Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica Comunhão Anglicana
03 - Bispo D. Fernando 10 - Leitor Pedro Fernandes 17 - Presbº Carlos 24 - Presbº Carlos 25 - Presbº Carlos 31 - Presbº Carlos PRESIDÊNCIA DOS CULTOS
Senhor Deus: vimos à Tua soberana presença para suplicar ajuda aos que sofrem por doenças do corpo ou da mente. Sabemos que as enfermida-des nos favorecem momentos de reflexão e de uma aproximação maior de Ti. Mas pedimos-Te a tua misericórdia e que estendas a Tua luminosa mão sobre os que se encontram doentes. Que a sua fé e confiança brotem fortes nos seus corações.
Que a Tua paz esteja com todos nós. Que assim seja!!
Amém.
OREMOS PELOS DOENTES
04 – Margarida Barbosa 05 – Mário Couto Soares 06 – Maria João Silva 08 – Mafalda Cardoso 08 – Helena Fernandes 14 – Berta Pinto Cardoso 16 – Carlos Duarte
22 – José Alexandre Fernandes 24 – Nelsa Meireles
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D E D E Z E M B R O Marcos 13,32-37As leituras do Evangelho, do 1.º Domingo do Advento com
que iniciamos o caminho que nos leva à Celebração do Natal, colocam-nos a escutar Jesus, no Monte das Oliveiras, proferindo o Sermão Pro-fético. Jesus sabe que vai ser preso, vai sofrer, vai morrer, mas que res-suscitará ao terceiro dia e subirá aos céus para depois, um dia mais tar-de, voltar.
Ao mesmo tempo que preparamos o tempo que nos leva à celebração do dia em que Deus se fez Homem, na pessoa do Menino que nasceu em Belém, somos também convidados a refletir na segunda vinda de Cristo.
Na primeira vinda de Jesus encontramos, nos narradores evangélicos, muitos pormenores que procuram mostrar-nos a natureza Humana e Divina de Jesus, ao mesmo tempo que relatam um nascimento humilde, nos anexos de uma casa onde estavam guardados os animais, com o tempo normal da gestação humana, testemunhado por Maria sua Mãe e por José esposo de Maria. Adorado inicialmente pelos pastores e depois por uns sábios do Oriente que identificaram os sinais do céu e que vieram até Belém com os seus presentes para o rei dos judeus que acabava de nascer.
A segunda vinda de Jesus é anunciada por Ele mes-mo no Sermão proferido para os seus discípulos. Será muito diferente da
primeira vinda. Será
repentina e não dará para se preparar seja o que for. Mas quando vai ser esse dia? Ninguém sabe. Nem
os anjos do céu, nem o Filho. Só o Pai é que sabe. Por isso Jesus exortava os seus discípulos a estarem atentos. E diz-nos a todos: estejam bem atentos.
Sim, temos de estar sempre bem atentos. Não sabemos o dia, nem a hora da nova vinda de Jesus. Não devemos estar assustados, apreensivos, ou cheios de medo. Devemos é estar sempre atentos, preparados para esse dia, procu-rando fazer sempre a vontade de Deus e se porventura tivermos consciência de que não estamos a fazer a vontade de Deus, rapidamente devemos mostrar sinais de arrependimento e pedir o seu perdão.
Carlos Duarte, Presbítero
Marcos 1,1-8
O Texto de hoje fala-nos de S. João Baptista. A tradição de purificação das pessoas pela água é muito antiga na história da humanidade, como se pode ver no hinduísmo, religião muito anterior ao cristianismo. A água como
ele-mento de purificação tem também uma tradição comum a todas as culturas, bem como o fogo.
João batizava num rio. Não basta a água para purificação, mas a ele deve estar associada um homem bom, um homem de Deus, estatuto que reconhecidamente João possuía aos olhos do povo judeu que a ele recorria para se purificar dos seus peca-dos. A grande característica de João Bap-tista era a humildade, despojamento e desapego de si próprio, vestindo-se com
peles de animais que tinham morrido e comendo gafanhotos. Estas são características de homens bons, de homens santos, desde sem-pre. E o povo sabia-o. Por isso a ele recorriam. As suas palavras de
exortação ao arrependimento (nomeadamente da autoridade romana) e à puri-ficação pelo batismo tinham feito com que várias pessoas se tornassem seus discípulos, comungando da sua pobreza, assertividade e exortação ao arre-pendimento.
Jesus era primo de João, mas muito provavelmente nunca se tinham visto dado terem crescido em locais distanciados, como se relata no encontro ente as mais de ambas, aquando das respetivas gravidezes. Mas João sabia que tinha uma missão, grande mas não a principal. Como sabia isso? Provavel-mente por seus pais lhe terem comunicado os sinais associados ao seu nasci-mento, mas sobretudo pelo seu tempo de despojamento e de oração, em isola-mento deliberado, estando ele apenas com Deus. E foi-lhe comunicada a sua missão e a Daquele que havia de vir, mas ele não sabia quem era de concreto, mas estava à Sua espera. Preparava o caminho para o Messias, para o Reden-tor, com humildade e aceitação, e com sofrimento e dor, como sabemos da sua vida. Por tudo isto, Jesus dele afirmou que era o maior dos homens que até então vivera, o maior dos Profetas.
Clara Oliveira
João 1,6-8 e 19-28
Durante o tempo do Advento, período de excelência para que os Cristãos se preparem para a festa da natividade de Jesus, aparecem-nos na literatura bíblica proposta pela Igreja, alguns factos, personagens e exemplos que nos ajudam a interiorizar a importância do natal de Jesus, no mistério da reden-ção.
Apesar da proximidade familiar entre João (o Batista) e Jesus, João tinha consciência da distância entre a sua simples personalidade e a personalidade de Jesus. Ele tinha consciência do caráter divino de
Jesus, sabia da sua importância e por isso adotou uma vida de despojamento, de penitência, de severidade e até de sacrifício físico. Queria mostrar aos homens que dominavam a Palavra de Deus na altura – os chamados “senhores da lei” - que as suas vidas de soberba e de arrogância em nada con-diziam com a mensagem que Deus pretendia transmitir ao mundo, de paz, de amor e de irmandade. Não foi por acaso que Jesus (mais tarde) e após ques-tionado por esses mesmos Escribas e Fariseus, recorreu a palavras do antigo
testamento para lhes respon-der à questão “Quais os Mandamentos da Lei de Deus?” Então, nessa altura, foi buscar duas frases: uma ao Livro do Deuteronómio (10,12) “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as turas forças” e a seguir disse-lhes que o segundo Mandamento era semelhante ao primeiro, numa frase extraída do Livro do Levítico (19, 18) “Amarás o próximo como a ti mesmo”. Assim como o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, assim também o “próximo” é semelhante a Deus, por isso, semelhante a nós próprios, sendo assim, ao ofender o próximo, estamos a ofender a Deus.
João Batista tentou “abrir caminho”, “endireitar as suas veredas”, ao trazer para o “discurso religioso” um novo ponto de vista relativamente à Lei. Afi-nal o Deus de Israel, não era um Deus de punição e de castigo, mas um Deus de amor e misericórdia. E se cada um, que se quisesse salvar, não poderia apenas dizer que ama Deus, mas mostrar o contrário ou, tentar mostrar que é
temente a Deus, mas a vida que leva não é condizente com o que afirma e o que quer impingir aos outros. Que o amor a Deus se prova amando primeiro o irmão, que está ao nosso lado cada dia,
com o qual nos relacionamos e com o qual nem sempre é fácil manter um bom relacionamento, amar e até dar a vida!
É muito fácil dizer que amamos a Deus que não vemos, mas odiar ou ignorar o irmão que sofre ao nosso lado e o qual nada apela ao nosso coração.
Endireitar o caminho do Senhor é amar! Amar o próximo como a nós mes-mos, dar o exemplo como cristãos que afirmamos ser e dar o perdão. Depois sim, poderemos afirmar que Deus está no nosso coração e que o seu amor habita em nós.
Rafael Coelho
Lucas 1:26-38 S. Lucas, companhei-ro de Paulo, cristão grego e médico, é por muitos considerado o primeiro “historiador da Igreja”, pelo cuida-do e minúcia cuida-dos seus escritos. Não sendo testemunha ocular de certos acontecimen-tos, refere contudo “ter-se informado de
tudo desde o princípio” (vers.3). Este texto e os acontecimentos nele relatados (Anunciação), constituem um desafio múltiplo. Pri-meiro era raríssimo um anjo aparecer a uma mulher, para mais,
muito jovem. E é mencionado o nome do anjo e a sua missão. Vinha comuni-car um facto “medicamente inexplicável” – o impossível de uma virgem ser mãe.
É normalíssimo a mulher ser a primeira pessoa a saber que vai ser mãe. Mas tal nunca sucedera, antes sequer de estar grávida… além disso naquele tempo só se sabia o sexo do bebé depois do parto! E tudo isto em diversas circuns-tâncias inexplicáveis, pelo que convirá lembrar dois textos que ajudam a explicar a certeza deste estranho facto. “Eis que uma virgem conceberá e dará á luz…” (Isaías 7:14) e “Para Deus todas as coisas são possíveis…” (S. Mar-cos 10:27 e outros semelhantes).
O Evangelho refere um diálogo, entre criaturas de natureza diferente, que na sua aparente simplicidade trata de assuntos importantes e irrepetíveis. O espanto de Maria terá englobado aspetos quase contraditórios. Por um lado a sua confiança em Deus e a obediência a que se sujeitou. Por outro lado, sabe-ria que uma jovem não casada ficasabe-ria sob insultos e maledicência, e até casti-gos da “lei antiga” que continuava em vigor.
Há um paralelismo que convém realçar. A Anunciação, embora o “anunciador” não fosse profeta, pode ser considerada uma profecia a curto prazo e a nível individual, mas que confirmou a profecia antiga, que fora cer-ca de seiscentos anos antes e para todo o povo. A Igreja Católicer-ca selecionou algumas porções destes versículos para constituírem a primeira parte da “Ave Maria”. Mas o que se torna central tem dois aspetos. Um deles é a disponibi-lidade voluntária de Maria. O outro é poder soberano de Deus que, em casos excecionais, pode usar “processos” excecionais. Ao ponto a que o nosso mundo está a chegar, será que o Altíssimo usará outras exceções? Para punir ou para abençoar? Vigiemos e oremos.
Lucas 2:1-20
Este texto que nos está sugerido para a Vigília de Natal, é
dos textos mais fundamentais para a espiritualidade Cristã. Descreve-nos o encontro entre a terra e o Céu no nascimento do Menino Jesus. Para Ele convergem ambas as dimensões. Pelo Evangelho de Lucas ouvimos o anúncio a Maria sua Mãe ficando assim a saber as circuns-tâncias privadas do Seu nascimento, e neste texto para esta Noite, ouvi-mos os primeiros clamores da sua Universalidade pela voz dos anjos. Um nascimento enquadrado nos mais belos textos poéticos de toda a Sagrada Escritura: o Cântico de Maria; o Cântico de Zacarias; o Cântico dos Anjos e para finalizar o Cântico de Simeão. Mas é pela mão de Lucas que nos chega uma dimensão também muito importante do nasci-mento de Jesus, o seu
enquadramento na
História Humana. É com Lucas que pode-mos formar um Calen-dário Litúrgico mais
organizado, porque
sendo este Evangelista
médico, de acordo
com a tradição, e gre-go, todo o seu texto
está pensado de forma lógica, racional, quase uma obsessão com o calendário e com a contagem do tempo para colocar os acontecimentos nos seus devidos lugares e na sua devida ordem cronológica para que nada se perca. Basta fazermos uma leitura da introdução apresentação e dedicatória deste Evangelho que lá esta sua assinatura desde o início: o continuar a ordem que outros começaram; o que foi transmitido; o ter averiguado cuidadosamente tudo o que se passou, para que Teófilo e todos nós fiquemos seguros acerca de tudo o que se ensina na Igreja.
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D E D E Z E M B R OCom esta mesma dimensão nos descreve o nascimento de Jesus, não foi num tempo qualquer distante e mítico, não foi num calen-dário hipotético ou teórico ou não foi sem coordenadas temporais,
muito pelo contrário! Numa palavra, não foi uma aparição subjetiva ou desencarnada. Foi no tempo do Imperador Augusto, sob um decreto de recen-seamento, quando Quirino era Governador da Síria. Não foi um recensea-mento rural, foi urbano porque cada qual tive que ir à sua cidade, e José foi inscrever-se levando consigo a sua família. A sua mulher com ele e dentro dela o Salvador. Tudo dentro do espaço bem definido entre a província da Galileia e a cidade de Belém. Não devemos esquecer que quando os Padres Conciliares se reuniram entre Niceia e Constantinopla, também eles sentiram, ao formular o Credo, a necessidade de situar os acontecimentos da vida de Cristo. Assim confirmaram Maria Virgem, mas levantou-se a questão de “enquadrar” os seus sofrimentos. Muito se debateu para finalmente se chegar ao consenso da fórmula que confessamos hoje: “Padeceu sob o poder do Pôn-cio Pilatos”. O único nome próprio que aparece no Credo Niceno para além do de Maria, claro. Inspirados em Lucas, também eles procuraram o entendi-mento dos acontecientendi-mentos da Incarnação no interior do coração da história dos Homens, para que não haja dúvidas, para que ao contrário daquilo que os seus próprios discípulos várias vezes disseram: “é um fantasma”, isso não se voltasse a ouvir. Não é mais uma sarça, nem uma nuvem, nem uma coluna de fogo, mas um Homem inteiro, completo mergulhado corporalmente no Impé-rio do seu tempo, que não hesitou em dizer para darem ao Imperador o que tinha a efigie dele, que sem pestanejar ainda disse a Pôncio Pilatos que o poder que ele tinha era como todos os poderes: emprestado; que foi bom para o centurião, homem altamente qualificado para fazer a guerra… Este Menino -Deus que nasce deixou-se rodear da história do mundo para poder rodear o mundo com a História de Deus.
Para além esta objetividade tão bela da Incarnação e de nesta Noite Santa e Bendita nos recolhermos à sombra do seu silêncio, devemo-nos questionar acerca forma como dela damos testemunho. Com acontecimentos
fantasio-sos? Com coisas desencarnadas? Com histórias tantas vezes mira-bolantes? Com pretensos êxtases místicos que mais parecem gol-pes de magia, ou recontando para nós próprios em primeiro lugar o
que Deus nos oferece no Menino Jesus? Não será mais prudente e proveitoso para a fé, limparmos primeiro da mente aquilo que apenas nos parece que é? Penso que se assim fizermos prestamos um bom serviço ao verdadeiro mila-gre da Incarnação de Cristo, que é pregarmos o Evangelho e testemunharmos da nossa fé de forma credível porque misturada na beleza da nossa história pessoal. É Deus em Cristo pela acção do Espirito Santo que oferece a cada ser humano uma história na qual envolve a sua História. Assim a nossa histó-ria de perdição acaba, e hoje começa a nossa Históhistó-ria da Salvação. Mais uma vez não resisto em citar António Viera: “Nesta noite bendita, vem até nós o Evangelho envolto em panos”. Cabe-nos a nosso com cuidado, amor, delica-deza, respeito e veneração desembrulha-lo… Ele nos ajude!
José Manuel Cerqueira, Pastor
João 1,1-18
Quando tive de assumir a presidência do culto do Dia de Natal aper-cebi-me que o Evange-lho do dia é sempre o prólogo de S. João. É um texto que nos deixa surpreendidos, porque não fala diretamente do nascimento do Menino
Jesus.
Embora haja quem considere que a celebração mais importante do
calendário cristão seja a Ressurreição de Jesus, o triunfo da Vida sobre a morte, considero, também importante, a celebração do Natal, o início do caminho que nos leva à Ressurreição.
Estranhando que o Evangelho segundo S. João seja o Evangelho do Dia de Natal, depois refletir, concluí, que o seu valor teológico é apropriado para ser escutado por aqueles que já revelam capacidade de ouvir, para além da mera narrativa.
No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus. Desde sempre ele esteve com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada foi criado. Nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a ven-ceram. Só aquele que é a Palavra era a luz verdadeira, que alumia toda a humanidade, luz que apareceu neste mundo. Ele veio realmente ao mundo, mas o mundo não o reconheceu, apedar de ter sido criado por meio dele. Veio para o seu próprio povo, que não o quis receber. Mas àqueles que o recebe-ram e acreditarecebe-ram nele deu o privilégio de se tornarem filhos de Deus. Aque-le que é a Palavra fez-se homem e veio morar no meio de nós, cheio de amor e de verdade. Vimos o seu poder divino, que é próprio do Filho único de Deus Pai.
Celebrar o Dia de Natal é celebrar a natureza divina de Jesus, que é anterior ao princípio do mundo. Jesus, que é a Palavra de Deus, nos ensinamentos que nos deixou ao longo do seu ministério, é a luz brilhando nas trevas do peca-do. Veio realmente ao mundo e embora tenha sido criado no ventre da Vir-gem Maria, o mundo não o reconheceu, nem tão pouco o seu próprio povo: os judeus. Mas isto é da maior importância: aqueles que recebem a Jesus como o Filho único de Deus Pai e acreditam nele têm o privilégio de se torna-rem filhos de Deus.
Mateus 10,17-22
No Evangelho de Mateus, Jesus dá alguns ensinamentos aos
discípulos sobre as provações e sofrimentos que a Igreja há-de enfrentar ao longo dos tempos. Fá-lo com tanta clareza e abundância de porme-nores que parece descrever a situação da Igreja depois dos anos 70, quando teve de enfrentar diversas provações internas e externas. Corria o risco de desanimar e perder a fé no seu Senhor. Jesus toma medidas para a continuação da Sua obra no tempo e no espaço, antecipando acontecimentos e sinais que a comunidade cristã teria de enfrentar. Queria preparar os discípulos para ultrapassarem o escândalo da cruz. Jesus procura animar os discípulos medrosos dizendo-lhes para não se preocuparem. O anúncio corajoso e alegre do Evangelho não pode ser feito por gente assustada e medrosa. Por isso, intervirá o Espírito Santo nas suas e nossas vidas.
Estamos no tempo de Natal, ecoa aos nossos ouvidos e nos nossos cora-ções, a palavra de João, “O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós”. Estêvão estava plenamente certo desta verdade. Deus tinha inaugurado uma nova forma de estar presente no meio dos homens. Ele, Estêvão, e cada um dos discípulos, eram templos de Deus, o templo de Jerusalém já não era preciso, Jesus destrui-lo-ia. Os anciãos e chefes acu-sam-no de blasfémia e sacrilé-gio, condenam-no à lapidação e executam a condenação. Há uma impressionante ligação entre o mistério da Encarnação e o martírio de Estêvão.
A morte de Estêvão, e a de tan-tas testemunhas da fé cristã, não será a última palavra sobre a
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D E D E Z E M B R Ovida destes discípulos de Jesus, porque Cristo é o Senhor da vida e da morte. A ressurreição de Jesus mostra a glória, como única rea-lidade de verdadeira vida, para a qual todo o crente está
encami-nhado. Ela anuncia que a glória de Jesus, e a de todo o discípulo, passa pelo caminho do Calvário e pela morte na Cruz. A morte de Jesus, e a de Estêvão, oferecem um sinal que fala à nossa fé. O projeto de Deus é maior do que os projetos dos homens.
O amor de Deus ultrapassa largamente todos os interesses de quem quer que seja. Somente Jesus, sinal do amor de Deus pelos homens, é capaz de libertar o homem da morte e de fazer brotar no coração do discípulo a fé como res-posta radical à salvação oferecida por Deus.
Jorge Filipe Fernandes
João 21,20-24
São João Evangelista (que viveu entre os anos 6 e 103) foi um dos doze após-tolos de Cristo. O mais jovem deles. Juntamente com o seu irmão Thiago, foi convidado a seguir Jesus nas suas peregrinações. É o autor do quarto e último Evangelho Canônico do Novo Testamento. Escreveu a primeira, a segunda e a terceira Epístola de João. Foi o "discípulo amado" de Jesus. Foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até à sua morte. O Evangelho de João men-ciona que, antes de Jesus morrer, confiou Maria aos seus cuidados. Arqueólo-gos encontraram no Egito, fragmentos de um papiro, em grego, que pertence ao Evangelho de João. A maior parte do Evangelho relata a vida de Jesus até a sua morte.
Nasceu em Batsaida na Galileia. Filho do pescador Zebedeu e de Maria Salo-mé, uma das mulheres que auxiliaram os discípulos de Jesus. João e o seu
irmão mais velho Tiago, foram convidados a seguir Jesus, logo depois dos apóstolos Pedro e André.
João, Thiago, Pedro e André, foram os quatro privilegiados que participaram no círculo mais íntimo de Jesus. Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo e a angústia de Jesus no Jardim das Oliveiras. João e Thiago foram os únicos apóstolos que receberam de Cristo a autorização para sentarem-se à direita e o outro à esquerda durante a última Ceia. Jesus disse "do cálice que eu beber, vós bebereis".
São João Evangelista durante a sua peregrinação esteve em Antioquia, por ocasião do Concílio dos Apóstolos. E após as perseguições sofridas em Jeru-salém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma inten-sa evangelização. Mudou-se para Éfeso, onde dirigiu muitas Igrejas e foi em
Éfeso que escreveu o quarto Evangelho. Escreveu tam-bém as Epístolas, três cartas com mensagens sobre a vida eterna e a vida da comunhão com Deus através da fé em Cristo.
De acordo com os Atos dos Apóstolos, o quinto livro do Novo Testamento, quando João acompanhou Pedro na catequese dos samaritanos, foi convencido por Paulo a desistir da imposição de prá-ticas judaicas aos neófitos cristãos. Durante o governo de Domiciano foi exilado na ilha de Patmos, no mar
Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, que é o último livro da Bíblia, onde narrou as suas visões e descreveu mis-térios, predizendo as tribulações da Igreja e o seu triunfo final.
O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou seme-lhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspeto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação.
Os primeiros fragmentos do quarto Evangelho foram encontrados em papiros no Egito, e muitos estudiosos acreditam que João tenha visitado essa região. Aparece representado por Michelangelo na cúpula da Basílica São Pedro, em Roma. Morreu em 103, na cidade de Éfeso, onde foi sepultado.
Pedro Fernandes, adaptado de ebiografia.com
Mateus 2,13-18
Hoje celebramos a festa dos Santos Inocentes, mártires. Introduzidos nas celebrações de Natal, não podemos ignorar a mensagem que a liturgia quer transmitir-nos para definir, ainda mais, a Boa Nova do nascimento de Jesus, com dois acentos bem claros. Em primeiro lugar, a pre-disposição de São José no desíg-nio salvador de Deus, aceitando a sua vontade. E, por sua vez, o mal, a injustiça que frequente-mente encontramos em nossa
vida. Tudo isso nos pede uma atitude e uma resposta pessoal e social.
São José oferece-nos um teste-munho bem claro de resposta decidida perante o chamado de Deus. Nele nos sentimos identi-ficados quando devemos tomar decisões nos momentos difíceis da nossa vida e da nossa fé: “Levantou-se de noite, com o menino e a mãe, e retirou-se para Egito” (Mt 2,14).
A nossa fé em Deus implica a nossa vida. Faz com que nos levantemos, faz-nos estar atentos às coisas que acontecem em faz-nosso redor, porque, frequente-mente, é o lugar onde Deus fala. Deus faz-se próximo de nós, companheiro de caminho, reforçando a nossa fé, esperança e caridade. E faz-nos sair de noite para Egito, isto é, convida-nos a não ter medo perante a nossa própria vida, que com frequência se enche de noites difíceis de iluminar.
Estas crianças mártires, também hoje, têm nomes concretos em crianças, jovens, casais, pessoas idosas, imigrantes, doentes...que pedem a resposta da nossa caridade. Com efeito, “são muitas, em nosso tempo, as necessidades que interpelam à sensibilidade cristã. É hora de uma nova imaginação da cari-dade, que se desdobre não só na eficácia da ajuda emprestada, mas também na capacidade de nos fazermos próximos e solidários com o que sofre” (João Paulo II).
Que a nova luz, clara e forte de Deus feito Menino, encha as nossas vidas e consolide a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade.
Lucas 2,22-40
Já ouvi presbíteros de várias igrejas dizerem que Jesus só
percebeu a Sua missão depois do Seu batismo, e já discuti com altas entidades eclesiásticas sobre esse assunto sobretudo pelo facto de esta passagem das Escritura contradizerem essa ideia, aliás considerada herética, há centenas de anos pelas igrejas instituídas.
Embora Jesus fosse um bebé de poucas semanas, ele foi reconhecido imediatamente como sendo o Messias por duas grandes figuras: Simeão e Ana. Além disso, Simeão profetiza sobre a crucificação de Jesus a Maria, mãe de
Deus. Ana, por seu lado, foi a primeira discípula, pois espa-lhou a notícia de que o
Messias já estava
entre o seu povo, o judeu. O texto é claro: foi o Espírito [Santo]
que os informou e os orientou neste reconhecimento. A essência de Jesus já era visível antes do seu nascimento (lembro episódio de João Baptista no ventre de sua mãe aquando da presença de Maira grávida) e logo após o Seu nascimento.
Algo que me encanta neste texto é a simplicidade de Simeão e Ana. Eles querem ver o Messias antes de morrer, mas não pediram ao Senhor para ver os Seus grandes feitos nem a recuperação do poder político dos judeus, como ainda hoje os judeus acreditam ser o papel da vinda do Messias. Eles não queriam ver poder e maravilhas. Ver o menino Messias na ternura que só um bebé pode ter encheu-os de felicidade e deram graças, preparados para morrer, finalmente, de alma em paz e serena.
Clara Oliveira
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D E D E Z E M B R OFÓRUM ECUMÉNICO JOVEM
O FEJ tem vindo a ser um momento Ecuménico especial por parte dos jovens. No dia 4 de Novembro decorreu o XIX Fórum Ecuménico Jovem, em Braga, mais propriamente na Arquidio-cese de Braga.
Os participantes da nossa Paróquia reuniram-se na Estação de Campanhã, esperando pelos participantes que vinham de Gaia e outras igrejas, para seguirmos viagem!!!
Chegamos ao destino e foram-nos distribuídos cartões de identificação para as atividades que iriam decorrer na parte da tarde. Após uma celebração de boas vindas e uma palestra sobre o tema: “Reforma há 500 anos… E hoje?”, seguiu-se um almoço partilhado.
Da parte da tarde seguimos para os diferentes Workshops, cada um para o seu, conforme estava previamente destinado.
Conclui-se com a Festa de Cristo que integrou vários momentos criativos produzidos pelos jovens durante as sessões dos Workshops.
Após o gesto de envio tiramos a tradicional foto de grupo e seguimos para a estação de com-boios de Braga, para regressarmos às nossas casas. Foi um dia muito produtivo para o nosso caminho de Fé!
Beatriz Fernandes
90.º ANIVERSÁRIO MARIA AURORA FERNANDES
No passado domingo, dia 5 de Novembro, a nossa irmã, em Cristo, Maria Aurora Fernandes celebrou o seu 90.º aniversário.
Sendo domingo, foi possível usufruirmos da presença desta nossa irmã, na Fé, no culto, possibilitando, assim, que a comunidade tivesse a oportunidade de manifestar, pessoalmente, a sua alegria por mais este aniversário.
Também, em momento próprio, foram dadas graças a Deus pela passagem de mais um ano na sua vida, através de uma oração e bênção proferida pelo nos-so Pároco. Já na homilia o Presbítero Carlos Duarte tinha feito referência ao
testemunho de Fé que a aniversarian-te aniversarian-tem dado ao longo da sua cami-nhada, com base na passagem do Livro de Rute, lida neste Culto, com-parando o percurso de vida de cada uma. A homena-geada teve ainda a possibilidade de agradecer o carinho recebido, bem como a presença de fami-liares e amigos.
O RR não foi indiferente a este facto e não só se associa ao mesmo, dando noticia dele, como sabe, por fontes seguras, que esta nossa irmã, na Fé, foi surpreendida com uma bonita e emocionante festa surpresa, organizada pelos seus familiares mais próximos e na qual, para além destes, estiveram presen-tes muitos amigos.
“Ensina-nos a compreender a brevidade da nossa vida, de modo a alcançar-mos a sabedoria.” (Sl 90,12)
ALMOÇO DE MAGUSTO
Mais uma vez se realizou o nosso tão habitual
Magusto onde se reúnem todos os anos alguns daqueles com que partilhamos os nossos cultos de Domingo.
A boa disposição e a partilha de conversas fazem parte do almoço que termina, como sobremesa, com as habituais cas-tanhas as quais festejamos.
Todo este convívio só é possível graças a disponibilidade das habituais cozinheiras, Maria da Graça e Rosa Maria, e outras pequenas ajudas e tudo corre pela positiva.
Fomos também brindados com um bolo de aniversário da Maria-na que quis festejar com os pre-sentes a data do seu aniversário. Os seus dezanove anos idade onde o brilho tem de ser muito o perfume intenso e assim a nossa flor possa continuar o seu cami-nho com muita saúde e felicidade
sempre com Deus como companhia. Parabéns Mariana!
E assim espero ter-vos transmitido um pouquinho do nosso almoço de Magusto onde a partilha de abraços, de pequenos mimos e trocas de memórias nos deixaram tal, como as castanhas, quentinhos para mais uma semana.
M.ª Teresa Braga
TOMADA DE POSSE JUNTA PAROQUIAL
A Junta Paroquial da nossa paróquia, eleita em sufrágio realizado
no passado dia 16 de Julho, tomou posse, em momento próprio, no decorrer do Culto de 12 de Novembro, para o biénio 2017-2018.
Assim, entendeu o RR que, em vez de fazer uma notícia sobre este ato, seria mais interessante ter um testemunho de alguns daqueles que fazem parte des-te elenco.
Desde muito nova aprendi a trabalhar e servir a Deus na igreja, pela mão dos meus pais (principalmente da minha mãe), sempre achei que era um cargo muito importante e para pessoas bem mais velhas fazerem parte da Junta Paroquial.
Por isso, agora que estou na Junta Paroquial, trabalho na mesma, mas claro que tenho outra responsabilidade conforme é tido no ato de tomada de posse.
Para mim tem sido uma experiência enriquecedora pois temos que estar mais atentos às diversas dificuldades que a paróquia tem, assim como às pessoas que a frequentam.
Claro que somos um grupo com maneiras de estar e opiniões diferentes, mas como trabalhamos todos para o mesmo e o Amor e a Fé em Cristo é o que nos une, ultrapassamos tudo isso.
Muito obrigado a todos que fazem comigo parte desta Junta, pela paciência que têm e que Deus me continue a iluminar e ajudar para continuar a traba-lhar na Sua casa e tentar não desiludir em quem deposita em mim esta res-ponsabilidade.
Maria da Graça Martins
Tratar de assuntos da Paróquia para poder ajudar em tudo o que for preciso e estar atenta, tentando resolver, todos os problemas que nos surgem.
Anos atrás, quando era jovem, o meu pai fazia parte da Junta Paroquial e eu achava que esse lugar era para pessoas mais velhas. Hoje estou eu nesse lugar. Pois peço a Deus que me dê força para continuar este trabalho, com dedicação e amor.
Rosa Maria Ferreira
Fé… “ A Fé é a firme esperança de que virá o que se espera ”
Hebreus 11:1
Amor… “ Tudo o que fizerem seja com Amor ” I Coríntios
16:14
Memória... aqui reside toda a abrangência da vida em Igreja,
que alicerçada nos dois primeiros registos consubstancia a
minha postura perante a Igreja. Devo afirmar que ao integrar a 5ª geração familiar na Igreja Lusitana, “carrego” todos aqueles que antes de mim e com muito mais capacidade e entrega desenvolveram e fizeram engrandecer a Igreja no seu todo. Assim a minha postura não é mais do que um tributo a eles que aceito com grande felicidade, amor e disponibilidade possível. Não poderia falar na Junta Paroquial do Redentor sem prestar uma homenagem sentida a todos os que ao longo de muitos anos ocuparam lugar na Junta Paroquial, implicitamente na vida da Igreja, e a serviram com entusiasmo, amor, empenho e saber deixando-nos este legado que devemos preservar e engrandecer, na medida do possível. Neste contexto permitam-me recordar aqueles que fazem parte da minha memória, ainda adolescente, começando no Rev. Vidal dos Santos e passando pelo Álvaro Cardoso, José Mendes, Jor-ge Fernandes, Elísio, Moreira, Reinaldo, Lobo, irmãos Barbosa de Castro,… Evidentemente que o trabalho na Igreja e mais concretamente na Junta
Paro-quial deveria ser muito mais abrangente do que o que tem sido, principalmente na sua vertente social, no entanto compreende-se que os constrangimentos financeiros não nos têm permitido ir mais
além. Assim vamos desenvolvendo o que é possível através do apoio da Loja Social aos mais desfavorecidos, ficando sempre a sensação de que devíamos ir mais longe, para erradicar a pobreza ou suavizá-la e mitigar a fome e a dor de muitas famílias. Na vertente pessoal devo realçar que a importância que atribuo à minha presença na Junta Paroquial se mede
na Memória… que considero a realidade mais estruturante da minha vida, no Amor… que me coloca sempre em harmonia e preocupação com o próxi-mo e ao seu dispor,
na Fé… que como uma grande força interior me motiva e anima, sempre que pareço vacilar.
É para mim um grato prazer poder servir os desígnios de Deus nesta minha humilde tarefa e quero deixar um forte abraço a todos os que partilham comi-go esta maravilhosa viagem ao serviço dos outros e fundamentalmente do nosso Pai.
José Alexandre Fernandes
Não sou eu que tenho de responder. Têm que perguntar a quem me dá importância para a experiência de vida, na vida do dia-a-dia, da Paróquia e não só.
Com pouca gente, pouco dinheiro e disponibilidade, algu-mas pessoas fazem pequenos milagres.
Não sei se faz sentido mas é o que sinto, e esta junta tem pessoas fantásticas.
De 01 a 31 Campanha: “Um Dia de Salário para a Igreja”
Dia 03 10h - Escola Dominical
10h - 1º Encontro de Reflexão do Advento
11h - Culto Eucarístico - Distribuição dos Mealheiros da Cam- panha: “Obrigado, Senhor”
Dia 08 18h - Peregrino – Um Curso para a caminhada Cristã
Dia 10 10h - Escola Dominical
10h - 2º Encontro de Reflexão do Advento 11h - Culto Eucarístico - Domingo da Bíblia
Dia 16 10h - Participação da Escola Dominical na Festa de Natal da Associação Abraço
15h - Abertura Loja Social c/ Oração da Tarde (Ordem breve) 16h - Participação da Escola Dominical na Festa de Natal da AAJUDE
Dia 17 10h - Escola Dominical
10h - 3º Encontro de Reflexão do Advento 11h - Culto Eucarístico
17h - Festa de Natal do Arciprestado do Norte – Paróquia de S. João Evangelista (Torne) – Vila Nova de Gaia
Dia 21 21h - Cantares de Natal pelas Ruas do Porto
Dia 24 10h - Escola Dominical
10h - 4º Encontro de Reflexão do Advento
11h - Culto Eucarístico - Festa de Natal da Escola Dominical Dia 25 11h - Culto Eucarístico - Dia de Natal
Dia 31 10h - Escola Dominical
11h - Culto Eucarístico
A
CTIVIDADESREGULARES DAP
ARÓQUIA Templo - Rua Visconde de Bóbeda Área social - Rua Barão de S. Cosme, 223Cultos Dominicais - 11 horas
Escola Dominical - 2 classes (crianças e jovens) - Domingos, 10 horas Loja Social - 3º sábado de cada mês - 15h
Propriedade: Paróquia do Redentor ♦ Equipa Redatorial: Jorge Filipe Fernandes, José Manuel Santos, Pedro Miguel Fernandes ♦ Redação: Rua Barão de S. Cosme, 223 4000-503 PORTO ♦ Periodicidade: Mensal ♦ Contactos: www.paroquiaredentor.org; [email protected]; [email protected]
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representa necessariamente a posição da Paróquia do Redentor ou da Igreja Lusitana.
Ú
L T IM A P A G IN A-A N O S S A C A P A
Conta-se que um jovem esteve em Belém, e que viu na Igreja da Nati-vidade, perto do local onde nasceu Jesus, uma vela que ficava perma-nentemente acesa, iluminando dia e noite aquele lugar. E pensou: se eu levar a chama deste fogo para a minha terra, na noite de Natal, os habi-tantes da cidade poderão acender as suas velas com a chama de Belém. Decidido, partiu. Teve a tentação de desanimar: a viagem era longa e o frio, intenso. Passou fome, enfrentou assaltantes e quase foi preso. Na véspera de Natal, ao chegar a sua cidade, experimentou tamanha alegria que se esqueceu logo das dificuldades enfrentadas: graças a sua deter-minação, as velas de todos os que estavam reunidos para a celebração natalina foram acesas com a luz que trouxera de Belém…
Porque é Natal somos convidados a fazer o mesmo. Levemos a luz do presépio a todas as pessoas e lugares, especialmente àquele lugar e àquela pessoa que só nós poderemos atingir. Deve animar-nos a certeza de que, fazendo nossa parte, a luz de Cristo brilhará em corações que atualmente não o conhecem e em lugares onde nunca foi acolhido.