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Carlos Sacramento 1109b b3 1109b30

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A causalidade no domínio das acções humanas: as acções

voluntárias e as acções involuntárias no Livro III da Ética a

Nicómaco de Aristóteles.

Carlos Sacramento

Curso de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Trabalho realizado no âmbito da disciplina Teoria Aristotélica da Causalidade leccionada por Maria José Figueiredo no ano lectivo de 2005/2006.

1.Introdução

O presente estudo incide sobre as secções I, II e III (1109b30-1111b3) do Livro III da Ética a Nicómaco de Aristóteles. Proponho-me a abordar alguns aspectos sobre as acções humanas voluntárias e involuntárias.

A distinção entre as acções voluntárias e involuntárias é importante para determinar a responsabilidade moral do sujeito, ou seja, quando o sujeito é ou não a causa de determinadas acções sejam elas boas ou más.

EMOÇÕES (PSICOLOGIA) ↓

ACÇÕES:

a) voluntárias: boas (as que são louvadas) ou más (censuradas).

b) involuntárias: podem ser ou sob compulsão ou por ignorância; são perdoadas e, às vezes, podem inspirar piedade.

2.As acções voluntárias, involuntárias e mistas

O que precisamos agora de estabelecer é quais os tipos de acções que poderemos dizer que são de natureza da excelência moral.

As acções voluntárias são aquelas em que o sujeito é o responsável pela acção. Nas acções voluntárias, o sujeito da acção é recompensado ou admoestado consoante a natureza do acto que causa: boa ou má acção. O sujeito, deste modo, age segundo a sua intenção, ele escolhe fazer o mal ou o bem e, como tal, é responsabilizado pelas suas acções.

As acções involuntárias são o tipo de acções praticadas sob compulsão ou por ignorância1. Assim, diz-se que um acto é involuntário quando a sua origem é externa ao agente, quando este não tem poder deliberativo ou impeditivo sobre uma acção, o agente não contribui para um acto mas é, antes, o sofredor de um acto. Por exemplo, diz Aristóteles, uma acção é involuntária quando uma pessoa é arrastada pela força do vento ou por outra pessoa qualquer contra a sua vontade, ou seja, quando o agente não

1 “Consideram-se involuntárias as acções praticadas sob compulsão ou por ignorância; um acto é forçado

quando a sua origem é externa ao agente, sendo tal a sua natureza que o agente não contribui de forma alguma para o acto, mas, ao contrário, é influenciado por ele – por exemplo, quando uma pessoa é arrastada a alguma parte pelo vento, ou por outra pessoa que a tem em seu poder”.

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delibera sobre uma acção ou escolhe praticá-la mas é a vítima de uma acção devido a forças que escapam ao seu controlo. Neste exemplo, o agente é o sofredor da acção no sentido em que tal não foi uma escolha deliberada ou racional, simplesmente o agente foi empurrado pelo vento ou por outra pessoa sem ter hipótese de reagir ou de escolher evitar a acção que é “ser empurrado pelo vento ou por outra pessoa”. O agente é, assim, neste exemplo, passivo e não activo. Por sua vez, um exemplo de agir por ignorância seria, por exemplo: “alguém ingerir acidentalmente um cogumelo venenoso ao pensar, por ignorância, que se tratava de um cogumelo comestível, estaria, também, a cometer um acto involuntário”2. Neste caso, comer um cogumelo é um acto voluntário mas o

sujeito que come esse cogumelo não sabe que ele está envenenado e, por isso, come involuntariamente um cogumelo envenenado pois a sua intenção seria comer um cogumelo isento de malefícios para a sua saúde.

Mas, existem certos tipos de acções bastante mais discutíveis e é difícil saber acerca delas se são voluntárias ou involuntárias. Ora, tais acções que suscitam dúvidas são aquelas (a) praticadas em consequência do medo de males maiores ou (b) tendo em vista um objectivo mais elevado ou nobre. Tome-se o seguinte exemplo dado por Aristóteles: imaginemos uma pessoa cujos pais e filhos estão reféns de um tirano que os usa como moeda de troca para obrigar essa mesma pessoa a fazer determinadas acções em benefício do tirano. Agora imagine-se que o tirano dava ordens a esta pobre pessoa para cometer uma acção ignóbil e desprezível, da qual resultaria, como consequência da prática dessa acção, a salvação dos reféns, que de outra maneira seriam mortos. Como é que seria catalogada a acção desta pessoa cuja intenção de agir já está condicionada pelo dilema moral causado pelo tirano?

De facto, é inconclusivo ou difícil de constatar se as acções de tal pessoa seriam consideradas acções voluntárias ou involuntárias. Convém não esquecer que, neste caso particular, o agente da acção (a pobre pessoa) está condicionada por dilemas morais que escapam ao seu controlo: ou (1) fazer uma acção ignóbil que, por sua vez, apesar de ser má, salvará vidas humanas3 o que é, comummente aceite, sempre um bem; ou (2) não fazer a tal acção ignóbil e como consequência dar origem a uma outra acção má que é a morte dos reféns. Por este motivo, torna-se muito difícil descobrir se a acção deste desgraçado agente é voluntária ou involuntária porque, de qualquer maneira, vai ter de fazer uma acção que não lhe agradará fazer, ou seja, em parte é contra a sua vontade mas, por outro lado, também é sua vontade salvar a família e tal parece ser um bem superior pelo qual vale a pena fazer uma acção que noutras circunstâncias seria desprezível. Qualquer que seja a escolha que a pessoa faça, terá como consequência um mal, trata-se agora de saber qual é o menor dos dois males ou qual é o mal, dependendo das consequências, que pesa menos nos pratos da balança. Este exemplo poderia ir mais além e possibilitar diversas leituras mas o ponto que Aristóteles quer expor parece-me ficar demonstrado, isto é, existem acções que não é claro que sejam voluntárias ou involuntárias. Mas tentemos esclarecer melhor este ponto usando um outro exemplo, que Aristóteles nos dá, do mesmo género.

Imagine-se uma pessoa que vai numa nau e que devido a uma tempestade opta por lançar a carga ao mar. Ora, esta pessoa decide lançar a carga ao mar não por vontade própria mas sim para assegurar a sua sobrevivência e a dos restantes passageiros da nau.

2 Cf. Nigel Warburton, Grandes Livros de Filosofia, pp.26-27.

3 É claro que esta acção está pendente do que é a acção ignóbil que a pessoa tem de fazer para salvar a sua

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E, segundo Aristóteles, qualquer pessoa sensata, de acordo com estas circunstâncias, agiria de tal modo. Neste exemplo, estamos em face daquilo a que Aristóteles chama “acções mistas”, isto é, acções que são, ao mesmo tempo, em parte voluntárias (escolha do agente) e em parte involuntárias (por exemplo, a influência de causas naturais como a tempestade). Na cadeia que se forma para tomar decisões, por vezes, surgem circunstâncias que escapam ao controlo do sujeito humano (como as tempestades, tornados, ou outras causas naturais) e são as decisões tomadas sob constrangimento destas circunstâncias que Aristóteles entende por “acções mistas”.

Segundo os exemplos do “tirano” e do “lançamento da carga da nau ao mar”, poderemos dar razão a Aristóteles ao considerar que estas acções são mistas? Qual o alcance da responsabilidade do sujeito em ambos os exemplos?

O que podemos dizer é que, em ambos os casos, a intenção da acção do sujeito é determinada pelas circunstâncias, a sua escolha é condicionada, como já foi referido. Aristóteles diz que estas acções, embora sejam mistas, assemelham-se mais às acções voluntárias. E porquê?

Ora, o fim da acção está dependente do momento da acção. E, no momento da acção, a acção é voluntária no sentido em que é o agente que escolhe e causa a acção (causa física). Mas, se entendermos o critério da acção em termos psíquicos (causa psicológica, intenção) então, muito provavelmente, diríamos que se trata de uma acção involuntária no sentido em que se as circunstâncias fossem outras, sem os condicionamentos psicológicos a que o agente está sujeito, o agente não escolheria fazer a acção que o tirano lhe pediu para fazer, nem optaria por lançar a carga ao mar, pois a execução de ambas as acções são condição de possibilidade de um bem superior (salvação dos reféns sob as ordens do tirano e sobrevivência das pessoas a bordo da nau) ao mal executado (a acção ignóbil e o lançamento da carga da nau ao mar).

Tanto no exemplo do “tirano” como no “lançamento da carga da nau ao mar”, o sujeito é a causa da acção e essa acção é dita voluntária porque ele (o agente) dá início à acção e pode optar praticá-la ou não. Isto quer dizer que nos casos onde existe a possibilidade de escolha o agente age voluntariamente. Em ambos os exemplos as acções são, assim, voluntárias quanto à origem da acção e mediante uma escolha, mas se olharmos para o quadro geral e se tivermos em conta todo o espectro de circunstâncias talvez venhamos a considerar tais acções involuntárias. E isto porque, repare-se que certos actos apenas possuem um valor positivo mediante determinadas circunstâncias (no caso dos exemplos citados diz Aristóteles que são circunstâncias extremas e violentas demais para a natureza humana). Os actos em causa apenas são escolhidos mediante um dilema imposto por força das circunstâncias e não por uma intenção pura, isto é, isenta de condicionamentos4. Dadas as circunstâncias dos exemplos que Aristóteles nos dá, ainda que discutível, parece-me aceitável designar tais acções como sendo mistas.

Agora é preciso descortinar qual o alcance da responsabilidade do agente, segundo estes exemplos, sob tamanha pressão psicológica. Que tem Aristóteles a dizer acerca das acções de tal agente?

Segundo o filósofo, “os homens às vezes são até louvados pela prática de acções desta espécie, quando se submetem a algo ignóbil ou penoso em troca de algo importante e nobilitante; na situação oposta eles são censurados, pois submeter-se às maiores indignidades sem nenhum objectivo nobilitante ou por um objectivo corriqueiro é

4 “(…) quando a origem de uma acção está numa pessoa, está no poder desta pessoa praticá-la ou não;

estas acções, portanto, são voluntárias, embora talvez sejam involuntárias se consideradas de maneira global, pois ninguém escolheria qualquer destes actos por si mesmos”.

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próprio de uma pessoa inferior”5. Sob certas circunstâncias, é permissível perdoar ou até mesmo louvar um agente quando este causa uma acção desprezível. Por exemplo, roubar, seja o que for, é considerado uma acção ignóbil mas se a acção de eu cometer um roubo tiver como consequência algo de mais nobre ou um bem superior como, por exemplo, salvar uma vida humana então serei louvado pelo meu acto e perdoado pelo roubo. Mas, se circunstâncias semelhantes a estas não estiverem presentes no acto de roubar, se, por exemplo, roubar comida apenas com o intuito de me deleitar, e sem necessidade de me alimentar mas sim por puro prazer, então serei censurado e desprezado por cometer um acto censurável sem nenhum objectivo superior como antecedente que justificasse o roubo.

O que está em causa nos exemplos em que as acções são mistas é decidir o que se deve escolher e a que custo. Até que ponto é aceitável ou perdoável a acção de um agente cujas consequências acarretam sempre um mal penoso? A resposta a esta questão, obviamente, poderá variar consoante os casos mas, de qualquer modo, nunca será fácil julgar o agente. Como diz Aristóteles: “Não é fácil estabelecer regras para decidir qual das alternativas deve ser escolhida, pois os casos particulares diferem amplamente entre si”6.

3.Os actos forçados

Quais os tipos de actos que podemos considerar forçados, segundo Aristóteles? Não deveriam tais actos serem aqueles em que a causa da acção é externa ao agente e quando este não contribui de forma alguma para tal acção, tal como no exemplo em que alguém é empurrado pelo vento ou por outra pessoa?

Ao retomar os exemplos do “tirano” e do “lançamento da carga da nau ao mar” constatamos que o princípio motor da acção está no agente e ele tem a possibilidade de escolha ainda que restrita, mas estas acções não podem ser ditas voluntárias (no sentido forte e pleno) porque o agente apenas age voluntariamente mediante as circunstâncias extremas em que se encontra. Por isso, se há a possibilidade de escolha então estas acções não podem ser consideradas actos forçados porque o agente não é obrigado. Vejamos agora os actos que podemos considerar forçados. Como nos diz Aristóteles, os objectivos agradáveis ou prazenteiros e nobilitantes não têm uma força compulsiva embora sejam atraentes e por isso tentam-nos diariamente a concretizá-los, tais como o desejo de comer gelados, de praticar relações sexuais, de saúde ou de saber. Estes desejos não são compulsivos e involuntários porque, embora atraentes, podemos escolher não satisfazê-los e por isso parece ignorante atribuirmos a sua causa às circunstâncias exteriores, até porque, para além do mais, se assim fosse então todos os actos que resultassem de desejos seriam forçados, mas os desejos, como já vimos, não nos forçam a concretizá-los. Quais são então os actos forçados?

Os actos forçados são definidos, por Aristóteles, como “aqueles cuja origem é externa ao agente, e para os quais o agente não contribui de forma alguma”7. São o tipo de actos

em que o agente é passivo e apenas está englobado numa acção no sentido em que nela participa, mas sem a intenção de estar incluído nela ou sem lhe ser possibilitada a escolha de participar.

4.O agir na ignorância e o agir por ignorância

5 Ibid, 1110a20-24. 6 Ibid, 1110b4-6.

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Quanto às pessoas que agem por ignorância: há aquelas que lamentam um determinado acto e, por isso, são consideradas agentes involuntários; por outro lado, as pessoas que não lamentam um acto são chamadas de agentes não voluntários no sentido em que se mantém indiferentes em relação às acções cometidas. Aristóteles diz que tudo o que é feito por ignorância é não voluntário (não houve intenção), mas apenas os actos em que o agente sente sofrimento e lamenta o seu acto é que são considerados involuntários. Por exemplo, se alguém me empurrar e como consequência partir uma janela não deverei ser responsabilizado por tal acto porque não era a minha intenção cometê-lo, pois se soubesse que alguém me iria empurrar provavelmente teria tentado impedir tal acto. Por outro lado, se alguém me empurrar e eu não lamentar a consequência de ter partido a janela então serei considerado um agente não voluntário. Outro exemplo de uma acção não voluntária seria eu pisar alguém sem intenção de o fazer mas não o lamentar.

Mas, agir por ignorância é diferente de agir na ignorância. Por exemplo, uma pessoa embriagada age não por ignorância mas sim na ignorância pois não sabe o que está a fazer, o seu raciocínio é toldado pelos efeitos do álcool que influenciam, deste modo, as suas intenções quanto à acção. Ora, e é nisto em que consiste agir na ignorância, a saber, fazer uma acção sem estar consciente dela. O agente, no caso da embriaguez e nos casos de cólera, está ignorante quanto ao seu estado psíquico, o que não acontece nas acções por ignorância pois estas tratam-se mais de uma infelicidade da parte do agente que não dispõe de uma informação correcta acerca das circunstâncias em que decorre uma acção. Voltemos ao exemplo do cogumelo, se eu comer um cogumelo sem saber que ele está envenenado (talvez porque o tenha comprado numa loja local e este seja um local de confiança para comprar comida de tal modo que me sinto justificado a crer que os cogumelos estão bons) e com o objectivo de me alimentar rectamente, então estarei a agir involuntariamente. E isto porque me encontrava ignorante acerca das circunstâncias (que o cogumelo estava envenenado) mas o objectivo visado era louvável (obter uma alimentação saudável).

Que tipo de actos é que podemos considerar involuntários por causa da ignorância?

A palavra “involuntário” não se aplica nos seguintes casos: (a) nas acções em que o agente ignora os seus interesses pois não é a ignorância na escolha de um fim que torna uma acção involuntária, este caso é próprio das pessoas perversas; (b) na ignorância em geral pois esta é digna de censura. Ora, apenas da ignorância das circunstâncias da acção é que resultam as acções involuntárias pois é nestes casos que surgem a piedade e o perdão. Quando um agente se encontra ignorante acerca das circunstâncias, por vezes, comete actos que lamenta e que não os cometeria se não estivesse ignorante. É neste ponto que reside a responsabilidade moral do agente aquando das suas acções involuntárias. Mas, a ignorância, como vimos, nem sempre serve de perdão para determinados actos (como aqueles em que o agente é não voluntário). E mesmo certos actos involuntários são bastante graves como os exemplos, dados por Aristóteles, em que uma “pessoa pode confundir o seu filho com o inimigo”8 e matá-lo ou “matar uma

pessoa com uma beberagem dada com a intenção de salvá-la”9. Apesar de serem actos involuntários, e o agente em causa o lamente, não deixam de ser crimes graves.

Portanto, uma pessoa apenas age involuntariamente quando se encontra ignorante acerca de factos decisivos para a actualização de uma acção que não é desejada mas que se realiza com a ajuda da ignorância do agente.

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5.Conclusão

Após este percurso concluímos que:

(1) as acções voluntárias são aquelas em que a origem da acção está no agente e quando este conhece as circunstâncias particulares em que age, a sua intenção é reflectida no acto praticado;

(2) as acções involuntárias são acções executadas sob compulsão (quando não se contribui intencionalmente para a acção mas se é o sofredor da mesma) ou por ignorância (quando se comete um acto cujo efeito é, ou não, lamentado pelo agente devido à ignorância do mesmo no momento da acção).

Mas, há um aspecto interessante que sobressai nesta discussão de Aristóteles: as acções nobilitantes tanto podem ser voluntárias como involuntárias e o mesmo se aplica às acções ignóbeis embora às vezes possa ser dito que as circunstâncias exteriores influenciam a acção do agente. E quanto às acções desprezíveis cometidas premeditadamente e àquelas cometidas sob o domínio da cólera? Segundo o filósofo, ambas devem ser evitadas porque “as emoções irracionais não são consideradas menos humanas do que as racionais, e portanto as acções motivadas pela cólera ou pelo desejo são do homem. Seria estranho, então, classificá-las como involuntárias”10. Não podemos englobar os desejos ou os ataques de fúria na categoria dos actos involuntários porque, neste caso, o agente pode escolher o rumo da acção a seguir, ele não age por ignorância ou sob compulsão mas sim voluntariamente.

Espero, neste presente trabalho, ter esclarecido alguns pontos acerca do que é que Aristóteles entende por acções voluntárias e acções involuntárias.

Bibliografia:

Aristóteles, Ética a Nicómaco, Tradução do grego, introdução e notas de Mário da Gama Kury, Brasília, Editora Universidade de Brasília, 2001.

Aristotle, The Nicomachean Ethics, Tradução inglesa do original grego de H. Rackham, edição bilingue, Londres, Harvard University Press, 1934.

Warburton, Nigel, Grandes Livros de Filosofia (Philosophy. The Classics), Tradução de Pedro Bernardo e Elsa Childs, Lisboa, Edições 70, 2001.

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