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O conceito de território e a migração brasileira na virada do século 21

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O CONCEITO DE TERRITÓRIO E A MIGRAÇÃO BRASILEIRA NA VIRADA DO SÉCULO 211

Álvaro Frota2

INTRODUÇÃO

Neste trabalho, buscamos explicar através do conceito de território algumas características da migração interna brasileira na virada do século 21. Dialogaremos com Vale; Saquet e Santos (2005) para melhor compreender a relação entre território e migração. Utilizaremos o conceito de índice de eficácia migratória para classificar os estados brasileiros em cinco tipos de territórios de migração. Finalmente, usaremos essa tipologia para obter uma distribuição empírica da territorialidade dos processos migratórios brasileiros mais atuais.

TERRITÓRIO E MIGRAÇÃO

O território: diferentes abordagens e conceito-chave para a compreensão da migração (VALE; SAQUET; SANTOS, 2005) inicia explicando a etimologia da

palavra território, termo latino terra ao qual foi adicionado o sufixo torium, que designa lugar, sendo território o lugar da terra, âmbito terrestre localizado. A nosso ver, foi assim que a explicação geográfica de território se iniciou pelo caráter

político-jurídico de sua utilização enquanto porção da superfície terrestre delimitada e

reservada para as necessidades de uma coletividade humana, explicação que avançou para expressar relações sociais de poder cujas dimensões política, econômica e cultural condicionam e são condicionadas pela dinâmica territorial.

Os autores do artigo expõem que território em sua dimensão jurídico-política é um espaço delimitado e controlado no qual se exerce um poder nem sempre relacionado ao Estado e cuja dimensão econômica é produto da divisão social e espacial do trabalho. De nossa parte, acrescentaríamos que tal divisão do trabalho é a principal força motriz da migração, que ocorre em função de desigualdades regionais. Assim, no século 20, os migrantes brasileiros partiam das regiões rurais, onde o desenvolvimento capitalista fazia aumentar o exército industrial de reserva, e

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Trabalho apresentado no XI Encontro Nacional sobre Migrações, realizado no Museu da Imigração do Estado de São Paulo, em São Paulo, SP, entre os dias 9 e 10 de outubro de 2019.

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Mestre pelo Programa de Pós Graduação em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE.

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se dirigia às periferias das grandes cidades em busca de melhores oportunidades. Hoje, não são incomum surtos migratórios de periferias e regiões rurais para outras regiões rurais onde se anunciam grandes obras de engenharia como por exemplo a construção de usinas de eletricidade.

Em sua dimensão simbólico-cultural, o território é produto de apropriação espacial e valorização simbólica pelas comunidades humanas, continuam os autores. Acrescentaríamos que a dimensão simbólico-cultural nem sempre é positiva em si mesma; a cultura machista e a opressão de gênero e da sexualidade podem servir de impulso para a migração de pessoas fragilizadas que não possuem alternativas de defesa adequadas em seu território de origem.

As tessituras, os nós e as redes estão sempre presentes como elementos do território, explicam os autores, embora difiram de uma sociedade para outra em seus arranjos sociais e espaciais. Cada geração herda um território específico, assimilando e compreendendo estas características como atributos, trunfos ou obstáculos diante de seus objetivos e cada grupo social pode, dentro de seus limites, reordenar o território de acordo com sua lógica de vida. Acrescentaríamos que as redes são utilizadas na comunicação entre os migrantes e pessoas de sua relação na origem e no destino, além de servirem ao próprio deslocamento migratório; visto de outra escala, os nós representam locais de parada intermediários ou obstáculos intervenientes à migração; as tessituras territoriais condicionam as reordenações decorrentes do ato de migrar.

Os territórios se efetivam na manifestação e exercício de variados tipo de

poder, ensinam os autores, e como as relações sociais da vida cotidiana

consubstanciam o poder, onde há seres humanos há relações sociais e portanto territórios. A territorialidade seria o reflexo das relações de poder nas atividades cotidianas, na família, no trabalho, no lazer, na igreja, na escola, sendo a

territorialização o resultado e a condição da dinâmica socioespacial que constitui o

processo de produção de cada lugar e território. Acrescentaríamos que a migração é um processo de desterritorialização na origem e reterritorialização no destino, de forma que o ato de migrar gera mudanças sociais, culturais e políticas na origem e no destino.

Desde uma perspectiva cultural, os autores apontam que ao agrupar seres sociais em um espaço de comensalidade e simbiose o território é espaço simbólico e referência para a construção de identidades. Seus habitantes vivem as mesmas

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paisagens, participam de atividades cotidianas comuns, possuem idêntica cultura regional, dividem representações afetivas com múltiplas cumplicidades e tais interações formam uma unidade, um lugar de memória com escalas que vão do físico ao mental, do social ao psicológico. Colocando aos olhos imagens de coisas e pessoas que possibilitam o repensar daquilo que não foi pensado à época dos momentos vividos, o espaço oferece uma regeneração interativa do tempo e possibilita a formação da identidade de uma população. Acrescentaríamos que a migração transporta as identidades assim formadas para outros territórios, criando uma complexa identidade migrante, a qual se remete ao local de origem, razão da migração de retorno.

A identidade formada no território preside a configuração de redes migratórias de parentes, amigos, vizinhos e colegas de trabalho que formam laços sociais entre os territórios de origem e destino, fornecendo informações e auxilio mútuo, concluem os autores. Tais redes unem migrantes e não migrantes em uma complexa teia de papéis sociais e relacionamentos interpessoais mantidos por expectativas mútuas. As unidades efetivas da migração, mais que indivíduos ou domicílios, passam a ser grupos de interesses afins que incorporam os lugares de destino nas alternativas de mobilidade, diluindo riscos e insuflando confiança ao ato de migrar. Os migrantes potenciais concentram sua busca de destino em territórios ligados à origem e desconsideram outros destinos. Assim, as redes limitam as opções de fluxos e intensificam a circulação. A frequência e volume de remessas para o lugar de origem e as passagens pagas no lugar de destino revelam a extensão da ajuda mútua e evidenciam a importância das redes sociais na economia do território de origem e de destino.

CONDIÇÕES MIGRATÓRIAS DE UM TERRITÓRIO

Os Censos e as Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios – PNAD – do IBGE são as principais fontes de dados primários sobre a migração interestadual no Brasil. Essas pesquisas definem operacionalmente diferentes classes de migrantes, entre as quais os migrantes de cinco anos são as pessoas que na data de referência cinco anos antes da pesquisa residiam em país estrangeiro ou unidade da federação diferente daquela onde foram registradas. Se estrangeiros ou brasileiros naturalizados são imigrantes internacionais; se brasileiros natos, migrantes interestaduais, imigrantes onde residem, emigrantes de onde vieram.

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O saldo migratório é o número líquido de pessoas que devido à migração adentram em um território em dado período:

Na migração interestadual, o saldo migratório se refere à unidade da federação de destino, podendo ser positivo, quando há um fluxo líquido de pessoas entrando no território ou negativo, se há um fluxo líquido de pessoas dele saindo. A partir do saldo migratório de um território, o índice de eficácia migratória (IEM) é definido:

Esse índice representa o saldo migratório como fração da migração total. Se positivo, a imigração é dominante e se negativo quem domina o processo é a emigração. Quanto mais próximo de zero, maior o equilíbrio entre os fluxos. Pela definição, o índice pode se aproximar dos limites +1 e -1, caso em que indica fluxos fortemente unidirecionais de imigração e emigração, mas não pode atingir tais valores. O índice de eficácia migratória indica a direção e a intensidade do fluxo

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QUADRO A1 – Condição migratória territorial de acordo com o índice de eficácia migratória

– Convenção de cores para os quadros

Categorizando o índice de eficácia migratória temos a condição migratória

territorial (Quadro 1). De acordo com a intensidade e direção dos fluxos migratórios,

um território pode estar sofrendo perda ou perda elevada de população, pode estar em condição de rotatividade migratória, com os fluxos de entrada e saída praticamente se anulando, ou pode ainda estar retendo população em dois níveis de intensidade. A definição desses limites decorre e amplia a proposta de Baeninger (2011).

AS CONDIÇÕES MIGRATÓRIAS BRASILEIRAS NA VIRADA DO SÉCULO 21

A partir dessas definições, sistematizamos os dados de Migrações Internas

no Brasil no século 21 (BAENINGER, 2011) agregamos a eles os dados do Censo

2010 e estabelecemos as condições migratórias territoriais das regiões e unidades da federação brasileira em seis períodos distintos. Os resultados foram dispostos no Quadro A-1 e espacializados nas Figuras 1 e 2.

A Figura 1 mostra que a grande região Nordeste foi território de perda

migratória nos períodos 1995-2000 e 2005-2010 enquanto que o Sudeste foi

território de retenção somente no período 2005-2010. No período 2003-2008, todas as grandes regiões foram territórios de rotatividade migratória. Em três períodos de cinco anos, 1999-2004, 2001-2006 e 2004-2009, a região Centro Oeste foi território de retenção, alimentada por uma migração diluída de todo o país já que as demais regiões se comportavam como territórios de rotatividade.

Ao longo dos 15 anos 1995-2100, o Norte e o Sul se comportam como terri-tórios de rotatividade migratória, o Nordeste passou de perda migratória para

rotatividade voltando a seguir à perda, o Sudeste passou de retenção para rotativi-dade e o Centro Oeste foi consistentemente um território de retenção migratória.

Intervalo do IEM Condição migratória

-1,00 < IEM < -0,30 Perda elevada -0,30 ≤ IEM <- 0,12 Perda

-0,12 ≤ IEM ≤ +0,12 Rotatividade +0,12 < IEM ≤ +0,30 Retenção +0,30 < IEM < 1,00 Grande retenção

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A principal conclusão obtida da Figura 1 é que a dinâmica Nordeste

Sudeste da migração de longa distância que deu a tônica no século 20 foi

substituída por um padrão mais próximo da rotatividade interna às grandes regiões. O Quadro 1 (construído a partir do Quadro A-1) corrobora essa conclusão em nível de Unidades da Federação, mostrando que no período entre 1995-2010 os

territórios de rotatividade migratória são de longe os mais comuns.

QUADRO 1 – Frequência das condições migratórias das unidades da federação Migração

de cinco anos, 1995 a 2010 1995 a 2000 1999 a 2004 2001 a 2006 2003 a 2008 2004 a 2009 2005 a 2010 Perda elevada 3 0 0 2 0 4 Perda 5 5 5 4 5 4 Rotatividade 11 15 13 14 16 12 Retenção 5 3 8 6 4 2 Grande retenção 3 4 1 1 2 5 TOTAL 27 27 27 27 27 27

Fonte: IBGE (Censos Demográficos 2000 e 2010; PNADs 2004; 2006; 2008; 2009).

A Figura 2 aponta a grande volatilidade e reversibilidade das condições territoriais da migração brasileira no período 1995-2010, com frequentes mudanças de direção e de intensidade dos fluxos migratórios entre as unidades da federação.

No interior da região Norte (território de rotatividade migratória), Roraima se destaca como território de grande retenção, Acre e Amazonas oscilam entre

retenção e rotatividade, Rondônia, Pará e Tocantins oscilam entre rotatividade e perda migratória e o Amapá se destaca pelo movimento pendular de sua migração,

a qual passou de grande retenção para retenção, rotatividade, perda elevada, retenção e novamente grande retenção migratória.

No interior da região Nordeste (território de perda rotatividade perda) o

Rio Grande do Norte foge da norma sendo território de retenção migratória, Sergipe oscila entre a retenção e rotatividade, Paraíba e Ceará oscilam entre retenção, rotatividade e perda, Pernambuco e Piauí oscilam entre rotatividade e perda, Alagoas é território de perda migratória e Maranhão e Bahia são territórios

de perda e elevada perda migratória.

No interior da região Sudeste (território de retenção rotatividade

rotatividade), Espírito Santo é território de retenção e grande retenção, São Paulo

passou de retenção para rotatividade e voltou para retenção migratória enquanto que Minas Gerais e Rio de Janeiro são territórios de rotatividade migratória. No

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interior da região Sul (território de rotatividade migratória), Santa Catarina é território de retenção e grande retenção, o Rio Grande do Sul oscila entre a

rotatividade e a perda e Paraná é território de rotatividade migratória.

Finalmente, no interior da região Centro Oeste (território de retenção

migratória), Goiás é território de retenção, Mato Grosso oscila entre a retenção e rotatividade e Mato Grosso do Sul e Distrito Federal são territórios de rotatividade

migratória.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O mapeamento da territorialidade migratória entre as unidades da federação nas Figuras 1 e 2 mostra uma situação extremamente dinâmica cuja tônica é a

rotatividade migratória, não havendo mais no Brasil um fluxo populacional constante

de uma região de expulsão para outra de atração.

Baeninger (2011) explica que a complexidade do fenômeno migratório decorreu da generalização do processo de urbanização e do surgimento de novas modalidades migratórias de curta distância. No contexto do esgotamento da migração de regiões rurais para urbanas, a mobilidade espacial da população brasileira se redesenhou. Dois grandes vetores redistributivos ocorreram em escala nacional: o primeiro se caracterizou pela dispersão migratória metropolitana, marcada pela migração de retorno do Sudeste ao Nordeste e o segundo foi a interiorização migratória, com trajetórias mais curtas das metrópoles para o interior do estado. Ambos os eixos tem como resultado a expansão dos territórios de rotatividade migratória.

Ensina a autora que a rotatividade migratória é um fenômeno urbano que acompanha a expansão do capitalismo, no qual os excedentes populacionais urbanos se movem em função dos custos e necessidades de mão de obra e da inserção das diversas localidades na divisão social do trabalho em escala nacional. As transformações na dinâmica produtiva, com o aumento da importância do setor de serviços e o emprego industrial oscilando conforme o mercado mundial, aumentam a importância dos territórios de rotatividade migratória gerando uma nova fase do processo de redistribuição espacial da população brasileira.

O mapeamento da tipologia territorial migratória das grandes regiões e unidades da federação brasileiras realizado a partir do conceito de índice de eficácia migratória é um resultado que pode ser contextualizado na evolução socioespacial

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do país, demandando explicações dos porquês econômicos dos principais fluxos migratórios à luz da precarização da mão de obra e do modelo de reprimarização do desenvolvimento econômico brasileiro, como também de seu modus operandi social e cultural, a luz dos grandes avanços da comunicação interpessoal e de rede social trazidos pela terceira revolução industrial que ora vivemos.

REFERÊNCIAS

BAENINGER, R. Migrações internas no Brasil no Século 21: evidências empíricas e desafios conceituais. In: CUNHA, J. M. P. Mobilidade espacial da população: desafios teóricos e metodológicos para seu estudo. Campinas, SP: Nepo/Unicamp,

2011, p. 71-94. Disponível em:

http://www.nepo.unicamp.br/publicacoes/livros/mobilidade/cap4.pdf. Acesso em: 30 jun. 2017.

SANTOS, M. A. et al. Migração: uma revisão sobre algumas das principais teorias. Belo Horizonte, MG: CEDEPLAR/UFMG, 2010. (Texto para Discussão, n. 398). Disponível em: http://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/td/TD%20398.pdf. Acesso em: 30 jun. 2017.

VALE, A. L. F.; SAQUET, M. A.; SANTOS, R. A. O território: diferentes abordagens e conceito-chave para a compreensão da migração. Revista Faz Ciência, Francisco Beltrão, PR, v. 7, n. 1, p. 11-26, 2005. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/fazciencia/article/viewFile/7380/5429. Acesso em: 30 jun. 2017.

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ANEXOS

FIGURA 1 – Condições Migratórias das Grandes Regiões Brasileiras de 1995 a 2010

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QUADRO 1 – Condições migratórias das grandes regiões e das unidades da federação brasileiras - Migração de data fixa de cinco anos – 1995 a 2010 Grande região ou Unidade da Federação 1995 a 2000 1999 a 2004 2001 a 2006 2003 a 2008 2004 a 2009 2005 a 2010 IEM Condição IEM Condição IEM Condição IEM Condição IEM Condição IEM Condição

Norte 0,06 Rotatividade 0,07 Rotatividade 0,01 Rotatividade

-0,01 Rotatividade -0,05 Rotatividade 0,04 Rotatividade Nordeste -0,27 Perda -0,03 Rotatividade -0,02 Rotatividade -0,09 Rotatividade -0,10 Rotatividade -0,27 Perda Sudeste 0,12 Retenção -0,07 Rotatividade -0,05 Rotatividade 0,03 Rotatividade -0,01 Rotatividade 0,10 Rotatividade Sul

-0,02 Rotatividade 0,03 Rotatividade 0,04 Rotatividade 0,05 Rotatividade 0,11 Rotatividade 0,06 Rotatividade Centro Oeste 0,18 Retenção 0,16 Retenção 0,13 Retenção 0,06 Rotatividade 0,14 Retenção 0,20 Retenção

Rondônia 0,07 Rotatividade

-0,06 Rotatividade

-0,22 Perda

-0,08 Rotatividade 0,03 Rotatividade 0,10 Rotatividade

Acre

-0,08 Rotatividade 0,06 Rotatividade 0,15 Retenção 0,17 Retenção 0,00 Rotatividade

-0,03 Rotatividade Amazonas 0,21 Retenção 0,09 Rotatividade

-0,03 Rotatividade 0,09 Rotatividade 0,28 Retenção 0,16 Retenção

Roraima 0,54 Grande retenção 0,48 Grande retenção 0,68 Grande retenção 0,36 Grande retenção 0,02 Rotatividade 0,39 Grande retenção Pará

-0,13 Perda 0,11 Rotatividade 0,06 Rotatividade 0,01 Rotatividade

-0,15 Perda -0,11 Rotatividade Amapá 0,49 Grande retenção 0,28 Retenção -0,05 Rotatividade

-0,36 Perda elevada 0,29 Retenção 0,42

Grande retenção Tocantins 0,07 Rotatividade -0,15 Perda -0,14 Perda -0,04 Rotatividade -0,24 Perda 0,05 Rotatividade Maranhão -0,46 Perda elevada -0,18 Perda -0,18 Perda -0,21 Perda -0,11 Rotatividade -0,44 Perda elevada Piauí -0,23 Perda 0,02 Rotatividade -0,05 Rotatividade -0,03 Rotatividade -0,17 Perda -0,32 Perda elevada Ceará

-0,07 Rotatividade 0,08 Rotatividade 0,12 Retenção 0,06 Rotatividade

-0,02 Rotatividade

-0,23 Perda Rio Grande do Norte 0,04 Rotatividade 0,33 Grande

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Paraíba -0,23 Perda 0,18 Retenção -0,10 Rotatividade -0,21 Perda 0,02 Rotatividade -0,13 Perda Pernambuco -0,26 Perda -0,06 Rotatividade -0,03 Rotatividade -0,04 Rotatividade -0,03 Rotatividade -0,20 Perda Alagoas -0,39 Perda elevada -0,03 Rotatividade -0,20 Perda -0,36 Perda elevada -0,30 Perda -0,42 Perda elevada Sergipe -0,04 Rotatividade 0,03 Rotatividade

-0,08 Rotatividade 0,15 Retenção 0,02 Rotatividade 0,08 Rotatividade

Bahia -0,35 Perda elevada -0,13 Perda 0,05 Rotatividade -0,15 Perda -0,21 Perda -0,34 Perda elevada Minas Gerais 0,05 Rotatividade 0,04 Rotatividade 0,05 Rotatividade 0,10 Rotatividade 0,02 Rotatividade

-0,02 Rotatividade Espírito Santo 0,15 Retenção

-0,01 Rotatividade 0,25 Retenção 0,18 Retenção 0,33

Grande

retenção 0,30

Grande retenção Rio de Janeiro 0,08 Rotatividade

-0,21 Perda

-0,09 Rotatividade 0,03 Rotatividade

-0,08 Rotatividade 0,04 Rotatividade

São Paulo 0,16 Retenção

-0,09 Rotatividade -0,12 Rotatividade -0,02 Rotatividade -0,05 Rotatividade 0,15 Retenção Paraná -0,06 Rotatividade -0,02 Rotatividade

-0,02 Rotatividade 0,03 Rotatividade 0,08 Rotatividade

-0,04 Rotatividade Santa Catarina 0,18 Retenção 0,21 Retenção 0,26 Retenção 0,30 Retenção 0,26 Retenção 0,40 Grande

retenção Rio Grande do Sul

-0,15 Perda -0,11 Rotatividade -0,17 Perda -0,23 Perda -0,07 Rotatividade -0,27 Perda Mato Grosso do Sul

-0,05 Rotatividade

-0,04 Rotatividade 0,20 Retenção

-0,04 Rotatividade 0,07 Rotatividade 0,10 Rotatividade Mato Grosso 0,15 Retenção 0,41 Grande

retenção 0,25 Retenção -0,08 Rotatividade -0,07 Rotatividade 0,08 Rotatividade Goiás 0,37 Grande retenção 0,30 Grande

retenção 0,18 Retenção 0,25 Retenção 0,32

Grande

retenção 0,40

Grande retenção Distrito Federal 0,07 Rotatividade

-0,14 Perda

-0,04 Rotatividade

-0,09 Rotatividade 0,04 Rotatividade 0,04 Rotatividade Fonte: IBGE (Censos e PNADs – Os dados de migração entre 1991 e 2009 foram obtidos de BAENINGER, 2011). Os dados de 2005 a 2010 foram calculados a partir do Censo 2010

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