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セョN Bra.Ria 10 (1) : 33-42 janJjun. 1982
HAGAR ESPANHA GOMES
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro
1. INTRODUÇÃO
Aatividade bibliográfica, iniciada no século XV, apresentava, quatro séculos após, mais ou menos este quadro: uma bibliografia sobre conjuntivite totalizava 3.000 re-ferências; cerca de 60 000 tftulos eram incorporados, anualmente,àBiblioteca Na-cional de Paris; uma bibliografia de bibliografia alcançava 25000 itens e calculava-se que cerca de 600 000 nodcias (entre trabalhos publicados por sociedades
científi-c.,
artigos, etc.) eram produzidas por ano(l).r
Retrospecto hist6rico sobre a origem, influências sofridas e atividades da organiza-ção bibliográfica no Brasil. Evoluorganiza-ção do conceito de informaorganiza-ção e seu impacto nas
atividadesdeinformação dos bibliotecários e cientistas da informação.
Informação ontem
*
CDU: 007 (81 (09)
t)termo "bibliografia" era usado para designar esta atividade que se ocupava de do-tumentos produzidos inicialmente sob forma de livros mas, já agora, sob forma de telat6rios, artigos, etc. Outros tipos de registros passaram a oferecer interesse para 'estudiosos e pesquisadores como fotografias, mapas, etc, e o termo "documentação" P8SS0u a ser usado, especialmente na Europa. Nos Estados Unidos este termo não se .-oPUlarizou. Os serviços especializados que se ocupavam da cobertlJra intensiva de セュ・ョエッウ de uma área do conhecimento, eram chamados "serviços de
informa-'!tio"
e não serviços de documentação. Nos últimos tempos o termo "informação" ,lInJbém se popularizou na Europa e no Brasil par a designar a atividade de doeu-...-ntação cientffica e tecnológica.• b,
a_mo "informação" também popular na área de computação trouxe, para oBra-' . muitos equ(vocos: como em tantas outras atividades, também no campoda do-íJlWnentaçio, importamos o modelo dos países desenvolvidos. E os administradores, . . . . .tados com o status que o computador lhes conferia e sucumbidos ante a pro· ..セ dos vendedores de sistemas, trouxeram os pacotes tecnológicos como uma
|[LLセ _ _ia,desconhecendo o fato de que o País carecia de informação, de acervos, de
/_ipgrafias, e que
á
simples introdução dos meios eletrônicos não resolveria o pro·j.\....
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o Catálogo da I;x;posiçãoNBゥエエキmセ」、_。
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fOra: po,ciniciativado Comitê deEstu·ャセャヲセセᄋセセエセセセェセセsィ」QZLZセセセセセ£Qゥセ[セ・セIセェセセセセセセOセ「j[iZセN[。セセウセセセゥゥNセGセ。t
セセNセセセ・セイL。エセ。LAエ・N
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ias、ッ^bイセセiiL
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8..A.menca. tlj)aniíoTa .l:
faclr compreender o Inferesse pela realidade sócio:cultural desta parte do Continente Americano, visto que a Rセ Guerra Mundial apenaséolTleçava e OBrasil era オGiNャー。イB・ゥイYアャjセ ョ ̄ッLセ・L pod,ia.,ゥqヲャッイゥャイNLᅦYイイ。ゥャェャjセゥQL \[ェゥャfオョセゥQセッLrYcォᆳfeller foram iniciados' os' trabalhos que deveriam' ter sido' publicados em 1943,
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ヲA[GQセサiQ:Wbl!o.!lr.á(il;q fie
セセエサLO、ーウ bイOjセゥセゥサNHIsセ[ウセゥャjL、Y ーイ・ャセ ,em 1949ç,omAwゥゥェゥセョ、
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ュセG、セイNセセjiセYiスGャ・イLQYᄋ .A atualização do Manual é feita, de certa forma;pelb'Hand/)á6k of Latin Amerii:an
sエオ、ゥ・ウセ editado pelaU.niversidade de, Flórida. No Brasil, foram editados, apenas dois
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H.Wbli0!irafiac0irlefltadadeetf1o-GャY「ュセDQQ・ャイ。ZサQァTSGセ 1950 SãoPatlloi 1954);;otitro para folclore {Catneiro,
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promete Edson Néry daᄋpセ←£セL」ウ・■Z←、ャヲ、イGァ・ヲ。hXIN " " : . '
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セゥャゥ¬、。GZエケ[RNZgエヲ・イエ。Gmャエョ、ェゥ。ャBッウZー。ヲウ・ウ。ゥョ、。・ュGイ↑HIイァ。ョゥZzM。 ̄ッイ↑エ「ュ。ュ。。エゥカゥᆳ
dade bibliográfica. A ONU substitui a Liga das Naçõeseôlnstitu'tôtllternacionafe Cooperação Intelectual é substitu ído pela UNESCO. Esta ッイァ。ョゥコ。セ ̄ッL como 9Ja
M。|セL ôtâmbél'l'r"Se'ó<:Upa', de ,',Nッイァ。ィゥャ。 ̄oャ^ゥ「hァイ£ヲセN ',Ciemistas 'como
Bャhエセ gergsoo'éMme,Curreque<-atuiWam:JiO'
Iler
iapoiavam;aidétade-crlação' deセQエゥセェエゥァゥGmゥA。 'uniVersal e dê um cátáIOgl:)€ohltivOi pN。イ。G↑ヲセ ャ。G[bゥ「ャゥッァイ。ヲセ。 era 'o BB←エエヲヲZォゥIセiZエiDゥZjャュA[£カ←ャ de !ju ",tal" idéillspará) Integtação,'eise const1tu ia ,Ilabasede qualquer projeto de pesquisa (9). Estas idéiasヲッイ。ュGイ・エセイョ。」ャ。F pela'UNESCO; logo tp6s sua criação, em 1947. Já em 1940, é organizada uma Conferência sobre
Scien-W"tôSWàer/ng;
iqí:fi!lsequéerrf
'Cón-tí nuaçâ'o'。oFG、・「¢セsG、。・ッョヲ・エ↑ョ」ゥ。 sobreinfor-セ
SCle
flt(fiêà:,"féaliZada Um anoahtessOb:ais!
aú'sp(ciO's daRGyalSociétyparaセセヲャゥG■[ー。イイョ・ィエ・ 、・MGGGイ・ウオャQQッsセNa ゥューッイヲゥQョ」ゥ。ャセQ・ュ¬ー\^、・ャウ・エュ←、ゥ、。L。ゥョᆳ
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セセbャゥイ。lHGQcsuャabI[・イエQQGYURN
"1eínlsbnrm" !PU ",;'J,6<
セセセヲ。エM・イC
'parte os ceditbresde periódloas tie resumos (abstracts) quesem-. sem-.
セ ̄iQゥpゥイッッjZエG
i'âtuantes, e, 'na' década de!60 seus estudos são desenvolvidos emセイヲエAV|ᄃHスiGᅢセFGャjnesco[
dandoorigemeiO UNISlST.
.
GセZヲエbゥャdrエセN bLi。Nャエゥェ[QGoャヲIZヲRiGGャZOヲcjイゥセZQYXR
Decorrido mais ou menos um lustro da invasão da "máquina" no cenário da informa-ção, a poeira começa a assentar e um diálogo parece ter início entre "bibliográfica" ou, como se diz hoje, "da informação.
2.
tentativasqeHZオセ、anjG_aᅦaqGLbLセuqセ。TfGicᅡB
"...'
A necessidade, de. orgqlni:lação
N「ゥ「■ゥッァイ£ヲェG」。LGセセゥ£NGーイ・ウ・f|ャ←N
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。イ。ウゥjG、・ウセセ
..1.895, quando o IョウエゥエオエッスMエセエqイゥ」q←
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ᄋ。ヲセウゥH←ェイアウイゥ。jャュN。
c[セュゥセセッ[c・セセセQ
,de Bibliografia Bri;lsileicaa Jim,de,L。セ・ョセキL。LェLセijャGL」ッHャカゥエ・、ッgッカ・イョッゥsTゥッ fpcrnulado logo após a reunião, em 1891,イゥオイョcセァイセsセセBiNpエセイイゥセャqョᄋ¬ャLセᄋc[ゥセョcゥセg・YYイ¬ヲゥ」。ウN
Tal Comissão seria responsável pela coletá, divu'fgàçiíê> 'e remessa para
a'
Suiça 'dos trabalhos geográficosーイッ」ャオコゥ、ッセョNッ LーGゥ[ャイsLHIアイセセY⦅gセャGュ。NエAャ イZjqセijャ|GャNャゥセゥAーアイ seril! Çl,Co· missão Central da BlóJiografiasオゥセB イ・ウーアョウ ̄Zカ・イーセイセG _イセイZ■ェコ。BᆰLq セ・NュG Repertqrio bibl iográfico. Por 'faltaCié'
。オク■ャエッセキセョ[・jゥッNL、YYrᅪiセイqbGセエ。ゥイゥ」GゥセエGゥケL。[
ZョG ̄セG[iセアァG」Yh
êxito(3 ). '. .' , . ., . , ' ' , , ' " " " " " - " ' , : " , ' , j ,...セMGB
Noi n ício do' século, .entretanto,já estav.ambem[íiívuIgadcs',fl()'BraSi1-OS.tirabafhes do Instituto> IryternacioJiatde Bibliografiaj'Criadaism.lB95em ,Btuxelas,p'elosildvo-gados Otlet e;· la Fontaine,'especialmenfea.,CtassificaçãoBibtiqJráfica: Decimal, atuaJ Cfassificação Decimal ,UniversakAEscola -P,ol.itéenica deSãOpM。オZャッ[LーッイGセ・ュG
pIo, já a adotava em seu catálogo sistemático (4ILGm。ョGッ・ャPヲ」・イッGpセ■ァイゥョッGエャ。shv。
(5
l.
então Diretor da Biblioteca Nacional, percebeu desde logo o papel preponde-rante que poderiatêí-;\&SUl;Bibtio.te<:anoceruirIQJiMiOr-lale.'i rítêrJia<:íOrialj'セィエエV d(} espíritodCl·lnstitu'tO;:de< Bruxelt'ls,fêl.l,ern ,'1·902,um
'Prbjetóôtf'Regl1hfrnentOem
que propunhaa」イ■セ ̄。、←オュGャョウエゥエッエッbャ「ョァエ£ヲャ」←G 8rasllelfóqueferiâ:'bt*í'ldti'ma de suas finalidades'(),intéromb;ohi·f)tio!Jráfloofl'O'P'Ms.;;[)éâoofdôéom,séO projeto, as informaçõesエッャ←エ。、。ウGウG・nGFュ・ョカセ。、←D。ア ョウエセエャGNエエ「 'tntÍ?'rnatit5ff&l' deb■「ャゥッセヲゥ。Ljá citado;ー。イ。。」Gューウゥ ̄←セG R'éPél"l!óriobエ「ヲゥッ「イ¬ヲエ、ッオョャ|イャセヲゥャ。ャ^tu、Mゥ ndielJ que esse Projeto setransf6rfuótí't'lÓ'rセG。ヲヲゥ↑ョZヲ↑、£bゥ「ャゥッエ・↑Xn。↑ゥhゥjャ (:Iet'9' ';Entre as atividades previstas estava a organização da bibliografia brasHetrae'a organiz-eçâ'o do catálogo coletivO、。ウ「ゥ「ャゥセ、XウG「エ。ウエO・Gェヲ。ウG_GeィGャZQAョXエ・エQャGヲョHGc[、ZQiセbゥ「QQ、ァゥゥ。ヲゥ¬
Brasileira, Qセ série, classificada pela CDU. ;::
brema - como não resolveu - pois as bases de dados estrangeiros ignoraram a pro-dução bibliográfica as nacional e o estado dos acervos bibliográficos.
Não se pode mais ignorar que, no âmago da questão estáaorganização racional do trabalho intelectual. Isso
'efl:4
ゥYセLLB Y。HセセュjQャᅪAQQLャセQセ」・ョエ・ do Information Pro-cessing and Management, 、・、ゥ←。、セ ¬ッGエセセ。G[Gー←ウアセゥウ。ウ na área de ICT"(2): está evi-dente, ai, que muitos dos problemas;de!ontem1éJioda'estão por resolver de maneira satisfatória,comb a' "rêClIperaçãoê!e"infb'Tm6çã'o''';)jdt' exemplõ;é6ma diferençaInformação ontem
Algumas destas atividades já existiam no Pa(s embora sem coordenação.
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HAGAR ESPANHAGOMES
'Iotecon_ 8radlla1011' :ian./lun.1982
antoàbibliografia brasileira especializada corrente procurou o Instituto atuar em
'as ainda não cobertas por serviços bibliográficos.
""'Sio Paulo, sob influência americana. A adoção do código da ALA pelas bibliote-\dos outros Estados se deu muito tempo depois com a proliferação de cursos de loteconomia, perdendo, então, a Biblioteca Nacional, a hegemonia na formação tecursos humanos.
_ Ita época eram publicados o fndice Catálogo Médico Brasileiro de Jorge de
An-'" le Maia, o Indice Tecnológico de Bernadette Sinay Neves, a Bibliografia
Carto-';ca Brasileira de Isa Adonias, a Bibliografia e Indice da Geologia do Brasil de
lores Iglesias, aBigliografia Geográfica Brasileirade Hildgard O'Reilly, a
Biblio-'ia de História do Brasil do Ministério das Relações Exteriores, e outras. Tais re-brios eram, quase todos, resultado do esforço individual de cada um de seus responsáveis. Pode-se dizer que isso era caracterfstico da época. O IBBD inaugura , uma fase de atividade institucional, não personalizada, profissional.
.1
... primeira bibliografia brasileira editada pelo IBBD foi a Bibliografia Brasileira
• Ciências Sociais (BBCS), Ela não fo, exatamente, uma continuação da
Bibliogra-_1M
Econômico-Social da Fundação Getúlio Vargas, como se tem afirmado. Esta .rolava trabalhos brasileiros e estrangeiros, era seletiva e incluia resumos, enquanto.... aBBCS procurou ser exaustiva, indexava apenas publicações brasileiras, sem re--.mos. Seguiram-se as bibliografias de F(sica, Oufmica, Matemática, Botânica,
Zoo-" ' a , Agricultura. O IBBD, em negociações com a viúva de Jorge de Andrade Maia,
-lQntinuou a bibliografia de Medicina. Mais tarde a bibliografia de Direito é desmem--lJnda da BBCS. Engenharia, Oufmica Tecnológica e Documentação passam a fazer ·i*te do elenco de bibliografias do Instituto.
oe"
elais levantamentos foram, por vazes, criticados pelos pesquisadores. Hoje, talvez
""'hamos alguma compreensão do problema, e, também, alguma pllrspectiva. Pri-meiro, a exaustividade. Combinar a função de memória com a de instrumento
au-xiliar do trabalho intelectual realmente
e
diUcil pois em Ciência a qualidadepreva-tlICe
sobre a quantidade. A exaustividade pode ter sido, também, um dos fatores de -pedimento da bibliografia com resumos.lii
_ segundo lugar, podemos apontar a impertinência, a inoportunidade dos
repertó-4Iios
bibliográficos relativos a áreas do conhecimento cuja publicação relevante épu-Lセ、。 no exterior, inclusive a dos autores brasileiros. Neste caso podem ser
incluf-eles,principalmente a bibliografia brasileira de Ou fmica, a de F fsica e a de
Matemá-tica. A única função importante que se lhes podia atribuir era a de memória, nunca
«!de instrumento auxiliar do trabalho intelectual, e dar a crftica dos pesquisadores.
Ib
, .Quando a UNESCO estimulou a organização de centros com a função de produzir a . bibliografia nacional corrente especializada em Ciência e Tecnologia ela não se deu セONNNNLN destas peculiaridades; tivesse ela estimulado uma poHtíca de formaçfo de
\
•
•
R RihlintAl!nn_ Bra!lília10 (11: ian.liun. 1982
O primeiro catálogo coletivo de periódicos surgiu em São Paulo, em 1937,
mimeo-grafado, por iniciativa do diretor do Instituto Butantan, o qual, mais tarde, na presi-dência do Serviço de Divulgação Bibliográfica (SOB) dos Fundos Universitários de Pesquisa, estimulou sua atualização.
BZャセ
O SOB se propunha, ainda, a fazer o empréstimo interbibliotecário, a fornecer in-formações gerais sobre periódicos especializados e a manter um serviço de
bibliogra-fia, isto é, de levantamentos bibliográficos. Apesar de pertencerà Universidade de
São Paulo, o Serviço atendia aos estudiosos de outros estados constituindo·se num serviço verdadeiramente nacional.
Criado em fins de 1943,com auxflio da Fundação Rockfeller o SOB passou a
fun-cionar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A atividade que monopolizou a Seção de Bibliotecas foi a atualização do catálogo coletivo das
publicações periódicas relativas à Biologia, existentes nas principais bibliotecas
bra-brasileiras. O catálogo, publicado em fichas, teve um total de 18 040 itens
repre-sentando as coleções de 36 bibliotecas especializadas, quase todas em São Paulo.
Incluia periódicos das ciências biológicas e afins. Na década de 50 houve uma
terceira atualização que contou com auxílio do IBBD e, mais tarde, essa atividade
foi desenvolvida em conjunto
e
1 ).O aparecimento do IBBD com funções semelhantes parece ter trazido alguma ameça
àliderança de São Paulo: foi dif(cil para o Instituto ter a colaboração daquele Estado
para seus programas cooperativos. Mas não foi só lá. No Rio, o Instituto de Mangui-nhos e a Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil criaram muitos obstácu· los para a colaboração com o catálogo coletivo. Outra dificuldade que se apresenta-va para uma colaboração proveitosa com São Paulo referia-se ao programa de inter-câmbio de catalogação do IBBD, que adotava as regras de catalogação da Vaticana
enquanto São Paulo, desde a década de40, adotava as regras da American Library
Association (ALA). Não é demais lembrar que a moderna biblioteconomia surgiu O Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) surge, então, como órgão central de execução de atividades bibliográficas, como as bibliografias brasi-leiras especializadas correntes, e órgão de organização, sob forma cooperativa, do catálogo coletivo nacional de livros e de periódicos, e do serviço de intercâmbio de catalogação.
Dentro da mesma idéia em vigor no fim do século XIX organização bibliográfica
in-ternacional a partir da organização nacional - a UNESCO realiza, em 1950, uma
Conferência sobre Aperfeiçoamento dos Serviços Bibliográficos. No manual de
Bes-terman sobre o assunto(10),publicado no mesmo ano pela UNESCO, estão as
dire-trizes para a criação de centros bibliográficos nacionais. Sob esta influência foram criados centros no Egito, na India, no Japão, no Brasil etc.
11111 '
II' I'
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ibtiqtllieOjn.BrasítiltlO,Ut
Iセョjセョゥ t,9$2セjNアLNqセゥ .•mイセ|ャ←ウNZ、HゥILZaN「ウエGャ[。エゥLョァLᆰHIャG|イャGャエイ。L。カ。L p,ogr;amas, junto aos editores
⦅ゥゥエセLーゥセエゥヲNェセ。ウLー。イNエュ。ゥqヲYPー・イ。 ̄Nq←cqNイZョ ッセ s!Jrviços de resumo. Desde
GヲDjセvN¢ュ。ュ「Z。DL。セ[qイY。ョゥmN・D I:l\viftbi.lidadede um :sistema mundial de
in-セ[ 」ゥZ・ョエw」。ャAエN・ヲェ[ョッiqァェAuZャN[セ ョセオ。ョエッ ,QOl:lpartamel1to .de Documentação,
IdicMtlMS ・NLNaイアャAゥvッウセLャjャINャescqLウ・ーイセqNエjーL。カ。Tqュ 'o p.lanejamento dos serviços
bibliotecários, o Setor de Ciências Naturais mantinha um programa de
documenta-,II, çi'o e informação científica que se afinava com os propósitos do ICSU/AB. A
gran-[ォ⦅ゥエセー¢ᅦ ̄ッ、・ウエ・ grupo,cra:o inte.r:câmbiodefitas :magoéticasdas bases de
da-Z\,.
pOOU2iióos:, PQfsuasassbciações membrós., Os;P{Omotoresdo'UNISISTafirma-. •エョ^セャゥャ・エセウエ・・イ。。ョエ・ウZ umroolrimentQ de·âmbito mtlndialdo que um sistema
opera-GセHェィeNセオHェアLセNカゥ。「ゥh、。、・ Hセエィ、ッunエsistQョ、ゥ」。N・ョエイ・ os,temas para ação,
um esqlilMllkpara ゥョエ・イセ¬ュ「ゥッLュオョ、ャ。ェ[q・L、←ゥャ、ッウ「Zェ「ャゥアァイ£h」ッウョZッイュ。ャゥコ。、ッウ em lin-guagem de máquina, entre arquivos operados por computador; problemas de lingua-.mtioocMtesilエイ。ョウヲXヲセョ」ェ。¢v。AIAゥヲ・Aゥ↑ッッゥ。L、・Lゥョヲッイュ。¬Gッ[」ゥ・ョエ■ヲゥ」。L・L além disso,
__」p↑セᄎセゥセ。ャ[」ャ・NjュセャオJイNッウャャL・セャQッウNエ・ュᆰウsYQSイセイCHェ。JN、・Zイ・ウオュッウN。ョ。ャ■エゥ」ッウL
mé-Rセqャ「ヲャZ エイッNセサッウー。イN。iャQAAャィッイᆰイェャアオ。ャゥ、。」ャセ dqs.9ocumelltos ,çientJficqs., etc. Estes
tó-セZN^エゥhョqLセュ !ê,m<ive.r
fom
maioresfaci,lid9desde prqcessamento eletré)nico doセ↑セイゥャQL GiウセッL イエセo émall' APlilo,!s'1ão é, ajnda, a priori(;/ade dos países menos
MPGエ・ヲヲャヲヲゥAセゥaZヲqウN
Na década de 60 os grandes serviços bibliograficos·intérmicionais estavam automa-tizados e o próximo passo seria o intercâmbio de fitas ou a transferência de
infor-Bwiセエ、←ゥャゥイヲ セiDエ・ュ。ー¢イ£ outro,'eorflo,porexernplo, a' transferência das
informa-セヲ」ゥエュ¬V↑オエゥ」。ウ、。「。s・G↑ヲ←、。、ッウ、、
Cheírncaf Abstractspara a base de dados doᄋJL。ャエセセエᅪ、■↑オゥセMー。ウウ。r、「セ¬ウLGA¬オエッLイョ。エゥR。イイQ・GョGエ←[ᄋ para o sistema de, classificação desta
"!imít\â:
G」ッゥウ¢ウ、↑ウエ・エゥーGセ ̄エ■
muh:o importantes e apenas os países desenvolvidostim tecnologia para ゥウウ、N|NaZーVウセゥィゥャゥ、。、←G de!intrbdôlir, no Brasit, os computadores nos serviços de informação, como se "regras e meios" fossem o suficiente para o processo de transferência de um serviço a outro, foi prejudicialquélndo se, ignorou outras variáveis que interferiam em seu desempenho.
la:>iriqõlP.C'!·,j;;· " • .
-etnir.rtlonseqtiência deUNISIST :no Brasil foi o surgimento. de um$istema Nacional de Informação Científica e Tecnôlógrea{SNICT), incltiído'hb'19 Plano Básico de Desenvolvimento, Científico e Tecnológico e que teve como grande '01érito chamar
ク|nセエQヲQ|YBNセ■QLイ。NHIj_イー|Z^iャZャスjNャ。L、←ャIゥヲャエHIイLュ←ャセセq ゥセュHLエゥgヲ セエ・」ョッャセァLゥセ 09 Pa'ís.,Porém a
busca de soluções políticas e não técnicas para sua cons.eçuçã,o desgas;tou a idéia do SNICT. Nessa época o CNPq passa por modif,icações profUlldaSque,"ão afetar a
atu-ᄋセゥsj セ :fBB'fY tran!;fOfTllaHdó-O'fl(j'IBICF:aSNlCT passaà'sertema maldito ea
Gwセ
'Clnl:fil'
'Í!mhlaç§o'à atl\lidade'エイ・BヲctGー¬ウセ。G
aser,êxcluslvamente, a dacompu-jセャjゥ「iR」ゥャB
,OIUIl"! 062 .
Esta visão mecanicista foi um legado perfliciaso:e aeJas sedevemmuitas
"experiên-ZBGsAGNセセエeAv¬ヲ。ィイAヲィNャNヲ■ゥ・イGQィオュ
ャZセセセセセセAセセセセAセAセセjセイー・アオ・ョッ[
。セ「ゥ「ヲゥᅯエ・」。ウ
se debatem com problemas rセGQjゥ「エヲッエ・↑oョN Br'asI1ilf:tO{fl:jaft;.ljurn19S2Outra onda de influência no Brasil foi a da Federação Internacional de Documenta-ção (FID)r AU,e. aqui c:pefloUー・j。セ ュセE、pLi・Lセァ ..eiャャQYセoB、オセ。イmLᄎ 16.9"Çongres· sol,nternacional. de dᄎL」Nセュ・ョエ。 ̄Y[ィqゥェゥッ、・j。ョ・ゥイッL o primeiro, queaF
10
reali-zava J9faqaEuropaT. foi ,criada a.Ccll;njssã'o Latin0:Americana .(FIdOcセaIN Esta Somissão ajudouョ。、ゥカャNャャァ。 ̄ッ、セN。jゥカエ、。ア・セ brasfleirasnaAll1érica LàÜna. Um dos grandes. projetos da .FJO.
era,a. PUPliçação,eni,'l/rlguaー」[イゥセYGj・ウ。L
daçíassjficaçãop・」ゥュ。iuョゥャエセイウ。ャL trabalhoquQrッセァ[Z・ァアオーイヲゥセセゥーョ。ゥDjェ・セqLセセャッ ,Paí$ e,q!Je foi
°
responsável por sua populariúlçã().' " , '
A automaÇâ'odosserviços do IBBD,tniciadaha'ffl'lal dos。ョ「ウウ・セウ・ョエ。L possibilitou que os dados bibliográficos e cadastraisemmemótia de'máquina f05semorganiza-dos de sorte a fornecer subsídios para política de informação e o Instituto passou a reivindicar, o· pllpelde coordenador. Outra proposta de' refôrmaé apresentada ao CNPq, entre, l,970f71, cOm'↑ョヲ。ウ・ョ。。オエセュ。 ̄、 e 'nos '.objetivos;doZiョウエゥ■エオエ「セアオ・
passaria. a secl:llll'nar. InstitlltaBrasileiro de JnformaçãoCiehtífica(l,s l.O ,CNPq não deu cOrltfrtUidade à proposta;
acervos,PBr :ex.emp/o,QS'resultadostalvéz tivessem sido maisútejs pars'âCiência,
no País. Ou, então, quem sabe"umapoiodecidido. para continuar O ManualBibfio-gráfico. de Estudos Brasileirosl Nó m.,oilllO, nossadependênciatecnológicateriaso-frido mais resistência em seus caminho. A idéia de uma Biblioteca Naciona/ deCiên-cia e Tecnologia passou pelo IBBD
e
2J.
mas as dimensões do País e os custosimpe-diram que・ャ。セ」ッャQHスイ・エゥャ[。ウセセNZ
A possibilidade de usar tecnologias avançadas no tratamento da informação e na re-produqãocte documentos levou 'o tSBO à,prímeiratimtativa de reforma de seu regi-mento. Duas propostas sãodesenvolvidaspot voltade 1967: uma, cOm()oome do instituto Bras; leira de Documefltação,Crentifica(lN BI
e)O
3J..
quepre't'ia uma ex-pansão dos .nstitutos em alteraçõessubstanciais.Outra.com'<Q nomeide Instituto Nacional de Documentação e iョヲッイュ。 ̄ッcゥ・ョエ■ヲゥ」。ャセ 3). ApesardemânteriJma.es-trutura semelhanteàdo projetoanterioN era.bastantearhbiciosa.emセオ。ウN finalidades e aPresentava uma nova visão do problema:ao:fNOICcáberia odesenltohrirr\entode métodos e sistemas dedocurnentaçã'o,.astoorias et«hícasdoprooeSso decornLini-cação, seus usos e efeitos na sociedade. Pela primeira lIeli,ncluia "pesquisas é'estu-dos avançaé'estu-dos" dentro de sua programaçãonOtmal,'nâ<nóEJm'Ciênciada 'Informa-ção como ainda em Comunica'Informa-ção. Previa, ainda, a "prepara'Informa-ção de estudos de sínte-seepesquisa desistemasmeeânicos e ptoéesso de indexação.;'réliitlMndoestlldosde Iihguagens documentárias, dos léxicos e'desintall( e Paráfi'láquh'las"/lセ.. ). Madánças na dlreçãodo Instituto" interromperam o processo de reforma:tinteressanteressaltarapresettçado,termo "informaçoo" iI'IOsnornes,propostas. pa-ra as reformas do IBBD. Isso deveu-se a influências externas, especialmente da ·UNESCO, de OfIdelreioa "ôlldâ''''do'UNIStST(WorldScfence Infofrriátioh System).
Informaçio ontem
41 HAGAR ESPANHA GOMES
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Brasnia, s.doo
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Com o advento da Sociologia da Ciência, em que o cientista é objeto de estudos, es-tes pontos ficam mais claros para aqueles que trabalham na área de informação. E não é fantasioso afirmar que o profissional de informação tem, antes de tudo, de as-sumir seu papel de cientista social e munir-se das ferramentas de pesquisa necessá-rias para melhor conhecer a comunidade que lhe cabe servir.
Abstraet
Information yasterday
Historical review about the ongln, influences suffered, and activities of the bibliographical organization in Brazil. Evolution of the concept of information and its impact on the infor-mation activities of librarians and inforinfor-mation scientists.
de verbas, as tarifas não estimulam os programas de intercâmbio, inexiste uma polí-tica de informação no País, o problema de acessibilidade e disponibilidade ainda é objeto de preocupação que o Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT) tenta
resolver
e
7). Os projetos e programas ainda dependem das pessoas: as instituiçõesnão têm se mostrado fortes para prosseguir mesmo quando as pessoas deixam seus quadros.
Por outro lado, bibliotecários e documentalistas desenvolveram suas atividades de maneira um tanto à parte dos cientistas. Distanciados dos pesquisadores, não perce-beram eles que os cientistas, enquanto grupos sociais, se organizam segundo suas áreas de interesse, que suas necessidades e hábitos de obtenção de informação de-correm da própria natureza de suas atividades cientl'ficas. Tais peculiaridades deter-minam, mesmo, suas formas de comunicação - formal e informal - e afetam a or-ganização dos serviços de informação.
Não é muito difícil compreender esta situação: atividade de informação cientl'fica e
tecnológica (ICT) écausa e conseqüência do desenvolvimento da Ciência e da
Tec-nologia. Ora, estas atividades são um tanto marginais no País e as atividades de ICT têm, necessariamente que refletir essa situação. Fazendo com que os verdadeiros profissionais da informação também se sintam marginais, como os cientistas.
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