A SOMA DA SUBTRAÇÃO
Recentemente, num curso que estava a tirar sobre investimentos, falámos de um conceito que até aí nunca me tinha deparado com ele.
Para qualquer investimento que queiras fazer, e tendo em conta que queres ter um perfil de investidor a longo prazo, é importante que definas o valor mensal que necessitas para viver confortavelmente. Independentemente de ganhares muito com os teus investimentos, manténs-te fiel ao teu estilo e nível de vida.
Esse indicador chama-se Minimum Life Burning Rate. É um indicador com um nome um pouco complexo, mas já vais entender.
Quando comecei a calcular o meu MLBR, comecei a perceber que afinal não preciso de tanto assim para viver como achava que necessitava. No final senti-me leve, em paz, com um sorriso nos lábios.
E porque é que te estou a contar isto?
Porque percebi que me preocupava demais em ter dinheiro suficiente, para ter coisas que no fundo, não eram importantes para mim.
A magia acontece aqui. Quando aproximas ou “Eu quero” do “Eu preciso”.
Todos queremos um conjunto de coisas que nos poderão trazer maior felicidade ou sentido de realização. Mas do que é que eu preciso mesmo?
Quero: - Um desejo sobre algo e que me motiva a traçar um plano para o obter no médio/longo prazo.
Necessito: - Aquilo de que não abdico de todo na minha vida, e que caso não o tenha neste momento, motiva-me para o conseguir num curto espaço de tempo.
Exercício
Na primeira parte deste exercício, vamos fazer uma reflexão sobre o que eu necessito e o que eu quero.
O que eu necessito, é aquilo do qual não abdico e que tenho neste momento. Algo que é fundamental para satisfazer as minhas necessidades mais importantes.
O que eu quero, é tudo aquilo que não tenho e que me leva a tentar alcançar, não sendo propriamente uma necessidade, mas mais, um capricho.
Vamos fazer isto em seis campos:
Vida Pessoal Eu necessito e já o tenho:
Eu quero:
Relações Eu necessito e já o tenho:
Eu quero:
Trabalho Eu necessito e já o tenho:
Eu quero:
Evolução Pessoal Eu necessito e já o tenho:
Eu quero:
Finanças Eu necessito e já o tenho:
Eu quero:
Saúde Física Eu necessito e já o tenho:
Eu quero:
Na segunda parte deste exercício vamos ganhar um pouco mais de clareza acerca do
“quero” e do quanto isso é importante para mim. No fundo, grande parte das nossas preocupações e atrito mental, está neste campo, no “quero”.
Sempre que queremos mudar os resultados que estamos a ter, é fundamental mudar as respostas que estamos a obter. As nossas ações são determinadas pela forma como nos sentimos, e aquilo que sentimos é um resultado da nossa forma de pensarmos.
E o que é que influencia a forma de pensarmos? Isto que acabei de fazer agora! As perguntas que fazemos!
Antes de avançarmos, gostaria que olhasses para o “Eu quero”, em cada quadro, e fizesses a seguinte questão em cada um dos pontos que escreveste:
Estou comprometido(a) e motivado para o fazer, não dependendo emocionalmente do resultado?
Se respondeste com um “sim” claro, fantástico. Se não conseguiste dar uma resposta positiva, faz a seguinte questão:
Quem é que eu acho que iria ficar verdadeiramente orgulhoso de mim se eu alcançasse esta meta?
Talvez esta segunda questão te leve à conclusão de que muitos “Eu quero” na nossa vida e aos quais dedicamos tempo mental, preocupação e frustrações, nem sequer são nossos.
Se eu começar a retirar da equação da minha vida, os excessos que não me fazem falta, começo a ganhar maior clareza naquilo em que tenho de me focar. O tempo que dedico e o que posso fazer para alcançar o que pretendo, vão determinar o meu sucesso pessoal.
Quando começamos a somar pela subtração, existem dois conceitos importante a reter: A relevância e o tempo que lhe dedico.
A relevância vai-nos dizer o impacto que um determinado resultado pode ter na nossa vida. Sabemos que as coisas que são verdadeiramente importantes para nós, devem ser aquelas a que dedicamos um tempo exponencial.
Partindo de um princípio de Paretto, que diz que a maioria dos resultados (80%) que têm mais impacto na minha vida provêm apenas de algumas atividades (20%), começamos a perceber que grande parte das coisas a que dedicamos tempo não trazem grandes resultados.
Assim, vamo-nos focar naquelas atividades, em cada uma das áreas que mais podem contribuir para os resultados que queres obter.
É nesses que te deves focar.
Olhando agora para todos os “quero” já validados, em cada uma das áreas, faz a seguinte questão:
Vida Pessoal Eu quero:
Qual é a única coisa que posso fazer, de modo que, ao fazê-la, tudo o resto se tornaria mais fácil e desnecessário?
Relações Eu quero:
Qual é a única coisa que posso fazer, de modo que, ao fazê-la, tudo o resto se tornaria mais fácil e desnecessário?
Trabalho Eu quero:
Qual é a única coisa que posso fazer, de modo que, ao fazê-la, tudo o resto se tornaria mais fácil e desnecessário?
Evolução Pessoal Eu quero:
Qual é a única coisa que posso fazer, de modo que, ao fazê-la, tudo o resto se tornaria mais fácil e desnecessário?
Finanças Eu quero:
Qual é a única coisa que posso fazer, de modo que, ao fazê-la, tudo o resto se tornaria mais fácil e desnecessário?
Saúde Eu quero:
Qual é a única coisa que posso fazer, de modo que, ao fazê-la, tudo o resto se tornaria mais fácil e desnecessário?
Lembra-te que não conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo, mas conseguimos ter a capacidade de perceber o que é verdadeiramente importante para nós, escolher e fazer isso extremamente bem, com mestria.