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ECONOMIA - PERÍODO COLONIAL

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Academic year: 2021

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1. (G1 - ifsc 2015) O maior período classificado na história do Brasil é o colonial, também conhecido como América Portuguesa, oficialmente entre 1500 e 1822. Sobre a economia desse período, é CORRETO afirmar que:

a) A escravidão indígena foi utilizada apenas na extração de minérios, pois já tinham

conhecimento dos locais onde existiam ouro e diamantes, assim como o melhor processo de extração.

b) A extração de pau-brasil foi a primeira economia em território brasileiro, de extrema importância para a colonização portuguesa durando todo o período colonial através da plantação e extração.

c) Divisões de classe eram destacadas diretamente pela economia do período, existindo apenas escravos e senhores, que eram donos de engenho ou de minas.

d) A cana-de-açúcar foi uma das principais economias desse período. As construções de engenhos foram muito importantes para o desenvolvimento do Brasil.

e) Os escravos africanos foram utilizados apenas nos engenhos de cana-de-açúcar. Percebe-se isso com o fim da escravidão, quando essa economia foi Percebe-se enfraquecendo, em 1888. 2. (Uern 2015) Apesar da ênfase dada ao açúcar, a economia colonial não se esgotava nas plantações desse produto (...). Havia os pequenos produtores de alimentos que abasteciam os engenhos e as cidades (...). Nunca, desde o início da instalação da agroindústria, houve a diminuição do volume de açúcar produzido nas áreas a eles destinadas. (...)

As mais ricas regiões produtoras de açúcar da Bahia tinham muitos braços para o trabalho. (Disponível em:

http://pequenaantropologa.blogspot.com.br/2011/07/fichamento-montagem-da-economia.html.)

O texto se relaciona à economia colonial. Nesse contexto, o plantation, utilizado não só na América Portuguesa, mas também nas outras colônias americanas, foi caracterizado basicamente pelos seguintes elementos:

a) Policultura, importação, latifúndio e colonato.

b) Monocultura, balança comercial, parceria e escambo. c) Monocultura, latifúndio, exportação e trabalho escravo. d) Policultura, minifúndio, subsistência e trabalho compulsório.

3. (Acafe 2014) As culturas da cana-de-açúcar e do café ilustram muito bem alguns aspectos da economia brasileira desde a colônia até o período republicano.

Acerca das mesmas e de suas correlações internas e externas é correto afirmar, exceto: a) Há uma clara correlação entre esses dois produtos e o processo de inserção brasileira na

economia mundial. De forma geral o Brasil (colônia e depois independente) tornou-se exportador de bens primários. Manufatura e indústria foram atividades secundárias em boa parte da História econômica brasileira.

b) Os acordos de Taubaté em 1920 definiram claramente espaços e zonas de produção açucareira e cafeeira no Brasil. Dessa forma, evitava-se a superprodução e a baixa do preço no mercado internacional.

c) O autoritarismo e a escravidão foram visíveis aspectos da conformação política e social do Brasil nessas duas atividades agrícolas. As grandes lavouras exportadoras usavam de trabalho escravo e qualquer rebelião ou contestação era reprimida com muita violência. d) Em clara correlação com o perfil produtivo açucareiro e cafeeiro, o latifúndio marcou a

conformação da propriedade no Brasil.

4. (Fatec 2012) "Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda."

(ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1982, p. 89.) No trecho citado, parte de uma obra publicada em 1711, o jesuíta Antonil

a) torna evidente que o trabalho escravo constituiu a base da exploração econômica em setores essenciais da economia colonial.

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b) fornece argumentos para o combate movido pela Igreja contra a escravização de indígenas e africanos nos domínios coloniais portugueses.

c) explica por que a escravidão foi importante no empreendimento açucareiro, mas teve papel secundário e marginal na exploração mineradora.

d) justifica a brandura da escravidão no Brasil e sugere uma explicação para a “democracia racial” predominante na sociedade colonial brasileira.

e) condena as tentativas de introduzir trabalhadores livres, trazidos da Europa, para substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café.

5. (Pucsp 2012) “Coube a Portugal a tarefa de encontrar uma forma de utilização econômica das terras americanas que não fosse a fácil extração de metais preciosos. Somente assim seria possível cobrir os gastos de defesa dessas terras. (...) De simples empresa espoliativa e extrativa – idêntica à que na mesma época estava sendo empreendida na costa da África e nas Índias Orientais – a América passa a constituir parte integrante da economia reprodutiva europeia, cuja técnica e capitais a ela se aplicam para criar de forma permanente um fluxo de bens destinados ao mercado europeu”.

Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1971, p. 8. Adaptado. Segundo o texto, a colonização sistemática do território brasileiro por Portugal favoreceu a) a integração da América a uma economia internacionalizada, que tinha a Europa como

centro.

b) o estabelecimento das feitorias na costa atlântica do Brasil, responsáveis pela extração e pelo comércio de pau-brasil.

c) a constituição de forte hegemonia portuguesa sobre o Oceano Atlântico, que persistiu até o século XVIII.

d) o início de trocas comerciais regulares e intensas do Brasil com as colônias portuguesas das Índias Orientais.

e) a construção de fortalezas no litoral brasileiro, para rechaçar, no século XVI e no XVII, as tentativas de invasões francesas e holandesas.

6. (G1 - cps 2012) Na época da colonização do Brasil, as pessoas dispunham, para sua alimentação, de produtos importados de Portugal, como farinha de trigo, queijo, azeite de oliva e vinho. Além disso, também havia uma grande variedade de alimentos típicos da Colônia como, por exemplo, milho, mandioca e frutas.

Considerando os alimentos mencionados no texto, observa-se que os produtos da a) Colônia eram manufaturados por trabalhadores escravos vindos da Metrópole. b) Colônia eram industrializados da mesma forma que os produtos da Metrópole. c) Metrópole podiam ser produzidos e comercializados também pela Colônia. d) Metrópole e da Colônia originavam-se, sobretudo, da economia primária. e) Metrópole eram manufaturados, e os produtos típicos da Colônia, agrícolas.

7. (G1 - ifba 2012) “Marginalizado legalmente, o escravo nem sempre o é materialmente, na medida em que pode desempenhar certas funções na dinâmica econômica urbana. Estas funções o colocam numa posição de certa independência material, imposta pelas próprias modalidades de seu exercício”.

MATTOSO, Kátia de Queirós. A cidade de Salvador e seu mercado no século XIX. São Paulo: Hucitec, 1978. Das várias modalidades de escravo existentes no Brasil do século XIX, aquela que se ajusta à analise da historiadora é:

a) o escravo da lavoura, pois sua importância na economia exportadora o tornava imprescindível e insubstituível.

b) o escravo de aluguel, pois representava um lucro extra ao seu dono, passando a ser bem tratado e respeitado.

c) o escravo doméstico, porque podia cair nas boas graças do senhor e passar a exercer certo poder sobre os demais escravos.

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d) o escravo de ganho, pois sua atividade permitia-lhe certa autonomia e juntar algum dinheiro que serviria para a compra da alforria.

e) o escravo público, porque não tinha um dono específico o que lhe permitia uma certa liberdade de escolha da função que desempenharia.

8. (G1 - cps 2012) O açúcar foi um dos mais importantes produtos da economia colonial brasileira. Pensando nisso, assinale a alternativa que descreve, corretamente, o modelo socioeconômico de produção do açúcar no Brasil, entre os séculos XVI e XIX.

a) Monocultura, grande propriedade, trabalho escravo, produção para mercado externo. b) Monocultura, média propriedade, trabalho servil, produção para comércio e indústria. c) Policultura, grande propriedade, trabalho escravo, produção agrícola exportadora. d) Policultura, pequena propriedade, trabalho assalariado, produção para mercado interno. e) Cultura de Subsistência, média propriedade, trabalho assalariado, produção para consumo.

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Gabarito:

Resposta da questão 1: [D]

Somente a proposição [D] está correta. A questão remete ao período colonial brasileiro. A colonização propriamente dita do Brasil ocorreu entre 1534 com a implantação das Capitanias Hereditárias até 1822 com a independência do Brasil. Neste período, o produto mais

importante foi o açúcar produzido principalmente no nordeste brasileiro. Mesmo no século XVIII com o auge da mineração, o açúcar gerou mais recursos que a própria mineração. O Engenho Colonial consistia em toda a estrutura, ou seja, a roça, a capela, a senzala, a casa grande, a moenda, etc.

Resposta da questão 2: [C]

O Plantation, sistema de produção adotado variadas vezes na História, baseia-se em um tripé básico: monocultura, latifúndio e trabalho escravo. Complementa essa formação o mercado de produção ser voltado para o exterior, favorecendo a exportação dos produtos.

Resposta da questão 3: [B]

O Convênio de Taubaté, assinado pelo governo republicano por exigência dos cafeicultores de SP, RJ e MG, nada tinha a ver com a produção açucareira, tratando exclusivamente da produção do café.

Resposta da questão 4: [A]

A economia colonial brasileira estava totalmente atrelada à mão de obra escrava negra. Sem os escravos, a economia perdia sua principal base de sustentação.

Resposta da questão 5: [A]

Todo o processo de colonização e exploração do Brasil deve ser compreendido dentre da dinâmica de expansão do comércio, promovida pelos Estados europeus, sob uma política mercantilista. Essa expansão pressupunha que as áreas fora da Europa se comportassem como fornecedores de riquezas e consumidores de manufaturados, configurando um processo de acumulação (ou pré-acumulação) capitalista.

Resposta da questão 6: [E]

Somente a alternativa [E] está correta. A função da colônia era complementar a economia da metrópole e nunca concorrer com produtos portugueses. Desta forma, a colônia exportava matéria-prima e produtos tropicais e importava produtos manufaturados da metrópole como azeite, farinha de trigo, vinho entre outros. Vale reforçar que havia o pacto colonial no qual a colônia não tinha vida própria como autonomia política e econômica. As demais alternativas estão incorretas.

Resposta da questão 7: [D]

O “escravo de ganho” ou “negro de ganho” constituía uma exceção no universo da escravidão. Escravo urbano, cujo proprietário permitia o trabalho em atividades braçais, permanecia com uma parte do pagamento que recebia e, como isso, poderia comprar sua liberdade. Tal

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situação se desenvolveu a partir do século XVIII, nas cidades de Minas Gerais e, mais tarde, nas demais grandes cidades coloniais, como Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

Resposta da questão 8: [A]

Somente a alternativa [A] está correta. O texto remete ao plantation, modelo de colonização que foi implantado na América Latina e sul dos EUA. Este modelo foi pautado pelo latifúndio, escravidão, monocultura e a economia era voltada para o mercado externo, ou seja, era um modelo exógeno. As demais alternativas estão incorretas. Não foi média e pequena

propriedade. Não foi caracterizado por indústrias e trabalho assalariado.

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