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GuiadecidadaniaemeioambientedeSJC

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Academic year: 2021

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Ficha

Catalográfica

FICHA CATALOGRÁFICA

Preparada pela Biblioteca Central da Univap

F219g

Fantin, Marcel

Guia de cidadania e meio ambiente de São José dos Campos/ Marcel Fantin. Ademir Fernando Morelli e Marcello Alves. São José dos Campos: Univap, 2002. 80 pág.:il.; 30cm.

1.Meio ambiente 2. Cidadania I. Morelli, Ademir Fernando II.Alves, Marcello III.Título

CDU:504 Este guia é parte complementar do

Projeto Atlas Histórico do Patrimônio Ambiental de São José dos Campos, beneficiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura no ano de 1998.

De acordo com a Lei Complementar n° 94/93 do Município de São José dos Campos/SP.

Universidade do Vale do Paraíba Universidade do Vale do Paraíba

Supervisão Gráfica: Prof.ª Maria da Fátima Ramia Manfredini PróReitoria de Cultura e Divulgação

Univap Revisão Técnica: Maria do Carmo Silva Soares Revisão: Prof.ª Glória Cardozo Bertti (12) 39221168 Editoração Eletrônica: Antonio Gonçalves de Oliveira Filho (12) 39114807

-Capa: Fábio Siqueira - Impressão: Jac Gráfica e Editora - (12) 3928-1555 - Publicação: Univap/2002 Campus Centro: z Praça Cândido Dias Castejón, 116 - Centro

São José dos Campos - SP - CEP: 12245-720 - Tel.: (12) 3922-2355 z Rua Paraibuna, 75 - Centro

São José dos Campos - SP - CEP: 12245-020 - Tel.: (12) 3922-2355

Campus Urbanova: z Avenida Shishima Hifumi, 2911 - Urbanova

São José dos Campos - SP - CEP: 12244-000 - Tel.: (12) 3947-1000

Unidade Villa Branca: z Estrada Municipal do Limoeiro, 250 - Jd. Dora - Villa Branca Jacareí - SP - CEP: 12300-000 - Tel.: (12) 3958-4000

Unidade Aquarius: z Rua Dr. Tertuliano Delphim Junior, 181 - Jardim Aquarius

São José dos Campos - SP - CEP: 12246-080 - Tel.: (12) 3923-9090

Av. Shishima Hifumi, 2911 - Urbanova CEP: 12244-000 - São José dos Campos - SP

(3)

Palavra

do

Reitor

onsideramos de grande oportunidade esta publicação do “Guia da Cidadania e Meio

Ambi-ente de São José dos Campos”. Quem o consultar poderá ser instruído sobre como

aprovei-tar o desperdício na utilização da água, qual a importância da coleta seletiva do lixo, como

reduzir o consumo de energia elétrica e como dirigir-se aos órgãos responsáveis pela proteção do meio

ambiente de São José dos Campos.

Mas a utilidade desta publicação não se limita a isto. Trata, o que é mais fundamental, de

conscien-tizar as pessoas da necessidade de não agredir o meio ambiente. Exemplos inúmeros são mostrados de

como é possível utilizar os recursos naturais, com mais parcimônia e maior adequação à preservação do

meio ambiente, sem grandes sacrifícios pessoais, mas com amplo alcance social.

É preciso que cada um tenha como lema participar do desenvolvimento sustentável: não sacrificar a

qualidade de vida futura, com a adoção de procedimentos dirigidos à satisfação pessoal de curto

interva-lo de tempo.

Não é possível admitir a construção de uma indústria que ofereça condições de trabalho a 100

pessoas, à custo da poluição ambiental que inferniza a vida de milhões, pela acumulação dos danos

ambientais. Quanto custará a despoluição do rio Tietê? Quais os benefícios que esta poluição trouxe?

Quais os prejuízos?

É sabido que o futuro é radicalmente diferente do que é normalmente previsto. Isto não deve,

entre-tanto, ser motivo de desestimulo ao planejamento. É necessário planejar sempre e replanejar

continua-mente, para que o desejado desenvolvimento sustentável ocorra.

Precisamos pensar no nosso planeta como um ser vivo que necessita de cuidados para manter-se

saudável. É dele que depende nossas vidas. O problema é que vivemos pouco, os políticos atuam por

períodos curtos e todos querem mostrar e obter resultados a curto prazo. E com isto vão criando

indús-trias que degradam o meio ambiente; ácidos são produzidos e infestam as águas e a atmosfera; o

desflo-restamento é continuado e provoca a erosão dos solos e a desertificação; os combustíveis utilizados

principalmente para acionar os automóveis são grandes vilões da péssima qualidade do ar que

respira-mos.

Os países ricos dizem que o que é bom para eles é o que importa...

Enquanto isto, dê sua parcela de contribuição: leia este livro e pratique o que é sugerido.

Baptista Gargione Filho, Prof. Dr.

Reitor da Univap

C

(4)

Agradecemos a todos os familiares, profissionais amigos

que colaboraram para execução deste projeto e

principalmente a Deus.

“Basta um passo a frente e

você não está mais no mesmo lugar”.

Francisco de Assis França

(Chico Science)

(5)

“Guia de Cidadania e Meio

Ambien-te” destina-se a orientar os moradores

de São José dos Campos no

exer-cício do Direito e da Cidadania em relação ao

Meio Ambiente.

A intenção do guia é contribuir para a

pre-servação e conpre-servação dos Patrimônios

Ambien-tais do município de São José dos Campos,

pro-movendo o uso sustentado dos recursos naturais

pela sociedade.

Este guia demonstra a necessidade da

pro-teção do meio ambiente e como fazê-lo. Inicia

pelo caminho da Conscientização e da

Percep-ção Ambiental, mostrando que se queremos

mo-dificar o mundo para melhorá-lo, devemos

co-meçar por nós mesmos, modificando nossa

forma de ver e entender a natureza,

provo-APRESENTAÇÃO

Guia de Cidadania e Meio Ambiente de São José dos Campos

cando uma revisão dos valores, uma mudança

dos hábitos de vida e de consumo que

resul-tem em atitudes concretas para a conservação e

proteção ambiental.

Prossegue demonstrando a grave crise

am-biental mundial e suas principais causas,

situan-do São José situan-dos Campos nessa Crise e

instruin-do como devemos agir como “Cidadãos instruin-do

Mun-do”, ajudando a reduzir o consumo dos recursos

naturais no nosso Município, no lugar que

vive-mos. Para isso traz instruções de fácil

compre-ensão e aplicação visando a redução do

consu-mo, principalmente da água e da energia

elé-trica, a reutilização e a reciclagem de materiais

e energia.

O guia também procura melhorar a

qualida-de ambiental e qualida-de vida incentivando o plantio qualida-de

O

(6)

árvores e os cuidados com a vegetação,

criti-cando a forma atual da poda e fornecendo

ins-truções simples para o plantio e cultivo de

plan-tas nativas.

Na segunda parte o guia conduz para a

atua-ção pela coletividade, incentivando a

partici-pação do indivíduo na comunidade, o exercício

pleno da cidadania, de nossos direitos e deveres

em relação ao meio ambiente. Para tanto,

incen-tiva o uso das leis para proteger o meio

am-biente e expõe a legislação ambiental

brasi-leira, com as leis ambientais ordenadas

se-gundo os Patrimônios que protegem.

As leis são apresentadas de uma forma

sples e de fácil compreensão, ressaltando a

im-portância das leis ambientais e como usar os

ins-trumentos legais para proteção ambiental. Para

facilitar ainda mais o uso das leis, contém um guia

de denúncias, com dicas de como fazer uma

de-núncia eficiente; com modelos de cartas para

encaminhamento de denúncia e endereços,

tele-fones e correio eletrônico dos órgãos públicos

municipais, estaduais e federais responsáveis

por receber, investigar, fiscalizar e punir

agres-sões ambientais. Traz também informações

so-bre o Ministério Público e uma lista das ONGs

(Organizações Não Governamentais) que podem

auxiliar nas denúncias . O guia de denúncias

ori-enta também a quem denunciar caso a caso,

com uma lista dos órgãos públicos municipais,

estaduais e federais e uma descrição das

agres-sões ambientais mais freqüentes.

Por fim o guia incentiva ao usuário a

conscien-tizar outras pessoas, mostrando a importância

de proteger o meio ambiente, não somente por

palavras e discursos, mas principalmente através

de gestos concretos para a preservação que

sir-vam de exemplos a comunidade.

Para a execução do guia foram

emprega-das diversas fontes de informação, cujos “links”

estão presentes em todas as seções,

destacan-do alguns livros e páginas na Internet que

po-dem ser úteis no aprofundamento de

determi-nados assuntos.

Ademir Fernando Morelli

Coordenador Geral do Projeto Atlas

(7)

Por que devemos proteger o Meio Ambiente?

9

Como proteger o Meio Ambiente?

9

Comece por Você mesmo!

9

Como começar por Você mesmo?

9

Modifique sua forma de ver e entender a Natureza!

10

Modifique seus hábitos de vida e consumo!

15

Como mudar os seus hábitos de vida e consumo?

16

Você pode começar na construção de sua Casa!

16

Evite comprar produtos que exijam muito dos Recursos Naturais!

16

Procure reduzir o consumo de Água!

18

Como reduzir o consumo de Água?

19

Vamos reduzir o consumo de Energia Elétrica!

22

Como reduzir o consumo de Energia Elétrica?

23

Participe da coleta seletiva de Lixo!

26

A coleta seletiva de lixo no Município de São José dos Campos

28

Plante uma árvore!

30

Atue pela coletividade!

35

Utilize as leis para proteger o Meio Ambiente!

35

Para que existem as Leis Ambientais?

35

A legislação ambiental brasileira

36

O Meio Ambiente em nossa Constituição Federal

36

Legislação Ambiental brasileira básica

36

Leis que protegem os Patrimônios Ambientais

37

Situação das Áreas de Proteção Ambiental no Município de São José dos Campos

41

(8)

Leis que protegem a Vegetação Natural (Flora) do desmatamento, incêndio e queimada

43

Leis que protegem a Fauna

44

Leis que protegem os Recursos Minerais (Geologia)

45

Leis que protegem os Recursos Hídricos (Água)

46

Árvores Isoladas - Leis e Decretos que declaram imunes de

corte árvores no perímetro urbano de São José dos Campos

47

Como usar os instrumentos legais para proteger o Meio Ambiente?

50

Guia de Denúncias de Agressões Ambientais para o Município de São José dos Campos

59

Introdução

60

Algumas dicas para fazer uma denúncia eficiente

61

Como redigir uma denúncia de agressão ambiental às autoridades competentes

62

Órgãos públicos responsáveis por receber denúncias de Agressões Ambientais

65

Órgãos Públicos Municipais

66

Órgãos Públicos Estaduais

68

Órgãos Públicos Federais

69

Ministério Público

70

ONGs que podem auxiliar nas denúncias de agressões ao Meio Ambiente

71

A quem denunciar caso a caso

72

Procure conscientizar-se!

77

Bibliografia

78

(9)

Devemos proteger e conservar o meio ambiente principalmente para melhorar a qualidade

am-biental e de vida nossa e das futuras gerações.

Se nós não nos conscientizarmos, buscando agir com o intuito de diminuir os impactos

ambien-tais, reparar os danos causados ao meio ambiente e evitar novos desastres ecológicos, a nossa

própria sobrevivência estará comprometida, pois estes fatores estão diretamente ligados à

qualida-de do ar que respiramos, da água que bebemos e dos alimentos que ingerimos.

Para proteger o meio ambiente, é necessário primeiro que você evite toda e qualquer conduta

que venha agredir o meio ambiente, pois é impossível pretender mudar o mundo, se não mudar a si

mesmo.

Em segundo lugar, é necessário atuar pela coletividade, ajudando a garantir a participação de

todos na proteção do meio ambiente, fazendo com que este bem de interesse coletivo prevaleça

sobre todo e qualquer interesse individual.

Começar por você mesmo implica uma revisão de valores e mudanças de atitude, buscando

sempre evitar toda e qualquer agressão ao meio ambiente.

Em sua mudança de atitude, em relação aos problemas ambientais, está a esperança de uma

nova sociedade, em que o futuro não é apenas algo que virá e sim algo que estamos construindo, não

só para nós, como também para nosso filhos, netos e futuras gerações.

Embora seja um fenômeno global, os esforços de proteção do meio ambiente podem começar

no ambiente em que vivemos: nossa casa, nossa escola, nosso bairro, nosso município.

Dentro deste quadro nós podemos começar a melhorar nosso meio ambiente com pequenos

atos. E embora estes possam parecer insignificantes, são importantes, pois é nas pequenas atitudes

de nosso cotidiano que estão as sementes para as grandes mudanças.

Por que devemos proteger o Meio Ambiente?

Como proteger o Meio Ambiente?

Comece por Você mesmo!

(10)

O meio ambiente é muito mal interpretado

em nossa sociedade. Modificar nossa forma de

ver, perceber e entender a natureza é essencial

para transformar a nossa visão de mundo e

pro-vocar mudanças. Somente assim poderemos

cri-ar uma nova consciência em relação aos

proble-mas ambientais.

Há uma grande contradição de valores em

relação à natureza:

Os locais onde ocorre a vegetação natural,

ou onde ela está se regenerando, são percebidos

pela sociedade como locais abandonados, mal

cuidados pelos donos. Embora contenham

mui-tas espécies animais e vegetais nativas da região,

constituindo verdadeiros ecossistemas, são

cor-tados, queimados e servem como depósito de lixo

(Exemplo 1). Por outro lado, nas praças, jardins e

Modifique sua forma de ver e entender a Natureza!

Mostra o preconceito existente

em relação aos locais onde ocorre

o cerrado. Estes locais são vistos

como abandonados pelo dono,

sen-do considerasen-dos repugnantes, onde

há lixo, animais peçonhentos e ratos. Mas a

realida-de é que nesses locais ocorrem os últimos

remanes-centes deste ecossistema em São José dos

Cam-pos, possuindo uma alta biodiversidade florística e

faunística. Os animais considerados peçonhentos

es-tão sendo atraídos pelo lixo jogado

indiscriminada-mente por cidadãos inconscientes e não pela

vege-tação natural, que leva a culpa e, por isto, é

quei-mada ou cortada.

Exemplo 1:

Área com vegetação de cerrado se regenerando ao lado da Estrada

Velha. Lixo e entulho jogados

indiscriminadamente por cidadãos inconscientes.

Remoção da vegetação natural que estava se regenerando.

canteiros:

Valoriza–se o que é exótico, cultivam-se as

plantas por sua aparência, seguindo padrões de

beleza importados e não pela sua adaptação ao

ambiente ou efeitos positivos que possam

pro-porcionar (além da beleza), como

sombreamen-to, atenuação de ruídos, melhoria das condições

do clima urbano e suporte à vida selvagem,

(Exem-plo 2).

Outra contradição comum de negação do

natural é a canalização de rios e córregos como

solução de problemas de poluição e enchentes

na cidade. A canalização e retificação de rios

des-troem toda a mata ciliar e de várzea e têm como

objetivos a ocupação máxima do espaço natural e

a camuflagem das verdadeiras causas desses

pro-blemas (Exemplo 3).

(11)

A sociedade

valo-riza os jardins com

plan-tas exóticas (de outras

regiões) e cultivadas

(dependem de

fertiliza-ção, irrigafertiliza-ção, podas e

outros cuidados); estas

são valorizadas por sua aparência, por um

fal-so padrão de beleza, que despreza toda a

re-alidade dos nossos ecossistemas originais.

Como estas plantas são muito delicadas

e não adaptadas ao clima, ao solo e às

con-Jardins com plantas exóticas e cultivadas, localizados em uma das alças do anel viário, no bairro Parque Industrial.

Exemplo 2:

dições urbanas de nossa cidade, nestes

jar-dins são gastos grandes quantidades de água

para a irrigação, insumos para adubação,

agrotóxicos, que não suportam animais da

fauna nativa.

É sempre assim que todo ano, no período chuvoso, são anunciados, pelos meios de comuni-cação, os problemas relacionados às inundações, desmoronamentos, dificuldades no trânsito, falta de energia, quedas de árvores e demais conseqüências desastrosas para a população.

Esse tipo de divulgação considera as chuvas intensas e fortes como as grandes responsáveis e que acobertam todo um problema, que é bem mais amplo, relacionado ao crescimento descontrolado das cidades.

Divulgar a chuva como principal causa de pro-blemas ambientais, e com destaque abusivo nos títulos das matérias jornalísticas, não explicando os demais fatores envolvidos, ocasiona uma rejei-ção dos cidadãos para com esse fenômeno natu-ral tão importante para as nossas vidas.

É uma manipulação da opinião pública total-mente incompatível com as informações divulga-das pela imprensa sobre a água e sua importância.

Exemplo 3:

Faça chuva ou faça sol ... a vilã é sempre a chuva!!!

No dia 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água, os meios de comunicação ressaltaram a data, demonstrando a importância da água e do seu uso racional e todos os problemas do aumento da demanda e de sua escassez quantitativa e qua-litativa, como se a chuva não participasse do ciclo da água.

As fortes chuvas de verão são divulgadas como as grandes culpadas por todos esses “acidentes”, as vilãs responsáveis por todos esses problemas, os quais, na verdade, estão relacionados a uma série de fatores. Os fatores principais estão relacionados a uma urbanização sem planejamento, com a ocu-pação de áreas inadequadas (várzeas, morros), ou por atividades incompatíveis às características am-bientais das áreas (avenidas e construções em áreas de várzeas, que deveriam constituir áreas verdes e parques urbanos para recreação e lazer), ou ainda a ocupação de forma inadequada, com a modificação de traçados de rios (retificação, ca-Chuva deixa tantos desabrigados!!! ... ca-Chuva mata tantas pessoas!!! ... ca-Chuva provoca acidentes!!!

(12)

nalização) e a impermeabilização do solo urbano. Os demais problemas (trânsito, energia) são con-seqüência do despreparo de toda a cidade para com a força e a dinâmica deste fenômeno natural (ex. fiação elétrica aérea, arborização inadequa-da, sistema de captação de águas pluviais subdi-mensionado).

Divulgar a chuva como culpada por tudo isso esconde e distorce a opinião pública, sobre os dadeiros culpados e as principais causas. Os ver-dadeiros culpados são os administradores públi-cos (que não planejam o espaço), os especula-dores do espaço urbano (que vêem o espaço so-mente como mercadoria) e a sociedade (que é manipulada e que está alienada de tudo isso). As principais causas estão relacionadas à visão de natureza no meio urbano, como mero suporte para as suas atividades, sem um respeito às formas e aos processos naturais (ex. corte de morros, ater-ros de várzeas, traçado inadequado de ruas e ave-nidas) e a problemas sociais, como a separação das áreas urbanas em classes sociais (devido ao alto valor da terra nas cidades, aos pobres resta morar em locais problemáticos como morros e várzeas).

Na época da seca, a chuva, ou melhor a sua falta, também é divulgada como algo negativo, e todo ano é o mesmo tipo de divulgação. A falta de água, o racionamento desta, a poeira, as queima-das são razões utilizaqueima-das para culpar a chuva.

Novamente as verdadeiras causas são dei-xadas de lado, ou seja, o desmatamento de áreas de mananciais, o desperdício de água pela popula-ção, pela agricultura e pela indústria, a crescente demanda pela água com o aumento populacional e a ausência de um planejamento do uso desse precioso recurso. As intempéries climáticas que nos “castigam” são apontadas como culpadas por esses problemas.

Assim, a chuva é sempre malquista, ocorren-do ou não, e serve como bode expiatório para to-dos os problemas de uma ausência de adaptação do homem e do ambiente que ele modifica ao cli-ma local.

Este fato revela duas grandes contradições de valores existentes em nossa sociedade: o preconceito em relação a um processo funda-mental para nossa sobrevivência e a falsa no-ção de controle da natureza pelo Homem, da submissão da natureza ao Homem. Por esse pensamento a natureza é que tem de se adap-tar ao Homem e não nos preocupamos em nos preparar, nos adaptar a esse fenômeno e, quan-do somos atingiquan-dos, nos revoltamos contra ele. Esse tipo de divulgação influencia a mentalida-de das crianças e adultos e só aumenta o pre-conceito em relação a esse fenômeno, que é denominado de tempo bom para um dia enso-larado e tempo ruim para um dia chuvoso: ruim para quem? Para alguém que quer pegar uma praia ou piscina pode ser ruim, mas para esse mesmo alguém que precisa encher sua piscina, tomar seu banho ou beber sua água, não é so-mente bom, é essencial que chova!

A chuva é um fenômeno natural, essencial para a manutenção dos rios e para o equilíbrio térmico do planeta. Todo ano chove forte no ve-rão e todo ano os problemas com as enchentes se repetem. As chuvas não se tornam mais for-tes a cada ano, são as transformações negativas da cidade que a cada ano agravam a situação. Consultando dados meteorológicos observa-se que é comum a ocorrência de chuvas fortes e intensas em alguns períodos do ano. Então, divul-gar a chuva como algo catastrófico é uma forma sensacionalista e parcial de chamar a atenção para a matéria e que traz profundas implicações na formação da opinião pública com relação a esse fenômeno natural.

Assim, pedimos a colaboração dos meios de comunicação para que não divulguem a chuva como vilã de todos os problemas urbanos relacio-nados à época de chuva ou de seca, para resguar-dar a imagem desse fenômeno e, principalmente, para mostrar à opinião pública os verdadeiros res-ponsáveis por todos os problemas que enfrentam e que refletem na sua qualidade ambiental e, con-seqüentemente, na qualidadede de vida.

(13)

Exemplo 4:

A Canalização de rios e

córregos é encarada pela

po-pulação como progresso,

como uma melhoria na

quali-dade de vida, onde um rio sujo

e malcheiroso irá agora

pas-sar por “debaixo da terra”.

Na realidade, este tipo de

obra diminui a

permeabilida-de do solo e altera a vazão dos

rios, aumentando

significati-vamente os problemas com

enchentes.

Ao contrário de jogar o

problema para “debaixo da

terra”, devemos cobrar das autoridades

com-Local onde a água era represada e impedia a ocorrência de enchentes; esta área foi destruída para a construção de uma das alças do Anel Viário.

Córrego Senhorinha em processo de retificação para canalização.

petentes o tratamento do esgoto, que é jogado

nos rios e córregos, sendo que estes,

abertos, limpos e preservados atraem

novamente a fauna, além de diminuir o

risco de enchentes por ocasião das

chu-vas e de servirem como áreas de lazer.

(Fonte: Vale Verde).

Canalização irregular do Córrego Senhorinha no Município de São José dos Campos (SP), ao lado do Anel Viário.

Morelli (1996)

Morelli (1996)

(14)

Arquivo Público Municipal - foto 5 - (século XX, década de 60) Arquivo Público Municipal - foto 6 - (século XX, década de 60)

Foto 5 e 6 - Córrego Lavapés - atual Av. Fundo do Vale.

Foto 7 e 8 - Vista geral da canalização do Córrego Lavapés e da construção da Avenida Fundo do Vale.

Arquivo Público Municipal - foto 7 - (século XX, década de 70) Arquivo Público Municipal - foto 8 - (século XX, década de 70)

Arquivo Público Municipal - foto 9 - (século XX, década de 60) Arquivo Público Municipal - foto 10 - (século XX, década de 60)

Fotos 9 e 10 - Esta obra impermeabilizou o fundo do vale, impedindo a infiltração da água da chuva e com a canalização inadequada provocou diversos problemas, como a inundação da avenida e conseqüentes problemas em sua

(15)

Segundo o Instituto de Recursos Mundiais (WRI – World Resources Institute), a grave situação

ambiental atual tem como principais responsáveis o assustador crescimento da população mundial e o

aumento da pressão que cada habitante do planeta exerce sobre os recursos naturais que são finitos.

Segundo dados oficiais da ONU (Organização das Nações Unidas), a população mundial cresceu

de 2.521.495.000 habitantes em 1950 para 6.055.045.000 habitantes no ano de 2000.

O Município de São José dos Campos não escapou desta explosão demográfica mundial, conforme

pode ser visto nos Gráfico de Crescimento Populacional do Município de São José dos Campos.

Modifique seus hábitos de vida e consumo!

O crescimento da população mundial está

relacionado à diminuição da mortalidade

infan-til, aumento da expectativa de vida, melhoria

das condições de saúde e avanços da Medicina.

Uma das maiores causas do aumento da

pressão que cada habitante do planeta exerce

sobre os recursos naturais são os hábitos de

consumo da parte mais rica da população

mun-dial que consome, usa e destrói

indiscrimina-damente os recursos naturais, restando para a

Fonte: Anuário Estatístico do Estado de São Paulo – Seade; Anuário Estatístico do Brasil de 1971, Contagem da população

de 1996, Censo Demográfico 2000 – IBGE.

grande parcela mais pobre a poluição, a

degrada-ção ambiental e todos os problemas daí

decor-rentes.

Nós vivemos em uma sociedade de

consu-mo, onde a maioria dos produtos são

descartá-veis e supérfluos. Cada vez que inserimos estes

produtos em nosso cotidiano e aumentamos o

nos-so consumo, estamos aumentando a nossa

pres-são sobre os recursos naturais e ajudando a

de-gradar o meio ambiente.

(16)

A mudança de hábitos deve começar por uma revisão de valores em nossa vida, dando prioridade à

qualidade de vida em detrimento da acumulação de bens, obtenção de status e de posição social.

Um dos maiores sonhos de consumo das pessoas na nossa sociedade é possuir uma casa grande

e luxuosa, que praticamente ocupa todo o terreno. E este tipo de residência estará:

- impermeabilizando o solo, dificultando a infiltração da água da chuva e, com isso, ajudando a

ocorrência de enchentes na cidade;

- consumindo grande quantidade de recursos naturais (principalmente água e energia elétrica) e

produzindo grande quantidade de resíduos poluentes (resultantes de produtos de limpeza).

No momento de construir sua casa, pense em uma casa menor, simples, mas confortável, com

um bom quintal, horta e árvores frutíferas.

Assim, você estará demonstrando ter consciência ambiental e estar sintonizado com uma nova

sociedade, mais solidária e preocupada com o futuro, pois sua casa estará permitindo a infiltração

de água da chuva (ajudando a evitar enchentes), você estará cultivando o solo, produzindo alimentos

sem agrotóxicos e atraindo a vida silvestre com a oferta de alimentos e moradia.

Antes de comprar, avalie o ciclo de “vida” total do

pro-duto a ser adquirido, de sua produção até a sua destinação

após o uso.

No mercado há tênis e sapatos que são produzidos a

partir de material reciclado (no caso pneus e lonas).São

tão ou mais confortáveis do que os não-reciclados e têm a

vantagem de reutilizar produtos e resíduos que

contaminari-am o meio contaminari-ambiente, além de permitir a re-reciclagem

des-ses produtos.

Como Mudar seus Hábitos de Vida e Consumo?

Você pode começar na construção de sua Casa!

Evite comprar produtos que exijam

muito dos Recursos Naturais!

Marcel Fantin (2001)

Exemplo 5:

Exemplo de calçado reciclável

Exemplo de calçado reciclável

Exemplo de calçado reciclável

Exemplo de calçado reciclável

Exemplo de calçado reciclável

O calçado reciclável é feito a partir de pneus usados (tem maior durabilidade e são antiderrapantes, além de permitir a reutilização de um produto que poderia poluir o ambiente), tem acabamento de couro cru (utilizando menor quantidade de produtos químicos em sua fabricação e dispensando o uso de graxas), e com os cadarços e acabamento interno em algodão, dispensando os tecidos sintéticos à base de petróleo.

(17)

Ao comprar frutas, verduras e legumes,

es-colha os produzidos por agricultura orgânica, que

é o sistema de produção que exclui o uso de

fer-tilizantes sintéticos de alta solubilidade,

agrotóxi-cos, reguladores de crescimento e aditivos para

a alimentação animal, compostos sinteticamente.

Sempre que possível, este tipo de agricultura

baseia-se no uso de estercos animais, rotação

de culturas, adubação verde, compostagem e

controle biológico de pragas e doenças. Assim,

busca-se manter a estrutura e produtividade do

solo, trabalhando em harmonia com a natureza

Exemplo 6:

Aplicação de insumos e agrotóxicos na terra, prática essencial segundo o modelo de produção pelo método agroindustrial (a natureza vista como uma fábrica).

O consumo de frutas, verduras e legumes, produzidos pelo método agroindustrial (a natureza

vista como uma fábrica), compromete o meio ambiente e a saúde humana na sua produção, consumo

e destinação. Na produção há um grande consumo de recursos naturais com a irrigação e a

fertiliza-ção química, a poluifertiliza-ção e a contaminafertiliza-ção ambiental e humana por agrotóxicos e o risco de

utiliza-ção de transgênicos para todo o meio ambiente. No consumo, há riscos de contaminautiliza-ção por agrotóxicos

para a saúde humana, e na destinação, novamente para todo o ambiente.

Área de produção de hortaliças produzidas pelo sistema de agricultura orgânica.

Roupa usada na proteção contra os Agrotóxicos na

sua aplicação

(18)

Infelizmente, hoje em dia nossos lençóis subterrâneos, rios e lagos estão ameaçados de

“mor-te”, pois são poluídos pelos esgotos das cidades, pelos agrotóxicos com que são pulverizadas as

nossas lavouras, pelos resíduos industriais neles lançados sem nenhum tratamento e por diversas

outras substâncias que tornam a água impura, sem oxigenação, matando os animais aquáticos que

neles vivem.

Além do aumento populacional, cada habitante do planeta está consumindo mais água.

Para que não nos falte esta importante fonte de vida, denominada água, faz-se necessária uma

ação conjunta das áreas técnicas e políticas, além de um trabalho de conscientização da população

para garantir cuidados maiores com o consumo e a obtenção de água potável, bem como com a

preservação dos mananciais.

Procure reduzir o consumo de Água!

A água foi fundamental para o surgimento da vida e é necessária à sobrevivência de todos os

seres vivos que conhecemos.

O homem pode suportar mais de uma semana sem comer, mas sem beber água sucumbirá ao fim

de 4 a 5 dias. Cada ser humano bebe, em média, de 2 a 3 litros de água por dia, o que quer dizer que

o seu corpo ingere cerca de uma tonelada de água por ano (Ambiente Global em Perigo, 1999).

Considerando que da água existente no planeta 97% é salgada (mares e oceanos) e que 2% formam

geleiras inacessíveis, resta apenas 1% de água doce disponível para o consumo humano, armazenada em

lençóis subterrâneos, rios e lagos, distribuída desigualmente pela terra.

(19)

No caminho até a torneira, ocorre um desperdício gigantesco, onde parte de água que seria

destinada para o abastecimento é simplesmente jogada fora, devido a vazamentos.

Mas o desperdício não é apenas na rede distribuidora; ele pode estar ocorrendo dentro de sua casa

ou em seu local de trabalho. De acordo com estudos feitos pela Companhia de Saneamento Básico do

Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo poderia ser reduzido a um terço se a população modificasse

seus hábitos quanto ao uso da água, adotando medidas simples de economia, procurando usar este

líquido precioso de uma maneira mais racional.

Como reduzir o consumo de Água?

Algumas dicas para você evitar o desperdício de água

„

Para escovar os dentes você gasta 12 litros em 5 minutos. Se você fechar

a torneira enquanto escova os dentes e usar um copo de 350 ml para

enxa-guar vai economizar 11 litros de água.

„

Quem mantém a torneira aberta o tempo todo enquanto lava as mãos,

con-some 7 litros. Ao fazer a barba, são gastos 65 litros, contra menos de um litro

consumido pelos usuários que só abrem a torneira para enxaguar.

„

Para lavar o carro, são gastos 560 litros em 30 minutos. Para economizar

520 litros, é só trocar o esguicho pelo balde.

„

Pesquisas mostram que, no Brasil, o maior desperdício acontece no banho.

„

Em 15 minutos de banho, são gastos 105 litros de água.

„

Fechando o chuveiro enquanto se ensaboa e diminuindo o tempo do banho para 5

minutos, é possível economizar 30 litros.

„

Na hora de regar o jardim e as plantas, use o esguicho do tipo revólver e

regue apenas quando for necessário.

REGANDO

O JARDIM

„

O vaso sanitário pode ser responsável por até 50% do consumo

residenci-al, por isso não jogue no vaso, cigarros, absorventes ou papéis, que exigem

maior gasto de água na descarga.

„

Procure regular a válvula de descarga dos vasos sanitários e acioná-la o

mínimo.

LAVANDO

O CARRO

„

Você sabia que limpando a calçada com vassoura o resultado é o mesmo?

A diferença é que você deixa de gastar 279 litros de água.

„

Para lavar a louça, limpe os restos de comida nas louças, antes de colocá-las

na pia cheia de água. Depois, é só ensaboar os pratos, mantendo a torneira

fechada, e enxaguar a louça em meia pia limpa. Assim, ao invés de gastar 117

litros em 15 minutos, você gasta apenas 97.

LIMPANDO A

CALÇADA

„

Quando lavar roupas, use a capacidade máxima da máquina. A água do último

enxá-güe, no tanque ou na máquina, pode ser reaproveitada para ensaboar tapetes, tênis e até

cobertores. Serve ainda para lavar o carro.

LAVANDO

A LOUÇA

(20)

VOCÊ SABE QUANTA ÁGUA SE PERDE POR UMA

TORNEIRA MAL FECHADA OU COM VAZAMENTO?

Os vazamentos são um dos principais vilões de perda de água, responsáveis por uma parcela

significativa do consumo de água.

Calcule quantos litros de água você está pagando em cada

vazamento ou torneira mal fechada

Condições

Média Diária

Média Mensal

Abertura de 12mm

Fonte: Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

11019520 litros ou

11019, 52 m³

33984 litros

762000 litros ou 762,00 m³

16.400 litros

Abertura de 9mm

Abertura de 6mm

492000 litros ou 492,00 m³

16400 litros

135360 litros ou 135,36m³

4512 litros

Abertura de 2mm

Gotejando

46 litros

1380 litros ou 1,38m³

Abertura de 1mm

(21)

„ Atualmente, cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo todo vivem em áreas de crônica

escas-sez de água, situação que se agrava com a secagem de milhares de poços, devido à diminuição

dos níveis dos mananciais de que eles dependem.

„ Para produzir, as indústrias precisam de grandes quantidades de água. Assim, diariamente,

em todo o mundo, elas usam, em média, quatro vezes mais o volume de água que as pessoas

consomem em suas casas.

„ Para fabricar um carro, gastam-se 30000 litros de água. Para fazer uma tonelada de aço, 4500

litros.

„ 100000 litros é a quantidade de água necessária para criar um boi, considerando-se o que ele

bebe, que não é muito, mais a produção de seus alimentos, pastagem e rações.

„ A agricultura é a maior consumidora de toda a água doce utilizada no Planeta, cerca de 70%

dela destina ao setor agrícola para irrigação.

„ No Brasil, o consumo médio de grãos, por pessoa, num ano é, de 277 kg, sendo necessários

277000 litros de água para obter alimentos para um habitante num ano.

Os vazamentos visíveis são de fácil identificação e ocorrem com maior freqüência no

extrava-sor (ladrão) da caixa d’água, em conseqüência do mau funcionamento da bóia, nos registros de

torneiras, nos chuveiros e nos bidês.

Entretanto, o mesmo não acontece com os vazamentos não-visíveis, que podem ser de difícil

identificação, como o que ocorre nos vasos sanitários.

Inspecionar periodicamente o sistema de suprimento de água, reparar todos os vazamentos e

fechar bem as torneiras e registros é indispensável para reduzir o desperdício de água.

Fonte: Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

(22)

A partir do momento em que nós usarmos a

energia elétrica de forma mais racional, usinas,

linhas de transmissão e redes de distribuição, que

teriam de ser construídas para atender ao

cresci-mento da demanda, poderão ser evitados ou

adi-ados os diversos tipos de impactos ambientais

negativos decorrentes deste sistema.

Diversos tipos de impactos ambientais que

as usinas geradoras de energia elétrica podem

causar:

As grandes usinas hidrelétricas tendem a

alagar áreas extensas, modificando o

comporta-mento dos rios barrados. A biota (conjunto dos

seres vivos) e os ecossistemas podem ser

altera-Já as usinas térmicas a carvão,

óleo e gás natural causam outros

ti-pos de poluição ambiental. Elas

emi-tem uma série de gases de efeito

es-tufa, como o dióxido e o monóxido

de carbono, o metano e, no caso das

térmicas a carvão e óleo, podem

Vamos reduzir o consumo de Energia Elétrica!

Vista aérea da Usina hidrelétricas de FURNAS

Vista externa da usina termelétrica de Campos.

As usinas nucleares são usinas térmicas que

aproveitam a energia do urânio e do plutônio.

Embora sejam cada vez mais seguras, elas

en-volvem o risco de acidentes que causam

vaza-mento de radiação para o meio ambiente, com as

notórias conseqüências graves que os

acompa-nham. Todas estas formas de geração de energia

elétrica envolvem também o risco de impactos

ambientais, associados a outros estágios da

ca-deia de produção, transporte e distribuição de

energéticos. Assim, há impactos associados, por

Fonte: eletronuclear (http://www.eletronuclear.gov.br/angra3.htm)

Usina nuclear de Angra 2

exemplo, à extração do carvão nas minas, que

modificam a paisagem e geram rejeitos que

afe-tam solos agricultáveis. Já há

algum tempo, o setor elétrico

vem realizando estudos e

pes-quisas e tomando medidas

práticas na área ambiental, os

quais contribuem para

dimi-nuir estes impactos (Fonte:

PROCEL - Programa de

Com-bate ao Desperdício de Energia Elétrica).

dos. A vegetação submersa pode se decompor,

dan-do origem a gases como o metano, que tem impacto

no chamado “efeito estufa”, que causa mudança no

clima da Terra. Cidades e povoações, inclusive

indí-genas, podem ser

des-locadas para

constru-ção da barragem. O

novo lago pode afetar o

comportamento da

ba-cia hidrográfica. Pode,

mais tarde, vir a

asso-rear e, em conjunto com

outros fatores, vir a ocasionar mudanças na

qualida-de da água.

Fonte: Furnas Centrais Elétricas S.A. (http://www.furnas.com.br/)

(Fonte: PROCEL - Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica).

emitir óxidos de enxofre e nitrogênio.

Estes, na atmosfera, dão origem às

chu-vas ácidas, que prejudicam a

agricultu-ra, as florestas e mesmo monumentos

urbanos (Fonte: PROCEL -

Progra-ma de Combate ao Desperdício de

Energia Elétrica).

(23)

Seguem abaixo alguns exemplos, muito simples, de como você pode reduzir o consumo de energia

elétrica em sua casa, sem diminuir o conforto da sua família, modificando alguns pequenos hábitos. Além

de você poupar dinheiro, sobra mais energia elétrica para o funcionamento de serviços essenciais como

escolas, hospitais, entre outros. E o meio ambiente agradece.

Como reduzir o consumo de Energia Elétrica?

Algumas dicas para você evitar o desperdício de energia elétrica!

O televisor é um eletrodoméstico muito utilizado, em média de 4 a 5 horas por dia.

É responsável por cerca de 5 a 15% do consumo total de uma residência, sendo que os televisores modernos consomem bem menos energia elétrica do que os antigos.

z Não deixe o televisor ligado sem necessidade e evite dormir com ele ligado.

O chuveiro elétrico é um equipamento que aquece a água através de uma

resistên-cia, o qual é responsável por cerca de 25% do consumo de uma residência.

z Nos dias quentes, utilize o chuveiro com a chave na posição “Verão”. O consumo

na posição “Inverno” é de 30 a 40% do que a do “Verão”.

z Limite seu tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável.

z Limpe periodicamente os orifícios de saída de água do chuveiro; pois, se não

estiverem limpos, você terá menos água, obrigando-o a mantê-lo ligado por mais tempo.

z Estude a possibilidade de trocar o seu chuveiro elétrico por um alimentado à energia

solar, para preaquecimento de água, que proporciona significativa economia de energia.

A iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo total de uma residência.

z Evite acender qualquer lâmpada durante o dia, habituando-se a utilizar melhor a

iluminação natural e a apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados.

z Nos banheiros, cozinha, lavanderia e garagem, instale, se possível, lâmpadas

fluo-rescentes, que dão melhor resultado, duram mais e gastam menos energia.

z Pinte paredes internas com cores claras; isto evita o uso de lâmpadas de maior

potência.

A máquina de lavar roupa responde por 2 a 5% do consumo em uma residência.

z Para você fazer economia de energia e água, procure lavar, de uma só vez, a

quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante.

z Limpe o filtro delas com freqüência, utilizando a dosagem correta de sabão

espe-cificada pelo fabricante, para não repetir a operação enxaguar.

Secadora de roupa

z Regule o tempo de funcionamento da secadora de acordo com a temperatura

necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos.

z Procure usar a máquina somente após juntar a quantidade de roupa

corresponden-te à sua capacidade máxima.

(24)

Aparelho de ar condicionado

z Deve ser instalado em lugar alto e com boa circulação de ar, pois o ar frio tende

a descer.

z Regule o termostato adequadamente, evitando o frio excessivo, e desligue o

aparelho quando o ambiente ficar desocupado.

z Mantenha portas e janelas bem fechadas, evitando a entrada de ar do ambiente

externo.

z Não exponha o aparelho aos raios solares, evitando a entrada do calor do sol,

fechando as cortinas e persianas. Não obstrua a saída de ar do aparelho com armário, cortina etc.

z Limpe periodicamente os filtros, que, sujos, impedem a circulação livre do ar e

forçam o aparelho a trabalhar mais.

A geladeira é o eletrodoméstico responsável pelo maior consumo em uma

resi-dência, cerca de 30%.

z Instale a geladeira em lugar bem ventilado, desencostada de paredes ou

mó-veis, fora do alcance dos raios solares e distante do fogão.

z Nos dias frios, a regulagem da temperatura interna da sua geladeira não

preci-sa ser a mesma de outros dias quentes. Regule-a de acordo com a estação.

z Não coloque alimentos quentes e nem líquidos em recipientes sem tampa.

z Não abra a porta sem necessidade ou por tempo prolongado; organize os

ali-mentos para não perder tempo para encontrá-los e, antes de abrir a geladeira, pense quais alimentos quer retirar; observando, ao fechar a porta da geladeira, se esta ficou bem fechada.

z Não impeça a circulação interna do ar frio, forrando as prateleiras com tábuas,

plásticos ou outros materiais.

z Escolha a geladeira com a capacidade exata para as necessidades de sua

família. Quanto maior o aparelho, maior é o consumo de energia.

z Verifique se as borrachas de vedação da porta estão em bom estado. A perda

do frio interno aumenta o consumo de energia.

z Ao escolher um novo aparelho, leve em conta também as informações da

etiqueta (cor laranja), que indica o consumo médio mensal e a eficiência do refri-gerador.

z Faça o degelo periodicamente, evitando formação de gelo com mais de meio

centímetro de espessura. Conserve limpa a serpentina, não fazendo uso dela para secar panos, roupas etc.

z Ao ausentar-se por tempo prolongado, esvazie a geladeira e desligue-a da

tomada.

Lavadora de louça

z Utilize-a sempre em sua capacidade máxima, evitando ligá-la com pouca louça.

z Mantenha os filtros limpos de resíduos.

z Ao usar o detergente, observe a dosagem correta, indicada no manual de

(25)

Uma causa muito comum de aumento na conta de energia elétrica é a “fuga” de energia elétrica.

Como nos vazamentos de água (cano furado, goteira etc.), a “fuga” de energia ou corrente

elétri-ca é também registrada pelo medidor, e você aelétri-caba pagando uma energia que não utilizou.

As principais causas de “fuga” são: emendas de condutores mal feitas, condutores

desencapa-dos, mal dimensionadesencapa-dos, ou com isolação desgastada pelo tempo. Pode ser provocada, ainda, por

eletrodomésticos defeituosos.

Para localizar este defeito, basta proceder da seguinte maneira:

1 - Desligue todos os aparelhos das tomadas e apague as luzes.

2 - Verifique se o disco medidor no relógio marcador de energia continua girando. Se continuar

e der uma volta em menos de quinze minutos, existe a “fuga” de energia elétrica.

3 - No caso de haver “fuga”, a causa pode ser defeito na instalação elétrica, ou problema no

medidor, pois os aparelhos devem estar todos desligados. Para saber a origem da “fuga”, desligue a

chave geral e verifique:

3.1 - Se o disco do medidor parar de funcionar, então o defeito é da instalação elétrica.

Nesse caso, o melhor que você tem a fazer é consultar um eletricista de sua confiança.

3.2 - No caso de o medidor continuar funcionando, o defeito poderá ser do próprio

medi-dor, se o disco der uma volta completa em menos de 15 minutos.

Fonte: Elektro – Eletricidade e Serviços S.A.

(26)

A coleta seletiva de lixo é uma ação grande e de fácil realização, faci-litando o processo de reciclagem do lixo. Este processo possibilita encarar o lixo como uma fonte de riqueza, po-dendo este ser reaproveitado de uma forma mais racional.

Na reciclagem, o material que se-ria jogado fora volta para o ciclo de produção, o que soluciona o problema de superlotação nos aterros sanitários, economizando energia elétrica e pou-pando os recursos naturais.

É o caso do vidro, do alumínio, do plástico, entre outros produtos que são retirados da natureza e utilizados por muito pouco tempo, sendo depois desprezados e jogados em parques, ruas ou indo parar nos aterros sanitários, sendo que lá irão permanecer por dé-cadas, ou mesmo séculos até se de-comporem.

Nosso papel no processo de reci-clagem é muito simples e importantís-simo! Consiste em separar os tipos de lixo que produzimos; ou seja, orgânico (como restos de alimentos, madeira etc.) do inorgânico (como plásticos, metais, papéis etc.).

Se não separarmos o lixo dentro de nossas casas, por tipos de materiais, e este vir a ser todo misturado, isto irá dificultar a possibilidade de reciclagem do lixo em quantidades significativas.

Dicas:

a. Retire o excesso de líquido e

material orgânico das embalagens, an-tes de jogá-las fora.

b. Amasse latas e recipientes

vo-lumosos, para que não ocupem espaço desnecessário em sua lixeira.

Participe

da

coleta

seletiva

de

Lixo!

Exemplos de produtos e seus tempos para decomposição

Chiclete

Tempo para decomposição

5 ANOS

Tempo para decomposição

2 a 12 MESES

Tempo para decomposição

10 ANOS

Tempo para decomposição

+ DE 100 ANOS

Tempo para decomposição

+ DE 10.000 ANOS

Tempo para decomposição

6 MESES

Tempo para decomposição

3 meses a vários anos

Tempo para decomposição

+ DE 100 ANOS

Restos Orgânicos lata de aço Vidro Embalagem Longa Vida madeira Plastico cigarro

(27)

Plástico

„ Uma tonelada de plástico reciclado economiza 130 quilos de petróleo.

„ Depois de reciclado, o plástico ainda pode virar car-petes, mangueiras, cordas, sacos, pára-choques etc. „ As garrafas de refrigerantes (PET) podem ser trans-formadas em tecido para fazer calça jeans.

Papel

„ Para fabricar uma tonelada de papel, utilizam-se 10 mil litros de água e 5

mil KW/HR de ener-gia elétrica. Na reci-clagem, estes núme-ros caem para 2 mil e 2,5 mil, respectiva-mente.

„ A reciclagem de papel reduz os cus-tos de transporte na deposição do lixo e diminui a quantidade

de lixo nos aterros sanitários, aumentando o tempo de uso destes locais.

„ Reciclar uma tonelada de papel poupa 22 árvores, consome 71% menos energia elétrica, economiza 2,5 barris de petróleo e polui o ar 74% menos do que fabricá-lo. Diversos tipos de papéis podem ser reci-clados 7 vezes ou mais.

Alumínio

„ Em 1998, 63% das latinhas de alumínio vendidas no Brasil retornaram ao mercado depois de recicla-das. Segundo a Associação Brasileira de Alumínio, esse número de

re-ciclagem de latinhas já está em 70%. „ Cada tonelada de latinhas de alumínio é vendida por cerca de R$ 700,00 para as empresas de re-ciclagem.

„ Em 1993, cada brasileiro consumia

CURIOSIDADE IMPORTANTES SOBRE RECICLAGEM

cerca de 10 latinhas/ano, sendo que, hoje, cada bra-sileiro consome cerca de 53 latinhas/ano.

Pilhas e Baterias

„ Você sabia que se consome muito mais energia para fabricar uma pilha do que a energia que obtemos dela?! „ São consumidas no Brasil, anualmente, cerca de 800 milhões de pilhas

e baterias. Esse mate-rial possui metal pesa-do, incluindo-se cád-mio, níquel, mercúrio, lítio e chumbo. Com a umidade e calor, esses elementos são libera-dos no solo, contami-nando lençóis freáticos, mananciais hídricos, afetando toda a cadeia alimentar, inclusive o

ser humano. Esses metais afetam o sistema nervoso central, fígado, rins, pulmões e são bioacumulativos. Alguns são teratogênicos ou podem causar mutações genéticas e câncer, como o mercúrio, o chumbo e o cádmio.

„ A Comissão Nacional de Meio Ambiente publicou, em 30 de junho de 1999, a Resolução nº 157, que trata de pilhas e baterias. A resolução tem força de lei. Seu objetivo geral é aumentar o ciclo de vida desse material, incentivando a reciclagem. De acordo com as normas, as pilhas usadas deverão ser entregues ao comércio, que as encaminhará ao fabricante. A eles caberá adotar os procedimentos de reutilização, reci-clagem, tratamento ou disposição final ambientalmente correta.

Cidadãos consumidores não precisam ficar imóveis enquanto tramitam processos legais. Podem contri-buir diminuindo o uso de pilhas e baterias, quando possível, e dar preferência às recarregáveis.

Vidro

„ A reciclagem de uma garrafa de vidro economiza energia suficiente para o funcionamento de uma lâm-pada de 100 WATTS, durante 4 horas.

Tempo para decomposição

100 a 500 anos

Tempo para decomposição

+ de 1.000 anos

Tempo para decomposição

3 meses a vários anos

papel

lata de alumínio

pilha e baterias

(28)

O município de São José dos Campos é pioneiro na iniciativa de preparar um Plano diretor

especí-fico para a limpeza pública, através da Lei n° 3.718/89, que organiza e disciplina o tratamento dos

resídu-os sólidresídu-os urbanresídu-os, resídu-os sépticresídu-os hresídu-ospitalares, resídu-os industriais e resídu-os radioativresídu-os. Para cada item, a lei

estabe-lece critérios para o acondicionamento adequado, o transporte e a destinação final, além de definir

clara-mente a competência do poder público e a responsabilidade da população.

Para maiores informações sobre a coleta seletiva de lixo no município de São José dos Campos,

ligue para:

„ Urbanizadora Municipal (URBAM): 344-1000,

„ Prefeitura Municipal de São José dos Campos: 156.

A

coleta

seletiva

de

lixo

no

município

de

São

José

dos

Campos

SEGUNDAS, QUARTAS e SEXTAS-FEIRAS

Setor S-1 (Diurno) > Jardim Valparaíba, Vila Tesouro, Vila Ester, Jardim Maracanã, Jardim São Jorge,

Jardim Copacabana, Jardim Brasília, Jardim Olímpia, Chácaras dos Eucalíptos, Vila das Acácias, Vila Letô-nia, Vila Nair, Vila São Bento, Vila Nova Conceição e Jardim Aeroporto.

Setor S-5 (Noturno) > Jardim Palmeiras São José, Jardim Petrópolis, Jardim Veneza, Conjunto 31 de

Março, Recanto dos Pinheiros, Recanto dos Eucaliptos, Conjunto Residencial Morada do Sol I e II, Parque Independência e Parque Industrial (Novo).

Setor S-7 (Noturno) > Jardim Paraíso, Jardim América, Vila Anhembi, Jardim Azaléia e Parque Industrial

(Velho).

Setor S-9 (Diurno) > Jardim Oriental, Jardim Oriente, Jardim Rosário, Jardim do Céu, Jardim Terras do

Sul, Residencial Sol Nascente e Chácaras Reunidas.

Setor S-13 (Diurno) > Altos de Santana, Vila Dirce e Jardim Telespark. TERÇAS, QUINTAS e SÁBADOS Setor C (Diurno) > C.T.A.

Setor S-4 (Diurno) > Jardim das Indústrias, Jardim Alvorada, Jardim Pôr-do-Sol, Limoeiro, Jardim Altos do

Esplanada e Parque Residencial Aquarius.

Setor S-6 (Diurno) > Buquirinha, Jardim Boa Vista, Vila Paiva, Vila São Geraldo, Alto da Ponte, Vila

Cândida, Vila Sinhá, Jardim Santa Matilde, Vila Santarém, Jardim Maritéia, Jardim Guimarães, Vila Leôni-das, Vila Veneziani, Vila Nossa Senhora das Graças e Vila Monte Alegre.

Setor S-14 (Noturno) > Residencial São Francisco, Chácaras São José, Jardim Uirá, Residencial

Flambo-yant, Jardim Colorado, Parque Martins Cererê, Jardim da Granja, Jardim Souto, Parque Santa Rita, Residen-cial Cambuí e Vila São Benedito.

Setor S-8 (Noturno) > Jardim Satélite (partindo da Dutra, entre a Av. Andrômeda e o Córrego Senhorinha

até a Av. Iguape).

CALENDÁRIO DA COLETA SELETIVA DE LIXO EM SÃO

JOSÉ DOS CAMPOS (EM DIAS ALTERNADOS)

(29)

SEGUNDA—FEIRA (Período diurno)

Setor A > Vila Higienópolis, Vila 9 de Julho, Jardim Nova Europa, Jardim Nova América, Vila Santa Rita,

Esplanada I e II, Apolo I e II, Vila Ema, Jardim Aquarius I, Bosque Imperial, Jardim das Colinas, Residencial Esplanada do Sol e Vale dos Pinheiros (seguindo pela Av. Lineu de Moura até o Conjunto Recanto dos Eucaliptos, que fica às margens do Rio Paraíba).

Setor B > Residencial Planalto, Residencial Tatetuba, Condomínio Intervale, Condomínio Integração,

Par-que das Américas, Jardim Universo, Jardim Ismênia, Vila Industrial e Vila Tatetuba.

Setor C > Não sai para Coleta.

TERÇA-FEIRA (Período diurno)

Setor A > Residencial Monte Castelo, Monte Castelo, Vila Progresso, Vila Leopoldo, Jardim Jussara, Vila

Kennedy, Vila Corintinha, Jd. Paulista, Jd. Topázio, Vila Ipiranga, Jd. Augusta, Jd. Oswaldo Cruz, Jd. São José, Vila São Pedro, Vila Bandeirantes e Vila Piratininga.

Setor B > Jardim São Dimas, Vila Adyana, Vila Jaci, Vila Icaraí, Jardim Maringá, Vila Guaianazes, Jardim

Margareth, Jardim Santa Madalena, Vila Luzia, Jardim Renata, Vila Rubi, Jardim Azevedo, Vila Zelfa, Vila Betânia e Vila Sanches.

Setor C > Jd. Americano, Jd. São Vicente, Jd. Nova Detroit, Jd. Parangaba, Jd. Novo Parangaba e Campos

São José.

QUARTA-FEIRA (Período diurno)

Setor A > Parte do Bosque (da Rua Jacinto Galo p/ Av. Salinas, av. Cidade Jardim, sentido bairro), Jd. Del

Rey, Jd. Portugal, Jd. Estoril, Jd. Madureira e Quinta das Flores.

Setor B > Vila Guarani, Vila Tupi, Vila Terezinha, Vila Nova São José, Vila Maria (da Rua Siqueira Campos

sentido Av. Engº Sebastião Gualberto), Jardim Bela Vista, Vila Santa Helena, Vila Mascarenhas, Vila São Paulo, Vila Abel, Jd. Santa Inês I/II, Jd. Castanheiras, Jardim Paraíso do Sol, Vila Araújo e Jardim Nova Michigan.

QUINTA-FEIRA (Período diurno)

Setor A > Parte do Bosque (da Rua Jacinto Galo até a Av. Iguape e da Salinas até a Av. Cidade Jardim). Setor B > Jardim Diamante, Vista Verde e Jardim Motorama.

Setor C > Jardim Satélite (da Av. Andrômeda, sentido cidade, partindo da Av. Iguape até a Dutra,

retornan-do pela Av. Cidade Jardim, que faz margem com o córrego Viretornan-doca).

SEXTA-FEIRA (Período diurno)

Setor A > Vila Higienópolis, Vila 9 de Julho, Jardim Nova Europa, Jardim Nova América, Vila Santa Rita,

Esplanada I e II, Apolo I e II, Vila Ema, Jardim Aquarius I, Bosque Imperial, Jardim das Colinas, Residencial Esplanada do Sol (seguindo pela Av. Lineu de Moura até o Conjunto Recanto dos Eucaliptos, que fica às margens do Rio Paraíba) e Vale dos Pinheiros.

Setor B > Jardim São Dimas, Vila Adyana, Vila Jaci, Vila Icaraí, Jardim Maringá, Vila Guaianazes, Jardim

Margareth, Jardim Santa Madalena, Vila Luzia, Jardim Renata, Vila Rubi, Jardim Azevedo, Vila Zelfa, Vila Betânia e Vila Sanches.

Setor C > Galo Branco, Eugênio de Melo, Jardim das Flores e Itapuã. SÁBADO (Período diurno)

Setor A > Vila Rangel, Santana do Paraíba, Vila César, Vila Nova Cristina, Jardim São Jorge, Jardim

Anchieta, Vila Machado, Jardim Posto Alto, Vila Dona, Vila Esmeralda, Vila do Carmo, Vila Alexandrina, Vila Rossi, Vila Zizinha e Jardim Jaci.

Setor B> Parque Boa Esperança, Novo Horizonte e Jardim Cerejeiras.

Setor C > Bairro Parque Santos Dumont, Recanto dos Eucaliptos (Estrada Putim/Tecnasa), Putim, Jardim

do Lago, Jardim Santa Fé, Jardim São Leopoldo, Av. João Rodolfo Castelli até a Obra Magnificat), Residen-cial Jatobá, ResidenResiden-cial Juritis, ResidenResiden-cial Polícia Militar e Jardim São Judas Tadeu.

CALENDÁRIO D A COLETA SELETIVA DE LIXO EM SÃO

JOSÉ DOS CAMPOS (PERÍODO DIURNO)

(30)

As cidades crescem muito rápido e desordenadamente, alterando bruscamente as

característi-cas do ambiente natural e produzindo uma série de efeitos adversos à qualidade ambiental.

Plante

uma

árvore!

A arborização urbana pode amenizar alguns desses fatores, sendo que constitui elemento de

grande importância na obtenção de níveis satisfatórios de qualidade ambiental e de vida por causa

de seus vários benefícios.

Para usufruir de todas essas vantagens, obtendo o máximo de benefícios, é indispensável o

planejamento da arborização, sendo que sua manutenção deve ser feita com profissionalismo e

com-petência. Um exemplo que demonstra claramente este aspecto é a realização de um plantio

adequa-do, a escolha de espécies compatíveis com o local, evitando interferências para a prestação de

serviços públicos. As podas bem feitas, além de não deformarem as árvores, evitam o risco de

acidentes e outras conseqüências negativas quando feitas incorretamente.

1. Formação de ilhas de calor.

2. Impermeabilização do solo, impedindo a penetração da água da chuva.

3. Concentração de substâncias poluentes (gases e detritos), lançados por fábricas, automóveis etc.

4. Alto índice de poluição sonora.

Fonte: Elektro – Eletricidade e Serviços S.A.

Efeitos adversos da urbanização

1. Melhoria paisagística e ambiental do espaço urbano, proporcionando harmonização do ser

huma-no com o ambiente natural, agindo sobre o bem-estar físico e psíquico do homem.

2. As árvores, principalmente quando em grupos, funcionam como verdadeiros condicionadores

de ar, promovendo a redução da temperatura no verão. Essa redução pode chegar de 6 a 8 ºC.

3. As árvores fornecem sombra para edificações e ajudam a mantê-las frescas no verão,

proporcio-nando conforto pelo sombreamento.

4. Diminuição da velocidade dos ventos.

5. Redução da poluição sonora.

6. Purificação do ar devido à absorção de CO

2

(dióxido de carbono) e liberação de O

2

(oxigênio),

através da fotossíntese.

7. As árvores servem de abrigo para pássaros, que são importantes agentes do controle biológico de

insetos.

8. As árvores aumentam a infiltração de água no solo, reduzindo o escorrimento superficial da água

e seus efeitos danosos.

Vários efeitos benéficos da arborização urbana

(31)

Provavelmente, quando esta árvore cair e causar danos, irão atribuir a culpa à chuva e ao vento e não a quem plantou a espécie errada e fez a poda de forma ainda

mais inadequada. A escolha desta espécie de árvore não foi adequada para o

local, pois está ocorrendo um conflito entre a árvore e a rede de distribuição elétrica.

A poda incorreta desta árvore, além de deformá-la, ocasionou um grande risco de acidentes, pois um dos galhos de sustentação da árvore foi cortado, deixando esta

árvore em desequilíbrio e na iminência de queda com ventos fortes ou chuva.

Morelli (2001)

Morelli (2001)

Arquivo Público Municipal (século XX, década de 30) Rua Vilaça - São José dos Campos - SP

(32)

1. Interrupções no fornecimento de energia.

2. Perda da eficiência da iluminação pública.

3. Entupimento de calhas e bueiros.

4. Danos a muros e telhados e dificuldades para a passagem de veículos ou pedestres.

O conhecimento das características de uma árvore é de fundamental importância para o plantio

atingir os objetivos esperados. Por isto, não se pode esperar que uma frondosa sibipiruna, plantada

em um estacionamento com a finalidade de produzir sombra aos veículos, seja a espécie

recomenda-da para plantio em uma estreita calçarecomenda-da do centro recomenda-da cirecomenda-dade, sem que ocorram recomenda-danos tanto à árvore

quanto aos equipamentos públicos.

z Selecione as espécies de árvores mais resistentes às pragas e doenças.

z A altura da árvore deverá ser inferior àquela estabelecida para os fios aéreos, conforme preceitua a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), evitando-se, dessa forma, podas desnecessárias.

z Considere que algumas espécies sofrem quedas de folhas ou ramos, especialmente durante o outono e o inverno. Isto pode causar entupimento de calhas a canalizações ou danificar coberturas e telhados.

z Observe a proximidade da árvore com a edificação, que pode causar interferências em futuras ampliações das construções. Arvores, cujas copas são adequadas aos espaços físicos, permitem livre trânsito de veícu-los e pedestres e facilitam o seu desenvolvimento natural.

z Escolha árvores cujo porte e raízes se desenvolvam sem causar prejuízos às calçadas e ruas. Nas áreas residenciais particulares, recomenda-se o plantio de espécies que não comprometam a construção civil, o sistema de drenagem, o esgoto e as redes aéreas.

z Árvores médias, de copas densas, servem para propiciar sombreamento em áreas de estacionamento.

z Árvores pequenas, de até 4 m de altura, permitem o livre funcionamento da rede de energia elétrica, livre passagem de pedestres e não danificam canalizações subterrâneas.

z Árvores colunares e palmáceas são adequadas em avenidas e canteiros centrais, podendo, no caso de cantei-ros com mais de 3 m de largura, ser plantadas em duas fileiras, em ziguezague, e mantendo a mesma espécie.

z Ruas com menos de 14 m de largura, sem afastamento da construção civil em relação à rua, podem ser adornadas com plantas pequenas, arvoretas, ou mantê-las sem arborização.

z Ruas de mais de 14 m de largura, com recuo uniforme, podem ser adequadas para árvores de porte médio, do lado apropriado para sombreamento de pedestres, veículos e residências, ficando o lado oposto para uso das empresas de serviços públicos.

z Avenidas com recuo uniforme ao canteiro central devem ter árvores colunares ou palmáceas no canteiro central e arvoretas nas calçadas laterais.

z Em ruas com largura acima de 14 m e recuo uniforme devem ser plantadas árvores de porte médio nas calçadas Leste e Sul e arvoretas na Oeste e Norte.

z As calçadas que circundam praças devem ficar isentas de arborização.

z Nos parques, praças ou jardins, em que estejam programadas árvores de diversos tamanhos, recomenda-se plantá-las a uma determinada distância dos pasrecomenda-seios, de forma que as futuras copas ou raízes facilitem o trânsito de pedestres sem prejuízo dos benefícios esperados.

A arborização urbana, implantada de forma malplanejada ou malconduzida,

pode acarretar, dentre outros, os seguintes problemas:

Fonte: Elektro – Eletricidade e Serviços S.A.

Cuidados ao escolher sua árvore!

Referências

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