LÍNGUA PORTUGUESA O aluno perfeito
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu.
Ela deu à luz um lindo computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter! Por isso eles haviam rezado muito durante toda a gravidez, chegando mesmo a fazer promessas.
O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação.
Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão bem na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam. Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam sentido. Suas inteligências recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins.
Ficavam de recuperação.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas de eventos históricos, nomes de reis, imperadores, revolucionários, santos, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo cultural.
A memória de Memorioso era igual à do personagem do Jorge Luis Borges de nome Funes. Só tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus pais. E os outros casais, pais e mães dos colegas de Memorioso, morriam de inveja. Quando filhos chegavam em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles gritavam: "por que você não é como o Memorioso?" Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele freqüentara publicou sua fotografia em outdoors. Apareceu na televisão
como exemplo a ser seguido por todos os jovens. Na universidade, foi a mesma coisa. Só tirava dez.
Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT.
Depois da cerimônia acadêmica foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua memória
continha todas as respostas.
Aí ela falou: "De tudo o que você memorizou qual foi aquilo que você mais amou? Que mais prazer lhe deu?"
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz procurando a resposta. Mas aquilo não lhe fora ensinado. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar.
Sua temperatura subiu. E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua cabeça, enquanto fumaça saia por suas orelhas. Memorioso primeiro travou.
Deixou de responder a estímulos. Depois apagou, entrou em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido estava irreparavelmente danificado.
Há perguntas para as quais a memória não tem respostas. É que tais respostas não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a emoção...
Rubem Alves.
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2301200704 .htm
1. Pode-se afirmar que a temática principal do texto é:
a) a emoção dos pais em acompanhar a vida escolar dos filhos exitosamente;
b) uma crítica ao ensino brasileiro sobre como os alunos são tratados pelos professores;
c) uma crítica reflexiva sobre a mecanização do ensino;
d) uma ironia delimitada sobre a importância de estudar;
e) o cansaço que os alunos enfrentam ao longo da vida estudantil.
2. Relacionando-se o título à intencionalidade discursiva do texto, é possível dizer que:
a) o aluno perfeito não existe;
b) o aluno perfeito é aquele que mais tira notas boas;
c) o aluno perfeito é aquele que dá orgulho aos pais;
d) o aluno perfeito é aquele que se destaca na mídia;
e) o aluno perfeito é aquele que possui a maior capacidade de decorar.
3. Sobre a significação do nome dado ao personagem descrito no texto:
I. o radical ‘memori’ foi intencionalmente escolhido pelo autor, indicando uma correlação semântica com a temática principal do texto;
II. o sufixo ‘oso’ (que significa ‘cheio de’) reitera a principal característica atribuída ao personagem;
III. se o nome escolhido fosse ‘Memoriante’, não alteraria o sentido atribuído ao nome;
IV. a palavra ‘Memória’ nada tem a ver com a formação do nome em questão.
São verdadeiras as alternativas:
a) I e II;
b) I e III;
c) II, III e IV;
d) Apenas I;
e) II e IV.
4. Sobre o elemento coesivo ‘isso’ que inicia o terceiro parágrafo, analisa-se, pela construção textual, que ele retoma a ideia anterior de que:
a) o batizado de Memorioso foi ótimo;
b) o nome de memorioso tinha uma razão de ser;
c) educar tem a ver com seu nome;
d) uma ótima memória ajuda na escola e nos processos seletivos;
e) mesmo com ótima memória, crianças podem não passar no vestibular.
5. Ainda sobre a interpretação do texto, julgue verdadeira ou falsa as proposições a seguir:
(___)_Memorioso foi considerado um ótimo aluno durante toda vida escolar porque apenas decorou informações.
(___)_Ao ser perguntando sobre o que gostou de aprender, Memorioso entrou em pane porque não sabia a resposta.
(___)_Ao citar uma repórter no texto, o autor faz uma crítica à profissão
(___)_Há dois modelos de ensino indiretamente insinuados no texto e percebidos como díspares.
(___)_O texto, embora seja narrativo, tem um teor argumentativo muito forte.
A sequência correta, portanto, é:
a) V-V-F-V-V;
b) V-F-F-F-V;
c) F-V-V-V-F;
d) F-F-V-V-F;
e) V-V-V-F-F.
6. Há uma figura de linguagem que perpassa toda construção do texto. É ela:
a) a metonímia de que Memorioso era parte de um computador;
b) a ironia de que seus pais estavam desejando seu nascimento;
c) a metáfora de que o aluno era uma máquina;
d) a catacrase em seu nome por falta de outro termo melhor;
e) o eufemismo de que ele era um aluno inteligente.
7. A frase “Há perguntas para as quais a memória não tem respostas” poderia ser reescrita sem prejuízo de sentido, nem gramatical, da seguinte forma:
a) “Há perguntas para onde a memória não tem respostas”;
b) “Há perguntas com as quais a memória não possui respostas”;
c) “Há perguntas para quem a memória não tem respostas”;
d) “Há perguntas das quais a memória não possui respostas”;
e) “Há perguntas cujas respostas a memória não possui”.
Analise o texto a seguir
8. Sobre a linguagem utilizada na imagem, pode-se dizer que:
a) É inadequada diante da representação imagética de uma sala de aula;
b) É legítima e representa uma variedade linguística regional, comumente utilizada pelo personagem
‘Bode Gaiato’;
c) É possível, mas não deveria ser utilizada nesse tipo de texto, por demonstrar erros ortográficos;
d) É correta e segue o padrão da linguagem normativa, típica do personagem ‘Bode Gaiato’;
e) É adequada, pois representa a variedade linguística típica da internet, ambiente originário do personagem ‘Bode Gaiato’.
9. Comparando a temática da crônica de Rubem Alves à temática do texto multimodal, pode-se afirmar que:
a) ambos fazem uma crítica à escola e à sua metodologia descontextualizada e reprodutiva;
b) ambos fazem uma crítica ao papel do professor no ensino básico;
c) enquanto o primeiro faz uma crítica ao aluno não estimulado pelo professor, o seguindo faz uma crítica ao aluno que desrespeita as regras escolares;
d) ambos têm temáticas parecidas referentes ao aluno, mas, no primeiro, há ironia, no segundo não;
e) enquanto o primeiro tem como foco o aluno, o segundo enfatiza o papel do professor.
10. A fala da professora, numa variante mais formal, poderia ser assim representada, sem alteração do sentido original:
a) não faço a mínima ideia, só sei que vou dar aula e pronto;
b) rapaz, sei não... Mas tipo, é o conteúdo da minha aula, tá?;
c) de fato, não sei dizer, porém é o conteúdo a ser ministrado nessa aula;
d) em suma posso afirmar que embora sem certeza, ministrarei tal aula;
e) vou ministrar a aula, mas tô meio perdida ainda.
Leia e analise a tirinha a seguir para responder as perguntas a seguir
11. A pergunta do personagem Armandinho pode ser assim interpretada:
a) quando a escola permitira o aluno a se expressar?
b) quando a escola deixará o aluno dizer o que pensa?
c) quando a escola provocará o aluno para dar melhores respostas?
d) quando a escola deixará o aluno mais livre?
e) quando a escola ensinará o aluno a ser crítico, reflexivo e questionador?
12. Sobre a regência do verbo ‘aprender’ utilizado no segundo e terceiro quadrinho está utilizado de igual maneira na seguinte frase:
a) Aprendi muito hoje sobre a educação escolas no Brasil.
b) Todos nós teremos de aprender a viver.
c) Vocês aprenderam o nome do novo professor de física?
d) Aprendo tanto com meus alunos!
e) Aprenderam bastante sobre currículo depois do seminário.
Leia o trecho da letra da música do grupo Paralamas do Sucesso, intitulada “Assaltaram a gramática”.
Assaltaram a gramática Ooh!
Assassinaram a lógica Ohh!
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia Sequestraram a fonética Ohh!
Violentaram a métrica Ehh!
13. Nos versos “Sequestraram a fonética Ohh!/Violentaram a métrica Ehh!”, pode-se dizer que a figura de linguagem utilizada foi:
a) personificação;
b) eufemismo;
c) catacrase;
d) hipérbole;
e) comparação.
Leia a frase a seguir:
14. Embora não haja elementos coesivos sequenciais na frase acima, caso fosse utilizá-los, pode-se afirmar – pela construção e sentido da frase – que, com certeza, seria utilizado:
a) um elemento coesivo de adição;
b) um elemento coesivo alternativo;
c) um elemento coesivo conclusivo;
d) um elemento coesivo de referenciação;
e) um elemento coesivo de comparação.
15. O verbo ‘transformar’ está posto na frase com duas concordâncias diferentes pela correta justificativa a seguir:
a) Os termos com quem concordam são distintos quanto ao número.
b) Por mero recurso estilístico do autor.
c) Por estarem em sentidos diferentes.
d) Os termos a quem se referem são diferentes quanto ao gênero.
e) Os termos a que retomam são semanticamente destoantes.
INFORMÁTICA
16. A respeito dos sistemas operacionais baseados no Linux, analise as seguintes afirmações:
I. O comando sudo permite a usuários comuns obter privilégios de outro usuário.
II. O comando pwd muda a senha do usuário atual.
III. Para alterar as permissões de acesso de arquivos e diretórios, podemos utilizar o comando chmod.
São corretas as afirmações:
a) I;
b) I e II;
c) II e III;
d) I e III;
e) I, II e III.
17. “Tecnologia que, a partir de um conjunto de regras ou instruções, analisa o tráfego de rede para determinar quais operações de transmissão ou recepção podem ser executadas”. Essa afirmação refere-se a:
a) Anti vírus;
b) Anti spyware;
c) Firewall;
d) Rootkit;
e) Proxy.
18. O Google Chrome é o navegador mais utilizado no mundo atualmente. Ele inclui um recurso chamado “Janela Anônima”, que permite que o usuário navegue sem que as páginas visitadas, senhas utilizadas e histórico de pesquisa sejam armazenados no computador. Para acionar esse
recurso, utilizamos a seguinte combinação de teclas:
a) Crtl + N;
b) Crtl + Shift + N;
c) Crtl + A;
d) Crtl + J;
e) Crtl + Shift + J.
19. A computação em nuvem (Cloud computing) refere-se a tecnologias baseadas na internet que disponibilizam recursos de armazenamento e processamento remotos. Selecione, abaixo, a alternativa que possui apenas serviços dessa natureza.
a) Google Drive, OneDrive, iCloud b) iCloud, Galaxy Gear, DropBox
c) Google Drive, OneDrive, Step7 d) Google Drive, iCloud, eSaver e) One Drive, FilleZilla, Google Drive
20. Sobre o Microsoft Excel 2010 e versões posteriores, marque, abaixo, a alternativa incorreta.
a) Em uma planilha do Microsoft Excel, é possível incluir, em uma fórmula, uma referência a uma célula localizada em outra planilha.
b) É possível permitir que uma determinada célula seja preenchida apenas com números que pertençam a um determinado intervalo através da utilização do recurso “Validação de Dados”.
c) No Microsoft Excel, não é possível selecionar mais de uma planilha ao mesmo tempo.
d) Cada pasta de trabalho do Excel pode conter mais de uma planilha.
e) É possível combinar valores de vários intervalos em um novo intervalo utilizando a ferramenta
“Consolidar”.
RACIOCÍNIO LÓGICO
Brasil e Corrupção Política são associações resistentes na história do país. Mesmo após a redemocratização, no final da década de 1970, os escândalos políticos associados à corrupção não foram barrados. Infortuitamente, o povo brasileiro, mesmo frente ao século atual, em sua grande
expressão, tende a ser conivente com a corrupção, por não conseguir, em suas ações, promover impactos contra os delitos que ele testemunha. Essa
“tolerância a corrupção” é um dos pontos que mais vem chamando atenção de cientistas políticos e midiáticos. Deseja-se um brasileiro ativo contra a questão em tela. Para isso, vêm se fomentando, cada vez mais, instruções para que o brasileiro denuncie, critique em meios de comunicação de massa, se engaje em movimentos contrários à corrupção e proteste no combate à corrupção eleitoral.
Mesmo estudiosos convergindo de que a corrupção no Brasil tenha caráter sistêmico, como um problema grave da estrutura da sociedade e do sistema político, é dever do brasileiro que ele saiba, nas urnas, escolher seus representantes para que o quadro político do Brasil não seja enfraquecido em sua moral pública e sua legitimidade governamental.
21. “Delator afirma ter pagado R$ 3 milhões para operador de político do PMDB”, segundo matéria disponível no domínio http://noticias.uol.com.br/
(Acesso: 03/09/2016). A delação premiada foi um importante canal para novas apurações corruptivas no quadro político brasileiro. Suponha que os R$ 3 milhões deveriam ser divididos para 7 pessoas, o 101º algarismo deste número é:
a) 1;
b) 2;
c) 3;
d) 5;
e) 7.
22. Assinale a opção que apresenta um argumento válido.
a) Quando há crime de responsabilidade fiscal, há impeachment. Houve impeachment, logo houve crime de responsabilidade fiscal.
b) Se houve crime político, haverá apuração da transgressão. Se entrar em julgamento, se atribuirá a pena. Houve crime político e não se atribuirá a pena, logo haverá apuração da transgressão, mas não entrará em julgamento.
c) Se há crime de responsabilidade fiscal, então haverá impeachment. Haverá impeachment, logo há crime de responsabilidade fiscal.
d) Se houve um crime político e está apurada a transgressão, então se dará um julgamento.
Houve um crime político e se dará um julgamento, logo está apurada a transgressão.
e) Todo mensaleiro é corrupto. O padre não é um mensaleiro, logo o padre não é corrupto.
23. Já fui vereador ou deputado. Já fui governador e nunca fui vereador. Já fui prefeito ou nunca fui deputado. Veja bem, nunca fui prefeito. Logo, a) nunca fui governador e já fui vereador;
b) nunca fui prefeito e governador;
c) ná fui governador e vereador;
d) já fui deputado e governador;
e) já fui deputado e nunca fui prefeito.
24. Se não houve julgamento, então foi investigada a denúncia. Se houve julgamento, então não houve um crime político. Ora, houve um crime político.
Logo:
houve julgamento e foi investigada a denúncia;
a) houve julgamento e não foi investigada a denúncia;
b) não houve julgamento e não foi investigada a denúncia;
c) não houve julgamento e foi investigada a denúncia;
d) se houve um crime político então, não foi investigada a denúncia.
25. Cinco condenados políticos por infrações, cada um ex afiliado de seus partidos (A, B, C, D e E), fazem seus depoimentos ou na terça-feira ou na quinta- feira. Sabe-se que quem depõe nas terças sempre conta a verdade e quem depõe na quinta sempre mente. Deu-se que:
1- o condenado do Partido A diz que o condenado do Partido B depõe na terça;
2- o condenado do Partido B diz que o condenado do Partido C depõe na quinta;
3- o condenado do Partido C diz que o condenado do Partido D depõe na quinta;
4- o condenado do Partido D diz que os condenados dos Partidos B e E depõem em dias diferentes;
5- o condenado do Partido E diz que o condenado do Partido A depõe na terça.
Portanto, pode-se constatar que os dias de depoimento dos condenados dos partidos A, B, C, D e E são, respectivamente:
a) quinta, quinta, terça, quinta, quinta;
b) terça, terça, terça, quinta, quinta;
c) terça, quinta, quinta, quinta, quinta;
d) terça, quinta, terça, quinta, quinta;
e) quinta, quinta, terça, terça, quinta.
DIDÁTICA
26. A ação do professor no processo de construção do conhecimento sempre revela concepções que ancoram sua prática. Relacione as ideias vinculadas às práticas docentes com a respectiva tendência pedagógica que as ancora. Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
A. O papel do professor é desenvolver a atenção e a memorização dos conteúdos ensinados.
B. O papel do professor é modelar o conhecimento do aluno, mediante uma prática eficiente de ensino, fundada no treinamento exaustivo.
C. O papel do professor é ensinar aos alunos através de uma metodologia de ensino, que direcione o fazer dos alunos para a formação de atitudes.
D. O papel do professor é ensinar de modo que os alunos percebam as ideologias que permeia os conteúdos veiculados no currículo escolar.
E. O papel do professor é revestido de cunho político, trabalhando o conhecimento associado à temas sociais relevantes.
(___)_Tradicional (___)_Renovada (___)_Libertadora (___)_Tecnicista
(___)_Crítico social dos conteúdos a) A – D – C – B – E
b) B – E – C – A – D c) C – E – D – B – A d) A – C – E – B – D e) D – B – E – A – C
27. O processo de ensino na escola tem características muito específicas, geralmente distintas dos modos de ensino em outros espaços. Uma das alternativas abaixo não se configura como
característica do processo de ensino escolar brasileiro. Portanto, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Desenvolver e transformar progressivamente as capacidades intelectuais dos alunos em direção ao domínio dos conhecimentos e habilidades e sua aplicação.
b) Buscar determinados resultados em termos de domínio de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, convicções e de desenvolvimento das capacidades cognoscitiva dos alunos.
c) Possui caráter bilateral, em virtude de combinar a atividade do professor (ensinar) com a atividade do aluno (aprender).
d) Avaliar o desempenho do aluno, manifestando o resultado da aprendizagem ao longo do processo.
e) Incentivar o aluno a participar do processo de modo assistemático.
28. Afirmar que a escola necessita planejar continuamente o processo educativo já se tornou um ponto pacífico. A seguir, constam níveis de planejamento relacionados à educação. Analise-os e assinale a alternativa INCORRETA.
a) Planejamento da educação.
b) Planejamento pessoal.
c) Planejamento de curso.
d) Planejamento de escola.
e) Planejamento de aula.
29. No planejamento de ensino que ocorre ao longo de um ano letivo, os professores planejam levando em consideração os elementos que constituem o Plano. Identifique tais elementos e assinale a alternativa CORRETA.
a) Objetivos, metodologia, avaliação, cronograma, conteúdos e referências.
b) Justificativa, conteúdos, metodologia, cronograma e avaliação.
c) Identificação, objetivos, conteúdos, metodologia e cronograma.
d) Conteúdo, metodologia, avaliação, recursos e cronograma.
e) Justificativa, conteúdo, recursos de ensino, cronograma e referências.
30. A educação, no final da década de 90 do século passado, foi consolidando uma prática pedagógica pautada por critérios democráticos. Assim, as práticas de avaliação, no contexto intraescolar, foram adquirindo um perfil mais focado no processo. Dentre as afirmativas a seguir, apenas uma está CORRETA em relação à prática de avaliar fundamentada em princípios democráticos.
Assinale-a.
a) A avaliação escolar deve ocorrer ao longo do processo, com predominância de aspectos quantitativos ao final do ano letivo.
b) A avaliação escolar deve ocorrer bimestralmente, mas não deve, em hipótese alguma, ser efetivada através de provas e testes
c) A avaliação escolar não deve ser definida para o final de cada bimestre, porque ela deve ser contínua e automática.
d) A avaliação escolar deve acontecer ao longo do ano letivo, de modo processual, devendo prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
e) No início do ano letivo, o professor deve fazer um teste com os estudantes para identificar os conhecimentos que eles têm sobre a matéria e, a partir daí, elaborar o plano. Durante o restante do ano letivo, o professor deve realizar apenas provas e testes, bimestralmente e de modo progressivo, para que os alunos atinjam os conhecimentos por ele (pelo professor) definidos.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
31. Sobre o sentimento popular de pertencimento, relacionado a uma identidade nacional brasileira não obstante plural, reunida em alguns aspectos, pode-se afirmar, com base no que hoje se tem como quase consenso na historiografia, que:
a) já se encontrava em estado acabado no Período Colonial por ocasião dos Guerras Contra os Holandeses no Nordeste;
b) foi elaboração de forja longa, plural e multifacetada, somente observável, para além dos sonhos de nossos pais fundadores da nação, em meados do século XIX, estando, naturalmente,
ainda sujeita a variadas composições e recomposições identitárias;
c) foi uma elaboração do Pós-Segunda Guerra Mundial, não só no Brasil, mas, em toda América Latina;
d) foi uma criação da década dos anos de 1950 e 1960, quando o futebol, pela primeira vez, foi capaz de reunir os brasileiros em torno de uma mesma bandeira;
e) foi uma construção simultânea à difusão da televisão e de outros meios de comunicação de massa do século XX.
32. Observe a caricatura abaixo, extraída do periódico Semana Ilustrada – edição de 25 de maio de 1865.
Com base, não apenas nela, mas, em seus conhecimentos sobre a Guerra do Paraguai, aponte a opção incorreta abaixo.
Os três chefes de Estado do Brasil, Uruguai e Argentina numa caricatura da Rev. Semana Ilustrada – 1865.
a) Durante o período monárquico, o Brasil envolveu- se em três grandes conflitos com países da Região Platina.
b) Na Guerra do Paraguai, associaram-se Brasil, Uruguai e Argentina contra o Paraguai.
c) Inicialmente, embora os três países tenham unido todo o contingente de suas infantarias, o Paraguai permanecia com grande superioridade em quantidade de soldados.
d) Uma nova historiografia sobre o conflito, chamada brasilianista, endossa a leitura de que a Inglaterra teve papel preponderante no conflito, uma vez que o Brasil, a Argentina e o Uruguai, mantinham relações estreitas e subservientes com esta potência imperialista oitocentista desde a conhecida questão do embaixador inglês William Dougal Christie.
e) O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob o comando do então presidente Francisco Solano López.
33. Muito admirado em todo o mundo, Ernesto Júlio de Nazareth (1863-1934) foi um pianista e compositor brasileiro, considerado um dos grandes nomes do Tango Brasileiro, atualmente considerado um subgênero do choro. A obra de Ernesto Nazareth é composta por 211 peças completas, sem contar, também, as músicas incompletas conhecidas e as versões alternativas que algumas peças possuem, formando parte significativa de nosso patrimônio histórico- cultural. Sobre Ernesto, seria correto afirmar que:
a) se tratava de um compositor exclusivamente popular, não obstante, sua origem nobre e elitista, daí o desprezo pelo piano e a adesão ao violão nos últimos anos de sua vida;
b) a polca/Lundu “Apanhei-te Cavaquinho” foi a mais erudita de suas obras e fazia lembrar a obra de Carlos Gomes;
c) se tratava de um compositor de formação clássica e tradicional, que se interessara desde cedo por fazer leituras no piano da tradição popular brasileira, o que o colocava, de forma criativa e original, entre o erudito e o popular;
d) ernesto alcançou sucesso internacional, viajando por todo o mundo, devido às grandes facilidades de gravação e lucro e ao mecenato que imperava no Brasil de seu tempo;
e) o interesse de Ernesto pelo Tango era muito natural, já que ele era argentino e viveu a maior parte de sua vida em Buenos Aires.
Cartaz de convocação de voluntários. Acervo do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
34. O Cartaz acima foi veiculado na propaganda de guerra de um importante episódio de conflito militar ocorrido no Brasil no século passado, qual seja:
a) a Revolução de 1930;
b) a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo;
c) a chamada Revolução Constitucionalista Paulista de 1932;
d) o movimento tenentista de 1922;
e) a convocação para a FEB, na Segunda Guerra Mundial.
35. Nas opções abaixo, encontrar-se-á os nomes de alguns conhecidos pensadores brasileiros, estando seus nomes associados de regra a seus principais trabalhos acadêmicos que versam, sob perspectivas diferentes, sobre a Sociedade Brasileira. Demonstrando sua intimidade de leitura historiográfica e teórica, assinale a opção em que haja uma associação incorreta entre autor e obra.
a) João Capistrano de Abreu e o seu “Capítulos de História Colonial”
b) Francisco Adolpho de Varnhagen e o seu “História Geral do Brasil”
c) Laura de Mello e Souza e o seu “Desclassificados do ouro...”
d) Nelson Verneck Sodré e o seu “América Latina:
males de origem”
e) Waren Dean e o seu “A Ferro e Fogo...”
36. Sobre a história do voto feminino no Brasil, não seria aceitável afirmar que:
a) gerou largas polêmicas no Parlamento Brasileiro, porque seus opositores afirmavam que, para votar, as mulheres passariam a se ausentar de casa e deixariam de cuidar dos filhos, sua função supostamente natural e indispensável;
b) as mulheres votaram diretamente no Brasil do século XX antes que o mesmo ocorresse na França;
c) o voto feminino foi resultado de uma história de lutas das mulheres brasileiras pelo direito de se representarem politicamente e participarem das escolhas da Nação e não uma mera concessão varguista;
d) o texto constitucional de 1934 instituiu o voto feminino no Brasil;
e) a falta de mobilização política de nossas mulheres demandou que o voto feminino no Brasil fosse imposto de forma autoritária, às vésperas do Estado Novo, e foi notória a ausência de um movimento de “sufragetes” no Brasil.
37. Por convenção, tem-se que a Ditadura Militar Brasileira durou de 31 de março de 1964, quando um golpe Militar derrubou o Presidente João Goulart, até 15 de janeiro de 1985, quando da eleição de Tancredo Neves, tradicional político mineiro que não chegou a tomar posse. Sobre ela e as repercussões das batalhas por sua memória, seria impreciso ou incoerente afirmar que:
a) durante o ano de 2012, os brasileiros presenciaram um acalorado e polêmico debate sobre a formação da Comissão da Verdade, uma equipe multidisciplinar formada por membros designados pelo Governo Brasileiro para investigar os crimes cometidos pelo Estado durante todo o século dos anos de 1920;
b) nas seções de tortura mantidas pelos braços armados do Estado, de forma hedionda, crianças foram utilizadas para intimidarem seus pais
presos, coagidos a revelar detalhes dos planos de organizações clandestinas de “esquerda” das quais eram acusados de participar;
c) a chamada Comissão da Verdade não terá poder de punição judicial sobre ninguém. Sua incumbência será investigar documentos e recolher relatos que permitam um olhar mais amplo sobre nossas ditaduras e a construção de uma memória crítica sobre elas;
d) em algumas cidades, já tramitam projetos de lei pelas câmaras municipais que visam retirar o nome de ruas, prédios, escolas, praças e monumentos públicos que façam homenagem aos dirigentes do regime militar e às datas relacionadas ao evento;
e) a Comissão da Verdade disporá de amplos poderes de julgamento e punição, revertendo a chamada “anistia”, graças ao braço do judiciário nela representado.
38. Leia o texto abaixo e responda a questão.
“A Síria saudou hoje o acordo alcançado no sábado em Genebra entre os EUA e a Rússia sobre a eliminação das armas químicas naquele país, considerando que permitiu "evitar a guerra", disse o ministro sírio da reconciliação, Ali Haïdar. "Saudamos este acordo. Por um lado, ajuda os sírios a sair da crise e por outro permitiu evitar a guerra contra a Síria, retirando o argumento àqueles que a queriam provocar", disse o ministro, numa entrevista à agência russa Ria Novosti. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chegaram no sábado a acordo sobre um plano de eliminação das armas químicas sírias que dá uma semana a Damasco para apresentar a lista destas armas e prevê a adoção de uma resolução da ONU. Segundo o acordo alcançado, os inspetores deverão estar no terreno, na Síria, até novembro, com o objetivo de eliminar as armas químicas do país até meados de 2014, acrescentou Kerry. Este contrato reduziu as ameaças de ataque pelos EUA para punir o regime do presidente sírio Bashar al-Assad, acusado de liderar um ataque com armas químicas que causou centenas de mortos a 21 de agosto, perto de Damasco. A Rússia rejeita a
responsabilidade deste ataque sobre os rebeldes.”
Fonte: – O Globo
Sobre o tema acima abordado no pequeno texto jornalístico, assinale a alternativa que não reflete uma conclusão plausível a respeito do conflito e do acordo.
a) Este acordo tornou-se possível, em grande medida, graças à diplomacia e ao governo russos.
b) Diversas capitais europeias têm saudado o acordo ao tempo em que o cada vez mais poderoso Governo da China o enxerga com bons olhos.
c) A Presidenta Dilma Roussef, do Brasil, foi convidada a presidir o acordo, graças às suas boas relações com o Governo de Teerã, prenunciadas pela política diplomática de seu antecessor, o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
d) O fato dos EUA não terem atacado a Síria não significa que o mesmo acontecerá, futuramente, no Irã.
e) O Governo Sírio é acusado pelos EUA de utilizar armas químicas contra sua população civil, acusação que, também, já foi feita aos rebeldes dissidentes, mas, o Governo Russo duvida dessa possibilidade.
39. Sobre as possibilidades didáticas da História Ambiental em sala de aula, pode-se afirmar que:
1) historiadores não devem tratar das relações entre natureza e cultura, já que tal enfoque é, por ofício, reservado aos geógrafos;
2) o enfoque das relações entre natureza e cultura remete-nos à humanização que fazemos da natureza, desnaturalizando muito do que víamos de forma acrítica e desatenta;
3) em sala de aula, a história ambiental pode ajudar a promover sentimentos de topofilia e recuperação crítica das tradições ancestrais de manejo de recursos naturais indispensáveis como a água;
4) o enfoque da História Ambiental promove naturalmente uma aproximação interdisciplinar profícua;
5) um paradigma de imunidade humana aos fatores naturais deve ser adotado pelos historiadores,
para os quais o mundo humano é por excelência o das relações sociais.
Após avaliar as afirmativas acima, compreende-se que:
a) as alternativas 1 e 2 estão corretas;
b) as alternativas estão todas incorretas;
c) as alternativas 1 e 5 são incorretas;
d) as alternativas estão todas corretas;
e) as alternativas 1, 2, e 5 estão incorretas.
40. Leia o excerto abaixo e responda a questão.
“Uma palavra, em suma, domina e ilumina os nossos estudos: “compreender”. Não afirmemos que o bom historiador é alheio às paixões; tem aquela, pelo menos. Palavra essa, não tenhamos ilusões, cheia de dificuldades, mas também de esperança.
Palavra cheia, sobretudo, de amizade. Até na ação julgamos demais. É tão cômodo gritar “à forca”!
Nunca compreendemos bastante. Quem difere de nós – estrangeiro, adversário político – passa, quase necessariamente, por mau. Mesmo para orientar as lutas inevitáveis, seria necessário um pouco mais de inteligência das almas; com mais forte razão se as queremos evitar, quando ainda é tempo. A história, se renunciar ela mesma aos seus falsos ares de arcanjo, deve ajudar a curar-nos desta mania. Ela é uma vasta experiência da diversidade humana, um longo encontro dos homens. A vida, como a ciência, tem tudo a ganhar se o encontro for fraternal”.
BLOCH, Marc. Introdução à História. Lisboa: Europa- América, 1974.
Após ler o excerto acima, compreende-se que ele se refere:
a) Ao estatuto formal do ofício de historiador;
b) Ao trabalho de redação da obra “Os Reis Taumaturgos” e às angústias vividas durante esta empreitada;
c) À condição de heroísmo e coragem vivida por Marc Bloch antes de seu fuzilamento pelas tropas nazistas;
d) Ao anacronismo presente nos juízos de valor e no mau hábito de julgar de forma moralista entre os historiadores, levando à desconsideração da historicidade e da diversidade;
e) Ao rancor que o autor nutria contra o Catolicismo Tridentino e sua teologia autopunitiva.