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Como montar uma empresa de curtume de couro de peixe

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Academic year: 2022

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Como montar

uma empresa de curtume de couro de peixe

EMPREENDEDORISMO

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Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN

Diretor-Presidente

Guilherme Afif Domingos

Diretora Técnica

Heloísa Regina Guimarães de Menezes

Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lages

Unidade de Capacitação Empresarial e Cultura Empreendedora

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

flavio luís de souza lima

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda.

www.staffart.com.br

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

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Sumário

1 1. Apresentação ...

2 2. Mercado ...

3 3. Localização ...

4 4. Exigências Legais e Específicas ...

5 5. Estrutura ...

6 6. Pessoal ...

6 7. Equipamentos ...

7 8. Matéria Prima/Mercadoria ...

8 9. Organização do Processo Produtivo ...

12 10. Automação ...

13 11. Canais de Distribuição ...

13 12. Investimento ...

14 13. Capital de Giro ...

15 14. Custos ...

16 15. Diversificação/Agregação de Valor ...

17 16. Divulgação ...

17 17. Informações Fiscais e Tributárias ...

19 18. Eventos ...

20 19. Entidades em Geral ...

21 20. Normas Técnicas ...

24 21. Glossário ...

26 22. Dicas de Negócio ...

26 23. Características ...

27 24. Bibliografia ...

27 25. URL ...

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Apresentação / Apresentação

1. Apresentação

O couro do peixe tem sido utilizado pela indústria da moda na fabricação de acessórios como bolsas, cintos, carteiras e sapatos.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o

empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?A necessidade do aproveitamento integral dos subprodutos gerados pelo cultivo de peixes é crescente, principalmente devido à porcentagem elevada dos resíduos após filetagem que tem sido um problema para o produtor ou para o abatedouro (Contreras-Guzmán, 1994). E dentre esses resíduos está a pele como o principal subproduto. A fabricação e

comercialização do couro de peixe é uma atividade que teve seu início na década de 70. Por se tratar de uma iniciativa voltada ao aproveitamento do rejeito da indústria pesqueira passou a chamar a atenção do mercado, principalmente aquele focado em produtos ecologicamente corretos. As peças feitas com a pele do animal ajudam a preservar o meio ambiente e são tão resistentes quanto o couro bovino (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil -CICB, 2010). A pele pode ser beneficiada e resultar em uma matéria-prima de qualidade e de aspecto peculiar inimitável, após o

curtimento, devido à sua resistência e desenho formado na sua superfície,

principalmente as peles de peixes com escamas. As características do produto obtido, como: a resistência da matéria- prima, suas características exóticas e sua

aplicabilidade em vários produtos de alto valor agregado vêm despertando a

curiosidade e o interesse de muitos empreendedores. Segundo Ingram e Dixon (1994), as peles de peixes são consideradas como um couro exótico e inovador, com

aceitação geral em vários segmentos da confecção. A atividade vem sendo explorada comercialmente não só através de parcerias com as empresas de pesca, tanto as de água doce quanto salgada, mas também com criatórios de peixes espalhados pelo País. O mercado da moda já reconhece o valor e a importância do uso do couro de peixe na fabricação de acessórios como bolsas, cintos, carteiras e sapatos. A importância dada ao uso de matérias- primas alternativas, com o apelo do

“politicamente correto”, torna a atividade econômica do curtume de couro de peixe inovadora e altamente promissora. Nesta "Idéia de Negócio" serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de abrir um curtume de couro de peixe. Entretanto, este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso.

Para a elaboração do Plano de Negócio, deve ser consultado o SEBRAE mais próximo.

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Apresentação / Apresentação / Mercado

2. Mercado

O setor curtidor é de grande importância para a economia brasileira. Vale lembrar que a cadeia produtiva do couro, que envolve os segmentos de curtumes, calçados, componentes, máquinas e equipamentos para calçados e couros, artefatos e artigos de viagem em couro, reúne 10 mil indústrias, gera mais de 500 mil empregos e movimenta receita superior a US$ 21 bilhões de dólares por ano. Devido ao mercado nacional ser relativamente restrito, uma boa saída para o empreendedor é a

exportação do couro. Porém, deve-se cumprir alguns padrões de qualidade e especificidades, tais como peles nos tamanhos exigidos, padronagem adequada, padrão de acabamento, de qualidade, resistência e durabilidade compatível, capacidade de produção, dentre outros, deverão ser observados. As exportações brasileiras de couros somaram US$ 1 bilhão no acumulado dos sete meses deste ano, registrando um aumento de 74% em relação ao mesmo período de 2009, mas ainda 16% abaixo do volume exportado durante os primeiros sete meses de 2008. O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base nos dados da prévia da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior. “A despeito do crescimento no acumulado, a receita de US$ 143 milhões dos embarques em julho foi 13,33% menor em relação ao mês anterior, reflexo da lenta recuperação das economias norte-americana e européia, mas também

sinalizando uma perda de competitividade da indústria brasileira, principalmente em relação aos artigos mais elaborados e de maior custo de produção” analisa o

presidente do CICB, Wolfgang Goerlich. Segundo o executivo, o valor contabilizado ate julho 2010 está confirmando a previsão do setor para uma exportação total em torno de US$ 1,7 bilhão, como também o cenário de um segundo semestre mais difícil.

Goerlich observa que tal receita significa um crescimento de quase 50% em comparação às vendas externas de 2009, aumentando de maneira relevante a contribuição da indústria curtidora no saldo para a balança comercial brasileira, ainda que se situe aquém do patamar das exportações em 2007, o ano précrise, quando atingiram o montante US$ 2,2 bilhões. Os principais corredores de escoamento da pauta são o Porto do Pecém, Porto de Fortaleza, Porto de Santos e os aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro. Os países-destino que estão em evidência são Itália que comprou US$ 30,35 milhões de couro proveniente do Ceará. Também são

importadores expressivos os Estados Unidos (US$27,07 milhões); China (US$ 18,88 milhões); Indonésia (US$ 10,90 milhões) e Vietnã (US$ 9,06 milhões). Para manter sua posição no mercado internacional, a indústria brasileira, uma das maiores exportadoras mundiais de couros, vem diversificando cada vez mais seus mercados e aumentando a oferta de produtos mais sofisticados, de maior valor agregado. Ao mesmo tempo são reforçadas iniciativas para valorizar cada vez mais o couro nacional no exterior, a exemplo da bem-sucedida campanha “Brazilian Leather”. Neste sentido o curtimento do couro de peixe despertou o interesse do mercado, sobretudo naquele focado em produtos ecologicamente corretos tornando tal atividade econômica em inovadora e altamente próspera. As características do produto obtido pelo processo de curtimento do couro do peixe apresentam um couro exótico e inovador com uma qualidade e aspecto peculiar inigualável e com aplicabilidade em vários produtos de alto valor agregado chamando a atenção de muitos empreendedores. O maior cliente para o

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização

produto couro de peixe é sem dúvida o mercado da moda. Considerado tão resistente quanto o couro bovino e com características semelhantes, o couro do peixe tem sido utilizado como matéria-prima para confecção de bolsas, sapatos, cintos, brincos, pulseiras e tiaras artesanais (CICB, 2010). Apesar das iniciativas econômicas atualmente explorarem de forma artesanal o uso desta matéria-prima, grandes mercados consumidores, altamente qualificados vem buscando de forma agressiva a diferenciação em suas criações através do emprego de materiais alternativos, com apelo sócio-ambiental e ecológico. Devido a este tipo de apelo, importantes eventos e grifes prestigiadas voltam os olhares para o couro de peixe, tratando-o como uma matéria-prima exótica, exclusiva e por isso valorizada no mercado. De modo geral, existem, atualmente, 450 curtumes no Brasil, onde, cerca de 80% são de pequeno porte, empregando de 4 a 99 empregados cada um. Os países europeus são exigentes e inovadores no uso destes materiais, apelando para as características de

exclusividade. Já os países asiáticos são atraídos pelas características exóticas da matéria-prima. A grande barreira a ser vencida pelos empreendedores que se dedicam a esta atividade econômica está relacionada ao processo de obtenção e

beneficiamento da matéria-prima. O mercado está interessado em adquirir e utilizar o produto, mas quer saber e acompanhar as técnicas utilizadas para sua obtenção e processamento, sob pena de perder o caráter ecológico tão valorizado. Uma característica peculiar deste tipo de negócio é que, apesar de depender de uma atividade econômica extremamente fechada e de difícil entrada – que é a da indústria pesqueira, o empreendedor não precisa ser do meio. Geralmente o couro do peixe é considerado lixo e problema para os pescadores, e ainda pode ser negociado a preços simbólicos apenas para favorecer a destinação final adequada do material. Este fato pode ser muito bem aproveitado pelo empreendedor que pretende explorar a atividade do curtume de couro de peixe, uma vez que a produção anual brasileira de pescados gira em torno de 800.000 toneladas/ano, onde o couro representa de 8 a 12% deste valor total.

3. Localização

Pelas características da atividade, onde são empregados muitos produtos químicos e gerados resíduos sólidos e líquidos, o local para a instalação do curtume deve ser adequado, e apresentar condições de instalação de unidade de tratamento de

resíduos. Deve também estar próximo aos fornecedores da matéria- prima, buscando com isto reduzir custos de pré-processamento, armazenagem e transporte. Outro aspecto que diz respeito à regularização das atividades da empresa é que se não estiver de acordo com as normas da prefeitura quanto ao que rege o plano diretor para a área onde está localizado o imóvel, acaba inviabilizando seu registro. A consulta junto à prefeitura é necessária para se conhecer as exigências relativas ao código sanitário e ao código de obras. As atividades econômicas da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano Diretor Urbano (PDU). É essa Lei que determina o tipo de atividade que pode funcionar em determinado endereço. O local escolhido deve ser distante de hospitais ou outros tipos de empresas cujo produto prejudique a indústria de curtimento; não pode ser instalada na própria residência ou em apartamentos, só

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas

pode ser instalada em área comercial. A melhor alternativa é procurar um imóvel apropriado para alugar, onde além da área disponível para a instalação das máquinas, tenha ainda condições de ajustes para atender as normas da vigilância sanitária e do ministério da agricultura, estabelecendo espaços apropriados para guardar as

matérias-primas e as embalagens, bem como disponha de escritório, refeitório e banheiros.

4. Exigências Legais e Específicas

O empreendedor que está disposto a constituir uma indústria para processamento de couro de peixe deve requerer os registros e licenças necessárias à implantação do negócio, tais como: 1)Consulta Comercial Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa deve-se realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja

empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo. Órgão

responsável: · Prefeitura Municipal; · Secretaria Municipal de Urbanismo. 2) Busca de nome e marca Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada. Órgão responsável: · Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). 3)

Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou empresário junto a Receita Federal, por meio de pesquisas do CPF. Órgão responsável: · Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples. 4)

Solicitação do CNPJ Órgão responsável: · Receita Federal. 5) Solicitação da Inscrição Estadual Órgão responsável: · Receita Estadual 6) Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido. Para conceder o alvará de funcionamento a prefeitura ou administração municipal solicitará que a vigilância sanitária faça inspeção no local para averiguar se está em

conformidade com a Resolução RDC nº 216/MS/ANVISA, de 16/09/2004. Órgão responsável: · Prefeitura ou Administração Municipal; · Secretaria Municipal da Fazenda. 7) Matrícula no INSS Órgão responsável: Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas – INSS Além de todos esse procedimentos, é muito importante lembrar que essa atividade exige o conhecimento do Código de Defesa do Consumidor- Lei nº. 8.078/1990. Além do registro da empresa que pode ou não adotar o regime da lei geral das micro e pequenas empresas, qualquer atividade econômica deve respeitar o código de defesa do consumidor (CDC - Lei nº 9.870/1999), pois ele estabelece uma série de direitos e obrigações ao fornecedor e ao consumidor. A empresa deverá atender a algumas regras, tais como: responsabilidade sobre o fornecimento dos produtos e serviços, garantia da qualidade, rastreabilidade, entre outros. O Brasil não possui uma Lei que trate especificamente dos aspectos

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura

ambientais relativos à produção de couro. A Lei número 11.211 de 19 de dezembro de 2005, conhecida como Lei dos couros, dispõe sobre as condições exigíveis para a identificação do couro e das matérias primas sucedâneas, utilizados na confecção de calçados e artefatos. Entretanto, de forma não específica, segue abaixo a legislação ambiental que trata do controle da poluição que pode ser plenamente aplicada aos curtumes: - Lei Nº 6.938/1981. Dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente e institui o licenciamento ambiental e a avaliação de impacto ambiental como

instrumentos dessa Política. - Decreto 99.274/1990. Regulamenta a Lei 6.938/1981. - Resolução CONAMA Nº 001/1986. Trata do Estatuto de Impacto Ambiental e

respectivo Relatório de Impacto ao Meio Ambiente. - Resolução CONAMA Nº

237/1997. Distribui as competências, em matéria de licenciamento, entre o IBAMA, os Estados e os Municípios. - Resolução CONAMA Nº 357/2005. Dispõe sobre a

classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Torna-se de fundamental importância que o empreendedor interessado na implantação de um curtume de couro de peixe entre em contato com os órgãos Federais, Estaduais e Municipais competentes para a viabilização do registro e das licenças necessárias para o empreendimento, tendo como base: - Licença ambiental Estadual; - Licença ambiental Federal; - Licença Prévia; - Licença de Instalação; - Licença de Operação.

5. Estrutura

A estrutura básica deve contar com uma área mínima de 80m2, que deverá ser dividida entre a área onde será beneficiado couro e o espaço para o escritório. Assim sendo, o curtume necessita de infra-estrutura mínima que contemple uma área de recebimento e armazenagem da matéria-prima principal (couro do peixe), que deve ser refrigerada como, por exemplo, uma câmara fria, além de espaço para armazenagem de produtos químicos. Uma área de processamento com tanques e sistema de lavação, uma área de secagem com controle de temperatura e umidade, espaço para estoque e expedição de produtos acabados, e deve também dispor de sistema de tratamento de resíduos. Um escritório bem montado, refeitório e banheiros completam a relação da estrutura. Salientando que todas as áreas devem estar imunes, ou isentas de interferência de insetos de qualquer natureza e muito bem arejadas. Também é importante que o empresário forneça boas condições de trabalho aos seus

colaboradores, fato este que se reflete positivamente na satisfação e produtividade.

Outro aspecto a ser observado refere-se à adequação (ergonomia) dos postos de trabalho, pois em função da duração e caráter repetitivo das atividades realizadas, é muito importante que os funcionários estejam bem acomodados, em cadeiras e acessórios apropriados para evitar problemas de saúde ocupacional.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos

6. Pessoal

Por se tratar de atividade econômica pouco explorada, a oferta por pessoal

especializado ainda é pequena, portanto, o empresário deve prever um período inicial de treinamento da mão-de-obra. A vantagem é que se pode começar o negócio com um número reduzido de colaboradores (funcionários) e ir contratando à medida que o número de clientes aumente. Vale ressaltar também a importância de todos os colaboradores respeitarem determinadas condições, como asseio pessoal, o uso de uniformes, técnicas de manipulação e processamento no curtimento do couro, entre outras. Por se tratar de atividade que é basicamente manufatureira, e que absorve pessoas com baixo grau de instrução, torna-se uma atividade com alta taxa de rotatividade, ou seja, as pessoas começam a trabalhar e desistem com muita

facilidade. Este fato gera grandes problemas de continuidade do trabalho, garantia de qualidade e cumprimento aos prazos contratados. Portanto, quanto mais criterioso for o processo de seleção, e mais justas forem as políticas de remuneração e valorização, menores serão os problemas futuros com os funcionários. Como estimativa para analisar a operação de um curtume de couro de peixe, considera-se a necessidade inicial de 4 funcionários na produção, um no administrativo e um no comercial para compor a equipe de trabalho, além do envolvimento em tempo integral do empresário.

Todas as pessoas que trabalham na atividade devem ter algumas características para saber atender bem, tais como a habilidade em ouvir e atender os clientes, naturalidade na orientação dos clientes, boa vontade, persistência e paciência, saber negociar, equilíbrio emocional, identificar as necessidades dos clientes, iniciativa, agilidade e presteza no atendimento, identificar o perfil do usuário. Essas características podem ser adquiridas através de treinamentos o que deve ocorrer periodicamente para o empreendedor e seus funcionários.

7. Equipamentos

É muito importante que o empresário, antes de iniciar suas atividades, visite outras fábricas semelhantes e também peça para ver os equipamentos dos fornecedores em funcionamento. Estes cuidados iniciais são de grande utilidade para a escolha dos melhores e mais apropriados equipamentos (segundo as condições financeiras) para iniciar o novo negócio. É necessário definir com clareza as especificações técnicas, modelos, marcas, capacidades para a realização de operações para depois escolher os equipamentos, instalações e materiais diversos bem com as principais técnicas de produção a serem adotadas. Os principais equipamentos necessários para a produção de couro de peixe curtido são: • Fulão, com gramalheira e disco; • Máquina de

descarna e corte; • Máquina de rebaixar ou rebaixadeira; • Mesas inox; • Balança; • Esmeril; • Serra mecânica; • Plaina limpadora; • Máquina de secar; • Máquina de lixar com exaustor; • Máquina de amaciar; • Prensa hidráulica; • Ferramentas manuais; • Móveis e utensílios do escritório.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria

8. Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa

A principal matéria-prima é o couro de peixe. Este pode ser obtido diretamente nas indústrias processadoras do pescado, bem como junto aos pescadores artesanais. No caso das indústrias do pescado, todo o processo ocorre no próprio curtume. Já com os pescadores artesanais, eles podem ser treinados com as técnicas de conservação e acumular várias peles de peixe antes de comercializá-las.

Os peixes cujas peles são apropriadas para o curtimento provenientes de água doce são a Tilápia (cuja produção vem crescendo rapidamente em função dos criatórios e do aumento da demanda pela carne do peixe), o Curimatã, Tambaqui, Carpa Comum, Carpa Prateada, Carpa Cabeça Grande, Carpa Capim, Dourado, Peroá, Pacú. E os peixes do mar como Tainha, Corvina, Linguado, Cação, entre outros. De modo geral, todos os pescados podem ter suas peles curtidas.

Por ser considerado um resíduo incômodo para os processadores do pescado, o couro do peixe é obtido por valores irrisórios. Por ser uma matéria-prima altamente perecível, o mesmo deve ser sempre manipulado e transportado gelado ou frigorificado, o que demanda grande quantidade de gelo e/ou energia.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo

Existe ainda uma gama de produtos químicos utilizados na etapa de curtimento tais como o sulfato de cromo, a cal para inchar e corrigir o pH das peles salgadas, o sulfeto de sódio ou os ácidos sulfúrico e fórmico empregados na preparação. Assim como os materiais de apoio ao processo de preparação e acabamento do couro curtido.

Por último as embalagens a serem utilizadas para o produto final devem ser resistentes e devidamente etiquetadas identificando o produto e o fabricante.

9. Organização do Processo Produtivo

O curtimento do couro é realizado para evitar que o mesmo apodreça e tenha que ser jogado no lixo. A forma de realizar este processo é semelhante àquela utilizada com o couro de outros animais. As diferenças estão nas características observadas na pele dos peixes, que chegam a oferecer resistência muito superior às outras peles. O cuidado com que é removida a carne de peixe contida entre o tecido e as fibras é que vai conferir a qualidade do couro de peixe. Esta operação permite que o restante do processo de curtimento seja bem realizado, evitando o ataque de microorganismos. O resultado é uma pele preservada, com validade indeterminada, macia, flexível e resistente, ideal para aplicação em calçados e acessórios do vestuário. As principais etapas por que passa a pele durante o processo de curtimento são: • Recepção: é feita a separação das matérias-primas de acordo com o fornecedor; - Conservação: esta etapa tem como objetivo evitar a putrefação (apodrecimento) das peles, minimizando o desenvolvimento de bactérias e ações enzimáticas. Antes de efetuar qualquer

processo de conservação deve-se fazer uma lavagem prévia das peles, recortá-las e pré-descarnálas. A conservação deve ter início até, no máximo, quatro horas após o abate do animal, respeitando sempre as variações decorrentes das condições

ambientais. A conservação pode ser realizada com uso de sal, salmoura ou biocídas, ou, ainda, com o emprego de técnicas, tais como: . Resfriamento: no sistema de conservação por resfriamento as peles são submetidas a temperaturas próximas de 0ºC, no interior de geladeiras ou câmaras frias. A estocagem da pele resfriada em temperaturas que variam entre 4ºC e 6ºC é possível por até uma semana. . Congelamento: na técnica de congelamento, as peles previamente resfriadas são mantidas a temperaturas de até 30ºC negativos, no interior de congeladores ou freezers. Nestas condições, as peles podem ser armazenadas durante meses ou, até mesmo, anos; • Lavagem: as peles são colocadas no fulão (espécie de máquina de lavar roupas) juntamente com solução detergente e bactericida para retirar a parte gordurosa das peles; • Remolho: é um processo de limpeza das peles e sua condução constitui fator determinante das etapas posteriores. Para cada situação há um remolho

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mais adequado, como se pode verificar pelas próximas explicações:; - Peles

Refrigeradas. As peles são pesadas e colocadas no interior do fulão. Acrescenta-se 200% de água (sobre o peso das peles) e 0,2% de tensoativo não-iônico. Roda-se o fulão a uma velocidade de 4 rpm (quatro rotações ou voltas por minuto), até que as peles apresentem aspecto totalmente flexível. Depois disto escorre-se o banho (despreza-se a água do interior do fulão, com o auxílio da tampa gradeada); - Peles Congeladas. As peles congeladas devem ser colocadas em um fulão sem movimento, onde acrescenta-se água suficiente para cobri-las. As peles devem permanecer assim até que apresentem aspecto relativamente flexível (até descongelarem). Após,

acrescenta-se 0,2% de tensoativo não iônico e roda-se o fulão a 4 rpm por mais 1 ou 2 horas, ou até as peles apresentarem aspecto totalmente flexível. Depois disto escorre- se o banho; - Peles sem Processo de Conservação. As peles que serão processadas imediatamente após retiradas do animal e que não sofreram nenhum processo de conservação, são submetidas a um banho com 200% de água e 0,2% de tensoativos não-iônico. Roda-se o fulão por 1 ou 2 horas e escorre-se o banho; • Descamação ou Caleiro. O caleiro tem por objetivo remover a epiderme, juntamente com as escamas, e promover uma abertura da estrutura fibrosa. As peles remolhadas passam por um banho com 100% de água, 1,5% de sulfeto de sódio e 0,2% de tensoativo não iônico.

O fulão deve rodar durante dez minutos a cada hora, durante 2 horas. As escamas que permanecerem após este período devem ser removidas com auxílio de uma espátula ou com as costas de uma faca; . Descarne. O descarne promove a remoção da camada hipodérmica, constituída por tecido adiposo (gorduras), facilitando a

penetração, na pele, dos produtos químicos que serão usados nas etapas posteriores.

Faz-se, com o auxílio de uma espátula ou com as costas de uma faca, uma raspagem da gordura e de eventuais restos de carne que estejam aderidos à pele; • Desengraxe:

O desengraxe visa eliminar o excesso de gordura das peles. Para tanto, estas são submetidas a um banho com 100% de água e 0,5% de agente desengraxante à base de solventes orgânicos, durante 30 minutos em um fulão em movimento a 4 rpm. Após o banho o líquido deve ser escorrido e as peles bem lavadas; • Desencolagem e Purga: A desencalagem tem o objetivo de remover a alcalinidade conferida às peles durante o processo de caleiro. A purga visa à limpeza interna das peles.O processo consiste em colocar as peles em um banho com 100% de água e 1,5% de agente desencalante. Roda-se o fulão durante 30 minutos a 8 rpm e acrescenta-se 0,07% de purga de alta concentração, rodando mais 30 minutos; A fim de verificar se o processo está concluído, corta-se um pedaço de uma das peles. Este pedaço é escorrido para eliminar o excesso de água, é cortado novamente e, sobre este corte é aplicada solução de fenolftaleína, que deve permanecer incolor. Caso se desenvolva uma coloração rosada, deve-se deixar o fulão rodar por mais tempo ou acrescentar mais agente desencalante, deixando-se rodar mais tempo. Faz-se novamente o corte com fenolftaleína até que permaneça incolor. Depois disto o banho deve ser escorrido e as peles lavadas. • Píquel ou piquelagem: O píquel tem como objetivo preparar as fibras colágenas para penetração do agente curtente. As peles desencaladas e purgadas são colocadas em um banho com 100% de água e 6% de sal. Deixa-se rodar por 10

minutos e, após, com o fulão em movimento, acrescenta-se pelo funil, 2% de ácido fórmico diluído 1:10 (uma parte de ácido para dez partes de água) em três adições com intervalos de 10 minutos (adiciona-se 1/3, aguarda-se 10 minutos, adiciona-se mais 1/3 e assim sucessivamente até adicionar todo o ácido); Roda-se o fulão a 8 rpm e, após 2 horas, o processo deve estar concluído. Para verificar se esta fase foi

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completada, corta-se um pedaço de uma das peles, elimina-se o excesso de água, corta-se novamente e aplica-se solução de VBC (verde de bromocresol), cuja

coloração deve permanecer amarela. Caso se apresente uma coloração esverdeada ou azul, deve-se rodar mais tempo. Ainda persistindo o tom esverdeado ou azul, acrescenta-se mais ácido fórmico e deixa-se rodar até obter-se a coloração amarela. • Curtimento: O curtimento promove a estabilização da proteína colágena, tornando as peles imputrescíveis. É também a transformação das peles em material estável e que não apodrece. No mesmo banho de píquel acrescenta-se 8% de agente curtente (combinação de cromo com tanino sintético). O fulão deve rodar a 8 rpm, durante 1 hora. Depois disto adiciona-se 1% de agente basificante diluído 1:10, pelo funil, em três adições com intervá-los de 10 minutos. Deixa-se rodar por mais 1 hora e verifica- se o pH do banho com papel indicador universal. Se o pH estiver abaixo de 3,8, deve- se acrescentar mais basificante até que o pH se estabilize entre 3,8 e 4,0. Então deixa- se rodar por mais 4 horas. Ao final deste tempo, o pH deve permanecer entre 3,8 e 4,0;

• Descanso: O descanso tem como objetivo propiciar tempo para que se completem as reações de curtimento. Retira-se as peles do banho de curtimento e deixa-se que repousem sobre uma superfície plana por um período de 24 horas; - Acabamento Molhado. O acabamento molhado envolve uma série de operações responsáveis por determinar as características finais das peles. Estas operações estão descritas a seguir: • Neutralização: Esta etapa visa a eliminação dos ácidos livres existentes nas peles. As peles são colocadas no fulão com 100% de água à temperatura de 30ºC e 1,5 % de agente neutralizante. Roda-se o fulão por 40 minutos à velocidade de 8 rpm.

Após este tempo o pH deve estar entre 4,5 e 5,0. Para verificar o pH da pele faz-se um corte e aplica-se solução de VBC (verde de bromocresol), que deve apresentar

coloração azulada. O pH do banho é medido com papel indicador universal e deve ser semelhante ao da pele. Escorre-se o banho e lava-se bem as peles; • Recurtimento:

Tem como objetivo acentuar ou mesmo modificar as características obtidas durante o curtimento. As peles são colocadas no fulão em banho com 100% de água à

temperatura de 40ºC com 5% do agente curtente (combinação de cromo com tanino sintético). Roda-se o fulão por 40 minutos a 8 rpm. Acrescenta-se, então, 0,5% de formiato de sódio e roda-se por mais 20 minutos. O pH deve estar em torno de 4,5.

Caso esteja abaixo deste valor, devem ser adicionadas pequenas doses de

bicarbonato de sódio diluído 1:10, até se alcançar o valor de pH ideal. Escorre-se o banho; • Tingimento: Esta etapa visa a fixação de cores nas peles. Com as peles já no fulão coloca-se 50% de água e 3% de corante previamente diluído. Deixa-se rodar por 30 minutos e, então, faz-se um corte em uma das peles a fim de verificar a penetração do corante na espessura das peles. Se não estiver completamente tingida, deixa-se rodar mais tempo. Se ainda não for suficiente, acrescenta-se mais corante. Após obter- se um tingimento total acrescenta-se 100% de água à temperatura de 4ºC e 0,5% de ácido fórmico diluído 1:10 pelo funil, e deixa-se rodar por mais 20 minutos. O pH deve estar em torno de 4,5. Escorre-se o banho; • Engraxe: O objetivo do processo de engraxe é dar maciez ao couro. Imediatamente após ter-se escorrido o banho de tingimento, acrescenta-se 100% de água à temperatura de 40º C e 8% de óleo universal para engraxe diluído 1:4 a 60ºC. Roda-se o fulão por 1 hora, a 8 rpm. Após este período o banho deve estar transparente ou levemente turvo. Caso contrário, aquece-se o banho e deixa-se rodar mais tempo. Depois disto adiciona-se 0,5% de ácido fórmico diluído 1:5 e roda-se por mais 20 minutos. O pH final deve situar-se em torno de 3,7. Escorre-se o banho e lava-se as peles com água fria; - Pré-Acabamento.

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Esta fase envolve a realização de operações como a secagem e o amaciamento, e visa a preparação das peles para que estejam adequadas para o acabamento final; • Secagem: A secagem visa eliminar o excesso de água das peles. As peles devem ser penduradas expostas ao ar para que se reduza o teor de umidade das mesmas.

Amaciamento. O amaciamento complementa o trabalho feito durante o engraxe, contribuindo para conferir maciez às peles. Depois de secas, as peles são amaciadas em equipamentos como a roda de amaciar, ou, na falta desta, podem ser friccionadas contra a quina de uma mesa, desde que esta tenha as arestas arredondadas. -

Acabamento Final. Nesta etapa é conferido às peles seu aspecto definitivo. O acabamento deve ser conduzido conforme o destino que será dado às peles, bem como é colado em telas especiais, costurado e embalado. Aquelas que serão utilizadas em artefatos de aparência natural estão prontas para serem comercializadas após o amaciamento, o acabamento é feito com aplicações de resinas e lacas sobre o couro, através de pulverização com pistola de ar. É necessária a prensagem com chapa aquecida para realçar o brilho. Esta operação é executada através de uma pressa hidráulica (a 7ºC e pressão de 120 atm), que fixa os pigmentos que permitem realçar a beleza das peles exóticas. Alguns tipos de acabamento: . Acabamento com Pigmento.

O pigmento é um produto sintético, aplicado em couro de baixa qualidade. O objetivo é que eventuais defeitos sejam atenuados e o resultado é um couro com efeito

plastificado; . Acabamento Semi-Anilina. É intermediário entre o anilina e o pigmentado. Nesse tipo de acabamento são utilizadas pequenas quantidades de pigmentos para obtenção de efeitos de igualização e cobertura; . Acabamento com Anilina. Realça o aspecto natural do couro, não usando pigmentos. . Outros

Acabamentos. Verniz, acabamento com poliuretano à base de solventes. Outros acabamentos podem ser obtidos depois que o couro estiver em nível de acabamento.

É fato que um dos maiores custos para este negócio é a água e seu tratamento, sugere-se então que a indústria desenvolva um plano voltado à redução do consumo de água composto pelas seguintes etapas: - Medição rotineira da quantidade de água consumida (total e nos pontos de maior consumo); - Formação de histórico e

acompanhamento contínuo do consumo de água, com os dados coletados registrados de forma adequada (por exemplo, planilhas com consumo total e por setores da empresa, em base mensal - com gráfico, para melhor visualização de tendências ao longo do ano). É importante definir e usar indicadores de consumo de água

específicos, relacionados com a produção – ex.: litros água totais / couro inicial ou produzido. OBS.: ATENÇÃO aos medidores utilizados – devem ser de boa qualidade e estar devidamente CALIBRADOS; é importante que além da indicação da vazão instantânea (ex.: m3/h), os medidores possuam totalizador de volume (m3 ou litros totais, passados pelo medidor). Após a medição implementada (2 a 3 meses de

medições e seus registros), deve-se elaborar um plano de redução e racionalização do consumo de água, incluindo: - Medidas de melhoria e otimização dos processos relacionadas com a minimização do uso de água e de geração de efluentes líquidos (ex.: uso de banhos “curtos”); - Avaliações criteriosas e cuidadosas sobre as

possibilidades de reuso ou reciclagem de águas e de soluções usadas que saem das várias etapas do processo; - Tratamento adequado, otimizado e racionalizado dos efluentes líquidos; - Avaliação criteriosa e cuidadosa sobre as possibilidades de reuso ou reciclagem dos efluentes líquidos tratados; - Boas práticas de organização,

manutenção e limpeza da área produtiva (ex.: eliminação de vazamentos de água limpa, de banhos, de águas de lavagens das peles, bem como de desperdícios de

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água de uso geral – limpeza de equipamentos, da fábrica etc.); - Treinamento efetivo do pessoal operacional nos novos procedimentos gerados pelo plano, bem como ampla divulgação de seus resultados para as pessoas do curtume.

10. Automação

Uma tendência cada vez mais presente nas empresas que buscam o sucesso é automatizar as diversas atividades desenvolvidas. A automação melhora o dinamismo dos serviços oferecidos, reduzindo filas, tempo de espera, agilizando a emissão de notas fiscais, entre outros. A automação no curtimento do couro de peixe ocorre nas áreas de produção assim como nas áreas administrativa e de vendas. Entretanto, devido às características únicas de cada pele de peixe, as principais atividades produtivas são necessariamente realizadas pelas pessoas. Não existem, portanto, equipamentos totalmente automáticos para este tipo de produção. As atividades administrativas e comerciais podem se valer de sistemas de controle com elevado nível de automação, inclusive interligando todas as etapas do negócio, desde a compra das peles até a comercialização. Quanto ao processo administrativo, existem diversos softwares (pacotes) que auxiliam o empreendedor na gestão de seu negócio (existem aplicações integradas de controle de processos de vendas, controle de estoque, contas a pagar e receber etc. próprios para pequenas indústrias – vide

www.cartaobndes.gov.br). Esses aplicativos contribuem para a melhoria do processo de tomada de decisões, melhoram a produtividade, dentre outros benefícios. Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de pequenos negócios. Para uma produtividade adequada, recomenda-se a utilização de um software de controle integrado que acompanhe os processos de gestão financeira, de estoques e comercial.

Tais softwares possibilitam o cadastro de clientes e fornecedores, serviço de mala- direta para clientes e potenciais clientes, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa etc. Deve-se procurar softwares de custo acessível e compatível com uma pequena empresa. O ideal inclusive que procure apoio de profissionais qualificados para prestar uma assessoria na definição de um software amigável e de fácil manuseio para tirar o máximo de produtividade da ferramenta. Seguem algumas opções: Automatiza Financeiro. Sistema CRGNET. Financeiro. Orçamento

Empresarial. SIC – Sistema Integrado Comercial. PDV Empresarial Professional.

Sintec-pro. InstantCashBook. Direct Control Standard. Desktop Sales Manager.

SGCON – Sistema Gerencial Contábil. Advanced Accounting Powered by CAS.

Contact your Client Professional. JFinanças Empresa. GPI – Gerenciador Pessoal Integrado. SGI – Sistema Gerencial Integrado. MaxControl. Apexico VAT-Books.

Yosemite Backup Standard. ERP Lite Free. II Worklog. Business Reports Fortuna 6.0 Terrasoft CRM. Plano de Contas Gerencial. Spk Business. Controle de estoques.

Magic Cash.

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11. Canais de Distribuição

As formas de fazer chegar os produtos ao consumidor final são extremamente

importantes, e dividem-se em duas categorias básicas: a primeira, onde o empresário promove a venda diretamente aos clientes finais, mantendo para isto uma equipe de vendedores que percorre periodicamente os pontos no quais se encontram os clientes, a segunda, onde o empresário opta por trabalhar com distribuidores, sendo neste caso, os mesmos responsáveis por realizar a venda e a entrega dos produtos. O

empreendedor deve ter em mente que o mercado para este tipo de produto está em plena formação. Dependendo da amplitude que for dada ao negócio, a empresa precisa estabelecer canais de venda perante os principais consumidores de couro de peixe, que são as fábricas de roupas, calçados e acessórios do vestuário. Uma vez que o produto processado e devidamente embalado não requer maiores cuidados, os canais tradicionais de distribuição podem ser tranquilamente adotados. Como por exemplo, equipe de vendedores e remessa por transportadoras. Nas fábricas de pequeno porte é comum esse papel ser desempenhado pelo próprio empresário.

Assim como é comum as fábricas responsabilizarem-se pela entrega do produto aos revendedores. Isso exige que o empreendedor invista num meio de transporte próprio ou na contratação desse serviço para a distribuição do produto. Vale salientar que por tratar-se de produto perecível deve ser transportado sob condições ideais de

temperatura. As indústrias que não possuem esses recursos distribuem seus produtos próximos ao empreendimento ou na própria unidade de produção. Outro canal de distribuição que pode se tornar rentável é a venda de produtos pela internet. Embora requeira cuidados especiais no atendimento, logística dos produtos e manutenção do site, as lojas convencionais com um braço na internet têm vantagens frente às que só atendem tradicionalmente. Nos seus negócios online essas empresas podem contar com uma estrutura operacional já existente na loja convencional, pois irão utilizar os mesmos sistemas de distribuição, atendimento, etc.

12. Investimento

Investimento consiste na aplicação de algum tipo de recurso esperando, um retorno superior aquele investido, em um determinado período de tempo. Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negócio até o momento de sua auto-sustentação. Estes investimentos podem ser caracterizados como: Investimento fixo – compreende o capital empregado na compra de imóveis, equipamentos, móveis, utensílios, instalações, reformas etc.; Investimentos pré- operacionais – são todos os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado, registro da empresa, projeto de decoração, honorários profissionais e outros; A decisão de iniciar um negócio de curtume de couro de peixe passa necessariamente por um correto levantamento de quanto dinheiro e esforço o

empresário irá gastar para iniciar o negócio. Este fato é decisivo para que os riscos de ocorrerem problemas financeiros sejam menores. O empresário deve pesquisar o

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preço das máquinas, equipamentos e acessórios a serem adquiridos para o início das atividades. Deve-se ressaltar que cada situação é particular, e o empreendedor vai definir quais os equipamentos pretende adquirir para iniciar suas atividades. A fim de exemplificar a estruturação dos investimentos apresenta-se a seguir uma lista dos principais equipamentos a serem adquiridos para a produção de aproximadamente 8.000 peças/mês. - Fulão, com gramalheira e disco - R$ 24.000,00; - Maquina de descarna e cortar - R$ 16.000,00 - Máquina de rebaixar ou rebaixadeira – R$

18.000,00 - Mesas em inox - R$ 6.000,00 - Balança - R$ 1.500,00 - Esmeril - R$

1.800,00 - Serra mecânica - R$ 1.200,00 - Plaina limpadora - R$ 2.450,00 - Maquina de secar- R$ 25.000,00 - Maquina de lixar com exaustor - R$ 3.700,00 - Máquina de amaciar - R$ 2.800,00 - Prensa Hidráulica - R$ 1.700,00 - Ferramentas manuais - R$

3.000,00 - Móveis e utensílios do escritório - R$ 10.000,00 - Estação de tratamento de efluentes – R$ 25.000,00 Perfazendo um total aproximado de R$ 142.150,00, além da estimativa de outros R$ 15.000,00 para reforma de estrutura do imóvel a ser ocupado, instalações, ajustes, etc. Desta forma, estima-se um investimento inicial de

aproximadamente de R$ 157.150,00. Os valores acima relacionados são apenas uma referência para constituição de um empreendimento dessa natureza. Para dados mais detalhados é necessário saber exatamente quais produtos serão oferecidos pela empresa e qual o seu porte. Nesse sentido, aconselhamos ao empreendedor

interessado em constituir esse negócio, a realização de levantamento mais detalhado sobre os potenciais investimentos depois de elaborado seu plano de negócio (para elaboração do plano de negócio procure o Sebrae do seu estado). Além disso, os valores acima irão variar conforme a região geográfica que a empresa irá se instalar, da necessidade de reforma do imóvel, do tipo de mobiliário escolhido, etc.

13. Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta

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necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão. Da mesma forma que foi imaginado um investimento inicial de R$ 157.150,00 estima-se a necessidade do capital de giro em torno de R$ 23.650,00. Valor que deve estar disponível na conta para pagamentos, conforme demonstrado a seguir na análise de custos para a estrutura considerada.

14. Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como:

aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria- prima e insumos consumidos no processo de produção. O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de

desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas.

Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. É fundamental que o empresário e seus colaboradores tenham o máximo conhecimento da estrutura de custos de seu negócio, sob pena de perder o controle da gestão e passar por sérios riscos de continuar o negócio. Ao gerenciar a empresa, o empresário deve conhecer e registrar os principais itens de custo relacionados, tais como: custos fixos como aluguel, salários telefone, energia (que apesar de variarem com a

produção, apresentam também taxas mínimas fixas), contador, entre outros. E custos variáveis como matérias-primas, insumos, materiais utilizados, manutenção, impostos sobre faturamento, entre outros. O total destes custos deve ser acompanhado

mensalmente e comparado ao faturamento obtido relacionado à produção do mesmo período. O saldo deve ser sempre positivo, caso contrário a empresa apresentará sérios problemas de sobrevivência. É fundamental que o empresário chegue ao nível de detalhamento do custo unitário de produção, podendo desta forma calcular a margem de contribuição unitária de cada produto. Outro fator extremamente relevante para a análise dos custos está relacionado ao correto aproveitamento da capacidade de produção dos colaboradores. Quanto maior for a produção, menor será a incidência do custo fixo sobre os produtos, pois, este custo é dividido (segundo critério

apropriado) por todos os produtos produzidos, representando um menor custo unitário e melhorando a margem de contribuição. A tabela a seguir procura apresentar de

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forma simplificada os principais itens de custo mensal que devem ser absorvidos pelo curtume de couro de peixe: • Aluguel – R$ 2.000,00; • Matéria-prima – R$ 5.500,00; • Luz, telefone, água e internet – R$ 3.500,00; • Contador – R$ 500,00; • Salários diretos (mais encargos) – R$ 4.400,00; • Salários indiretos – R$ 1.600,00; • Limpeza, Higiene e Manutenção – R$ 850,00; • Despesas correntes – R$ 500,00; • Outras despesas mensais com insumos – R$ 2.000,00; • Pró-labore – R$ 2.800,00.

Perfazendo, aproximadamente, um custo total mensal de R$23.650,00. Salienta-se que os valores são meramente ilustrativos e dependem muito da estrutura do negócio, assim como não foram previstos os impostos e tributos, pois estes dependem do tipo de registro adotado pela empresa.

15. Diversificação/Agregação de Valor

Agregar valor é dar um salto de qualidade em uma ou mais características, do produto ou serviço, que de fato são relevantes para a escolha do consumidor. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado. Além disso, para agregar valor não basta reduzir custos, é preciso conhecer bem o mercado e as preferências dos clientes. Os empresários devem ter em mente que fatores como qualidade (item obrigatório), prazo e preços são condições mínimas para que uma empresa permaneça no mercado. O diferencial a ser oferecido é fator determinante na preferência do cliente o qual agrega valor ao negócio, chegando ao ponto do consumidor estar disposto a pagar mais caro pelo produto, em relação a outras marcas. Vale ressaltar que é importante avaliar o perfil do seu cliente potencial, identificando sua idade, condição sócio-econômica, gênero, etc. O produto couro de peixe já representa alto valor agregado ao mercado consumidor. Por atingir um público de elevada faixa de renda, os diferenciais oferecidos como qualidade, resistência, durabilidade além das características únicas do desenho de cada peça permitem ao empreendedor explorar várias aplicações para o produto. Pode-se estabelecer um padrão de montagem e apresentação das peças para clientes exclusivos, assim como é possível agregar valor ao negócio através de parcerias com fábricas de calçados e acessórios para roupas, ampliando a atratividade do negócio. Somado a essas

características é possível relacionar os outros fatores que podem vir a agregar valor ao negócio. Geralmente, são pequenos detalhes, tais como: · Comodidade e beleza – quando dá prazer freqüentar o ambiente de sua loja. · Bom atendimento – o cliente fica sempre satisfeito mesmo quando sua loja não dispõe do que ele deseja. · Funcionários bem qualificados, aptos para fornecer informações e explicações sobre todos os benefícios ou restrições dos produtos ofertados. · Interesse em satisfazer, resolver – O cliente é sempre ouvido e suas opiniões consideradas. · Diferenciação – o cliente percebe algo de especial na loja. · Oferta de produtos diferenciados e que apresentem opções agradáveis tanto no estilo quanto na textura. · Personalização – a idéia de que este cliente é especial. · Confiança e credibilidade – Você passa a idéia de que a satisfação dele é mais importante para você do que a venda. · Higiene – percebida em

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detalhes. · Exposição – o cliente percebe que para se satisfazer não depende de ação sua, mas do que ele sente na sua loja, da forma como ela funciona. · Crédito e

facilidade de pagamento – sua empresa se adapta ao nível de renda do seu público. · Serviços adicionais – na prática você entrega satisfação, não somente produtos ou serviços pelos quais o cliente já paga. · Valorização do cliente, respeito e seriedade – os direitos do cliente você reconhece em todos os detalhes de sua operação. ·

Flexibilidade e adaptabilidade – de algum jeito, sua loja deve satisfazer. · Inovação – sua loja é atualizada, esta imagem tem de ser constante. · Garantias – para o cliente ter certeza e confiar em que não terá prejuízos.

16. Divulgação

A divulgação de um produto tem como objetivo construir uma imagem favorável na mente dos consumidores atuais e em potencial. Em outras palavras: a divulgação coloca a empresa entre as elegíveis para atender às necessidades do comprador. A identificação de estratégias de divulgação adequadas, e que estejam de acordo com as condições econômico-financeiras de um negócio, possivelmente auxiliarão uma empresa a se tornar competitiva no seu mercado de atuação. Para estabelecer um plano de marketing compatível com o mercado da empresa, esta deve ter claro quais são os seus objetivos além de ter identificado as necessidades e desejos de seus consumidores. Uma premissa básica é a investigação constante de seu mercado de atuação, uma vez que este se altera de maneira muito rápida. Para se elaborar um plano de marketing adequado é necessário desenvolver eficientes canais de

comunicação com o mercado consumidor direto e indireto. A utilização do telefone é o meio de contato mais importante. Realizar vendas, oferecer promoções. No caso específico deste tipo de negócio, a divulgação se dá de duas maneiras distintas. A primeira trata de promover demonstrações a possíveis clientes e parceiros comerciais, apresentando amostras das peças e ensinando suas aplicações. A segunda deve promover o produto, em parceria com empresas clientes, diretamente no mercado consumidor, apresentando peças elaboradas a base de couro de peixe, como por exemplo: calçados, cintos, carteiras, acessórios do vestuário, entre muitos outros. Por ser um produto diferenciado, esta divulgação deve ser direcionada ao mercado

específico, e apresentado em lojas e boutiques especializadas, bem como a empresas que trabalhem com este público.

17. Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de CURTUME DE COURO DE PEIXE, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 1510-6/00 como a atividade de curtimento e outras preparações de couros e peles de peixes e outros animais aquáticos, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP

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(Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);

• CSLL (contribuição social sobre o lucro);

• PIS (programa de integração social);

• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);

• ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);

• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4,5% a 12,11%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII

(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ).

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tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado

• 5% do salário mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do empreendedor;

• R$ 1,00 mensais de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias;

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:

• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;

• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

18. Eventos

Festa Nacional do Calçado Período: 04 a 13 de Setembro de 2010 Local: Novo Hamburgo/RS Contato: (51) 3584-7200 Informações:

www.festanacionaldocalcado.com.br Acesso em Agosto de 2010. GDS - International

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral

accessories Período: 10 a 12 de Setembro de 2010 Local: Düsseldorf/Alemanha Contato: [email protected] Informações: www.gds-online.com Acesso em Agosto de 2010. FENAFIC - Feira Internacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados 14 a 17 de setembro de 2010 Local: Franca/SP Informações:

www.fenafic.com.br Le Cuir a Paris 2010 Período: 14 a 16 de Setembro de 2010 Local:

Paris - França Informação: http://www.lecuiraparis.com/ Acesso em Agosto de 2010.

Feira internacional de couros químicos, componentes e acessórios para calçados e artefatos - COUROVISÃO. Período: 28 a 30 de Setembro de 2010 Local: Novo Hamburgo/RS Informações: http://www.courovi sao.com.br/ Acesso em Agosto de 2010. 11ª. Rodada de Negócios da Moda Calçadista de São João Batista Período: 10 a 12 de Novembro de 2010 Local: São João Batista/SC Contato: (48) 3265 2529

Informações: http://sincasjb.com.br/roda da/?p=home Acesso em Agosto de 2010. 38ª Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro Período: 17 a 20 de janeiro de 2011 Local: Pavilhão do Anhembi/ SP Contato: (11) 3897-6100 Email:

[email protected] Informações: http://www.couromoda.com/index .php Acesso em Agosto de 2010. Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios 2011. Período: 11 a 14 de julho de 2011 Local: Pavilhão do Anhembi/ SP Contato: (11) 2226-3100 Email: [email protected] Informações: http://www.fe

irafrancal.com.br/2011/codigo/home.asp Acesso em Agosto de 2010. Salão

Internacional do Couro e Calçado. Gramado/RS - SICC. Período: 31/05 a 02/06 de 2011 Local: Gramado/ RS Contato: 51 - 3593-7889 Informações:

http://www.sicc.com.br/s obre-a-feira.php Acesso em Agosto de 2010.

19. Entidades em Geral

Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Rua Minas Gerais, 190 – Higienópolis 01244-010 - São Paulo - SP - BrasilTelefone (11) 3017-3600e-mail:

[email protected] Home Page: www.abnt.org.br. Acesso em Agosto de 2010. Associação Brasileira das Indústrias de Calçados - ABICALÇADOS. Rua Aluízio de Azevedo, 60 Novo Hamburgo/RS - 93520-300 Fone: (55 51) 3594-7011 / Fax: (55 51) 3594-8011 Home Page: www.abicalcados.com.br Acesso em Agosto de 2010.

Associação Brasileira das Indústrias do Couro - ABICOURORua Luces de Oliveira 49 Sala 801 - CEP 93510-110 Novo Hamburgo - RSTel:(051)594-8986 - Fax:(051)594- 8986 Home Page: www.ctcca.com.br Acesso em Agosto de 2010. Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins - CTCCA Rua Araxá, 750 - CEP 93334-000 - Novo

Hamburgo - RSTel:(51) 587-1477 Fax: (51) 587-2101 Home Page: www.ctcca.com.br Acesso em Agosto de 2010. Associação Brasileira dos Químicos e Técnicos da Indústria do Couro - ABQTICRua Gregório de Mattos 182 - CEP 93600-000 Estancia Velha-RSTel: (051) 561-2761 Fax: (051) 561-2250 Home Page: www.abqtic.com.br Acesso em Agosto de 2010. Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os setores do Couro, Calçados e Afins - ABRAMEQRua Lucas de Oliveira 49/204 - Novo Hamburgo - RSTelefax: (51) 594-2232 Home Page: www.abra meq.muitomaissite.com.br/principal.php Acesso em Agosto de 2010. Associação Brasileira das Indústrias de Componentes para Couro e Calçados - ASSINTECALRua Lucas de Oliveira 49 Sala 802 - CEP 93510110 Novo Hamburgo - RSTel:(051)594-

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas

2158 Fax:(051)594-2158 Home Page: www.assintecal.org.br/ Acesso em Agosto de 2010. Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil - CICBQuadra 02 Lote D - Centro Empresarial Encol - Bloco B - Salas 425 a 427 - CEP 70710-500 Brasília - DF Tel:(061) 226-8130/223-5216 Fax: (061) 321-4138 Home Page: www.cicb.com.br/ Acesso em Agosto de 2010. Centro Tecnológico do Calçado - SENAIAv.Pedro Adams Filho, 6338 - CEP 93310-003 Novo Hamburgo - RSTel:(51) 594-3355 Home Page:

www.senairs.org.br/ct calcado/ Acesso em Agosto de 2010. Centro Tecnológico do Couro - SENAIRua Gregório de Mattos, 111 - CEP 93600-000 Estância Velha - RSTel:(51) 561-1500 Home Page: www.couro.senai.br/ Acesso em Agosto de 2010.

Núcleo Regional de Informação Tecnológica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo - NRI-SP/IPT. Av. Prof. Almeida Prado 532 Cid. Universitária. 05508-901 São Paulo/SP Fone: +55 11 3767-4000 Home Page: www.ipt.br Acesso em Agosto de 2010. Sindicato da Indústria do Curtimento de Couros e Peles no Estado do Paraná- SINDICOURO. Av. Candido de Abreu, 200 - Centro Cívico 80530-902 - Curitiba/PR Fone: 41 3271-9090 Home Page: http://www.fiepr.o rg.br/sindicatos/sindicouro/ Acesso em Agosto de 2010.

20. Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1.Normas específicas para um Curtume de Couro de Peixe:

ABNT NBR 15105:2004 – Identificação do couro quanto à origem e aos processos de curtimento, tingimento, engraxe e acabamento – Simbologia.

Referências

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