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Soc. estado. vol.15 número2

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Academic year: 2018

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APRESENTAÇÃO

Tomando o marco clássico da "geração de 1870", o pensamento social brasileiro acumula quase um século e meio de produção que constitui um significativo acervo de conhecimento sobre o país. Qualitativamente, é claro, há altos e baixos. Porém, das inegáveis contribuições dos pensadores do fim do século XIX, descontados seus equívocos teóricos, até as investigações que hoje são feitas sobre a compreensão do Brasil no contexto da contemporaneidade, o saldo é francamente positivo.

Para este número de Sociedade e Estado, consultamos a base de dados dos Grupos de Pesquisa do CNPq e convidamos cientistas sociais de diferentes instituições e regiões do país que estivessem trabalhando com a área de pensamento social para participarem. O resultado é um panorama, inevitavelmente restrito, mas indicativo dos rumos da pesquisa atual sobre o Brasil.

Fernando Correia Dias, que foi durante muitos anos professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília e hoje é pesquisador junto à UFMG, contribui com importante resultado de pesquisa sobre as ciências sociais em Minas Gerais. Otávio Soares Dulci pergunta pela possível especificidade da produção sociológica elaborada no país, certamente uma questão imprescindível nos dias atuais. Rubens de Oliveira Martins questiona os limites da autonomia da vida intelectual em São Paulo nas primeiras décadas do século XX.

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social brasileiro e que vem despertando interesse na literatura intelec-tual feminista recente.

Por fim, Maria Lúcia de Santana Braga analisa a recepção do pensamento de Roger Bastide no Brasil, enquanto Mariza Veloso volta-se para as relações de Gilberto Freyre com o Modernismo.

As resenhas deste número abordam três obras recentes e certa-mente significativas. Angélica Madeira escreve sobre o livro de Lúcia Lippi Oliveira a respeito das identidades no Brasil e Estados Unidos; Gilson Ciarallo analisa o texto de Jessé Souza sobre modernização; Thadeu de Jesus e Silva Filho aborda a tese de Ronaldo Conde Aguiar sobre Manoel Bomfim.

Simultaneamente como editor da revista e organizador deste número agradeço a todos – autores, pareceristas, secretaria editorial que colaboraram para sua produção.

Roberto Sabato Cláudio Moreira

Referências

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