Ficha
Catalográfica
FICHA CATALOGRÁFICA
Preparada pela Biblioteca Central da Univap
F219g
Fantin, Marcel
Guia de cidadania e meio ambiente de São José dos Campos/ Marcel Fantin. Ademir Fernando Morelli e Marcello Alves. São José dos Campos: Univap, 2002. 80 pág.:il.; 30cm.
1.Meio ambiente 2. Cidadania I. Morelli, Ademir Fernando II.Alves, Marcello III.Título
CDU:504 Este guia é parte complementar do
Projeto Atlas Histórico do Patrimônio Ambiental de São José dos Campos, beneficiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura no ano de 1998.
De acordo com a Lei Complementar n° 94/93 do Município de São José dos Campos/SP.
Universidade do Vale do Paraíba Universidade do Vale do Paraíba
Supervisão Gráfica: Prof.ª Maria da Fátima Ramia Manfredini PróReitoria de Cultura e Divulgação
Univap Revisão Técnica: Maria do Carmo Silva Soares Revisão: Prof.ª Glória Cardozo Bertti (12) 39221168 Editoração Eletrônica: Antonio Gonçalves de Oliveira Filho (12) 39114807
-Capa: Fábio Siqueira - Impressão: Jac Gráfica e Editora - (12) 3928-1555 - Publicação: Univap/2002 Campus Centro: z Praça Cândido Dias Castejón, 116 - Centro
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Palavra
do
Reitor
onsideramos de grande oportunidade esta publicação do “Guia da Cidadania e Meio
Ambi-ente de São José dos Campos”. Quem o consultar poderá ser instruído sobre como
aprovei-tar o desperdício na utilização da água, qual a importância da coleta seletiva do lixo, como
reduzir o consumo de energia elétrica e como dirigir-se aos órgãos responsáveis pela proteção do meio
ambiente de São José dos Campos.
Mas a utilidade desta publicação não se limita a isto. Trata, o que é mais fundamental, de
conscien-tizar as pessoas da necessidade de não agredir o meio ambiente. Exemplos inúmeros são mostrados de
como é possível utilizar os recursos naturais, com mais parcimônia e maior adequação à preservação do
meio ambiente, sem grandes sacrifícios pessoais, mas com amplo alcance social.
É preciso que cada um tenha como lema participar do desenvolvimento sustentável: não sacrificar a
qualidade de vida futura, com a adoção de procedimentos dirigidos à satisfação pessoal de curto
interva-lo de tempo.
Não é possível admitir a construção de uma indústria que ofereça condições de trabalho a 100
pessoas, à custo da poluição ambiental que inferniza a vida de milhões, pela acumulação dos danos
ambientais. Quanto custará a despoluição do rio Tietê? Quais os benefícios que esta poluição trouxe?
Quais os prejuízos?
É sabido que o futuro é radicalmente diferente do que é normalmente previsto. Isto não deve,
entre-tanto, ser motivo de desestimulo ao planejamento. É necessário planejar sempre e replanejar
continua-mente, para que o desejado desenvolvimento sustentável ocorra.
Precisamos pensar no nosso planeta como um ser vivo que necessita de cuidados para manter-se
saudável. É dele que depende nossas vidas. O problema é que vivemos pouco, os políticos atuam por
períodos curtos e todos querem mostrar e obter resultados a curto prazo. E com isto vão criando
indús-trias que degradam o meio ambiente; ácidos são produzidos e infestam as águas e a atmosfera; o
desflo-restamento é continuado e provoca a erosão dos solos e a desertificação; os combustíveis utilizados
principalmente para acionar os automóveis são grandes vilões da péssima qualidade do ar que
respira-mos.
Os países ricos dizem que o que é bom para eles é o que importa...
Enquanto isto, dê sua parcela de contribuição: leia este livro e pratique o que é sugerido.
Baptista Gargione Filho, Prof. Dr.
Reitor da Univap
C
Agradecemos a todos os familiares, profissionais amigos
que colaboraram para execução deste projeto e
principalmente a Deus.
“Basta um passo a frente e
você não está mais no mesmo lugar”.
Francisco de Assis França
(Chico Science)
“Guia de Cidadania e Meio
Ambien-te” destina-se a orientar os moradores
de São José dos Campos no
exer-cício do Direito e da Cidadania em relação ao
Meio Ambiente.
A intenção do guia é contribuir para a
pre-servação e conpre-servação dos Patrimônios
Ambien-tais do município de São José dos Campos,
pro-movendo o uso sustentado dos recursos naturais
pela sociedade.
Este guia demonstra a necessidade da
pro-teção do meio ambiente e como fazê-lo. Inicia
pelo caminho da Conscientização e da
Percep-ção Ambiental, mostrando que se queremos
mo-dificar o mundo para melhorá-lo, devemos
co-meçar por nós mesmos, modificando nossa
forma de ver e entender a natureza,
provo-APRESENTAÇÃO
Guia de Cidadania e Meio Ambiente de São José dos Campos
cando uma revisão dos valores, uma mudança
dos hábitos de vida e de consumo que
resul-tem em atitudes concretas para a conservação e
proteção ambiental.
Prossegue demonstrando a grave crise
am-biental mundial e suas principais causas,
situan-do São José situan-dos Campos nessa Crise e
instruin-do como devemos agir como “Cidadãos instruin-do
Mun-do”, ajudando a reduzir o consumo dos recursos
naturais no nosso Município, no lugar que
vive-mos. Para isso traz instruções de fácil
compre-ensão e aplicação visando a redução do
consu-mo, principalmente da água e da energia
elé-trica, a reutilização e a reciclagem de materiais
e energia.
O guia também procura melhorar a
qualida-de ambiental e qualida-de vida incentivando o plantio qualida-de
O
árvores e os cuidados com a vegetação,
criti-cando a forma atual da poda e fornecendo
ins-truções simples para o plantio e cultivo de
plan-tas nativas.
Na segunda parte o guia conduz para a
atua-ção pela coletividade, incentivando a
partici-pação do indivíduo na comunidade, o exercício
pleno da cidadania, de nossos direitos e deveres
em relação ao meio ambiente. Para tanto,
incen-tiva o uso das leis para proteger o meio
am-biente e expõe a legislação ambiental
brasi-leira, com as leis ambientais ordenadas
se-gundo os Patrimônios que protegem.
As leis são apresentadas de uma forma
sples e de fácil compreensão, ressaltando a
im-portância das leis ambientais e como usar os
ins-trumentos legais para proteção ambiental. Para
facilitar ainda mais o uso das leis, contém um guia
de denúncias, com dicas de como fazer uma
de-núncia eficiente; com modelos de cartas para
encaminhamento de denúncia e endereços,
tele-fones e correio eletrônico dos órgãos públicos
municipais, estaduais e federais responsáveis
por receber, investigar, fiscalizar e punir
agres-sões ambientais. Traz também informações
so-bre o Ministério Público e uma lista das ONGs
(Organizações Não Governamentais) que podem
auxiliar nas denúncias . O guia de denúncias
ori-enta também a quem denunciar caso a caso,
com uma lista dos órgãos públicos municipais,
estaduais e federais e uma descrição das
agres-sões ambientais mais freqüentes.
Por fim o guia incentiva ao usuário a
conscien-tizar outras pessoas, mostrando a importância
de proteger o meio ambiente, não somente por
palavras e discursos, mas principalmente através
de gestos concretos para a preservação que
sir-vam de exemplos a comunidade.
Para a execução do guia foram
emprega-das diversas fontes de informação, cujos “links”
estão presentes em todas as seções,
destacan-do alguns livros e páginas na Internet que
po-dem ser úteis no aprofundamento de
determi-nados assuntos.
Ademir Fernando Morelli
Coordenador Geral do Projeto Atlas
Por que devemos proteger o Meio Ambiente?
9
Como proteger o Meio Ambiente?
9
Comece por Você mesmo!
9
Como começar por Você mesmo?
9
Modifique sua forma de ver e entender a Natureza!
10
Modifique seus hábitos de vida e consumo!
15
Como mudar os seus hábitos de vida e consumo?
16
Você pode começar na construção de sua Casa!
16
Evite comprar produtos que exijam muito dos Recursos Naturais!
16
Procure reduzir o consumo de Água!
18
Como reduzir o consumo de Água?
19
Vamos reduzir o consumo de Energia Elétrica!
22
Como reduzir o consumo de Energia Elétrica?
23
Participe da coleta seletiva de Lixo!
26
A coleta seletiva de lixo no Município de São José dos Campos
28
Plante uma árvore!
30
Atue pela coletividade!
35
Utilize as leis para proteger o Meio Ambiente!
35
Para que existem as Leis Ambientais?
35
A legislação ambiental brasileira
36
O Meio Ambiente em nossa Constituição Federal
36
Legislação Ambiental brasileira básica
36
Leis que protegem os Patrimônios Ambientais
37
Situação das Áreas de Proteção Ambiental no Município de São José dos Campos
41
Leis que protegem a Vegetação Natural (Flora) do desmatamento, incêndio e queimada
43
Leis que protegem a Fauna
44
Leis que protegem os Recursos Minerais (Geologia)
45
Leis que protegem os Recursos Hídricos (Água)
46
Árvores Isoladas - Leis e Decretos que declaram imunes de
corte árvores no perímetro urbano de São José dos Campos
47
Como usar os instrumentos legais para proteger o Meio Ambiente?
50
Guia de Denúncias de Agressões Ambientais para o Município de São José dos Campos
59
Introdução
60
Algumas dicas para fazer uma denúncia eficiente
61
Como redigir uma denúncia de agressão ambiental às autoridades competentes
62
Órgãos públicos responsáveis por receber denúncias de Agressões Ambientais
65
Órgãos Públicos Municipais
66
Órgãos Públicos Estaduais
68
Órgãos Públicos Federais
69
Ministério Público
70
ONGs que podem auxiliar nas denúncias de agressões ao Meio Ambiente
71
A quem denunciar caso a caso
72
Procure conscientizar-se!
77
Bibliografia
78
Devemos proteger e conservar o meio ambiente principalmente para melhorar a qualidade
am-biental e de vida nossa e das futuras gerações.
Se nós não nos conscientizarmos, buscando agir com o intuito de diminuir os impactos
ambien-tais, reparar os danos causados ao meio ambiente e evitar novos desastres ecológicos, a nossa
própria sobrevivência estará comprometida, pois estes fatores estão diretamente ligados à
qualida-de do ar que respiramos, da água que bebemos e dos alimentos que ingerimos.
Para proteger o meio ambiente, é necessário primeiro que você evite toda e qualquer conduta
que venha agredir o meio ambiente, pois é impossível pretender mudar o mundo, se não mudar a si
mesmo.
Em segundo lugar, é necessário atuar pela coletividade, ajudando a garantir a participação de
todos na proteção do meio ambiente, fazendo com que este bem de interesse coletivo prevaleça
sobre todo e qualquer interesse individual.
Começar por você mesmo implica uma revisão de valores e mudanças de atitude, buscando
sempre evitar toda e qualquer agressão ao meio ambiente.
Em sua mudança de atitude, em relação aos problemas ambientais, está a esperança de uma
nova sociedade, em que o futuro não é apenas algo que virá e sim algo que estamos construindo, não
só para nós, como também para nosso filhos, netos e futuras gerações.
Embora seja um fenômeno global, os esforços de proteção do meio ambiente podem começar
no ambiente em que vivemos: nossa casa, nossa escola, nosso bairro, nosso município.
Dentro deste quadro nós podemos começar a melhorar nosso meio ambiente com pequenos
atos. E embora estes possam parecer insignificantes, são importantes, pois é nas pequenas atitudes
de nosso cotidiano que estão as sementes para as grandes mudanças.
Por que devemos proteger o Meio Ambiente?
Como proteger o Meio Ambiente?
Comece por Você mesmo!
O meio ambiente é muito mal interpretado
em nossa sociedade. Modificar nossa forma de
ver, perceber e entender a natureza é essencial
para transformar a nossa visão de mundo e
pro-vocar mudanças. Somente assim poderemos
cri-ar uma nova consciência em relação aos
proble-mas ambientais.
Há uma grande contradição de valores em
relação à natureza:
Os locais onde ocorre a vegetação natural,
ou onde ela está se regenerando, são percebidos
pela sociedade como locais abandonados, mal
cuidados pelos donos. Embora contenham
mui-tas espécies animais e vegetais nativas da região,
constituindo verdadeiros ecossistemas, são
cor-tados, queimados e servem como depósito de lixo
(Exemplo 1). Por outro lado, nas praças, jardins e
Modifique sua forma de ver e entender a Natureza!
Mostra o preconceito existente
em relação aos locais onde ocorre
o cerrado. Estes locais são vistos
como abandonados pelo dono,
sen-do considerasen-dos repugnantes, onde
há lixo, animais peçonhentos e ratos. Mas a
realida-de é que nesses locais ocorrem os últimos
remanes-centes deste ecossistema em São José dos
Cam-pos, possuindo uma alta biodiversidade florística e
faunística. Os animais considerados peçonhentos
es-tão sendo atraídos pelo lixo jogado
indiscriminada-mente por cidadãos inconscientes e não pela
vege-tação natural, que leva a culpa e, por isto, é
quei-mada ou cortada.
Exemplo 1:
Área com vegetação de cerrado se regenerando ao lado da Estrada
Velha. Lixo e entulho jogados
indiscriminadamente por cidadãos inconscientes.
Remoção da vegetação natural que estava se regenerando.
canteiros:
Valoriza–se o que é exótico, cultivam-se as
plantas por sua aparência, seguindo padrões de
beleza importados e não pela sua adaptação ao
ambiente ou efeitos positivos que possam
pro-porcionar (além da beleza), como
sombreamen-to, atenuação de ruídos, melhoria das condições
do clima urbano e suporte à vida selvagem,
(Exem-plo 2).
Outra contradição comum de negação do
natural é a canalização de rios e córregos como
solução de problemas de poluição e enchentes
na cidade. A canalização e retificação de rios
des-troem toda a mata ciliar e de várzea e têm como
objetivos a ocupação máxima do espaço natural e
a camuflagem das verdadeiras causas desses
pro-blemas (Exemplo 3).
A sociedade
valo-riza os jardins com
plan-tas exóticas (de outras
regiões) e cultivadas
(dependem de
fertiliza-ção, irrigafertiliza-ção, podas e
outros cuidados); estas
são valorizadas por sua aparência, por um
fal-so padrão de beleza, que despreza toda a
re-alidade dos nossos ecossistemas originais.
Como estas plantas são muito delicadas
e não adaptadas ao clima, ao solo e às
con-Jardins com plantas exóticas e cultivadas, localizados em uma das alças do anel viário, no bairro Parque Industrial.
Exemplo 2:
dições urbanas de nossa cidade, nestes
jar-dins são gastos grandes quantidades de água
para a irrigação, insumos para adubação,
agrotóxicos, que não suportam animais da
fauna nativa.
É sempre assim que todo ano, no período chuvoso, são anunciados, pelos meios de comuni-cação, os problemas relacionados às inundações, desmoronamentos, dificuldades no trânsito, falta de energia, quedas de árvores e demais conseqüências desastrosas para a população.
Esse tipo de divulgação considera as chuvas intensas e fortes como as grandes responsáveis e que acobertam todo um problema, que é bem mais amplo, relacionado ao crescimento descontrolado das cidades.
Divulgar a chuva como principal causa de pro-blemas ambientais, e com destaque abusivo nos títulos das matérias jornalísticas, não explicando os demais fatores envolvidos, ocasiona uma rejei-ção dos cidadãos para com esse fenômeno natu-ral tão importante para as nossas vidas.
É uma manipulação da opinião pública total-mente incompatível com as informações divulga-das pela imprensa sobre a água e sua importância.
Exemplo 3:
Faça chuva ou faça sol ... a vilã é sempre a chuva!!!
No dia 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água, os meios de comunicação ressaltaram a data, demonstrando a importância da água e do seu uso racional e todos os problemas do aumento da demanda e de sua escassez quantitativa e qua-litativa, como se a chuva não participasse do ciclo da água.
As fortes chuvas de verão são divulgadas como as grandes culpadas por todos esses “acidentes”, as vilãs responsáveis por todos esses problemas, os quais, na verdade, estão relacionados a uma série de fatores. Os fatores principais estão relacionados a uma urbanização sem planejamento, com a ocu-pação de áreas inadequadas (várzeas, morros), ou por atividades incompatíveis às características am-bientais das áreas (avenidas e construções em áreas de várzeas, que deveriam constituir áreas verdes e parques urbanos para recreação e lazer), ou ainda a ocupação de forma inadequada, com a modificação de traçados de rios (retificação, ca-Chuva deixa tantos desabrigados!!! ... ca-Chuva mata tantas pessoas!!! ... ca-Chuva provoca acidentes!!!
nalização) e a impermeabilização do solo urbano. Os demais problemas (trânsito, energia) são con-seqüência do despreparo de toda a cidade para com a força e a dinâmica deste fenômeno natural (ex. fiação elétrica aérea, arborização inadequa-da, sistema de captação de águas pluviais subdi-mensionado).
Divulgar a chuva como culpada por tudo isso esconde e distorce a opinião pública, sobre os dadeiros culpados e as principais causas. Os ver-dadeiros culpados são os administradores públi-cos (que não planejam o espaço), os especula-dores do espaço urbano (que vêem o espaço so-mente como mercadoria) e a sociedade (que é manipulada e que está alienada de tudo isso). As principais causas estão relacionadas à visão de natureza no meio urbano, como mero suporte para as suas atividades, sem um respeito às formas e aos processos naturais (ex. corte de morros, ater-ros de várzeas, traçado inadequado de ruas e ave-nidas) e a problemas sociais, como a separação das áreas urbanas em classes sociais (devido ao alto valor da terra nas cidades, aos pobres resta morar em locais problemáticos como morros e várzeas).
Na época da seca, a chuva, ou melhor a sua falta, também é divulgada como algo negativo, e todo ano é o mesmo tipo de divulgação. A falta de água, o racionamento desta, a poeira, as queima-das são razões utilizaqueima-das para culpar a chuva.
Novamente as verdadeiras causas são dei-xadas de lado, ou seja, o desmatamento de áreas de mananciais, o desperdício de água pela popula-ção, pela agricultura e pela indústria, a crescente demanda pela água com o aumento populacional e a ausência de um planejamento do uso desse precioso recurso. As intempéries climáticas que nos “castigam” são apontadas como culpadas por esses problemas.
Assim, a chuva é sempre malquista, ocorren-do ou não, e serve como bode expiatório para to-dos os problemas de uma ausência de adaptação do homem e do ambiente que ele modifica ao cli-ma local.
Este fato revela duas grandes contradições de valores existentes em nossa sociedade: o preconceito em relação a um processo funda-mental para nossa sobrevivência e a falsa no-ção de controle da natureza pelo Homem, da submissão da natureza ao Homem. Por esse pensamento a natureza é que tem de se adap-tar ao Homem e não nos preocupamos em nos preparar, nos adaptar a esse fenômeno e, quan-do somos atingiquan-dos, nos revoltamos contra ele. Esse tipo de divulgação influencia a mentalida-de das crianças e adultos e só aumenta o pre-conceito em relação a esse fenômeno, que é denominado de tempo bom para um dia enso-larado e tempo ruim para um dia chuvoso: ruim para quem? Para alguém que quer pegar uma praia ou piscina pode ser ruim, mas para esse mesmo alguém que precisa encher sua piscina, tomar seu banho ou beber sua água, não é so-mente bom, é essencial que chova!
A chuva é um fenômeno natural, essencial para a manutenção dos rios e para o equilíbrio térmico do planeta. Todo ano chove forte no ve-rão e todo ano os problemas com as enchentes se repetem. As chuvas não se tornam mais for-tes a cada ano, são as transformações negativas da cidade que a cada ano agravam a situação. Consultando dados meteorológicos observa-se que é comum a ocorrência de chuvas fortes e intensas em alguns períodos do ano. Então, divul-gar a chuva como algo catastrófico é uma forma sensacionalista e parcial de chamar a atenção para a matéria e que traz profundas implicações na formação da opinião pública com relação a esse fenômeno natural.
Assim, pedimos a colaboração dos meios de comunicação para que não divulguem a chuva como vilã de todos os problemas urbanos relacio-nados à época de chuva ou de seca, para resguar-dar a imagem desse fenômeno e, principalmente, para mostrar à opinião pública os verdadeiros res-ponsáveis por todos os problemas que enfrentam e que refletem na sua qualidade ambiental e, con-seqüentemente, na qualidadede de vida.
Exemplo 4:
A Canalização de rios e
córregos é encarada pela
po-pulação como progresso,
como uma melhoria na
quali-dade de vida, onde um rio sujo
e malcheiroso irá agora
pas-sar por “debaixo da terra”.
Na realidade, este tipo de
obra diminui a
permeabilida-de do solo e altera a vazão dos
rios, aumentando
significati-vamente os problemas com
enchentes.
Ao contrário de jogar o
problema para “debaixo da
terra”, devemos cobrar das autoridades
com-Local onde a água era represada e impedia a ocorrência de enchentes; esta área foi destruída para a construção de uma das alças do Anel Viário.
Córrego Senhorinha em processo de retificação para canalização.
petentes o tratamento do esgoto, que é jogado
nos rios e córregos, sendo que estes,
abertos, limpos e preservados atraem
novamente a fauna, além de diminuir o
risco de enchentes por ocasião das
chu-vas e de servirem como áreas de lazer.
(Fonte: Vale Verde).
Canalização irregular do Córrego Senhorinha no Município de São José dos Campos (SP), ao lado do Anel Viário.
Morelli (1996)
Morelli (1996)
Arquivo Público Municipal - foto 5 - (século XX, década de 60) Arquivo Público Municipal - foto 6 - (século XX, década de 60)
Foto 5 e 6 - Córrego Lavapés - atual Av. Fundo do Vale.
Foto 7 e 8 - Vista geral da canalização do Córrego Lavapés e da construção da Avenida Fundo do Vale.
Arquivo Público Municipal - foto 7 - (século XX, década de 70) Arquivo Público Municipal - foto 8 - (século XX, década de 70)
Arquivo Público Municipal - foto 9 - (século XX, década de 60) Arquivo Público Municipal - foto 10 - (século XX, década de 60)
Fotos 9 e 10 - Esta obra impermeabilizou o fundo do vale, impedindo a infiltração da água da chuva e com a canalização inadequada provocou diversos problemas, como a inundação da avenida e conseqüentes problemas em sua
Segundo o Instituto de Recursos Mundiais (WRI – World Resources Institute), a grave situação
ambiental atual tem como principais responsáveis o assustador crescimento da população mundial e o
aumento da pressão que cada habitante do planeta exerce sobre os recursos naturais que são finitos.
Segundo dados oficiais da ONU (Organização das Nações Unidas), a população mundial cresceu
de 2.521.495.000 habitantes em 1950 para 6.055.045.000 habitantes no ano de 2000.
O Município de São José dos Campos não escapou desta explosão demográfica mundial, conforme
pode ser visto nos Gráfico de Crescimento Populacional do Município de São José dos Campos.
Modifique seus hábitos de vida e consumo!
O crescimento da população mundial está
relacionado à diminuição da mortalidade
infan-til, aumento da expectativa de vida, melhoria
das condições de saúde e avanços da Medicina.
Uma das maiores causas do aumento da
pressão que cada habitante do planeta exerce
sobre os recursos naturais são os hábitos de
consumo da parte mais rica da população
mun-dial que consome, usa e destrói
indiscrimina-damente os recursos naturais, restando para a
Fonte: Anuário Estatístico do Estado de São Paulo – Seade; Anuário Estatístico do Brasil de 1971, Contagem da população
de 1996, Censo Demográfico 2000 – IBGE.
grande parcela mais pobre a poluição, a
degrada-ção ambiental e todos os problemas daí
decor-rentes.
Nós vivemos em uma sociedade de
consu-mo, onde a maioria dos produtos são
descartá-veis e supérfluos. Cada vez que inserimos estes
produtos em nosso cotidiano e aumentamos o
nos-so consumo, estamos aumentando a nossa
pres-são sobre os recursos naturais e ajudando a
de-gradar o meio ambiente.
A mudança de hábitos deve começar por uma revisão de valores em nossa vida, dando prioridade à
qualidade de vida em detrimento da acumulação de bens, obtenção de status e de posição social.
Um dos maiores sonhos de consumo das pessoas na nossa sociedade é possuir uma casa grande
e luxuosa, que praticamente ocupa todo o terreno. E este tipo de residência estará:
- impermeabilizando o solo, dificultando a infiltração da água da chuva e, com isso, ajudando a
ocorrência de enchentes na cidade;
- consumindo grande quantidade de recursos naturais (principalmente água e energia elétrica) e
produzindo grande quantidade de resíduos poluentes (resultantes de produtos de limpeza).
No momento de construir sua casa, pense em uma casa menor, simples, mas confortável, com
um bom quintal, horta e árvores frutíferas.
Assim, você estará demonstrando ter consciência ambiental e estar sintonizado com uma nova
sociedade, mais solidária e preocupada com o futuro, pois sua casa estará permitindo a infiltração
de água da chuva (ajudando a evitar enchentes), você estará cultivando o solo, produzindo alimentos
sem agrotóxicos e atraindo a vida silvestre com a oferta de alimentos e moradia.
Antes de comprar, avalie o ciclo de “vida” total do
pro-duto a ser adquirido, de sua produção até a sua destinação
após o uso.
No mercado há tênis e sapatos que são produzidos a
partir de material reciclado (no caso pneus e lonas).São
tão ou mais confortáveis do que os não-reciclados e têm a
vantagem de reutilizar produtos e resíduos que
contaminari-am o meio contaminari-ambiente, além de permitir a re-reciclagem
des-ses produtos.
Como Mudar seus Hábitos de Vida e Consumo?
Você pode começar na construção de sua Casa!
Evite comprar produtos que exijam
muito dos Recursos Naturais!
Marcel Fantin (2001)
Exemplo 5:
Exemplo de calçado reciclável
Exemplo de calçado reciclável
Exemplo de calçado reciclável
Exemplo de calçado reciclável
Exemplo de calçado reciclável
O calçado reciclável é feito a partir de pneus usados (tem maior durabilidade e são antiderrapantes, além de permitir a reutilização de um produto que poderia poluir o ambiente), tem acabamento de couro cru (utilizando menor quantidade de produtos químicos em sua fabricação e dispensando o uso de graxas), e com os cadarços e acabamento interno em algodão, dispensando os tecidos sintéticos à base de petróleo.
Ao comprar frutas, verduras e legumes,
es-colha os produzidos por agricultura orgânica, que
é o sistema de produção que exclui o uso de
fer-tilizantes sintéticos de alta solubilidade,
agrotóxi-cos, reguladores de crescimento e aditivos para
a alimentação animal, compostos sinteticamente.
Sempre que possível, este tipo de agricultura
baseia-se no uso de estercos animais, rotação
de culturas, adubação verde, compostagem e
controle biológico de pragas e doenças. Assim,
busca-se manter a estrutura e produtividade do
solo, trabalhando em harmonia com a natureza
Exemplo 6:
Aplicação de insumos e agrotóxicos na terra, prática essencial segundo o modelo de produção pelo método agroindustrial (a natureza vista como uma fábrica).O consumo de frutas, verduras e legumes, produzidos pelo método agroindustrial (a natureza
vista como uma fábrica), compromete o meio ambiente e a saúde humana na sua produção, consumo
e destinação. Na produção há um grande consumo de recursos naturais com a irrigação e a
fertiliza-ção química, a poluifertiliza-ção e a contaminafertiliza-ção ambiental e humana por agrotóxicos e o risco de
utiliza-ção de transgênicos para todo o meio ambiente. No consumo, há riscos de contaminautiliza-ção por agrotóxicos
para a saúde humana, e na destinação, novamente para todo o ambiente.
Área de produção de hortaliças produzidas pelo sistema de agricultura orgânica.
Roupa usada na proteção contra os Agrotóxicos na
sua aplicação
Infelizmente, hoje em dia nossos lençóis subterrâneos, rios e lagos estão ameaçados de
“mor-te”, pois são poluídos pelos esgotos das cidades, pelos agrotóxicos com que são pulverizadas as
nossas lavouras, pelos resíduos industriais neles lançados sem nenhum tratamento e por diversas
outras substâncias que tornam a água impura, sem oxigenação, matando os animais aquáticos que
neles vivem.
Além do aumento populacional, cada habitante do planeta está consumindo mais água.
Para que não nos falte esta importante fonte de vida, denominada água, faz-se necessária uma
ação conjunta das áreas técnicas e políticas, além de um trabalho de conscientização da população
para garantir cuidados maiores com o consumo e a obtenção de água potável, bem como com a
preservação dos mananciais.
Procure reduzir o consumo de Água!
A água foi fundamental para o surgimento da vida e é necessária à sobrevivência de todos os
seres vivos que conhecemos.
O homem pode suportar mais de uma semana sem comer, mas sem beber água sucumbirá ao fim
de 4 a 5 dias. Cada ser humano bebe, em média, de 2 a 3 litros de água por dia, o que quer dizer que
o seu corpo ingere cerca de uma tonelada de água por ano (Ambiente Global em Perigo, 1999).
Considerando que da água existente no planeta 97% é salgada (mares e oceanos) e que 2% formam
geleiras inacessíveis, resta apenas 1% de água doce disponível para o consumo humano, armazenada em
lençóis subterrâneos, rios e lagos, distribuída desigualmente pela terra.
No caminho até a torneira, ocorre um desperdício gigantesco, onde parte de água que seria
destinada para o abastecimento é simplesmente jogada fora, devido a vazamentos.
Mas o desperdício não é apenas na rede distribuidora; ele pode estar ocorrendo dentro de sua casa
ou em seu local de trabalho. De acordo com estudos feitos pela Companhia de Saneamento Básico do
Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo poderia ser reduzido a um terço se a população modificasse
seus hábitos quanto ao uso da água, adotando medidas simples de economia, procurando usar este
líquido precioso de uma maneira mais racional.
Como reduzir o consumo de Água?
Algumas dicas para você evitar o desperdício de água
Para escovar os dentes você gasta 12 litros em 5 minutos. Se você fechar
a torneira enquanto escova os dentes e usar um copo de 350 ml para
enxa-guar vai economizar 11 litros de água.
Quem mantém a torneira aberta o tempo todo enquanto lava as mãos,
con-some 7 litros. Ao fazer a barba, são gastos 65 litros, contra menos de um litro
consumido pelos usuários que só abrem a torneira para enxaguar.
Para lavar o carro, são gastos 560 litros em 30 minutos. Para economizar
520 litros, é só trocar o esguicho pelo balde.
Pesquisas mostram que, no Brasil, o maior desperdício acontece no banho.
Em 15 minutos de banho, são gastos 105 litros de água.
Fechando o chuveiro enquanto se ensaboa e diminuindo o tempo do banho para 5
minutos, é possível economizar 30 litros.
Na hora de regar o jardim e as plantas, use o esguicho do tipo revólver e
regue apenas quando for necessário.
REGANDO
O JARDIM
O vaso sanitário pode ser responsável por até 50% do consumo
residenci-al, por isso não jogue no vaso, cigarros, absorventes ou papéis, que exigem
maior gasto de água na descarga.
Procure regular a válvula de descarga dos vasos sanitários e acioná-la o
mínimo.
LAVANDO
O CARRO
Você sabia que limpando a calçada com vassoura o resultado é o mesmo?
A diferença é que você deixa de gastar 279 litros de água.
Para lavar a louça, limpe os restos de comida nas louças, antes de colocá-las
na pia cheia de água. Depois, é só ensaboar os pratos, mantendo a torneira
fechada, e enxaguar a louça em meia pia limpa. Assim, ao invés de gastar 117
litros em 15 minutos, você gasta apenas 97.
LIMPANDO A
CALÇADA
Quando lavar roupas, use a capacidade máxima da máquina. A água do último
enxá-güe, no tanque ou na máquina, pode ser reaproveitada para ensaboar tapetes, tênis e até
cobertores. Serve ainda para lavar o carro.
LAVANDO
A LOUÇA
VOCÊ SABE QUANTA ÁGUA SE PERDE POR UMA
TORNEIRA MAL FECHADA OU COM VAZAMENTO?
Os vazamentos são um dos principais vilões de perda de água, responsáveis por uma parcela
significativa do consumo de água.
Calcule quantos litros de água você está pagando em cada
vazamento ou torneira mal fechada
Condições
Média Diária
Média Mensal
Abertura de 12mm
Fonte: Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
11019520 litros ou
11019, 52 m³
33984 litros
762000 litros ou 762,00 m³
16.400 litros
Abertura de 9mm
Abertura de 6mm
492000 litros ou 492,00 m³
16400 litros
135360 litros ou 135,36m³
4512 litros
Abertura de 2mm
Gotejando
46 litros
1380 litros ou 1,38m³
Abertura de 1mm
Atualmente, cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo todo vivem em áreas de crônica
escas-sez de água, situação que se agrava com a secagem de milhares de poços, devido à diminuição
dos níveis dos mananciais de que eles dependem.
Para produzir, as indústrias precisam de grandes quantidades de água. Assim, diariamente,
em todo o mundo, elas usam, em média, quatro vezes mais o volume de água que as pessoas
consomem em suas casas.
Para fabricar um carro, gastam-se 30000 litros de água. Para fazer uma tonelada de aço, 4500
litros.
100000 litros é a quantidade de água necessária para criar um boi, considerando-se o que ele
bebe, que não é muito, mais a produção de seus alimentos, pastagem e rações.
A agricultura é a maior consumidora de toda a água doce utilizada no Planeta, cerca de 70%
dela destina ao setor agrícola para irrigação.
No Brasil, o consumo médio de grãos, por pessoa, num ano é, de 277 kg, sendo necessários
277000 litros de água para obter alimentos para um habitante num ano.
Os vazamentos visíveis são de fácil identificação e ocorrem com maior freqüência no
extrava-sor (ladrão) da caixa d’água, em conseqüência do mau funcionamento da bóia, nos registros de
torneiras, nos chuveiros e nos bidês.
Entretanto, o mesmo não acontece com os vazamentos não-visíveis, que podem ser de difícil
identificação, como o que ocorre nos vasos sanitários.
Inspecionar periodicamente o sistema de suprimento de água, reparar todos os vazamentos e
fechar bem as torneiras e registros é indispensável para reduzir o desperdício de água.
Fonte: Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
A partir do momento em que nós usarmos a
energia elétrica de forma mais racional, usinas,
linhas de transmissão e redes de distribuição, que
teriam de ser construídas para atender ao
cresci-mento da demanda, poderão ser evitados ou
adi-ados os diversos tipos de impactos ambientais
negativos decorrentes deste sistema.
Diversos tipos de impactos ambientais que
as usinas geradoras de energia elétrica podem
causar:
As grandes usinas hidrelétricas tendem a
alagar áreas extensas, modificando o
comporta-mento dos rios barrados. A biota (conjunto dos
seres vivos) e os ecossistemas podem ser
altera-Já as usinas térmicas a carvão,
óleo e gás natural causam outros
ti-pos de poluição ambiental. Elas
emi-tem uma série de gases de efeito
es-tufa, como o dióxido e o monóxido
de carbono, o metano e, no caso das
térmicas a carvão e óleo, podem
Vamos reduzir o consumo de Energia Elétrica!
Vista aérea da Usina hidrelétricas de FURNAS
Vista externa da usina termelétrica de Campos.
As usinas nucleares são usinas térmicas que
aproveitam a energia do urânio e do plutônio.
Embora sejam cada vez mais seguras, elas
en-volvem o risco de acidentes que causam
vaza-mento de radiação para o meio ambiente, com as
notórias conseqüências graves que os
acompa-nham. Todas estas formas de geração de energia
elétrica envolvem também o risco de impactos
ambientais, associados a outros estágios da
ca-deia de produção, transporte e distribuição de
energéticos. Assim, há impactos associados, por
Fonte: eletronuclear (http://www.eletronuclear.gov.br/angra3.htm)
Usina nuclear de Angra 2
exemplo, à extração do carvão nas minas, que
modificam a paisagem e geram rejeitos que
afe-tam solos agricultáveis. Já há
algum tempo, o setor elétrico
vem realizando estudos e
pes-quisas e tomando medidas
práticas na área ambiental, os
quais contribuem para
dimi-nuir estes impactos (Fonte:
PROCEL - Programa de
Com-bate ao Desperdício de Energia Elétrica).
dos. A vegetação submersa pode se decompor,
dan-do origem a gases como o metano, que tem impacto
no chamado “efeito estufa”, que causa mudança no
clima da Terra. Cidades e povoações, inclusive
indí-genas, podem ser
des-locadas para
constru-ção da barragem. O
novo lago pode afetar o
comportamento da
ba-cia hidrográfica. Pode,
mais tarde, vir a
asso-rear e, em conjunto com
outros fatores, vir a ocasionar mudanças na
qualida-de da água.
Fonte: Furnas Centrais Elétricas S.A. (http://www.furnas.com.br/)
(Fonte: PROCEL - Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica).
emitir óxidos de enxofre e nitrogênio.
Estes, na atmosfera, dão origem às
chu-vas ácidas, que prejudicam a
agricultu-ra, as florestas e mesmo monumentos
urbanos (Fonte: PROCEL -
Progra-ma de Combate ao Desperdício de
Energia Elétrica).
Seguem abaixo alguns exemplos, muito simples, de como você pode reduzir o consumo de energia
elétrica em sua casa, sem diminuir o conforto da sua família, modificando alguns pequenos hábitos. Além
de você poupar dinheiro, sobra mais energia elétrica para o funcionamento de serviços essenciais como
escolas, hospitais, entre outros. E o meio ambiente agradece.
Como reduzir o consumo de Energia Elétrica?
Algumas dicas para você evitar o desperdício de energia elétrica!
O televisor é um eletrodoméstico muito utilizado, em média de 4 a 5 horas por dia.
É responsável por cerca de 5 a 15% do consumo total de uma residência, sendo que os televisores modernos consomem bem menos energia elétrica do que os antigos.
z Não deixe o televisor ligado sem necessidade e evite dormir com ele ligado.
O chuveiro elétrico é um equipamento que aquece a água através de uma
resistên-cia, o qual é responsável por cerca de 25% do consumo de uma residência.
z Nos dias quentes, utilize o chuveiro com a chave na posição “Verão”. O consumo
na posição “Inverno” é de 30 a 40% do que a do “Verão”.
z Limite seu tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável.
z Limpe periodicamente os orifícios de saída de água do chuveiro; pois, se não
estiverem limpos, você terá menos água, obrigando-o a mantê-lo ligado por mais tempo.
z Estude a possibilidade de trocar o seu chuveiro elétrico por um alimentado à energia
solar, para preaquecimento de água, que proporciona significativa economia de energia.
A iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo total de uma residência.
z Evite acender qualquer lâmpada durante o dia, habituando-se a utilizar melhor a
iluminação natural e a apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados.
z Nos banheiros, cozinha, lavanderia e garagem, instale, se possível, lâmpadas
fluo-rescentes, que dão melhor resultado, duram mais e gastam menos energia.
z Pinte paredes internas com cores claras; isto evita o uso de lâmpadas de maior
potência.
A máquina de lavar roupa responde por 2 a 5% do consumo em uma residência.
z Para você fazer economia de energia e água, procure lavar, de uma só vez, a
quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante.
z Limpe o filtro delas com freqüência, utilizando a dosagem correta de sabão
espe-cificada pelo fabricante, para não repetir a operação enxaguar.
Secadora de roupa
z Regule o tempo de funcionamento da secadora de acordo com a temperatura
necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos.
z Procure usar a máquina somente após juntar a quantidade de roupa
corresponden-te à sua capacidade máxima.
Aparelho de ar condicionado
z Deve ser instalado em lugar alto e com boa circulação de ar, pois o ar frio tende
a descer.
z Regule o termostato adequadamente, evitando o frio excessivo, e desligue o
aparelho quando o ambiente ficar desocupado.
z Mantenha portas e janelas bem fechadas, evitando a entrada de ar do ambiente
externo.
z Não exponha o aparelho aos raios solares, evitando a entrada do calor do sol,
fechando as cortinas e persianas. Não obstrua a saída de ar do aparelho com armário, cortina etc.
z Limpe periodicamente os filtros, que, sujos, impedem a circulação livre do ar e
forçam o aparelho a trabalhar mais.
A geladeira é o eletrodoméstico responsável pelo maior consumo em uma
resi-dência, cerca de 30%.
z Instale a geladeira em lugar bem ventilado, desencostada de paredes ou
mó-veis, fora do alcance dos raios solares e distante do fogão.
z Nos dias frios, a regulagem da temperatura interna da sua geladeira não
preci-sa ser a mesma de outros dias quentes. Regule-a de acordo com a estação.
z Não coloque alimentos quentes e nem líquidos em recipientes sem tampa.
z Não abra a porta sem necessidade ou por tempo prolongado; organize os
ali-mentos para não perder tempo para encontrá-los e, antes de abrir a geladeira, pense quais alimentos quer retirar; observando, ao fechar a porta da geladeira, se esta ficou bem fechada.
z Não impeça a circulação interna do ar frio, forrando as prateleiras com tábuas,
plásticos ou outros materiais.
z Escolha a geladeira com a capacidade exata para as necessidades de sua
família. Quanto maior o aparelho, maior é o consumo de energia.
z Verifique se as borrachas de vedação da porta estão em bom estado. A perda
do frio interno aumenta o consumo de energia.
z Ao escolher um novo aparelho, leve em conta também as informações da
etiqueta (cor laranja), que indica o consumo médio mensal e a eficiência do refri-gerador.
z Faça o degelo periodicamente, evitando formação de gelo com mais de meio
centímetro de espessura. Conserve limpa a serpentina, não fazendo uso dela para secar panos, roupas etc.
z Ao ausentar-se por tempo prolongado, esvazie a geladeira e desligue-a da
tomada.
Lavadora de louça
z Utilize-a sempre em sua capacidade máxima, evitando ligá-la com pouca louça.
z Mantenha os filtros limpos de resíduos.
z Ao usar o detergente, observe a dosagem correta, indicada no manual de
Uma causa muito comum de aumento na conta de energia elétrica é a “fuga” de energia elétrica.
Como nos vazamentos de água (cano furado, goteira etc.), a “fuga” de energia ou corrente
elétri-ca é também registrada pelo medidor, e você aelétri-caba pagando uma energia que não utilizou.
As principais causas de “fuga” são: emendas de condutores mal feitas, condutores
desencapa-dos, mal dimensionadesencapa-dos, ou com isolação desgastada pelo tempo. Pode ser provocada, ainda, por
eletrodomésticos defeituosos.
Para localizar este defeito, basta proceder da seguinte maneira:
1 - Desligue todos os aparelhos das tomadas e apague as luzes.
2 - Verifique se o disco medidor no relógio marcador de energia continua girando. Se continuar
e der uma volta em menos de quinze minutos, existe a “fuga” de energia elétrica.
3 - No caso de haver “fuga”, a causa pode ser defeito na instalação elétrica, ou problema no
medidor, pois os aparelhos devem estar todos desligados. Para saber a origem da “fuga”, desligue a
chave geral e verifique:
3.1 - Se o disco do medidor parar de funcionar, então o defeito é da instalação elétrica.
Nesse caso, o melhor que você tem a fazer é consultar um eletricista de sua confiança.
3.2 - No caso de o medidor continuar funcionando, o defeito poderá ser do próprio
medi-dor, se o disco der uma volta completa em menos de 15 minutos.
Fonte: Elektro – Eletricidade e Serviços S.A.
A coleta seletiva de lixo é uma ação grande e de fácil realização, faci-litando o processo de reciclagem do lixo. Este processo possibilita encarar o lixo como uma fonte de riqueza, po-dendo este ser reaproveitado de uma forma mais racional.
Na reciclagem, o material que se-ria jogado fora volta para o ciclo de produção, o que soluciona o problema de superlotação nos aterros sanitários, economizando energia elétrica e pou-pando os recursos naturais.
É o caso do vidro, do alumínio, do plástico, entre outros produtos que são retirados da natureza e utilizados por muito pouco tempo, sendo depois desprezados e jogados em parques, ruas ou indo parar nos aterros sanitários, sendo que lá irão permanecer por dé-cadas, ou mesmo séculos até se de-comporem.
Nosso papel no processo de reci-clagem é muito simples e importantís-simo! Consiste em separar os tipos de lixo que produzimos; ou seja, orgânico (como restos de alimentos, madeira etc.) do inorgânico (como plásticos, metais, papéis etc.).
Se não separarmos o lixo dentro de nossas casas, por tipos de materiais, e este vir a ser todo misturado, isto irá dificultar a possibilidade de reciclagem do lixo em quantidades significativas.
Dicas:
a. Retire o excesso de líquido e
material orgânico das embalagens, an-tes de jogá-las fora.
b. Amasse latas e recipientes
vo-lumosos, para que não ocupem espaço desnecessário em sua lixeira.
Participe
da
coleta
seletiva
de
Lixo!
Exemplos de produtos e seus tempos para decomposição
Chiclete
Tempo para decomposição
5 ANOS
Tempo para decomposição
2 a 12 MESES
Tempo para decomposição
10 ANOS
Tempo para decomposição
+ DE 100 ANOS
Tempo para decomposição
+ DE 10.000 ANOS
Tempo para decomposição
6 MESES
Tempo para decomposição
3 meses a vários anos
Tempo para decomposição
+ DE 100 ANOS
Restos Orgânicos lata de aço Vidro Embalagem Longa Vida madeira Plastico cigarroPlástico
Uma tonelada de plástico reciclado economiza 130 quilos de petróleo.
Depois de reciclado, o plástico ainda pode virar car-petes, mangueiras, cordas, sacos, pára-choques etc. As garrafas de refrigerantes (PET) podem ser trans-formadas em tecido para fazer calça jeans.
Papel
Para fabricar uma tonelada de papel, utilizam-se 10 mil litros de água e 5
mil KW/HR de ener-gia elétrica. Na reci-clagem, estes núme-ros caem para 2 mil e 2,5 mil, respectiva-mente.
A reciclagem de papel reduz os cus-tos de transporte na deposição do lixo e diminui a quantidade
de lixo nos aterros sanitários, aumentando o tempo de uso destes locais.
Reciclar uma tonelada de papel poupa 22 árvores, consome 71% menos energia elétrica, economiza 2,5 barris de petróleo e polui o ar 74% menos do que fabricá-lo. Diversos tipos de papéis podem ser reci-clados 7 vezes ou mais.
Alumínio
Em 1998, 63% das latinhas de alumínio vendidas no Brasil retornaram ao mercado depois de recicla-das. Segundo a Associação Brasileira de Alumínio, esse número de
re-ciclagem de latinhas já está em 70%. Cada tonelada de latinhas de alumínio é vendida por cerca de R$ 700,00 para as empresas de re-ciclagem.
Em 1993, cada brasileiro consumia
CURIOSIDADE IMPORTANTES SOBRE RECICLAGEM
cerca de 10 latinhas/ano, sendo que, hoje, cada bra-sileiro consome cerca de 53 latinhas/ano.
Pilhas e Baterias
Você sabia que se consome muito mais energia para fabricar uma pilha do que a energia que obtemos dela?! São consumidas no Brasil, anualmente, cerca de 800 milhões de pilhas
e baterias. Esse mate-rial possui metal pesa-do, incluindo-se cád-mio, níquel, mercúrio, lítio e chumbo. Com a umidade e calor, esses elementos são libera-dos no solo, contami-nando lençóis freáticos, mananciais hídricos, afetando toda a cadeia alimentar, inclusive o
ser humano. Esses metais afetam o sistema nervoso central, fígado, rins, pulmões e são bioacumulativos. Alguns são teratogênicos ou podem causar mutações genéticas e câncer, como o mercúrio, o chumbo e o cádmio.
A Comissão Nacional de Meio Ambiente publicou, em 30 de junho de 1999, a Resolução nº 157, que trata de pilhas e baterias. A resolução tem força de lei. Seu objetivo geral é aumentar o ciclo de vida desse material, incentivando a reciclagem. De acordo com as normas, as pilhas usadas deverão ser entregues ao comércio, que as encaminhará ao fabricante. A eles caberá adotar os procedimentos de reutilização, reci-clagem, tratamento ou disposição final ambientalmente correta.
Cidadãos consumidores não precisam ficar imóveis enquanto tramitam processos legais. Podem contri-buir diminuindo o uso de pilhas e baterias, quando possível, e dar preferência às recarregáveis.
Vidro
A reciclagem de uma garrafa de vidro economiza energia suficiente para o funcionamento de uma lâm-pada de 100 WATTS, durante 4 horas.
Tempo para decomposição
100 a 500 anos
Tempo para decomposição
+ de 1.000 anos
Tempo para decomposição
3 meses a vários anos
papel
lata de alumínio
pilha e baterias
O município de São José dos Campos é pioneiro na iniciativa de preparar um Plano diretor
especí-fico para a limpeza pública, através da Lei n° 3.718/89, que organiza e disciplina o tratamento dos
resídu-os sólidresídu-os urbanresídu-os, resídu-os sépticresídu-os hresídu-ospitalares, resídu-os industriais e resídu-os radioativresídu-os. Para cada item, a lei
estabe-lece critérios para o acondicionamento adequado, o transporte e a destinação final, além de definir
clara-mente a competência do poder público e a responsabilidade da população.
Para maiores informações sobre a coleta seletiva de lixo no município de São José dos Campos,
ligue para:
Urbanizadora Municipal (URBAM): 344-1000,
Prefeitura Municipal de São José dos Campos: 156.
A
coleta
seletiva
de
lixo
no
município
de
São
José
dos
Campos
SEGUNDAS, QUARTAS e SEXTAS-FEIRAS
Setor S-1 (Diurno) > Jardim Valparaíba, Vila Tesouro, Vila Ester, Jardim Maracanã, Jardim São Jorge,
Jardim Copacabana, Jardim Brasília, Jardim Olímpia, Chácaras dos Eucalíptos, Vila das Acácias, Vila Letô-nia, Vila Nair, Vila São Bento, Vila Nova Conceição e Jardim Aeroporto.
Setor S-5 (Noturno) > Jardim Palmeiras São José, Jardim Petrópolis, Jardim Veneza, Conjunto 31 de
Março, Recanto dos Pinheiros, Recanto dos Eucaliptos, Conjunto Residencial Morada do Sol I e II, Parque Independência e Parque Industrial (Novo).
Setor S-7 (Noturno) > Jardim Paraíso, Jardim América, Vila Anhembi, Jardim Azaléia e Parque Industrial
(Velho).
Setor S-9 (Diurno) > Jardim Oriental, Jardim Oriente, Jardim Rosário, Jardim do Céu, Jardim Terras do
Sul, Residencial Sol Nascente e Chácaras Reunidas.
Setor S-13 (Diurno) > Altos de Santana, Vila Dirce e Jardim Telespark. TERÇAS, QUINTAS e SÁBADOS Setor C (Diurno) > C.T.A.
Setor S-4 (Diurno) > Jardim das Indústrias, Jardim Alvorada, Jardim Pôr-do-Sol, Limoeiro, Jardim Altos do
Esplanada e Parque Residencial Aquarius.
Setor S-6 (Diurno) > Buquirinha, Jardim Boa Vista, Vila Paiva, Vila São Geraldo, Alto da Ponte, Vila
Cândida, Vila Sinhá, Jardim Santa Matilde, Vila Santarém, Jardim Maritéia, Jardim Guimarães, Vila Leôni-das, Vila Veneziani, Vila Nossa Senhora das Graças e Vila Monte Alegre.
Setor S-14 (Noturno) > Residencial São Francisco, Chácaras São José, Jardim Uirá, Residencial
Flambo-yant, Jardim Colorado, Parque Martins Cererê, Jardim da Granja, Jardim Souto, Parque Santa Rita, Residen-cial Cambuí e Vila São Benedito.
Setor S-8 (Noturno) > Jardim Satélite (partindo da Dutra, entre a Av. Andrômeda e o Córrego Senhorinha
até a Av. Iguape).
CALENDÁRIO DA COLETA SELETIVA DE LIXO EM SÃO
JOSÉ DOS CAMPOS (EM DIAS ALTERNADOS)
SEGUNDA—FEIRA (Período diurno)
Setor A > Vila Higienópolis, Vila 9 de Julho, Jardim Nova Europa, Jardim Nova América, Vila Santa Rita,
Esplanada I e II, Apolo I e II, Vila Ema, Jardim Aquarius I, Bosque Imperial, Jardim das Colinas, Residencial Esplanada do Sol e Vale dos Pinheiros (seguindo pela Av. Lineu de Moura até o Conjunto Recanto dos Eucaliptos, que fica às margens do Rio Paraíba).
Setor B > Residencial Planalto, Residencial Tatetuba, Condomínio Intervale, Condomínio Integração,
Par-que das Américas, Jardim Universo, Jardim Ismênia, Vila Industrial e Vila Tatetuba.
Setor C > Não sai para Coleta.
TERÇA-FEIRA (Período diurno)
Setor A > Residencial Monte Castelo, Monte Castelo, Vila Progresso, Vila Leopoldo, Jardim Jussara, Vila
Kennedy, Vila Corintinha, Jd. Paulista, Jd. Topázio, Vila Ipiranga, Jd. Augusta, Jd. Oswaldo Cruz, Jd. São José, Vila São Pedro, Vila Bandeirantes e Vila Piratininga.
Setor B > Jardim São Dimas, Vila Adyana, Vila Jaci, Vila Icaraí, Jardim Maringá, Vila Guaianazes, Jardim
Margareth, Jardim Santa Madalena, Vila Luzia, Jardim Renata, Vila Rubi, Jardim Azevedo, Vila Zelfa, Vila Betânia e Vila Sanches.
Setor C > Jd. Americano, Jd. São Vicente, Jd. Nova Detroit, Jd. Parangaba, Jd. Novo Parangaba e Campos
São José.
QUARTA-FEIRA (Período diurno)
Setor A > Parte do Bosque (da Rua Jacinto Galo p/ Av. Salinas, av. Cidade Jardim, sentido bairro), Jd. Del
Rey, Jd. Portugal, Jd. Estoril, Jd. Madureira e Quinta das Flores.
Setor B > Vila Guarani, Vila Tupi, Vila Terezinha, Vila Nova São José, Vila Maria (da Rua Siqueira Campos
sentido Av. Engº Sebastião Gualberto), Jardim Bela Vista, Vila Santa Helena, Vila Mascarenhas, Vila São Paulo, Vila Abel, Jd. Santa Inês I/II, Jd. Castanheiras, Jardim Paraíso do Sol, Vila Araújo e Jardim Nova Michigan.
QUINTA-FEIRA (Período diurno)
Setor A > Parte do Bosque (da Rua Jacinto Galo até a Av. Iguape e da Salinas até a Av. Cidade Jardim). Setor B > Jardim Diamante, Vista Verde e Jardim Motorama.
Setor C > Jardim Satélite (da Av. Andrômeda, sentido cidade, partindo da Av. Iguape até a Dutra,
retornan-do pela Av. Cidade Jardim, que faz margem com o córrego Viretornan-doca).
SEXTA-FEIRA (Período diurno)
Setor A > Vila Higienópolis, Vila 9 de Julho, Jardim Nova Europa, Jardim Nova América, Vila Santa Rita,
Esplanada I e II, Apolo I e II, Vila Ema, Jardim Aquarius I, Bosque Imperial, Jardim das Colinas, Residencial Esplanada do Sol (seguindo pela Av. Lineu de Moura até o Conjunto Recanto dos Eucaliptos, que fica às margens do Rio Paraíba) e Vale dos Pinheiros.
Setor B > Jardim São Dimas, Vila Adyana, Vila Jaci, Vila Icaraí, Jardim Maringá, Vila Guaianazes, Jardim
Margareth, Jardim Santa Madalena, Vila Luzia, Jardim Renata, Vila Rubi, Jardim Azevedo, Vila Zelfa, Vila Betânia e Vila Sanches.
Setor C > Galo Branco, Eugênio de Melo, Jardim das Flores e Itapuã. SÁBADO (Período diurno)
Setor A > Vila Rangel, Santana do Paraíba, Vila César, Vila Nova Cristina, Jardim São Jorge, Jardim
Anchieta, Vila Machado, Jardim Posto Alto, Vila Dona, Vila Esmeralda, Vila do Carmo, Vila Alexandrina, Vila Rossi, Vila Zizinha e Jardim Jaci.
Setor B> Parque Boa Esperança, Novo Horizonte e Jardim Cerejeiras.
Setor C > Bairro Parque Santos Dumont, Recanto dos Eucaliptos (Estrada Putim/Tecnasa), Putim, Jardim
do Lago, Jardim Santa Fé, Jardim São Leopoldo, Av. João Rodolfo Castelli até a Obra Magnificat), Residen-cial Jatobá, ResidenResiden-cial Juritis, ResidenResiden-cial Polícia Militar e Jardim São Judas Tadeu.
CALENDÁRIO D A COLETA SELETIVA DE LIXO EM SÃO
JOSÉ DOS CAMPOS (PERÍODO DIURNO)
As cidades crescem muito rápido e desordenadamente, alterando bruscamente as
característi-cas do ambiente natural e produzindo uma série de efeitos adversos à qualidade ambiental.
Plante
uma
árvore!
A arborização urbana pode amenizar alguns desses fatores, sendo que constitui elemento de
grande importância na obtenção de níveis satisfatórios de qualidade ambiental e de vida por causa
de seus vários benefícios.
Para usufruir de todas essas vantagens, obtendo o máximo de benefícios, é indispensável o
planejamento da arborização, sendo que sua manutenção deve ser feita com profissionalismo e
com-petência. Um exemplo que demonstra claramente este aspecto é a realização de um plantio
adequa-do, a escolha de espécies compatíveis com o local, evitando interferências para a prestação de
serviços públicos. As podas bem feitas, além de não deformarem as árvores, evitam o risco de
acidentes e outras conseqüências negativas quando feitas incorretamente.
1. Formação de ilhas de calor.
2. Impermeabilização do solo, impedindo a penetração da água da chuva.
3. Concentração de substâncias poluentes (gases e detritos), lançados por fábricas, automóveis etc.
4. Alto índice de poluição sonora.
Fonte: Elektro – Eletricidade e Serviços S.A.
Efeitos adversos da urbanização
1. Melhoria paisagística e ambiental do espaço urbano, proporcionando harmonização do ser
huma-no com o ambiente natural, agindo sobre o bem-estar físico e psíquico do homem.
2. As árvores, principalmente quando em grupos, funcionam como verdadeiros condicionadores
de ar, promovendo a redução da temperatura no verão. Essa redução pode chegar de 6 a 8 ºC.
3. As árvores fornecem sombra para edificações e ajudam a mantê-las frescas no verão,
proporcio-nando conforto pelo sombreamento.
4. Diminuição da velocidade dos ventos.
5. Redução da poluição sonora.
6. Purificação do ar devido à absorção de CO
2(dióxido de carbono) e liberação de O
2(oxigênio),
através da fotossíntese.
7. As árvores servem de abrigo para pássaros, que são importantes agentes do controle biológico de
insetos.
8. As árvores aumentam a infiltração de água no solo, reduzindo o escorrimento superficial da água
e seus efeitos danosos.
Vários efeitos benéficos da arborização urbana
Provavelmente, quando esta árvore cair e causar danos, irão atribuir a culpa à chuva e ao vento e não a quem plantou a espécie errada e fez a poda de forma ainda
mais inadequada. A escolha desta espécie de árvore não foi adequada para o
local, pois está ocorrendo um conflito entre a árvore e a rede de distribuição elétrica.
A poda incorreta desta árvore, além de deformá-la, ocasionou um grande risco de acidentes, pois um dos galhos de sustentação da árvore foi cortado, deixando esta
árvore em desequilíbrio e na iminência de queda com ventos fortes ou chuva.
Morelli (2001)
Morelli (2001)
Arquivo Público Municipal (século XX, década de 30) Rua Vilaça - São José dos Campos - SP
1. Interrupções no fornecimento de energia.
2. Perda da eficiência da iluminação pública.
3. Entupimento de calhas e bueiros.
4. Danos a muros e telhados e dificuldades para a passagem de veículos ou pedestres.
O conhecimento das características de uma árvore é de fundamental importância para o plantio
atingir os objetivos esperados. Por isto, não se pode esperar que uma frondosa sibipiruna, plantada
em um estacionamento com a finalidade de produzir sombra aos veículos, seja a espécie
recomenda-da para plantio em uma estreita calçarecomenda-da do centro recomenda-da cirecomenda-dade, sem que ocorram recomenda-danos tanto à árvore
quanto aos equipamentos públicos.
z Selecione as espécies de árvores mais resistentes às pragas e doenças.
z A altura da árvore deverá ser inferior àquela estabelecida para os fios aéreos, conforme preceitua a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), evitando-se, dessa forma, podas desnecessárias.
z Considere que algumas espécies sofrem quedas de folhas ou ramos, especialmente durante o outono e o inverno. Isto pode causar entupimento de calhas a canalizações ou danificar coberturas e telhados.
z Observe a proximidade da árvore com a edificação, que pode causar interferências em futuras ampliações das construções. Arvores, cujas copas são adequadas aos espaços físicos, permitem livre trânsito de veícu-los e pedestres e facilitam o seu desenvolvimento natural.
z Escolha árvores cujo porte e raízes se desenvolvam sem causar prejuízos às calçadas e ruas. Nas áreas residenciais particulares, recomenda-se o plantio de espécies que não comprometam a construção civil, o sistema de drenagem, o esgoto e as redes aéreas.
z Árvores médias, de copas densas, servem para propiciar sombreamento em áreas de estacionamento.
z Árvores pequenas, de até 4 m de altura, permitem o livre funcionamento da rede de energia elétrica, livre passagem de pedestres e não danificam canalizações subterrâneas.
z Árvores colunares e palmáceas são adequadas em avenidas e canteiros centrais, podendo, no caso de cantei-ros com mais de 3 m de largura, ser plantadas em duas fileiras, em ziguezague, e mantendo a mesma espécie.
z Ruas com menos de 14 m de largura, sem afastamento da construção civil em relação à rua, podem ser adornadas com plantas pequenas, arvoretas, ou mantê-las sem arborização.
z Ruas de mais de 14 m de largura, com recuo uniforme, podem ser adequadas para árvores de porte médio, do lado apropriado para sombreamento de pedestres, veículos e residências, ficando o lado oposto para uso das empresas de serviços públicos.
z Avenidas com recuo uniforme ao canteiro central devem ter árvores colunares ou palmáceas no canteiro central e arvoretas nas calçadas laterais.
z Em ruas com largura acima de 14 m e recuo uniforme devem ser plantadas árvores de porte médio nas calçadas Leste e Sul e arvoretas na Oeste e Norte.
z As calçadas que circundam praças devem ficar isentas de arborização.
z Nos parques, praças ou jardins, em que estejam programadas árvores de diversos tamanhos, recomenda-se plantá-las a uma determinada distância dos pasrecomenda-seios, de forma que as futuras copas ou raízes facilitem o trânsito de pedestres sem prejuízo dos benefícios esperados.
A arborização urbana, implantada de forma malplanejada ou malconduzida,
pode acarretar, dentre outros, os seguintes problemas:
Fonte: Elektro – Eletricidade e Serviços S.A.