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Iniciação da clarineta com crianças

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Processos de aprendizagem da clarineta em crianças de oito a dez anos: Processos de aprendizagem da clarineta em crianças de oito a dez anos:

aspectos técnicos e recursos didáticos. aspectos técnicos e recursos didáticos.

Resumo:

Resumo: O presente artigo é parte do trabalho de mestrado que estuda a O presente artigo é parte do trabalho de mestrado que estuda a iniciação da clarinetainiciação da clarineta com crianças a partir dos seis anos de idade no qual apresenta-se considerações sobre a com crianças a partir dos seis anos de idade no qual apresenta-se considerações sobre a utilização da clarineta na aprendizagem instrumental. O objetivo principal deste projeto é utilização da clarineta na aprendizagem instrumental. O objetivo principal deste projeto é analisar o processo de ensino e aprendizagem instrumental com crianças de 6 a 9 anos analisar o processo de ensino e aprendizagem instrumental com crianças de 6 a 9 anos tentando compreender como as habilidades musicais são adquiridas e como as crianças as tentando compreender como as habilidades musicais são adquiridas e como as crianças as desenvolvem na clarineta

desenvolvem na clarineta.. !retendeu-se também de"inir critérios de per"ormance instrumental !retendeu-se também de"inir critérios de per"ormance instrumental in"antil musicalização e musicalidade procurando entender as relações e#istentes entre as in"antil musicalização e musicalidade procurando entender as relações e#istentes entre as aulas de instrumentos e sua relação com a e#peri$ncia anterior das crianças em aulas de aulas de instrumentos e sua relação com a e#peri$ncia anterior das crianças em aulas de musicalizaçã

musicalização. % partir dessa an&lise a metodologia escolhida "oi o. % partir dessa an&lise a metodologia escolhida "oi a pesquisa-ação em que uma pesquisa-ação em que um grupo de alunos com idade

grupo de alunos com idade entre seis e oito anos de um projeto de e#tensão universit&ria "oientre seis e oito anos de um projeto de e#tensão universit&ria "oi

escolhido como grupo-alvo

escolhido como grupo-alvo. 'omo conclusão propõe-se compreender o ensino da clarineta. 'omo conclusão propõe-se compreender o ensino da clarineta em uma perspectiva da educação musical contempor(nea apontando a necessidade de novas em uma perspectiva da educação musical contempor(nea apontando a necessidade de novas  pesquisas que

 pesquisas que considerem a considerem a clarineta clarineta como como uma uma real real possibilidade na possibilidade na iniciação instrumentaliniciação instrumental in"antil.

in"antil.

Palavras chave:

Palavras chave: clarineta iniciação instrumental clarineta iniciação instrumental pesquisa-açãpesquisa-açãoo

Introdução Introdução

O tema proposto trata dos processos de ensino e aprendizagem musical com crianças O tema proposto trata dos processos de ensino e aprendizagem musical com crianças entre sete e dez anos com um "oco especial na iniciação instrumental tendo a clarineta como entre sete e dez anos com um "oco especial na iniciação instrumental tendo a clarineta como obje

objeto da to da pesqpesquisa. O uisa. O presepresente artigo é nte artigo é parte do trabalho de parte do trabalho de mesmestrado que busca entendetrado que busca entender r ee anal

analisar isar os os procprocessoessos s de de ensinensino o e e apreaprendizndizagem instrumeagem instrumental. ntal. !rete!retendeundeu-se -se com com este artigoeste artigo relatar o in)cio da pesquisa que "oi desenvolvida com a turma de clarinetas de um projeto de relatar o in)cio da pesquisa que "oi desenvolvida com a turma de clarinetas de um projeto de e#tensão universit&ria no primeiro semestre de *+,. !aralelamente  revisão de literatura e  e#tensão universit&ria no primeiro semestre de *+,. !aralelamente  revisão de literatura e  "undamentação te/rica "oi realizada uma pesquisa-ação piloto que antecede a aplicação da "undamentação te/rica "oi realizada uma pesquisa-ação piloto que antecede a aplicação da  plano

 plano de de instrução instrução do do mestrado mestrado que que acontecer& acontecer& no no segundo segundo semestre semestre de de *+,. *+,. O O objetivoobjetivo  principal

 principal "oi "oi compreendecompreender r e e analisar analisar os os processos processos de de ensino ensino e e aprendizageaprendizagem m instrumentalinstrumental in"antil e

in"antil e analisar a problem&tica da analisar a problem&tica da pesquisa em v&rios aspectos. %lgumas proposiçõepesquisa em v&rios aspectos. %lgumas proposições "orams "oram "eitas a partir da an&lise dos dados as ações "oram moldadas e revistas a partir da e"etividade "eitas a partir da an&lise dos dados as ações "oram moldadas e revistas a partir da e"etividade apresentada na pr&tica.

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Considerações sobre iniciação instrumental inantil! musicalização e musicalidade"enculturação! aprendizagem e signiicado

% "im de entender e analisar os processos de ensino e aprendizagem instrumental "az-se necess&rio uma compreensão de como as habilidades musicais são adquiridas e de como as crianças chegam até os instrumentos musicais escolhidos por elas. !ara tanto "oram elencados quatro conceitos b&sicos para "undamentar o estudo0 enculturação motivação  parental teorias cognitivas de aprendizagem e musicalização.

O indiv)duo est& imerso em ações culturais e sociais espec)"icas relacionadas aos sons musicais desde o seu nascimento. 1ssas ações são adquiridas de "orma espont(nea assim como acontece com a aquisição da compet$ncia da l)ngua materna. 2essa "orma o indiv)duo aprende desde o nascimento as mani"estações musicais pr/prias da cultura na qual est& inserido por meio de observação audição composição e e#ecução. 1ste processo de aquisição de habilidades e conhecimento musicais através da imersão nas pr&ticas musicais di&rias do conte#to social ao qual o indiv)duo pertence é chamado de enculturação. 34511 *++, p. **7

!ara 4511 3*++,7 a enculturação é parte essencial de qualquer processo de ensino e aprendizagem musical e nesse sentido 8oloboda 3 7 ressalta que0

% enculturação também é caracterizada pela aus$ncia de es"orço autoconsciente bem como pela aus$ncia de instrução e#pl)cita. %s crianças  pequenas não aspiram progredir em sua capacidade de aprender canções

mas progridem. Os adultos não ensinam  as crianças a arte de memorizar 

canções mas as crianças aprendem a memoriza-las. 38O:O2% *++;  p.*<97

%o re"letir sobre os conceitos de enculturação e#plicitados por 4reen e 8loboda evidencia-se que a mesma começa a ser constru)da por meio da interação entre a criança e sua "am)lia. 'omo este processo é iniciado e sustentado em um determinado ambiente social um ambiente "amiliar de apoio e rico em est)mulos musicais pode ser um elemento-chave para o desenvolvimento musical de crianças em especial nas primeiras "ases de aprendizagem musical 3=1>! ,996 apud  8'?%215 *++, p.@@7.

1#istem muitos incentivos de motivação parental para envolver crianças na "ormação musical entretanto um ambiente "amiliar solid&rio não é su"iciente para garantir o estudo da

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criança uma vez que é e#igido dos pais n)veis elevados de investimentos em termos de tempo "inanças e transporte. Outro "ator relevante é que os pais t$m o poder de apro#imar ou distanciar seus "ilhos de determinadas atividades e de manter seus "ilhos engajados em determinada tare"a. 8chader 3*++,7 ao entrevistar alguns pais cujos "ilhos "aziam aulas de instrumentos e perguntar a eles quais os bene")cios que os levaram a matricular o "ilho na aula de mAsica considerou duas principais categorias de razões para compreender os bene")cios elencados pelos pais. Bma categoria compreende razões relacionadas aos bene")cios intr)nsecos como o desenvolvimento da sensibilidade musical e da estética. Outra categoria compreende "atores e#tr)nsecos tais mais como reconhecimento social e maior nAmero de oportunidades. 38'?%215 *++, p. @@7

%lém dos aspectos que envolvem a enculturação e a motivação parental :runer  3,9C67 a"irma que os indiv)duos constroem seu pr/prio conhecimento por meio de relações entre os conceitos e#postos. Derome :runer coloca o sujeito como centro da aprendizagem e a"irma que qualquer conhecimento pode ser ensinado a qualquer pessoa desde que respeitadas as di"erentes etapas do desenvolvimento intelectual ou estruturas cognitivas.

!ensando ainda sobre a /tica da cognição o te#to de %usubel 3*++,7 a"irma que a aquisição e retenção dos conhecimentos envolve a aquisição de novos significados a partir de material apresentado. Ausubel (2001) ressalta que não se trata de um conjunto de saberes a serem adquiridos e sim que: “a estrutura cognitiva particular do aprendiz contenha ideias ancoradasrelevantes, com as quais se possa relacionar o novo material e atribuir significado.” %tualmente o campo da educação musical reconhece que é necess&rio construir   pontes apoiadas sobre as viv$ncias cotidianas para promover condições de ensino e

aprendizagem amplos e integrados tanto no (mbito pr&tico quanto no (mbito te/rico ocupando-se do desenvolvimento geral dos alunos por meio da participação ativa em e#peri$ncias musicais ricas e variadas. esse sentido cabe aqui a re"le#ão do que se compreende atualmente como musicalização. 1m muitos casos a musicalização é compreendida como uma espécie de est&gio preparat/rio para as aulas de instrumento e teoria nos moldes tradicionais e muitas vezes dirigida somente  crianças. 3!1% *+,* p.E7 Fodavia em decorr$ncia das reavaliações empreendidas nos Altimos anos a autora >aura !enna traz luz ao conhecimento dessa questão0

3...7 concebemos a musicalização como um processo educacional orientado que visando promover uma participação mais ampla na cultura socialmente  produzida  e"etua o desenvolvimento dos esquemas de percepção e#pressão e pensamento necess&rios para a apreensão da linguagem musical de modo

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que o indiv)duo de torne capaz de apropriar-se criticamente das v&rias mani"estações musicais dispon)veis em seu ambiente G o que vale dizer0 inserir-se em seu meio sociocultural de modo cr)tico e participante. 1sse é o objetivo "inal da musicalização na qual a mAsica é o material para um  processo educativo e "ormativo mais amplo dirigido para o pleno

desenvolvimento do indiv)duo como sujeito social. 3!1% *+,* p.E97 %o compreender musicalização como um processo educativo amplo e dirigido para o  pleno desenvolvimento do indiv)duo como sugere >aura !enna talvez seja poss)vel considerar a per"ormance instrumental como um recurso essencial dentre os j& e#istentes  para o desenvolvimento do aluno o"erecendo oportunidades para uma e#ploração musical

criativa e#pressiva e autHnoma.

'abe notar que a iniciação instrumental na &rea de instrumentos de sopro possui um viés bem "undamentado tendo em vista que h& v&rios anos a "lauta doce tem sido utilizada com $#ito em classes de iniciação musical in"antil que visam trabalhar com instrumentos de sopro. I um instrumento tradicionalmente utilizado nas séries iniciais e intermedi&rias do ensino "undamental em escolas de mAsicas projetos socioculturais e organizações não governamentais 3O4s7. 3F%1F8 e J8 *+,* p.,7

1mbora a "lauta doce e demais instrumentos como piano violão "lauta transversal e instrumentos de cordas "riccionadas j& possu)rem recursos dispon)veis para a iniciação instrumental em idade mais tenra surgiu o questionamento sobre quais seriam os princ)pios norteadores que permitiriam um desenvolvimento musical integral do aluno utilizando a clarineta na iniciação instrumental.

# utilização da clarineta como um recurso de iniciação musical

% e#peri$ncia de dezessete anos como pro"essora de mAsica em escolas O4s e Bniversidades somada a e#peri$ncia como instrumentista trou#e a tona o questionamento sobre outras possibilidades de iniciação instrumental nesse caso a iniciação instrumental utilizando a clarineta. %o ver a clarineta como um instrumento presente nas bandas nas rodas de choros nas orquestras e nas mais variadas "ormações musicais e perceber que sua versatilidade timbr)stica assim como os recursos de técnica e#pandida tais como  glissandos,  frulatos, sleps dentre outros poderiam enriquecer sobremaneira aulas de iniciação musical a

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vez mais estimulante.

1ntretanto ao re"letir sobre a utilização da clarineta em classes in"antis questões relacionadas  ergonomia veem a tona visto que o tamanho o peso do instrumento e a  pressão de ar necess&ria para emissão dos primeiros sons inviabilizaria a iniciação na clarineta

com crianças menores como acontece na "lauta doce.

1m instrumentos como violão "lauta transversal e cordas "riccionadas por e#emplo e#istem dispon)veis no mercado instrumentos menores permitindo com que crianças bem  pequenas possam ser iniciadas por meio destes. 8obre essa questão "az-se necess&rio observar 

que no caso da clarineta a requinta 3clarineta sopranino >ib7 poderia ser usada e h& casos em que isso acontece especialmente nas bandas. 1mbora a utilização da requinta possa ser  vi&vel no caso de crianças um pouco maiores uma clarineta sib de resina pl&stica pode também servir bem a esta "inalidade considerando que esse instrumento é notadamente mais leve do que uma clarineta de madeira.

#plicação da pes$uisa%ação piloto na classe de clarineta em um pro&eto de e'tensão universitária

:uscando identi"icar estratégias poss)veis que contribu)ssem para um aprimoramento do ensino e aprendizagem na classe de clarineta do projeto de e#tensão universit&ria optou-se  por uma pesquisa-ação do tipo descritivo-e#plicativa com abordagem qualitativa dos dados. 8egundo ima e %lbano 3*++97 a metodologia da pesquisa-ação é   pertinente a área da educação musical porque traz significados importantes e diferenciados nos processos de ensino/aprendizagem. Para os autores esse modelo de pesquisa atua de forma a teorizar as práticas educativas rotineiras e poderia transformar gradativamente e de maneira positiva o ensino musical do paí s. (ALBANO e LIMA, 2009, p. 91-92)

% técnica escolhida para a coleta dos dados "oi a observação participante ativa que segundo :arbier 3*++E p.,*67 é aquela em que o pesquisador tenta por meio de um papel desempenhado no grupo adquirir um status de membro desse grupo. 1ntão pode-se entender  como observação participante a técnica pela qual se chega ao conhecimento das caracter)sticas de um grupo a partindo dele mesmo.

Os dados "oram coletados durante as aulas ministradas por quatro meses consecutivos num total de dezessete semanas. %s atividades eram constitu)das de tr$s etapas0 ensaios de

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orquestra de sopros aulas coletivas e aulas individuais. O objeto de estudo deste artigo "oram as aulas coletivas.

% ideia "oi proporcionar aos alunos a aprendizagem pela descoberta ou pela resolução de  problemas por meio das teorias de aprendizagem de :runer 3,99;7 e Ausubel (2001)

ampliando os saberes musicais com atividades que contemplaram a criatividade, a memorização, a prática antes da teoria e a afetividade.

Koram enumerados alguns procedimentos pedag/gicos e estratégias adotadas durante o processo0

 , G >et&"oras e brincadeiras em grupo

2urante as aulas "oram utilizadas met&"oras para estabelecer imagens mentais que ajudassem os alunos a memorizar certos conceitos técnicos tais como L:arriga de paredeM  para a respiração usando o apoio dia"ragm&tico L>ão de 'M para posicionamento correto de

mãos e braços e L'ara de clarinetistaM para a concepção da embocadura. % essas met&"oras "oram somadas brincadeiras como LO "iozinho de arM - brincadeira de soprar tentando imaginar um "io de ar LO equilibristaM G brincadeira de "echar tr$s "uros da clarineta usando uma das mãos e "azer desenhos imagin&rios sem tirar os dedos do lugar e a L'larimãoM0  brincadeira em que as crianças tocam utilizando apenas a boquilha e o barilhete da clarineta e

tem que mudar a altura das notas alterando a embocadura e abrindo e "echando as mãos.

* - 8ocialização em grupo na aula e no intervalo

%credita-se que a "unção do pro"essor e o conte#to social onde esse aluno est& inserido são "undamentais. Os est)mulos culturais e sociais que rodeiam o cotidiano de um indiv)duo podem determinar que instrumento ele possa vir a tocar e de que maneira esse aluno lidar& com o aprendizado do mesmo.

%p/s o ensaio havia um pequeno intervalo e os alunos iam para a aula coletiva de clarineta. O in)cio da aula acontecia com uma conversa sobre como "oi o ensaio a ideia nesse momento era dar voz aos alunos para suas percepções inquietações cr)ticas e sugestões. >uitas perguntas "oram "eitas a turma em relação s mAsicas que mais gostam as mAsicas que ouvem em casa e na escola e se "azem mAsica em outros momentos além das aulas. % maioria dos alunos respondiam que tocavam em casa em eventos "amiliares e alguns j& levaram a clarineta para tocar na escola.

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 G Kunção LespelhoM

 as aulas em grupo a pro"essora muitas vezes tocava de pé e de "rente para os alunos  promovendo a interação auditiva e visual baseado no conceito dos neurHnios espelhos de 5izzolatti 3*++E7. !ara o autor esse tipo de interação se "az muito importante na iniciação instrumental pois promove maior segurança aos alunos em relação aos gestos e movimentos quando estes são e#ecutados pelo pro"essor na "unção de LespelhoM.

E-%tividades coletivas N atenção individual

Fanto as aulas individuais quanto coletivas eram estruturadas de maneira a promover o aper"eiçoamento técnico dos alunos bem como sua "uncionalidade para "ins inter e transdisciplinares como o desenvolvimento do prazer estético o estimulo da criatividade a "ormação de atitudes de cr)tica e autocr)tica racionalmente "undamentadas o "avorecimento da sociabilidade e o desenvolvimento da autonomia. 2urante as aulas além da presença do  pro"essor h& também um monitor que circulava na sala durante a aula prestando alguns

atendimentos individuais como correção da postura e ajuda com digitação de determinadas notas.

<- %prendizagem com os colegas por modelagem

Os alunos se sentiam motivados ao verem outras crianças em est&gios mais adiantados e os alunos adiantados por sua vez se sentiam motivados em ajudar os alunos iniciantes.

% transmissão de conhecimentos pelo aprendizado coletivo implica não s/ no aprendizado musical mas toda a gama de valores ideias e sentidos que o envolve con"orme a"irma ?iiji 3*++ L3...7 a aula passa a ser  locus de transmissão de valores de e#peri$ncias de imagens que ultrapassam a es"era musical a atingem a vida dos praticantes como um todoM. 3?iiji *++ p.9<7.

6 G 'onceitos técnicos e estéticos0 sonoridade limpa articulação

2urante as rodas de conversa os alunos eram convidados a "azer re"le#ões sobre alguns conceitos técnicos e estéticos. Os alunos "oram questionados sobre como pensavam a sonoridade e a articulação. 'onversas e atividades sobre qual a "unção das din(micas e como elas poderiam ser usadas como recurso e#pressivo também "oram realizadas.

%s brincadeiras de LmistérioM LsurpresaM e LsustoM "oram usadas para e#plorar os recursos de articulação e din(mica e relacion&-los com a estética e a sonoridade.

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O in)cio do aprendizado é caracterizado por uma adequação do aluno ao instrumento. !ara 'osta 3*++<7 as posturas assumidas resultam de uma solução de compromisso entre as e#ig$ncias da tare"a o mobili&rio dispon)vel e o estado de saAde do sujeito. %lguns pontos de apoio podem ajudar a promover uma postura e"iciente e con"ort&vel nos alunos especialmente quando os alunos tocam sentados como por e#emplo estar com os )squios 3ossos do quadril7 apoiados na cadeira e os pés inteiros no chão paralelos um ao outro. 3'O8F% *++<7

O projeto de e#tensão possui mobili&rio adequado e no in)cio de todas as aulas era realizado um aquecimento corporal com atividades que passassem por alongamento e#erc)cios de respiração embocadura e do posicionamento de mãos e braços. 1m seguida "oram passadas orientações sobre a postura adequada de se tocar sentado e em pé e nesse momento presença do monitor "oi "undamental pois ele podia corrigir a postura de cada aluno sem que a din(mica da aula "osse interrompida.

;- Jmproviso e criatividade

1sse "oi o aspecto chave da pesquisa pois todas as diretrizes técnicas "oram pensadas visando capacitar os alunos para que eles pudessem tocar suas pr/prias mAsicas @@@@ apropriação@@@@

O 2i&rio de bordo do pesquisador permitiu veri"icar os seguintes aspectos do desenvolvimento das crianças0

O aluno 2anilo de ,+ anos tocava "lauta doce e escolheu a clarineta. . %parentemente sua motivação estava relacionada a sua participação na orquestra. %pesar de ser pequeno para sua idade demonstrou grande interesse pelo instrumento e mesmo quando o tamanho do instrumento impedia a sua e#ecução ele não se mostrava desestimulado.

%lgumas adaptações "oram realizadas como o uso de um el&stico para ajudar a segurar o instrumento uma palheta muito branda e utilização de notas usando somente a mão esquerda até que aluno adquirisse dom)nio su"iciente "echar os "uros da mão direita.

5apidamente o aluno compreendeu como deveria ser montada a embocadura e qual era a  pressão labial e pressão de ar necess&rias para a emissão do som na clarineta. Fodavia nas  primeiras aulas o aluno con"undia a digitação da clarineta com a digitação da "lauta doce.

% maior di"iculdade técnica "oi ensinar articular as notas com o uso da l)ngua. 1ssa di"iculdade causou um certo estranhamento j& que este tipo de articulação era praticada na "lauta doce.

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%o "inal do semestre o aluno conseguia tocar a tessitura de re* ao solP todo o registro chalumeau# da clarineta. Koi capaz de e#ecutar escalas crom&ticas descendentes as escalas maiores de "a mib e lab 3som real7 e demonstrava segurança e iniciativa ao ser solicitado em atividades que contemplavam improvisação e composição.

%luna * G ,+ anos 3ia7

% aluna demonstrou grande "acilidade com a clarineta e rapidamente "oi capaz de e#ecutar  algumas escalas maiores escala crom&tica descendente e notas do registro agudo 3evitando-se a passagem laQsi7. 5apidamente "icou independente dos modelos visuais e suas aulas puderam ter muitos momentos no qual a pro"essora não precisava tocar para demonstrar os objetivos musicais.

2urante as semanas de aula nenhuma di"iculdade técnica ou musical "oi apresentada. %  principal caracter)stica dessa aluna era a naturalidade com que e#ecutava as atividades.

I poss)vel que sua habilidade esteja diretamente relacionada com sua estatura aluna grande  para ,+ anos não sei como escrever...

%luna  G 9 anos 3%na 'arolina7

5apidamente a aluna compreendeu como deveria ser montada a embocadura e qual era a  pressão labial e pressão de ar necess&rias para a emissão do som na clarineta. Fodavia nas  primeiras aulas ela con"undia a digitação da clarineta com a digitação da "lauta doce.

% maior di"iculdade técnica "oi ensinar articular as notas com o uso da l)ngua. 1ssa di"iculdade causou um certo estranhamento j& que este tipo de articulação era praticada na "lauta doce.

1ssa aluna não se sentiu estimulada a aprender as escalas mas era capaz de tocar o repert/rio estudado bem como realizar improvisações com habilidade. 8ua sonoridade era centrada e a"inada. % tessitura trabalhada "oi de "a* a sol 3som real7.

%valiação do semestre G aspectos positivos e negativos

 o decorrer das dezessete semanas "oi poss)vel observar uma melhora em relação aos aspectos técnicos da clarineta tais como postura embocadura respiração e posicionamento de

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mãos e braços. Bm maior dom)nio da técnica proporcionou aos alunos a possibilidade de e#ecutar melodias mais elaboradas durantes as atividades de composição e improvisação. Os alunos "icaram mais soltos e mais seguros 3não sei e#plicar...7

'onsidera-se que a "lu$ncia na leitura a sonoridade e a a"inação são aspectos que ainda  precisam ser melhorados ...

!retende-se ainda incluir atividades de audição noções de acAstica apreciação e an&lise musical...

Considerações inais

!rocurou-se com esse estudo evidenciar um ensino que estimulasse os alunos a atingirem um n)vel de compreensão e habilidades musicais que combinassem o que os alunos j& sabiam com saberes que ainda não dominavam completamente.

% partir deste primeiro estudo espera-se que em um segundo momento da pesquisa se  possa ampliar o conceito de técnica trabalhar motivação intr)nseca e e#tr)nseca dos alunos e

não somente a motivação parental e e#plorar os conceitos de "eedbacs ")scos visuais e auditivos 35J!! *++7 por meio dos quais ser& poss)vel modelar @@@@@@@@@@ dialogando com o que o aluno j& sabe e promovendo a aquisição de novos saberes musicais.

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Reer(ncias 3apresentada em p&gina independente7

%:JO '. J>% 8. 5. %. de. % %plicabilidade da !esquisa-ação na 1ducação >usical. >Asica ?odie. v. 9 n. *. *++9.

%B8B:1 2avid !aul. %quisição e retenção de conhecimentos0 uma perspectiva cognitiva. isboa0 !l&tano 1dições Fécnicas *++,.

:%F?%R%5 aura BdiaraS K51J51 5icardo Dosé 2ourado. % utilização dos eurHnios-1spelho na per"ormance musical0 possibilidades de au#)lio da iniciação instrumental. TJJJ 8imp/sio de 'ognição e %rtes >usicais :ras)lia0 Bniversidade Kederal de :ras)lia *+,*. :%5:J15 5ené.% pesquisa-ação.Fradução ucie 2idio. :ras)lia0 !lano *++*.

:5B15 D. 3,96+7 Fhe process o" education. eU Vor0 Tantage. 5e-impressão ,999.

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?J=JDJ 5.8.4. % mAsica e o risco0 uma etnogra"ia da per"ormance musical entre crianças e  jovens de bai#a renda em 8ão !aulo. 8ão !aulo0 Fese de 2outorado Kaculdade de Kiloso"ia

etras e 'i$ncias ?umanas Bniversidade de 8ão !aulo *++.

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F%1F8 Fhelma unesS J8 >aria D. 8. 2a 'osta. Jniciação Z Klauta 2oce0 uma pr&tica de ensino signi"icativa. NTJ 12J!1 - 1ncontro acional de 2id&tica e !r&ticas de 1nsino. 'ampinas0 Bniversidade de 'ampinas *+,*

Jnsira aqui somente as re"er$ncias citadas no trabalho. %s re"er$ncias devem ser estruturadas de acordo com as especi"icações da chamada de trabalho do 'ongresso e das normas da %:F 3:5 6+*7 3"onte ,*S normalS alinhado  esquerdaS espaçamento entre linhas simplesS espaçamento + pt antes e + pt depois como um espaço simples entre uma re"er$ncia e outra7

Referências

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