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Rev. Bras. Enferm. vol.44 número1

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Academic year: 2018

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RESENHAS D E LIVROS

F E M I N I S M O

COMO C R íT I CA DA MODE R N I DADE. -

Coo rdenação: Seyla Benhabid e D ruscilla Cornell. T radução: Nathanael da Costa Ceixei ro. E dito ra Rosa dos Tem pos. Rio de J a neiro. 1 99 1 . 208p.

I nstiga nte coleção de ensaios de m u l heres pa ra o pensamento sócio · polrtico-econômico do sécu­ lo XX. Os g rande pensado res co ntempo râneos passa m por u m crivo que desvenda a categ oria - gênero • que vem se sob redeterm i n a r à categoria que se convencionou considera r a maior de todas: a classe social. A integ ração destas duas categorias, vem dar u m resu ltado completamente diferente de tudo aquilo que até hoje se considerava como conhecimento cientffico adq u i rido. Sem pragamatismo e com vivo i nte resse na desconstrução de m itos, tabus e verda des cu ltu rais/sociais até então inquestio nadas, as auto ras oferecem uma rica reconceitualização da) trad ições do pensamento de hoje. L ivro indis· pensável pa ra todos os que estudam o pensamento social e po lftico, bem como pa ra os que se interes· sam por estudar a condição da m u l he r em geral. Leitu ra portanto, obrigató ria pa ra nós

H I STÓR IA ORAL - A E X P E R I Ê N C IA DO C P DOC.

Verena A l be rti - R io de J a neiro - Fundação G etú lio Vargas - 1 990.

Manual que ensina "como fazer" histó ria o ral a parti r da experiência de 14 anos de atividades do P rograma de H istória O ral do Centro de Pesquisa e Documentação de H istó ria Contem po rânea do B ra ­ s i l (CP DOC). Método-fonte-técnica que s e difundiu no B rasil em meados da década de 7 0 , o livro traz a i mportâ ncia i nequrvoca de preencher o vazio bibl iog ráfico sobre o assunto, com o mérito da si mplicida­ de, objetividade e riqueza de referências bibliog ráficas com plementa res. Pensa a histó ria o ra l como um esfo rço i nte rdisciplinar e de equ i pe, no qual não devem falta r os rigo res da pesqu isa histórica e da et­ nog rafia, visão da sociolog ia e a sensi bilidade de abordagem da psica nálise e da psicologia. este ú ltimo aspecto é dos mais relevantes, tendo em vista qu e a entrevista ganha maior dimensão quando resu lta da cumplicidade prolongada entre entrevistador e entrevistado, cabendo ao pesqu isador constru i r a o m esmo tempo, c o m seu entrevistado, uma relação de sensi bilidade e de rigor; de adesão no processo de com preender e da cdtica atenta no processo de i ndagar; de reconstituição e questiona mento. E esta "cumplicidade controlada", trpica da sociologia qualitativa e dos métodos de histó ria de vida que garan­ te a d i

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ensão e a consistência do que é revelado. L ivro indispensável aqueles que preten dem escrever sobre história, contada pelos personagens que a fizeram.

F E N I LCETON Ú R I A E H I POT I R E O I D I S M O CO N G Ê N ITO - DIAG N ÓSTICO PR ECOCE E PR E ­

V E N ÇÃO DA D F IC I Ê NC I A M E NTAL

Thereza N euma Tostes F reitas. N iterói. E D U FF. 1 990

O l ivro, foca liza a pro posta de prevenção através de detecção em massa de erros i natos do m eta­ bolismo e a presenta uma pesquisa a respeito do prog rama de seleção populacional de recém-nascidos com fenilcetonú ria e/ou hi poti reoidismo co ngênito realizada em maternidades e hospitais com u n ida ­ des neonatológica e obstétrica, entre di reto res administrativos, médicos, enfermei ros e auxiliares de en­ fermagem nos m u nicfpios do R i o de Janeiro e de São Paulo. P retendem desperta r, assim, a atenção dos profissionais de saúde, que atuam no atendimento do recém - nascido, da gestante, da pa rturiente e da puérpera, sobre a i m portância do diag nóstico precose da fenilcetonú ria e do hipoti reoidismo congê­ n ito, com fi nalidades primordiais de assesso ra r o lactente pa ra o seu bom desenvolvi mento frsico, neu ­ rológico, psicológico e i ntelectual, além de oferecer aos fa milia res o estudo de seus componentes, bem como o aconselhamento genético da fam flia. Contri bui com um elenco de i nformações que, na verdade constituem um reflexo dos conhecimentos, opiniões e atitudes dos profissionais com relação ao P ro · g rama de seleção populacional de recém- nascidos com fen i lcetonúria e/ou hi poti reoidismo congênito, para trazer à luz a discussão do problema, e coloca r em prática a real ização dos exames nas maternida­ des do B rasi l, visando preven i r e defi�iência mental.

L I VROS DE ENFER MAG E M - B RAS I L

( 1 9 1 6/1 988)

O rganiz ação: Ieda Ba rre i ra e C a s tro e S u e l y de Souza B aptista - A B E n /C E P n - C N Pq

A obra L I VROS D E E N F E R MAG E M - B R AS I L ( 1 91 6/1 988) reú ne por temática 504 tftu los sobre E nfermagem publicados no pars, no perfodo de 1 9 1 6

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1 922. Além do excelente tra ba l ho da catalogação do m aterial pesquisado, as outras classificam os d iversos tftu los em quatro g ra ndes á reas da p rodução de conhecimentos em enfermagem, a saber: Memórias da E nfermagem, a enfermagem como pro­ d ução, cu idados de enfermagem e m odelos e padrões de enfermagem. Lendo essa obra constatei duas intenções, dois com promissos evidentes das a utoras; o primei ro com a perpetuação da história da cate­ goria para outras gerações de enfermei ros e, o segu ndo, com o crescimento da orga nização dos sabe­ res da enfe rmagem, tão necessá rios ao estudo e conhecimento do trabalho i ntelectual do enfemei ro. Acredito que a o bra é de invulgar va lia para aqueles que se dedicam ao ensino, a pesquisa e ao apro­ fundamento estudioso do trabalho na enfermagem, como u m trabalho tam bém intelectual.

Referências

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