RELATÓRIO
ECONÓMICO-FINANCEIRO DO
MUNICÍPIO DE PORTIMÃO
- 1.º SEMESTRE DE 2016
INTRODUÇÃO
De acordo com o disposto na alínea d), do n.º 2, do artigo 77.º, da Lei n.º 73/2013 – Regime Financeiro das Autarquias Locais, deverá o auditor externo do Município de Portimão, enviar semestralmente aos órgãos executivo e deliberativo do Município de Portimão, uma informação sobre a respetiva situação económico-financeira.
Desta feita, o presente relatório elaborado pelo executivo municipal de Portimão, constitui um documento de suporte ao relatório de revisão das demonstrações financeiras individuais referentes ao primeiro semestre de 2016, apresentado pelo Revisor Oficial de Contas do Município de Portimão.
SITUAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA DO MUNICÍPIO DE PORTIMÃO NO 1.º
SEMESTRE DE 2016
DO PONTO DE VISTA DA CONTABILIDADE ORÇAMENTAL
EVOLUÇÃO DOS CABIMENTOS E DOS COMPROMISSOS
Até ao mês de Junho de 2016, foram efetuados cabimentos no montante de 131.793.475€ (175.527.983€ no mês de Junho de 2015), os quais, representam cerca de 67,4% do valor total do Orçamento da Despesa para 2016 (195.657.665€). Relativamente ao mesmo período de 2015, os cabimentos registaram uma redução na ordem dos 24,9% (menos 43.734.507,99€).
Refere-se ainda que dos 131.793.475€ de cabimentos registados, 80.243.871€ (60,9%) dizem respeito a cabimentos transitados de anos anteriores.
Até ao final do mês de Junho de 2016, o montante de compromissos assumidos ascenderam a 106.826.549€ (173.886.051€ no mês de Junho de 2015), representando cerca de 54,6% do total do Orçamento da Despesa para 2016. Face ao período homólogo de 2015, registou-se um decréscimo de cerca de 38,6% (menos 67.059.502€), considerando-se uma evolução muito positiva.
Os decréscimos verificados nos cabimentos e compromissos, têm origem na alteração de metodologia introduzida, com efeitos desde outubro de 2015, refletindo contabilisticamente os acordos de pagamento e de regularização da divida, celebrados no âmbito do procedimento FAM.
Por seu lado, o montante de compromissos assumidos e não pagos atingiram no final de Junho de 2016 os 83.837.935€, quando no período homólogo de 2015, tinha alcançado os 146.804.529€, menos 62.966.594€ (-42,9%), conforme gráfico seguinte. Apesar deste índice ainda apresentar valores muito elevados, regista-se uma evolução espetacular positiva face ao período homologo, o que demonstra o esforço de por um lado, melhorar o rigor da realização da despesa e, por outro lado, o esforço realizado pelo Município na negociação da calendarização do pagamento da divida com os seus credores e na melhoria nas condições de tesouraria que permitiram proceder ao pagamento das responsabilidades em divida.
Ainda para esta evolução, contribuiu significativamente a celebração de acordos de pagamento e de regularização da divida que o Município outorgou com os seus credores e que integram o Plano de
Un: euros
CABIMENTOS 131 793 475 67,36% 80 243 871 60,89% 51 549 604 39,11%
COMPROMISSOS 106 826 549 54,60% 67 719 051 63,39% 39 107 498 36,61%
ORÇAMENTO PARA 2016 195 657 665
PESO DOS CABIMENTOS E COMPROMISSOS RELATIVOS A ANOS ANTERIORES E DO ANO DE 2016
TOTAL EXECUÇÃO
ORÇAMENTO 2015
ANOS
de pagamento refletidas para períodos coincidentes com os desembolsos para o Município constantes no plano de pagamentos do empréstimo para efeitos da assistência financeira daquele procedimento.
O montante de faturas registadas no Município no 1º semestre de 2016, ascendeu a 85.524.975€, dos quais, 66.887.800€ (78,2% do total), são referentes a exercícios anteriores e 18.637.175€ (21,8% do total), são do ano de 2016.
Durante o 1º semestre de 2016, foram feitos pagamentos no montante de 22.988.614€, dos quais 16.271.896€ (70,8% do total) dizem respeito ao ano em curso e 6.716.718€ (29,2% do total) a anos anteriores, conforme consta nos quadros seguintes.
Para exercícios futuros estão contabilizados compromissos que ascendem a 198.262.489,55€, este montante diz essencialmente respeito, a compromissos do Município com amortizações de capital dos empréstimos de médio e longo prazo (25 anos), incluindo a assistência financeira no âmbito do FAM (de 137,4 milhões de euros), a vencerem-se nos próximos exercícios económicos de acordo com os respetivos planos de amortização, a contratos de prestação de serviços, a contratos-programa, a protocolos ou outros instrumentos de caracter plurianual.
Ainda de referir, que para o valor registado em compromissos de exercícios futuros estão também a contribuir os montantes correspondentes às cessões de posição contratual do serviço de Transportes Urbanos e dos arrendamentos e cessão de exploração, respetivamente, do edifício administrativo e armazéns e do Pavilhão “Portimão Arena”, consequência do processo de internalização daquelas atividades no Município de Portimão.
Apesar da inversão da tendência, ainda se verifica um elevado montante de compromissos assumidos e não pagos. Esta realidade demonstra claramente as dificuldades de tesouraria que o Município de Portimão tem atravessado nos últimos cinco anos, mas que à data parecem ultrapassados.
Esta evolução significativamente positiva nos montantes de cabimentos e compromissos do exercício, representa uma inversão na metodologia da execução orçamental do Município de Portimão, à qual, não serão alheias, as medidas de contenção da despesa implementadas pelo executivo municipal, a vinculação ao Programa de Ajustamento Municipal no âmbito do FAM, aprovado pela Assembleia Municipal de Portimão e ainda à aplicação da Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso.
EVOLUÇÃO DA RECEITA
O orçamento da receita, no 1º Semestre de 2016, registou uma execução na ordem dos 12,2%, representando um valor de receita total de 23.841.670€, (26.349.716€ em 2015) do orçamentado para o ano de 2016, menos 2,5 milhões de euros e -9,5% face ao ano de 2015, determinado pela redução das receitas de capitais.
As Receitas Correntes correspondem a 94% do total. Destas, 63% dizem respeito a Impostos Diretos, 16,8% a Transferências Correntes, 8,7% a Rendimentos de Propriedade, 1,4% a Outras Receitas Correntes, 2% a Impostos Indiretos e 1,3% a Venda de Bens e Serviços Correntes na sua globalidade.
De referir que as receitas totais do Município de Portimão até junho de 2016, estão diretamente dependentes da arrecadação de Impostos Diretos, tendo assim a seguinte distribuição; 66,1% de
COMPROMISSOS
DE ANOS ANTERIORES
DO ANO
TOTAL
REQUISITADOS / ASSUMIDOS
67 719 051 €
39 107 498 €
106 826 549 €
FATURADOS
66 887 800 €
18 637 175 €
85 524 975 €
PAGOS
6 716 718 €
16 271 896 €
22 988 614 €
EXECUÇÃO DOS COMPROMISSOS - 1º SEMESTRE DE 2016
CONTABILIZAÇÃO DOS COMPROMISSOS - 1º SEMESTRE DE 2016
COMPROMISSOS MONTANTE CONTABILIZADO
DE ANOS ANTERIORES
67 719 050,55 €
TOTAL CONTABILIZADO NO EXERCÍCIO + EXERCÍCIOS FUTUROS
305 089 038,22 €
DO ANO
39 107 498,12 €
TOTAL CONTABILIZADO NO EXERCÍCIO
106 826 548,67 €
Imposto Municipal Sobre Imoveis, 28,4% de Imposto Municipal Sobre Transmissão de Imoveis, 5% de Imposto Único de Circulação e 0,4% de Derrama.
Citando o ultimo Anuário Financeiro (2014), média para o universo dos Municípios portugueses, destaca-se que os Impostos Diretos são repartidos por: 60,5% IMI (Imposto Municipal sobre Imoveis), 20,1% Imposto Municipal sobre as Transmissões de Imoveis, 10,3% Imposto Único de Circulação, 8,8% de Derrama e 0,3% de Impostos Abolidos.
Numa análise mais pormenorizada, podemos constatar que para o crescimento da receita corrente, contribuiu positivamente a rubrica de Impostos Diretos com mais 1 milhão de euros (+7,1% face ao mesmo período do ano anterior), com um acréscimo de 53,5% do Imposto Municipal sobre Transmissão de Imoveis, seguindo-se os Rendimentos de Propriedade com cerca de 346,7 mil euros (+20%), os Impostos Indiretos na ordem dos 24,1 mil euros (+5,5) e as Taxas, Multas e Outras Penalidades com um acréscimo de 18,5 mil euros (+11,8%).
Contrariamente, registaram-se contributos negativos nas rubricas de Outras Receitas Correntes em 201,4 mil euros, nas Transferências Correntes em cerca de 116 mil euros e nas Vendas de Bens e Serviços Correntes em cerca de 4 mil euros, face ao 1º semestre de 2015.
No gráfico seguinte, é analisada a evolução das várias rubricas e o total das receitas correntes no primeiro semestre de 2016.
Assim, a rubrica de Impostos Diretos, e como já referido, representa a maior contribuição para as receitas do Município com oscilações mensais excetuando-se o mês de maio (coincide com a liquidação da primeira prestação do Imposto Municipal sobre Imoveis), atingindo os cerca de 8,6 milhões de euros.
Os Impostos Indiretos tiveram um desempenho constante ao longo dos seis meses em análise, atingindo o seu máximo no mês de maio, com cerca de 123,7 mil euros. As Taxas Multas e Outras Penalidades até ao mês de junho registaram um crescimento sustentado com volume de receita máxima no fim do semestre de cerca de 38,5 mil euros.
No entanto esta rubrica tem pouca expressividade para o cômputo geral da receita corrente.
No que diz respeito à receita de Rendimentos de Propriedades, foi em abril que se registou a receita mais elevada com cerca de 774,1 mil euros, resultado da distribuição dos dividendos por parte das empresas participadas pelo Município de Portimão. Relativamente às rubricas Transferências Correntes e Venda de Bens e Serviços Correntes, em junho representaram o maior volume de arrecadação de receita, na ordem dos 835,8 mil euros e 62,1 mil euros respetivamente.
Por último, e no que diz respeito à rubrica Outras Receitas Correntes, verificou-se uma oscilação média na ordem dos 56 mil euros, muito inferior ao arrecadado no mês de março, em cerca de 107 mil euros. Na globalidade, o mês de maio foi onde se registou o maior volume de receita arrecadada contribuindo fundamentalmente a rubrica de Impostos Diretos, nomeadamente a receita do IMI.
As Receitas de Capital correspondem a cerca de 6% de toda a receita, distribuída pela seguinte forma: 3,2% Transferências de Capital; 2,7 Ativos Financeiros e 0,2% de Vendas de Bens de Investimento.
Quanto ao decréscimo de 3,6 milhões de euros na receita de Capital face ao ano anterior, está diretamente relacionada com os Ativos Financeiros, que no mês de abril do ano anterior registou a transferência de redução de capital social da EMARP, E.M. S.A., medida prevista em sede do PAF, no valor de 4,1 milhões de euros, alavancando esta rubrica no fim do semestre. Contrapondo, no ano corrente o montante arrecadado pelo Município relativamente à redução de capital social da EMARP,
A rubrica de Transferências de Capital arrecadou no mês de janeiro o valor máximo de 335,5 mil euros, tendo decrescido ao longo do decurso do semestre. No que diz respeito à rubrica Vendas de Bens de Investimento, foi arrecadado o valor de 39,5 mil euros no mês de março, não apresentando qualquer receita nos restantes meses do semestre.
EVOLUÇÃO DA DESPESA
No que se refere à execução do Orçamento da Despesa, no semestre de 2016, foram pagos aproximadamente 22.988.614€ (27.081.522€ em junho de 2015), os quais representaram cerca de 11,8% do orçamentado para o ano de 2016, menos 4,1 milhões de euros e -15,1% face ao ano de 2015.
Da análise da despesa até 30 de junho, verifica-se que a Despesa Corrente alocou 88,8% (71% foi a média registada para todos os municípios em 2014) dos recursos financeiros, distribuindo-se pelas seguintes rubricas; Despesas com o Pessoal correspondendo a 32,5% (30,9% foi a média registada para todos os municípios em 2014), Subsídios correspondendo a 15,7% (1,4% média dos municípios), Juros e Outros Encargos correspondendo a 3,5% (1,8% média dos municípios), Aquisição de Bens e Serviços correspondendo a 14,8% (28,2% média dos municípios), Transferências Correntes a 7,6% (7,3% média dos municípios), e Outras Despesas Correntes a 2,8% (1,3% média dos municípios).
De salientar que o Município de Portimão reduziu a despesa corrente em cerca de 3,1 milhões de euros (-13,3%), face ao mesmo período do ano de 2015, as despesas que contribuíram para este resultado foram; Aquisição de Bens e Serviços com menos 5,7 milhões de euros (-62,4%), Transferências Correntes com menos 262,8 mil euros (-13,1%) e Despesas com o Pessoal com menos 185,6 mil euros (-2,4%).
Durante o período em análise, foi no mês de junho que se registou na rubrica Despesas com Pessoal o volume mais elevado da mesma (1,8 milhões de euros), devido ao pagamento do subsídio de férias.
Como se pode constatar graficamente, foi também no fim do semestre que as despesas com Juros e Outros Encargos (2 milhões de euros), Subsídios (1,5 milhões de euros) e Outras Despesas Correntes (249,1 mil euros) registaram valores máximos.
Já no que diz respeito ao restante da despesa corrente foi no mês de maio que se registou a maior despesa do semestre, com 795,2 mil euros para as Aquisições de Bens e Serviços e 540,9 mil euros para as Transferências Correntes.
Relativamente à Despesa de Capital, esta representa cerca de 11,2% do Total da Despesa, contribuindo para isso as rubricas, de Passivos Financeiros (4,2%), Aquisição de Bens de Capital (3,8%) e Transferências de Capital (2,5%). Nas restantes rubricas (Ativos Financeiros e Outras Despesas de Capital), a despesa foi praticamente nula.
A Despesa de Capital comparativamente ao primeiro semestre de 2015, registou um decréscimo de 27,3% (- 966.802,01€). No que concerne à evolução da mesma, verifica-se que foi no mês de maio que se registou o maior índice para as despesas de Aquisição de Bens de Capital (307.049,09€), com as requalificações de equipamentos públicos, como o Polidesportivo dos Montes de Alvor, Parque da Juventude e enquadramentos paisagísticos. No que diz respeito às Transferências de Capital (463.398,00€) foram os pagamentos dos contrato programa que alocaram a maior despesa.
Já no final do semestre, os Ativos Financeiros e Passivos Financeiros contribuíram para a despesa com a liquidação da primeira prestação para a realização do capital social do FAM (163.992,00€) e amortização e pagamento de juros de empréstimos a médio e longo prazo (753.383,01€).
No que concerne à Despesa Total, a mesma sofreu um decréscimo na ordem dos 15,1% (-4.092.907,86€).
Neste gráfico está representada a evolução do primeiro semestre do rácio despesa com pessoal sobre o total receitas correntes. Assim, mais uma vez o mês de junho (subsidio de férias) foi onde se consumiu mais recursos financeiros para se custear as despesas com pessoal, assim por cada euro recebido 79 cêntimos foi para se pagar os recursos humanos (86 cêntimos para junho de 2015), já o mês de maio foi onde se rentabilizou mais os recursos financeiros gerados, com 12 cêntimos (11 cêntimos para maio de 2015).
Neste gráfico está representada a evolução do primeiro semestre do rácio despesas correntes sobre o total receitas correntes, assim o mês de junho foi onde se atingiu o valor mais elevado em que por cada euro gerado em receita teve-se que consumir em despesa 2,77 euros (2,48 euros para abril de 2015), em contrapartida no mês de maio, foi o período mais eficiente onde por cada euro gerado foi despendido 48 cêntimos (53 cêntimos para maio de 2015).
ANÁLISE DOS DESVIOS DA RECEITA E DA DESPESA
Nesta análise foi utilizado o critério orçamental anual e a repartição duodecimal (mensal) para se aferir o grau de execução das várias rubricas, pois no início do ano é difícil obter uma perceção sobre a evolução e comportamento das receitas e despesas.
DESVIOS DA RECEITA
A primeira nota a referir, é que a execução do Orçamento da Receita até ao mês de junho de 2016, registou um baixo grau de execução, na ordem dos 12,2% (23,8 milhões de euros arrecadados), menos 171,8 milhões de euros (considerando o critério anual), coincidindo em grande medida com a expetativa fundada do montante de empréstimos do FAM a aguardar o visto do Tribunal de Contas.
Por seu lado, a Receita Corrente registou uma execução na ordem dos 50,3%, menos 22,1 milhões de euros do orçamentado. Pelo critério duodecimal foi superado em cerca de 0,65% o valor orçamentado para o 1º semestre do ano.
A rubrica de Impostos Diretos teve um comportamento abaixo do esperado, obtendo uma execução de cerca de 49,5% do orçamento anual, ficando por atingir 1,02% do expectável mensal, no entanto este desvio ocorre, devido à natureza periódica de certas componentes desta rubrica, só podendo aferir-se o seu real desempenho no final do ano, com a conclusão dos 3 períodos de liquidação do Imposto Municipal sobre Imoveis, principal receita do Município:
A rubrica Impostos Indiretos, registou uma execução na ordem dos 69,6% do orçamentado anualmente, e superando em cerca de 131 mil euros com a utilização do critério duodecimal (+39,2%).
No que concerne à rubrica Venda de Bens e Serviços Correntes e Outras Receitas Correntes, numa perspetiva duodecimal, registaram-se os desempenhos mais baixos, ficando por atingir respetivamente 41,4% e 75% do esperado.
Por seu lado, as rubricas Taxas, Multas e Outras Penalidades e Rendimentos de Propriedade, registaram uma taxa de execução anual de, respetivamente, 67,9% e 76,6%, com uma taxa de execução para o 1º. Semestre acima do esperado, na ordem dos 35,9% e 53,2%, respetivamente.
Estas taxas de execução orçamental, parecem muito aceitáveis e próximas da realidade orçamental para o exercício económico de 2016 do Município de Portimão.
Por seu lado, as Receitas de Capital, e não fugindo à regra dos anos anteriores, tiveram uma fraca execução orçamental, na ordem dos 0,95% do orçamentado (151.147.330,00€).
Recorde-se que nestas rubricas estão inscritos os montantes de empréstimos expetáveis no âmbito do FAM, na ordem dos 133,2 milhões de euros, correspondendo a cerca de 68% do total de receitas orçamentadas.
Nas rubricas, Vendas de Bens de Investimento, Transferências de Capital e Ativos Financeiros, registou-se um deregistou-sempenho acima da média com uma arrecadação de receita em cerca de 300,39%, 153,61% e 83% do orçamentado, contribuído para isso a venda de lote de terreno, a atribuição de fundos comunitários, tais como FEDER, transferências referentes ao melhoramento das infraestruturas náuticas do porto de abrigo de Alvor e Fundo, e Serviços Autónomo.
DESVIOS DA DESPESA
Do ponto de vista da execução orçamental da Despesa, há em primeiro lugar, que apontar a baixa taxa de execução de 11,8%.
Un:euros
01 IMPOSTOS DIRETOS 30 361 050,00 15 180 525,00 15 025 377,33 49,49% -15 335 672,67 -50,51% -155 147,67 -1,02% 02 IMPOSTOS INDIRETOS 668 800,00 334 400,00 465 467,97 69,60% -203 332,03 -30,40% 131 067,97 39,19% 04 TAXAS, MULTAS E OUTRAS PENALIDADES 258 750,00 129 375,00 175 769,70 67,93% -82 980,30 -32,07% 46 394,70 35,86% 05 RENDIMENTOS DE PROPRIEDADE 2 712 700,00 1 356 350,00 2 077 569,70 76,59% -635 130,30 -23,41% 721 219,70 53,17% 06 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 8 103 785,00 4 051 892,50 4 006 461,65 49,44% -4 097 323,35 -50,56% -45 430,85 -1,12% 07 VENDA DE BENS E SERVIÇOS CORRENTES 1 504 650,00 752 325,00 311 090,42 20,68% -1 193 559,58 -79,32% -441 234,58 -58,65% 08 OUTRAS RECEITAS CORRENTES 900 600,00 450 300,00 337 949,63 37,52% -562 650,37 -62,48% -112 350,37 -24,95% 44 510 335,00 22 255 167,50 22 399 686,40 50,32% -22 110 648,60 -49,68% 144 518,90 0,65%
09 VENDAS DE BENS DE INVESTIMENTO 13 150,00 6 575,00 39 501,00 300,39% 26 351,00 200,39% 32 926,00 500,78% 10 TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL 492 308,00 246 154,00 756 235,90 153,61% 263 927,90 53,61% 510 081,90 207,22% 11 ATIVOS FINANCEIROS 770 050,00 385 025,00 639 103,97 83,00% -130 946,03 -17,00% 254 078,97 65,99% 12 PASSIVOS FINANCEIROS 149 768 322,00 0,00 0,00 0,00% -149 768 322,00 -100,00% 0,00 n.d 13 OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL 53 500,00 26 750,00 6 786,12 12,68% -46 713,88 -87,32% -19 963,88 -74,63% 15 REPOSIÇÕES NÃO ABATIDAS NOS PAGAMENTOS 50 000,00 25 000,00 357,00 0,71% -49 643,00 -99,29% -24 643,00 -98,57% 151 147 330,00 689 504,00 1 441 983,99 0,95% -149 705 346,01 -99,05% 752 479,99 109,13% 195 657 665,00 22 944 671,50 23 841 670,39 12,19% -171 815 994,61 -87,81% 896 998,89 3,91%
% FACE AO ANUAL RECEITAS CORRENTES
ANALISE DOS DESVIOS DE EXECUÇÃO ORÇAMENTAL DA RECEITA DO 1º SEMESTRE DE 2016
VALOR FACE AO 1º SEMESTRE
% FACE AO 1º SEMESTRE DESVIO DE EXECUÇÃO
TOTAL DAS RECEITAS
TOTAL RECEITAS DE CAPITAL RECEITAS EXECUÇÃO ORÇAMENTAL A 30/06/2016 GRAU DE EXECUÇÃO A 30/06/2016 SEMESTRE DOTAÇÃO ORÇAMENTAL ANUAL VALOR FACE AO ANUAL
TOTAL RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL
A taxa de execução (critério anual) por parte das despesas correntes ficou-se nos 14,2%, contribuindo para isso a Despesa com Pessoal, Transferências Correntes, Juros e Outros Encargos, Subsídios, Outras Despesas Correntes e Aquisição de Serviços (44,1%, 27,5%, 18,6%, 9,2%, 8,6% e 6,2%). Analisando na ótica da orçamentação mensal a execução não foi atingida em nenhuma das rubricas, estando estes custos abaixo do previsto neste período. No global, a despesa corrente atingiu os 14,2% do orçamento para o 1º semestre (critério anual) e 23,5% (critério duodecimal).
Já nas despesas de capital, a execução aproximou-se em cerca de 5% do total do orçamentado (critério anual), contribuindo para isso as rubricas Passivos Financeiros, Transferências de Capital e Aquisição de Bens de Capital e Ativos Financeiros, com 10,2%, 4,5% e 4,6% e 1,6% de execução, as restantes não obtiveram qualquer registo.
Na verdade, as rubricas da classificação económica que registaram os mais baixos graus de execução orçamental, face ao inicialmente previsto para 2016, estão diretamente relacionadas com o pagamento de faturas ou documentos equivalentes, incluídas no instrumento financeiro do FAM.
DO PONTO DE VISTA DA CONTABILIDADE PATRIMONIAL
Da análise ao Balanço sintético provisório do primeiro semestre de 2016, comparativamente ao mesmo período de 2015, há a realçar as seguintes tendências:
O Ativo Líquido Total registou um acréscimo de cerca de 1,9 milhões de euros, com origem na Un:euros
01 DESPESAS COM O PESSOAL 16 978 574,00 8 489 287,00 7 476 577,01 44,04% -9 501 996,99 -55,96% -1 012 709,99 -11,93%
02 AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS 54 774 722,00 27 387 361,00 3 400 314,85 6,21% -51 374 407,15 -93,79% -23 987 046,15 -87,58% 03 JUROS E OUTROS ENCARGOS 19 035 928,00 9 517 964,00 3 547 690,77 18,64% -15 488 237,23 -81,36% -5 970 273,23 -62,73% 04 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 6 334 005,00 3 167 002,50 1 738 825,43 27,45% -4 595 179,57 -72,55% -1 428 177,07 -45,10%
05 SUBSÍDIOS 39 362 311,00 19 681 155,50 3 604 231,74 9,16% -35 758 079,26 -90,84% -16 076 923,76 -81,69%
06 OUTRAS DESPESAS CORRENTES 7 536 100,00 3 768 050,00 650 061,55 8,63% -6 886 038,45 -91,37% -3 117 988,45 -82,75%
144 021 640,00 72 010 820,00 20 417 701,35 14,18% -123 603 938,65 -85,82% -51 593 118,65 -71,65%
07 AQUISIÇÃO DE BENS DE CAPITAL 19 065 137,00 9 532 568,50 883 452,35 4,63% -18 181 684,65 -95,37% -8 649 116,15 -90,73% 08 TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL 12 688 447,00 6 344 223,50 568 552,61 4,48% -12 119 894,39 -95,52% -5 775 670,89 -91,04%
09 ATIVOS FINANCEIROS 10 577 068,00 5 288 534,00 163 992,00 1,55% -10 413 076,00 -98,45% -5 124 542,00 -96,90%
10 PASSIVOS FINANCEIROS 9 303 873,00 4 651 936,50 954 915,49 10,26% -8 348 957,51 -89,74% -3 697 021,01 -79,47%
11 OUTRAS DESPESAS DE CAPITAL 1 500,00 750,00 0,00 0,00% -1 500,00 -100,00% -750,00 -100,00%
51 636 025,00 25 818 012,50 2 570 912,45 4,98% -49 065 112,55 -95,02% -23 247 100,05 -90,04% 195 657 665,00 97 828 832,50 22 988 613,80 11,75% -172 669 051,20 -88,25% -74 840 218,70 -76,50% VALOR FACE AO 1º SEMESTRE % FACE AO 1º SEMESTRE DESVIO DE EXECUÇÃO % FACE AO ANUAL EXECUÇÃO ORÇAMENTAL A 30/06/2016 GRAU DE EXECUÇÃO A 30/06/2016 ANUAL VALOR FACE AO ANUAL
ANALISE DOS DESVIOS DE EXECUÇÃO ORÇAMENTAL DA DESPESA DO 1º SEMESTRE DE 2016
TOTAL DESPESAS CORRENTES
DESPESAS DE CAPITAL
TOTAL DESPESAS DE CAPITAL TOTAL DAS DESPESAS
DESPESAS CORRENTES
SEMESTRE DOTAÇÃO ORÇAMENTAL DESPESA
relativos, ao Imobilizado Corpóreo, bem como, na rubrica Depósitos em Instituições Financeiras, em cerca de 1,3 milhões de euros e na rubrica Acréscimos e Diferimentos, em cerca de 529 mil euros. Por outro lado, as rubricas de Existências e Dividas de Terceiros, de curto e M/L prazos, registaram no total um decréscimo de cerca de 1,3 milhões de euros.
Ao nível dos Fundos Próprios, verificou-se um crescimento global em cerca de 12,4 milhões de euros. Este crescimento espelha principalmente o crescimento registado na rubrica Reservas na ordem de 2,1 milhões de euros, referente ao registo de Alvarás de Loteamento e à incorporação dos resultados líquidos positivos do exercício económico de 2015 em Reservas Legais. Importa referir, que os Resultados Líquidos do 1º semestre de 2016, são positivos e tiveram um aumento de 72,6% (+2.455.166,87€) face ao ano anterior, reforçando a tendência registada no último exercício económico e ainda a continuidade das medidas constantes no PAM.
O Passivo Total, regista uma diminuição de cerca de 10,4 milhões de euros, face ao mesmo período de 2015, motivado essencialmente pelo decréscimo nas rubricas Dividas a Terceiros – M/Longo Prazos e Dividas a Terceiros – Curto Prazo, em cerca de 17,3 milhões de euros. No entanto, a rubrica de Acréscimos e Diferimentos registou um aumento de 17,8% (+6,9 milhões de euros), motivado pela transferência dos bens moveis e imoveis da Portimão Urbis, S.A. – em liquidação para o património do Município, em consequência dos procedimentos de liquidação da empresa local dos saldos referentes aos procedimentos da internalização da empresa municipal Portimão Urbis, EM, SA – em liquidação, da rubrica dividas a terceiros de curto prazo.
De referir o montante de Provisões para Riscos e Encargos, na ordem dos 5,1 milhões de euros, foi constituído em Dezembro de 2014 e tem reflexos durante o período de resolução dos processos judiciais.
30/06/2015 30/06/2015
Ativo Ativo
Bruto Líquido
IMOBILIZADO 439 227 753 141 543 988 297 683 765 296 291 284 FUNDOS PRÓPRIOS
Bens do domínio público 145 357 740 99 167 095 46 190 645 47 683 070 PATRIMÓNIO 218 672 673 218 641 157 AJUSTAMENTOS DE PARTES DE CAPITAL 486 365 486 365 RESERVAS 92 404 095 90 265 680
Imobilizações Corpóreas 245 467 718 39 482 377 205 985 341 202 967 306 RESULTADOS TRANSITADOS -162 617 082 -170 343 184
Investimentos financeiros 45 156 241 0 45 156 241 45 156 241 RESULTADOS LÍQUIDOS DO EXERCÍCIO 5 836 835 3 381 668 EXISTÊNCIAS 141 054 0 141 054 166 215 TOTAL DOS FUNDOS PRÓPRIOS 154 782 886 142 431 686
DÍVIDAS DE TERCEIROS – M / LONGO PRAZOS: 5 417 622 0 5 417 622 6 062 428 PASSIVO
PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS 5 159 169 5 159 169 DÍVIDAS A TERCEIROS – M / LONGO PRAZOS 7 136 954 9 371 034 DEPÓSITOS EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E CAIXA 2 570 363 0 2 570 363 1 247 108 DÍVIDAS A TERCEIROS – CURTO PRAZO 122 509 888 137 585 305 ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS 27 903 793 0 27 903 793 27 374 609 ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS 45 722 671 38 820 372
Acréscimos de proveitos 27 883 361 0 27 883 361 27 263 543 Acréscimos de custos 20 247 135 18 616 663
Custos diferidos 20 432 0 20 432 111 065 Proveitos diferidos 25 475 536 20 203 709
TOTAL DE AMORTIZAÇÕES 141 543 988
TOTAL DE PROVISÕES 2 413 392 TOTAL DO PASSIVO 180 528 682 190 935 880
TOTAL DO ACTIVO 479 268 949 143 957 381 335 311 568 333 367 566 TOTAL DOS FUNDOS PRÓPRIOS E DO PASSIVO 335 311 568 333 367 566
BALANÇO PROVISÓRIO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016
30/06/2016 30/06/2016
ACTIVO Amortizações /
Provisões Ativo Líquido FUNDOS PRÓPRIOS + PASSIVO
Imobilizações Incorpóreas 3 246 053 2 894 516 351 537 484 667
A análise à Demonstração de Resultados sintética referente ao primeiro semestre de 2016, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, há a destacar os seguintes comentários:
Melhoria do Resultados Líquidos, apurando-se Resultado Liquido positivo em cerca de 2,5 milhões de euros, relativamente ao montante apurado no período homologo de 2015;
Os Resultados Operacionais, tiveram um comportamento favorável no fim do primeiro semestre de 2016, com receitas superiores às despesas em cerca de 6,4 milhões de euros, superior ao registado no mesmo período do ano transato com um acréscimo de cerca de 22,8%, contribuindo para isso o acréscimo dos Proveitos e Ganhos em cerca de 0,4%, influenciado pelo aumento dos Proveitos Suplementares e Outros Proveitos e Ganhos Operacionais. Por outro lado os Custos e Perdas Operacionais registaram um decréscimo positivo em cerca de 6,8%.
Os Resultados Financeiros apresentaram uma evolução muito positiva face ao ano de 2015, na ordem dos 59,5%, apesar de continuarem a apresentar um saldo negativo de 860,4 mil euros (-2,1 milhões de euros em 2015).
Os Custos e Perdas Financeiros no período em análise tiveram um decréscimo espetacular de cerca de 42,7% face ao ano transato. Por outro lado, os Proveitos e Ganhos Financeiros, registaram um ligeiro acréscimo de cerca de 0,6%;
Já no que concerne aos Custos e Perdas Extraordinários e Proveitos e Ganhos Extraordinários, registou-se um superavit de cerca de 264,9 mil euros, tendo na parte dos custos uma redução de cerca de 31,8% e na parte dos proveitos, uma redução de cerca de 28,4%, comparativamente com o mesmo período do exercício anterior. Quer os Resultados Operacionais quer os Resultados Extraordinários, contribuíram decisivamente para o Resultado Liquido do Exercício positivo no fim do primeiro semestre de 2016.
Código Contas 30/06/2016 30/06/2015 Código Contas 30/06/2016 30/06/2015
CUSTOS E PERDAS PROVEITOS E GANHOS
61 Custo mercadorias vendidas e das matérias consumidas: 183 436 192 510 71 Vendas e prestações de serviços: 363 744 384 335
62 Fornecimentos e serviços externos: 2 719 101 2 311 280 72 Impostos e taxas 16 444 820 16 363 028
64 Custos com o pessoal: 7 588 667 8 739 000 75 Trabalhos para a própria entidade 0 0
63 Transferências e subsídios correntes concedidos e prestações sociais 1 172 034 1 372 129 73 Proveitos suplementares 85 584 70 930 66 Amortizações do exercício 3 336 614 3 316 977 74 Transferências e subsídios obtidos 4 610 312 4 613 667
67 Provisões do exercício 14 383 0 76 Outros proveitos e ganhos operacionais 29 987 14 131
65 Outros custos operacionais 87 960 275 445
(A) 15 102 196 16 207 342 (B) 21 534 447 21 446 091
68 Custos e perdas financeiros 1 686 096 2 945 141 78 Proveitos e ganhos financeiros 825 736 820 822
(C) 16 788 292 19 152 483 (D) 22 360 183 22 266 913
69 Custos e perdas extraordinários 1 467 536 2 151 963 79 Proveitos e ganhos extraordinários 1 732 479 2 419 201
(E) 18 255 827 21 304 446
88 Resultado líquido do exercício 5 836 835 3 381 668
(X) 24 092 662 24 686 114 (F) 24 092 662 24 686 114
6 432 251 5 238 749
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS PROVISÓRIA PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016
Resumo:
DO PROCESSO DE DISSOLUÇÃO, LIQUIDAÇÃO E INTERNALIZAÇÃO DA EMPRESA
MUNICIPAL PORTIMÃO URBIS, E.M., S.A. - EM LIQUIDAÇÃO
No âmbito do processo de dissolução, liquidação e internalização da empresa municipal Portimão Urbis, EM, SA – em liquidação, aprovado em reunião de Câmara e Assembleia Municipal, foi deliberado transmitir o seu património (ativo e passivo) para o Município.
Os custos inerentes à internalização encontram-se refletidos no Plano de Reestruturação da Divida (PRD), constantes no Plano de Ajustamento Municipal (PAM), no âmbito da candidatura do Município ao Fundo de Apoio Municipal.
De entre os credores da Portimão Urbis, em 30/06/2016, foram outorgados acordos de assunção de divida e cessão de posição contratual entre as seguintes entidades:
1 – Cessão da posição contratual entre Portimão Urbis, o Município e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) Os contratos de financiamento celebrados entre a CGD e a Portimão Urbis, agora assumidos pelo Município, ascendem ao montante de € 16.532.164,75 (capital e juros), dos quais € 7.596.090,98 constam no PRD, com data previsional de pagamento para o ano 2016 e o restante para o ano 2017. 2 – Acordo de assunção de divida entre a Portimão Urbis, O Município e a empresa Frota Azul (Algarve), Lda
Por conta do contrato de prestação de serviços de transportes urbanos, celebrado entre a Frota Azul (Algarve), Lda e a Portimão Urbis, existe um saldo em divida no montante de € 13.519.994,94, à data de 30/06/2016.
3 – Acordo de Cessão de posição contratual entre a Portimão Urbis, Município e a empresa Expo Arade Estrutura, SA
A assunção do valor do passivo existente por conta dos contratos de cessão de exploração do Pavilhão Arena e arrendamentos do edifício administrativo e armazém, celebrados entre a Expo Arade Estrutura e a Portimão Urbis, ascende a €7.811.842,90 à data de 30/06/2016, dos quais € 7.131.015,60 referem-se à data de 31/12/2015.
Para as enumeradas assunções de divida, na ótica orçamental foi efetuado o respetivo processo de despesa (cabimento, requisição e compromisso).
O respetivo tratamento contabilístico, na ótica patrimonial, será efetuado no decorrer do 2º. semestre de 2016, pelo que não estão refletidas nas demonstrações financeiras agora apresentadas.
A divida do Município à empresa municipal Portimão Urbis, que a 30/06/2016 regista um valor na ordem dos 27,5 milhões de euros, ficará assim diminuída na proporção dos montantes dos acordos de assunção
ANÁLISE COMPARATIVA DAS DÍVIDAS A TERCEIROS
As dívidas totais a terceiros, incluindo os empréstimos de curto, médio e longo prazos, atingiram no primeiro semestre de 2016, os 129,6 milhões de euros, menos 17,3 milhões de euros (-11,8%) que no mesmo período de 2015 (147 milhões em 2015), conforme consta no quadro seguinte, e menos 5,4 milhões de euros (-4,0%), que o registado em 31 de dezembro de 2015.
O endividamento total, registou um decréscimo na ordem dos 11,8% face ao mesmo período de 2015, para tal, contribuiu positivamente a diminuição das responsabilidades com o endividamento de curto prazo em cerca de 11,6%, menos 15 milhões de euros que em Junho de 2015. Face ao final do exercício de 2015, o decréscimo do endividamento total situou-se nos 5,4 milhões de euros (menos 4,0%). Quanto às dívidas de médio e longo prazo, face ao mesmo período de 2015, registou-se um decréscimo em cerca de 13,2%, menos 2,2 milhões de euros. No que diz respeito aos Empréstimos de Médio e Longo Prazos, registou-se uma redução de cerca de 12,6%. Comparativamente com o final do ano de 2015, os mesmos registaram uma diminuição de 8%, ocorrendo redução nos Empréstimos (-6,7%) e nas Dividas a Terceiros (-18,2%).
Numa analise mais cuidada, verifica-se que a origem para a redução da divida de curto prazo, face ao
mesmo período de 2015, foi atribuída às rubricas deOutros Credores, Fornecedores de Imobilizado c/c
e Administração Autárquica, com decréscimos em cerca de 4,7 milhões de euros (-55%), 2,9 milhões de euros (-91,4%) e 351,5 mil euros (-55,8%), respetivamente. Comparativamente com o final do ano de 2015, manteve-se a mesma tendência de diminuição total das dívidas a terceiros de curto prazo em cerca de 2,5% (-3.151.778€).
Un: Euros
ANOS 30/06/2012 30/06/2013 30/06/2014 30/06/2015 30/06/2016
Médio e Longo Prazo 23 762 223 22 019 966 17 893 501 16 984 126 14 746 995
Empréstimos* 23 405 973 22 019 966 17 893 501 15 180 208 13 271 061 Dívidas a terceiros 356 250 0 0 1 803 918 1 475 934 Curto Prazo: 135 896 372 143 123 397 145 043 195 129 972 213 114 899 847 Empréstimos 3 000 000 3 000 000 3 000 000 3 000 000 3 000 000 Dívidas a terceiros 132 896 372 140 123 397 142 043 195 126 972 213 111 899 847 Endividamento Total 159 658 595 165 143 363 162 936 696 146 956 339 129 646 841
Δ % Endiv idamento Total 7,36% 3,44% -1,34% -9,81% -11,78%
Δ %Empréstimos de Médio
e Longo Prazos -8,89% -5,92% -18,74% -15,16% -12,58%
Δ % Endiv idamento Médio
e Longo Prazos -56,01% -7,33% -18,74% -5,08% -13,17%
Δ % Endiv idamento Curto
Prazo 43,52% 5,32% 1,34% -10,39% -11,60%
* O montante de empréstimos de médio e longo prazo teve em conta a natureza do empréstimo e não a diferenciação entre curto e longo prazo.
O serviço da dívida decresceu em cerca de 1,6% (-15,7 mil euros), face ao período homólogo de 2015, motivado essencialmente pelo efeito negociação de taxas de juro junto das instituições financeiras, dos acordos realizados com os fornecedores (juros de mora) e pelas condições favoráveis nos mercados financeiros.
Comparando o peso do serviço da dívida nas despesas totais, no 1º semestre de 2016 face aos períodos homólogos de 2014 e 2015, verificou-se uma diminuição de cerca de 5,7 pontos percentuais face ao ano de 2014 e um ligeiro aumento de 0,6 pontos percentuais face ao ano de 2015.
Por outro lado, verificou-se um acréscimo do peso do serviço da dívida nas despesas correntes, em cerca de 0,6 pontos percentuais face ao mesmo período de 2015, resultante essencialmente no acréscimo do valor dos juros das operações em curso.
Un: Euros
ABSOLUTO PERCENTUAL ABSOLUTO PERCENTUAL ABSOLUTO PERCENTUAL ABSOLUTO PERCENTUAL
Fornecedores, c/c 27 227 363 31 869 130 32 004 659 39 324 572 37 844 450 32 570 869 -5 273 582 -13,93% -6 753 703 -17,17% 28 942 382 26 513 822 -2 428 560 -8,39% -6 057 047 -18,60% Fornecedores, c/c - Factoring 60 858 389 60 198 774 60 249 097 60 197 210 59 538 228 58 585 263 -952 965 -1,60% -1 611 947 -2,68% 57 010 281 55 828 622 -1 181 659 -2,07% -2 756 641 -4,71% Fornecedores, c/c - Conferência 4 042 245 1 846 783 1 585 649 1 649 109 1 429 320 1 844 153 414 833 29,02% 195 044 11,83% 1 713 562 4 339 992 2 626 430 153,27% 2 495 839 135,34% Fornecedores de Imobilizado, c/c 3 866 133 6 691 269 6 209 895 5 980 534 3 764 385 3 127 599 -636 786 -16,92% -2 852 935 -47,70% 382 634 267 830 -114 804 -30,00% -2 859 769 -91,44% Fornecedores de Imobilizado - Factoring 24 410 803 20 500 012 20 486 596 20 610 777 20 288 690 20 288 690 0 0,00% -322 087 -1,56% 20 351 329 20 018 250 -333 079 -1,64% -270 440 -1,33% Fornecedores de Imobilizado - Conferência 777 997 63 608 90 525 73 568 62 614 72 349 9 734 15,55% -1 219 -1,66% 47 948 50 096 2 148 4,48% -22 253 -30,76% Estado e Outros Entes Públicos 479 868 753 306 379 199 743 610 398 898 757 095 358 197 89,80% 13 485 1,81% 404 615 740 220 335 605 82,94% -16 875 -2,23% Administração Autárquica 1 316 595 1 298 217 725 740 953 806 500 957 629 492 128 535 25,66% -324 314 -34,00% 278 000 278 000 0 0,00% -351 492 -55,84% Outros Credores* 9 916 979 16 448 488 14 604 405 12 657 891 9 472 576 8 579 359 -893 217 -9,43% -4 078 532 -32,22% 6 872 053 3 863 014 -3 009 039 -43,79% -4 716 344 -54,97% Componente de Curto Prazo dos
Empréstimos de Médio/Longo
Prazo 2 785 339 10 539 836 8 930 118 8 409 060 6 646 923 7 613 092 966 169 14,54% -795 968 -9,47% 6 658 860 7 610 041 951 181 14,28% -3 051 -0,04% Empréstimo de Curto Prazo 3 000 000 3 000 000 3 000 000 3 000 000 3 000 000 3 000 000 0 0,00% 0 0,00% 3 000 000 3 000 000 0 0,00% 0 0,00%
Total de Dívidas a Terceiros –
Curto Prazo 138 681 711 153 209 422 148 265 883 153 600 137 142 947 042 137 067 961 -5 879 081 -4,11% -16 532 176 -10,76% 125 661 666 122 509 888 -3 151 778 -2,51% -14 558 073 -10,62% * Nesta rubrica foram incluídos os valores constante no balanço de 30 de junho de 2016, relativos às rubricas Credores pela execução do orçamento, Garantias e Cauções e Adiantamentos de clientes, contribuintes e utentes.
Δ 30.06 DE 2016/31.12.2015 31/12/2015 30/06/2016
Δ 30-06 DE 2016/2015
EVOLUÇÃO DAS DÍVIDAS A TERCEIROS DE CURTO PRAZO 1.º SEMESTRE DE 2012 a 2016
Os valores constantes neste mapa foram retirados dos balanços à data de 30 de junho de cada exercício económico
31/12/2013 Rubricas Patrimoniais 30/06/2012 31/12/2014 30/06/2015 Δ 30.06 DE 2015/31.12.2014 Δ 30-06 DE 2015/2014 30/06/2014 30/06/2013 Un: Euros ANOS 30/06/2012 30/06/2013 30/06/2014 30/06/2015 30/06/2016
Dívidas a Médio e Longo Prazo 23 405 973 22 019 966 17 893 501 16 984 126 14 746 995 Serviço da Dívida (Amortização + Juros) 1 234 273 1 343 568 2 054 800 995 500 979 846 Δ % Dívidas a Médio e Longo Prazo -8,89% -5,92% -18,74% -5,08% -13,17% Δ % Serviço da Dívida (Amortização + Juros) -19,23% 8,86% 52,94% -51,55% -1,57% * O montante de empréstimos de médio e longo prazo teve em conta a natureza do empréstimo e
não a diferenciação entre curto e longo prazo.
EVOLUÇÃO DOS EMPRÉSTIMOS DE MÉDIO E LONGO PRAZO E SERVIÇO DA DÍVIDA 1º SEMESTRE DE 2012 A 2016
Relativamente às despesas de capital, o peso do serviço da divida também cresceu, na ordem dos 10 pontos percentuais, face ao primeiro semestre de 2015 (36% em 2014, 28,1% em 2015 e 38,1% em 2016). Sublinha-se que as despesas de capital diminuíram em 966,8 mil euros, conforme demonstrado nos quadros seguintes.
Em termos estruturais, o serviço da dívida do Município de Portimão parece estar dentro dos parâmetros / índices de racionalização de utilização de capitais alheios.
Se para além do serviço da dívida relativa aos empréstimos de curto, médio e longo prazos, considerarmos os custos financeiros decorrentes das operações financeiras de factoring, verifica-se um decréscimo de 2,3 pontos percentuais no triénio 2014-2016 (11% no primeiro semestre de 2016, 13,3% no primeiro semestre de 2015 e 19,9% no primeiro semestre de 2014). Importa ainda referir, que o montante das despesas totais registado no primeiro semestre de 2016, decresceram cerca de 4,1 milhões de euros face ao mesmo período de 2015.
1º Semestre de 2016 Valor a 30/06/16 979 846 € Despesa C orrente 20 417 701 € 4,80 Despesa C apital 2 570 912 € 38,11 Despesa Total 22 988 614 € 4,26 1º Semestre de 2015 Valor a 30/06/15 995 500 € Despesa C orrente 23 543 807 € 4,23 Despesa C apital 3 537 714 € 28,14 Despesa Total 27 081 522 € 3,68 1º Semestre de 2014 Valor a 30/06/14 2 054 800 € Despesa C orrente 15 001 656 € 13,70 Despesa C apital 5 701 378 € 36,04 Despesa Total 20 703 034 € 9,93
Execução Orçamental Serviço da Dívida
Rubrica Valor a 30/06/16 %
Rubrica Valor a 30/06/14 %
Execução Orçamental Serviço da Dívida
Execução Orçamental Serviço da Dívida
CÁLCULO DAS CAPACIDADES DE ENDIVIDAMENTO
De acordo com o definido no Regime Financeiro das Autarquias Locais e das Entidades Intermunicipais calcula-se a capacidade de endividamento apresentada em quadro seguinte:
Indicador de Limite da Divida Total da Câmara Municipal de Portimão:
Assim, de acordo com o disposto no n.º1 do artigo 52.º, da Lei n.º 73/2013, de 3 de Setembro, o limite da divida total de operações orçamentais do município, incluindo a das entidades previstas no artigo
1º Semestre de 2016 Valor a 30/06/16 2 540 042 € Despesa C orrente 20 417 701 € 12,44 Despesa C apital 2 570 912 € 98,80 Despesa Total 22 988 614 € 11,05 1º Semestre de 2015 Valor a 30/06/15 3 605 434 € Despesa C orrente 23 543 807 € 15,31 Despesa C apital 3 537 714 € 101,91 Despesa Total 27 081 522 € 13,31 1º Semestre de 2014 Valor a 30/06/14 4 137 043 € Despesa C orrente 15 001 656 € 27,58 Despesa C apital 5 701 378 € 72,56 Despesa Total 20 703 034 € 19,98
Serviço da Dívida + Outros Juros Financeiros
Rubrica Valor a 30/06/16 %
Execução Orçamental
Execução Orçamental Serviço da Dívida + Outros Juros Financeiros
Rubrica Valor a 30/06/14 %
Execução Orçamental Serviço da Dívida + Outros Juros Financeiros
Rubrica Valor a 30/06/15 %
(€)
ANO 2013 ANO 2014 ANO 2015 TOTAL DAS RECEITAS CORRENTES LIQUIDAS (ULTIMOS 3 ANOS) M ÉDIA DAS RECEITAS CORRENTES LIQUIDAS (ULTIM OS 3 ANOS)
TOTAL DE RECEITAS A CONSIDERAR PARA EFEITOS DE CÁLCULO DOS LIM ITES DE ENDIVIDAM ENTO
LIMITES DE ENDIVIDAMENTO MUNICIPAL 2016
- - 42 362 015 €
RECEITAS MUNICIPAIS CORRENTES LIQUIDAS COBRADAS
39 349 157 € 42 374 826 € 45 362 063 € 127 086 046 € 42 362 015 € 63 543 023 €
LIM ITE AO ENDIVIDAM ENTO LÍQUIDO DE ACORDO COM O DISPOSTO NO N.º
-municipais, empresas locais e participadas, as cooperativas e as fundações e entidades de outra natureza relativamente às quais se verifique….o controlo por parte do município…) não pode ultrapassar, em 31 de Dezembro de cada ano, 1,5 vezes a média da receita corrente líquida cobrada (pelo município e só por este) nos três exercícios anteriores. O n.º 2 do mesmo artigo define que a divida total de operações orçamentais do município engloba os empréstimos, tal como definidos no n.º 1 do artigo 49.º (…incluindo aberturas de crédito junto de quaisquer instituições autorizadas por lei a conceder crédito…), os contratos de locação financeira e quaisquer outras formas de endividamento, por iniciativa dos municípios, junto de instituições financeiras, bem como todos os restantes débitos a terceiros decorrentes de operações orçamentais.
Sempre que um município não cumpra o limite de endividamento, deve reduzir, no exercício subsequente, pelo menos 10% do montante em excesso, até que aquele limite seja cumprido, ou seja quando o município está em excesso deve reduzir o remanescente de endividamento num prazo de 10 anos.
(€)
2312 Em prestim os Obtidos de m /l prazo 2681261 FAM - Médio Longo Prazo Dividas a terceiros - Curto Prazo 2311 Em prestim os de curto prazo
2312 Com ponentes de Curto Prazo dos Em prestim os de Médio / Longo Prazo 2211 Fornecedores c/c
2212 Fornecedores c/c - Facturas em Factoring
228 Fornecedores - Facturas em Recepção e Conferencia 2611 Fornecedores de im obilizado, c/c
2613 Fornecedores de im obilizado c/c - Leasing
2614 Fornecedores de im obilizado c/c - Facturas em Factoring
2618 Fornecedores de im obilizado c/c - Facturas em Recepção e Conferencia 24 Estado e outros entes públicos
252 Credores pela execução do orçam ento 264 Adm inistração autárquica
263+2684+26 Outros Credores 26856 Garantias e Cauções
219 Adiantam entos de clientes, contribuintes e utentes
2681262 Subscrição de Titulos do FAM - Curto Prazo 327 981,89
TOTAL TOTAL DA DIVIDAS A TERCEIROS
CONTRIBUIÇÃO SM/AM/SEL/ENT. PART DIVIDA TOTAL
DIVIDAS DE OPERAÇÕES NÃO ORÇAMENTAIS
SUBSCRIÇÃO DAS UNIDADES DE PARTICIPAÇÃO FAM DE ACORDO COM AS ORIENTAÇÕES SATAPOCAL 129 646 841,44 55 828 621,96 4 339 991,97 267 830,35 0,00 20 018 250,00 50 096,03 740 219,81 7 896,24 278 000,00 3 034 416,07 465 531,76 27 188,40 122 509 887,65 5 661 019,79 1 475 934,00 7 136 953,79 3 000 000,00 7 610 040,96 26 513 822,21 CONTAS
BALANÇO - PASSIVOS FINANCEIROS - 1º SEMESTRE DE 2016
129 646 841,44 30 532 209,09 912 020,97 160 179 050,53
De acordo com o anteriormente disposto e com a metodologia de cálculo (saldo credor das contas de terceiros – operações orçamentais em 30 de Junho de 2016 =< 1,5 [(Receita Corrente Liquida N-1 + Receita Corrente Liquida N-2 + Receita Corrente Liquida N-3)/3]), no mês de Junho de 2016 o municipio de Portimão, excede o limite da divida total municipal em cerca de 93.920.090,67€.
Comparativamente com o periodo homologo do ano de 2015, constata-se uma redução no excedente do limite da divida em cerca de 25,3 milhões de euros, contribuindo para isso o registo ligeiramente superior do limite do endividamento liquido de acordo com o disposto na Lei das Finanças Locais n.º 1 do artigo 52º da Lei n.º 73/2013, na ordem dos 63,5 milhões de euros (58,8 milhões de euros em 2015).
Fonte: MAPAS DA DGAL
INDICADORES DE GESTÃO DE EXERCICIO
Neste item, é feita uma análise de alguns indicadores de gestão com o apuramento de contas à data de 30 de Junho de 2016, assim são apresentados rácios com valores relativos e comparados com as médias dos Municípios objeto de estudo, apresentado no anuário financeiro dos municípios portugueses em 2014 (últimos dados disponibilizados pela Ordem dos Contabilistas Certificados). Ressalva-se que os indicadores apresentados não traduzem nenhuma análise evolutiva ao longo do período em questão (1º semestre de 2016).
Grau de Independência Financeira – O índice calculado para o Município de Portimão fixa-se em 80%
Excesso 93 920 090,67
ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO
Margem
SITUAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PORTIMÃO NO 1º SEMESTRE DE 2016 FACE AOS LIMITES
Indicadores de Gestão 1º Semestre de 2016
Grau de Independência Financeira 80,0% 39,0%
Receitas Cobradas versus Receitas Liquidadas 97,6% 87,0%
Peso da amortização de empréstimos sobre a despesa total 4,2% 9,4%
Peso da despesa com pessoal sobre a despesa total 32,5% 30,9%
Peso dos encargos com juros sobre a despesa total 15,4% 1,8%
Peso da despesa com aquisição de bens e serviços sobre a despesa total 14,8% 28,2%
Índice Liquidez 3,4%
-Resultado Operacional Deduzido de Amortizações e Provisões sobre os Proveitos Operacionais 47,9%
-Peso do Passivo Exigível no Ativo 44,8%
-Grau de cobertura das despesas: receita cobrada / despesa comprometida 22,3% 91,0%
Grau de execução do saldo efetivo, na ótica dos compromissos 106,1%
-Grau de Execução da Despesa Relativamente aos Compromissos Assumidos 41,6%
-Passivo por Habitante 3 246,10 € 794,00 €
Impostos diretos por habitante 270,17 € 171,00 €
Designação dos Indicadores de Gestão
Média Nacional em 2014 dos Indicadores
Municípios em 2014 cifra-se em cerca de 39%, no entanto deve-se ter em conta a amplitude do mesmo pois a percentagem mínima dos municípios de média dimensão foi de 20% (Vizela) e a máxima foi de 86% (Lagoa - Algarve).
Receitas Cobradas versus Receitas Liquidadas – Até ao fim do primeiro semestre de 2016, o Município de Portimão, liquidou cerca de 24,4 milhões de euros de receita. Esta foi cobrada cerca de 97,6%, um valor acima da média nacional com 87% para os municípios nacionais.
Peso da amortização de empréstimos sobre a despesa total – Apesar de ser uma despesa com grande significado em termos de gestão financeira municipal e com implicações políticas fortes, tem um peso relativamente pequeno no orçamento municipal, representando apenas 4,2% da totalidade dos pagamentos efetuados no fim do primeiro semestre no Município de Portimão. No entanto a média nacional para este índice nos Municípios Portugueses regista-se em cerca de 9,4%.
Peso da despesa com pessoal sobre a despesa total – Como já foi abordado na análise da despesa, verifica-se aqui que este índice mantem-se próximo da média nacional com cerca de 32,5% (30,9% dos pagamentos efetuados para os Municípios Portugueses).
Peso dos encargos com juros sobre a despesa total – Esta despesa no final deste semestre, obteve maior importância no peso da despesa total apresentando cerca de 15,4%, contrariando a tendência da média nacional apresentada no anuário dos Municípios em 2014, com cerca de 1,8%. Desta feita importa referir o peso dos custos financeiros que o Município suporta nos resultados do período.
Peso da despesa com aquisição de bens e serviços sobre a despesa total – Esta rubrica passou para terceiro com mais peso na despesa, pois regista 14,8% do total da despesa (a média nacional consome 28,2% do total da despesa dos Municípios).
Índice Liquidez – Apurou-se para o Município de Portimão um índice de 3,4% refletindo um valor muito elevado de endividamento de curto prazo, sendo que 75,8 milhões de euros, estão em operações de factoring que serão suportados pelo empréstimo de Assistência Financeira.
Resultado Operacional Deduzido de Amortizações e Provisões sobre os Proveitos Operacionais – Sendo o município uma entidade publica sem cariz empresarial direcionada para o lucro, não deixa de ser importante uma avaliação sobre a apresentação dos resultados operacionais e de ser expectável que o município apresentasse resultados operacionais positivos, situação que nem sempre ocorre.
Peso do Passivo Exigível no Ativo – Para o Município de Portimão cerca de metade do Ativo cobre as dividas a pagar, estando com um índice de cerca de 44,8%.
Grau de cobertura das despesas: receita cobrada / despesa comprometida – Pela regra estabelecida na Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso, um município não deve comprometer despesa em valor superior ao que presume cobrar de receita. A média nacional do peso da receita cobrada relativamente à despesa comprometida foi de 91% em 2014. Para o município de Portimão este índice situa-se em cerca de 22,3%.
Grau de execução do saldo efetivo, na ótica dos compromissos – Numa boa gestão, as receitas efetivas devem ser superiores às despesas efetivas. No caso do Município de Portimão, até 30 de Junho de 2016, o índice é superior a 106,1%, traduzindo-se por um saldo positivo de 1,3 milhões de euros.
Grau de Execução da Despesa Relativamente aos Compromissos Assumidos – Seria desejável que a razão: despesas pagas / compromissos assumidos fosse próxima dos 100%. O Município de Portimão até 30 de Junho detinha um índice de cerca de 41,6%, sendo que as dividas referentes a anos anteriores influencia negativamente.
Passivo por Habitante – A média nacional dos passivos por habitante foi de 794€, tendo o Município de Portimão no fim do primeiro semestre de 2016 registado um valor de 3.246,10€ por habitante.
Impostos diretos por habitante – Embora não seja um indicador que isoladamente possa traduzir o grau de desenvolvimento do município, será um indicador que pode ajudar a avaliar o nível de autonomia financeira de um município. Assim aferir a sua capacidade para investir em atividades que se reflitam favoravelmente em outros indicadores que medem a qualidade de vida da população, no entanto este índice para o Município de Portimão é tendencioso, pois a população residente é um terço da que paga os principais impostos diretos. Relativamente a este indicador, a média destes impostos por habitante, em 2014, foi de 171€ e para o Munícipes de Portimão no final deste semestre é de 270,17€.
PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTO
De acordo com a fórmula de cálculo do prazo médio de pagamentos (PMP) efetuada pela DGAL – Direcção Geral das Autarquias Locais, o Prazo Médio de Pagamento (PMP) do Município de Portimão, no primeiro semestre de 2016, última informação disponível por parte da DGAL, ascendeu a 2.147 dias.
Invocando o Anuário e em termos comparativos com o final do ano de 2014, a média do universo dos Municípios em estudo, apresentou um Prazo Médio de Pagamentos de 110,7 dias e a média do PMP dos Municípios com PMP superior a 90 dias é de 386,4 dias. Neste mesmo período, o Município de Portimão detinha como índice 4.628 dias, conforme consta no quadro seguinte.
Contudo, não deixa de ser importante referir que, o cálculo do PMP – Prazo Médio de Pagamento está negativamente influenciado pela titularização de faturas em operações financeiras, nomeadamente, “factoring” que, por dificuldades de tesouraria do Município de Portimão, têm vindo a ser prorrogadas com o acordo das instituições financeiras. Com a operacionalização do instrumento financeiro FAM, este índice (PMP) reduzirá drasticamente.
Para o cálculo do P.M.P. a DGAL efetua o apuramento com base nos dados recolhidos junto dos Municípios, dos últimos quatro trimestres, utilizando para tal, a seguinte fórmula de cálculo:
Para o cálculo das Demostrações Financeiras (DF), recorre-se ao somatório dos saldos das contas 22, 252, 261 265, 266 e a 267, sendo efetuado uma média aritmética referente aos últimos quatro
Data
30/06/2013 30/09/2013 31/12/2013 31/03/2014 30/06/2014 30/09/2014 31/12/2014 31/03/2015 30/06/2015 30/09/2015 31/12/2015 31/03/2016 30/06/2016
PMP (dias)
801
780
1 054
1 055
1 974
2 044
4 628
3 391
2 218
1 776
2 017
1 395
2 147
Fonte:DGAL - Direcção-Geral das Autarquias LocaisRelativamente à aquisição de bens e serviços efetuados em cada trimestre (A), para o cálculo do índice recorre-se aos saldos das contas 31, 62, 42,445 e 45.
PAGAMENTOS EM ATRASO
De acordo com o disposto na legislação em vigor, nomeadamente, a Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso e no Orçamento do Estado para o ano de 2016, o Município de Portimão não pode ter Pagamentos em Atraso num mês superiores ao do mês anterior.
Na verdade, o Município está obrigado a reportar mensalmente à DGAL – Direção-Geral das Autarquias Locais, o resultado dos Pagamentos em Atraso.
A evolução do cálculo dos pagamentos em atraso tem sido gradualmente positiva, registando-se um decréscimo sustentado, conforme quadro seguinte:
No entanto, importa referir que o decréscimo registado, tem sido motivado pela celebração de um conjunto de acordos de regularização da divida entre o Município e os seus credores, no âmbito do procedimento FAM, que teve influencia muito positiva neste índice.
FUNDOS DISPONÍVEIS
Este indicador demonstra a capacidade do Município de Portimão proceder a novos compromissos (processo de despesa), ou seja os fundos disponíveis são verbas disponíveis a muito curto prazo, que incluem, quando aplicável e desde que não tenham sido comprometido ou gasto.
Em 2015, verificou-se uma inversão muito positiva no comportamento do indicador, ao qual, não será alheio o esforço de pagamentos efetuados pelo Município.
DATA
30/09/2015
31/10/2015
30/11/2015
31/12/2015
31/01/2016
MONTANTE PA
5 518 840,90 €
5 253 262,51 €
5 128 272,58 €
4 561 531,48 €
4 545 759,38 €
DATA
29/02/2016
31/03/2016
30/04/2016
31/05/2016
30/06/2016
MONTANTE PA
4 173 880,86 €
6 409 563,61 €
5 305 913,96 €
4 761 979,87 €
4 585 007,30 €
Fonte:DGAL - Direcção-Geral das Autarquias Locais
No fim do primeiro semestre de 2016 os fundos disponíveis alcançaram os 62 milhões negativos, este valor deve-se, fundamentalmente, ao acréscimo dos compromissos assumidos que transitam de anos anteriores.
Importa referir, que o orçamento de Estado para 2016, aprovado pela Lei nº. 7-A/2016, de 30/03, introduziu as seguintes alterações no cálculo dos Fundos Disponíveis (nºs. 1 e 2 do artigo 46º.): 1 – “Em 2016, na determinação dos Fundos Disponíveis…, devem ser consideradas as verbas disponíveis relativas aos seis meses…” (anteriormente três meses).
2 – “Nas entidades … que tenham pagamentos em atraso em 31 de dezembro de 2015, a previsão da receita própria a cobrar nos seis meses seguintes…tem como limite superior 85% da média da receita efetiva nos dois últimos anos nos períodos homólogos, deduzida dos montantes da receita com caracter pontual ou extraordinário” (anteriormente 75%)
REGRA DO EQUILIBRIO ORÇAMENTAL
De acordo com o art. 40º da Lei n.º 73/2013, de 03 de Set. (RFALEI), deverá o Municipio respeitar a regra de “Equilíbrio orçamental”, o qual consiste:
“1 - Os orçamentos das entidades do setor local preveem as receitas necessárias para cobrir todas as despesas.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, a receita corrente bruta cobrada deve ser pelo menos igual à despesa corrente, acrescida das amortizações médias de empréstimos de médio e longo prazos. 3 – O resultado verificado pelo apuramento do saldo corrente deduzido das amortizações pode registar, em determinado ano, um valor negativo inferior a 5% das receitas correntes totais, o qual é obrigatoriamente compensado no exercício seguinte.
4 – Para efeitos do disposto no n.º2, considera-se amortizações médias de empréstimos de médio e logo prazos o montante correspondente à divisão do capital contraído pelo número de anos do contrato, independente do seu pagamento efetivo”.
Por seu lado, o art. 83º do mesmo diploma legal, intitulado de “Disposições finais e transitórios”, prevê ainda, relativamente ao equilíbrio orçamental, que:
“Para efeitos do n.º 4 do artigo 40º, no caso de empréstimos já existentes quando da entrada em vigor
DATA 30/09/2015 31/10/2015 30/11/2015 31/12/2015 31/01/2016
MONTANTE FD - 44 417 493,02 € - 50 417 228,66 € - 39 229 886,42 € - 33 451 638,00 € - 38 431 011,53 €
DATA 29/02/2016 31/03/2016 30/04/2016 31/05/2016 30/06/2016
MONTANTE FD - 47 598 886,75 € - 42 404 588,60 € - 20 988 524,24 € - 63 466 011,64 € - 62 080 174,13 €
Fonte:DGAL - Direcção-Geral das Autarquias Locais
divisão do capital em divida à data da entrada em vigor da presente lei pelo número de anos de vida útil remanescente do contrato.”
De referir que o cumprimento da referida regra de equilíbrio orçamental deve ser garantido, em cada ano económico, no momento da elaboração do orçamento, nas respetivas modificações e na prestação de contas.
No mapa em epígrafe consta o valor da receita corrente bruta realizada até ao primeiro semestre de 2016, que corresponde às rubricas dos capítulos 01 a 08 do classificador económico previsto no DL n.º 26/2002, de 14 de Fevereiro, na ordem dos 22.399.686€;
Por seu lado, o calculo da amortização média do conjunto de empréstimos de médio e longo prazos vivos, prevista no art. 40º, n.º 2, do RFALEI, corresponde à soma da amortização média de cada um dos empréstimos em vigor, neste sentido de acordo com o calculo apresentado no quadro seguinte, o municipio, em 30 de Junho de 2016 ascendia a 1.837.834€;
A despesa corrente realizada em Junho de 2016, corresponde às rubricas que integram os agrupamentos 01 a 06 do classificador económico, previsto no DL n.º 26/2002, de 14 de Fevereiro, na ordem dos 20.417.701€.
Un: euros
DO EXERCICIO
ANTERIOR DO EXERCICIO TOTAL
A - Receitas Correntes 1º Semestre de 2016 22 399 686 € 22 399 686 € 22 399 686 €
B - Amortização média dos EMLP 1 837 834 € 1 837 834 € 1 837 834 €
C- Montante Máximo das Despesas Correntes a Considerar (A-B)
20 561 853 € 20 561 853 € 20 561 853 €
D - Despesas Correntes 1º Semestre de 2016 5 547 387 € 14 870 314 € 20 417 701 €
Desvio do Cálculo da Regra do Equilibrio Orçamental Previsional Para o 1º Semestre de 2016
15 014 465 € 5 691 539 € 144 151 €
CÁLCULO DO DESVIO DA REGRA DE EQUILIBRIO ORÇAMENTAL PARA O 1º SEMESTRE DE
2016, DE ACORDO COM A PROPOSTA DE ORÇAMENTO DA DESPESA E DAS GRANDES OPÇÕES
CÁLCULO PREVISIONAL DA REGRA DE EQUILIBRIO ORÇAMENTAL PARA 1º SEMESTRE DE 2016, DE ACORDO COM O DISPOSTO NO ARTIGO 40.º, DA LEI N.º 73/2013
CÁLCULO DA REGRA DE EQUILIBRIO ORÇAMENTAL DESPESA PAGA
receita corrente bruta cobrada é superior à soma da despesa corrente paga com o valor da amortização média dos EMLP. De salientar, que o desvio calculado da regra do equilibrio orçamental é superior em cerca de 144.151€, com um rácio de cerca de 0,64%.