ESTATUTOS
DOEstatutos
REGULAMENTO
INTERNO
DO
PORTUENSE
TORTO
Imprensa Internacional de Ferreira de Brito ifA.Monteiro
lõõ— Rua òa Victoria
—
i6õ^\bbabv
^'4
1-15
ALVARÁ
Thomaz
António de
OliveiraLobo,
doutorem
ma-thematica, bacharel
formado
em
philosophia pelaUni-versidade de
Coimbra,
egovernador
civildo
districtoadministrativo
do
Porto.Sendo-me
presentes os estatutospor
que
pretendereger-se a associação
de
instruccão e bellas-artesdeno-minada
Centro
ArtísticoPortuense;
tendo
ouvido
o conselhode
districto; eusando
da
faculdade
que
me
confere o artigo i83.° § 14do
Có-digo Administrativo
;
approvo
os referidos estatutos, adjuntos a esteal-vará, os
quaes constam de
quarenta e quatro artigoses-criptos
em
seismeias
folhasde
papel,devidamente
sel-ladas,
numeradas
e rubricadas pelo secretario geraldoeste
governo
civil,Taibner
deMoraes.
Dado
epassado
no
governo
civildo
Porto, e sobo
sello
do
mesmo,
aos 3de junho de
1880.ESTATUTOS
PO
kmim
hmmi
CAPITULO
I^0
Centro
e seusfinsO
Centro
ArtísticoPortuense,
instituídona
cidadedo Porto no
dia 22de
Janeiro de 1880, é aaggremiaçáo
não
sóde
artistas de bellas-artes,como
de
amadores
ede
todas as pessoasque
estimando
o progresso eo
desenvolvimento
d'ellas, se inscreveremno
respectivoCatalogo dos
sócios.Artigo i.'^
O
Centro
comp5e-se de
sócioseífecti-vos, protectores, honorários e beneméritos,
em
numero
indeterminado
; a suaduração
é portempo
illimitado etem
por fimpromover
odesenvolvimento
intellectual eartístico dos seus associados e contribuir,
quanto
em
suas forças caiba, para o estimulo e
propagação do
gostotanto pelas artes plásticas,
como
pelas industriaes,no
paiz. N'esse intuito:
i.^ Creará,
desde
já,um
ateliercom
modelo
vivoe outros elementos d'estudo,
onde
os sócios effectivos se exercitarão nos diversosramos
das bellas artes,durante
8
2.° Organisará,
em
diaspreviamente determinados
pela direcção, palestras oli conferencias sobre
assumptos
artísticos.
3.°
Promoverá
a publicaçãode
um
periódicode
bellas-artes illustrado,
que
será dirigido porum
conselhode
redacção,previamente
nomeado
pela direcção.4. Organisará,
quando
o julgar conveniente,di-gressões artisticas, nas
quaes
tomarão
partefacultativa-mente
os sócios.5.**
Promoverá
annualmente
uma
Exposição-Bazar
de
bellas artes,na
qual serão admitttidos tanto ostraba-lhos dos sócios,
como
osde
artistas eamadores
nacio-naes e estrangeiros
não
associados.Dos
trabalhosdesti-nados
a venda, serápaga
pelos expositores, eno
casod'elia se realisar,
uma
percentagem
designada peloRe-gulamento
Interno,devendo
essapercentagem
sermaior
para
os expositores extranhosao
Centro.6^
Creará, logoque
as circumstancias opermittam^
um
gabinetede
leitura euma
galeriade
obrasde
arte. 7." Corresponder-se-hacom
os institutos officiaesou
particularesde
bellas-artes tantodo
paizcomo
do
estrangeiro, sollicitando e
permutando
esclarecimentos,publicações e productos artisticos cuja acquisição se torne
útil
ao
Centro.8.° Celebrará,
além
das reuniões ordinárias eex-traordinárias
que
for necessário convocar,uma
sessãosolemne
no"mez
de
janeirode cada
anno
paracomme-morar
o anniversarioda fundação do
Centro,devendo
n'ella ser apresentado pela direcção
um
relatório tantodo
movimento do
mesmo
Centro,como
dosprincipaesacon-tecimentos
que
n'elle sederem,
demodo
que
essesre-latórios
venham
acompor
de
futuro osAnnaes
doestaCAPITULO
II^a
classe dos sóciosArt. 2.*'
Haverá
quatro classesde
sócios: eíTectivos,
protectores, honorários e beneméritos.
I.**
São
sócios effectivos todos os individuosque
satisfazendo a importância das suas quotas c jóias se
aproveitarem directamente das vantagens
que
oCentro
oíFerece, tanto
no
que
respeita aos estudos práticoscomo
aos theoricos.
2 °
Sáo
sócios protectores osque
desejaremauxi-liar o Centro, contribuindo
com
as mensalidades e jóiaprescriptas,
sem
comtudo
pretenderem
aproveitar-se dassuas
vantagens
praticas.§ Único.
A
qualidadede
protectornáo
tiraao
sócio a faculdade
de
frequentar a casado
Centro, asvezes
que
o deseje,podendo
gozar,quando
lhe aprouver,as regalias
que
omesmo
offerere aos sócios etYectivos,relativamente ao estudo no*atelier, mediante, n'este ul-timo caso,
um
aviso dirigido á direcçãocom
a necessáriaantecedência.
3.*^
Será
dado
o titulode
sócio honorário aosindi-viduos
que
fizerem qualquer donativoao
Centro,ou
lheprestarem serviços
que
pela sua importância os tornedignos d^essa distincçáo.
4.** Conferir-se-ha
o
titulode
sócio benemérito aosque
prestarem serviços relevantesao
Centro
ou
lhefi-zerem
dadivasde grande
valor.CAPITULO
III^a
admissão dos
sócios effectivosArt. 3.^
Todos
os individuos dosdous
sexos, tantonacionaes
como
estrangeirospoderão
ser admittidos,sa-tisfazendo os seguintes requesitos
IO
i."
Gosarem
deboa
reputação p:lo seucompor-tamento
enão padecerem
moléstia contagiosa.2."
Serem
maiores de
i5 annos, equando
meno-res
de
2 1,apresentarem
authorisação escriptade
seuspães
ou
Guiadores,náo sendo
emancipados
As
mulhe-res casadas
deverão
apresentar authorisação de seusmaridos.
§ único.
A
idadede
15annos poderá
ser alterada,quando
no
candidato a sóciooccorram
circumstanciasespeciaes
que
lhedêem
jus aexcepção para
ser admit-tido.Art. 4.°
A
admissão
dos sócios será precedida :i.°
Ou
de
proposta escripta e assignada porqual-quer sócio,
na
qual se declare onome,
nacionalidade,emprego
ou
prorissao, idade e residênciado
proposto.2."
Ou
de requerimento do
candidato a sócio,di-rigido
ao
presidenteda
direcção,com
as declaraçõesmencionadas no
num.ero anterior.Art. 5.°
A
admissão
é das attribuiçoesda
direcçãoe será por esta resolvida
no
prasomáximo
de
1 5 dias,contados
da
datada
apresentaçãodo requerimento
ou
propo3ta.
Art. 6."
Quando
a direcção, por qualquer motivo,não
julgardever
admittir o candidato a sócio, este,por
intermédio deum
associado,poderá
recorrer d'essade-cisão para a assembleia geral,
que
ouvidas as razões apresentadas pelo requerente e pela direcção, resolveráem
ultima instancia.§ único. N^este ultimo caso, a
admissão do
candi-dato só
poderá
ser decidida por votaçãoem
escrutíniosecreto e
por
maioriade
dous
terços dos sócios presen-tes.Art. 7."
Admittido o
candidato, ser-lhe-ha essa de-cisão participada, enviando-se-lhe o respectivodiploma
eum
exemplar
do
Estatuto edo
Regulamento
Interno.No
casode
regeição, ser-lhe-ha estaegualmente
//
CAPITULO
IV
T)a admissão
dos sócios projectores^honorárias
e beneméritos
Art. 8.^
Os
sócios protectores sãode
nomeação
da
direcção, e para elles
vigoram
asmesmas
disposições contidas nos artigos 3.' a 7." e seusnúmeros.
Art. g.°
Os
sócios honorai^ios e beneméritos sópo-derão ser
nomeados
pela assembleia geral,mediante
pro-postada
direcçãoou de
qualquer sócioapprovada por
dous
terços dos sócios presentes.CAPITULO V
^os
deveresdos
sóciosArt. ip.**
Todos
os sócios são obrigados:i."*
A
rigorosa observânciado
Estatuto eRegula-mentos,
promovendo
oaugmento
e prosperidadedo
Cen-tro.
2.''
A
servirem gratuitamente os cargos paraque
forem
eleitosou
nomeados,
exceptono
caso de reeleiçãoou
demotivo
que
a assembleia geral julgue attendivel.Art
11
."
É
deverdos
sócios elíectivos eprotecto-res,
pagarem
poruma
só vezou
em
quatro prestaçõesmensaes,
a quantia de 2;^ooo réis de jóia e a quotamen-sal de
5oo
réis, satisfeita adiantadamente,bem
como
200
réis pelo
diploma
eexemplares
do
Estatuto eRegula-mento
Interno.§ único. Esta quota e jóia
poderão
ser alteradas pela assembleia geral, se as circumstancias assimo
exi-girem.12
CAPITULO
VI
^os
direitosdos
sóciosArt. í2.°
Todo
o
sóciotem
dii-eito, estandoem
diacom
opagamento
das respectivas jóia e quotas, a fre-quentar a casado Centro
e a gosar, respectivamente,to-das as regalias
que
elle proporciona.I ."
A
eleger e ser eleito e ter voto nas reuniõesda
assembleia geral.
2.°
A
propor
para sóciosquaesquer
pessoas nascondições exigidas nos artigos 2 ^, 3.°, 4.° e 9."
3 °
A
apresentarcomo
visitantes,quaesquer
indiví-duos
nas condiçõesque
determinar oRegulamento
Interno.Art. i3."
O
sócioque
se despedir e queirade
novo
pertencer
ao
Centro, te áde
submetter-se anova
pro-posta
ou
requerimenío, ficando isentodo
pagamento
da
jóia
quando
readmittido.CAPITULO
VII
^a
exclusãodos
sóciosArt. 14."
Perde
o direitode
sócio,sendo por
essemotivo
excluídodo Centro
sem
que
possa serreadmit-tido
nem
reclamar
oque
tiverpago
:
I." Aquelle
que
sem
motivo
justificado deixede
pagar
as quotas e jóiano
respectivo praso.2.*^
O
que
por seumau
comportamento
se torneind^"gno de pertencer
ao
Centro.3."
O
que
dentroda
casado
Centro, maltratarpor
palavrasou
obras,quaesquer
pessoas.4.'*
O
que
promover
a despedidade
sócios,infrin-gir este Estatuto
ou
osRegulamentos
approvados,
edes-obedecer
ás advertênciasque
lheforem
feitaspor
partei3
Art. i5.°
A
pena de
exclusão será applicada peladirecção, depois
de
colhidas as necessárias informaçòes. Esclarecido o facto, proceder se-ha á votação porescru-tínio secreto e só
quando
a deliberação sejapor
maioriados
membros
da
mesma
direcção será o sócio excluido.§ I.^
Os
sócios incursos nas disposiçõesdo
n.* ido
artigo 14.' só serão excluidos depoisde previamente
lhes ser concedido
um
praso de3o
dias, contadosda
datado
aviso, parapagamento
dos seus débitos.§ 2.**
Exceptuando
os sóciosde
que
trata o §an-tecedente, os
demais
incursos nas disposições dos n."*^ 1a
4
do
artigo 14.'' serãopreviamente
avisados,partici-pando-se-lhes os factos
que
motivaram
a exclusão, econ-vidando-os a
comparecerem
perante a direcção parase-rem
ouvidos
em
sua defeza.§ 3.**
A
deliberaçãoda
direcção serácommuni-cada
otíicialmenteao
sócio arguido.Art. 16."^
O
sócio aquem
fòr applicada apena de
exclusão,
pôde
recorrer para a assembleia geral,que
re-solverá depois
de
ouvida
a direcção e o recorrente, oqual,
não
comparecendo,
sepoderá
fazer representarpor
um
sócio.§ único.
O
recurso será entregue ao presidenteda
direcção e a decisão
da
assembleia geral será porvota-ção
em
escrutínio secreto e por maioria dedous
terçosdos
sócios presentesCAPil
ULO
VÍII
Dos
capitãesdo Cenlro
Art. 17.''
Os
capitãesdo Centro
serão constiiuidoscom
o producto das jóias, quotas, diplomas, Estatuto eRegulamento
Interno,com
apercentagem
dasvendas
realisadas nas Exposições-bazares,
com
quaesqucr
dona-tivos pecuniários e
com
todas as outras verbas dere-ceita
que
sepossam
obter.14
as despezas correntes e os
que
restarem destinar-se-hãoá
organisaçãodo
gabinetede
leitura e da galenaartís-tica, á
compra
de quaesquer
objectos necessários á casado
Centro, e outras despezas eventuaes.Art. 19."
Todas
as quantiascobradas ou doadas
serão entregues
ao
thesoureiro, o qualnâo poderá
con-servar
em
seupoder
quantia superior a 5o;>ooo réis,além
da
necessária ás despezas correntes.§ único.
Quando
o thesoureiro tenhaem
seupo-der
somma
disponível, superior a5oéooo
réis deverá ellaser depositada
em
um
estabelecimento de creditoque
adirecção julgue
mais
conveniente.CAPITULO
IX
'Da
assembleiageral
Art. 20."^
A
assembleia geralcompõe-se
de todos os sócios effectivos, protectores, honorários ebeneméri-tos, e a
meza
da
mesma,
do
presidente edos
dous
se-cretários
da
direcção.Art. 21.°
Para
reunir a assembleia geral, osecre-tario,
com
ordem
do
presidente,convocará
osassocia-dos
com
a devida antecipação, pormeio
de
avisosou
de annuncios
publicadosem
um
ou mais
jornaes,desi-gnando
se o dia, hora e localda
reunião,bem como
oque
n^ella teráde
tratar-se.Art. 22.'^
Os,
sóciosreúnem
seem
assembleiage-ral ordinária
em
um
dos
diasdo
mez
de
janeiro,de
cada
anno, para lhes ser presente o relatório financeirodo
Centro, confeccionado pela direcção, o qual,sempre
que
seja possível, se fará imprimir antesde
ser discutidopela assembleia
de que
se trata, e elegerem acommis-são de
exame
de
contas; e oito dias depois d'essapri-meira
reunião para discutirem evotarem
as referidascontas e parecer da respectiva
commissão
eelegerem
anova
direcção.i5
1.°
Sempre
que
a direcção o julgue necessário.2.°
Quando
dez sóciosrequererem
por escripto aconvocação,
explicando os motivos porque
apreten-dem.
§ único.
A
convocação,em
qualquer dos casos,será feita dentro
do
prasode
oito dias, contadosda
apre-sentação
do
pedidoao
presidente.Art. 24."
A
assembleia geral considera-selegal-mente
constituidacom
20
sócios, e se á horamarcada
não
houver
aquellenumero,
esperar-se-hameia
hora,mas
se ainda entãonão
houver
numero,
ficará areu-nião adiada. N'este caso o presidente
mandará
fazernova
convocação nos termos
designadosno
artigo 21 *^e julgar se-ha a assembleia constituida
com
os sócios presentes,meia hora
depoisda
marcada.
Art. 25.^
É
das attribuições da assembleia geral:I.°
Conhecer da
rigorosa observânciado
Estatutoe deliberações
tomadas.
2,"* Eleger a direcção e a
commissão
deexame
decontas.
3.^
Attender
os recursosque
lheforem
interpostospor
qualquer sócio.4.'^
Approvar
ou
denegar
approvação
ás contasapresentadas p^la direcção,
bem como
aquaesquer
pro-postas
ou
pareceresque
lheforem
submettidos.5.° Deliberar sobre a alteração d"'este Estatuto
ou
do Regulamento
Interno e interpretar qualquer artigoque
oífereça duvida.6.° Resolver sobre todos os negócios
não
especifi-cados
n'este Estatuto.§ único.
Das
sessõesda
assembleia gerallavrar-se-hão actas,
que
serão assignadas pelo presidente ese-cretários. Essas actas
deverão
lançar-seno
respectivoli-vro
no
prasode 48
horas depoisda
reunião, a fimde
i6
CAPITULO
X
n^a
direcção>
Art. 26.*'
O
Centro
será administrado poruma
di-recção
annualmente
eleita,composta
de
um
presidente,de
um
vice-presidente,de
um
primeiro esegundo
secre-tários, de
um
thesoureiro ede
seis directoresque
forma-rão
um
conselho technico.Art. 27.°
A
direcção representa para todos osef-feitos legaes e
para
com
os poderes constituidos oCen-tro, e são suas attribuições
:
i.^
A
administração geral eeconómica do
Centro.2.°
Cumprir
e fazercumprir
pelos associados oEs-tatuto e
Regulamento
Interno.3.°
Receber
as quotas, jóias emais
receitaeven-tual, applicando-a,
na conformidade
doeste estatuto, eRegulamento
Interno.4.^ Advertir
ou
excluir os sócios incursos naspe-nas
marcadas no
art. 14.^5.°
Indagar
escrupulosamente
acercados
indiví-duos
propostospara
sócios, afimde conhecer
se n'ellesconcorrem
os requesitos exigidos.6.°
Confeccionar
osregulamentos que
julgarcon-venientes para a
boa
execução
do
Estatuto eRegula-lamento
Interno.7.**
Alugar
casa nas precisas condiçõesde
servirpara
o Centro.8.^ Dirigir-se ás authoridades
ou
corporações
offi-ciaes, representando-lhes acerca
de
qualquerassumpto
artistico, sobre
que convenha
chamar
a attençãod
el-las.
9.® Providenciar sobre
qualquer
occorrencianão
prevista n^este Estatuto e
Regulamento
Interno,dando
conta
na
primeira assembleia geral,do
usoque
fizerd'esta authorisação.
10."
Formular
o
relatório e contasda
suan
Art
28.^A
direcção terá as sessõesque
julgarne-<;essarias e
não poderá
deliberarsem
que
esteja presentea
maioria dos seusmembros.
Art. 29.°
As
deliberaçõesda
direcção sãotomadas
á pluralidade
de
votos dos vogaes presentes e nos casosde
empate, o presidentetem
votode
qualidade, deque
usará se assim lhe aprouver.
Seião
por escrutinio secretotodas as votações
que envolverem
apreciação pessoal. § único.Quando
hajaempate
na
votação e o pre-sidentenão
queira usardo
voto de qualidade, ficaráo
assumpto addiado
para a sessão seguinte,devendo
entãotornar-se effectivo o
desempate
pelo voto de qualidadedo
mesmo
presidente.Art. So.*'
Nenhum
n-iembroda
direcçãopôde
escu-sar-sede
votar e deliberarem
qualquerassumpto
de
que
se trateem
sessão, salvo se for pormotivo
desus-peição.
Art. 3i J^
Das
sessõesda
direcção se lavrarão actasem
livro especialnumerado
e rubricado pelo presidente,sendo
essas actas assignadas pelosmembros
que forem
presentes.
Art. 32.°
Compete
ao
presidente:i.°
Convocar
as sessões ordinárias eextraordiná-rias das assembleias geraes e
da
direcção, emanter
n'ellas a
ordem
na
votação e discussão.2.*^
Dar
execução
ás deliberaçõesda
assembleia eda
direcção e fiscalisar superiormente todos os serviços edependências
do
Centro.Art
33.'^Compete
ao
primeiro secretario,coadju-vado
pelo segundo, a redacção das actas e outrosdocu-mentos
e superintenderna
escripturação emais
ser-viços.
>
Art. 34.°
Ao
thezoureirocompete:
I."
Receber
toda a receitaem
geral epagar
ades-peza que
for authorisada pelo presidente e 1° secretario.2."* Assignar
com
o presidente e secretarioquaes-quer
recibosou
cheques paralevantamento
de fundos.3." Depositar os dinheiros
do Centro
onde
adi-recção o determinar.
i8
4.<>
Apresentar
mensalmente
á direcçãoum
balan-cete das quantias recebidas e dispendidas.
5."
Ter
sob a suaguarda
e responsabilidade todosos
fundos
e valores representadosem
papeisde
creditoque
oCentro
possuir.6.^ Assignar os recibos
da cobrança
das quotase
jóias.
Art. 35.°
Compete
aos directoresque
compõem
o
conselho technico, entender
em
todos osassumptos
rela-tivos ao atelier e material
de
estudo.Art. 36.°
No
impedimento
ou
faltado
presidente é este substituido pelo vice-presidente ena
falta d'estepelo i.°
ou
2.° secretario.No
impedimento
do
thezou-reiro a direcção
nomeará
um
dos seusmembros
parao
substituir, e
bem
assimna
falta de qualquer dossecre-tários.
CAf^ITULO
XI
Da
commissão
de contasArt. 37.°
A
commissão
de
contas serácomposta
de
trêsmembros,
e elegel-a-ha a assembleia geralna
reunião
em
que
a direcção apresentar o seu relatórioeconómico.
§ único.
As
suas attribuições são procederao
exa-me
dasmesmas
contas, exigindopara
isso, se o julgarnecessário, a apresentação dos livros
da
escripturação,que
a direcção lhe facultará,formulando
o seu parecer,que
deve
ser apresentadona segunda
reunião ordinária^CAPITULO
XII
^as
eleiçõesArt. 38.°
As
eleições terão lugarquando
determina
o
art. 22.°secre-19
to, á pluralidade
de
votos dos sócios presentes, eem
lista
em
que
semencione
a designação dos cargos.§ 2.° Recolhidas as listas e
apurados
os votos,serão
proclamados
os resultados das eleições,segundo
amaioria dos votos.
No
caso deempate
sobre qualquermembro,
proceder-seha
anova
eleiçãona
mesma
reu-nião, se for possivel,
ou
cm
outra immediaia,sendo
essaeleição
unicamente
paradesempate do
membro
sobreque
sedeu
oempate.
Art.
39^
Os
lugaresque
vaguem
depoisda
eleição,antes
ou
depoisda
posse, serão preenchidos pelosimme-diatos
em
votosao
lugar vago, enão
oshavendo
far-se-ha nova
eleição para a \acatura,quando
se torne urgentepreenchcl-a.
CAPITULO
XIII
disposições
geraes
Art. 40.*^
O
Centro
sópoderá
dissolver-se pordif-ficuldades financeiras supervenientes,
ou
poraccordo de
dous
terços dos sócios effectivos e protectores.§ único.
A
minoria dos associadosque
votar con-tra a dissolução,poderá
reconstituir o Centro,tomando
a responsabilidade
de
todos os seus encargos financeirose obrigando-se, por
meio
de escriptura publica anão
al-terar X)S intuitos
com
que
oCentro
foi estabelecido e seacham
consignados n'este Estatuto.Art. 41." Resolvida a dissolução
do
Centro
em
as-sembleia geral para esse fim
convocada,
e casonão
sedê
a excepção consignadano paragrapho
anterior, todos os seus haveres tanto materiaescomo
pecuniários, serãoentregues á
camará
municipaldo
Porto,com
a condiçãod'esta instituir,
com
esses elementos,uma
escolamuni-cipal de bellas-artes.
§ único.
Se
a referidacamará não
quizer acceitaro donati\o
com
a condição expressano
artigoes-20
colas pupulares
de
desenho, se as houver, enão
asha-vendo
peias bibliothecas populares e escolas publicasde
instrucçáo primaria.
Ari. 42.''
Haverá
um
Regulamento
Interno,que
depois
de
approvado
pela assembleia geral, obrigará táorigorosamente
como
este Estatuto.Art.
43
^Os
sócios honorários ebeneméritos
sãoisentos de
pagamento
de
jóias e quotas egosam
de to-das as garantias concedidas aosdemais
associados.Art. 44.*^ Este Estatuto só
poderá
ser alterado:j o
Precedendo
proposta escripta e assignada peladirecção
ou
por dez sócios, pelomenos,
com
osmotivos
que tornem
necessária a reforma.2.°
Quando
uma
commissão
especialdê
sobre amesma
proposta o seu parecer e seja esteapprovado
pelaassembleia geral.
3.*^
Quando
essa alteraçãoou reforma
sejaappro-vada
pela respectiva authoridade,sem
oque
não
teráexecução.
Approvado
em
assembleia geralde 29 de
fevereirode
1880.A
Direcção Interina,António Soares dos
Reis,Presidente.
João
Marques
da
Silva Oliveira^Vice-presidente.
Manoel
Maria
Rodrigues,
i."Secretario (relator).
Alfredo José Torquaío
Pinheiro,2.° dito.
António
Joséda
Costa,REGULAMENTO
INTERNO
DO
REGULAMENTO
INTERNO
DO
Centro
Artístico
Portuense
GA.P1TULO
IDos
deveres e direitos dos sóciosArtigo 1 .^
E
dev^cr de todo o sócio submetter-se árigorosa observância
do
Estatuto, regulamentos edelibe-rações
tomadas
em
harmonia
com
o prescriptono
mesmo
Estatuto,
não
consistindomotivo
de defeza a allegaçáode
ignorância.Art. 2.'^
A
nenhum
sócio é permittido advertirou
reprehender outro sócio
por
qualquer faltacommettida,
pois
que
essa faculdade éde
exclusivacompetência
da
direcção
ou do
director de serviço.Ait. 3.*'
Quando
qualquer sócio tenha queixa d^^unioutro
ou
dealgum
empregado
da
casa, deverá parti
-cipal-o
ao
director de serviço, a fim d'estetomar
asnecessárias providencias.
Art. 4."
Dentro da
casado Centro não
épermit-tido
promover
qualquer subscripção par., fins estranhosaos interesses
da
Associação.Art. 5.^
Conforme
o dispostono
n.^ 3.°do
art.24
visitantes, x^o atelier e deniais
dependências
d.o Ci-ntro,um
ou
mais
individues, quatro vezespor
anno,sendo
d'esta cidade, e seis vezes
quando
de
fora d'ella.§ único.
Para
as pessoasde
forado Porto
eque
desejem
frequentar oCentro
durante otempo
que
per-manecerem
n"'esta cidade, é creada a qualidadede
sóciostemporários, os
quaes
ficarão obiigadosunicamente
ao
pagamento
da quotadei:>ooo
réis porcada mez, paga
adiantadamente.
Art.
6/
Nas
reuniões das assemxbleias geraes éprohibida a presença
de
pessoas estranhas ao Ce;.itro,excepto os
membros
da imprensa
periódica.§ único.
As
sessões festi\asou
decommemoração,
poderão
assistir,porém, quaesquer
pessoasou
corpora-Ç(5es
que
a direcção julgue dever convidar.CAPITULO
II*\Djs penalidades
Art. 7."
O
sócioque
commetter
qualquer falta será pela primeira vez reprehendido particularmente pelodi-rector
de
serviço; pela segunda, a reprehensão ser-lhe-hadada
perante a direcção; pela terceira, proceder-se-hado
mesmo
modo,
affixando-se dentroda
casado Centro
o
motivo
da admoestação;
e pela quarta expulso,na
conformidade do que
o Estatuto dispõe.§ único.
O
rigorde
qualquer daspenas
mencio-nadas
no
artigo anterior,poderá
comtudo
ser applicadoindependentemente
da
ordem
porque
seacham
prescri-ptas,
segundo
a gravidadeda
falta praticada.Art. 8.*^
Os
nomes
dos sócios excluídos serãoaffi-xados na
casado
Centro, e p.eviamente
registradosem
25
CAPITULO
IIIDo
atelierArt. g.**
O
atelier estabelecidona
casado
Centro
Artístico, facultará os necessários elementos para o
es-tudo
do
gesso,do
modelo
vivo,de
vestuários, etc.Art. io.°
O
atelier funccionaráem
todos os dias^úteis, e durante as horas
que
forem
designadas peladi-recção. Art. 1
1
.°
A
posiçãodo
modelo
vivo seráunica-mente
íixada pelo conselho technico,náo
podendo
ne-nhum
associado ingerir se n''esse serviço.§ I ."
A
posiçãodo modelo
será escolhidaem
to-das as
segundas
feiras,meia
hora
antesda
designada
para
ocomeço
dos trabalhos.§ 2."
A
posição conservar-se-ha unicanientepor
uma
semana,
e sópoderá
prolongar-sealém
doessees-paço,
quando
o conselho technicoo
julgue necessário,ou
quando
a maioriados
sóciosque
tenhafrequentado
o
atelier n''e3sasemana
o requisitar, justificando ope-dido.
Art. s2.^
Ao
começar
cada
nova
posição, e áhora
de
principiarem os trabalhos, far-se-ha achamada
dos
sócios eftectivos.
Os
que
responderem
a essachamada
entrarão
no
sorteio para a escolhados melhores
lugaresque
ficaiãoconservando
duranteo
prasoem
que
apo-sição durar.
Os
que
não
estiverem presentes á referidachamada,
terãode
sujeitar-se aos lugaresque
ficaremvagos, extrahindo
dos
números
que
restarem, aquellecujo lugar
deve
ficar pertenccndo-lhe.§1.'
E
facultativo aum
associado, extrahir onu-mero
do
lugar dequalquer
outroque
não
tenhapodido
"assistir á
chamada,
mas
no
caso doeste ultimonão
com-parecer
no
dia seguinte, dispôr-se-hado
lugarque
lhecompetia.
i6
lugar,
poderá
reclamarpara
lhe serdado
outro.É
com-tudo
permittida a troca de lugares entre os associados.Art. i3/'
O
sócio,que
durante as horasdo
es-tudo necessitar de
alguma
indicaçãoou
conselho ares-peito
do
seu trabalho, deverá pedil-o ao diiector deser-viço.
§ único.
E
porém
facultativo acada
associado re-ceber esses conselhosou
explicaçõesde
outroqualquer
sócio,
quando
o deseje.Art. 14."
Tanto
no
ateliercomo
nas outrasde-pendências
da
casa, éexpressamente
prohibido:
I.'- Proferir palavras indecorosas
ou
travarcon-ve!saç5es
ou
discussões sobieassumptos que
possam
al-terar a
boa
ordem
e o respeitoque
mutuamente
sede-vem
todos os associados dentroda
casado
Centro. .2.^ Riscar
ou
escrever nas paredes.3."
Fumar
tantona
salado
ateliercomo
nasou-tras dependências
da
casa,quando
a direcção assimo
determine.
4." Maltratar por palavras
ou
obras,ou
dirigir ex-pressões inconvenientes,não
só ás pessoasque sirvam
de modelo,
como
aosempregados.
Art. 15."
A
ingerênciaem
todos osassumptos
re-lativos
ao
atelier e ás outras salasde
estudo,compete
exclusivamente
ao
conselho technicoou
ao
directorde
serviço, e a
nenhum
associado é permittidointromet-ter-se
nVssas
funccões.CAPITULO
IV
Da
escholado
Centro
Art. 16."
Logo
que
as circumstancias opermittam
será
annexado
ao atelierum
curso dedesenho
graduado
e
de modelação,
devendo
esse curso beneficiarnão
sóo
ensino elementar artísticoem
geral,como
em
especial27
§ único.
A
escola referida destinar-se-haespecial-mente
á frequência de pessoasnão
associadas.Art. 17.^
Poderão
ser admitiidas n^ella todos osindi. iduos de
ambos
os sexos e de qualquer idademe-diante o prévio consentimento de suas famiiias,
quando
menores,
e opagamento
da
mensalidade
deSoo
réis,teimo
médio,pagos
adiantadamente.Art. 18.^
O
ensino será ministrado porum
ou
mais
membros
do
conselho technico, alternativamenteou
da
forma que
a direcção julgarmais
conveniente.Art.
iq^
Ao
directorou
directoresque exercerem
o magisteiio, ser Ihes-ha
abonada
uma
gratificação,ar-bitrada pela direcção, correspondente
ao
tempo
deen-sino e proporcional
ao
numero
dusalumnos
matricu-lados.
Art 20.^
Nas
épocasque
o conselho technicojul-gar
mais
convenientes, haverá concursos para seavalia-rem
os progressos dosalumnos,
galardoando-se osmais
distinctos
com
diplomas
honorificosou
com
prémios,conforme
as circumstancias o permittircm.Art. 21."
Aos
alumnos
ser-lhe-ha permittido oac-cesso
ao
gabinetede
leiturado
Centro
e á galeriaar-tística,
bem como
a assistência ás prelecções e cursostheoricos
que
venham
a estabelccer-se para os sócios.Art
22 'Poderá
acompanhar
qualqueralumno
uma
pessoa
de
famíliaou
domestico,porém
a essas pessoasser-lhcs-ha permittida
unicamente
aentradana
salada
es-cola.
Alt. 23.''
As
horasem
que
estadeve
funccionar,serão designadas pela direcção.
CAPITULO
V
^as
digressões artísticasArt. 24.**
As
digressõesou
passeios artísticos serão planeados pela direcção, e dar-se-haconhecimento
d'el-les aos sóciosmediante
um
aviso affixadona
casado
28
Art. 25." N'essas digressões
poderão
tomar
unica-mente
parte os associados,devendo
sujeitar-se á escolhado
localque
a direcção fizer, eque
serápreviamente
de-signado.
Art 20.''
Nas
excursões referidas ter-se-hasempre
em
visia obter copiasdesenhadas ou
modeladas
dasmi-nudencias de
quaesquer
monumentos
que
tenham
valorartistico
ou
archeologico, a fimdo Centro
aspoder
utili-sar.
§ único. Essas copias ficarão
sendo
de exclusivapropridade
do
Centro.Art. 27.*^
Nas
digressões é livre a qualquer sócio entregar se aos trabalhos artísticosque mais
lhe aprou-ver,devendo
comtudo,
quando
se tratarda reproducção
de
obras d^arte, prestar qualquer auxilioque
lhe forre-clamado.
Art. 28."^
Serão
feitas á custados
sócios,que
tomarcm
parte nas digressões, todas as despezasde
trans-porte e comedorias.
A',t. 29.°
Os
materiaes necessários para asrepro-ducções
serão fornecidos pelo Centro, o qualpagará
tam-bém
do
seu cofre, as despezasque
for necessário fazercom
omodelador,
quando
a presençadVste
seja exigida.Art.
3o
^ í.^uando
qualquer sócio se encarreguede
trabalhos destinados
ao
Centro
e para aobtenção
dos
quaes
seja necessaiio dirigir-se aum
ponto
distantedo
Porto, ser-lhe
ha
abonado
um
subsidio,que
a direcçãodesignará.
Art. 'ò\.^
As
digressões serãosempre
dirigidaspor
um
dosmemíbros do
conselho technico,que marcará
aa hora
da
partida e oponto de
reunião.Art. 32.'*
Nas
di.^ressõeshaverá
amáxima
cordea-lidade entre os sócios, e d^ellas far-se-hão relatórios
es-peciaes
que
se archivarão,emquanto não
se conseguira
publicação
do
periódicodo
Centro,onde
serão então exa-rados.Art. 33.°
Os
sóciosque desejarem
tomar
partenas
digressões,
darão
d^isso parte,com
a necessária antece-dência, á direcção.29
CAPITULO
VI
Do
gMmte
de leituraArt.
34^
O
gabinetede
leituracompor
se-ha prin-cipalmente de publicações artisticasou que
tenham
rela-ção
com
as bellas-artes.Art
3Õ.'-'Todas
essas publicações serãodevida-mente numeradas
e catalogadas, emarcadas
com
otim-bre
do
Centro.Quando
sejam
adquiridas por ofterta, ins-crever se-ha n^ellas onome
dos offerentes.Art. 36.°
Nenhuma
obra poderá
sahirdo
gabinetesem
consentimentodo
directorde
serviço, eno
casode
empréstimo
a qualquer sócio, deverá exigir-se d'elleuma
responsabilidade pela sua reentrega.
Os
livrosque
sahi-rem
do
gabinete porempréstimo,
deverão
ser registadosem
livro especial enão poderão permanecer
em
poder
do
associado pormais
de oito dias.CAPITULO
Vil
Da
galeria ariisticaArt. 37."
A
galeria artisticado Centro compoi-se-ha
de
todos os objectos de arteque
vier a adquirirpor
compra,
por ofFerta,ou
pelo producto dos trabalhosdos
associados.
Art. 38.*^
As
obrasde
que
seformar
a galeriaserão
numeradas
e catalogadas, e a conservação e obom
acondicionamento
d^ellas competirá ao conselho tech::ico.Alt. 39.°
Das
que
oCentro
possuir c cujasrepro-ducções
possam
destinar-se avenda ou
apermutação,
formar-se
ha
também
um
catalogo,que
será impresso eno
qualalém da
mensão
d'essas obras se designaráo
respectivo preço
de
venda.3o
25 por cento nas obras
que
desejarem adquiVir,não
po-dendo porém
compral-as para as ceder a estabelecimen-tos públicosou
particulares.CAPITULO
Vill
Das
conferencias e palestinasArt. 4J.^
A
direcção designará os diasem
que
asconferencias e palestras
devem
realisar-se,prevenindo
para esse fim os sócios, por
meio de
aviso affixadona
casa
do
Centro. N''esse aviso designar-se-ha onome
do
conferente e o
assumpto
sobreque
este seproporá
fallar.Art. 42."
As
conferencias e palestrasnão
poderão
versar senão sobre
assumptos
artísticos.§ único.
Para
a assistência a essas conferencias,cada
sócio terá4
bilhetes de admissão, exceptuando-se deste caso as conferencias publicas, cuja entrada seja paga,em
que
teráapenas
um
bilhete.Art. 43.*^
Logo
que
seja possível, abrir-seha
um
curso
de
archeologia artística,que
será exercidoem
diaspreviamente
determinados.CAPITULO
IX
Do
periódicodo
Centro
Art. 44.*^
O
Centro
Artísticopromoverá
apublica-ção d'uma. Revista illustráda de bellas-artes, para a
direc-ção
da
qual haveráum
conselhode
redacçãonomeado
pela direcção
do
Centro.Art. 45.''
A
publicaçãopoderá
serpromovida
aexpensas
do
Centro,ou
por contractocom
um
editor,e n'este ultimo caso, esse contracto deverá ser feito
com
todas as garantias e
vantagens
para o Centro, cujadirec-ção
em
nenhum
casopoderá
disporda
propriedade eda
3i
CAPITULO
X
^as
exposições -babaresArt. 46.**
O
Centro
o:ganisará todos osannos
uma
exposição-bazarde
bellas-a:tes,no
localque
n^ais con-veniente se torneao Centro
eao
publico.Art. 47."
A
essa exposição serão admittidos ostrabalhos de
quaesquer
artistas nacionaes e estrangeiros,mediante
o prévio assentimentoda
commissão
deadmis-são,
que
secomporá
da
direcçãodo
Centro.Art. 48.'^
Para
as exposições será elaboradoum
programma
especial,que
se fará imprimir e distribuircom
a devida antecipação, a fim deque
tenha amáxima
publicidade.
Art
49.**As
obras destinadas avenda deverão
seracompanhadas
do
respectivo preço, a fim de se fazer men-ção d^elleno
catalosjo.Art. 5o.^
Todas
as vendas, durante a exposição,deverão
eífectuar-se por intermédioda
direcção,que
no
acto
do
pagamento
ao
expositor extrahirá a devidaper-centagem.
Art. 5i.''
A
percentagem
dos trabalhos cujavenda
se realisar será: para as obras dos sócios
do
Centro, 5por cento ; e para as
obras dos
outros expositoresnão
associados 10 por cento.
Art. 52."'
Quando
n'estas exposições seja possível estabelecerprémios
para galardoar os trabalhosmais
no-táveis,
cada
expositor, cujo trabalhonão
se destine avenda, deverá contribuir, a titulo
de
admissão,com
uma
quantia previamente fixada.§ único.
São
exceptuadosdo
pagamento
d'estacon-tribuição os sócios
do
Centro.Árt. 53."
A
exposição durará pelo espaço de3o
dias pelo
menos
e a entrada n'ella será fiançanão
sópara os expositores,
como
para os sóciosdo
Cefatro.32
destinados á exposição ficarão a cargo dos expositores,
incumbindo
sea direcçãoda
sua collocação,guarda
eem-pacotagem
quando
reenviados.CAPITULO
XI
^a
direcçãoArt. 55.''
A
direcçãoem
exercicio,quando
termi-ne
as suas funcções,dará
posse ánovamente
eleitano
praso de oito dias depoisda
prestaçãode
contasem
as-sembleia geral, fazendo-lhe entrega
por
inventariode
to-dos
os haveresdo
Centro.§ único. D'esta entrega se lavrará acta, assignada
por
ambas
as direcções, e serviráde
quitação áque
seretirar, a qual
poderá
exigir d''ella copia authentica.Art
55.''A
direcçãocompete:
fazer a distribuiçãodo
serviçomensal ou semanal
pelos seusmembros;
re-solver amelhor maneira
de festejar o anniversarioda
instituição
do
Centro;
formular
oprogramma
para
asexposições-bazares e entender
em
todos osassumptos
na
conformidade" d'este
Regulamento
edo
Estatuto.Art. 57."
Todos
osmembros
da
direcção sãoobri-gados
a assistir ás sessõesque
ella realisar e adesempe-nhar
o serviçoque
lhes for designado, eno
casode
não
assistência, a justificar o
motivo
das suas faltas.§ único.
É
da
competência da
direcçãoconhecer
da
legitimidade das suas faltas eimpedimentos,
podendo
applicar as seguintes
penas
:
1."
Advertência
verbalou
escriptá, pelo presidente.2.° Declaração
na
actaem
term.os de censuraap-plicada pela direcção.
Art. 58.**
Será
consideradovago
o cargodo
mem-bro
da
direcção,que
sem
justificar o motivo, faltarsuc-cessivamente a quatro sessões.
A
demissão,approvada
que
seja pela direcção,não
lhe seráporém
dada
sem
previamente
ser ouvido.appli-33
cada
apena
de demissão,poderá
recorrer para aassem-bleia geral, e n'este caso
não
deverá ser substituídosem
ella o resolver
Art. 6o.°
A
execução
das deliberaçõesda
direcçãocompete
ao
presidente e especialmenteincumbe-lhe
:
I .° Confeccionar o
orçamento
geralde
receita edespeza
do
anno
social, e submettel-o á apreciaçãoda
direcção.
2.° Corresponder-se
com
as auctoridades ecorpo-rações a
quem
a direcção tiverde
dirigir-se.3.° Representar a direcção
em
todos os actospú-blicos e solemnes.
4.^ Providenciar sobre qualquer occorrencia
ex-traordinária,
dando
em
seguida conta á direcção.5.°
Organisar
e confeccionar,conjunctamente
com
o
i.° secretario, o relatórioda
gerência,submettendo-o
á
approvação da
direcção antesde
ser presente áassem-bleia geral.
Art. 61.''
Incumbe
ao í.*^ secretario,além do
que
determina
o artigo 33."do
Estatuto:I."
Dar
execução ás ordensdo
presidente, eassi-gnar,
conjunctamente
com
este,ou
com
os directores te-chnicosde
serviço, todos osdocumentos
e ordensde
pa-gamento
2.** Inspeccionar a contabilidade
da Sociedade
e aconservação
do
archivo eregular os trabalhosda
secretaria.Art. 62.**
Aos membros
do
conselho technicoin-cumbe,
além
do
que
seacha
estatuídono
art. 35.**do
Estatuto, fiscalisar
que
secumpram
no
edifíciodo
Cen-tro, as disposições
do
Estatuto eRegulamentos
e vigiarpela policia e
boa
ordem
da
casa.Art. 63."
Qualquer
membro
da
direcção écompe-tente para providenciar nos incidentes
que
sederem,
achando-se
ausente o director de serviço.Art. 64."
O
serviço dosmembros
do
conselhote-chnico será sem^ínal
ou
mensal, e acada
um
d^ellescumpre:
j.°
Comparecer
todas as noutesna
casado
Cen-tro,
na
semana
ou
mez
que
lhe competir. 334
2." Ministiar
quaesquer
explicaçõesou
indicaçõesaos associados
conforme
dispõe o artigo i3.^ d'esteRe-gulamento.
S.*^ Assignar as
ordens
depagamento
aosindiví-duos
que
serviremde
modelo,
ede
quasquer
outrasdespezas urgentes.
Art. 65.*'
Ao
thezoureirocumpre,
além
do
que
prescreve o art. Z/\f' e seus
números, comparecer,
pelomenos
todos ossabbados
na
casado
Centro, a fimde
satisfazer os
pagamentos
que forem
necessários.CAPÍTULO
XII
Dos
empregados
Art. 60.^
O
serviço ordinário e extraordináriodo
Centro, será feito por
um
empregado, que
terá o titulode
Contíjiiio^cumprindo
á direcção designar-lhe oven-cimento e attribuições. Este
empi^egado
terá a seu cargo:I ."
Ter
a casa aberta nas horasque
forem
de-terminadas
pela direcção.2. "
O
aceio e limpezada
casa.3."
A
cobrança
de toda a receita ordinária eex-traordinária.
4.'^
A
entrega de todo o expediente,segundo
asordens
que
receberdo
presidenteou
do
secretario.Art. 67.**
O
contínuo receberá por inventario, todaa mobilia e objectos pertencentes
ao
Centro, e será res-ponsável pela sua effectividade.Igualmente
serárespon-sável pela importância de toda a cobrança, para o
que
terá de prestar
uma
fiançanunca
inferior a ioo;>ooo rs.Art. 68.°
No
casode
terde
augmentar-se
onu-mero
deempregados,
dispor se-hãoem
regulamento
especial,
que
se additará a este capitulo, as suasattribui-ções,
não
podendo
nenhum
d"'essesempregados
serad-mittido
sem
que
preceda
informação de
bom
compor-tamento
edê
fiador idóneo.35
tratar
com
respeito e attenção todos os sócios e pessoasque
concorrerem ao
Centro, enão
receberão ordens,em
assumptos
de
serviço, senáo dosmembros
da
direcção.Art. 70.°
Quando
qualquerempregado
formaltra-tado
ou
offendido poralgum
sócio, deveráunicamente
queixar-se á direcção, para esta providenciar.
Art. 71.*'
A
direcçãotambém
tomará
na
devidaconta as queixas
que
os sócios lheapresentarem
contraqualquer
empregado,
para o punir, caso taes queixassejam
justificadas.Art. 72.''
Aos
empregados
poderão
ser applicadasas seguintes penalidades:
i.° Advertência
do
directorde
serviçoou do
pre-sidente.
2.^ Advertência
da
direcção.3.^
Multa
atémetade
do
ordenado
mensal.4."^
Demissão.
CAPITULO
XIII
"Disposições
geraes
Art. 73.^
A
direcção, eleita forada cpoca
ordiná-ria, funcciona
somente
atéao
fimdo
anno
social.Em
todo
o caso,porém,
permanecerá
aindaalém
dVstetempo,
emquanto não
estiver legalmente substituida.Approvado
em
assembleia geralde
12de setembro
de
1880.A
Direcção InterinaC/íntonio Soares dos ^eis,
Presidente.
João (íAlarques da Silva Oliveira^
Vice-Presideiite.
c^Tanoel cMaria^iodrigues,
i.°Secretario(relator).
oAlfredo José Torquato Pinheiro,
2."Dito.
C/íntonio José da Costa,