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Estudo do Movimento

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Academic year: 2021

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Módulos 4 e 5

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Posição Anatómica e Planos Anatómicos

Para facilitar a descrição, orientação e identificação dos ossos definiu-se uma posição anatómica e planos anatómicos.

A posição anatómica consiste no indivíduo em pé, com os braços ao longo do corpo, pernas ligeiramente afastadas, olhar no infinito e palmas das mãos viradas para a frente. Todos os ossos, articulações e músculos são descritos e orientados a partir desta posição. Temos sempre em atenção que orientamos as estruturas e descrevemos, por exemplo, curvaturas e características específicas, atendendo à posição anatómica, sempre a olhar de frente para as estruturas anatómicas.

Na imagem que se segue, a figura da esquerda ilustra a posição anatómica e a da direita, mostra como o corpo se apresenta posteriormente.

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Posição Anatómica e Planos Anatómicos

Os planos anatómicos consistem em linhas imaginárias que dividem o corpo em duas metades. Estes planos são importantes porque nos permitem definir os movimentos e localizar os ossos com maior precisão.

Planos

Anatómicos Características

Sagital • É vertical;

• Divide o corpo em metade direita e esquerda.

Frontal ou Coronal

• É vertical;

• Divide o corpo em metade anterior e posterior.

Horizontal • É horizontal;

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Planos Anatómicos e Eixos de Movimento

Plano Sagital

Plano

Horizontal

Plano Frontal

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Conceitos

Para uma explicação exacta da localização das estruturas no corpo e da sua situação umas em relação às outras, utilizam-se um conjunto de termos direccionais precisos, que evitam descrições exaustivas ou pouco objectivas.

Termos Direccionais Significado

Superior ou cefálico Próximo da cabeça ou a parte de cima de uma estrutura. Inferior ou causal Afastado da cabeça ou a parte de baixo de uma estrutura. Anterior ou ventral Na parte da frente do corpo ou de uma estrutura.

Posterior ou dorsal Na parte de trás do corpo ou de uma estrutura.

Interno ou medial Próximo do plano sagital, do lado de dentro de uma estrutura. Externo ou lateral Afastado do plano sagital, do lado de fora de uma estrutura.

Proximal Próximo da união de um membro ao tronco; próximo do ponto de origem. Distal Afastado da união de um membro ao tronco; afastado do ponto de origem.

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4. Os Ossos

Os ossos são formados por tecido ósseo e revestidos por uma membrana, o periósteo. Esta membrana é extremamente importante porque é altamente vascularizada, nutrindo o osso, inervada e é onde os músculos e ligamentos se inserem no osso.

Os ossos podem ser classificados em:

Ossos Características

Longos

O comprimento predomina sobre a espessura e a largura.

Ex: Fémur (osso da coxa), tíbia e perónio (ossos da perna), metatarsos e falanges (ossos do pé), úmero (osso do braço), rádio e cúbito (ossos do antebraço), metacarpos e falanges, (ossos da mão), clavícula e costelas.

Chatos

A espessura predomina sobre as outras duas dimensões.

Ex: Omoplata ou escápula, osso ilíaco ou coxal (osso da bacia), temporal, parietal, occipital, frontal (ossos do crânio).

Curtos As três dimensões são equivalentes. Ex: Ossos do carpo (mão) e do tarso (pé).

Irregulares

Sem forma definida.

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4. Os Ossos

Os ossos longos apresentam duas extremidades, superior e inferior, e um corpo ou diáfise. Os restantes ossos – chatos, curtos e irregulares - não apresentam estas características mas todos possuem superfícies articulares que se articulam com as superficies articulares de outros ossos dando assim origem a uma articulação.

Quando nascemos temos no interior de todos os nossos ossos um tecido de consistência mole designado por, medula óssea vermelha. A medula óssea vermelha consiste numa rede de fibras que suportam uma massa de células que são precursoras dos elementos figurados do sangue (linfócitos, glóbulos vermelhos e plaquetas) e um sistema de vasos sanguíneos. Contudo, com o passar dos anos, a maior parte da medula óssea vermelha torna-se menos activa, sendo substituída por tecido adiposo - medula óssea amarela.

No adulto, a medula óssea vermelha persiste em alguns locais: costelas, no corpo das vértebras, nas partes esponjosas de alguns ossos curtos e nas extremidades dos ossos longos dos membros superiores e inferiores, assim como no interior no esterno.

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As Articulações

Como já foi referido, os ossos articulam-se entre si e dão origem a articulações. Contudo, nem todas elas se movem ou conseguem fazer movimentos amplos. Desta forma, as articulações classificam-se em três tipos:

Articulações Movimento

Móveis ou sinoviais

Grande amplitude de movimentos. Ex: Articulação da anca e ombro.

Semi-móveis

Pouca mobilidade.

Ex: Articulação entre os corpos das vértebras e entre os ossos ilíacos anteriormente (sínfise púbica).

Imóveis

Sem mobilidade.

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As Articulações

As articulações móveis apresentam características muito próprias. Nestas articulações estão presentes estruturas que lhes permitem ter mobilidade, protegem a articulação do desgaste, nutrem-na, limitam os movimentos e proporcionam estabilidade articular. São articulações concordantes/estáveis quando os ossos se articulam na perfeição. Contudo, podem também ser discordantes quando precisam de meios de correcção para lhes dar estabilidade. Isto acontece quando temos uma superfície côncava e outra esférica. Estes meios de correcção aprofundam as cavidades permitindo uma melhor articulação com a superfície convexa.

Superfícies Articulares Zona de contacto entre os ossos Cartilagem Articular Reveste e protege as superfícies articulares Meios de união Asseguram essencialmente a união dos ossos na articulação Cápsula articular e ligamentos A cápsula articular fixa-se em redor da extremidade articular de cada osso. Os ligamentos limitam e orientam os movimentos Meios de correcção Articulações não concordantes Meniscos e Debruns Membrana Sinovial Reveste interiormente a cápsula Líquido sinovial Lubrifica a articulação Nutre a cartilagem

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Os Movimentos

Para uma melhor compreensão dos movimentos, estes serão explicados recorrendo aos termos direccionais e planos anatómicos. Os movimentos típicos das articulações móveis definem-se genericamente por:

Movimento Definição

Flexão e Extensão

• Realizam-se no plano sagital;

• A flexão caracteriza-se, genericamente, pela diminuição da distância e ângulo entre os ossos articulados;

• A extensão resulta do movimento inverso.

Abdução e Adução • Realizam-se no plano frontal; • Na abdução dá-se o afastamento do osso relativamente ao plano sagital; • Na adução ocorre o inverso.

Rotação Interna (medial) e

Rotação Externa (lateral)

• Realizam-se no plano horizontal;

• Na rotação medial esta dá-se no sentido do plano sagital; • Na rotação externa dá-se no sentido contrário.

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Movimentos

Abdução Adução Rotação externa Rotação externa Abdução Adução Rotação interna Rotação interna Flexão Flexão Extensão Extensão

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Movimentos

Algumas articulações móveis realizam outro tipo de movimentos. Tais como:

Movimentos Definição

Inclinação ou flexão lateral • Realiza-se no plano frontal; • Movimento exclusivo da coluna vertebral;

• As vértebras aproximam-se lateralmente, à direita e à esquerda.

Flexão plantar e dorsal (dorsiflexão)

• Realizam-se no plano sagital;

• Movimento exclusivo da articulação tíbio-társica ou do tornozelo; • Na flexão plantar o dorso do pé afasta-se da face anterior da perna; • Na flexão dorsal ocorre o inverso.

Pronação e supinação

• Realizam-se no plano horizontal; • Movimento exclusivo do antebraço;

• A pronação é o movimento de rotação medial do polegar, sendo que e a palma da mão fica voltada para trás;

• Na supinação o polegar fica roda externamente e a palma da mão fica voltada para diante (frente).

Inversão e eversão

• Realizam-se no plano frontal; • Movimento específico do pé;

• Na inversão a planta do pé “olha” para o plano sagital; • Na eversão a planta do pé “olha” lateralmente.

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Movimentos

Eversão Inversão Supinação Pronação Flexão Plantar Dorsiflexão Flexão ou Inclinação Lateral

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Ossos da Cabeça

Os ossos da cabeça dividem-se em ossos do crânio e da face. Estes ossos revestem e protegem as cavidades existentes na face e no crânio, e alojam órgãos de extrema importância como o encéfalo, olhos e órgãos do ouvido interno.

As articulações entre os ossos da cabeça são articulações imóveis, designadas por suturas, à excepção da articulação entre o osso temporal e a mandíbula que possui mobilidade. É por esta articulação ser móvel que conseguimos mastigar e falar.

Frontal Parietal Occipital Maxilar Mandíbula Zigomático Nasal Lacrimal Esfenóide Vómer Etmóide Mandíbula Parietal Temporal Frontal Esfenóide Temporal Zigomático Maxilar

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Coluna Vertebral

A coluna vertebral resulta da sobreposição de vértebras, cerca de 33/ 34 , que apresentam características muito próprias consoante a região da coluna a que pertencem.

Apresenta 4 regiões: cervical, dorsal ou torácica, lombar e sacro-coccígea. A região sacro-coccígea (sagrada e coccígea) apresenta uma particularidade, as vértebras estão fundidas formando dois ossos únicos que se articulam entre si: o sacro e o cóccix.

7 vértebras cervicais

12 vértebras dorsais

5 vértebras dorsais

5 vértebras sagradas (sacro) 4/5 vértebras coccígeas (cóccix)

de C1 a C7 de D1 a D12 de L1 a L5 de S1 a S5 Vista Posterior Vista Lateral

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Coluna Vertebral

Como é perceptível na imagem com vista lateral, a coluna vertebral não é rectilínea. Apresenta curvaturas normais ou fisiológicas no sentido ântero-posterior.

Estas curvaturas designam-se por, cifoses e lordoses. A cervical e a lombar apresentam uma lordose, ou seja, a coluna vertebral apresenta uma convexidade anterior; a coluna dorsal e sacro-coccígea, apresentam uma concavidade anterior. Apesar destas curvaturas serem fisiológicas, podem aumentar e tornar-se fixas, originando dores e contracturas musculares. Para além disso, a coluna vertebral pode evidenciar curvaturas laterais patológicas. Quando isto acontece estamos perante uma escoliose.

O aumento das curvaturas fisiológicas e o aparecimento de curvaturas laterais, deve-se, a maior parte das vezes, a más posturas. É por isso importante, tentar ao máximo manter uma postura correcta. Todavia, podem também ser resultantes de patologias/ doenças.

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Coluna Vertebral

As vértebras apresentam características morfológicas que lhes permite alojar a medula vertebral e serem os locais por onde saem os nervos da medula vertebral e que vão para o sistema músculo-esquelético. A medula vertebral encontra-se alojada no buraco vertebral e os seus nervos saem pelos buracos de conjugação, resultantes da sobreposição das várias vértebras. Cada componente da vértebra permite a inserção de ligamentos e músculos. Para além disso, a coluna vertebral protege as meninges, visto estas revestirem todo o sistema nervoso central, e, assim, revestirem também a medula vertebral.

Entre as vértebras existem discos, os discos intervertebrais, que funcionam como amortecedores, estabilizam a coluna vertebral e conferem-lhe maior mobilidade.

São constituídos por anéis de cartilagem e um núcleo gelatinoso e constituído por água, que se encontra no seu interior. Os anéis de cartilagem localizam-se à periferia, são resistentes e impedem a saída do núcleo para o exterior. Este núcleo designa-se por núcleo pulposo. Quando os anéis de cartilagem se rompem e o núcleo sai para o exterior, temos uma hérnia discal.

Anéis cartilaginosos Núcleo pulposo Disco intervertebral Corpo vertebral Buraco vertebral Apófise transversa Apófise espinhosa Pedículo Apófise articular Lâmina Medula vertebral Raízes nervosas Buraco de conjugação Disco intervertebral

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A coluna vertebral

Tal como na região sacro-coccígea, também na cervical temos vértebras especiais. As duas primeiras vértebras cervicais apresentam componentes completamente distintas das comuns à maioria das vértebras. Estas duas vértebras designam-se por: C1 ou atlas e C2 ou áxis.

Podemos distinguir as várias vértebras e relacioná-las com uma região da coluna vertebral. Estas diferenças estão relacionadas com a morfologia do corpo vertebral, apófises espinhosas, transversas e articulares, e pelo buraco vertebral. As imagens que se seguem ilustram estas diferenças.

C1 ou Atlas (vista posterior)

C2 ou Áxis (vista posterior)

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A Coluna Vertebral

As vértebras cervicais são vértebras muito especiais. Ao contrário das restantes, as vértebras cervicais apresentam um orifício ao nível das apófises transversas, o buraco transversário, que dá passagem à artéria vertebral.

Como esta artéria passa por um canal ósseo, muitas vezes surgem excrescências ósseas, osteofitos, que a comprimem e limitam o fluxo de sangue, por esta via, ao cérebro.

Osteofito

Artéria Vertebral

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A coluna vertebral

A coluna vertebral realiza movimentos de flexão, extensão, inclinação lateral, rotação e circundução, sendo este último resultante da combinação dos quatro movimentos.

Flexão

Extensão

Rotação Inclinação ou

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A coluna Vertebral

Os movimentos da coluna vertebral são limitados por ligamentos, ou seja, quando executamos, por exemplo, o movimento de flexão, os ligamentos estiram e bloqueiam-no. Para além dos ligamentos, a própria morfologia vertebral e os músculos limitam os movimentos da coluna vertebral.

Os ligamentos amarelos, vertebral posterior, supra-espinhosos e inter-espinhosos, limitam a flexão. O ligamento vertebral anterior limita a extensão. Os ligamentos intertransversários limitam a rotação e a inclinação lateral.

Ligamentos amarelos

Ligamento intertransversário

Ligamento vertebral posterior

Ligamento vertebral anterior Ligamento posterior de reforço

Ligamento interespinhoso

Ligamento supraespinhoso

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A Coluna Vertebral

As quatro regiões da coluna vertebral não apresentam todas as mesmas amplitudes para os mesmos movimentos. Como já vimos, isto deve-se aos ligamentos de reforço, à massa muscular e à própria morfologia vertebral.

Flexão Extensão Rotação Inclinação Lateral

Cervical 50 ° 70° 80° 45°

Dorsal 40° 30° 35° 20°

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O Tórax

O tórax tem a forma de um cone e resulta da articulação entre o esterno, as vértebras dorsais, cartilagens costais e costelas.

Temos 12 costelas de cada lado da coluna dorsal que posteriormente se articulam com as 12 vértebras dorsais. Anteriormente, não se articulam todas directamente ao esterno. As cartilagens costais entremeiam essa articulação e servem de ponto comum da 7ª à 10ª costela. A 11ª e 12ª encontram-se livres anteriormente e designam-se por, costelas flutuantes.

O tórax protege o coração, os dois pulmões, o esófago, nervos e outras estruturas que se encontram alojadas no seu interior.

Costelas Esterno Cartilagens costais Costelas flutuantes 12ª vértebra dorsal 1ª vértebra lombar

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O Tórax

Os movimentos gerais do tórax são a inspiração e a expiração. A inspiração é um fenómeno activo e resulta da contracção do músculo diafragma. Quando o diafragma contrai os diâmetros do tórax aumentam e o ar entra. Quando relaxa, os diâmetros diminuem e o ar sai.

Expiração Inspiração

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A Bacia

A bacia é constituída pelos dois ossos ilíacos ou coxais, coluna sacro-coccígea, ligamentos e articulações que os unem.

O osso ilíaco é o principal osso da bacia. Articula-se com o outro osso ilíaco à frente, com o fémur (osso da coxa) lateralmente e com o sacro posteriormente (articulação sacro-ilíaca). O osso ilíaco apresenta três porções ósseas à volta da superfície articular (cavidade cotiloideia) para o fémur. Estas três peças ósseas são o ílion, o ísquion e o púbis.

Os ossos ilíacos são locais de grande inserção ligamentar e muscular e da articulação entre os dois resulta a sínfise púbica, uma

articulação semi-móvel. Ossos Ilíacos Ílion Cavidade Cotiloideia Sínfise Púbica Púbis Sacro-Ilíaca Sacro Ísquion

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O membro inferior

O membro inferior divide-se em coxa, perna e pé.

A coxa é constituída pelo fémur e a perna é composta pela tíbia medialmente e pelo perónio, lateralmente.

O pé é constituído por três partes: o tarso, os metatarsos e as falanges. Qualquer destas partes é composta por vários ossos.

Da articulação dos vários ossos resultam várias articulações móveis De cima para baixo temos as seguintes articulações:

Fémur Rótula Tíbia Perónio Tarso Metatarsos Falanges Coxo-femural ou da anca Joelho

Tibio-peroneal superior e inferior Tibio-Társica ou do Tornozelo

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O Membro Inferior

O fémur, único osso da coxa, articula-se com o osso coxal ou ilíaco em cima e com a tíbia e rótula na extremidade inferior.

É da articulação entre a cavidade cotiloideia do osso coxal ou ilíaco e da cabeça do fémur, que surge a articulação coxo-femural ou da anca. Esta é uma articulação extremamente potente, com ligamentos e inúmeras massas musculares que a reforçam e protegem. Apresenta um meio de correcção, o debrum cotiloideu. Este debrum aprofunda a cavidade cotiloideia do osso ilíaco de forma a que a superfície esférica do fémur se articule perfeitamente e com estabilidade.

Osso ilíaco ou coxal

Cabeça do fémur

Fémur Cavidade cotiloideia

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O Membro Inferior

A articulação coxo-femural ou da anca é uma articulação móvel. Consegue, assim, realizar movimentos de flexão, extensão, abdução, adução, rotação externa e rotação interna e circundução.

Extensão Flexão Rotação interna

Rotação externa

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Membro inferior

A perna, como já vimos, é constituída pela tíbia, internamente, e pelo perónio externamente.

Da articulação do fémur com a tíbia e a rótula, resulta a articulação do joelho. Esta articulação é extremamente potente, possui ligamentos a limitar e a estabilizar a articulação, e meios de correcção por não ser uma articulação concordante.

Os meios de correcção no joelho são dois meniscos. Estes aprofundam as cavidades existentes na superfície superior da tíbia (cavidades glenoideias) e que se articulam com as superfícies articulares do fémur, os dois côndilos femurais. São estas estruturas que permitem uma articulação mais estável e resistente.

Cartilagem nos côndilos femurais Tíbia Menisco interno Menisco externo Meniscos Rótula Cavidades glenoideias Perónio Perónio Ligamento lateral-externo Ligamento lateral-interno

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O membro inferior

No joelho, para além dos ligamentos ilustrados anteriormente, existem outros como os cruzados, anterior e posterior. Estes são muito atreitos a rupturas.

A articulação do joelho realiza movimentos de flexão e extensão. Contudo, no fim da extensão consegue fazer cerca de 10º de rotação externa e na flexão cerca de 10º de rotação interna.

A flexão apresenta uma maior amplitude (+/- 120º) do que a extensão (0º). A articulação ainda permite uma hiper-extensão de 10º. O ligamento lateral-interno limita a rotação externa e o ligamento lateral-externo, a rotação interna. O ligamento cruzado anterior limita a anteriorização da perna sobre a coxa e o posterior, a posteriorização da perna sobre a coxa.

Extensão Flexão

Menisco externo Menisco interno

Ligamento lateral-interno Ligamento

lateral-externo

Ligamento cruzado posterior Ligamento cruzado anterior

Cartilagem dos côndilos femurais Cavidades

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O Membro Inferior

O pé, como já foi referido, é constituído pelo tarso, metatarsos e falanges.

O tarso é constituído pelo astrágalo (superior), calcâneo (inferior), cubóide (externo), escafóide (interno) , 1º cuneiforme ou endocuneiforme, 2º cuneiforme ou mesocuneiforme e o 3º cuneiforme ou ectocuneiforme .

Os cuneiformes são numerados da seguinte forma: o 1º cuneiforme encontra-se do lado do 1º dedo do pé, o dedo grande, e assim sucessivamente.

Os metatarsos são 5 e enumeram-se, também , a partir do 1º dedo do pé, ou seja, de dentro para fora. São identificados através de numeração romana (I para o primeiro e assim sucessivamente até ao V ou 5º metatarso).

Temos 3 falanges em cada dedo. A primeira ou proximal articula-se com o metatarso; a 2ª ou medial, com a 1ª e a 3ª falange; e a 3ª falange ou falange distal, articula-se com a 2ª falange. A única excepção é o dedo grande do pé ou 1º dedo. Este tem apenas duas falanges, a 1ª e a 2ª.

Astrágalo Calcâneo Escafóide Cubóide V metatarso 2º cuneiforme 1º cuneiforme 3º cuneiforme IV metatarso III metatarso II metatarso I metatarso Espaço intermetatársico 1ª Falange 2ªFalange 3ªFalange

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O Membro Inferior

A tíbia e o astrágalo articulam-se e formam a articulação tíbio-társica ou do tornozelo. Esta articulação faz apenas flexão plantar e flexão dorsal (dorsiflexão). A flexão plantar tem maior amplitude de movimento (40-45º) do que a flexão dorsal (20-25º).

Relativamente ao pé, tem como movimentos característicos a inversão e a eversão. Mas para além disso, faz também a flexão, extensão, adução e abdução dos dedos.

A inversão e eversão são limitadas por ligamentos. A inversão é limitada pelo ligamento lateral externo e a eversão, pelo ligamento lateral interno ou deltóide. A inversão tem maior amplitude (20º) do que a eversão (5-10º).

Ligamento deltóide ou interno

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O Membro Inferior

Flexão plantar Dorsiflexão

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O Membro Superior

O membro superior divide-se em cintura escapular, braço, antebraço e mão.

A cintura escapular é constituída pela clavícula e omoplata (atrás).

O braço é constituído apenas pelo úmero. O úmero articula-se superiormente com a omoplata e dá origem à articulação do ombro. Relativamente à clavícula, esta articula-se anteriormente com o esterno, o que permite uma maior estabilidade .

O antebraço é constituído, tal como a cintura escapular, por dois ossos. O rádio é o osso externo do antebraço e o cúbito, o osso interno. Da articulação entre a extremidade inferior do úmero e as extremidades superiores do rádio e do cúbito, resulta a articulação do cotovelo.

O rádio também se articula com o cúbito em cima e em baixo. Daqui resultam as articulações radio-cubitais superiores e inferiores, decisivas nos movimentos de pronação e supinação do antebraço.

A mão, à semelhança do pé, é constituída por três partes: carpo, metacarpos e falanges. Cada uma destas partes é constituída por vários ossos e articulações. Clavícula Omoplata úmero Cúbito Rádio Carpo Metacarpos Falanges

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O Membro Superior

A omoplata apresenta uma saliência óssea no seu lado superior e externo, o acrómio. Esta saliência articula-se com a clavícula e dá origem à articulação acrómio-clavicular.

A articulação do ombro resulta da articulação da extremidade superior do úmero (cabeça) com a cavidade glenoideia da omoplata. Esta articulação é corrigida por um debrum, o debrum glenoideu. A sua função é aprofundar a cavidade glenoideia da omoplata e, assim, permitir uma perfeita articulação com a superfície articular do úmero. A articulação torna-se mais congruente e estável.

Cabeça do úmero Clavícula Acrómio Articulação acrómio-clavicular Úmero Omoplata Debrum glenoideu Cavidade Glenoideia

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O Membro Superior

A articulação do ombro executa movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação interna e externa. A flexão (90º), a rotação interna (55º) e a abdução (180º), têm maior amplitude do que a extensão (45º), rotação externa (45-50º) e adução (45º).

Abdução

Adução

Rotação externa

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O Membro Superior

O cotovelo é constituído, como já foi referido anteriormente, pelo rádio (externo), cúbito (interno) e pelo úmero (superior).

Úmero

Cotovelo Rádio

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O Membro Superior

A articulação do cotovelo realiza movimentos de flexão e extensão. A flexão apresenta uma maior amplitude (160-170º) do que a extensão (0º). Esta articulação consegue fazer uma ligeira hiper-extensão com uma amplitude de 5º.

A pronação e a supinação são movimentos realizados através das articulações radio-cubitais superior e inferior. A supinação tem uma maior amplitude (90º) do que a pronação (80º).

Supinação Pronação Flexão

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O Membro Superior

A mão é constituída pelo carpo, pelos metacarpos e pelas falanges. O carpo é constituído por duas fileiras de ossos. A fileira proximal é composta pelos ossos escafóide, semilunar, piramidal e pisiforme. A segunda fileira é constituída pelo trapézio, trapezóide, grande osso e unciforme.

Os metacarpos são 5 e, tal como no pé, numeram-se tendo como referência o 1º dedo ou polegar. Assim, o metacarpo do lado do polegar ou 1º dedo é o I (1º) e assim sucessivamente até ao V (5º).

Relativamente às falanges, são três em cada dedo : proximal, medial e distal. O 1º dedo ou polegar, tal como no pé, tem apenas duas falanges, a proximal e a distal.

Cúbito Rádio Semilunar Piramidal Pisiforme Escafóide Trapézio Trapezóide Grande osso Unciforme I II III IV V Metacarpos Car p o

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O Membro Superior

A articulação do punho é constituída pelo rádio e pela primeira fileira do carpo. O punho realiza movimentos de flexão (80º de amplitude), extensão (45º de amplitude), adução ou desvio cubital (40º de amplitude) e abdução ou desvio radial (15º de amplitude). Os dedos realizam movimentos de flexão, extensão e oponência.

Extensão

Abdução ou

desvio radial Adução ou desvio cubital

Oponência Flexão

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