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April 2012
Conexão Subterrânea Conexão Subterrânea
(Brazil) Redespeleo
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Redespeleo, (Brazil), "Conexão Subterrânea" (2012). KIP Articles. 1031.
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Boletim Redespeleo95
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deixou de existir. Agora só há uma “Gruta do Cristal”, que deve atingir aproximadamente 5 km de desenvolvimento.
Resta apenas desenhar o mapa final, que será de grande utilidade na preservação desta impressionante caverna.
Para a realização deste trabalho, contamos com o apoio da CPRM a quem gostaríamos de agradecer. Também gostarí- amos de registrar nosso especial agradecimento à amiga, geóloga e espeleóloga Mylène Berbert-Born, que apesar de não ter participado fisicamente desta expedição, este- ve presente conosco em pensamento durante toda a ex- ploração da caverna.
Os trabalhos principais na Gruta do Cristal foram finali- zados, mas ainda temos diversas referencias importantes para verificar, e em breve esperamos retornar para essa região.
Assembléia da Redespeleo Brasil será realizada
em São Paulo
Será realizada em São Paulo, no dia 31 de março, a partir das 9h, a 15º Assembléia da Redespeleo Brasil. No encon- tro serão debatidos assuntos de interesse geral da comuni- dade espeleológica e será á eleito o novo Conselho Gestor.
Interessados em participar da reunião poderão obter a pauta e o endereço do encontro junto à secretaria da Re- despeleo através do e-mail: [email protected]
Todos serão bem vindos, participe você também!
Nova expedição amplia mapa da Gruta do Cristal em Morro do Chapéu, Bahia
Por Leda Zogbi – Meandros Espeleo Clube
Aproveitando o feriado de carnaval, de 17 a 21 de feverei- ro, uma equipe de três espeleólogos do Meandros Espeleo Clube retornou ao município de Morro do Chapéu, situado na região central da Bahia, ao norte da Chapada Diaman- tina, para dar continuidade ao projeto de mapeamento da Gruta do Cristal, iniciado em 1995 pela CPRM (ver artigo no Conexão Subterrânea n.91).
Antes de partir para a Bahia, tivemos o cuidado de atua- lizar o mapa, desenhando todo o trecho mapeado na ex- pedição realizada em setembro passado, e a gruta atingiu 3.140 m de projeção horizontal, com muitos condutos em aberto para serem conferidos. Um prato cheio para qual- quer espeleólogo!
A Gruta do Cristal forma uma rede labiríntica que se de- senvolve sob o morro do Cristal, local que está sendo re- quisitado pelo grupo italiano Enel para a implantação de um complexo para geração de energia eólica. Este fator acelerou ainda mais a nossa vontade de terminar o mape- amento da caverna.
No primeiro dia de trabalho, finalizamos o mapeamento de um trecho que havíamos explorado na expedição an- terior. Conseguimos conectar a nossa topografia em diver- sos pontos na grande teia labiríntica da caverna.
No segundo dia, iniciamos a exploração de novos condu- tos, todos eles descendo na direção sudeste. Consegui- mos resolver diversas dúvidas, e chegamos por um cami- nho completamente inédito – uma subida íngreme, e uma descida ainda mais íngreme e cheia de pedras soltas - ao
“Salão do Ralo”, mapeado em 1995 na primeira expedição de mapeamento da caverna. O salão é gigantesco e o piso ondulado é recoberto por enormes gretas de contração.
Também exploramos um conduto que seguia no limite su- deste da caverna. Trata-se de uma subida muito íngreme com pedras soltas e pó, bastante instável. Depois de muito esforço e suor descobrimos que não havia continuidade.
Infelizmente não demos sorte por esse lado...
Já estava tarde, mas ainda assim resolvemos explorar um quebra-corpo na extremidade sul do salão. Para nossa surpresa, descobrimos que por uma estreita passagem, a caverna se liga à Gruta do Cristal 2, mapeada na última ex- pedição... Quem se assustou, foi um grupo de pessoas que passeavam pela caverna, e que viram surgir por um bura- quinho um espeleólogo todo empoeirado, gesticulando de alegria... Na última expedição, exploramos minuciosa- mente todos os condutos que se encontravam a sudeste da Gruta do Cristal 2 procurando justamente esta conexão, e aparentemente não havia nenhuma passagem. Pudera, a conexão foi feita pelo lado oposto: a Gruta do Cristal 1 abraçou literalmente a Gruta do Cristal 2, formando agora uma única e enorme caverna... O quebra-cabeça fechou!
No terceiro dia, resolvemos fazer fotos dos principais con- dutos e do Salão do Ralo, e mapear a conexão entre Cris- tal 1 e 2. As fotos deram um trabalho considerável, pois não tínhamos flashes e as nossas luzes não eram muito potentes. Mesmo assim, Daniel Menin fez os seus milagres habituais e conseguimos iluminar somente com a luz dos nossos capacetes o enorme Salão. Mapeamos o quebra- -corpo, e conectamos a topografia com a Cristal 2, que
Foto: Daniel Menin
Salão do Ralo
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Portaria do MMA cria o Comitê Técnico Consultivo, para acompanhar e avaliar a aplicação da Instrução Normativa MMA nº 2 de 20/08/09
Foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 06 de mar- ço, a Portaria Nº 32, de 2 de março de 2012, que institui a criação do Comitê Técnico Consultivo, órgão colegiado consultivo com atribuições de acompanhar e avaliar a apli- cação da Instrução Normativa MMA nº 2, de 20 de agosto de 2009, nos processos de licenciamento ambiental, bem como de propor ao Ministério do Meio Ambiente o apri- moramento das regras técnicas existentes.
O Comitê Técnico Consultivo é composto por 12 (doze) membros titulares e respectivos suplentes, sendo todos especialistas, entidades e instituições direta ou indire- tamente afetas à espeleologia, com mandato de 2 (dois) anos, renovável ou substituível a qualquer tempo a critério do dirigente máximo da instituição que representa.
O Conselho será composto de representantes das seguin- tes organizações: Diretoria de Licenciamento Ambien- tal do IBAMA - DILIC/IBAMA; Serviço Geológico do Brasil -CPRM; Secretaria de Geologia, Mineração e Transforma- ção Mineral do Ministério de Minas e Energia - SGM; Asso- ciação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente - ABEMA; Universidade Federal de Lavras - UFLA; Socieda- de Brasileira e Espeleologia - SBE; Redespeleo Brasil; Insti- tuto Brasileiro de Mineração - IBRAM; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC; Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia – ABIAPE e Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM do Ministério das Minas e Energia. É facultado ao ICMBio substituir os representantes a qualquer tempo, mediante ato próprio.
Para ter acesso à Portaria completa, acesse:
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=06/03/2012&jornal=1&pagin a=207&totalArquivos=232.
Topografia da Gruta Buenos IV e Gruta do Lago Azul, Bulha D’água/SP
Por Marcos Silvério – Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas
Numa equipe mais numerosa do que o normal para os padrões de Bulha d’Água, partimos eu, Carol, Cesar, Iscoti, Magna, Rodrigo, Thales, Thomas, Vanessa e Zé Guapiara, nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2012 para finalizar o mapeamento da Gruta Buenos IV, descoberta em 2008 e para plotar algumas cavernas próximas à Gruta do Capinzal, afluente da Gruta de Buenos I.
Após a equipagem da descida para a galeria do rio da Buenos IV fizemos um reconhecimento e constatamos uma continuação, além do desmoronamento à montante.
O objetivo era mapear a continuação do rio à jusante,
porém decidimos iniciar por uma galeria lateral, que parecia não ir muito longe, e matar logo o trabalho. Sem contrariar a tradição, a galeria não só não fechou, como se mostrou tão grande que além de não conseguirmos mapeá-la nem chegamos a descer o rio. Deixando muito o que fazer para a próxima investida.
No domingo fomos identificar e organizar a bagunça das cavernas encontradas nos últimos dois anos, próximas à trilha do Capinzal. Localizamos as entradas e decidimos mapear uma ligação entre a Gruta do Lago Azul e uma entrada próxima. A Carol e o Thomaz (Vagalume) seguiram na frente procurando o caminho entre os blocos e a Magna, o Rodrigo e eu atrás mapeando. Os dois já haviam sumido na nossa frente quando encontramos a conexão, mas nem sinal deles. Saímos pela outra entrada quando, então, soubemos que, após fazerem a conexão, eles erraram o caminho de volta entre os blocos e se espremeram num quebra-corpo até sair na Gruta do Capinzal, fazendo outra conexão! Até quando sai errado, as coisas dão certo...
Lançado mais um número da revista Tourism and Karst Areas
A Seção de Espeleoturismo da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SeTur/SBE) acaba de lançar mais um número da revista científica Tourism and Karst Areas.
A revista está disponível para download na íntegra ou por artigos.
TOURISM AND KARST AREAS
Volume 4 – Número 2 (2011) está disponível em:
http://www.cavernas.org.br/ptpc/tka_v4_n2.pdf
Foto: Alexandre Camargo (Iscoti)
Gruta Buenos IV
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Primeira caverna originada em atividade vulcânica do país é descoberta no Paraná
A primeira caverna brasileira do gênero “conduto vulcâni- co”’ – que há 130 milhões de anos era parte de um vulcão ativo foi descoberta na última semana (20 de fevereiro), no município de Palmital, região central do Paraná. A caverna está localizada no alto de uma montanha, a mais de 800 metros de altitude em relação ao nível do mar.
“É uma caverna em basalto, da Formação Serra Geral, e possivelmente um conduto vulcânico do tipo gigante, até então desconhecido no Brasil”, explica o acadêmico de Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Geovane Ricardo Calixto, um dos responsáveis pela descoberta.
Geovane, juntamente com os professores da Universida- de Federal de Santa Catarina (UFSC), Wellington Barbosa de Silva e Eliza do Belém Tratz, fizeram o reconhecimento espeleológico e geológico da área e deverão iniciar a ex- ploração nos próximos dias. Para eles, a descoberta deste gênero de caverna representa a possibilidade do início de um estudo sobre a origem da formação do 3º Planalto da Serra Geral.
O proprietário da fazenda onde a caverna está localizada, Basílio Burei, conta que descobriu a formação geológica há 60 anos, durante perseguição a porcos selvagens. Desde então passou a chamar o local de Casa da Pedra. “Naquela época era possível ver no interior da caverna vestígios de fogo, além de árvores e plantas carbonizadas”, conta Basí- lio, que irá ceder a área para as pesquisas.
De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente e Turismo de Palmital, Miguel Burei Sobrinho, algumas fo- tos da caverna foram divulgadas em redes sociais e, desde então, pesquisadores de mais de cinco estados já demons- traram interesse em conhecer o ‘achado’.
O deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), solicitou no ano de 2006 - durante sua gestão como secretário esta- dual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - um estudo oficial que cadastrou 260 grutas e cavernas no Paraná. O estudo foi realizado pelo Grupo de Estudos Espeleológi- cos do Estado (GEEP Açungui).
“É um patrimônio que precisa ser preservado”, diz Rasca, que apresentará nos próximos dias um Projeto de Lei para proteção das cavidades naturais e subterrâneas do Paraná, após análise da Mineropar. “O estudo realizado no ano de 2006 apontou que, muitas cavernas localizadas nas proxi- midades de áreas urbanas, foram danificadas pela falta de uma política de conservação”, ressalta Rasca.
As cavernas vulcânicas, também conhecidas como tubos de lavas, são formadas durante a erupção dos vulcões.
Após percorrer a superfície e formar os rios de lava, a expo- sição com o ambiente causa o resfriamento e solidificação da lava, resultando em uma crosta formando um túnel de lava. Na medida em que o fluxo de lava diminui, o túnel começa a se esvaziar, resultando nos condutos vulcânicos.
Fonte:
http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=33387&op=notas
Revista Brasileira de Geomorfologia Número Temático:
Geomorfologia Cárstica
O Brasil constitui um dos países do mundo com maior e mais rico patrimônio cárstico. Patrimônio este que, diante dos novos conceitos de carste, não se resume nas amplas e belas áreas localizadas sobre rochas carbonáticas. Estende- se também por áreas de arenito, quartzito e formações ferríferas. Este rico patrimônio começou a ser estudado cientificamente pelo dinamarquês Peter Wilhelm Lund no início do século XIX na região de Lagoa Santa em Minas Gerais. Entretanto, apesar do interesse pelas áreas cársticas brasileiras ser antiga, a dimensão de nosso país e os poucos estudos realizados nestas paisagens ao longo de nossa história fizeram com que as nossas paisagens cársticas ainda possam ser consideradas pouco exploradas e estudadas. Tal fato constitui uma grave lacuna em nosso conhecimento científico, visto que a expansão da atividade mineraria nos últimos anos, notadamente ferro do e do cimento, tem degradado e suprimido boa parte deste patrimônio.
Neste contexto, é com prazer que a Revista Brasileira de Geomorfologia lança uma chamada para artigos que tenham como tema a Geomorfologia Cárstica. Os artigos submetidos e aceitos serão publicados em um número temático da revista. Os interessados em submeter artigos para este número podem fazê-lo entre 01 de Março e 31 de Maio de 2012 no site da Revista Brasileira de Geomorfologia.
Deve-se ressaltar que os artigos submetidos para este número seguirão todas as etapas normais de submissão da revista como, por exemplo, avaliação por pares e etc.
Fonte:
http://www.ugb.org.br/final/normal/main_template.php?pg=0
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Cavernas, lagos e cifrões
Em 1967, um pequeno grupo de geólogos, contratados por aquela que era então a maior siderúrgica do mundo, a United States Steel, confirmou em pesquisa de campo: 500 km ao sul de Belém, em plena selva amazônica, havia a melhor ocorrência de minério de ferro do planeta.
Carajás era um paraíso. O minério mais usado pelo homem aflorava no alto dos platôs cobertos por vegetação rastei- ra, em altitudes que chegavam a 600 metros. As encostas eram tomadas, em grande densidade, por árvores altas, que se espraiavam por todas as direções. Circundando as serras, dois rios serpenteavam . A fauna era rica, exuberan- te. Aquele lugar merecia servir de imagem para o Éden.
Minério e natureza selvagem são termos acompanhantes
— e também conflitantes. A extração de um é feita à cus- ta da integridade da outra. Mas nunca esse choque foi tão forte quanto em Carajás.
Originalmente, esse enorme depósito de ferro devia ser le- vado para os Estados Unidos. Mas quando a US Steel se re- tirou do empreendimento, em 1977, a estatal Companhia Vale do Rio Doce, que sucedeu a multinacional americana, desviou o rumo para o Oriente. A hematita do Pará atra- vessaria 20 mil quilômetros de mares e iria preferencial- mente para o Japão, até então abastecido pela Austrália, que estava quatro vezes mais próxima.
Em 2007 a Vale, privatizada 10 anos antes, comemorou o primeiro bilhão de toneladas produzidas em Carajás. Dava a média de 45 milhões de toneladas por ano. Nos primei- ros anos após a inauguração da mina, em 1984, a produção não fora além de 25 milhões de toneladas, que era a meta do projeto. Nos anos imediatamente anteriores ao 1º bi- lhão, a produção era de 90 milhões de toneladas.
Neste ano já devia passar para 130 milhões, mais de um terço de toda a produção da Vale, que é a segunda maior mineradora do mundo (depois da anglo-australiana BHP Billiton) e a maior vendedora de minério de ferro. Mas des- de 2006 a produção não cresce, derrubando as metas fixa- das pela empresa.
Era porque a Vale não conseguia liberar seus novos proje-
tos em Carajás. Só no final do mês passado, depois de 10 anos sem expedir qualquer documento para a companhia, o Ibama aprovou o licenciamento ambiental para o funcio- namento da quinta mina na parte norte da jazida. O ato foi muito comemorado, mas dele não resultará qualquer mo- dificação na escala da extração. Melhorará apenas a quali- dade da mercadoria, já que a mina liberada contém miné- rio de melhor teor do que o das minas já em exploração.
Para a Vale, o mais impor- tante é se essa aprovação in- dicar a tendência do Ibama de repetir o licenciamento, talvez ainda neste ano, de uma nova área de minera- ção, ao sul das minas que estão em atividade há qua- se 40 anos. A Serra Sul tem mais e melhor minério. Por isso proporcionará à Vale dobrar a atual produção.
Mas também é uma paisa- gem ainda mais deslum- brante e rara.
No conjunto de serras do sul do distrito mineral há um belo e profundo lago perene. Há várias cavernas, nas quais o homem pré- -colombiano utilizou. São testemunhos arqueológicos valiosos.
Desde então, cavernas têm que permanecer intocadas em áreas de mineração. Se assim continuar, Serra Sul não poderá existir. Mas ela é um projeto de oito bilhões de dólares (10% previstos para 2012). Ao preço de hoje, permitiria à Vale faturar mais do que US$ 10 bilhões por ano, mandando 60% de toda a sua produção para a China.
São quantidades de causar impacto, como vem aconte- cendo em Carajás desde 2001, quando os chineses, que até então eram um cliente de pouca significação (compra- vam 5% do minério da Vale), começaram a avançar sobre as montanhas de minério rico. Suplantaram seus vizinhos japoneses e agora pesam nos destinos da Vale — e do Bra- sil — como, talvez, nenhum outro país em toda a história nacional.
Graças a isso, no ano passado o lucro líquido da Vale re- presentou quase 10 vezes mais do que os US$ 3,3 bilhões pagos ao governo pelo controle acionário da estatal, a jóia da coroa das privatizações realizadas a partir do governo Collor (e só na aparência interrompidas pela administração do PT, aparência desfeita de vez pela alienação de três ae- roportos até então oficiais).
Quase metade dos US$ 30 bilhões de lucro de 2011 serão investidos pela Vale neste ano. O principal empreendi- mento é o de Serra Sul, que praticamente recomeça a his- tória de Carajás e dá um salto (talvez mortal) nas transa- ções com a China. Cavernas e lago terão vez nessa agenda de cifrões?
Fonte: Artigo de Lúcio Flávio em:
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/cartas-amazonia/cavernas-lagos-e- cifr%C3%B5es-203248278.html
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Floresta Nacional de Carajás
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Cavernas do Vale do Ribeira (SP) estão fechadas à visitação
O turismo em cavernas sofreu impacto nos últimos dois anos em São Paulo, especialmente no Vale do Ribeira, região que tem a maior concentração de cavernas. Mais da metade desse patrimônio natural foi fechada para a visitação turística.
Operadoras de turismo e comunidade local, que dependem muitas vezes do dinheiro arrecadado com o turismo em cavernas, aguardam a conclusão - sem data definida - dos planos de manejo.
Segundo a Fundação Florestal, a maioria das cavernas que foram fechadas estão dentro de Unidades de Conservação Ambiental e por isso sua “exploração” deve ser submetida a dispositivos técnicos contidos em planos de manejo. Esses dispositivos são avaliados pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV- ICMBio), órgão federal do Ministério do Meio Ambiente, responsável pelo licenciamento de cavernas. A Fundação explica que, embora seja incontável o número de cavernas no Vale do Ribeira, apenas uma pequena parte está apta a receber visitantes.
No Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), 12 cavernas foram reabertas à visitação depois da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal.
O Parque Estadual da Caverna do Diabo está funcionando normalmente pois foi feito um plano de ação emergencial enquanto o CECAV não aprova o plano de manejo da caverna. As cavernas Rolados I, II, III e a Gruta Fria estão fechadas pois ficam dentro de comunidades quilombolas, com as quais não se atingiu um consenso sobre a visitação.
Já o Parque Estadual Intervales possui 10 cavernas que podem ser visitadas. A Gruta Minotauro e a Caverna Jane Mansfield estão fechadas à visitação em razão de fragilidades ambientais.
A dificuldade é ainda maior para desenvolver o turismo em cavernas que ficam fora das Unidades de Conservação, em propriedades particulares. De acordo com a Fundação Florestal, os proprietários dessas áreas também devem fazer planos manejo para que o turismo seja explorado de forma sustentável.
O patrimônio espeleológico brasileiro é vasto e ainda carece de muitos estudos para embasar cientificamente o tão falado turismo sustentável.
Fonte:
http://360graus.terra.com.br/caving/default.asp?did=33077&action=news
Desenho rupestre mais antigo das Américas é descoberto no Brasil
Pesquisadores da Universidade de São Paulo encontraram o desenho de uma figura antropomórfica que data de 9 mil a 12 mil anos, e portanto seria, de acordo com os cien- tistas, o desenho pré-histórico mais antigo das Américas.
Os autores do estudo, liderados pelo pesquisador Walter Neves, afirmam que a descoberta sugere que o povoa- mento nessa época, na América do Sul era muito diverso – não estando restrito apenas a povos que faziam ferra- mentas de pedra para a subsistência, mas também havia grupos que já tinham pensamento simbólico.
A descoberta também sugere a hipótese de que humanos teriam chegado às Américas há 15 mil anos - antes do pe- ríodo proposto pela teoria mais aceita pela comunidade arqueológica. De acordo com o modelo aceito até hoje, humanos chegaram ao continente americano, através das pontes de terra ao longo do estreito de Bering, cerca de 11 mil a 12 mil anos.
“Quando observada a diversidade estilística entre nosso achado e outras evidências de representações simbólicas de antiguidade próxima dos 8.000 - 10.000, podemos su- gerir que a chegada do homem ao Novo Mundo deva ter ocorrido antes dos 12 mil anos sugeridos. Com a descober- ta, sugerimos que os humanos chegaram ao continente americano através do estreito de Bering com uma anti- guidade de cerca de 15 mil anos”, disse Danilo Vicensotto Bernardo, doutorando da USP e um dos autores do estudo.
A figura, que mede trinta centímetros de altura por vinte de comprimento, foi encontrada a uma profundidade de 4 metros em Lapa do Santo, na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais.
Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/desenho-rupestre-mais-antigo-das- americas-e-descoberto-no-brasil/n1597648406315.html
O artigo completo (em inglês) sobre esta importante descoberta está disponível em:
http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.
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Fóssil de tatu gigante é descoberto em caverna no Tocantins
Houve um tempo em que o tatu, em vez dos atuais 30 cen- tímetros, media 2,5 metros. Em que, em vez de 3 quilos, pesava 80. Esse antepassado de proporções generosas vi- veu no Tocantins no fim da Era do Gelo, entre 15 mil e 20 mil anos atrás.
Os fósseis do crânio e das placas que re- vestem seu corpo foram descobertos nas últimas semanas em uma caverna por pesquisadores de di- versas universidades, capitaneados por Leonardo Ávilla, do Laboratório de Mas- tozoologia da Unirio.
Ainda é cedo para dizer se este tatu gigante é uma nova espécie. Outros com o mesmo tamanho — alguns até maiores — foram descobertos em Minas Gerais ainda no século XIX e, mais tarde, na Argentina. Veio de lá, aliás, seu nome de batismo: Pampatherium. Em bom português, “a besta dos pampas”.
Como nem tudo muda, os tatus de hoje e os antigos ti- nham em seu encalço o mesmo predador: onças. Uma delas, aliás, teria sido a responsável por arrastar o Pampa- therium para dentro da caverna e fazê-lo de refeição. Em- bora haja também outra possibilidade: “Encontramos no mesmo local os fósseis de um urso, que teria cerca de 3 metros de comprimento” conta Ávilla. “As cavernas eram muito disputadas pelos predadores, porque ali poderiam criar seus filhotes, além de comer com mais calma”.
Com os vestígios da espécie coletados, a equipe da Uni- rio espera descobrir mais sobre as condições climáticas da região. O Centro-Oeste brasileiro seria frio e seco, propor- cionando a existência de uma fauna totalmente diversa da atual. Ao tatu gigante, que pastava o dia inteiro pelo cam- po, faziam companhia uma antecessora da lhama — hoje só encontrada nos Andes — a macrauquênia, que lembra um camelo com uma pequena tromba. Todos foram ex- tintos com o aumento das temperaturas e da umidade, à exceção das onças.
“A análise dos isótopos dos fósseis nos dará uma noção de qual era a temperatura daquela época” revela Ávilla. “Os grandes herbívoros não conseguiram se adaptar ao novo ambiente, e o urso, que se alimentava deles, também de- sapareceu. As onças sobreviveram por terem muito mais presas, do jacaré aos pequenos roedores”.
O tatu gigante dá um impulso à paleontologia no Tocan- tins, onde foram encontradas, nos últimos anos, centenas de cavernas com alto potencial para a descoberta de fós- seis. Ávilla fez sua primeira expedição em 2008 e, com o financiamento do CNPq, retornou duas vezes à região, no ano passado e este mês. Os pesquisadores conseguiram apoio até da população local, cujas lendas recomendam o distanciamento das grutas. O tatu certamente concorda- ria.
Fonte:
http://www.d24am.com/amazonia/ciencia/fossil-de-tatu-gigante-e-descober- to-em-caverna-no-tocantins/49022
Grupo vai estudar cavernas em rochas areníticas em Ponta Grossa, PR
Projeto vai estudar as cavidades subterrâneas em rochas areníticas no município de Ponta Grossa. Segundo Marcio Ricardo Ferla, chefe do Parque Nacional dos Campos Ge- rais, a pesquisa foi autorizada pelo Sistema de Informação da Biodiversidade, do Instituto Chico Mendes, e terá todo o apoio logístico da unidade.
O projeto Estudo Espeleológico das Cavidades Subterrâneas Areníticas do Município de Ponta Grossa, Campos Gerais do Paraná, proposto em agosto de 2011, foi aprovado em edi- tal da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
A pesquisa vai ressaltar as características físicas, elementos bióticos (animais, plantas e microoorganismos) e abióticos (rocha, espeleotemas e solo) e o potencial geoturístico desses ambientes.
Com a aprovação do projeto pela Fundação Grupo Boticá- rio, o GUPE terá recursos para trabalhos de campo e explo- ração e levantamentos espeleológicos gerais, bem como para compra de equipamentos.
Fonte:
http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI5641233- EI10411,00.html
Nota de falecimento
É com grande pesar que informa- mos o falecimento, de Nilton José Duarte, o Niltinho, presidente do Grupo de Estudos Ambientais da Serra do Mar (GESMAR), aos 40 anos, de infarto fulminante, no 03/03/2012. Niltinho era sócio ativo da SBE, e em julho do ano passado havia sido eleito suplente do Con- selho Fiscal da entidade, demons- trando incansável dedicação pelo trabalho coletivo.
A Redespeleo Brasil se solidariza com seus familiares e amigos.
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Arte mais antiga do mundo possui 42 mil anos
De acordo com novas análises, as imagens que você vê acima são as primeiras pinturas já feitas por seres humanos. Os desenhos foram pintados mais de 42 mil anos atrás, e estão localizados nas Cavernas de Nerja, em Málaga, Espanha. Esses simples desenhos podem mudar nossas ideias sobre a evolução da humanidade.
Até agora, arqueólogos acreditavam que a arte mais antiga tinha sido criada no Período Aurignaciano, por seres humanos modernos. São pinturas de 32 mil anos de idade.
A nova descoberta pode revolucionar nossa compreensão da história, cultura e evolução. “Nossas últimas descobertas mos- tram que os Neandertais decoravam seus corpos com tinta e tinham um senso estético. Isso é uma revolução científica porque, até agora, nós temos atribuído aos Homo sapiens a conquista da arte, mostrando o homem de Neandertal quase como um macaco”, disse o líder do estudo, José Luis Sanchidrián.
Os pesquisadores acreditam que a caverna em que foram encontrados os desenhos era um dos últimos pontos da Europa em que os Neandertais – que viveram entre 120 mil a 35 mil anos atrás – procuraram refúgio.
Fonte: http://hypescience.com/veja-as-mais-antigas-pinturas-humanas-com-42-mil-anos-de-idade/
Google Street View fotografa cavernas no Japão
O Google Street View, serviço para a publicação de imagens em 360º da empresa, disponiblizou uma série de imagens de cavernas japonesas.
De acordo com o blog Mashable, a mina desativada de Okubo-mabu e a caverna de Akiyoshi-do foram as primei- ras a receber os registros. Os locais são iluminados e pos- suem preparo para receber turistas.
Essa não é a primeira vez que o Google fotografa lugares inusitados para o serviço. Em dezembro do ano passado, o serviço anunciou a atualização de imagens de uma série de cidades do nordeste do Japão, região afetada pelo ter- remoto e pelo tsunami que atingiram o país no dia 11 de março do ano passado.
Além dessas cidades, o Street View tem ampliado sua ga- leria, fotografando o interior de lojas, parques, praias e até estações de esqui.
Fonte:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/street-view-fotografa-cavernas- no-japao
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Interior da caverna Akiyoshi-do no Japão
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“A Pré-História em Minas Gerais”
na Rede Minas
A Série “A Pré-História em Minas Gerais” está pronta para ser exibida, as datas estão abaixo relacionadas:
Dia 18 de março
1º Episódio: “No Mundo das Cavernas”
Dia 25 de março
2º Episódio: “O Legado de Lund”
Dia 01 de abril
3º Episódio: “No tempo dos Animais Gigantes”
Dia 08 de abril
4º Episódio: “O povo de Luzia”
Dia 15 de abril
5º e último Episódio: “A Arte Rupestre”
Domingos às 19:00h Programa Bem Cultural Fone: (31) 3269 9182 www.redeminas.tv
Assista o primeiro episódio da série, intitulado
“O mundo das cavernas”, no Youtube:
Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=OS-2PGNQXXs Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=ocbpmMvg66w
Novo animal “intraterrestre”
é descoberto a 2 km de profundidade
O animal terrestre com a moradia mais profunda do mun- do foi encontrado a quase 2 quilômetros abaixo da super- fície. Apropriadamente, sua casa é Krubera-Voronja, a mais profunda caverna do mundo, cujo ponto mais extremo se encontra 2.191 metros abaixo da abertura superior da ca- verna. Ela está localizada próxima ao Mar Negro na Abkha- zia, uma república separatista da Geórgia.
O artrópode, conhecido como Plutomurus ortobalaganen- sis, foi descoberto 1.980 metros abaixo da superfície, onde se alimenta de fungos e outras matérias em decomposi- ção. Três outras novas espécies também foram encontra- das na caverna: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis e Schaefferia profundissima. Todas as quatro espécies foram classificadas como colêmbolos, um tipo de inseto pequeno sem asas. Vivendo na escuridão total, as espécies não têm olhos. No entanto, A. stereoodorata compensa isso com uma forma altamente especializada de quimiorreceptores.
Os animais foram descobertos por Ana Sofia Reboleira, da Universidade de Aveiro, Portugal, e Alberto Sendra, do Museu de História Natural de Valência, Espanha. Eles es- tavam explorando a caverna Krubera-Voronja como parte de uma expedição de 2010.
Antes desta descoberta, colêmbolos foram encontrados apenas a meio quilômetro abaixo do solo. Em 1986, Ongu- lonychiurus colpus foi encontrado vivendo a 550 metros de profundidade em cavernas espanholas e, no ano passado, Tritomurus veles foi encontrado a 430 metros em cavernas na Croácia. A descoberta de espécies que vivem no sub- solo profundo na escuridão total dá novas pistas sobre as condições extremas em que os animais podem sobreviver.
Fonte:
http://hypescience.com/novo-animal-intraterrestre-e-descoberto-a-2-km-de- profundidade/
Divulgação
95
ISSN 1981-1594 28/03/2012
número
10
Expediente
Comissão Editorial: Daniel Menin, Leda Zogbi, Roberto Cassimiro e Yuri Stávale.
Revisão: Leda Zogbi e Roberto Cassimiro.
Logotipo e Projeto Gráfico: Danilo Leite DFUSE DESIGN, [email protected] Fotografia da Capa: Gruta do Cristal, Morro do Chapéu, Bahia.
Foto de Daniel Menin.
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