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TO
STAY
AHEAD
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ÍNDICE
RELATÓRIO DE GESTÃO
03 01 | GRUPO MARTIFER 05 Destaques 06Principais Indicadores Financeiros 06
Principais Acontecimentos 07
02 | DESEMPENHO FINANCEIRO 09
Análise de Resultados 10
Proveitos operacionais 11
EBITDA e Resultado Líquido 12
Investimento 13
Análise da Estrutura de Capital 13
03 | ANÁLISE POR SEGMENTO 15
Construção Metálica 16
Solar 20
Outras Áreas 22
04 | COMPORTAMENTO DA AÇÃO MARTIFER 23
INFORMAÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA
2705 | DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 29
06 | ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 37
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RELATÓRIO DE
GESTÃO
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01
GRUPO
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DESTAQUES
• Proveitos Operacionais de 343,5 M€, a registar um decréscimo de 4,9 % quando
comparado com o período do ano anterior; no entanto, é esperado um crescimento no
último trimestre de 2012, maioritariamente influenciado pela área solar
• EBITDA de 14,6 M€ (que compara com -4,9 M€ YoY), com uma margem de 4,3 %, isto é,
+5,6 p.p. YoY, que reflete em grande parte o processo de reestruturação na construção
metálica, com o encerramento da unidade na Polónia e de alguma da capacidade produtiva
em Portugal
• Resultado Líquido Consolidado de -33,0 M€, com impacto negativo de 11,3 M€ das provisões
e perdas de imparidade essencialmente de ativos fixos e clientes na Polónia e dos custos
financeiros mais elevados
• Aumento significativo YoY das carteiras de encomendas de Construção Metálica (380 M€)
e Solar (230 M€)
• Carteira de encomendas da Construção Metálica atingiu os 110 M€ no Brasil, que se torna
o mercado mais importante, seguido da França com 82 M€; o que reflete os sinais positivos
da restruturação e da mudança de estratégia, com a exposição a mercados em
crescimento e com menos risco de procura
PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS
9M 9M 9M
€M – IFRS 2012 Marg. 2011 Marg. 2011 Marg. Var. %
Reexpresso
Proveitos Operacionais 343,5 361,3 361,3 -4,9%
EBITDA 14,6 4,3% -4,9 -1,4% -4,9 -1,4% s.s.
EBIT -6,1 -1,8% -18,3 -5,1% -19,3 -5,3% 66,8%
Resultado Financeiro -24,3 -17,5 -17,5 -39,2% Resultado antes de imposto -30,4 -35,7 -36,7 15,0%
Impostos -2,6 2,4 2,7 s.s.
Resultado Líquido Consolidado -33,0 -9,6% -33,3 -9,2% -34,1 -9,4% 0,8%
Atribuível:
a interesses não controlados 2,4 0,7 0,7 >100%
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS
JANEIRO 2012
Martifer decide encerrar fábrica de Benavente
A administração da Martifer Metallic Constructions tomou a decisão de encerrar a fábrica de estruturas metálicas de Benavente. Este encerramento deve-se a um reajuste da capacidade de resposta ao nível industrial devido à quebra na procura no setor da construção em toda a Península Ibérica.
MARÇO 2012
Martifer vence adjudicação de dois navios-hotel
A Martifer venceu a adjudicação de dois navios-hotel da Douro Azul. Os navios vão ser construídos até 2013 na Navalria.
ABRIL 2012
Martifer vende projeto Silverton na Austrália
A Macquarie Capital Wind Fund Pty Limited assinou um acordo de compra de 3 240 001 ações ordinárias, que representam 50 % do capital da empresa Silverton Wind Farm holdings Pty e, consequentemente, os direitos do Silverton Wind Farm em New South Wales, Austrália, por aproximadamante 5,6 milhões de dólares australianos.
Martifer vende fábrica de torres nos EUA
A Martifer SGPS, SA vendeu 50 % do capital da Martifer-Hirschfeld Energy Systems LLC, a empresa detentora da fábrica de torres nos EUA, ao seu parceiro Hirschfeld Group, pelo equity value de 2,3 milhões de dólares. O impacto desta transação foi já refletido nos resultados anuais de 2011, através do reconhecimento de uma imparidade.
Martifer restabelece anterior participação de 55 % na Martifer Solar
A Martifer SGPS vendeu 20 % do capital social da Martifer Solar por 15,6 milhões de euros à HSF, repondo a estrutura de participação acionista detida pelos dois sócios no passado (55 % e 45 %, Martifer SGPS e HSF, respetivamente).
JULHO 2012
Nutre conclui uma Joint Venture com a Bunge na Roménia
A Nutre, detida a 49 % pela Martifer SGPS, e a Bunge concluiram um acordo que estabelece uma joint venture para a exploração das unidades industriais da Roménia. A participação da Nutre nesta joint venture, que é constituída pela fábrica de biodiesel (Prio Biocombustibil srl), pela fábrica de extração de óleos (Prio Extractie, srl) e pela fábrica de extração, refinamento e embalamento anteriormente detida pela Bunge, é de 45 %.
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SETEMBRO 2012
Martifer Solar assina um acordo para a construção de um projeto fotovoltaico de 20 MW
no México
A Martifer Solar assinou um acordo com o Consorcio Integrador Sonora80M para a construção de um projeto fotovoltaico de 20 MW em Hermosillo, Estado de Sonora, no norte do México. A empresa, que está no mercado mexicano desde 2011, será também responsável pelos serviços de operação e manutenção do projeto.
Martifer Solar conclui dois parques fotovoltaicos em Portugal com uma capacidade total
de 22,4 MWp
A Martifer Solar inaugurou dois parques fotovoltaicos no Algarve, com uma capacidade total de 22,4 MWp, desenvolvidos, construídos e operados para um fundo gerido pelo BNP Paribas Clean Energy Partners.
EVENTOS SUBSEQUENTES
OUTUBRO 2012
Grupo Martifer participa no quarto “Portuguese Day” na Bolsa de Nova Iorque
A Martifer foi uma das 17 empresas portuguesas a participar no quarto “Portuguese Day” na Bolsa de Nova Iorque. A delegação portuguesa fez soar o “Opening Bell” no dia 15 de outubro em Wall Street. A Martifer teve reuniões com 14 investidores.
Martifer Solar assina um contrato para o primeiro projeto na Ucrânia com 4,5 MW de capacidade
A Martifer Solar assinou um contrato EPC para a construção de um projeto fotovoltaico de 4,5 MW na Ucrânia com a Green Agro Service LLC, uma empresa do grupo Rengy Development. O projeto marcou a entrada da Martifer Solar no país, onde já abriu uma nova subsidiária, reforçando a aposta da empresa na internacionalização.
Martifer Metallic Constructions conquista três novos projetos no Brasil com um valor total
de 322 milhões de reais
A Martifer Metallic Constructions conquistou três novos projetos no Brasil, no valor de cerca de 322 milhões de reais. No Rio de Janeiro, a empresa irá participar na construção do Museu do Amanhã e das pontes da Transcarioca e em Manaus irá participar no seu quarto estádio, assumindo uma posição de liderança na construção deste tipo de projectos no país.
02
DESEMPENHO
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02 | DESEMPENHO FINANCEIRO
ANÁLISE DE RESULTADOS
9M12 9M11 Reexpresso 9M11 Var. % M€ Proveitos operacionais 343,5 361,3 361,3 -4,9%Resultados operacionais antes de amortizações e provisões e perdas
de imparidade (EBITDA) 14,6 -4,9 -4,9 s.s.
Margem EBITDA 4,3% -1,4% -1,4% 5,6 pp
Amortizações e depreciações 13,5 13,6 14,7 -0,8%
Provisões e perdas de imparidade 7,2 -0,3 -0,3 s.s. Resultados antes de impostos e encargos financeiros (EBIT) -6,1 -18,3 -19,3 66,8%
Margem EBIT -1,8% -5,1% -5,6% 3,3 pp
Resultados financeiros -24,3 -17,5 -17,5 -39,2%
Resultados antes de impostos -30,4 -35,7 -36,7 15,0%
Impostos 2,6 -2,4 -2,7 s.s.
Resultado líquido do exercício -33,0 -33,3 -34,1 0,8% Atribuível a interesses não controlados 2,4 0,7 0,7 >100% Atribuível ao Grupo -35,4 -33,9 -34,7 -4,3% Resultado por ação -0,361 -0,343 -0,351
PROVEITOS OPERACIONAIS
Nos 9 meses de 2012 os proveitos operacionais caíram 4,9 % YoY para os 343,5 milhões de euros. Apesar da recuperação na atividade da Martifer Metallic Constructions, apoiada por uma forte carteira de encomendas, a atividade na área solar sofreu um decréscimo de 16 % YoY, devido ao atraso em alguns projetos em curso.
Como referido no período anterior, a área de negócio de construção metálica apresentou um aumento de 7,0 % YoY nos Proveitos Operacionais. Mercados mais fortes, tais como a França e o Brasil começam gradualmente a compensar o fraco crescimento no mercado ibérico. Em particular, o Brasil está a viver um período muito positivo, com uma forte procura devido aos eventos importantes que se irão realizar no país, tais como o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos.
O negócio solar terminou os 9 meses com um nível de atividade mais baixo, com 156,3 milhões de euros, apesar de estar ainda no caminho para apresentar um nível de atividade em linha com 2011, com um quarto trimestre forte. Neste segmento, o Grupo continua com o seu processo de internacionalização e, neste trimestre, destaca-se a abertura de três novas geografias: México, Ucrânia e Roménia, sempre com o foco na manutenção de uma posição estratégica em mercados maduros, com um
enquadramento legal favorável, e em países emergentes com um bom potencial solar.
Proveitos Operacionais
9M2012 9M2011
M€ Peso M€ Peso Var. %
Martifer Consolidado 343,5 361,3 -4,9%
Construção Metálica 182,6 53,2% 170,2 47,1% 7,3%
Solar 156,3 45,5% 185,9 51,5% -15,9%
Outras 4,6 1,3% 5,4 1,5% -14,6%
Nota: Outras inclui a área de RE Developer, Holding, Serviços de Suporte e eliminações
O peso da Península Ibérica nos proveitos totais do Grupo foi de 24 % nos 9 meses. Os restantes 76 % dos proveitos operacionais vêm de três regiões diferentes: América do Norte, América Latina, África e Arábia Saudita. O nível de diversificação internacional tem permitido a compensação da quebra de proveitos nos mercados português e espanhol, principalmente na construção metálica.
BREAKDOWN DE PROVEITOS OPERACIONAIS
24% 43% 13% 1% 13% 6%
Ibéria União Europeia
África e Arábia Saudita Austrália
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EBITDA E RESULTADO LÍQUIDO
O EBITDA consolidado atingiu os 14,6 milhões de euros, o que compara com -4,9 milhões de euros no mesmo período do ano passado, o que reflete uma margem de 4,3 %, melhorando 5,6 p.p. numa base comparável.
A performance operacional do Grupo foi influenciada positivamente por uma melhoria de 64,9 % na área solar, que passou de um EBITDA de 7,5 milhões de euros para os 12,3 milhões de euros. No entanto, a construção metálica continua a contribuir
negativamente com -6,3 milhões de euros, que reflete em grande parte o processo de reestruturação na construção metálica, com o encerramento da unidade na Polónia e de alguma da capacidade produtiva em Portugal.
As restantes empresas, agrupadas na área “outras”, tiveram também uma contribuição positiva de 8,6 milhões de euros, atingindo, além disso, uma melhoria de 58,2 % YoY.
EBITDA
9M2012 9M2011
M€ Margem M€ Margem Var. %
Martifer Consolidado 14,6 4,3% -4,9 -1,4% -399,1%
Construção Metálica -6,3 -3,5% -17,8 -10,5% -64,6%
Solar 12,3 7,9% 7,5 4,0% 64,9%
Outras 8,6 5,5 58,2%
Nota: Outras inclui a área de RE Developer, Holding e Serviços de Suporte
As Amortizações e Depreciações mantiveram-se quase inalteradas nos 13,5 milhões de euros, quando comparadas com o valor reexpresso do primeiro semestre de 2011, o qual reflete a alteração da política contabilística de mensuração dos terrenos e edifícios para uso próprio, de justo valor para custo de aquisição.
As Provisões e Perdas de Imparidade sofreram um aumento, passando de -0,3 milhões de euros para os 7,2 milhões de euros, devido ao registo de provisões, maioritariamente na Polónia.
Nos 9 meses de 2012, os Encargos Financeiros Líquidos totalizaram 24,3 milhões de euros, comparáveis com 17,5 milhões de euros no ano anterior. Valores que podem ser ajustado de resultados one off, tal como aconteceu em 2011, que incluem 5,9 milhões de euros de mais valias, essencialmente da venda das participações na Home Energy e REpower Portugal.
O resultado das diferenças cambiais atingiu perdas de 2,6 milhões de euros, o que compara com perdas de 1,7 milhões de euros no final dos 9 meses de 2011.
Os encargos líquidos com juros foram de 14,0 milhões de euros nos 9 meses, quase em linha com o mesmo período do ano passado, em que registaram 13,8 milhões de euros.
A contribuição líquida da aplicação do método de equivalência patrimonial às subsidiárias Prio Energy e Nutre (detidas a 49 %) foi de 1,7 milhões de euros negativos.
INVESTIMENTO
O investimento total em ativos fixos nos 9 meses de 2012 foi de 28,9 milhões de euros, maioritariamente aplicado em: (i) desenvolvimento de parques na Martifer Solar (21,8 milhões de euros); (ii) finalização da construção da unidade de construção metálica no Brasil e investimento de manutenção diverso na construção metálica (5,9 milhões de euros); e (iii) na área de RE
Developer, investimento de 1,1 milhões de euros no desenvolvimento e construção de parques eólicos.
ANÁLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL
SITUAÇÃO FINANCEIRA
SET 2012 2011 Reexpresso 2011 Variação €MAtivos Fixos (incluíndo Goodwill) 342,9 343,2 363,1 -0,1% Outros Ativos não correntes 189,1 181,4 181,4 4,2% Inventários e Devedores Correntes 446,9 415,5 415,5 7,6% Disponibilidades e equivalentes 30,1 77,9 77,9 -61,3% Ativo Total 1.009,0 1.018,0 1.037,8 -0,9% Capital Próprio 197,1 235,9 251,5 -16,4% Interesses minoritários 53,5 31,8 31,8 68,2% Total do Capital Próprio 250,6 267,7 283,3 -6,4% Dívida e leasings não correntes 141,5 233,3 233,3 -39,3% Outros passivos não correntes 42,7 34,7 38,9 23,1% Dívida e leasings correntes 269,0 174,4 174,4 54,3% Outros passivos correntes 305,1 307,8 307,8 -0,9%
Passivo Total 758,4 750,3 754,5 1,1%
No que se refere ao balanço do Grupo, é importante realçar que não existem alterações significativas relativamente ao último período reportado (1S12), e a Martifer continua a demonstrar uma estrutura de capital robusta com um rácio de autonomia financeira de cerca de 25 %.
O valor total de ativos a 30 de setembro de 2012 era de 1 009,0 milhões de euros, o que compara com um total de 1 018,0 milhões de euros a 31 de dezembro de 2011. Os ativos não correntes totalizavam 532,0 milhões de euros, comparados com 524,6 milhões de euros no final de 2011.
O Capital Próprio era de 250,6 milhões de euros. A variação no valor registado de interesses minoritários de 31,8 milhões de euros para 53,5 milhões de euros está relacionada com a alteração na participação de capital da Martifer Solar de 75 % para 55 %.
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DÍVIDA LÍQUIDA
M€ Construção
Metálica Solar RE Developer Holding
Martifer Consolidado
Dívida Financeira alocada a áreas operacionais 91 71 27 150 338 Dívida Financeira alocada a áreas
não operacionais 27 27
Dívida Líquida sem Recurso 15 15
Total Dívida Líquida 118 71 42 150 380
Dívida da Holding alocada às áreas de negócio 60 85 -145
Nota: Dívida Líquida = Empréstimos + Leasing Financeiro (+/-) Derivados – Disponibilidades e Equivalentes
A Dívida Líquida consolidada do Grupo a 30 de setembro de 2012 totalizava 380 milhões de Euros, mantendo-se estável relativamente aos 381,6 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2012.
É objetivo do grupo Martifer a obtenção de um nível de endividamento entre 230 a 250 milhões de euros até ao final de 2013.
Considerando o nível de endividamento atual (380 milhões de euros), é objetivo do Grupo prosseguir uma redução adicional de 120 a 130 milhões de euros até ao final de 2013, através da venda de ativos não core, especialmente parques eólicos, projetos solares e, residualmente, pela venda de projetos imobiliários.
03
ANÁLISE POR
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03 | ANÁLISE POR SEGMENTO
CONSTRUÇÃO METÁLICA
ANÁLISE SETORIAL
O ambiente do setor da construção continua em depressão na Europa, uma vez que, mês após mês, as condições de mercado pioram e temos vindo a assistir a profit warnings por parte de diversas empresas por toda a Europa.
A situação económica europeia à volta das medidas de austeridade intensificadas em diversos países deverá adiar por vários anos qualquer oportunidade de investir em projetos de infraestruturas, que poderiam ajudar a ultrapassar a crise e a suavizar o ciclo. O setor da construção na Europa registou, no primeiro semestre de 2012, a maior queda trimestral dos últimos 3 anos, o que revela o efeito deteriorante que as medidas de austeridade estão a ter na indústria, o que levou o Euroconstruct a baixar as suas estimativas para a construção de -0,3 % para -2,1 % em 2012 e de +1,8 % para +0,4 % para 2013.
Em Portugal, as pequenas e médias empresas de construção têm uma enorme dificuldade em competir; por outro lado, as empresas maiores estão a reduzir as suas operações nacionais e procuram oportunidades globalmente.
As notícias sobre o pacote de estímulos ao crescimento económico que apoiava o plano de investimento em infraestruturas podem trazer alguma esperança a uma indústria que está a lutar para se manter à tona da água.
O crescimento económico tem sido conduzido apenas pelos mercados emergentes, onde tem existido uma procura significativa por estruturas metálicas, principalmente na Ásia e na América do Sul.
O Brasil está em destaque, com o setor a ser alavancado por diversos projetos de infraestruturas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a indústria de construção deverá ter um crescimento médio de 7,1 % por ano entre 2012 e 2016. Isto deve-se, em parte, à preparação para a realização de dois grandes eventos desportivos: o Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Além dos eventos desportivos, o atual governo está a planear a implementação da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II) que envolverá o investimento de mais de US$ 500bn entre 2011 e 2014. As infraestruturas, que representam uma parte significativa do total dos PACs de US $ 965 bn, serão direcionadas ao aumento de capacidade de produção de energia do país (US$ 461bn), à construção de habitação (US$ 278bn) e escolas (US$ 23bn), à melhoria dos transportes (US% 104bn), água e eletricidade (US$ 30,6bn) e redes de esgotos, segurança e mobilidade urbana (US$ 57bn). No caso específico dos aeroportos: os aeroportos brasileiros estão sobrelotados e os investimentos têm sido apontados como prioridade para o Mundial de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. Prevê-se que o crescimento médio real do setor seja de 11,7% entre 2010 e 2014. O programa PAC brasileiro afigura um investimento de US$ 1,4bn para a melhoria e expansão de 20 aeroportos brasileiros. A Secretaria de Aviação Civil é responsável pela distribuição das concessões para os aeroportos
brasileiros; a Infraero, empresa pública brasileira que historicamente tem operado todos os aeroportos no Brasil, é obrigada a ter uma participação minoritária em todos os consórcios vencedores, com uma participação máxima de 49 %; o investimento deverá ser feito num rácio de equivalência patrimonial/dívida de 30 % / 70 %. O BNDES deverá financiar 50-70 % do investimento.
ATIVIDADE
A carteira de encomendas continua com um crescimento muito significativo quando comparada com o mesmo período no ano anterior, isto graças aos novos projetos conquistados no Brasil, atingindo os 380 milhões de euros. Dos últimos projetos
adjudicados, os mais significativos são: o estádio de Manaus, no Brasil, as pontes da Transcarioca e o Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, o Réaménagement des Halles em Paris, o estádio KASC em Jeddah (Arábia Saudita), o edifício da EDF em Paris e os hangares Airbus. O país com mais peso na carteira é o Brasil, seguido da França, o que ilustra bem o esforço para fortalecer a exposição da empresa a mercados maduros e emergentes com taxas de crescimento sustentáveis na procura por construção metálica. 50 % da carteira de encomendas está fora da Europa e Portugal representa apenas 14 %.
CARTEIRA DE ENCOMENDAS – PRINCIPAIS PROJETOS (* Inclui impostos locais)
PROJETO LOCALIZAÇÃO VALOR TOTAL ANO DE INÍCIO ANO DE CONCLUSÃO
Navio Queen Isabel (Douro Azul) Aveiro, Portugal EUR 6,5 M 2012 2013
Navio Amavida (Douro Azul) Aveiro, Portugal EUR 6,5 M 2012 2013
Navio Viking Douro II Aveiro, Portugal EUR 6,7 M 2012 2013
Navio Viking Porto Aveiro, Portugal EUR 6,0 M 2012 2013
Galp Petrogal (conversão da refinaria) Sines, Portugal EUR 31,7 M 2009 2012 Nova Sede Corporativa da EDP / Lisboa Lisboa, Portugal EUR 11,6 M 2012 2013 Loures Business Park (lotes 7, 8, 9 e 10) Loures, Portugal EUR 11,9 M 2012 2014
Ulla Bridge Corunha, Espanha EUR 22,8 M 2009 2013
Hospital de Amiens Amiens, França EUR 7,9 M 2010 2012
Office Building – ZAC Victor Hugo Paris, França EUR 3,1 M 2010 2012
CHU D'Orleans Paris, França EUR 9,9 M 2010 2013
Estádio do Lille (serralharias) Lille, França EUR 7,3 M 2011 2012
Réaménagement des Halles Paris, França EUR 6,2 M 2012 2014
EDF Paris, França EUR 25,8 M 2013 2014
Estádio do Lyon Lyon, França EUR 24,8 M 2013 2014
Hangares Airbus Toulouse, França EUR 10,1 M 2012 2013
Terminal do Aeroporto de Canberra Canberra, Austrália AUD 13,3 M 2009 2013 Edifício de escritórios em Luanda Luanda, Angola EUR 14,0 M 2010 2012
Aeroporto Catumbela 2ª fase Catumbela, Angola EUR 6,2 M 2012 2012
Pavilhões do Hóquei Luanda Luanda, Angola USD 4,7 M 2012 2013
Scotland’s National Arena Glasgow, Escócia GBP 15,1 M 2011 2013
Birmingham New Street Birmingham, Inglaterra GBP 15,7 M 2011 2014
Sede BBVA Madrid, Espanha EUR 12,0 M 2011 2013
King Abdullah Financial District Riad, Arábia Saudita EUR 20,8 M 2011 2013
KASC – Estrutura Metálica Jeddah, Arábia Saudita EUR 24,9 M 2012 2013
KASC – Cobertura do Estádio Jeddah, Arábia Saudita EUR 9,5 M 2012 2014
Mina El Brocal Cerro de Pasco, Perú USD 4,0 M 2012 2013
Vale Verde Shopping* São Paulo, Brasil BRL 13,0 M 2011 2013
Estádio Fonte Nova* Salvador, Brasil BRL 37,8 M 2011 2013
Estádio Castelão * Fortaleza, Brasil BRL 48,0 M 2011 2012
Estádio Grémio de Porto Alegre* Porto Alegre, Brasil BRL 36,0 M 2011 2012
Shopping Londrina* Londrina, Brasil BRL 15,0 M 2012 2013
GV do Brasil, siderurgia* São Paulo, Brasil BRL 30,0 M 2012 2013
Pontes Transcarioca* Rio de Janeiro, Brasil BRL 109,2 M 2012 2014
Museu do Amanhã* Rio de Janeiro, Brasil BRL 107,5 M 2012 2014
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BREKDOWN POR PAÍS DA CARTEIRA DE ENCOMENDAS
RESULTADOS
Os Proveitos Operacionais da área de Construção Metálica atingiram os 182,6 milhões de euros nos 9 meses de 2012, o que corresponde a um aumento de 7 % YoY, suportado pela forte carteira de encomendas, que aumentou 30 % YoY, de 292 milhões de euros para 380 milhões de euros, em grande parte devido aos novos projetos adjudicados no Brasil.
O EBITDA nos 9 meses aumentou de -18,1 milhões de euros no período homólogo para os -6,3 milhões de euros, refletindo uma evolução positiva YoY, mas demonstrando um recuo relativamente ao nível de EBITDA demonstrados no primeiro e segundo trimestres de 2012, explicado por dois tipos de efeitos: (1) os custos associados com o encerramento de atividades na Polónia, que incluíram um corte na capacidade industrial no país, e o impacto do encerramento da fábrica de Benavente em Portugal (já refletido nos números do segundo trimestre); (2) margens operacionais negativas em alguns projetos, principalmente na Polónia, Ibéria e Austrália que refletem o ambiente geral no sector, com margens muito reduzidas devido à falta de procura de grandes projetos. A Austrália em particular, que tem acumulado perdas, já está a sofrer um processo de restruturação, que deverá ser finalizado nos próximos meses.
Além disso, o EBIT de -19,5 milhões de euros nos 9 meses reflete provisões e perdas de imparidade essencialmente de ativos fixos e clientes na Polónia no valor de 7,1 milhões de euros, essencialmente devido ao alerta de proteção de crédito de um dos nossos clientes.
Os Encargos Financeiros Líquidos nos 9 meses sofreram um aumento de 9 % para os 10,3 milhões de euros, devido ao serviço de dívida mais elevado que reflete o alargamento dos spreads.
O Resultado Líquido totalizou -29,9 milhões de euros, dos quais 0,4 milhões de euros são atribuíveis a interesses não controlados. A Dívida Líquida da área de Construção Metálica está estável nos 118 milhões de euros.
O CAPEX total no período atingiu os 5,9 milhões de euros aplicados à finalização da construção da fábrica no Brasil e em investimento de manutenção em maquinaria e instalações.
Construção Metálica 9M12 9M11 Var. % M€ Proveitos operacionais 182,6 170,2 7% EBITDA -6,3 -18,1 65% Margem EBITDA -3,5% -10,6% 7,2 pp EBIT -19,5 -24,7 -21% Margem EBIT -10,7% -14,5% 3,8 pp
Encargos financeiros líquidos 10,3 9,5 9%
Impostos 0,0 -4,4 -101%
Resultado líquido do exercício -29,9 -29,8 0%
Atribuível a interesses não controlados 0,4 0,2 126%
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SOLAR
ANÁLISE SETORIAL
De trimestre para trimestre, o setor fotovoltaico tem vindo a evidenciar algum abrandamento de atividade. Após um primeiro trimestre relativamente ativo no setor FV, influenciado positivamente pelos deadlines das tarifas na Alemanha, no Reino Unido e em Itália, e também devido às taxas aduaneiras introduzidas nos EUA à importação de módulos chineses, o ritmo no setor foi significativamente mais baixo no segundo e terceiro trimestres.
No entanto, de acordo com o último insight da Bloomberg Energy Finance, a procura para 2012 deverá situar-se entre os 28,8 GW e os 35,2 GW, com alguns mercados a ficarem agora muito mais claros. Em 2013, num cenário conservador, é esperado que a procura caia de 6 a 6,5 GW devido ao impacto fortemente negativo da Alemanha e da Itália, uma vez que apenas parte do mesmo será compensado por novos mercados. Numa análise otimista, 2013 terá um pequeno ajustamento de 0,36 a 34,9 GW e a China deverá ser o maior mercado com 6,6 GW de nova capacidade.
Devido à rápida expansão dos novos mercados, foi possível compensar o arrefecimento nos mercados mais maduros, como a Alemanha ou a Itália. Existe uma nova tarifa de feed-in elevada no Japão e a China aprovou um pipeline de projetos maior do que o esperado para o seu regime de incentivos Golden Sun, o que significa que estão a ser criados novos mercados, mantendo o setor muito ativo.
As margens nas empresas solares, em geral, são negativas e espera-se que assim permaneça até que haja uma quebra significativa da capacidade.
Os destaques no terceiro trimestre por mercado são os seguintes:
Em Itália, o primeiro registo para grandes projetos não foi totalmente preenchido, o que significa boas notícias para instaladores de sistemas residenciais de pequena dimensão, que terão orçamento disponível para o seu segmento.
França está a reduzir os seus planos para o nuclear o que pode significar que em 2014 haja um concurso solar.
No Reino Unido, o apoio ao Renewable Obligation Certificate (Certificado De Obrigação Renovável) deverá ser reduzido em 25 % para projetos solares a partir de 2013 em vez de 2015. No entanto, o setor solar deverá ser incluído no próximo plano do Reino Unido para as renováveis, legitimando o setor e protegendo-o potencialmente da perda completa de apoio.
Nos EUA, a reeleição de Obama abre uma nova fase para a energia limpa no país. A Casa Branca continua a apoiar fortemente as energias limpas mas terá poucos recursos financeiros para dar subsídios, devido à atual necessidade de austeridade fiscal. Desde o seu fim no início do ano, os defensores da indústria solar têm solicitado o relançamento de um programa global que ofereça aos developers garantias equivalentes a 30 % do capex de um projeto. Os lobistas do setor poderão renová-los agora que Obama venceu a reeleição e os Democratas controlam o Senado. No entanto, parece muito difícil que o Senado aprove tal medida no cenário atual.ATIVIDADE
A carteira de contratos da Martifer Solar é atualmente de 230 milhões de euros: Portugal, EUA, França e Reino Unido são os países com a contribuição mais significativa. Os últimos contratos assinados no período foram o projeto de 20 MW no México e o projeto de 4,5 MW na Ucrânia. Além disso, o mix de países demonstra equilíbrio e visibilidade da atividade.
RESULTADOS
Nos 9 meses de 2012 os Proveitos Operacionais diminuíram 16 %, face ao período homólogo, totalizando 156,3 milhões de euros, apesar de continuarem no caminho para obter proveitos em linha com os obtidos em 2011, com um quarto trimestre forte. Esta
performance nos 9M12 é explicada pelo facto de alguns projetos terem iniciado mais tarde do que o previsto, e outros projetos
deverão avançar a um ritmo mais forte no final do ano. Além disso, também é de realçar que a empresa preferiu proteger a margem em detrimento do crescimento. O processo de internacionalização continua, e nos últimos meses destacam-se as entradas no Brasil com um pequeno projeto, no México, no Chile, na Roménia e na Ucrânia.
Analisando a distribuição de proveitos operacionais por geografia, deverão ser realçadas as contribuições mais elevadas no período, maioritariamente em França, nos EUA, em Portugal e na Bélgica.
O EBITDA nos 9 meses de 2012 aumentou 57 %, de 7,8 milhões de euros para 12,3 milhões de euros, o que corresponde a um aumento da margem de 3,7 p.p. para os 8 %. Este aumento na margem é justificado pelo mix de vendas registado no período, com mais projetos EPC, com margens mais elevadas do que as vendas de distribuição.
Os Encargos Financeiros Líquidos registaram 3,9 milhões de euros nos 9 meses de 2012, aumentando de 1,2 milhões de euros, justificado pelo aumento YoY da dívida líquida.
O Resultado Líquido ascendeu a 4,8 milhões de euros, praticamente em linha com o mesmo período do ano anterior.
O CAPEX nos 9 meses de 2012 foi de 21,8 milhões de euros. Este valor é explicado pelo investimento no desenvolvimento de projetos, principalmente nos EUA e em França, cuja alienação está prevista em 2013.
A Dívida Líquida aumentou de 45,8 milhões de euros desde o final de 2011, para 71,0 milhões de euros, o que é explicado pelo investimento realizado e pelo aumento do fundo de maneio.
Solar 9M12 9M11 Var. % €M Proveitos operacionais 156,3 185,9 -16% EBITDA 12,3 7,8 57% Margem EBITDA 8% 4% 3,7 pp EBIT 11,0 7,2 53% Margem EBIT 7,0% 3,9% 3,2 pp
Encargos financeiros líquidos 3,9 1,2 >100%
Impostos 2,3 1,3 84%
Resultado líquido do exercício 4,8 4,7 1%
Atribuível a interesses não controlados -0,5 -0,3 -76%
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OUTRAS ÁREAS
RESULTADOS
Os resultados das restantes áreas – “Outras” – incluem a atividade da RE Developer e as operações da Holding e dos Serviços de Suporte do Grupo.
Para o total de Proveitos Operacionais, a área de RE Developer contribuiu com 11,7 milhões de euros nos 9 meses de 2012, o que representa um crescimento de 4,3 % YoY, justificado pela melhoria da performance dos parques solares em Espanha e dos parques eólicos no Brasil e do início de operação da totalidade do parque eólico da Roménia, apesar da alienação dos parques eólicos na Polónia no segundo semestre de 2011.
O EBITDA da RE Developer ascendeu a 6,8 milhões de euros nos 9 meses, o que representa uma margem de 58,1 %, que compara com 26,4 % no período homólogo. Este aumento de margem resulta de uma melhor performance dos ativos em operação e de reduções adicionais nos custos de estrutura e desenvolvimento.
O Resultado Líquido nos 9 meses foi de 0,6 milhões de euros, influenciado pelos encargos financeiros líquidos mais baixos, que incluem um ganho de capital de 1,5 milhões de euros na venda do projeto Silverton na Austrália, e que comparam com 7,1 milhões de euros no mesmo período do ano passado.
O CAPEX total da área de RE Developer no período foi de 1,1 milhões de euros, aplicado maioritariamente na construção do parque eólico na Roménia (Babadag).
A Dívida Líquida de RE Developer está estável nos 41,9 milhões de euros no final dos 9 meses, dos quais 14,6 milhões de euros derivam de Project Finance.
Relativamente aos processos de alienação de ativos, é importante mencionar que, devido às atuais condições de mercado, será difícil fechar algum acordo de venda até ao final do ano. Estas alienações deverão acontecer durante o ano de 2013.
RE Developer 9M12 9M11 Var. % €M Proveitos operacionais 11,7 11,2 4,3% EBITDA 6,8 3,0 >100% Margem EBITDA 58% 26,4% 31,7 pp EBIT 2,1 -2,1 s.s. Margem EBIT 17,6% -18,5% s.s.
Encargos financeiros líquidos 1,2 7,1 -83%
Impostos 0,3 -0,4 s.s.
Resultado líquido do exercício 0,6 -8,8 s.s.
Atribuível a interesses não controlados 0,4 -0,5 s.s.
Atribuível ao Grupo 0,2 -8,3 s.s.
04
COMPORTAMENTO
DA AÇÃO
MARTIFER
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04 | COMPORTAMENTO DA AÇÃO MARTIFER
Fonte: Reuters
O ambiente económico global continua sob pressão como comprovam os diversos outlooks económicos revendo em baixa o crescimento económico. A Europa continua debaixo de olho e com uma maior incerteza. O risco e os indicadores de volatilidade estão novamente em níveis mais elevados e isto reflete-se obviamente em enormes diferenças entre as performances nos índices de ações.
Devido à baixa de liquidez dos títulos e falta de interesse dos investidores na bolsa portuguesa, a performance do preço da ação Martifer sofreu os mesmos efeitos que as suas pares e reduziu o seu desempenho em 47,25 % nos 9 meses de 2012, com o PSI-20, o principal índice bolsista da Euronext Lisbon, a perder aproximadamente 5,3 %, a única performance negativa na Europa, além do IBEX em Espanha, que perdeu 10 %.
Os gaps nas performances bolsistas na Europa, ilustrados através de: DAX +22,3 %, Eurostoxx 50 +5,9 %, FTSE 100 +3,0 %, CAC40 +6,2 %, eventualmente num futuro próximo podem sofrer ajustamentos, mas até lá, o Índice DAX continua a ser visto como o safe heaven na Europa.
Nos EUA, o clima foi melhor do que na Europa no período. O Iníce Dow Jones valorizou 10 % e o NASDAQ valorizou 19,6 %. O preço da ação Martifer fechou os 9 meses de 2012 nos 0,57 €/ação. O preço máximo atingido foi de 1,14 €/ação e o mínimo 0,50 €/acção. O volume médio de ações transacionadas durante o período foi de 12 983 ações.
A capitalização bolsista da Martifer no final do período situou-se nos 57 milhões de euros.
0 20 40 60 80 100 120 0 1 -2 0 1 1 0 2 -2 0 1 1 0 3 -2 0 1 1 0 4 -2 0 1 1 0 5 -2 0 1 1 0 6 -2 0 1 1 0 7 -2 0 1 1 0 8 -2 0 1 1 0 9 -2 0 1 1 1 0 -2 0 1 1 1 1 -2 0 1 1 1 2 -2 0 1 1 0 1 -2 0 1 2 0 2 -2 0 1 2 0 3 -2 0 1 2 0 4 -2 0 1 2 0 5 -2 0 1 2 0 6 -2 0 1 2 0 7 -2 0 1 2 0 8 -2 0 1 2 0 9 -2 0 1 2
AQUISIÇÃO DE AÇÕES PRÓPRIAS
Nos termos e para o efeito do disposto no Regulamento da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários nº 5/2008, designadamente os números 1 e 2 do Artigo 11º, a Martifer SGPS, SA adquiriu em bolsa as seguintes ações próprias:
Data Mercado / Transação Ações adquiridas Preço (€) Ações detidas
02-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.555 1,09 5.555 04-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.950 1,08 11.505 05-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 19.580 1,08 31.085 09-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 7.430 1,08 38.515 10-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 2.300 1,11 40.815 11-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.600 1,12 42.415 12-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 16.380 1,09 58.795 13-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 150 1,09 58.945 16-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.350 1,11 64.295 17-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 380 1,13 64.675 18-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.340 1,11 70.015 19-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.900 1,13 75.915 20-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.120 1,10 77.035 23-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 8.195 1,10 85.230 24-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 9.160 1,10 94.390 25-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.000 1,09 95.390 26-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 12.000 1,08 107.390 27-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 3.589 1,08 110.979 30-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 14.974 1,07 125.953 31-Jan-12 Euronext Lisbon – Purchase 3.204 1,07 129.157 01-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 7.350 1,08 136.507 02-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 2.750 1,08 139.257 03-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 2.150 1,07 141.407 06-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 11.800 1,07 153.207 07-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 21.700 1,07 174.907 08-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 3.914 1,09 178.821 13-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 4.090 1,06 182.911 14-Feb-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.000 1,08 183.911 02-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 6.700 1,06 190.611 05-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 7.475 1,04 198.086 06-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 6.230 1,02 204.316 07-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 7.438 1,01 211.754 08-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 25.500 1,00 237.254 09-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 35.344 0,96 272.598 12-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 6.489 0,98 279.087 13-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 18.340 0,96 297.427 14-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 37.594 0,92 335.021 15-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 22.559 0,85 357.580 16-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 6.270 0,93 363.850 19-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 150 0,95 364.000 20-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 3.110 0,93 367.110 21-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 241 0,93 367.351 22-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 6.000 0,93 373.351 23-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.248 0,93 374.599 26-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.620 0,92 380.219 27-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 17.000 0,92 397.219 28-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 250 0,92 397.469 29-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 300 0,93 397.769 30-Mar-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.050 0,90 402.819 02-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 210 0,89 403.029 03-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 360 0,90 403.389 04-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 3.650 0,91 407.039 05-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 5.780 0,92 412.819 10-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 4.185 0,90 417.004 11-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 2.100 0,92 419.104 13-Abr-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.500 0,93 420.604 25-Mai-12 Euronext Lisbon – Purchase 21.000 0,63 441.604 28-Mai-12 Euronext Lisbon – Purchase 20.755 0,62 462.359 21-Set-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.000 0,56 463.359 24-Set12 Euronext Lisbon – Purchase 100 0,57 463.459 26-Set-12 Euronext Lisbon – Purchase 1.700 0,56 465.159
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Oliveira de Frades, 15 de novembro de 2012
O Conselho de Administração,
Carlos Manuel Marques Martins (Presidente)
Jorge Alberto Marques Martins (Vice-Presidente)
Luis Filipe Cardoso da Silva
(Vogal do Conselho de Administração)
Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo (Vogal do Conselho de Administração)
Luís Valadares Tavares
(Vogal do Conselho de Administração)
Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha (Vogal do Conselho de Administração)
//
INFORMAÇÃO
FINANCEIRA
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05
INFORMAÇÃO
FINANCEIRA
CONSOLIDADA
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05 | INFORMAÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS SEPARADAS PARA OS
PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2012 E 2011
NOTAS 9M’ 2012 (NÃO AUDITADO) 9M’ 2011 REEXPRESSO (NÃO AUDITADO) 9M’ 2011 (NÃO AUDITADO)
Vendas e prestações de serviços 4 e 5 340.533.400 340.497.522 340.497.522 Outros rendimentos 6 2.965.594 20.801.149 20.801.149 Custo das mercadorias 7 (159.610.982) (186.606.580) (186.606.580) Subcontratos 7 (58.971.038) (73.712.731) (73.712.731) Resultado bruto 124.916.974 100.979.360 100.979.360
Fornecimentos e serviços externos 8 (54.678.500) (57.109.188) (57.109.188) Gastos com o pessoal 9 (63.399.878) (57.858.447) (57.858.447) Outros rendimentos / (gastos) operacionais 10 7.777.842 9.100.724 9.100.724
4 14.616.438 (4.887.551) (4.887.551)
Amortizações e depreciações 4, 17 e 18 (13.524.800) (13.632.337) (14.661.649) Perdas de imparidade 11 (1.150.786) (299.870) (299.870) Provisões 11 (6.002.447) 566.453 566.453 Resultado operacional 4 (6.061.595) (18.253.305) (19.282.617)
Rendimentos e ganhos financeiros 12 14.680.423 20.348.168 20.348.168 Gastos e perdas financeiros 12 (37.967.037) (36.088.852) (36.088.852) Ganhos / (perdas) em empresas associadas e
emp. Conjuntos 13 (1.127.931) (1.709.387) (1.709.387) Imposto sobre o rendimento 14 (2.639.907) 2.434.032 2.663.526 Resultado depois de impostos (33.116.047) (33.269.344) (34.069.162)
Resultado atribuível ao grupo para alienação
detido para venda 3 115.777 - - Atribuível:
a interesses não controlados - - -
ao Grupo 115.777 - -
Resultado líquido do exercício 4 (33.000.270) (33.269.344) (34.069.162)
Atribuível:
a interesses não controlados 2.376.533 654.775 654.775 ao Grupo (35.376.803) (33.924.119) (34.723.937) Resultado consolidado líquido por ação
Básico 15 (0,3614) (0,3429) (0,3510) das unidades operacionais em continuação (0,3626) (0,3429) (0,3510) do grupo para alienação detido para venda 0,0012 - - Diluído 15 (0,3614) (0,3429) (0,3510) das unidades operacionais em continuação (0,3626) (0,3429) (0,3510) do grupo para alienação detido para venda 0,0012 - -
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS SEPARADAS PARA OS
TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2012 E 2011
3º TRIMESTRE 2012 (NÃO AUDITADO) 3º TRIMESTRE 2011 REEXPRESSO (NÃO AUDITADO) 3º TRIMESTRE 2011 (NÃO AUDITADO)
Vendas e prestações de serviços 99.420.342 116.220.770 116.220.770 Outros rendimentos 295.848 11.487.957 11.487.957 Custo das mercadorias (52.789.127) (75.262.161) (75.262.161) Subcontratos (12.963.517) (22.936.363) (22.936.363) Resultado bruto 33.963.546 29.510.203 29.510.203
Fornecimentos e serviços externos (17.679.839) (17.477.247) (17.477.247) Gastos com o pessoal (20.464.439) (19.504.391) (19.504.391) Outros rendimentos / (gastos) operacionais (2.407.142) 979.610 979.610
(6.587.874) (6.491.826) (6.491.826)
Amortizações e depreciações (4.444.849) (4.632.480) (4.975.585) Perdas de imparidade (323.286) - - Provisões (1.432.852) 862.131 862.131 Resultado operacional (12.788.861) (10.262.173) (10.605.280)
Rendimentos e ganhos financeiros 1.090.307 5.750.747 5.750.747 Gastos e perdas financeiros (11.155.436) (13.007.603) (13.007.603) Ganhos / (perdas) em empresas associadas e emp. conjuntos (1.079.527) (902.707) (902.707) Imposto sobre o rendimento 716.498 491.923 568.421 Resultado depois de impostos (23.217.019) (17.929.813) (18.196.422)
Resultado atribuível ao grupo para alienação detido para venda 139.478 - -
Atribuível:
a interesses não controlados - - -
ao Grupo 139.478 - -
Resultado líquido do exercício (23.077.541) (17.929.813) (18.196.422)
Atribuível:
a interesses não controlados (52.273) 1.233.480 1.233.480 ao Grupo (23.025.268) (19.163.293) (19.429.902) Resultado consolidado líquido por ação
Básico (0,2355) (0,1942) (0,1969) das unidades operacionais em continuação (0,2369) (0,1942) (0,1969) do grupo para alienação detido para venda 0,0014 - - Diluído (0,2355) (0,1942) (0,1969) das unidades operacionais em continuação (0,2369) (0,1942) (0,1969) do grupo para alienação detido para venda 0,0014 - -
PÁGINA 32 RELATÓRIO & CONTAS 9M2012 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /
DEMONSTRAÇÕES DO RENDIMENTO INTEGRAL CONSOLIDADO PARA OS PERÍODOS DE
NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2012 E 2011
9M’ 2012 (NÃO AUDITADO) 9M’ 2011 REEXPRESSO (NÃO AUDITADO) 9M’ 2011 (NÃO AUDITADO)
Resultado líquido consolidado do exercício (33.000.270) (33.269.344) (34.069.162)
Justo valor de instrumentos financeiros derivados, líquido de imposto 140.586 (64.548) (64.548) Justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda, líquido de imposto - -
-Diferenças cambiais decorrentes de: (i) transposição de demonstrações financeiras expressas em
moeda estrangeira; (ii) investimento líquido nas subsidiárias; e (iii) atualização cambial de goodwill (706.996) (5.791.382) (5.791.382) Reserva de reavaliação de ativos fixos tangíveis, líquido de imposto - - - Resultados consolidados reconhecidos diretamente no capital próprio (566.409) (5.855.930) (5.855.930)
Rendimento integral consolidado do exercício (33.566.679) (39.125.274) (39.925.092)
Atribuível:
a interesses não controlados 2.391.662 722.119 (722.119) ao Grupo (35.958.342) (39.847.394) (40.647.211)
DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA EM 30 DE SETEMBRO DE
2012 E 31 DE DEZEMBRO DE 2011
NOTAS 30 SETEMBRO 2012 (NÃO AUDITADO) 31 DEZEMBRO 2011 REEXPRESSO (NÃO AUDITADO) 31 DEZEMBRO 2011 (AUDITADO) ATIVO Não Corrente Goodwill 16 18.519.531 18.136.268 18.136.268 Ativos intangíveis 17 47.505.053 40.000.945 40.000.945 Ativos fixos tangíveis 18 276.872.605 285.084.969 304.939.148 Propriedades de investimento 19 17.681.465 17.274.846 17.274.846 Ativos financeiros em equivalência patrimonial 20 15.067.374 14.867.827 14.867.827 Ativos financeiros disponíveis para venda 21 2.110.700 2.179.021 2.179.021 Clientes e outros devedores 23 143.420.498 135.575.300 135.575.300 Ativos por impostos diferidos 10.794.394 11.490.963 11.490.963531.971.620 524.610.139 544.464.318
Corrente
Inventários 22 26.600.650 31.152.897 31.152.897 Clientes 23 163.714.749 191.107.588 191.107.588 Outros devedores 23 60.648.784 43.066.127 43.066.127 Imposto sobre o rendimento 24 2.589.381 2.366.787 2.366.787 Estado e outros entes públicos 24 18.006.411 19.670.837 19.670.837 Outros ativos correntes 25 154.135.566 128.118.298 128.118.298 Caixa e seus equivalentes 26 30.133.691 77.886.483 77.886.483 Grupo para alienação detido para venda 3 21.194.473 - -
477.023.704 493.369.017 493.369.017
Total do Ativo 4 1.008.995.324 1.017.979.156 1.037.833.335
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 27 50.000.000 50.000.000 50.000.000 Reservas 182.508.623 234.520.757 251.133.360 Resultado líquido do exercício (35.376.803) (48.587.256) (49.600.348) Capital próprio atribuível ao Grupo 197.131.820 235.933.501 251.533.012
Interesses não controlados 27 53.452.432 31.783.623 31.783.623 Interesses não controlados atribuíveis ao grupo para alienação
detido para venda - - -
Total do Capital Próprio 250.584.252 267.717.124 283.316.635
PASSIVO Não Corrente
Empréstimos 28 127.941.178 215.440.560 215.440.560 Credores por locações financeiras 13.597.063 17.902.006 17.902.006 Fornecedores e Credores diversos 29 20.181.833 17.458.625 17.458.625 Provisões 30 19.799.763 13.383.765 13.383.765 Passivos por impostos diferidos 2.726.082 3.851.678 8.106.346
184.245.919 268.036.634 272.291.302
Corrente
Empréstimos 28 261.026.601 167.209.008 167.209.008 Credores por locações financeiras 7.388.935 7.209.061 7.209.061 Fornecedores 29 163.591.521 202.293.996 202.293.996 Credores diversos 29 54.484.458 38.281.720 38.281.720 Imposto sobre o rendimento 31 4.674.329 5.051.259 5.051.259 Estado e outros entes públicos 31 9.705.896 23.232.579 23.232.579 Outros passivos correntes 32 65.543.599 38.470.310 38.470.310 Instrumentos financeiros derivados 629.788 477.465 477.465 Passivos associados ao grupo para alienação detido para venda 3 7.120.026 - -
574.165.153 482.225.398 482.225.398
Total do Passivo 4 758.411.072 750.262.032 754.516.700
Total do Capital Próprio e do Passivo 1.008.995.324 1.017.979.156 1.037.833.335
PÁGINA 34 RELATÓRIO & CONTAS 9M2012 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /
DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO
DE 2012 E DE 2011
RESERVAS DE JUSTO VALOR
CAPITAL AÇÕES PRÓPRIAS PRÉMIOS DE EMISSÃO REVALORIZA- ÇÃO DE ATIVOS TANGÍVEIS ATIVOS DISPONÍVEIS PARA VENDA RESERVA DE COBERTURA RESERVAS DE CONVERSÃO CAMBIAIS RESERVAS RELATIVAS A OPÇÕES SOBRE AÇÕES OUTRAS RESERVAS RESULTADO LÍQUIDO CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A INTERESSES CONTROLADOS CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A INTERESSES NÃO CONTROLADOS TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO Saldo em 1 de janeiro de 2011 50.000.000 (852.587) 186.500.000 15.927.250 - (228.755) (13.497.358) 113.495 126.191.830 (54.894.057) 309.259.817 30.988.179 340.247.995
Alteração no método de consolidação e política de
mensuração (Nota 1) - - - (15.927.250) - - - - (119.411) 799.818 (15.246.843) - (15.246.843)
50.000.000 (852.587) 186.500.000 - - (228.755) (13. 497.358) 113.495 126.072.419 (54.094.239) 294.012.974 30.988.179 325.001.152
Aplicação do resultado líquido consolidado de 2010 - - - (54.894.057) 54.894.057 - - -
Rendimento integral consolidado do período:
Resultado líquido consolidado - - - (34.723.937) (34.723.937) 654.775 (34.069.162)
Diferenças cambiais decorrentes de:
(i) transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; e
(ii) investimento líquido nas subsidiárias
- - - (5.597.160) - - - (5.597.160) 76.984 (5.520.176)
Atualização do goodwill expresso em moeda estrangeira - - - (270.237) - - - (270.237) (969) (271.206)
Reavaliação de terrenos e edifícios - - - -
Outras variações no capital próprio da empresa mãe e
suas participadas - - - (55.878) - - - - (55.878) (8.670) (64.548)
Total do Rendimento Integral do período - - - (55.878) (5.867.397) - - (34.723.937) (40.647.211) 722.119 (39.925.092)
Aquisição de ações próprias - (1.125.568) - - - (1.125.568) - (1.125.568)
Opções sobre ações – valor dos serviços prestados - - - 64.180 - - 64.180 - 64.180
Aumento capital em empresas participadas - - - 3.065.784 3.065.784
Transações com interesses não controlados - - - (326.504) - (326.504) 75.234 (251.270)
Outras variações no capital próprio
das empresas participadas - - - - - - - - 952.778 - 952.778 (863.836) 88.942
Alterações no perímetro de consolidação - - - - - - 774.578 774.578
Saldo em 30 de setembro de 2011 50.000.000 (1.978.155) 186.500.000 - - (284.633) (19.364.755) 177.675 71.804.636 (33.924.119) 252.930.649 34.762.057 287.692.706
Saldo em 1 de janeiro de 2012 50.000.000 (2.415.630) 186.500.000 - - (289.985) (19.563.611) 198.979 70.091.004 (48.587.256) 235.933.501 31.783.623 267.717.124
Aplicação do resultado líquido consolidado de 2011 - - - (48.587.256) 48.587.256 - - -
Rendimento integral consolidado do período:
Resultado líquido consolidado - - - (35.376.803) (35.376.803) 2.376.533 (33.000.270)
Diferenças cambiais decorrentes de:
(i) transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; e
(ii) investimento líquido nas subsidiárias
- - - (1.059.596) - - - (1.059.596) 40.180 (1.019.413)
Atualização do goodwill expresso em moeda estrangeira - - - 312.420 - - - 312.420 - 312.420
Outras variações no capital próprio das empresas participadas - - - 165.637 - - 165.637 (25.050) 140.586
Total do Rendimento Integral do período - - - - - 165.637 (747.176) - - (35.376.803) (35.958.342) 2.391.662 (33.566.680)
Aquisição de ações próprias - (451.029) - - - (451.029) - (451.029)
Aumento capital em empresas participadas - - - 32.400 32.400
Outras variações no capital próprio das empresas participadas - - - 1.094.181 - 1.094.181 1.167.021 2.261.203
Alterações no perímetro de consolidação - - - 58.668 - 58.668 47.764 106.432
Transações com interesses não controlados - - - (3.545.159) - (3.545.159) 18.029.961 14.484.803
Saldo em 30 de setembro de 2012 50.000.000 (2.866.659) 186.500.000 - - (124.348) (20.310.787) 198.979 19.111.439 (35.376.803) 197.131.820 53.452.432 250.584.252 Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS PARA OS PERÍODOS DE
NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2012 E 2011
9M’ 2012 (NÃO AUDITADO) 9M’ 2011 (NÃO AUDITADO) 3º TRIMESTRE 2012 (NÃO AUDITADO) 3º TRIMESTRE 2011 (NÃO AUDITADO) ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimentos de clientes 434.444.345 465.979.797 145.308.624 115.168.689 Pagamentos a fornecedores (351.347.654) (391.079.693) (98.164.402) (52.713.424) Pagamentos ao pessoal (61.060.141) (56.439.949) (20.659.466) (18.088.682) Fluxos gerados pelas operações 22.036.550 18.460.155 26.484.756 44.366.582
Pagamento de imposto sobre o rendimento (4.232.796) 4.029.272 (529.439) 5.870.163 Outros recebimentos /(pagamentos) de atividades operacionais (7.262.572) (26.814.674) (1.248.572) (12.919.869) Outros fluxos gerados (11.495.368) (22.785.402) (1.778.011) (10.122.747)
Fluxos das atividades operacionais (1) 10.541.183 (4.325.247) 24.706.745 37.316.876
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Recebimentos provenientes de:
Ativos financeiros 2.698.813 13.263.072 - 12.963.072 Ativos fixos tangíveis 2.268.799 2.915.575 1.069.587 713.954 Ativos intangíveis 676.477 22.750.373 52.770 22.316.354 Subsídios ao investimento 1.283.652 - (53.000) - Juros e proveitos similares 3.016.203 2.135.973 1.141.078 885.380 Dividendos - - - - Outros 408.500 - - - 10.352.443 41.064.994 2.210.435 36.878.760 Pagamentos respeitantes a:
Ativos financeiros (883.937) (5.238.750) - - Ativos fixos tangíveis (18.028.990) (18.392.656) (6.641.719) 3.719.625 Ativos intangíveis (16.138.803) (28.769.620) (5.184.874) (15.782.239) Outros (5.000) - - -
(35.056.730) (52.401.026) (11.826.593) (12.062.614)
Fluxos das atividades de investimento (2) (24.704.287) (11.336.032) (9.616.158) 24.816.146
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 399.199.333 679.442.516 101.493.425 258.655.061 Aumentos de capital, prest. suplem., prémios de emissão - 5.878.505 - 1.435.225 Subsídios e doações 16.043 707.293 - - Outros 829.718 - 221.889 (2.409.420)
400.045.094 686.028.314 101.715.314 257.680.866 Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (405.030.587) (643.894.476) (112.990.361) (270.549.479) Amortizações de contratos de locação financeira (4.125.069) - (1.692.210) 3.355.511 Juros e custos similares (16.360.503) (17.539.914) (1.377.632) (6.505.085) Aquisição de ações próprias (451.029) (1.978.155) (1.569) (3.944.867) Outros (3.013.667) (1.013.698) (165.469) (821.458) (428.980.855) (664.426.244) (116.227.241) (278.465.379)
Fluxos das atividades de financiamento (3) (28.935.761) 21.602.070 (14.511.927) (20.784.513)
Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) (43.098.866) 5.940.791 578.660 41.348.509 Variação de perímetro e outras variações (4.303.169) (1.061.958) (40.472) (713.076) Efeito das diferenças de câmbio (350.757) (3.648.898) (314.232) (3.443.795) Caixa e seus equivalentes no início do período 77.886.483 74.518.350 29.909.735 38.556.648 Caixa e seus equivalentes no fim do período 30.133.691 75.748.285 30.133.691 75.748.286
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ANEXO ÀS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
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06 | ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS
NOTA INTRODUTÓRIA
A Martifer, SGPS, S.A., com sede na Zona Industrial, Apartado 17, Oliveira de Frades – Portugal (‘Martifer SGPS’ ou ‘Empresa’), e empresas participadas (‘Grupo’), têm como atividades principais a atividade de construção de infraestruturas metálicas e atividade solar - que se dedica ao desenvolvimento de projetos fotovoltaicos, à instalação de parques fotovoltaicos chave na mão ou em regime de EPC e ao desenvolvimento de projetos de integração arquitetónica e microgeração. Têm ainda outras atividades onde se destaca a Promoção e Desenvolvimento de Projetos Eólicos (Nota 4).
A Martifer SGPS foi constituída em 29 de outubro de 2004, tendo o seu capital social sido realizado através da entrega da totalidade das ações, avaliadas a valores de mercado, que os acionistas do Grupo detinham na Martifer – Construções, S.A., participada constituída em 1990 e que nessa altura era a Empresa-mãe do atual Grupo Martifer.
A partir de junho de 2007 e após a realização com sucesso de uma Oferta Pública de Subscrição, o Grupo passou a ter as suas ações cotadas na Euronext Lisboa.
Em 30 de setembro de 2012, o Grupo desenvolve a sua atividade em Portugal, Espanha, Polónia, Eslováquia, Roménia, República Checa, Angola, Brasil, Grécia, Estados Unidos da América, Austrália, Moçambique, Irlanda, Itália, Bélgica, Bulgária, Holanda, França, Tailândia, Marrocos, Reino Unido, Canadá, México, Arábia Saudita, Alemanha, Chile, Equador, Ucrânia e Índia. Todos os montantes apresentados nestas notas explicativas são apresentados em Euro (com arredondamentos às unidades), salvo se expressamente referido em contrário.
As notas que se seguem foram selecionadas de forma a contribuir para a compreensão das alterações mais significativas da posição financeira consolidada do Grupo e do seu desempenho face à última data de reporte anual com referência a 31 de dezembro de 2011. Os valores reexpressos são apresentados nas notas abaixo apenas nas situações em que existem diferenças para os valores reportados.
Estas demonstrações financeiras não são auditadas.
1. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
BASES DE APRESENTAÇÃO
As demonstrações financeiras anexas respeitam às demonstrações financeiras consolidadas das empresas do Grupo Martifer e foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (‘IFRS’), tal como adotadas pela União Europeia, em vigor para o exercício económico iniciado em 1 de janeiro de 2012. Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International Accounting Standards Board (‘IASB’) e interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (‘IFRIC’) ou pelo anterior Standing Interpretations Committee (‘SIC’), que tenham sido adotadas na União Europeia.
As demonstrações financeiras consolidadas intercalares, para o período de nove meses findo em 30 de setembro de 2012, foram preparadas de acordo com o previsto na IAS 34 – ‘Relato financeiro intercalar’, tal como adotada pela União Europeia.
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos registos contabilísticos da Empresa e das suas subsidiárias (Nota 2), no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, exceto para a revalorização de certos ativos não correntes e de certos instrumentos financeiros, que se encontram registados pelo justo valor. As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adotados pelo Grupo são consistentes com os aplicados pelo Grupo na preparação da informação financeira do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentada para efeitos comparativos, exceto no que respeita às normas e interpretações cuja data de eficácia corresponde aos exercícios iniciados em ou após 1 de