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Área de vulnerabilidade social: o futebol como uma possibilidade de transformação

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL – UNIJUÍ

DEPERTAMENTO DE HUMANINDADE E EDUCAÇÃO

CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

TIAGO TOLAZZI

ÁREA DE VULNERABILIDADE SOCIAL: O FUTEBOL COMO UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO

Santa Rosa 2015

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TIAGO TOLAZZI

ÁREA DE VULNERABILIDADE SOCIAL: O FUTEBOL COMO UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO

Monografia apresentada à Banca Examinadora do Curso de Educação Física da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUÍ - Campus Santa Rosa, como exigência parcial para obtenção do título de Licenciatura em Educação Física.

Orientadora: Cléia Inês Rigon Doorneles

Santa Rosa 2015

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DEDICATÓRIA

Aos meus pais, Valmir C. Tolazzi e Viviane Tolazzi, meu irmão Lucas Tolazzi, e minha namorada Jéssica Laís, que confiaram na minha capacidade, ajudando-me a transformar este sonho em realidade.

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AGRADECIMENTO

Aos meus pais pela educação, pela disciplina, por não ter medido esforço e sempre me incentivando, mesmo nos momentos difíceis que passamos juntos... Muito obrigado por poder contar com vocês.

A minha namorada que sempre esteve do meu lado, me apoiando e incentivando para que conseguisse chegar ao final do curso.

Aos meus amigos e colegas (Irmãos) Dionatan Rafael Massaia e Sérgio Zottis, que em todo o curso estiveram presentes, me apoiando, ajudando e dando forças durante esses anos de luta meu muito obrigado.

A professora do curso de Educação Física, professora Cléia Inês Rigon Dorneles, que muito me ajudou nessa caminhada.

A DEUS, por ter guiado meus passos e iluminado meu caminho nesta trajetória.

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RESUMO

Sendo importante a prática esportiva em área de vulnerabilidade social, na qual proporciona vários benefícios e deve ser direito de todas as crianças e adolescentes, torna-se primordial uma constante pesquisa sobre o tema. Pois a pratica esportiva auxilia no desenvolvimento saudável de seus praticantes. Com a violência e a vulnerabilidade social em alta, os problemas nas comunidades tornam-se mais visíveis, e com isso tornam-se leva a importância de projetos sociais nessas áreas, na qual esses projetos poderá ser a solução de muitos problemas encontrados, cujo objetivam eliminar ou diminuir tais problemas por meio da prática do esporte Tendo conhecimento dessas causas, essa pesquisa visa um estudo de como se da à implementação da prática esportiva do futebol na escolinha “superação” no bairro cruzeiro, no município de Santa Rosa/RS, bem como, compreender a sua realidade e as perspectivas dos alunos e familiares. Este trabalho caracteriza- se por ser uma pesquisa de estudo de caso objetivando abordar o problema proposto. Para a realização dessa pesquisa utilizaram-se entrevistas e questionários com o secretario de esportes do município de Santa Rosa/RS, o idealizador do projeto superação, as crianças da escolinha e familiares das crianças. Considera-se que as práticas esportivas devem ocorrer em área de vulnerabilidade social, visto que elas auxiliam no desenvolvimento das crianças, aumentando sua autoestima, proporcionando novas amizades, adquirindo conhecimento, respeito e organização. A prática esportiva a partir do trabalho voluntário em área de vulnerabilidade social é um movimento para a construção de politicas públicas na melhoria das estruturas físicas e na liberação de recursos.

Palavra Chave: Prática esportiva, Vulnerabilidade Social, Trabalho Voluntário, Politicas Públicas.

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: Representa a importância de praticar esporte ... 29

Gráfico 2: Representa o motivo que levou a frequentar a escolinha ... 30

Gráfico 3: Representa o tempo em que as crianças frequentam a escolinha ... 31

Gráfico 4: Representa o gostar da escolinha ... 31

Gráfico 5: Representa a perspectiva para o futuro ... 32

Gráfico 6: Representa a ociosidade do tempo fora da escolinha ... 33

Gráfico 7: Representa o pensamento sobre o idealizador ... 34

Gráfico 8: Representa o incentivo da família na pratica do esporte ... 35

Gráfico 9: Representa se as crianças tem material necessário para praticar esporte ... 35

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LISTA DE ANEXOS

Anexo A: Modelo entrevista aplicado ao idealizador do projeto ... 43

Anexo B: Modelo questionário aplicado ao aluno ... 45

Anexo C: Modelo questionário aplicado ao secretario de esporte... 47

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 9

1 REFERENCIAL TEÓRICO ... 12

1.1 CONCEITUANDO O ESPORTE ... 12

1.2 CONCEITUANDO VULNERABILIDADE SOCIAL ... 14

1.3 ESPORTE EM ÁREA DE VULNERABILIDADE SOCIAL ... 14

1.4 O ESPORTE COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA ... 15

1.5 LEGISLAÇÃO ESPORTIVA ... 16

1.6 LEI ZICO E LEI PELÉ: DUAS LEGISLAÇÕES QUE MARCARAM HISTÓRIA. .. 16

1.7 COMPREENDENDO A LEGISLAÇÃO MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE SANTA ROSA RS ... 18 1.8 O PROJETO “SUPERAÇÃO” ... 22 2 METODOLOGIA ... 23 2.1 POPULAÇÃO ... 23 2.2 AMOSTRA ... 23 2.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ... 23

3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS ... 24

3.1 ANÁLISE DOS DADOS DO QUESTIONÁRIO AO SECRETARIO DE ESPORTES ... 24

3.1.1 Leis que amparam o esporte em área de vulnerabilidade social ... 24

3.1.2 Auxilio da secretaria de esporte aos projetos em áreas de vulnerabilidade social ... 24

3.1.3 Conhecimento da escolinha Superação. ... 25

3.1.4 Acompanhamento da secretaria de esporte com a escolinha. ... 25

3.1.5 Principais dificuldades que a secretaria enfrenta para auxiliar as áreas de vulnerabilidade social ... 26

3.2 ANÁLISE DOS DADOS DA ENTREVISTA AO IDEALIZADOR DO PROJETO .. 26

3.2.1 Início do projeto ... 26

3.2.2 Implementação da escolinha. ... 26

3.2.3 Principais dificuldades ... 27

3.2.4 Perspectivas para o futuro ... 27

3.2.5 Relacionamento com a secretaria de esporte/ Recebe algum auxilio dos órgãos públicos ... 27

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3.2.7 Incentivos para projetos sociais haveria uma mudança significativa em

áreas de vulnerabilidade social ... 28

3.2.8 Escolinha superação se a mesma tivesse mais apoio das autoridades publicas ... 28

3.2.9 Escolinha de futebol e o profissional de educação física ... 28

3.3 ANALISE DOS DADOS DO QUESTIONÁRIO AOS ALUNOS. ... 29

3.4 ANALISE DOS DADOS DA PERGUNTA A FAMÍLIA ... 37

3.4.1 Pergunta a Família... 37

CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 38

REFERÊNCIAS ... 40

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INTRODUÇÃO

O esporte é um fenômeno de grande expressividade social e deve ter sua prática estimulada por todos da sociedade. Tal prática traz inúmeros benefícios à saúde, estimula a integração entre grupos sociais, além de proporcionar o desenvolvimento psicomotor de seus praticantes. O esporte é uma ferramenta indispensável em áreas de vulnerabilidades sociais, pois, contribuem significativamente para que os adolescentes possam seguir uma rotina esportiva, respeitando regras e responsabilidades expostas a eles.

Com a violência e a vulnerabilidade social em alta, os problemas nas comunidades tornam-se mais visíveis, e com isso se leva a importância de projetos sociais nessas áreas, na qual esses projetos poderá ser a solução de muitos problemas encontrados, cujo objetivam eliminar ou diminuir tais problemas por meio da prática do esporte.

Diversos estudos nos mostram que o esporte tem um papel fundamental na construção e desenvolvimento da capacidade física e psicomotora de crianças e adolescente. A prática esportiva contribui também para a formação do caráter dos cidadãos, fazendo com que ele se torne mais presente e responsável na sociedade. Tal prática deve ser realizada por todos da sociedade, independente de suas possíveis vulnerabilidades e carências.

Elaboramos algumas questões norteadoras sobre os efeitos da prática esportiva, se a mesma traz benefícios? Deve ser estimulada? Como e porque as práticas esportivas devem ocorrer em área de vulnerabilidade social?

As práticas esportivas em comunidades carentes ocorrem com o intuito de estimular o desenvolvimento motor e inserir essas pessoas em uma nova realidade social. Tem por objetivo inserir as crianças e os jovens na prática de um esporte,

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fazendo com que eles não se envolvam com algo ilícito e que possam se excluir da sociedade.

A prática esportiva a partir do trabalho voluntário em área de vulnerabilidade social é um movimento para a construção de politicas públicas na melhoria das estruturas físicas e na liberação de recursos.

Poderíamos afirmar que os trabalhos voluntários podem servir de exemplo e gerar um movimento que desperte o olhar do governo, e com a ajuda do governo auxiliar na melhoria das estruturas físicas e na liberação de recursos, sendo que isso poderá ser um movimento para o bem social.

Essa pesquisa tem por objetivo norteador verificar como se da à implementação da prática esportiva do futebol na escolinha “superação” no bairro Cruzeiro, no município de Santa Rosa/RS, bem como, compreender a sua realidade e as perspectivas dos alunos e familiares.

Fomos a campo investigar as especificidades desta temática:

 Identificar o processo de implementação e a importância da prática esportiva na visão do idealizador do projeto.

 Verificar os significados da escolinha superação nas perspectivas das crianças, adolescentes e da família.

 Diagnosticar a visão que os órgãos responsáveis pelo esporte em área de vulnerabilidade têm sobre a escolinha superação.

 Verificar os fatores que motivam o idealizador a dar continuidade no seu trabalho voluntário.

Portanto, justifica-se esta pesquisa que apresenta o quanto é importante as práticas esportivas em áreas de vulnerabilidade social, bem como, definindo a importância que a prática esportiva se apresenta na vida das pessoas. Optei por esse tema a partir de conhecer o trabalho da escolinha superação, através de jogos de integração da mesma, com as escolinhas da ASE, (Associação Santa Rosense de Esporte) na qual, tive a percepção da importância do projeto visando um futuro melhor as crianças.

A pesquisa que realizei poderá servir de exemplo para outros projetos sociais, mostrando ainda a importância da prática esportiva em área de vulnerabilidade social. A intenção é a despertar o olhar do governo e da comunidade em geral da importância desse projeto. O trabalho voluntário é algo que é visto pouco nas

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sociedades atuais, por isso decidi estudar o projeto “superação”, tendo em mente que o projeto é um bem social.

Esta pesquisa foi organizada em Três capítulos, no primeiro capítulo apresentamos o referencial teórico e formação inicial, no segundo capítulo a metodologia e, após, terceiro capítulo, realizaremos a análise e discussão dos dados. Finalizando com as considerações finais, referências e anexos.

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1 REFERENCIAL TEÓRICO

O esporte em área de vulnerabilidade social é de muita importância para a vida das crianças e adolescentes, essa prática tem grandes benefícios, na qual pode ser usado como prática pedagógica, acreditando que poderá ser o caminho para a transformação da vida dos praticantes. Será destacado, na discussão abaixo, o conceito de esporte, de vulnerabilidade social, o esporte em área de vulnerabilidade social, o esporte como prática pedagógica, legislação esportiva e o projeto “superação”.

1.1 CONCEITUANDO O ESPORTE

O esporte é uma atividade física que é de extrema importância para as crianças e adolescente. Para Guttmann (apud MORENO; MACHADO, 2004, p. 83) o esporte é um fenômeno que atravessa os tempos e pode ser encontrado em distintas eras, em diferentes povos, de forma que os atributos do esporte vão depender das características da sociedade na qual é o inserido.

Praticar esporte é muito importante, pode auxiliar na saúde, proporcionar novas amizades e poderá fazer com que o praticante aprenda a respeitar regras. Segundo Gallardo; Oliveira e Aravena (apud KRAVCHYCHYN; OLIVEIRA, 2012), o esporte leva a criança a compreender que entre ela e o mundo existem outros indivíduos e que para a convivência social é importante à obediência a regras claras e precisas.

Samulski (1992) destaca a necessidade de uma formação abrangente apontando como sendo quatro os campos de aplicação da Psicologia do Esporte:

O esporte de rendimento que procura a busca a otimização da performance numa estrutura institucionalizada e formal. É o esporte voltado a atletas de alto nível, que procuram a perfeição. Nessa estrutura o psicólogo atua analisando e transformando os determinantes psíquicos que interferem no rendimento do atleta e/ou grupo esportivo. Esse esporte é praticado na maioria das vezes pelos talentos esportivos, obedecendo às regras estabelecidas universalmente.

O esporte educacional que tem como seu maior objetivo a formação de seus praticantes, preparando os mesmos para a vida, cujo será norteado por princípios sócio-educativos, educando seus praticantes para a cidadania e para o lazer. Neste

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caso, o psicólogo busca compreender e analisar os processos de ensino, educação e socialização inerentes ao esporte e seu reflexo no processo de formação e desenvolvimento da criança, jovem ou adulto praticante.

Já o esporte recreativo tem como meta o bem-estar, sendo praticado voluntariamente, na qual proporciona a boa educação e saúde. O psicólogo, nesse caso, atua na primeira linha de análise do comportamento recreativo de diferentes faixas etárias, classes - sócio econômicas e atuações profissionais em relação a diferentes motivos, interesses e atitudes.

Por fim o esporte de reabilitação que tem como o seu maior objetivo a prevenção e intervenção nas pessoas portadoras que algum tipo de lesão que ocorre pela prática esportiva, ou não e também com pessoas portadoras de deficiência física e mental.

Já Gonzáles et al. (2014), cita que o esporte educacional, é defendido pelas politicas publicas, cujo é o esporte que mais recebe investimentos e auxílios, por se encontrar na maioria das vezes no ambiente escolar. Nesse sentido, o programa Segundo Tempo é um exemplo para promover o esporte escolar, auxiliando no desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens. Sendo um programa que procura tirar as crianças das ruas, no turno inverso das aulas, onde as mesmas têm atividades para desenvolver, com o intuito de auxiliar ainda mais na educação e formação das crianças e adolescentes.

O Esporte Educacional dentro ou fora da escola tem por finalidade democratizar e gerar cultura, privilegiando a inclusão social, a troca de saberes e conhecimentos, o respeito às diferenças, a diversidade, a valorização das culturas e a experiência significativa. Também procura fazer com que o praticante tenha o habito de praticar o esporte, na qual poderá praticar em suas horas livres, como forma de lazer, promovendo a sua saúde e o bem estar.

O esporte de lazer segundo Pinto et al. (2014) é um campo estruturador onde diferentes culturas se encontram para praticar diferentes esportes, junto com a família, na comunidade, em escolas e outros âmbitos. Ele ainda acrescenta que o esporte de lazer é um direito social e de todos os brasileiros, graças a Constituição Federal de 1988.

Sendo direito de todos, o esporte como lazer se torna uma grande ferramenta para a reversão do quadro de injustiça e vulnerabilidade social, cuja é de grande importância para a aproximação das pessoas, da união entre diferentes culturas,

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sendo um meio diferenciado, que proporciona a amizade, a igualdade e alegria entre todos, onde o bem estar dos praticantes é o seu principal objetivo.

1.2 CONCEITUANDO VULNERABILIDADE SOCIAL

Para conceituar a prática do esporte em área de vulnerabilidade social. È imprescindível compreender o significado do termo vulnerabilidade. Belenzzani, Malfitano e Valli (apud CORREIA, 2008), o termo vulnerabilidade social permite chamar a atenção de alguns setores da sociedade para as desigualdades sociais, a falta de perspectivas e de condições estruturais que colocam em risco a saúde pessoal e social de pessoas ou grupos excluídos dos direitos humanos e de cidadania.

Diante disso, seria pessoas que estão expostas a exclusão social, são indivíduos sozinhos, que não tem acesso aos benefícios que a sociedade pode trazer e que tem a prática do esporte como meio de educação para as crianças, aonde procuram um futuro melhor, com dignidade, respeito e paz, acreditando que a pratica de esporte poderá ser o caminho para melhorar de vida.

Segundo Fernandes e Coelho (2009), destaca-se a vulnerabilidade em seus primeiros entendimentos, como uma complementação ao conceito de risco.

Para Marandola Jr. e Hogan apud Fernandes e Coelho (2005), a vulnerabilidade teve seus termos usados primeiramente para o lado ambiental, e tempos mais tarde para um contexto socioeconômico, na qual, muitos estudos trabalhavam com potencial de risco, sobre enchentes, erupções vulcânicas, terremotos, etc.

Compreende-se que a vulnerabilidade era citada para regiões que corriam riscos ambientais, e com o tempo ouve a mudança no seu conceito, onde tinha como objetivo chamar atenção de áreas e pessoas expostas a exclusão social.

1.3 ESPORTE EM ÁREA DE VULNERABILIDADE SOCIAL

A prática do esporte em área de vulnerabilidade social poderá ser a oportunidade que a criança precisa para aprender com os benefícios que a prática traz, na qual pode ser uma ferramenta para ajudar na transformação, seria uma forma de auxiliar no desenvolvimento dos mesmos, cujo estimula a criatividade, o

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autoconhecimento, à responsabilidade social, convivência com vitórias e derrotas, fazendo o indivíduo passar por situações imprevistas, desenvolvendo a segurança e confiança em si mesmo.

Segundo Freire (1991, p.31) toda criança tem o direito de praticar esporte, seja ela o futebol ou outra modalidade esportiva.

[...] todos temos direito a aprender, a praticar ou apenas em ter uma oportunidade, pois não é diferente com a criança e nossos alunos. Sabemos também que o aprender se dá por diferentes formas e métodos, sendo que possuímos um dos mais evidentes e ricos momentos para que haja a aprendizagem por parte das crianças de alguma forma de conhecimento, estamos mediante isto, obrigados a contribuir para que este indivíduo enriqueça sua bagagem cultural e facilite-o sob algum aspecto em algum momento de sua vida.

1.4 O ESPORTE COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA

Podemos perceber que o esporte há tempos atrás deixou de ser visto apenas como de esforço físico em busca de rendimento, mas também como meio de atingir algo maior, revelando outras faces do esporte. Segundo Montagner (apud SCAGLIA, 2003), o esporte poderá ser visto como pedagógico, educativo, performístico e alienador.

Já Medina (apud SCAGLIA, 2003), diz que não podemos entender e acreditar que o esporte só possa significar saúde, educação e cultura, numa perspectiva de autêntico desenvolvimento humano, se estiver descontextualizado de seus aspectos socioculturais ou sem a clareza de suas intenções subjacentes. A prática do esporte voltado à educação poderá ser vista como um meio de educar, de fazer com que os educandos despertem o conhecimento, e assim adquirindo experiências que poderá trazer qualidades ao praticante.

Para Belbenoit (apud SCAGLIA, 2003), o desporto não é educativo sobre todos os planos, a menos que um educador faça dele ao mesmo tempo um objeto e um meio de educação, que se o integre pela prática e pela reflexão naquilo que eu chamarei uma ética de saúde “global”.

Montagner (apud SCAGLIA, 2003), nos alerta que a prática do esporte deve ser voltada para o meio educacional, onde o esporte tem como finalidade mostrar os valores culturais para obter um crescimento natural, e não transparecer um conhecimento técnico-esportivo. Sendo assim quem pratica o esporte deve estar

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respeitando as regras, e não sendo manipulado pelas técnicas que o esporte traz, ou seja, nunca esquecendo que a qualidade dos movimentos não são prioridades na prática do esporte.

Nessa mesma ideia, Manuel Sérgio (apud SCAGLIA, 2003), diz que a prática do esporte deve buscar a renovação e trabalhar com a transformação do aluno, pois a prática do esporte é uma atividade instauradora e promotora de valores, que poderá ajudar no crescimento do aluno, fazendo que o aluno respeite regras, aprenda a dividir lugares com outros colegas, podendo fazer que o educando adquira valores que o esporte lhe proporciona.

O esporte é uma modalidade praticada em todos os países, que envolvem muitos atletas, que se praticada de forma correta e saudável poderá proporcionar a seus seguidores uma boa saúde e qualidade de vida, é algo que deve ser ensinado em todas as suas abrangências, possibilidades e dimensões, pois como Verenguer (apud SCAGLIA, 2003) mostra que não é possível considerar o esporte apenas como um fenômeno motor, mas também como um produto de relações da sociedade contemporânea nos diversos níveis de envolvimento.

1.5 LEGISLAÇÃO ESPORTIVA

A partir das leituras deste estudo acreditamos ser indispensável falarmos sobre um pouco da historia da legislação das politicas publicas de esportes e lazer.

Com a constituição brasileira de 1988, o lazer passou a integrar o conjunto dos direitos básicos do cidadão. Subentende-se, por isso, que os governantes e a sociedade tem a obrigação de reconhecer e proteger tal direito, na qual também é citada na Carta Magna (BRASIL, 1988) destacando como uma das garantias fundamentais dos direitos sociais. (ZINGONI, 2009).

Iremos descrever sobre algumas as leis que garantiram o direito a todos os brasileiros a pratica do esporte.

1.6 LEI ZICO E LEI PELÉ: DUAS LEGISLAÇÕES QUE MARCARAM HISTÓRIA.

A Lei Zico foi a Lei que antecedeu a Lei Pelé. As duas foram criadas para melhorar e profissionalizar o esporte brasileiro, também sendo direito de todos a participação no meio esportivo, sendo dever do sistema brasileiro de desporto

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promove-las. A maior diferença entre as duas leis é que a Lei Zico era de cunho sugestivo e a Lei Pelé é de cunho obrigatório, com conceitos a menos, referentes à profissionalização e a fiscalização dos clubes.

A Lei Pelé foi sancionada sob o número 9615/98, pelo presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, em 24 de março de 1998, e a partir dela veio o Direito do Consumidor nos Esportes, a prestação de contas de dirigentes e a Criação de Ligas. Ela deu verbas para o esporte olímpico e paraolímpico, porém o ponto mais polêmico foi o fim da chamada "Lei do Passe". Com o fim da "Lei do Passe", os jogadores deixam de ser propriedade dos clubes. A lei também estimula a transformação dos clubes para empresas e incentiva a criação de associações para árbitros. Ela ainda exige que haja uma fiscalização das atividades de clubes e federações pelo Ministério Público. (BRASIL, CONGRESSO NACIONAL, 1998 apud TUBINO, 2002).

Foi em uma tramitação no Congresso Nacional que a Lei nº 8.672 (Lei Zico), de 06/07/1993, após receber algumas modificações, foi sancionada, tendo duas personalidades que foram importantes na luta para a aprovação da Lei Zico: Artur da Távola e Márcio Braga. Artur era relator das questões do esporte e Márcio, secretário de Esportes. Essa nova lei faz com que o desporto Brasileiro abrange praticas formais e não formais, sendo que as formais são reguladas por normas e regras e a não formais é caracterizada pela liberdade lúdica de seus praticantes. (TUBINO, 2002).

A prática esportiva formal é aquela, na qual os praticantes deveram respeitar regras e normas, que são estabelecidas por confederações, para que aja uma prática justa e com padrões definidos. Já as não formais pode haver alterações nas regras, nas dimensões e nas normas, podendo ser adequadas ao ambiente.

Seguindo a Lei Zico, para a conceituação e das finalidades do desporto o Brasil, Congresso Nacional (1993 apud TUBINO, 2002, p. 113.) acrescenta-se:

Art. 3º - O desporto como atividade predominantemente física e intelectual, pode ser reconhecido em qualquer das seguintes manifestações:

I - desporto educacional, através dos sistemas de ensino e formas assistemáticas de educação, evitando a seletividade, a hipercompetitividade de seus praticantes, com a finalidade de alcançar o desenvolvimento integral e a formação para a cidadania e o lazer;

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II – desporto de participação, de modo voluntário, compreendendo as modalidades desportivas praticadas com a finalidade de contribuir para a integração dos praticantes na plenitude da vida social, na promoção da saúde e da educação e na preservação do meio ambiente.

III – desporto de rendimento, praticado segundo normas e regras nacionais e internacionais, com a finalidade de obter resultados e integrar pessoas e comunidades do País e estas com outras nações.

O desporto educacional é voltado para a formação de cidadãos, cujo todo praticante é aceito, independente da sua capacidade, na qual na maioria das vezes com atividades recreativas tende a auxiliar na educação. Já o desporto de participação tem seus objetivos voltados à inclusão social, sendo comum em áreas de vulnerabilidades sociais, almejando alcançar a saúde, o bem estar, sem ter um olhar fixo para o desempenho. Praticado com base em regras e normas o desporto de rendimento, é voltado para o desempenho, sendo praticado por todo o mundo, fazendo com que os país se encontram graças as competições internacionais.

Percebesse que as duas legislações falam do direito do esporte lazer, porem da área de vulnerabilidade social pouco foi encontrado, sendo que tanto a lei Zico e Pelé tem um olhar voltado para o futebol profissional, na qual tende a dar mais importância a clubes, árbitros e jogadores profissionais. As Leis citadas acima apontam o esporte como educação, lazer, participação e de rendimento, mas não se da importância a pratica do esporte em aera de vulnerabilidade social, na qual não foi encontrado artigo algum que defendesse essa prática.

1.7 COMPREENDENDO A LEGISLAÇÃO MUNICIPAL DO MUNICÍPIO DE SANTA ROSA RS

Acreditando na importância de ter leis que defendem projetos em áreas de vulnerabilidade social, não poderia deixar de citar leis próprias do município, para a melhor compreensão das mesmas.

De acordo com a Lei N° 5.050, de 1º de Outubro de 2013, que dispõe sobre a estrutura administrativa do município de Santa Rosa:

No capitulo IV no Art. 23. A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer é o órgão do município que tem por competência:

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I - o estabelecimento de intercâmbio com outros órgãos e entidades afins, para troca de informações e desenvolvimento de atividades conjuntas;

II - a elaboração e a divulgação do calendário de atividades da secretaria; III - a promoção da integração com entidades e organizações no município, voltadas para atividades desportivas e de lazer, e o apoio às suas atividades;

IV - a organização e a promoção de atividades esportivas e de lazer;

V - o estudo e a proposição de medidas visando o aproveitamento de ginásios, quadras, parques e outros locais que possam ser utilizados para o desenvolvimento das atividades da secretaria;

VI - a administração e a manutenção dos ginásios, estádios e quadras do município;

VII - a organização e a manutenção de escolinhas desportivas;

VIII – a administração da frota de veículos da secretaria, bem como a responsabilidade pelo controle da manutenção e utilização de combustível destes veículos;

IX - o desempenho de outras competências afins.

Parágrafo único. A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer compreende em sua estrutura as seguintes unidades:

I - Departamento de Esporte e Lazer: a) Seção Esporte e Lazer;

b) Seção de Convênios. II - Assessoria de Eventos.

De acordo com a Lei No 5.133, de 14 de Julho de 2014, que altera a redação da Lei no 5.050, de 2013, que dispõe sobre a estrutura administrativa do município de Santa Rosa:

Art. 20. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social é o órgão do município que tem por competência:

I - planejar, executar, avaliar a política municipal e gerir os recursos em parceria com os conselhos municipais, na área do desenvolvimento social;

II - manter programas, serviços e projetos de apoio às áreas setoriais do desenvolvimento social no atendimento à criança, ao adolescente, à mulher, portadores de deficiência, idosos, bem como às famílias;

III - a elaboração, execução, acompanhamento, fiscalização e avaliação dos serviços, programas e projetos do desenvolvimento social;

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IV - a gestão junto a órgãos privados e públicos, nas esferas estadual e federal, visando a captação de recursos e o financiamento de serviços, programas e projetos sociais do município;

V - a proposição e a negociação de convênios com órgãos públicos e privados para implementar serviços, programas e projetos de desenvolvimento da assistência do município;

VI - a prestação de assessoria às entidades filantrópicas e comunitárias, no que se refere a sua organização e o desenvolvimento social no âmbito do município;

VII - a prestação de serviços de desenvolvimento social a indivíduos em situação de vulnerabilidade social visando a melhoria de suas condições de vida;

VIII - manter programas para a população migrante e imigrante de baixa renda, proporcionando-lhe ajuda e soluções emergenciais durante o período de travessia;

IX - o atendimento prioritário às necessidades da criança e do adolescente, em coordenação com esforços e iniciativas dos conselhos e da sociedade;

X - a promoção de cursos pré-profissionalizantes e de geração de renda; XI - o relacionamento sistemático com as entidades filantrópicas e comunitárias do município subvencionadas pelo governo municipal, visando à complementaridade de ações e a estruturação da rede de serviços;

XII - planejar, administrar e supervisionar programas municipais de atendimento direto nas áreas setoriais atendendo a LOAS, o SUAS e o ECA;

XIII - planejar, administrar e supervisionar programas municipais de atendimento às políticas do idoso;

XIV – coordenar e articular com a defesa civil e demais órgãos do município ações sociais em casos de situação de emergência e de calamidade pública;

XV – manter os cadastros das pessoas inscritas nos programas sociais; XVI - a administração da frota de veículos da secretaria, bem como a responsabilidade pelo controle da manutenção e utilização de combustível destes veículos;

XVII - o desempenho de outras competências afins.

§1o A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social compreende em sua estrutura as seguintes unidades:

I - Departamento de Assistência Social:

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b) Centro de Referência Especializado em Assistência Social: 1. Encarregado pelo Atendimento à População Adulta de Rua; c) Seção de Gestão do Programa Bolsa Família;

d) Seção Administrativa;

e) Seção de Projetos e Recursos.

II – Assessoria de Desenvolvimento Social: a) Seção de Cursos e Oficinas;

b) Diretoria de Unidade de CAS;

c) Coordenadoria da Unidade Central de Atendimento Municipal: 1. Seção de Apoio Administrativo

III – Coordenadoria de Políticas para o Idoso:

§2o Integram, ainda, a estrutura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social o Conselho Municipal de Assistência Social, o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional no Município de Santa Rosa, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conselho Tutelar de Defesa dos Direitos da Criança, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Idoso. (NR) Na Lei N° 5.050, de 1º de Outubro de 2013, que dispõe sobre a estrutura administrativa do município de Santa Rosa, não podemos encontrar defesas que apoiam projetos em áreas de vulnerabilidade social. Já na lei a Lei No 5.133, de 14 de Julho de 2014, no seu Art.20 no que compreende ao desenvolvimento social, percebesse que é de responsabilidade do órgão da prefeitura de desenvolvimento social o de manter programas, serviços e projetos de apoio às áreas setoriais do desenvolvimento social no atendimento a criança e adolescentes. Também percebesse o órgão deve prestar serviços de desenvolvimento social a indivíduos em situação de vulnerabilidade social, visando a melhoria de suas condições de vida.

Por se tratar de um assunto muito delicado, acredito que teria que haver leis mais claras que defendem projetos iguais a da escolinha superação, na qual poderia mudar a vida das crianças e adolescentes, fazendo com que elas tenham um futuro melhor, onde poderão ter um desenvolvimento saudável e uma vida digna.

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1.8 O PROJETO “SUPERAÇÃO”

A escolinha “superação” é dedicada a crianças e adolescentes pobres e em situação de vulnerabilidade social, e têm como meta ocupar os tempos livres dos mesmos, cujo seu objetivo é proporcionar benefícios que a prática do futebol tem a acrescentar na educação e desenvolvimento dos alunos. A mesma realiza seus treinos em um campo cedido pelo Esporte Clube Comercial, cujo é o local onde cerca de setenta crianças se encontram aos sábados no turno da manha para praticar esporte, na qual visa proporcionar momentos de socialização, promoção de auto estima, repasse de informações e convívio social, através da modalidade futebol procurando um futuro melhor para seus alunos.

Sem cobrar mensalidades, a escolinha é aberta para qualquer membro da comunidade, independente da classe social, e é com a ajuda das empresas do município e pessoas voluntárias que conseguem força para enfrentar as dificuldades, acreditando que o projeto poderá transformar a vida das crianças, dando oportunidade de expressão e aprendizagem, para no futuro colher os frutos que um projeto em área de vulnerabilidade poderá trazer.

A escolinha traz um bem muito grande para seus praticantes, na qual trabalha de uma forma pedagógica, não dando a maior importância para o auto rendimento, mas sim ser voltada para o meio educacional, onde a pratica do esporte tem como finalidade mostrar os valores culturais, para auxiliar no desenvolvimento das crianças.

(24)

2 METODOLOGIA

Este trabalho caracteriza- se por ser uma pesquisa de estudo de caso objetivando abordar o problema proposto.

Segundo Yin (2010, p. 39),

O estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes.

2.1 POPULAÇÃO

Este estudo será realizado com crianças e adolescentes do sexo masculino das escolinhas de futebol localizadas no município de Santa Rosa RS.

2.2 AMOSTRA

Foi analisada a escolinha “superação” do município de Santa Rosa RS.

2.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Primeiramente iniciei a coleta de dados com o secretário de esporte, onde foi aplicado um questionário com o mesmo. Após uma breve conversa, pedi a permissão para realizar o questionário, na qual deixei para o secretário em um determinado dia, vindo a recolher há alguns dias.

No segundo momento foi fazer a entrevista com o idealizador do projeto, na qual tive uma conversa com o mesmo pedindo a autorização. Compreendendo a minha forma de pesquisa e após receber a autorização apliquei a entrevista em um determinado dia da semana.

No terceiro momento foi à aplicação do questionário aos alunos da escolinha, onde foi aplicado na casa do idealizador e com a sua ajuda reunimos quinze alunos para poder aplicar o questionário. Meu ultimo passo foi aplicar a pergunta as famílias dos alunos da escolinha, e para isso entreguei a pergunta em um dia de treino para cada aluno levar para suas casas e trazer no próximo dia que teria treino.

(25)

3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Neste capítulo serão analisados e discutidos os dados referentes ao questionário aplicado aos alunos da escolinha superação. Inicialmente organizamos os dados a partir de uma tabulação manual, dos mesmos foram organizados de acordo com a coleta dos dados.

3.1 ANÁLISE DOS DADOS DO QUESTIONÁRIO AO SECRETÁRIO DE ESPORTES

3.1.1 Leis que amparam o esporte em área de vulnerabilidade social

Secretário citou a lei estadual de incentivo ao esporte, onde a recursos destinados de empresas ao esporte. Também citou que o clube Ser Santa Rosa recebe ajuda financeira graças a essa lei. O SECRETÁRIO DE ESPORTES E LAZER ainda apontou que o município deveria criar leis próprias para o incentivo do esporte.

Percebesse que o SECRETÁRIO DE ESPORTE E LAZER aponta leis que defendem o esporte que busca o auto rendimento, incentivando o esporte profissional, muitas vezes não conseguindo distinguir a diferença do esporte profissional para o de vulnerabilidade social. Ele ainda aponta que poderia haver um auxilio da câmera de vereadores, onde poderiam ser criadas leis próprias do município, e com isso facilitaria a ajuda para o esporte em área de vulnerabilidade social que segundo Freire (1991, p.31), toda criança tem o direito de praticar esporte, seja ela o futebol ou outra modalidade esportiva.

[...] todos temos direito a aprender, a praticar ou apenas em ter uma oportunidade, pois não é diferente com a criança e nossos alunos. Sabemos também que o aprender se dá por diferentes formas e métodos, sendo que possuímos um dos mais evidentes e ricos momentos para que haja a aprendizagem por parte das crianças de alguma forma de conhecimento, estamos mediante isto, obrigados a contribuir para que este indivíduo enriqueça sua bagagem cultural e facilite-o sob algum aspecto em algum momento de sua vida.

3.1.2 Auxilio da secretaria de esporte aos projetos em áreas de vulnerabilidade social

(26)

O auxilio se da através de materiais esportivos, onde citou que a secretaria esta por lançar no ano de 2016 o “projeto criança do futuro”.

O SECRETÁRIO DE ESPORTE E LAZER aponta o projeto criança do futuro como em um futuro próximo, um auxilio para as áreas de vulnerabilidade, na qual em uma conversa breve o mesmo colocou que o projeto será para selecionar crianças para inserir em um clube do município. Também compreendesse que o projeto poderá ser uma oportunidade para as crianças correr atrás do sonho de ser jogador profissional, também será importante para as áreas de vulnerabilidade social, bem como poderá dar oportunidades as crianças.

Como pesquisador acredito que o projeto criança do futuro não deve ser voltado apenas para selecionar atletas para encaminha-los para o profissional, mas sim o mesmo deve ser voltado para o meio educacional, tendo como prioridade o desenvolvimento saudável das crianças.

Montagner (apud SCAGLIA, 2003), nos alerta que a prática do esporte deve ser voltada para o meio educacional, onde o esporte tem como finalidade mostrar os valores culturais para obter um crescimento natural, e não transparecer um conhecimento técnico-esportivo. Sendo assim quem pratica o esporte deve estar respeitando as regras, e não sendo manipulado pelas técnicas que o esporte traz, ou seja, nunca esquecendo que a qualidade dos movimentos não são prioridades na prática do esporte.

3.1.3 Conhecimento da escolinha Superação.

“Conheço antes de assumir a secretaria” o Secretário ainda aponta que acompanhava o belo trabalho social feito pelo “bola”.

Percebesse que o SECRETÁRIO DE ESPORTE E LAZER conhece e elogia o trabalho feito pelo idealizador, ele ainda aponta que antes de se tornar secretario do esporte acompanhava o trabalho social do “bola”.

3.1.4 Acompanhamento da secretaria de esporte com a escolinha.

“Acompanho desde os tempos de infância” Ainda acrescenta que acompanha as escolinhas da ASE, LIMINHA, e escolinha do FERNANDO”

(27)

Compreendesse que novamente o SECRETÁRIO DE ESPORTE E LAZER aponta que mesmo antes de assumir o cargo de secretario, o mesmo acompanhava as escolinhas do município de Santa Rosa, porém percebesse que as escolinhas que o mesmo citou, não são escolinhas que tem trabalhos voluntários e não são realizadas em áreas de vulnerabilidade social.

3.1.5 Principais dificuldades que a secretaria enfrenta para auxiliar as áreas de vulnerabilidade social

Percebe-se que a principal dificuldade é a financeira, onde a pouco apoio em viagens, passeios e alimentação.

“A secretária já faz trabalho social, junto às escolas, com eventos próprios da secretária e campeonatos municipais de todas as modalidades e categorias”.

Percebesse que ao falar do auxilio da secretaria para esses projetos de vulnerabilidade social o entendimento que o SECRETÁRIO DE ESPORTE E LAZER nos deixa que fazendo campeonato municipais é um apoio as áreas de vulnerabilidade social. Entende se que o investimento esta direcionado para premiação gasto com arbitragens, alugueis de espaços, e não o investimento em elaborar programas sócios educativos com investimentos de professores capacitados, ou condições de fardamentos, alimentação, transporte.

3.2 ANÁLISE DOS DADOS DA ENTREVISTA AO IDEALIZADOR DO PROJETO

3.2.1 Início do projeto

O idealizador aponta que iniciou o projeto no ano de 1999 por gostar muito de esporte e pretender dar oportunidades as crianças que não tem condições de frequentar e pagar uma escolinha.

“A escolinha foi criada para dar oportunidade às crianças que não tem condições”.

(28)

A implementação teve seu inicio com a solicitação do campo para a prática esportiva, após isso escolheu o dia de sábado no turno da manhã para realizar as atividades e aos poucos as crianças foram conhecendo e frequentando a escolinha.

3.2.3 Principais dificuldades

Percebe-se que as principais dificuldades foram materiais esportivos e a condução para jogos, competições e passeios.

“A principal dificuldade é a de ter materiais esportivos, principalmente bolas”.

3.2.4 Perspectivas para o futuro

O idealizador aponta que tem como perspectiva de ter materiais esportivo para todos seus alunos, fazendo com que todos tenham os materiais necessários para praticar.

Ele também aponta que gostaria de ter agasalhos padrões da escolinha para todas as crianças.

3.2.5 Relacionamento com a secretaria de esporte/ Recebe algum auxilio dos órgãos públicos

“único relacionamento é a participação de campeonatos organizados pela prefeitura”.

“Recebo quase nada de auxílios dos órgãos públicos”.

Percebesse que o idealizador está muito descontente com os órgãos públicos atuais, na qual aponta uma indignação por não receber qualquer tipo de ajuda. Ele ainda aponta que no governo anterior recebia auxílios de materiais da secretaria de esporte.

Analisando as respostas sobre o auxilio dos órgãos públicos do secretario de esporte e do idealizador do projeto percebesse uma contradição nos auxílios prestados e recebidos de ambas as partes.

(29)

O idealizador aponta que em certo dia se dirigiu até a prefeitura, e foi até o setor da assistente social, para solicitar ajuda para um almoço de confraternização com seus alunos, onde não recebeu auxilio algum, e com isso desistiu de procurar ajuda dos órgãos públicos e de ter conhecimento sobre leis que defendem o seu projeto.

3.2.7 Incentivos para projetos sociais haveria uma mudança significativa em áreas de vulnerabilidade social

“Se cada canto da cidade tivesse projetos iguais ao meu, essas áreas seriam melhores”.

3.2.8 Escolinha superação se a mesma tivesse mais apoio das autoridades publicas

O idealizador aponta que com mais apoio das autoridades publicas, ele poderia dar mais condições para praticar as crianças e com isso poderia acompanhar e auxiliar as crianças no lar e na escola.

3.2.9 Escolinha de futebol e o profissional da educação Física

“Com certeza seria bom, por que tem muitas crianças de varias idades, seria uma troca de conhecimento e com treinos melhores”.

Em quanto pesquisador me envolvi observando e acompanhando o trabalho realizado pelo idealizador, onde percebesse que o inicio do seu projeto se da graças a sua paixão no esporte, o mesmo, procura com as suas aulas oportunizar as crianças a pratica do esporte, que nem sempre as crianças tem condições de pagar e frequentar escolinhas que cobram mensalidades.

Para iniciar as atividades, o idealizador teve que primeiramente conseguir um campo emprestado e logo após isso optou em realizar as suas atividades nos sábados, onde justifica o dia por se tratar de um momento em que as crianças não tem aula e estão livres para praticar.

Com o meu envolvimento na pesquisa, observei que são grandes as dificuldades que o idealizar enfrenta para dar continuidade no seu projeto, mas nada

(30)

o faz desistir, nem mesmo a falta de materiais e transportes. O idealizador não mede esforços para ajudar as crianças, sempre acreditando que um dia ira melhorar, que terá materiais esportivos, agasalhos padrões para todos, para que nem um de seus alunos sinta-se descriminados.

Observando e aplicando a entrevista ao idealizar, pude perceber que o mesmo sente muita tristeza em não receber ajuda dos órgãos públicos, na qual percebesse que o mesmo tem pouco conhecimento sobre leis que amparam o seu projeto, mas que acredita que se tivesse o apoio tudo seria melhor, onde poderia dar mais oportunidades as crianças, levando elas para outros lugares, conhecendo novas crianças, amigos, dando oportunidade a seus alunos, que através do esporte procuram uma vida melhor e mais digna. No meu entendimento se a escolinha tivesse mais apoio, as aulas seriam melhores, teriam mais crianças envolvidas, o futuro, a educação, o desenvolvimento das mesmas poderia ser melhor.

Com a minha experiência em estar cursando Educação Física, de ter sido jogador profissional de futebol e ainda ter trabalho em escolinhas do município posso afirmar que se o projeto superação deveria ter o acompanhamento de um profissional de educação física, alguém que pudesse aprimorar o trabalho que esta sendo realizado. Na entrevista o idealizador afirma que seria muito importante ter um profissional da educação física lhe ajudando, onde seria uma troca de conhecimento e as crianças da escolinha teriam treinos melhores.

3.3 ANÁLISE DOS DADOS DO QUESTIONÁRIO AOS ALUNOS.

Gráfico 1: Representa a importância de praticar esporte

Fonte: Tolazzi 2015 0 20 40 60 80 100 120 Sim Não

Você acha importante praticar

esporte?

(31)

Ao justificar o porquê gostam de praticar esporte as principais argumentações serão transcritas na integra das respostas do questionário:

“Por que acho bom para a saúde” “Por que eu gosto de jogar bola”

“Por que podemos desenvolver músculos e habilidades” “Aprendo muitas coisas com os amigos”

“Faço novos amigos” “Legal e fácil”

“Por que é massa”

Analisando as justificativas o campo da saúde aparece com uma ênfase relevante seguida do desenvolvimento muscular e de habilidades e de fazer amigos. Estas questões pontuadas acima acreditam que tenha interferência do trabalho do idealizador nas aulas da escolinha.

Gráfico 2: Representa o motivo que levou a frequentar a escolinha

Fonte: Tolazzi 2015

Apartir das respostas dos alunos percebemos que os motivos deles estarem na escolinha esta relecionada, com as mesmas respostas do grafico 1, que serão representadas na integra:

“Por que gosto muito de esporte”

“Um amigo falou para mim ir para o campo que estava tendo escolinha” “Por que acho importante praticar esporte”

“Por que o esporte é saudável” “Pela amizade entre meus amigos”

0 20 40 60 80 100 Gostar de praticar esporte Influência Obrigação

o que levou você a frequentar a

escolinha?

(32)

“Por que des de criança pratiquei futebol”

Essa resposta nos chama atenção pela capacidade de escrita e argumentação da criança, bem como a observação dele em relação ao idealizador do projeto.

“A influência do bola e a paciência dele para nos ensinar”

Gráfico 3: Representa o tempo em que as crianças frequentam a escolinha

Fonte: Tolazzi 2015

A partir das respostas dos alunos percebemos que a maioria dos alunos estão a seis anos na escolinha, ou seja, frequentam a escolinha desde o seu início. Também podemos perceber que a um numero expressivo de crianças que entraram a pouco tempo, mostrando que a escolinha mantem a frequência dos alunos que participaram da sua fundação, e atualmente está sempre a receber novos alunos.

Gráfico 4: Representa o gostar da escolinha 0 10 20 30 40 50

1 ano 2 anos 4 anos 5 anos 6 anos

Há quanto tempo você esta na

escolinha ?

0 20 40 60 80 100 120 Sim Não

(33)

Fonte: Tolazzi 2015

Ao justificar o porquê gostam da escolinha, as principais argumentações serão transcritas na integra das respostas do questionário:

“Por que o bola é legal”

“Por que tenho muitos amigos”

“Por que no dia das crianças tem festa” “Por que eu gosto”

“Por que todo mundo me ajuda e no fim tem recompensa” “Por que aprendo e me divirto”

“Por que os treinos é legal”

Analisando as justificativas percebesse que o gostar do idealizador aparece com uma ênfase relevante seguida do de ter muitos amigos. Estas questões pontuadas acima são de grande interferência do trabalho do idealizador nas aulas da escolinha.

Gráfico 5: Representa a perspectiva para o futuro

Fonte: Tolazzi 2015

A partir das respostas dos alunos percebemos que a maioria dos alunos tem como perspectiva ser um atleta profissional, seguindo da pratica como forma de lazer. Entendo que a mídia é um fator que influencia muito na resposta do gráfico 5, pois muitos sonham ter a popularidade e a riqueza que os grandes jogador transmitem através da mídia.

0 20 40 60 80 100

Quero ser um atleta profissional

Quero praticar como forma de lazer

Não quero praticar esportes.

Qual a sua perspectiva para o futuro?

(34)

Gráfico 6: Representa a ociosidade do tempo fora da escolinha

Fonte: Tolazzi 2015

A partir das respostas dos alunos percebemos que a maioria dos alunos estaria dormindo se não estivesse na escolinha praticando esporte, seguindo com menos expressão estariam jogando play (vídeo game).

Analisando as justificativas, acredito que a principal justificativa se da a partir de que os treinos da escolinha são realizados no período da manha, com inicio das 09 Horas. Também podemos perceber que hoje em dia é muito comum as crianças trocar a pratica esportiva pelo vídeo game, sendo a segunda opção justificada no gráfico 6.

Na sua opinião, o que mudou na sua vida depois de ser aluno da escolinha? Ao responder o que mudou nas suas vidas depois de ser aluno da escolinha das principais argumentações serão transcritas na integra das respostas do questionário:

“Conhecer novos colegas”

“Eu aprendi a jogar bola, eu jogava tudo torto”. “Dar mais razão a saúde”

“Aprendi conviver com meus amigos” “Varias táticas esportivas”

“Muito, pois ele ensina a ter disciplina e respeito”. 0 5 10 15 20 25

Se você não estivesse na escolinha

praticando esporte você estaria fazendo

(35)

A partir das respostas dos alunos percebemos que a maioria aponta que conheceu novos colegas e com os treinos pode aprender e aprimorar sua pratica do futebol.

Gráfico 7: Representa o pensamento sobre o idealizador

Fonte: Tolazzi 2015

Apartir das respostas dos alunos percebemos que o pensamento sobre o idealizar é de que é uma pessoa legal, seguindo de ser um incentivador e de que ensina as atividade direito. Abaixo serão representadas na integra as respostas:

“Ele é legal”

“Ensina as atividades direito” “Incentiva a gente”

“O professor é atencioso” “Ele é um bom jogador”

“Por que as aulas deles são legais”

Essas respostas nos chama atenção pela capacidade de escrita e argumentação da criança, bem como a observação dele em relação ao idealizador do projeto.

“Por que ele faz tudo com dedicação e nos ajuda muito”

“É uma pessoa muito humilde, legal e importante para todos os que frequentam a escolinha” 0 20 40 60 80 100 É um otimo professor

É um bom professor Nem sempre é um bom professor

Não é um bom professor

O que você pensa sobre o idealizador da

(36)

Gráfico 8: Representa o incentivo da família na pratica do esporte

Fonte: Tolazzi 2015

A partir das respostas dos alunos percebemos que a maioria dos alunos tem incentivo da família para praticar esporte, e nas justificativas o pai aparece como maior incentivador, seguindo dos irmãos, mãe e da vó. Apenas uma criança apontou que não recebe incentivo algum da família. Segue na integra as principais justificativas:

“Meu pai me incentiva a jogar bola” “Pai, mãe e irmãos”

“Da minha vó”

Citação sobre a influencia da família no incentivo pratica esportiva

Gráfico 9: Representa se as crianças tem material necessário para praticar esporte

Fonte: Tolazzi 2015 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Sim Não Muito Pouco

Você tem encentivo da sua família para

praticar esporte? Justifique

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

Sim Não As vezes

Você tem material necessário para praticar

esporte?

(37)

Apartir das respostas dos alunos percebemos que a maioria aponta que tem material necessario para praticar esporte. Em quanto pesquisador, me envolvi e frequentei alguns treinos da escolinha, muitas vezes conversando e estando no meio das crianças e com isso pude perceber que as crianças se contentam com o pouco material que tem para praticar esporte. Muitos praticam de calça de jeans e de tenis que não são proprios para praticar esporte, também percebesse que a maioria não tem chuteita e meião que são proprios para a pratica do futebol. “ A vestimenta da meia, caracteriza que estão fardados adequadamente para a pratica do futebol”.

Qual material que você gostaria de ter para utilizar nas aulas da escolinha? A partir das respostas dos alunos pude perceber que a maioria cita a chuteira como o material preferido para utilizar nas aulas das escolinhas, seguindo do meiam, bola, calção, camisa e luva. Como já analisado no gráfico 9 percebesse que são poucas as crianças que tem chuteiras para praticar e que seria de extrema importância as crianças ter um par de chuteiras para praticar, isso mudaria muito na vida delas, ajudaria na motivação, fazendo que os alunos da escolinhas tenham motivos para estar alegres e assim dar continuidade na escolinha.

Segue na Integra as respostas: “ Uma camiseta e chuteiras”

“ Eu gostaria de usar uma camiseta massa” “ Bola chuteira e calção”

“Queria uma luva e uma camiseta de goleiro” “Luva adidas”

“Eu gostaria de ter uma chuteira da naique”

“uma chuteira da nike, uma camisa do Barcelona e um meiao do grêmio” “chuteira, meião, caneleira”

“Chuteira da nike. Meião do inter, camisa NNJR, Calção”

“Uma Chuteira melhor que a minha que já esta um pouco velha e um calsão” “Sim, bola de futebol e chuteira, meião e calsão”

“ Algumas bolas e materiais físicos” “chuteira da NIKE, calcão e meião”

(38)

3.4 ANALISE DOS DADOS DA PERGUNTA A FAMÍLIA

3.4.1 Pergunta a Família

A partir das respostas dos familiares, compreendesse que a escolinha tem auxiliado no desenvolvimento das crianças, sendo que o campo de amizade e educação foram os mais citados, onde se entende que a escolinha está proporcionando novas amizades, ensinando bons modos e ajudando no desenvolvimento saudável das crianças.

Abaixo segue na integra algumas respostas que nos chamaram atenção: “ Sim, pois eles se enteressam e gostam, fazem bastante amizade etc”

“Sim porque nossos filhos não estão na rua, pelomenos estão aprendendo algo importante”

“Sim- pois depois que o bola começou a escolinha as crianças são mais amigas e gostam muito de jogar e das festas e passeios da escolinha”

“Sim na minha opinião acho que tem desenvolvimento quanto na saúde e outras coisa”

“Sim. Ficou mais responsável obediente”

“Sim o Gabriel Desenvolveu melhor o seu comportamento e seu aprendeu a dividir, e a pensar”

“Sim o Gustavo pra ele t acendo muito bom, ele muitou muito no comportamento dele”

(39)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao final dessa pesquisa, compreendo o significado e a importância para minha formação, neste período exercitei o papel de pesquisador e pude adquirir experiências que levarei para toda a minha vida, na qual também encontrei dificuldades, como tempo para coletar e pesquisar, e com isso podemos descrever algumas considerações:

Considera-se que as práticas esportivas também devem ocorrer em área de vulnerabilidade social, visto que elas auxiliam no desenvolvimento das crianças, aumentando seu auto estima, proporcionando novas amizades, adquirindo conhecimento, respeito e organização.

As práticas esportivas em comunidades carentes ocorrem com o intuito de estimular o desenvolvimento motor e inserir essas pessoas em uma nova realidade social. Tem por objetivo inserir as crianças e os jovens na prática de um esporte, fazendo com que eles não se envolvam com algo ilícito e que possam se excluir da sociedade.

A prática esportiva a partir do trabalho voluntário em área de vulnerabilidade social é um movimento para a construção de politicas públicas na melhoria das estruturas físicas e na liberação de recursos.

Poderíamos afirmar que os trabalhos voluntários podem servir de exemplo e gerar um movimento que desperte o olhar do governo, e com a ajuda do governo auxiliar na melhoria das estruturas físicas e na liberação de recursos, sendo que isso poderá ser um movimento para o bem social.

Compreendesse que a implementação dessa escolinha é imprescindível para a vida dessas crianças por que eles percebem que a escolinha faz o bem, proporciona novas amizades e valores éticos.

(40)

Com o estudo e pesquisa da implementação da pratica esportiva na escolinha superação pude perceber a importância da pratica esportiva na vida das crianças e do idealizador, bem como consegui verificar os significados e perspectivas das crianças, adolescentes e da família. Também percebi a visão que os órgãos públicos têm sobre a escolinha superação.

Ao final da minha caminhada em quanto pesquisador achei importante deixar algumas sugestões que seguem abaixo:

AO SECRETÁRIO DE ESPORTE E LAZER, penso que a sua visão esta bastante direcionada ao esporte profissional e pouca para a pratica esportiva em áreas de vulnerabilidade social, na qual como pesquisador, percebi que a pouca leis que exigem da secretaria de esporte o auxilio a essas áreas, mas acredito que a secretaria poderia auxiliar mais, buscando recursos via ministério dos esporte, acreditando que projetos iguais a da escolinha superação é algo para o bem social, que mudara a vida de muitas crianças, adolescentes e famílias.

Ao idealizador do projeto, sugiro que o mesmo procure mais seus direitos, que tente melhorias, auxílios que possam melhorar a estrutura da escolinha. Penso que seria muito importante para o desenvolvimento dos alunos, a ajuda de um profissional de educação física, alguém que possa trocar conhecimentos, podendo melhorar os treinamentos e assim proporcionar as crianças uma vida mais saudável, cheia de alegrias e sonhos. Peço ao idealizador que nunca desista que continue lutando e fazendo o bem, pois oque ele faz é algo grandioso que mexe diretamente com a vida das crianças.

Também gostaria de deixar aqui a minha sugestão as famílias das crianças, que as mesmas não deixem de apoiar o projeto, que possam sempre estar ajudando e incentivando o idealizador e as crianças, para que a escolinha se fortaleça cada vez mais, atingindo muito mais crianças.

(41)

REFERÊNCIAS

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_______. Ministério do Esporte. Diretrizes do Programa Segundo Tempo. Brasília: Ministério do Esporte, 2011.

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CORREIA, Marcos Miranda. Projetos sociais em educação física, esporte e lazer: reflexões e considerações para uma gestão socialmente. Revista arquivos em movimento, Rio de Janeiro: v 4, p.116, 2008.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 13 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.

GONZÁLES, J.M. et al. Nas pegadas do esporte educacional. In: Legados do Esporte Brasileiro. 5. Ed. Florianópolis: Udesc, 2014.

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MORENO, Bruno Stramandinoli; MACHADO, Afonso Antonio. Esporte e a sociedade global: as subjetividades na contemporaneidade. Revista da Educação Física UEM, Maringa: v. 15, n. 1 p.83, 2004.

PINTO, M.S.L. et al. Nas pegadas do esporte de lazer. In: Legados do Esporte Brasileiro. 5. Ed. Florianópolis: Udesc, 2014.

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(42)

SAMULSKI, Dietmar. Psicologia do Esporte. São Paulo: Manole, 2002.

SCAGLIA, Alcides José. Escola de Futebol: Uma Prática Pedagógica. In: PICCOLO, Vilma L. (Org.). Pedagogia dos Esportes. 3.ed. Campinas: Papirus, 2003.

TUBINO; Manoel. 500 anos de legislação esportiva brasileira. 1 ed. Rio de Janeiro: Shape, 2002.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

ZINGONI, Patricia. As características das políticas de lazer no Brasil: breve contextualização. In. Pensando sobre políticas de lazer para juventudes em contextos de vulnerabilidade social: Contribuições a partir de pesquisa em Ribeirão das Neves/ Minas Gerais. 1. Ed. Minas Gerais: 2009.

(43)
(44)

ANEXO A: MODELO ENTREVISTA APLICADO AO IDEALIZADOR DO PROJETO

UNIJUI- UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Caro Sr. Idealizador do projeto.

Vimos por meio desta convidá-lo a participar de uma pesquisa de TCC que estamos desenvolvendo no curso de Educação Física, da Unijuí- Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul. Nosso objetivo é verificar como se da à implementação da prática esportiva do futebol na escolinha “superação” no bairro Cruzeiro, no município de Santa Rosa/RS, bem como, compreender a sua realidade e as perspectivas dos alunos e familiares.

Contando que esteja disposto a colaborar com este estudo solicitamos que responda as perguntas que segue em anexo, ressaltando, que estas informações terão como único propósito, o desenvolvimento desta pesquisa garantindo desta forma, o anonimato e o sigilo de suas contribuições.

Desde já, agradecemos a atenção dispensada.

Atenciosamente,

____________________________ ____________________________ Tiago Tolazzi Profº. Cléia Inês Rigon Dorneles

Acadêmico Orientadora 1- Oque levou você a iniciar o projeto?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

2- Relate sobre o inicio da implementação da escolinha?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

(45)

3- Quais são as principais dificuldades que você encontra para dar continuidade no projeto?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

4- Quais são suas perspectivas para o futuro?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

5- Como é o seu relacionamento com a secretaria de esporte? Você recebe algum auxilio dos órgãos públicos?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

6- Qual o seu conhecimento sobre as politicas publicas que defendem o seu projeto?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

7- Você acredita que se houvessem mais incentivos para projetos sociais haveria uma mudança significativa em áreas de vulnerabilidade social?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

8- O que mudaria na escolinha superação se a mesma tivesse mais apoio das autoridades publicas?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

9- O que mudaria se a escolinha tivesse um profissional da Educação Física lhe ajudando no atendimento com os alunos?

_________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _____________________________________________________

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