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Smart Grid e a Evolução dos Sistemas Aéreos para Subterrâneos

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Academic year: 2021

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Smart Grid e a Evolução dos Sistemas Aéreos para

Subterrâneos

São Paulo, 7 de junho de 2017 Cyro Vicente Boccuzzi

Sócio Diretor da ECOee

(2)

ECOee - Nossa Crença e nossa Contribuição

Acreditamos ser possível aprimorar os serviços de

energia empregando melhores tecnologias, inovação,

inteligência de contratos e conhecimento da regulação.

Trabalhamos para oferecer maior eficiência,

lucratividade e redução dos custos no uso final de

energia pela sociedade.

Para compartilhar nossa experiência e conhecimentos

em uma ampla rede internacional, estruturamos e

organizamos o Fórum Latino Americano de Smart Grid,

que objetiva colocar em prática e acelerar a introdução

de novas tecnologias e inovações em energia, de modo

sustentável, no Brasil e nos Países da América Latina.

(3)

Sobre a ECOee

Empresa Independente de Engenharia, Consultoria e Negócios de Energia, fundada em 2007, com foco em Gestão e Tecnologia, apoiando clientes em três mercados principais:

Empresas e associações do setor de energia ( G, T, D e C);

Grandes consumidores de energia;

Empresas de inovação, serviços e tecnologia em energia.

(4)

Iniciativa Pioneira, desde 2008.

Foco em articulação e síntese.

Colaboração Global com outras entidades.

• Veículo NEUTRO, INDEPENDENTE e INCLUSIVO, para mobilizar a mais ampla

matriz de interessados.

Modernização sustentável, considerando

aspectos técnicos, econômicos, ambientais, políticos, legais e sociais.

Perspectiva orientada para negócios para

implantação de tecnologias inovadoras e

foco nos próximos passos necessários.

Não cobra taxas, sua Conferencia Anual

faz parte do roteiro mundial de avaliação de negócios sobre o tema.

10ª. edição: 28 e 29 de Novembro de 2017 em São Paulo, Brasil. E 1º. FORUM MUNDIAL DE SMART GRID !!!

www.smartgrid.com.br

O trabalho não é concluído no final de cada Conferência: Na verdade cada conferencia é um ponto de partida para as discussões dos pontos e questões relevantes que serão debatidas durante o próximo período.

O trabalho não é concluído no final de cada Conferência: Na verdade cada conferencia é um ponto de partida para as discussões dos pontos e questões relevantes que serão debatidas durante o próximo período.

(5)

Evolução dos Sistemas

1G Desafios da Primeira Geração • Redes Congestionadas

• Dificuldades de manutenção

• Segurança do Trabalho – trabalho com sistemas desligados

•Baixa Redundância e confiabilidade – redes radiais com chaveamento manual • Baixo desempenho – muitas

interferências, principalmente arborização

1G Desafios da Primeira Geração • Redes Congestionadas

• Dificuldades de manutenção

• Segurança do Trabalho – trabalho com sistemas desligados

•Baixa Redundância e confiabilidade – redes radiais com chaveamento manual • Baixo desempenho – muitas

interferências, principalmente arborização

(6)

Evolução dos Sistemas

2G Desafios da Segunda Geração

• Altos custos de implantação e manutenção • Baixa utilização dos equipamentos

• Escassez de imóveis e preços crescentes • Aumento das correntes de cc

(7)

Sistema 2 G em NYC...

(8)

Objetivos do Sistema 3 G

• Manter confiabilidade e serviços ao cliente • Aumentar a utilização dos ativos

• Reduzir os congestionamentos nas estruturas (postes ou subterrâneo)

• Aumentar a flexibilidade operativa • Utilizar novas tecnologias

(9)

Benchmarking Internacional

Tokyo, Japan 64,300 MW peak Osaka, Japan 33,600 MW peak London, England 4,200 MW peak New York, NY 13,141 MW peak

Hong Kong, China

7,820 MW peak

Hong Kong, China

2,560 MW peak Chicago, IL 6,560 MW peak Shanghai, China 16,680 MW peak Paris, France 3,200 MW peak Sydney 6,300 MW peak Singapore 5,620 MW peak Berlin, Germany 2,450 MW peak

(10)

Equipamento Isolado a Gás Equipamento Isolado a Gás Compartilhamento de ativos & Eliminação de redes BT Compartilhamento de ativos & Eliminação de redes BT Subterrâneo / Construção superposta Subterrâneo / Construção superposta Túneis Multi-Utility Túneis Multi-Utility

Destaques: Benchmarking Internacional

(11)

Compartilhamento de Ativos e

Eliminação de Redes BT

Instalações menores e descentralizadas, trabalhando em conjunto

Menores usos do espaço urbano e facilidade de aprovação

ambiental

Uso de faixas de passagem, redes existentes e parte interna dos

clientes – por exemplo em baixo de linhas de transmissão

existentes, para construção de subestações e mergulho de cabos

Eliminação de equipamentos que congestionam as estruturas – uso

do espaço interno das edificações para colocar os transformadores

e outros equipamentos

Maior autonomia dos consumidores, os Prosumers, integrando

produção, consumo e armazenamento de energia local, liberando

capacidade e espaço ocupado pelas redes atuais, facilitando seu

enterramento.

Soluções de energia por bairro – microgrids – integração de

recursos distribuídos

(12)

SUBESTAÇÕES Compactas Distribuídas

RELIGADORA EM POSTE NA RUA DISJUNTOR TRAFO 20 MVA DIVISA DA SE SE COMPACTA DISTRIBUÍDA GESTÃO DE RISCOS / MODERNIZAÇÃO

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Transformador em Pedestal para instalação externa

Transformador a Seco para instalação interna

•Alternativas para sistemas subterrâneos

•Redução de custos – principalmente civis – não há necessidade de câmaras •Uso predominante em condomínios residenciais com redes subterrâneas radiais •Ou para ligações de edifícios com instalação externa ou interna

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Construção Superposta

Mudanças da vocação de Regiões – exemplos:

bairros industriais que viraram comerciais

Desativação de subestações e venda dos terrenos

Retrofit de subestações em áreas de muito

relevante valorização imobiliária

Instalações de infra-estrutura de eletricidade no

subsolo de prédios e edificações

Crescimento da autonomia das edificações,

fazem com que as empresas de energia passem a

ser empresas de cabos e transporte, tornando as

redes mais leves e fáceis de construir no subsolo

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Equipamentos Compactos

Normalmente equipamentos de alta potencia podem

ser miniaturizados, se isolados a gás

Grande avanço no monitoramento de condição de

estado reduzindo necessidades de manutenção

preventiva

Permite viabilizar infraestrutura em grandes centros

consumidores de energia em que o custo do terreno é

muito alto e a elevada confiabilidade é necessária

Muitas vezes utilizada em conjunto com sistemas de

cogeração a gas e eventualmente com produção

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Construção Superposta e

Equipamentos Compactos

Retrofit de Subestação através da venda de terreno para empreendimento imobiliário

(17)

Tuneis Multi-Utility

Muitas conversões de sistemas não avançam pois as

prioridades dos diferentes ocupantes da rede aérea tem

diferentes prioridades e dotações orçamentárias limitadas

Aqui no Brasil não avançaram como no exterior onde as

regras de uso e ocupação do solo são mais práticas, objetivas

e previsíveis, tratando diretrizes claras de ocupação quando

do remodelamento viário ou revisão de sistemas de

infraestrutura urbana (exemplo: corredores de ônibus, troca

de iluminação por LED, ampliação de sistemas de

comunicação ou elétricos, etc...)

(18)

Descontinuidade: A transição tecnológica no setor de

eletricidade = desintermediação do mercado

Industria Tradicional Centralizada G-T-D-C

A Nova Industria do Século 21 Serviços Competitivos e Distribuídos

Concessões, Monopólios, Mercados Cativos, Necessidade de Regulação, viabilizada somente em larga Escala.

Livre Acesso a Energia Renovável, Novas Tecnologias Emergentes, Produção de Energia

em escalas menores, Gestão Eficiente do Uso Final

Tecnologias Decadentes

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Descontinuidade: Uma geração em transição

Smart Grids: Processo de cima para baixo: DER and Micro Grid - processo de baixo para cima

Velha – tomada ac

Jovem – tomada usb

Os investimentos estão migrando da velha para a nova indústria e florescendo uma nova era tecnológica !!!

Os investimentos estão migrando da velha para a nova indústria e florescendo uma nova era tecnológica !!!

(20)

A Energia do século 21: Os Recursos Distribuídos

Distributed Energy Resources

(DER)

Nome genérico atribuído às melhores práticas de:

Eficiência energética;

Gerenciamento da demanda;

Co-geração;

Geração de energia em pequena escala e de forma distribuída;

Geração de back up / CHP;Automação predial;Micro-redes;Ilhamento;Armazenamento de energia;Outros energéticos...

Os DER são a base da tecnologia

de energia do século 21

Foco do maior e mais rápido desenvolvimento tecnológico e penetração mercadológica

Adoção pelos clientes foge ao

controle e domínio da empresa, e em grande parte também independem da regulação.

A penetração destas tecnologias no mercado consumidor altera

substancialmente a forma de

operação e otimização dos ativos e coloca em risco o mercado cativo, objeto da concessão.

• Uma vez que se paga o custo fixo, o custo marginal é quase zero !!

• A paridade de preços já chegou em várias partes do mundo e também aqui no Brasil...

• Estes recursos são equipamentos

inteligentes, conectados e programáveis... – IoT

• Na medida que a penetração

aumenta, reduz vendas das empresas tradicionais e robustece a oportunidade de micro redes e soluções distritais

(21)

O que esta transformação significa para as

empresas?

Fonte: The Brattle Group – february 2016

Vendas declinantes e Crescimento da Demanda de Pico

Vendas declinantes e Crescimento da Demanda de Pico

Stranded Assets e necessidades de investimentos adicionais para a automação, gestão, integração e hospedagem das renováveis

Stranded Assets e necessidades de investimentos adicionais para a automação, gestão, integração e hospedagem das renováveis

Mudança dos modelos de negócios das empresas: investir em mais ativos com o mercado estagnado ou em redução, deixa de fazer sentido

Mudança dos modelos de negócios das empresas: investir em mais ativos com o mercado estagnado ou em redução, deixa de fazer sentido

(22)

A Mudança do Modelo das Utilities...

Novo escopo: ganhar mais dinheiro quanto menos energia vender ... (e menos investimento fizer)

Novo escopo: ganhar mais dinheiro quanto menos energia vender ... (e menos investimento fizer)

Os prédios terão maior grau de autonomia, geração própria e cogeração, por questões de confiabilidade: com a maior penetração da geração distribuída, especialmente solar, combinadas com soluções de armazenamento, as redes atuais precisarão ser gradualmente adaptadas para menor nível de capacidade e também habilitadas para ao fluxo bidirecional.

Os prédios terão maior grau de autonomia, geração própria e cogeração, por questões de confiabilidade: com a maior penetração da geração distribuída, especialmente solar, combinadas com soluções de armazenamento, as redes atuais precisarão ser gradualmente adaptadas para menor nível de capacidade e também habilitadas para ao fluxo bidirecional.

interligações entre bairros e entre cidades poderão ser redimensionadas em sistemas menores e com maior autonomia, facilitando e tornando mais competitivo o enterramento das redes: em 50 anos não fará sentido ter redes aéreas com a complexidade, congestionamento e presença atual.

interligações entre bairros e entre cidades poderão ser redimensionadas em sistemas menores e com maior autonomia, facilitando e tornando mais competitivo o enterramento das redes: em 50 anos não fará sentido ter redes aéreas com a complexidade, congestionamento e presença atual.

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Novo ecossistema: trabalho colaborativo

Os recursos distribuídos de energia - DERs terão que ser gerenciados individualmente e coletivamente.

Os recursos distribuídos de energia - DERs terão que ser gerenciados individualmente e coletivamente.

Os prosumers produzem parte ou todo de sua energia e trabalham de

forma colaborativa, suprindo necessidades locais de modo coordenado, através de aplicativos inteligentes, que coordenam em tempo real a produção, a reserva (armazenamento ou gerenciamento da demanda) e o consumo na vizinhança, no quarteirão ou no bairro inteiro.

Os prosumers produzem parte ou todo de sua energia e trabalham de

forma colaborativa, suprindo necessidades locais de modo coordenado, através de aplicativos inteligentes, que coordenam em tempo real a produção, a reserva (armazenamento ou gerenciamento da demanda) e o consumo na vizinhança, no quarteirão ou no bairro inteiro.

Sincronismo será distribuído, com transparência e visibilidade, e a custos marginais próximos de zero, usando a rede

das distribuidoras como meio transacional e pagando por esse uso.

Sincronismo será distribuído, com transparência e visibilidade, e a custos marginais próximos de zero, usando a rede das distribuidoras como meio transacional e

pagando por esse uso.

Novos agentes e provedores tomarão papel importante nesse novo mundo de

trabalho colaborativo e compartilhamento.

Novos agentes e provedores tomarão papel importante nesse novo mundo de trabalho colaborativo e compartilhamento.

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Aumento Significativo da Complexidade

Operativa das Utilities

Cada cliente não é mais apenas um consumidor, mas um “prosumer”, com equipamentos eficientes conectados, que precisam ser controlados individualmente

Cada cliente não é mais apenas um consumidor, mas um “prosumer”, com equipamentos eficientes conectados, que precisam ser controlados individualmente

Controlar sistemas complexos envolve endereçar: • Um grande número de sensores e / ou

controle de pontos finais; • Alta Complexidade;

• Heterogeneidade dos nós;

• Múltiplas Escalas de operação;

• Computação Pervasiva / Modo autônomo

• Necessidade de arquitetura flexível e / ou de auto configuração.

As novas plataformas devem ser: Integráveis,

Flexíveis, Escaláveis, Resilientes e Aplicáveis.

As novas plataformas devem ser: Integráveis,

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Conclusões

• A anunciada transformação do setor de Utilities finalmente já chegou, está ocorrendo e será inevitável, rápida e silenciosa;

• A velocidade de implantação será impossível de ser acompanhada por uma orquestração ordenada de cima para baixo – a mudança vem dos consumidores até as empresas.

• A paridade de preços já é realidade em alguns segmentos e é esperada a aceleração da substituição tecnológica progressiva;

• A internet das coisas atropelará qualquer tentativa de aprimoramento tecnológico sob controle das empresas e dos reguladores;

• Os recursos de energia estarão crescentemente dentro dos clientes, que terão mais autonomia e as redes do futuro serão menos congestionadas e devotadas para a integração destes recursos em vez do suprimento exclusivo.

• As remodelações destas redes publicas do futuro, mais leves que as atuais, crescentemente serão executadas com o uso de tecnologias subterrâneas, mais competitivas e confiáveis.

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Sobre o Apresentador

CYRO tem 34 anos de experiência no setor de eletricidade e energia. Cyro, desde 2007, é Sócio-Diretor da ECOEE, empresa de engenharia e consultoria focada em gestão de energia e tecnologia, sendo empresa brasileira pioneira com expertise em tecnologias de sistemas inteligentes de energia. Trabalhou e fez carreira por mais de 28 anos em empresas de energia e ocupou posições de Vice-Presidente na AES Eletropaulo e na ENERSUL. Foi também Diretor Executivo da consultoria Andrade & Canellas e ocupou outros cargos e funções diretivas em várias entidades do setor e em conselhos de administração ao longo de sua carreira. Cyro é também fundador e Presidente do Fórum Latino Americano de Smart Grid e Diretor da Divisão de Energia, do Departamento de Infraestrutura da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Brasil. É engenheiro eletricista pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV e possui MBA em Finanças e Controladoria pela USP.

(27)

Obrigado:

[email protected]

[email protected]

“As crises e as mudanças disruptivas são as oportunidades efetivas e as molas-mestras para que as empresas lideres e inovadoras possam participar da

criação do futuro, e não simplesmente aguardá-lo.”

Referências

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