artigo 307, caput do Novo CPC. Agora, contestado o pedido no prazo legal, observar-se-á o procedimento

comum, parágrafo único, do artigo 307, do Novo CPC.

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar, em caráter antecedente, indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

Art. 306. O réu será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedi-do e indicar as provas que pretende produzir.

Art. 307. Não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor pre-sumir-se-ão aceitos pelo réu como ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de 5 (cinco) dias.

Parágrafo único. Contestado o pedido no prazo legal, observar-se-á o proce-dimento comum.

ATENÇÃO

Sobre o procedimento comum, é bom destacar que esse se aplica a todas as causas, salvo disposição em contrário desse Código ou de lei. Ainda será aplicado subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução.

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capítulo 3

29

Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposi-ção em contrário deste Código ou de lei.

Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos de-mais procedimentos especiais e ao processo de execução.

A tutela provisória de natureza cautelar, assim como as demais tutelas pro-visórias, artigo 299, caput, do Novo CPC, como já visto, serão requeridas ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal. Ressalvada disposição especial, na ação de competência ori-ginária de tribunal e nos recursos, a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito, conforme dispõe o parágrafo único, do artigo 299, do Novo CPC.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando ante-cedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao ór-gão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

Uma vez efetivada a tutela cautelar, artigo 308, caput, do Novo CPC, o pe-dido principal terá que ser formulado pelo legitimado ativo (autor), no prazo de 30 dias, devendo ser apresentado nos mesmos autos em que foi elaborado o pedido da tutela de urgência cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

O artigo 308, § 1º, do Novo CPC, admite que o pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de tutela cautelar e, a causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do pedido principal (§ 2º, artigo 308 do CPC).

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 1o O pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de

tutela cautelar.

§ 2o A causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do

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Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a audiência de conciliação ou de mediação, na forma do artigo 334, do Novo CPC, isto é, o juiz designará a audiência com antecedência mínima de 30 dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 dias de antecedência, por seus advogados ou pessoalmente, sem necessidade de nova citação do réu, artigo 308, § 3º do CPC.

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 dias, caso em que será apresentado nos mes-mos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 3o Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a

audiên-cia de conciliação ou de mediação, na forma do art. 334, por seus advogados ou pessoalmente, sem necessidade de nova citação do réu.

Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de con-ciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 dias de antecedência.

Caso, realizada a audiência, não haja autocomposição, artigo 308, § 4º do CPC, o prazo para contestação será contado na forma do artigo 335 do Novo CPC, que dispõe que o réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 dias, cujo termo inicial será a data da audiência de conciliação ou de me-diação, ou da última sessão de conciliação, quando qualquer parte não compa-recer ou, comparecendo, não houver autocomposição, artigo 335, inciso I do Novo CPC.

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 4o Não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado

na forma do art. 335.

Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo inicial será a data:

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capítulo 3

31

I – da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conci-liação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição;

II – do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso I;

III – prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais casos.

É oportuno lembrar que, pela regra descrita, no artigo 300, do Novo CPC, a tutela de urgência, tanto cautelar quanto antecipada, será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. Para a concessão de cada uma delas (tutela cautelar ou tutela antecipada), o juiz poderá exigir caução real ou fide-jussória para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer.

Cabe esclarecer que a caução poderá ser dispensada se a parte economica-mente hipossuficiente não puder oferecê-la.

Como já visto no item anterior, a tutela de urgência, seja ela cautelar ou an-tecipada, pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia, artigo 300, § 2º do Novo CPC.

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resul-tado útil do processo.

§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso,

exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte econo-micamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após

justifica-ção prévia.

Caso o magistrado entenda (artigo 305, parágrafo único do Novo CPC) que o pedido antecedente elaborado pelo legitimado ativo de tutela cautelar tem na verdade natureza de tutela antecipada, ele observará o procedimento previsto para essa espécie de tutela de urgência, conforme a redação do artigo 303, e seus parágrafos do Novo CPC.

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Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

CURIOSIDADE

Procedimento previsto no artigo 303, do CPC, para a tutela de urgência antecipada: Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resulta-do útil resulta-do processo. Concedida a tutela antecipada, o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar. Caso o ma-gistrado entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, determinará a emenda da petição inicial em até 5 dias, sob pena de ser indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito, §1o e § 6o, do artigo 303, do CPC.

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.

§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:

I – o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar; II – o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de media-ção na forma do art. 334;

III – não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

[...]

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ante-capítulo 3

33

cipada, o órgão jurisdicional determinará a emenda da petição inicial em até 5 (cinco) dias, sob pena de ser indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito.

A tutela de urgência de natureza cautelar, art. 301, do Novo CPC,  poderá ser efetivada mediante sequestro, arrolamento de bens, arresto, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra medida idônea para asse-guração do direito da parte. Sobre esse tema, acredita Gustavo Assumpção ser “absolutamente irrazoável nomear algumas medidas cautelares”, conforme a exemplificação do artigo 301 do CPC. “De qualquer modo, ao prever tais me-didas apenas exemplificativamente, correta a conclusão do Enunciado 31 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC): O poder geral de cautela está mantido no NCPC.”

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada me-diante arresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do di-reito.

A eficácia da tutela de urgência cautelar, concedida em caráter antecedente terá cessada a sua eficácia quando: o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal; não for efetivada dentro de 30 dias; o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de mérito. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

E ainda, o indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido principal, nem influi no julgamento desse, salvo se o motivo do inde-ferimento for o reconhecimento de decadência ou de prescrição, artigo 310 do Novo CPC.

Art. 309. Cessa a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, se: I - o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - não for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou ex-tinguir o processo sem resolução de mérito.

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

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Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido principal, nem influi no julgamento desse, salvo se o motivo do indefe-rimento for o reconhecimento de decadência ou de prescrição.

3.2 Petição Inicial

A petição inicial da ação que objetiva a prestação da tutela de urgência de na-tureza cautelar, deve seguir o que dispõe a regra estabelecida no artigo 305, do CPC, isto é, deve indicar a lide, a fundamentação jurídica, a exposição sumária do direito e perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

Art. 319. A petição inicial indicará: I – o juízo a que é dirigida;

II – os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a pro-fissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;

III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; IV – o pedido com as suas especificações; V – o valor da causa;

VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;

VII – a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.

O prazo para o legitimado passivo, réu, oferecer a sua resposta será de 5 dias, artigo 306 do CPC. Não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu como ocorridos, caso em que o juiz deci-dirá dentro de 5 dias, artigo 307 do CPC.

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capítulo 3

35

Art. 306. O réu será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedi-do e indicar as provas que pretende produzir.

Art. 307. Não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor pre-sumir-se-ão aceitos pelo réu como ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de 5 (cinco) dias.

Parágrafo único. Contestado o pedido no prazo legal, observar-se-á o proce-dimento comum.

Uma vez efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formu-lado pelo autor no prazo de 30 dias, caso em que será apresentado nos mes-mos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais. Importante ressaltar que o pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de tutela cautelar, e a causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do pedido principal, artigo 308, caput e § 1º e § 2º do CPC.

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 1o O pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de

tutela cautelar.

§ 2o A causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do

pedido principal.

Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a audiência de conciliação ou de mediação, artigo 308, §3º do CPC. Não havendo autocom-posição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 3o Apresentado o pedido principal, as partes serão intimadas para a

audiên-cia de conciliação ou de mediação, na forma do art. 334, por seus advogados ou pessoalmente, sem necessidade de nova citação do réu.

§ 4o Não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado

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ATENÇÃO

Cessa a eficácia da tutela cautelar concedida em caráter antecedente, se o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal ou não for efetivada dentro de 30 dias ou ainda, o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de mérito. Se por qualquer um desses motivos cessar a eficácia da tutela de urgência de natureza cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento, artigo 309 do CPC.

Art. 309. Cessa a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, se: I - o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - não for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou ex-tinguir o processo sem resolução de mérito.

Parágrafo único. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

ATENÇÃO

O indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido principal, nem influi no julgamento desse, salvo se o motivo do indeferimento for o reconhecimento de de-cadência ou de prescrição, artigo 310 do CPC.

Esqueleto da peça prático profissional – Tutela de Urgência Cautelar

MODELO: PEÇA PROCESSUAL – TUTELA DE URGÊNCIA CAUTELAR

(fonte 14 Times New Roman, espaçamento 1,5)

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA (juízo a qual será distribuída

(juízo a qual será distribuída) (espaço de 10 linhas)

AUTOR (NOME COMPLETO), nacionalidade, estado civil, profissão, por-tador da identidade n°..., inscrito no CPF n °..., endereço eletrônico,

(38)

domici-capítulo 3

37

liado..., residente (endereço completo), vem por seu advogado, com endereço profissional na..., bairro..., cidade..., Estado..., que indica para os fins do artigo 106, inciso I do CPC, com fundamento no artigo 305 e seguintes do CPC, propor:

(espaço de uma linha)

AÇÃO... COM PEDIDO DE TUTELA CAUTELAR

(espaço de uma linha)

em face do REÚ (NOME COMPLETO), nacionalidade, estado civil, profissão, portador da carteira de identidade n°..., inscrito no CPF n °..., endereço ele-trônico, domiciliado ..., residente (endereço completo), pela lide e funda-mentos a seguir:

(espaço de duas linhas)

DA LIDE

(espaço de uma linha) (espaço de duas linhas)

DOS FUNDAMENTOS

(espaço de uma linha)

Nesse sentido é a doutrina: (inserir a doutrina, usar recuo de margem por se tratar de citação, identificar o julgado)

Nesse sentido é a jurisprudência do Egrégio Tribunal: (inserir a jurispru-dência, usar recuo de margem por se tratar de citação, identificar o julgado)

A EXPOSIÇÃO SUMÁRIA DO DIREITO QUE SE OBJETIVA ASSEGURAR (fu-mus boni iuris) E O PERIGO DE DANO /OU O RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO (periculum in mora)

(espaço de duas linhas)

DOS PEDIDOS

(espaço de uma linha)

Diante do exposto, requer:

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b) Citação do réu para contestar a demanda no prazo de 5 dias. c) Condenação do réu aos ônus da sucumbência

(espaço de uma linha)

DAS PROVAS

Requer a produção de provas, conforme artigo 369 do CPC, especialmente documental.

(espaço de uma linha)

DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$... (valor por extenso) (espaço de duas linhas)

Espera deferimento.

(espaço de uma linha)

Local e data.

(espaço de 2 linhas)

Advogado (nome completo do advogado e sua assinatura).

OAB/UF n.º... (sigla do Estado da Federação e nú-mero da OAB)

Caso concreto – tutela provisória de urgência de natureza cautelar

Maria e José são casados há 10 anos, na constância do matrimônio adquiriram uma casa de praia, uma casa de campo, o imóvel em que residem em Copaca-bana ( Rio de Janeiro), três carros, aplicações financeiras com ações do Banco do Brasil dentre outras que Maria não sabe especificar. Ocorre que o casal, após diversas discussões, resolveu divorciar. José, com o objetivo de não partilhar os automóveis com Maria, colocou-os à venda em jornais de grande circulação local.

Diante do narrado, Maria procura você, advogado, para elaborar a peça cabí-vel à defesa dos seus interesses.

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capítulo 3

39

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA DE FAMÍLIA ....

MARIA (NOME COMPLETO), nacionalidade, casada, profissão, porta-dora do RG n°... e inscrita no CPF n °..., endereço eletrônico, domiciliada da cidade do Rio de Janeiro, residente na rua (endereço completo), Copacaba-na, vem por seu advogado, com endereço profissional na..., bairro..., cida-de..., Estado..., que indica para os fins do artigo 106, inciso I do CPC, com fundamento no artigo 305 e seguintes do CPC, propor:

AÇÃO DE DIVÓRCIO COM PEDIDO DE TUTELA CAUTELAR

em face de JOÃO (NOME COMPLETO), nacionalidade, casado, profissão, portador do RG n°..., inscrito no CPF n °..., endereço eletrônico, domicilia-do na cidade domicilia-do Rio de Janeiro, residente (endereço completo), Copacabana, pela lide e fundamentos a seguir:

DA LIDE

A autora e casada com o réu há 10 anos, na constância do matrimônio adquiriram uma casa de praia, uma casa de campo, o imóvel em que o casal reside em Copacabana, Rio de Janeiro, três carros, aplicações financeiras como ações do Banco do Brasil dentre outras que a autora não sabe especi-ficar.

Ocorre que o casal após diversas discussões resolveram divorciar. O réu, com o objetivo de não partilhar os automóveis com a autora colocou-os à venda em jornais de grande circulação local.

DOS FUNDAMENTOS

O caso em tela tem amparo legal no artigo Art 2º, inciso IV da Lei 6.515/77, que dispõe que a sociedade conjugal termina com o divórcio e

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ain-da o artigo 24 ain-da citaain-da lei que estabelece que o divórcio põe termo ao casa-mento e aos efeitos civis do matrimônio religioso.

O Código Civil, em seu artigo 1.658 ainda disciplina que o regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na constância do casamento, sendo assim, a autora é meeira de todos os bens adquiridos na constância do matrimônio.

DA EXPOSIÇÃO SUMÁRIA DO DIREITO QUE SE OBJETIVA ASSEGURAR E O PERIGO DE DANO

Verifica-se a exposição sumária do direito ameaçado (fumus boni iu-ris), uma vez que autora é meeira de todo o patrimônio adquirido na cons-tância do casamento, isto é, tem direito a metade do patrimônio do casal.

O perigo de dano (periculum in mora) está presente uma vez que o réu objetiva vender os três carros do casal com o objetivo de não partilhar com a autora.

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer:

a) Que seja concedida liminarmente a tutela cautelar para o arrolamen-to de arrolamen-todo o patrimônio adquirido pela auarrolamen-tora e o réu.

b) Citação do réu para, no prazo de 5 dias, contestar o pedido da autora. c) Intimação do Ministério Público.

d) Condenação do réu aos ônus da sucumbência

DAS PROVAS

Requer a produção de provas, conforme artigo 369 do CPC, especial-mente documental.

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capítulo 3

41

DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ .... (valor do patrimônio a partilhar)

Espera deferimento.

Local e data.

Advogado

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(44)

Execução

4

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4.1 Cumprimento de sentença

Com o fito de gerar efetividade e celeridade na prestação jurisdicional, o cum-primento de sentença adotou a forma de processo sincrético. Sincretismo sig-nifica a fusão de dois ou mais elementos antagônicos em um único elemento. Assim, a expressão processo sincrético vem como sinônimo de celeridade. No que tange ao Processo Civil significa dizer que tanto a fase de cognição quan-to a fase de execução se realizam em um mesmo processo para que ocorra a rápida e efetiva solução da lide.

Segundo a lei de ritos, artigo 515, do Novo CPC, são títulos executivos judi-ciais: as decisões proferidas, no processo civil, que reconheçam a exigibilidade de obrigação de pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa; a decisão homologatória de autocomposição judicial; a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza; o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal; o crédito de auxiliar da justiça, quan-do as custas, emolumentos ou honorários tiverem siquan-do aprovaquan-dos por decisão judicial; a sentença penal condenatória transitada em julgado; a sentença ar-bitral; a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça; a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta roga-tória pelo Superior Tribunal de Justiça.

Nas hipóteses da sentença penal condenatória transitada em julgado e da decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta roga-tória pelo Superior Tribunal de Justiça, o devedor será citado no juízo cível para o cumprimento da sentença ou para a liquidação no prazo de 15 dias.

Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acor-do com os artigos previstos neste Título:

I – as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa; II – a decisão homologatória de autocomposição judicial;

III – a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza;

IV – o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventa-riante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal;

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hono-capítulo 4

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rários tiverem sido aprovados por decisão judicial; VI – a sentença penal condenatória transitada em julgado; VII – a sentença arbitral;

VIII – a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça; IX – a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo Superior Tribunal de Justiça;

§ 1o Nos casos dos incisos VI a IX, o devedor será citado no juízo cível para o

cumprimento da sentença ou para a liquidação no prazo de 15 (quinze) dias. O cumprimento da sentença, dependendo da hipótese, ocorrerá: perante os tribunais, nas causas de sua competência originária; perante o juízo que deci-diu a causa no primeiro grau de jurisdição; no juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença arbitral, de sentença es-trangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.

Nos casos do juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição e ju-ízo cível competente quando se tratar de sentença penal condenatória, de sen-tença arbitral, de sensen-tença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo, o exequente poderá optar pelo juízo do atual domicílio do executado, pelo juízo do local onde se encontrem os bens sujeitos à execução ou pelo juízo do local onde deva ser executada a obrigação de fazer ou de não fazer, casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem, tudo conforme artigo 516 e incisos do Novo CPC.

Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: I – os tribunais, nas causas de sua competência originária; II – o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição;

III – o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condena-tória, de sentença arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o exequente poderá optar pelo juízo do atual domicílio do executado, pelo juízo do local onde se en-contrem os bens sujeitos à execução ou pelo juízo do local onde deva ser executada a obrigação de fazer ou de não fazer, casos em que a remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem.

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CURIOSIDADE

Artigo 519 do Novo CPC: “Aplicam-se as disposições relativas ao cumprimento da sentença, provisório ou definitivo, e à liquidação, no que couber, às decisões que concederem tutela provisória.”

ATENÇÃO

O caput do artigo 513, do Novo CPC, consagra a regra de aplicação subsidiária do processo de execução descrito no Livro II da Parte Especial do Código.

Ainda sob a égide desse artigo (art. 513 do CPC), o § 1o elucida que o cumprimento da

sentença que reconhece o dever de pagar quantia certa, seja provisório ou definitivo, depen-derá do requerimento do exequente.

Art. 513. O cumprimento da sentença será feito segundo as regras deste Título, observando-se, no que couber e conforme a natureza da obrigação, o disposto no Livro II da Parte Especial deste Código.

§ 1o O cumprimento da sentença que reconhece o dever de pagar quantia,

provisório ou definitivo, far-se-á a requerimento do exequente.

4.1.1 Cumprimento de sentença definitivo. Sentença por quantia

certa

No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquidação, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 dias, acrescido, se houver, das custas processuais, artigo 523 do CPC.

O artigo 523, caput do CPC está ligado ao Princípio da Inércia da Jurisdição para o cumprimento de sentença de obrigação de pagar quantia certa, pois o início da execução ocorre por provocação do exequente.

Se o executado não fizer o pagamento voluntário em 15 dias, o valor devido será acrescido de multa de 10% e, também, de honorários de advogado de 10%.

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capítulo 4

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CURIOSIDADE

O STJ sumulou sobre os honorários advocatícios na fase de cumprimento de sentença. Sú-mula 517: “São devidos honorários advocatícios no cumprimento de sentença, haja ou não impugnação, depois de escoado o prazo para pagamento voluntário, que se inicia após a intimação do advogado da parte executada.”

Trata-se aqui de medida coercitiva para pressionar o executado a cumprir a obrigação de pagar a quantia devida, parágrafo § 1º, artigo 523 do CPC.

Caso o executado faça o pagamento parcial, dentro deste prazo (15 dias), a multa e os honorários incidirão sobre o restante, conforme dispõe o parágrafo § 2º, artigo 523 do CPC.

Não efetuado, dentro do prazo de 15 dias, o pagamento espontâneo pelo exequente, será expedido mandado de penhora e avaliação, do artigo 523, § 3º  do CPC.

Art. 523. No caso de condenação em quantia certa, ou já fixada em liquida-ção, e no caso de decisão sobre parcela incontroversa, o cumprimento defi-nitivo da sentença far-se-á a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de cus-tas, se houver.

§ 1o Não ocorrendo pagamento voluntário no prazo do caput, o débito será

acrescido de multa de dez por cento e, também, de honorários de advogado de dez por cento.

§ 2o Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput, a multa e os

honorários previstos no § 1o incidirão sobre o restante.

§ 3o Não efetuado tempestivamente o pagamento voluntário, será expedido,

desde logo, mandado de penhora e avaliação, seguindo-se os atos de expro-priação.

A petição de requerimento do exequente para o cumprimento definitivo da sentença será instruída com demonstrativo discriminado e atualizado do cré-dito, devendo conter: o nome completo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do exequente e do executado, observado o disposto no art. 319, §§ 1º a 3º; o índice de correção

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monetária adotado; os juros aplicados e as respectivas taxas; o termo inicial e o termo final dos juros e da correção monetária utilizados; a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso; especificação dos eventuais descontos obrigatórios realizados; a indicação dos bens passíveis de penhora, sempre que possível (artigo 524, e incisos do CPC).

CURIOSIDADE

O demonstrativo discriminado e atualizado do crédito do exequente, disciplinado no artigo 524, caput do Novo CPC, trata-se de exigência formal do cumprimento de sentença por quantia certa.

Quando o valor apontado no demonstrativo apresentado pelo exequente, aparentemente exceder os limites da condenação, a execução será iniciada pelo valor pretendido, mas a penhora terá por base a importância que o juiz enten-der adequada, § 1º, do artigo 524 do CPC.

Art. 524. O requerimento previsto, no art. 523, será instruído com demonstra-tivo discriminado e atualizado do crédito, devendo a petição conter:

I - o nome completo, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do exequente e do executado, observado o disposto no art. 319, §§ 1o a 3o;

II - o índice de correção monetária adotado; III - os juros aplicados e as respectivas taxas;

IV - o termo inicial e o termo final dos juros e da correção monetária utilizados; V - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso;

VI - especificação dos eventuais descontos obrigatórios realizados; VII - indicação dos bens passíveis de penhora, sempre que possível.

§ 1o Quando o valor apontado, no demonstrativo, aparentemente exceder os

limites da condenação, a execução será iniciada pelo valor pretendido, mas a penhora terá por base a importância que o juiz entender adequada.

§ 2o Para a verificação dos cálculos, o juiz poderá valer-se de contabilista do

juízo, que terá o prazo máximo de 30 (trinta) dias para efetuá-la, exceto se outro lhe for determinado.

Referências

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