Norma Técnica SABESP
NTS 215
Filmagem de Sistemas de Esgotamento
Sanitário
Especificação
São Paulo
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S U M Á R I O
1. OBJETIVO ...1
2. CAMPO DE APLICAÇÃO... ...1
3.TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS... 1
3.1 Micro câmera de inspeção conectada em cabo...1
3.2 Câmera de inspeção com cabeça fixa...1
3.3 Câmera de inspeção com cabeça rotativa...2
3.4 Varredura Digital...4
3.5 Câmera de mastro (Polecam) ...4
3.6 Câmera tipo “Scaner 3 D”...5
4. PROCEDIMENTOS GERAIS PARA INSPEÇÃO GERAL ...5
4.1 Condições gerais ...5
4.2 Condições mínimas para a realização da filmagem ...7
5. RELATÓRIOS DE DIAGNÓSTICO ...7
5.1 Classificação das anomalias ...9
5.2 Croqui de localização ...12
6. EDIÇÃO DA FILMAGEM ...13
ANEXO A: IDENTIFICAÇÃO DE ANOMALIAS...
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ANEXO B: MODELO DE RELATÓRIO...
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ANEXO C: FORMULÁRIO PARA INSPEÇÃO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA...,..
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Filmagem de Sistemas Coletores de Esgotos
1. OBJETIVO
Esta norma técnica tem o objetivo de fornecer as indicações necessárias para o serviço de inspeção de sistemas de esgotamento sanitário, com a utilização de equipamento de circuito fechado de televisão, cuja finalidade é a obtenção de conjunto de informações que permitam identificar as condições estruturais e hidráulicas existentes.
Esta norma integra um grupo de normas de Desobstrução e Limpeza de Sistemas de Esgoto regida pela NTS 170.
2. CAMPO DE APLICAÇÃO
A inspeção com a utilização de sistema de filmagem será aplicada no diagnóstico de ramais, redes, poços de visita, coletores tronco e interceptores que compõem o sistema de esgotamento sanitário, relacionando e classificando as anomalias encontradas. Essas informações devem subsidiar a elaboração posterior de planos de manutenção.
Define-se como "anomalia" toda ocorrência que gera impacto estrutural, hidráulico, geométrico, construtivo, operacional, de durabilidade/conservação nos elementos.
3. TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS
As inspeções por meio de equipamentos de filmagem permitem avaliar tubulações e poços de visita sem que seja necessária a entrada de pessoas em espaços confinados. Além da redução da exposição ao risco de acidentes, a vídeo inspeção fornece informações detalhadas da estrutura interna da tubulação, permitindo com o auxílio de acessórios a medição de fissura; o afastamento de juntas; a deformação da seção, a declividade e o perfil do assoreamento da sessão submersa do conduto; gerando o registro das anomalias identificadas. Existem diversas tecnologias para realização de vídeo inspeções, as quais devem ser escolhidas conforme as características da tubulação e/ou o detalhamento desejado. Para atendimento dessa norma as câmeras têm que obrigatoriamente ter resolução mínima VGA e todos os equipamentos e acessórios que serão introduzidos nas redes de esgoto devem ter uma certificação IP68 de acordo com a norma IEC 60529.
3.1 Micro câmera de inspeção conectada em cabo
Sistema que utiliza micro câmera de cabeça fixa, tracionada manualmente, utilizada na inspeção de redes e ramais prediais com diâmetros até 200 mm (imagens 1 e 2)
Imagem 1-Micro câmera conectada a cabo Imagem 2-Micro câmera conectada a cabo
3.2 Câmera de inspeção com cabeça fixa
Sistema que utiliza câmera de cabeça fixa, normalmente tracionada por cabos, utilizada na inspeção de condutos com diâmetro hidráulico a partir de 150 mm.
As câmeras de cabeça fixa são auto centralizadas e ficam limitadas ao diâmetro máximo de 300 milímetros (imagens 3,4,5,6 e 7)
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Imagens 3,4 e 5-Instalação de câmera de inspeção com cabeça fixaImagens 6-Câmera de inspeção com cabeça fixa Imagens 7-Câmera de inspeção com cabeça fixa
3.3 Câmera de inspeção com cabeça rotativa
Sistema de inspeção com câmera de cabeça rotativa permite a captura de imagens com maior grau de definição, pela eliminação de sombras que podem em alguns casos, cobrir falhas existentes na tubulação. A câmera deve obrigatoriamente possuir dispositivo eletromecânico que permita a movimentação da cabeça, tanto no plano horizontal como vertical, varrendo um ângulo de no mínimo 180 graus em cada um dos planos. Este sistema é empregado na inspeção de tubulações com diâmetro igual ou superior a 150 mm. A
movimentação da câmera ao longo da rede pode ser executada através de cabos de tração, por trator ou ainda por flutuador/barco (imagem 8)
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3.3.1 Posicionamento da câmera e iluminação
Trabalhando em diâmetros maiores a câmera de vídeo deve ser dotada de dispositivos, tais como: esqui, plataforma de elevação, etc., que permitam o seu posicionamento em relação ao centro da rede. O centro ótico da lente deve ser posicionado obrigatoriamente de forma a coincidir com o eixo longitudinal da rede. A
iluminação também deve ser ajustada para que seja suficiente nos diâmetros maiores (imagens 9,10 e 11)
Imagem 9-Câmera com plataforma de elevação
Imagem 10-Inserção da câmera no poço de visita
Imagem 11-Inserção da câmera na rede
3.3.2 Sonar
O sonar permite avaliar a parte da tubulação que se encontra submersa e por conta disto não pode ser avaliada pela câmera. Ele produz um perfil da parte inferior da tubulação, possibilitando, por exemplo, a identificação de pontos de assoreamento. O seu uso em conjunto com a filmagem permite uma avaliação mais ampla nos casos das tubulações que são inspecionadas com esgotos ocupando parte da seção. Indicado para grandes diâmetros, em todos os casos em que não é possível realizar o esvaziamento da tubulação através de bloqueio e bombeamento (imagem 12 e 13)
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Imagem 12-Monitor
Imagem 13-Sonar
3.4 Varredura Digital
Este tipo de inspeção é realizado utilizando uma câmera especial capaz de captar imagens em 360º ao longo da tubulação, produzindo uma vista do tubo “aberto” a qual permite uma excelente avaliação das anomalias presentes pois todo o tubo é registrado além de poder ser revisto de forma rápida (imagem 14)
Imagem 14-Câmera para varredura digital
3.5 Câmera de mastro (Polecam)
Equipamento de inspeção de alta produtividade. Permite uma investigação da condição do PV sem a necessidade de entrada em espaço confinado. Ideal para investigações prévias antes de bloqueios de tubulação e inspeções de CFTV convencionais. Produz vídeos e fotos (imagens 15,16 e 17)
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Imagem 16-Câmera de mastro (Polecam) Imagem 17-Câmera de mastro (Polecam)
3.6 Câmera tipo “Scaner 3 D”
Este tipo de equipamento fornece um grande número de informações detalhadas e com alta produtividade, operando de forma automática e capturando imagens em alta resolução além de gerar uma “nuvem de pontos” que pode ser utilizada em aplicações 3D (imagens 18 e 19).
Imagem 18-Câmera tipo scanner 3 D Imagem 19-Câmera tipo scanner 3 D
4. PROCEDIMENTOS GERAIS PARA INSPEÇÃO
A atividade de inspeção de um conduto consiste basicamente na passagem de uma câmera de vídeo ao longo de sua extensão. As imagens produzidas subsidiam a elaboração dos relatórios de diagnóstico, que devem conter a localização e descrição das anomalias observadas. Esses relatórios irão compor o plano de manutenção.
Devem ser seguidas todas as recomendações de segurança do PERH0001 pertinentes as atividades descritas nessa NTS.
No caso da necessidade de uma pessoa adentrar em ambiente confinado, devem ser seguidas também as recomendações da NR 33.
4.1 Condições gerais
4.1.1 Sentido da inspeção
A inspeção deve ser executada preferencialmente no sentido de montante para jusante. É admitida a inspeção no sentido contrário ao do fluxo quando o poço de visita de montante apresentar uma das seguintes condições:
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b) Estar localizado em um ponto onde a instalação dos equipamentos possa causar transtorno ao tráfego de veículos ou ameaçar a segurança dos operadores;
c) Falhas estruturais que representem risco aos operadores e equipamentos; d) Afogamento devido à obstrução a jusante.
e) Condições de acessibilidade ao trecho;
Quando, diante de um obstáculo, não for possível prosseguir com a inspeção, deve-se obrigatoriamente completar essa inspeção utilizando o sentido oposto.
4.1.2 Cenas complementares
O serviço de inspeção de um trecho de rede deve incluir uma visão panorâmica do local onde se encontra o Poço de Visita que for utilizado para acesso ao conduto. Nas cenas complementares deve ser incluída também uma visão interna do poço.
4.1.3 Bloqueio de conduto
Sempre que o bloqueio for necessário (Imagem 20 e 21), devem ser seguidas as seguintes orientações:
• Horário mais favorável para a realização dos serviços;
• Nível máximo admissível de acúmulo de esgoto nos trechos de montante; • Cota aproximada da ligação domiciliar de soleira mais baixa.
Imagem
20-Bloqueio do conduto Imagem 21- Bloqueio do conduto
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4.1.4. Registro de imagens
As imagens geradas pela câmera de vídeo devem permitir a caracterização de falhas, defeitos, interferências e as condições (de serviço e estrutural) existentes no sistema coletor de esgoto sanitário.
Com o objetivo de uniformizar o processo de tomada de imagens, devem ser observados na filmagem os procedimentos a seguir:
a) A velocidade de deslocamento da câmera de vídeo no interior da tubulação deve ser compatível com as condições do conduto e do equipamento utilizado;
b) Todas as anomalias observadas durante a inspeção devem ser registradas de forma clara, precisa e com nitidez, além de ser realizado o registro fotográfico.
4.1.5 Captura de imagens
A equipe de filmagem deve dispor de equipamento que permita a captura de fotos a partir das imagens gravadas na filmagem. Eventuais distorções das imagens capturadas devem ser corrigidas com a utilização de software adequado à manipulação de imagem digital. A escolha das imagens a serem capturadas é de responsabilidade dos técnicos da equipe de filmagem e/ou da equipe técnica solicitante. As fotos obtidas a partir deste processo devem integrar o relatório do serviço de inspeção.
4.2 Condições mínimas para a realização da filmagem
Antes da realização da filmagem deve ser realizada uma avaliação técnica do trecho a ser inspecionado a fim de se identificar as ações necessárias para que a mesma possa ser executada. Deve ser dada atenção especial aos seguintes aspectos:
a) O conduto deve estar preferencialmente limpo. Considera-se como limpo quando o conduto apresentar ausência de detritos, plásticos e gorduras.
Quando a rede não apresentar as condições acima, sempre que possível, deve ser providenciada a limpeza do trecho com equipamento de limpeza e desobstrução.
b) O trecho a ser inspecionado deve apresentar singularidades nas extremidades, que permitam a inspeção completa da extensão.
c) O nível de efluente não ultrapasse a marca de 1/4 da seção do conduto. Salvo nos pontos onde forem constatados recalques, colos ou situações especiais.
Obs: Quando se optar pela inspeção com nível alto do efluente, adotar tecnologias adequadas com a situação, como por exemplo: flutuadores para transporte da câmera e sonar.
5. RELATÓRIOS DE DIAGNÓSTICO
Concluída a atividade de inspeção de um trecho, deve ser elaborado um relatório contendo no mínimo as seguintes informações:
a) Número do Contrato e/ou da Ordem de Serviço; b) Identificação da executante;
c) Data e hora da inspeção; d) Condição de campo
e) Recursos de apoio utilizados para a realização da gravação, tais como: - Bloqueadores de condutos;
- Bomba de sucção; - By pass;
- Necessidade de entrada em espaço confinado. - Equipamento de hidrojateamento;
f) Número de identificação da filmagem;
g) Identificação e caracterização do trecho inspecionado (croqui de localização, tipo de pavimento, dimensões das singularidades, acesso, etc).
h) Código ou número de identificação das singularidades; i) Seção ou diâmetro do conduto (mm);
j) Extensão do trecho (m);
k) Sentido de caminhamento da gravação l) Material constituinte do conduto;
m) Análise das condições da integridade interna do trecho, contendo:
- Cadastro das anomalias observadas, nos PVs e conduto em conformidade ao item 4.1; - Descrição do tipo de causa provável de evento;
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- Distância do evento em relação a singularidade de acesso;
- Registro das anomalias verificadas na seção transversal, locados segundo sentido horário de observação;
NOTA: quando os dados do cadastro estiverem em desacordo com o identificado em campo, deve-se proceder a elaboração de um croqui para atualização do mesmo.
n) Análise das condições de entorno do trecho, contendo: - Método construtivo adotado;
- Presença de lençol freático;
- Caracterização do tráfego do entorno; - Ocorrência de recalque;
- Profundidade: PVs e condutor; - Tipo de solo do entorno.
o) Análise das condições operacionais, contendo: - Contribuição - vazão;
- Existência de refluxo; - Presença de assoreamento;
- Contribuição/ocorrência de fluxo de águas pluviais; - Grau de dependência a Órgãos Externos;
- Distância entre PVs.
p) Anexo das fotos das anomalias com indicação do número da foto digital; q) Avaliação da integridade do trecho;
r) Nome do operador de vídeo;
s) Nome e assinatura do engenheiro responsável pela execução dos serviços.
Na confecção do relatório deve ser utilizado o formato de papel, padronizado pela ABNT, tamanho A4. O anexo B apresenta um modelo sugerido para o relatório.
5.1 Classificação das anomalias
As anomalias observadas durante a realização da inspeção devem ser classificadas, descritas e codificadas conforme anexo A dessa norma.
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Tabela 1: Classe, tipo,código e ilustração de anomalias Classe das Anomalias Tipo de Anomalia Código Fotos ilustrativas Junta Junta de dilatação deslocada/des alinhada JDD Junta de dilatação com falha em material JDM Junta de dilatação com infiltração JDI Junta de dilatação com presença de raiz JDR
Deformação Deformação DEF
Infiltração Infiltração localizada em jato e gotejamento ILF/ILG
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Tabela 1: Classe, tipo, código e ilustração de anomalias (continuação) Classe das Anomalia Tipo de Anomalia Código Fotos ilustrativas Infiltração Infiltração generalizada IGE Lançamento Clandestino Lançamentoc ontribuição por via clandestina LAC Alteração de Diâmetro Alteração de diâmetro e dimensões internas ADI Obstrução Acúmulo de detritos ADE Banco de sedimentos BSE Obstrução
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Tabela 1: Classe, tipo, código e ilustração de anomalias (continuação) Classe das
Anomalia
Tipo de
Anomalia Código
Fotos ilustrativas
Obstrução Gordura GOR
Fissura Fissura radial FRA Fissura longitudinal FLO Fissura genérica FGE Corrosão Corrosão de armadura Moderada/int ensa ASM/ASI
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Tabela 1: Classe, tipo, código e ilustração de anomalias (continuação) Classe das Anomalia Tipo de Anomalia Código Fotos ilustrativas Defeito Defeito construtivo DEC Ruptura Ruptura ou Colapso RCT
Desgaste Desgaste DES
5.2 CROQUI DE LOCALIZAÇÃO
Para cada trecho inspecionado deve ser apresentado um croqui de localização contendo a identificação e caracterização do local onde se encontra a singularidade de acesso ao conduto (tipo de pavimento, dimensões do acesso, etc.).
Os pontos devem ser preferencialmente georreferenciados. Alternativamente pode -se adotar a triangulação.
O primeiro poço de visita de um trecho ou de um conjunto de trechos deve ser locado por triangulação (amarração) a um imóvel existente na via urbana. Na ausência de um imóvel com testada definida, pode ser utilizado como base de triangulação PI (ponto de intersecção) de esquinas de via urbana, postes da rede elétrica, etc.
6. EDIÇÃO DA FILMAGEM
O processo de edição da filmagem deve garantir a preservação da qualidade das imagens inicialmente obtidas no campo. Na edição é permitida a supressão somente das cenas não condizentes com o objeto do trabalho, desde que não apresente prejuízo na interpretação ou reconhecimento das anomalias. O filme deve ser editado em sistema digital exigindo-se uma resolução mínima de 720 x 480 pixels (pontos por polegada), sendo o mesmo disponibilizado em mídia digital compatível com a tecnologia em uso na Sabesp.
A filmagem original deve ser entregue junto com a editada.
No processo de edição da filmagem, inserir uma página de identificação para cada trecho inspecionado, contendo no mínimo as informações a seguir:
Número do relatório de inspeção; Nome da Contratante e Contratada; Local;
Data e hora da inspeção; Diâmetro ou seção do conduto; Material do conduto;
Profundidade dos poços de visita; Extensão do trecho.
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ANEXOS:
A: IDENTIFICAÇÃO DE ANOMALIAS. B: MODELO DE RELATÓRIO.
C: FORMULÁRIO PARA INSPEÇÃO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA. D: MODELO COMPLETO PARA GESTÃO DE MANUTENÇÃO.
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ANEXO A - IDENTIFICAÇÃO DE ANOMALIAS
Classe das
Anomalia Anomalia Código Descrição
Junta
Junta de dilatação
deslocada/desalinhada JDD
Junta de dilatação com formação de dente/degrau/desalinhamento Junta de dilatação com falha em
material JDM
Material de preenchimento em não conformidade: deteriorado, desplacando, rompido, etc
Junta de dilatação com
infiltração JDI
Presença de gotejamento ou fluxo contínuo de água de origem diversa
Junta de dilatação com presença de raiz JDR
Presença de raízes traspassando o material de preenchimento da junta
Deformação Deformação DEF Perda da geometria original da tubulação
Infiltração
Infiltração localizada em
gotejamento ILG
Infiltração pontual e em baixo fluxo, caracterizado por gotejamento
Infiltração localizada em jato ILF Infiltração pontual e em fluxo contínuo, caracterizado por jato constante
Infiltração generalizada IGE Infiltração em múltiplos pontos
Lançamento Clandestino
Lançamento/contribuição por via
clandestina LAC Tubulação clandestina inserida na linha
Alt. Diâmetro Alteração de
diâmetro/dimensões internas ADI Mudança geométrica na seção da tubulação
Obstrução
Acúmulo de detritos ADE Presença de detritos volumosos tais como lixo, pedras, galhos, com formação de banco
Banco de sedimentos BSE Presença de material granular tais como areia, pedrisco, terra, com formação de banco
Obstrução por objeto OBO Presença de objetos obstruindo a linha Gordura GOR Presença de depósitos de gordura
Fissura
Fissura radial FRA Fissura transversal ao longo ou orientado segundo a seção da tubulação
Fissura longitudinal FLO Fissura longitudinal ao longo da tubulação (cadastrar início e fim) Fissura genérica FGE Fissura sem direção
Corrosão
Corrosão de armadura moderada ASM Corrosão de armaduras em estados iniciais e intermediário (sem perda de seção considerável)
Corrosão de armadura intensa ASI Corrosão de armaduras em estados avançado (perda de seção das barras)
Reparo Reparo funcional REF
Reparo com função preservada com nenhuma ou pouca falha de execução
Reparo com perda da função REP Reparo com perda considerável ou total de sua função
Defeito Defeito construtivo DEC Defeito ou falha originários da construção do elemento ou da fase executiva
Desgaste Desgaste excessivo DEE Desgaste excessivo superficial do material constituinte
Ruptura Ruptura/colapso RCT Descontinuidade significativa do material
Observações:
1. A letra “I” pode ser inserida ao final do código, indicando que a anomalia se encontra em fase Inicial (I), por exemplo: FRAI.
2. A letra “A” pode ser inserida ao final do código, indicando que a anomalia se encontra em fase Avançada (A), 3. A não inclusão das letras “I” e “A” ao final do código indica que o estado da anomalia é conforme sua
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ANEXO A - IDENTIFICAÇÃO DE ANOMALIAS (Continuação) Observações:
4. É cabível qualquer informação adicional numa determinada anomalia objetivando maior clareza em sua descrição.
5. Um mesmo ponto pode acumular mais de uma anomalia, por exemplo ILF/BSE.
6. Quando um determinado ponto acumula o mesmo tipo de anomalia, a quantidade dessa anomalia deve ser indicada por número que precede o seu código, por exemplo: 4REF.
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ANEXO B – Modelo de Relatório
RELATÓRIO
Nome do coletor: ________________________________
Trecho /
Endereço: _______________________________
Número do Relatório: _____________________________
Data do Relatório: ___/__/____
Empresa responsável pela inspeção: __________________
Responsável Técnico pela inspeção:
Nome: ______________________________________
Registro Profissional:_______________________(CREA)
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ANEXO B – Modelo de Relatório (continuação)
FOLHA RESUMO
1. Dados Cadastrais
Número do Contrato e/ou da Ordem de Serviço: Relatório Técnico nº
Data da Inspeção: Coletor/Interceptor: Unidade:
Localização:
2. Equipe Técnica Responsável Equipe responsável pela filmagem. 3. Relatório Elaborado Por:
Responsavel técnico pelo relatório. 4. Escopo
Descrever o que contempla o serviço de filmagem. 5. Considerações
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ANEXO B – Modelo de Relatório (continuação) 1.Introdução
Descrever nessa seção todas as informações consideradas relevantes para o conhecimento do conduto, bem como, das condições de filmagem.
Localização da tubulação (endereço, ponto de referência, croqui de localização, etc.); Código ou número de identificação das singularidades;
Seção ou diâmetro do conduto (mm); Extensão do trecho ( m );
Sentido de caminhamento da gravação;
Recursos de apoio utilizados para a realização da gravação, tais como: Bloqueadores de condutos;
Bomba de sucção; By pass;
Equipamento de hidrojateamento;
Necessidade da entrada em espaço confinado.
2.Caracteristicas do Trecho
Descrever as características do entorno bem como do conduto, evitando ambiguidades. As informações devem estar de acordo com a filmagem e cadastro técnico quando fornecido, caso tenha divergências devem ser relacionadas.
Condições De Entorno;
Material constituinte da tubulação; Assoreamento;
Ligações clandestinas; Profundidade do Pvs; Distância entre Pvs.
3.Situação Atual
Resumir de forma clara e objetiva as condições do conduto no momento da filmagem.
4.Situação Encontrada
Nesse item devem ser apresentadas todas as características atuais do sistema, descrição, posição, e
criticidade das anomalias e demais informações e avaliações. O conteúdo a ser apresentado depende do tipo de metodologia determinada pelo representante da Sabesp para à inspeção:
a) Formulário para inspeção e avaliação do sistema (Anexo C da NTS 215). b) Modelo completo para gestão da manutenção (Anexo D da NTS 215). 5.Demonstração do trecho.
Apresentar perfil de caminhamento da inspeção, identificando a posição (distância do PV de referência e localização na seção do tubo) , tipo e intensidade da anomalia.
6.Grau de Criticidade do Conduto.
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ANEXO B – Modelo de Relatório (continuação) 7.Fotos do trecho
Anexar fotos do trecho e das anomalias. 8.Considerações Finais
Com base na informação obtida no item 4.2 devem ser apresentados comentários, recomendações e conclusões que possam orientar o responsável pelo sistema a fazer a gestão de sua manutenção.
9.Anexos
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ANEXO C - FORMULÁRIO PARA INSPEÇÃO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA
Esse formulário permite registrar o tipo, posição e gravidade das anomalias encontradas nos serviços de inspeção.
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ANEXO D - MODELO PARA GESTÃO DE MANUTENÇÃO
Esse Modelo registra o tipo, posição e gravidade das anomalias encontradas nos serviços de inspeção. Possibilita ainda:
- Estabelecer importância diferenciada (Ponderação Atribuída/Fator de equivalência) entre os tipos de anomalia. - Registrar e considerar as dimensões (Análise Dimensional) das anomalias.
- Apresentar a concentração das anomalias (Densidade de Anomalias).
- Gerar gráficos para melhor visualização sobre suas diversas funcionalidades (Gráficos).
- Definir níveis de tolerância que quando ultrapassados geram avisos de alerta para priorização dos serviços de manutenção (Tolerância de Dano Tipo).