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Aposentadoria Especial

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(1)

Aposentadoria Especial

Professor Roberto de Carvalho

Professor Roberto de Carvalho

Santos

(2)

Discussão quanto à natureza

Discussão quanto à natureza

Discussão quanto à natureza

Discussão quanto à natureza

do enquadramento nos

do enquadramento nos

do enquadramento nos

do enquadramento nos

decretos

decretos

decretos

decretos

decretos

decretos

decretos

decretos

(3)

O item 01 do Anexo IV do Decreto

30.48/99 estabelece que o rol de

agentes

nocivos

é

exaustivo,

agentes

nocivos

é

exaustivo,

enquanto

que

as

atividades

listadas, nas quais pode haver a

exposição, é exemplificativa.

(4)

Súmula 198 extinto do Tribunal

Federal de Recursos

“Atendidos os demais requisitos, é

devida a aposentadoria especial se

perícia judicial constata que a

perícia judicial constata que a

atividade exercida pelo segurado é

perigosa,

insalubre

ou

penosa,

(5)

STJ

É assente na jurisprudência deste Superior Tribunal ser devida a concessão de aposentadoria especial quando a perícia médica constata a insalubridade da atividade desenvolvida pela parte segurada, mesmo que não inscrita no Regulamento da Previdência Social (verbete sumular nº 198 do extinto TFR), porque as atividades ali relacionadas são meramente exemplificativas.

(6)

STJ

In

casu,

o

laudo

técnico

para

aposentadoria

especial

foi

devidamente subscrito por engenheiro

de segurança do trabalho e por técnico

de segurança do trabalho e por técnico

de segurança do trabalho, o que

dispensa a exigibilidade de perícia

(7)

STJ

A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de que o rol de atividades consideradas insalubres, perigosas ou penosas é exemplificativo, perigosas ou penosas é exemplificativo, pelo que, a ausência do enquadramento da atividade desempenhada não inviabiliza a sua consideração para fins de concessão de aposentadoria.

(8)

STJ

Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido da impossibilidade de enquadramento como insalubres ou perigosas, de outras atividades, ainda que anteriores à Lei 9.032/95, as quais não anteriores à Lei 9.032/95, as quais não constem do rol de profissões dos Decretos 53.831/64 e 83.080/79, exceção feita

(9)

Aplicação da legislação

trabalhista

(10)

Art. 58 da Lei n. 8.213/91

§ 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social -INSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do

(11)

Decreto 3.048/99

Art. 68 (...)

§ 11. As avaliações ambientais deverão considerar a classificação dos agentes nocivos e os limites de tolerância nocivos e os limites de tolerância estabelecidos pela legislação trabalhista, bem como a metodologia e os procedimentos de avaliação estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho

(12)

-Norma Regulamentadora-15 da

Portaria n. 3.214/78 do Ministério

Portaria n. 3.214/78 do Ministério

do Trabalho e Emprego

(13)

TRF DA 2ª REGIÃO

A atividade insalubre ressai-se, de forma contundente, do laudo pericial conclusivo no sentido da exposição a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância previsto na NR-15 da Portaria 3.214/78 do previsto na NR-15 da Portaria 3.214/78 do MTE, consoante exigido pela lei (art. 189 e 195 da CLT), sendo prescindível para caracterização da insalubridade que no laudo conste expressamente que a atividade é insalubre. AMS

(14)

TRF DA 3ª REGIÃO

“Deve ser tida por prejudicial a exposição a ruídos acima de 85 decibéis a partir de 05.03.1997, tendo em vista o advento do Decreto 4.827/2003, que reduziu o nível máximo de tolerância ao ruído àquele patamar, interpretação mais benéfica e patamar, interpretação mais benéfica e condizente com os critérios técnicos voltados à segurança do trabalhador previsto na

(15)

Decreto 3.048/99

Art. 68 (...)

§

As

dúvidas

sobre

o

enquadramento dos agentes de que

trata o caput, para efeito do disposto

nesta Subseção, serão resolvidas pelo

Ministério do Trabalho e Emprego e

pelo

Ministério

da

Previdência

e

(16)

Decreto 3.048/99

Art. 68 (...)

§ 7

o

O laudo técnico de que tratam os

§§ 2º e 3

o

deverá ser elaborado com

observância das normas editadas pelo

Ministério do Trabalho e Emprego e

(17)

Adicional de

insalubridade/periculosidade –

insalubridade/periculosidade –

influência na aposentadoria

especial

(18)

O empregado receberá, além do

salário

normal,

um

adicional

correspondente

à

insalubridade,

Adicional de Insalubridade

correspondente

à

insalubridade,

calculado em 40%, 20% ou 10%

sobre o salário mínimo da região,

(19)

Para inflamáveis e explosivos: 30%

sobre o salário básico, excluídas

gratificações,

prêmios

e

participação nos lucros;

Adicional de Periculosidade

participação nos lucros;

Para eletricidade, de 30% sobre o

salário

recebido,

no

caso

de

permanência habitual em área de

risco, desde que a exposição não

(20)

O trabalhador não pode receber os

O trabalhador não pode receber os

dois adicionais simultaneamente,

(21)

Adicional de insalubridade

A

extinção

do

pagamento

do

adicional

de

insalubridade

nos

termos do art. 248, V, da IN n. 45

termos do art. 248, V, da IN n. 45

de

2010

é

relevante

para

caracterizar

a

alteração

no

ambiente de trabalho.

(22)

O

fato

de

perceber

adicional

de

periculosidade, por si só, não basta ao

êxito da prédica, eis que referida

vantagem foi estendida a todos os

TRF-2ª Região

vantagem foi estendida a todos os

funcionários

contratados

pela

(23)

O trabalho executado, em caráter

intermitente, em condições insalubres,

ENUNCIADO 47 DO TST

não afasta, só por essa circunstância,

o direito à percepção do respectivo

adicional.

(24)

A

simples

constatação

de

percebimento

do

adicional

de

insalubridade não demonstra a efetiva

exposição do requerente a agentes

TRF-3ª Região

exposição do requerente a agentes

agressivos

em

seu

ambiente

de

(25)

A ausência do formulário de atividade especial DSS8030 (antigo SB-40), resolve-se pelo contrato de trabalho, na função de técnica de enfermagem, em carteira profissional apresentada em audiência,

TRF-3ª Região

profissional apresentada em audiência, junto à Santa Casa de Misericórdia de Pontal, aliados aos comprovantes de recebimento de adicional de insalubridade que integravam o salário da parte autora, no cargo de auxiliar de

(26)

A fruição do adicional de periculosidade e insalubridade não constitui elemento para fins de comprovação da atividade especial porque são distintos os pressupostos para tal pagamento e para a concessão de

TRF-2ª Região

pagamento e para a concessão de aposentadoria especial, podendo apenas servir, para fins previdenciários, como indício de que o trabalhador esteve exposto

(27)

Habitualidade e permanência

Habitualidade e permanência

Habitualidade e permanência

Habitualidade e permanência

na exposição ao agente

na exposição ao agente

na exposição ao agente

na exposição ao agente

na exposição ao agente

na exposição ao agente

na exposição ao agente

na exposição ao agente

nocivo

nocivo

nocivo

nocivo

(28)

Exposição ao agente nocivo de

forma habitual e permanente, não

ocasional nem intermitente.

Exigência introduzida pela Lei

Lei

Lei

Lei nnnn....

9999....032

032

032

032,,,, de

de

de 28

de

28

28

28....04

04

04

04....1995

1995

1995

1995 – art. 57, §3º

(29)

Conceito de exposição permanente – Decreto 3.048/99

Art. 65. Considera-se trabalho permanente, para efeito desta Subseção, aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do

(30)

TRF DA 4ª REGIÃO

AGENTES BIOLÓGICOS. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE. DENTISTA

A exposição a agentes biológicos não A exposição a agentes biológicos não precisa ser permanente para caracterizar a insalubridade do labor, sendo possível a conversão do tempo

(31)

Fabio Zambitte

“Naturalmente, o tempo de exposição será importante para observar o grau de nocividade do agente - a identificação da atividade como nociva dependerá da relação de intensidade do agente com o relação de intensidade do agente com o tempo total da exposição - quanto maior a concentração do agente nocivo, menor o tempo necessário de exposição, e vice-versa."

(32)

Athur Bragança “Por

“Por “Por

“Por conseguinte,conseguinte,conseguinte,conseguinte, aaaa expressãoexpressãoexpressãoexpressão exposição

exposição exposição

exposição permanente,permanente,permanente,permanente, nãonãonãonão ocasionalocasionalocasionalocasional nem

nem nem

nem intermitenteintermitenteintermitenteintermitente devedevedevedeve serserser entendidaser entendidaentendidaentendida como

como como

como tempotempotempotempo dededede exposiçãoexposiçãoexposiçãoexposição aoaoaoao agenteagenteagenteagente nocivo

nocivo nocivo

nocivo capazcapazcapaz decapaz dedede imporimporimporimpor àààà atividadeatividadeatividade ooooatividade nocivo

nocivo nocivo

nocivo capazcapazcapaz decapaz dedede imporimporimporimpor àààà atividadeatividadeatividade ooooatividade caráter

caráter caráter

caráter dededede nocivanocivanocivanociva àààà saúdesaúdesaúde humanasaúde humanahumanahumana.... Necessariamente,

Necessariamente, Necessariamente,

(33)

O potencial de danos a audição de um dado ruído depende não somente de seu nível, mas também de sua duração seu nível, mas também de sua duração de tempo. Uma exposição de um minuto a 100 dB(A) não é tão prejudicial quanto um exposição de 60 minutos a 90 dB(A).

(34)

STJ

O tempo de trabalho permanente a

que se refere o parágrafo 3º do artigo

57 da Lei nº 8.213/91 é aquele

continuado,

não

o

eventual

ou

continuado,

não

o

eventual

ou

intermitente, não implicando, por

óbvio,

obrigatoriamente,

que

o

(35)

Atividades de supervisão

Não quebra a permanência o exercício de função de supervisão, controle ou comando em geral desde que seja comando em geral desde que seja exclusivamente em ambientes de trabalho cuja nocividade tenha sido constatada (art. 264, I, da IN 45 de 2010 do INSS).

(36)

Tempo de serviço prestado antes

da vigência da Lei n. 9.032

(28.04.95).

Entendimento de que não se pode

Entendimento de que não se pode

exigir

a

habitualidade

e

(37)

STJ

Considerando-se

a

legislação

vigente à época em que o serviço

foi prestado, não se pode exigir a

comprovação à exposição a agente

comprovação à exposição a agente

insalubre de forma permanente,

não ocasional nem intermitente,

uma vez que tal exigência somente

foi introduzida pela Lei nº 9.032/95.

(38)

TRF da 3ª Região

A necessidade de comprovação de trabalho "não ocasional nem intermitente, em condições especiais" passou a ser exigida apenas a partir de passou a ser exigida apenas a partir de 29/4/1995, data em que foi publicada a Lei 9.032/95, que alterou a redação do Art. 57, § 3º, da Lei 8.213/91, não

(39)

Instrumentos probatórios

para a comprovação da

para a comprovação da

(40)

Compente

ao

segurado

comprovar, perante o INSS,a

efetiva exposição aos agentes

nocivos na forma da legislaçãp

nocivos na forma da legislaçãp

vigente à época do exercício

da atividade profissional.

(41)

Instrumentos probatórios

a) até 28 de abril de 1995 - será exigido do segurado o formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais (SB-40, em condições especiais (SB-40, DSS-8030, DISES-BE 5235 ou DIRBEN 8030) e a Carteira de Profissional (CP) ou a carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), bem como, para o

(42)

b) entre 29 de abril de 1995 a 13 de outubro de 1996 - será exigido do segurado formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais, bem como, para o agente físico ruído, LTCAT ou demais demonstrações ambientais;

(43)

c) entre 14 de outubro de 1996 a 31 de dezembro de 2003 - será exigido do segurado formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais, bem como LTCAT, qualquer especiais, bem como LTCAT, qualquer que seja o agente nocivo;

(44)

d) a partir de 1º de janeiro de 2004 - o único documento será o PPP.

A empresa deverá ter o LTCAT, devendo A empresa deverá ter o LTCAT, devendo manter arquivado em suas dependências, podendo ser o mesmo

(45)

De acordo com a Instrução Normativa/INSS/DC nº 99 de 05/12/2003, após a implantação do PPP em meio magnético, pela Previdência Social, esse documento será exigido para todos os segurados, independentemente do ramo de atividade da empresa e da exposição a agentes nocivos.

Até esta data, o PPP somente é exigido para os trabalhadores expostos a

(46)

IN 45 de 2010 do INSS

Art. 258 (...)

Parágrafo único. Para as atividades

exercidas até 31 de dezembro de

2003, serão aceitos os antigos

2003, serão aceitos os antigos

formulários, desde que emitidos

(47)

Desde que contenham os elementos informativos básicos constitutivos do LTCAT poderão ser aceitos os seguintes documentos:

a) laudos técnico-periciais emitidos por a) laudos técnico-periciais emitidos por determinação da Justiça do Trabalho, em ações trabalhistas, acordos ou dissídios coletivos;

(48)

b) laudos emitidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO);

c) laudos emitidos por órgãos do MTE; c) laudos emitidos por órgãos do MTE;

(49)

d.1) autorização escrita da empresa para efetuar o levantamento, quando o responsável técnico não for seu empregado;

d.2) cópia do documento de habilitação profissional do engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, indicando sua trabalho ou médico do trabalho, indicando sua especialidade;

d.3) nome e identificação do acompanhante da empresa, quando o responsável técnico não for seu empregado;

(50)

e) os programas de prevenção de riscos ambientais, de gerenciamento de riscos, de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e trabalho na indústria da construção e controle médico de saúde ocupacional.

(51)

Não poderá ser aceito:

a) laudo elaborado por solicitação do próprio segurado, sem o atendimento das condições previstas no item d das condições previstas no item d anteriormente mencionado;

(52)

b) laudo relativo à atividade diversa, salvo quando efetuada no mesmo setor; c) laudo relativo a equipamento ou setor similar;

d) laudo realizado em localidade diversa d) laudo realizado em localidade diversa daquela em que houve o exercício da atividade;

(53)

Agente calor – Decreto 53.831 – código 1.1.1 – 28º C

No presente caso, através de formulário DSS 8030, o autor comprovou devidamente a exposição concomitante aos agentes agressivos “frio e calor”, por trabalhar diante de forno com alimentação à lenha durante a noite. Sendo assim, não se faz necessária a exata menção da temperatura alcançada, como quer o INSS, pois a insalubridade está caracterizada em razão das circunstâncias e época do serviço prestado. (TRF DA 1ª Região APELAÇÃO N.

(54)

2003.01.99.025232-TRF da 3ª Região

De fato, a exposição aos agentes agressivos ruído e calor sempre exigiu a apresentação de laudo, independentemente do período em que independentemente do período em que o labor foi prestado, pois só a medição técnica possui condições de aferir a intensidade da referida exposição.

(55)

Laudo técnico pericial - LTCAT

(entendimento jurisprudencial):

Exigência a partir MP 1.523, de

Exigência a partir MP 1.523, de

11.10.96, convertida na Lei n. 9.528

de 10 de dezembro de 1997 - art.

58, §1º, da Lei n. 8.213/91.

(56)

A necessidade de comprovação da atividade insalubre através de laudo pericial, foi exigida após o advento da Lei 9.528, de 10.12.97, que convalidando os atos praticados com base na Medida Provisória nº 1.523, de 11.10.96, alterou o § 1º, do art. 58, da Lei 8.213/91, passando a exigir a comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos, mediante formulário, na forma estabelecida pelo INSS, emitido pela empresa

(57)

TRF 1ª Região

A necessidade de comprovação da atividade insalubre de engenheiro, através de laudo pericial, foi exigida após o advento da Lei 9.528, de 10.12.97.

(58)

TRF 3ª Região

Pode, em tese, ser considerada especial a atividade desenvolvida até 10.12.1997, mesmo sem a apresentação de laudo técnico, pois em razão da legislação de regência a ser considerada até então, era suficiente para a caracterização da suficiente para a caracterização da denominada atividade especial a apresentação dos informativos SB-40,

(59)

Enunciado n. 20 do CRPS

Salvo em relação ao agente agressivo ruído, não será obrigatória a apresentação de laudo técnico pericial para períodos de atividades anteriores à edição da Medida Provisória n° 1.523 -10, de 11/10/96, facultando-se ao segurado a comprovação facultando-se ao segurado a comprovação de efetiva exposição a agentes agressivos à sua saúde ou integridade física mencionados nos formulários SB-40 ou DSS-8030, mediante o emprego de qualquer meio de prova em direito

(60)

O LTCAT deverá ser assinado por

engenheiro

de

segurança

do

trabalho, com o respectivo número

da Anotação de Responsabilidade

Técnica - ART junto ao Conselho

Técnica - ART junto ao Conselho

Regional

de

Engenharia

e

(61)

TRF da 1ª Região

Oportuno

consignar

que

o

reconhecimento do tempo especial

não pode ser afastado em razão de

os laudos serem extemporâneos

os laudos serem extemporâneos

à prestação do serviço.

(62)

Arthur Bragança

“Sucede

que,

jurisdicionalmente,

através

de

comprovação

por

similaridade, o segurado poderá

requerer que seja realizada perícia

requerer que seja realizada perícia

em local similar ao que havia

(63)

Cooperativa de trabalho e cessão

de mão-de-obra

A cooperativa ou a cedente são

responsáveis pela emissão do PPP

responsáveis pela emissão do PPP

O

LTCAT

será

emitido

pela

empresa contratante dos serviços

do cooperado ou empregado (art.

(64)

No caso dos trabalhadores avulsos,

o responsável pela emissão do PPP

o responsável pela emissão do PPP

é o SINDICATO ou OGMO

(65)

PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário

Mapeamento

atualizado

das

circunstâncias laborais e ambientais

circunstâncias laborais e ambientais

do trabalho, devendo ser elaborado

de

forma

individualizada

para

(66)

Funções do PPP

a) comprovar as condições para

habilitação de benefícios e serviços

previdenciários,

em

especial,

o

previdenciários,

em

especial,

o

(67)

b) prover o trabalhador de meios de

prova produzidos pelo empregador

perante a Previdência Social, a

outros

órgãos

públicos

e

aos

outros

órgãos

públicos

e

aos

sindicatos, de forma a garantir todo

direito decorrente da relação de

trabalho, seja ele individual, ou

difuso e coletivo;

(68)

c) prover a empresa de meios de

prova produzidos em tempo real, de

modo a organizar e a individualizar

as informações contidas em seus

as informações contidas em seus

diversos setores ao longo dos anos,

possibilitando que a empresa evite

(69)

d) possibilitar aos administradores

públicos e privados acessos a

bases de informações fidedignas,

como fonte primária de informação

estatística, para desenvolvimento

estatística, para desenvolvimento

de

vigilância

sanitária

e

epidemiológica,

bem

como

definição de políticas em saúde

coletiva.

(70)

As informações constantes no PPP

são

de

caráter

privativo

do

trabalhador, constituindo crime nos

termos

da

Lei

9.029/1995,

práticas

discriminatórias

práticas

discriminatórias

decorrentes de sua exigibilidade por

(71)

Fornecimento do PPP

A empresa é obrigada a fornecer

uma

cópia

autêntica

deste

documento ao trabalhador quando

documento ao trabalhador quando

da rescisão do contrato de trabalho

– art. 58, §4º, da Lei n. 8.213/91 e

art. 68 §6º do Decreto 3.048/99

(72)

Informações constantes do

PPP

Lotação e atribuição

• Discriminar período, setor, cargo,

função,

CBO

Classificação

função,

CBO

Classificação

Brasileira

de

Ocupações

(73)

Profissiografia

• Descrição das Atividades

• Descrição das Atividades

(74)

Exposição a Fatores de Risco

• Tipo – F: FÍSICO; Q: QUÍMICO; B: BIOLOGICO • Fator de Risco: Exemplo: ruído

(Em se tratando do Tipo "Q", deverá ser informado o nome da substância ativa, não sendo aceitas citações de nomes comerciais)

citações de nomes comerciais)

• Intensidade/Concentração – exemplo: LEQ 86 db (A)

(75)

Exposição a Fatores de Risco

• Facultativamente, também poderão ser indicados os fatores de riscos ergonômicos e mecânicos.

• OBS.: Após a implantação da migração dos • OBS.: Após a implantação da migração dos dados do PPP em meio magnético pela Previdência Social, as informações relativas aos fatores de riscos ergonômicos e mecânicos passarão a ser obrigatórias.

(76)

Riscos ergonômicos

Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia,

(77)

Riscos mecânicos

Ocorrem em função das condições físicas do ambiente de trabalho e tecnologias do ambiente de trabalho e tecnologias impróprias, capazes de colocar em risco a integridade física do trabalhador. Exemplos: ferramentas defeituosas, possibilidade de incêndio ou explosão, iluminação deficiente etc.

(78)

• Técnica utilizada: exemplo: dosimetria.

(Caso o fator de risco não seja passível de mensuração, preencher com NA - Não Aplicável)

• EPC Eficaz (S/N) • EPI Eficaz (S/N)

(79)

CA – CERTIFICADO DE APROVAÇÃO EMITIDO PELO MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO QUANTO AO EPI

CAEPI – Certificado de Aprovação de Equipamento de Proteção Individual

(80)

Nº. do CA

Nº. do

Processo Nº. do CNPJ Razão Social 13 46000.00735 0/2001-97 61.159.844/0 001-74 DURAVEIS EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA EXEMPLOS CA DE PROTETORES AUDITIVOS 269 46016.00097 5/2007-44 33.181.926/0 001-80 AGENA INDUSTRIA DE EQUIPAMENTOS DE PROTECAO LTDA

(81)

Responsável pelos Registros

Ambientais

• Informar NIT

• Registro no Conselho de Classe

• Registro no Conselho de Classe

• Nome do profissional legalmente

(82)

Seção de Resultados de

Monitoração Biológica

• Exames

Médicos

Clínicos

e

Complementares – Quadros I e II

– NR 07.

• Não é preenchido em razão da

• Não é preenchido em razão da

Resolução 1715 de 08/01/2004

(83)

É vedado, portanto, ao médico do trabalho, sob pena de violação do sigilo médico profissional, disponibilizar, à empresa ou ao empregador equiparado à empresa, as informações exigidas na seção III, “SEÇÃO DE RESULTADOS DE MONITORAÇÃO RESULTADOS DE MONITORAÇÃO BIOLÓGICA”, campo 17 e seguintes do PPP. O médico do trabalho fica responsável pelo encaminhamento das informações supradestacadas diretamente à perícia do

(84)
(85)
(86)
(87)
(88)
(89)
(90)
(91)
(92)

Embasamento do PPP

É elaborado de acordo com as

demonstrações

ambientais,

demonstrações

ambientais,

registros

administrativos

e

dos

(93)

Demonstrações ambientais

• I Programa de Prevenção de Riscos Ambientais -PPRA;

• II - Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR; • III - Programa de Condições e Meio Ambiente de

Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT; Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT;

• IV - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO;

• V - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; e

(94)

LTCAT X PPRA

• O LTCAT é um documento que retrata as condições do ambiente de trabalho de acordo com as avaliações dos riscos, concluindo sobre a caracterização da atividade como especial (legislação previdenciária).

• O PPRA, por sua vez, é um programa de ação contínua, não é apenas um documento. O

(95)

Demonstrações ambientais

Os documentos referidos nos incisos I, II,

III e IV poderão ser aceitos pelo INSS

desde que contenham os elementos

informativos

básicos

constitutivos

do

informativos

básicos

constitutivos

do

LTCAT.

Fundamento:

Art.

254,

parágrafo

segundo, da IN n. 45 de 2010.

(96)

Demonstrações ambientais

a) serão atualizados pelo menos uma

vez ao ano, quando da avaliação

global, ou sempre que ocorrer qualquer

alteração no ambiente de trabalho ou

(97)

Demonstrações ambientais

b)

emitidos

em

data

anterior

ou

posterior ao exercício da atividade do

segurado, poderão ser aceitos para

garantir

direito

relativo

ao

garantir

direito

relativo

ao

enquadramento de tempo especial,

após avaliação por parte do INSS.

(98)

Esclarecimentos à empresa

Art. 265. Existindo dúvidas com relação à atividade exercida ou com relação à efetiva exposição a agentes nocivos, de modo habitual e permanente, não ocasional nem intermitente, a partir das informações contidas no PPP e no LTCAT, quando estes forem exigidos, e se for o caso, nos antigos formulários exigidos, e se for o caso, nos antigos formulários mencionados no art. 258, quando esses forem apresentados pelo segurado, poderá ser solicitado pelo servidor do INSS esclarecimentos à empresa,

(99)

A empresa deverá apresentar, sempre

que

solicitadas

pelo

INSS,

as

demonstrações ambientais, para fins

de verificação das informações. Essas

demonstrações, em especial o LTCAT,

deverão embasar a expedição tambem

da GFIP – GUIA DE RECOLHIMENTO

DO

FGTS

E

INFORMAÇÕES

À

(100)

Avaliação/inspeção in loco

Art. 262 (...)

§ 3º Quando for constatada divergência entre os registros constantes na CTPS ou CP e no formulário legalmente previsto para reconhecimento de períodos alegados como reconhecimento de períodos alegados como especiais, esta deverá ser esclarecida, por diligência prévia na empresa, a fim de verificar a evolução profissional do segurado, bem como os

(101)

§ 4º Em caso de divergência entre o formulário legalmente previsto para reconhecimento de períodos alegados como especiais e o CNIS ou entre estes e outros documentos ou evidências, o INSS deverá analisar a questão no processo administrativo, com adoção das medidas administrativo, com adoção das medidas necessárias.

§ 5º Serão consideradas evidências, de que trata o § 4º deste artigo, entre outros, os indicadores

epidemiológicos dos benefícios

previdenciários cuja etiologia esteja relacionada com os agentes nocivos.

(102)

TRF DA 1ª REGIÃO

A autarquia previdenciária não produziu qualquer contraprova capaz de abalar a

Alegação de irregularidade

qualquer contraprova capaz de abalar a autenticidade de referidos documentos, os quais possuem inteira credibilidade,

(103)

Portanto, não há razão alguma para que os formulários e laudos técnicos periciais não sejam aceitos, especialmente considerando que o INSS nunca foi impedido de examinar esses impedido de examinar esses documentos, bem como o local onde é desenvolvido o trabalho nocivo, visando à apuração de irregularidades ou fraudes no seu preenchimento.

(104)

Art. 255. As informações constantes no CNIS serão observadas para fins do

CNIS – CADASTRO NACIONAL DE

INFORMAÇÕES SOCIAIS

CNIS serão observadas para fins do reconhecimento do direito à aposentadoria especial (IN n. 45 de 2010 do INSS)

(105)

Procedimentos técnicos de

levantamento ambiental

levantamento ambiental

(106)

Os procedimentos técnicos de levantamento ambiental, ressalvada disposição em contrário, deverão considerar:

a) a metodologia e os procedimentos de avaliação dos agentes nocivos estabelecidos pelas Normas de Higiene

(107)

b) os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR) nº 15 do MTE.

Para o agente químico benzeno, também deverão ser observados a metodologia e os procedimentos de avaliação, dispostos nas Instruções Normativas MTE/SSST nº 01 e 02, de 20 de dezembro de 1995.

(108)

As metodologias e os procedimentos

de avaliação que foram alterados pela

Instrução Normativa INSS nº 45/2010

somente

serão

exigidos

para

as

avaliações realizadas a partir de 1º de

avaliações realizadas a partir de 1º de

janeiro de 2004, sendo facultado à

empresa a sua utilização antes desta

(109)

Informações falsas

Informações falsas

(110)

• Crime

de

falsificação

de

documento público – art. 297 do

Código Penal.

Código Penal.

• Informações de caráter privativo

do trabalhador – sigilo. Somente

(111)

Penalidade – Multas

Penalidade – Multas

(112)

Lei n. 8.213/91

Art. 58. (...)

§ 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à

(113)

A

empresa

que

deixar

a

empresa de elaborar e manter

atualizado PPP abrangendo as

atividades desenvolvidas pelo

trabalhador e de fornecer a

trabalhador e de fornecer a

este, quando da rescisão do

contrato

de

trabalho,

cópia

autêntica

deste

documento

(114)

Referida multa varia, conforme

a gravidade da infração, de R$

1.524,43 (um mil quinhentos e

vinte e quatro reais e quarenta e

três centavos) a R$ 152.441,63

três centavos) a R$ 152.441,63

(cento e cinquenta e dois mil

(115)

Ação judicial perante a

Justiça do Trabalho

(116)

Neste caso, pode ser mais

conveniente

buscar

um

provimento

na

Justiça

do

Trabalho

para

determinar

à

empresa a expedição do PPP.

empresa a expedição do PPP.

Não

incide

prescrição

na

(117)

Precedente jurisprudencial

“Não há prescrição a ser declarada diante do pedido de reconhecimento do exercício de atividade periculosa no intuito de preenchimento do documento Perfil Profissiográfico Previdenciário -PPP, tendo em vista o seu caráter PPP, tendo em vista o seu caráter meramente declaratório para fins de prova junto à Previdência Social, exatamente como previsto no parágrafo único do artigo 11 da CLT" (TRT 3ª Região - Processo no.

(118)

00837-2007-016-“Nos termos do parágrafo 1o. do artigo 11 da CLT, não se aplica a prescrição às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social. Do termo "anotações" é de se interpretar que compreende não apenas as anotações da CTPS, mas também todas às que se refiram à Previdência Oficial, e dentre elas, refiram à Previdência Oficial, e dentre elas, o disposto na Lei 8213/91, referente ao formulário PPP, contendo a descrição das atividades desenvolvidas, bem como as

(119)

TRF DA 1ª REGIÃO

A existência laudo técnico pericial extraído de Reclamatória trabalhista movida pelo trabalhador contra a ex-empregadora, comprovando o trabalho exposto a tensão comprovando o trabalho exposto a tensão elétrica equivalente a 13.800 volts, confere ao segurado o direito de ter contado como especial o tempo de serviço de 10.12.97 a 14.11.01.

(AC - APELAÇÃO CIVEL – 200738000145891)

(120)

Também

em

caso

de

informações incorretas lançadas

no PPP é importante buscar

no PPP é importante buscar

inicialmente

a

correção

das

mesmas na Justiça do Trabalho.

(121)

Equipamento de Proteção

Equipamento de Proteção

(122)

Somente será considerada a adoção de Equipamento de Proteção Individual (EPI) em demonstrações ambientais emitidas a partir de 3 de dezembro de 1998, e desde que comprovadamente elimine ou neutralize a nocividade e elimine ou neutralize a nocividade e seja respeitado o disposto na NR-06 do MTE, havendo ainda necessidade de

(123)

a) a seguinte hierarquia: medidas de proteção coletiva, medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho e utilização de EPI, nesta ordem, admitindo-se a utilização de EPI somente em situações de inviabilidade somente em situações de inviabilidade técnica, insuficiência ou interinidade à implementação do EPC ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial;

(124)

Estudo da UFSC - RUÍDO

proteção individual do operador (menos aconselhável)

- solução paliativa;

- deve ser adequado ao trabalhador (são - deve ser adequado ao trabalhador (são geralmente pouco confortáveis);

(125)

b) das condições de funcionamento e do uso ininterrupto do EPI ao longo do tempo, conforme especificação técnica do fabricante, ajustada às condições de campo;

c) do prazo de validade, conforme Certificado de Aprovação do MTE;

(126)

d)

da

periodicidade

de

troca

definida

pelos

programas

ambientais, comprovada mediante

recibo assinado pelo usuário em

recibo assinado pelo usuário em

época própria;

(127)

Fundamentação:

art.

238

da

Instrução

Normativa

INSS

45/2010; item 9.3.5.4 da NR-09;

Instrução Normativa MTE/SSST nº

Instrução Normativa MTE/SSST nº

01/1995;

Instrução

Normativa

(128)

Deve constar no laudo técnico

informação sobre a existência do

EPI

ou

EPC

que

promova

a

diminuição

da

intensidade

do

diminuição

da

intensidade

do

agente

agressivo

a

limites

de

(129)

Lei n. 8.213/91

Art. 58 (...)

§ 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre a existência de informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo.

(130)

Equipamento de Proteção Individual ou Coletiva

Exigência

constante

da

Lei

n.

Exigência

constante

da

Lei

n.

(131)

Mesmo que constar a informação

de que o EPI atuou como fator

redutor da intensidade dos agentes

agressivos não elide o direito à

agressivos não elide o direito à

aposentadoria especial antes do

mencionado diploma legal.

(132)

A

razão

da

aposentadoria

especial é a existência de um

ambiente insalubre e não o

efetivo

dano

à

saúde

do

trabalhador (presunção de dano

trabalhador (presunção de dano

e perda da capacidade laboral).

Não se pode confundir com a

(133)

Arthur Bragança

“A demonstração da concreta incapacidade laboral, em se tratando de aposentadoria especial, é desnecessária aposentadoria especial, é desnecessária à percepção do benefício, pois, ocorrida a hipótese de incidência, a incapacidade para o trabalho é legalmente presumida.”

(134)

“No que diz respeito à utilização de equipamento de proteção individual, ele tem a finalidade de resguardar a saúde do trabalhador, para que não sofra lesões, não podendo descaracterizar a situação de insalubridade.”

(135)

Equipamento de Proteção Individual ou Coletiva

A simples informação do uso do EPI não pode presumir que o mesmo foi eficaz pode presumir que o mesmo foi eficaz para neutralizar a insalubridade.

A afirmação deveria ser específica e fundamentada e não genérica.

(136)

TRF da 1ª Região

O fornecimento de equipamentos de proteção individual - EPI ao empregado não é suficiente para afastar o caráter insalubre da prestação do trabalho, tendo em vista que o uso de tais tendo em vista que o uso de tais equipamentos pode atenuar o ruído, mas não afastar o enquadramento da

(137)

STJ

O fato de a empresa fornecer ao empregado o Equipamento de Proteção Individual – EPI, ainda que tal equipamento seja devidamente utilizado, equipamento seja devidamente utilizado, não afasta, de per se, o direito ao benefício da aposentadoria com a contagem de tempo especial, devendo cada caso ser apreciado em suas particularidades.

(138)

Súmula n. 9 da Turma Nacional

de Uniformização de

Jurisprudência

“O

uso

de

Equipamento

de

Proteção Individual (EPI), ainda

que elimine a insalubridade, no

(139)

Enunciado 21 do CRPS

O

simples

fornecimento

de

equipamento

de

proteção

individual

de

trabalho

pelo

empregador não exclui a hipótese

de exposição do trabalhador aos

agentes

nocivos

à

saúde,

devendo ser considerado todo o

(140)

Súmula 289 do TST ao mencionar

que o simples fornecimento do

aparelho

de

proteção

pelo

empregador não o desobriga do

pagamento

do

adicional

de

insalubridade, cabendo a ele tomar

insalubridade, cabendo a ele tomar

as

medidas

que

conduzam

à

(141)

Exposição a agentes como

organismos vivos

A execução dessas tarefas com o uso de equipamento de proteção (EPI) não é suficiente para suprimir o fator insalubridade pela exposição a agentes biológicos, pois pela exposição a agentes biológicos, pois apenas uma única exposição já coloca em risco a saúde do trabalhador, visto que esses agentes são organismos vivos que se disseminam com extrema facilidade.

(142)

Conversão de tempo

especial em comum

especial em comum

(143)

Previsão constante do §5º do art.

57 da Lei n. 8.213/91

Somente quando o segurado não

completa todo o tempo na atividade

especial.

(144)

Lei n. 8.213/91 Art. 57 (...)

§ 5º O tempo de trabalho exercido sob condições especiais que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde ou à ser consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física será somado, após a respectiva conversão ao tempo de trabalho

(145)

Tempo de

Atividade a ser Convertido

Para 15 Para 20 Para 25 Para 30 Para 35

Tabela de Conversão de Atividade Especial

Fundamentação: art. 70 do Decreto nº 3.048/1999; arts. 267 e 268 da Instrução Normativa INSS nº

45/2010.

De 15 anos 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33 De 20 anos 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75

(146)

Medida Provisória nº 1.663-10, de

28.05.1998, proibiu a conversão do

tempo especial em comum.

Entretanto, ao ser convertida na Lei

Entretanto, ao ser convertida na Lei

n.

9.711,

de

20.11.1998,

foi

(147)

Decreto 3.048/99

Com a nova redação dada pelo

Decreto n. 4.827/03 o art. 70 do

RPS

prevê

a

possibilidade

de

conversão, sem qualquer limitação

conversão, sem qualquer limitação

temporal, sendo também aceito

pelo INSS.

(148)

Decreto 3.048/99

Art. 70 (...)

§2º As regras de conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum constantes tempo de atividade comum constantes deste artigo aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer período.

(149)

TRF da 1ª Região

Admite-se a conversão do tempo de

serviço, para fins de aposentadoria

comum, mesmo após maio de

1998, em razão do advento do

1998, em razão do advento do

Decreto 4.827/03, que alterou a

redação do art. 70, § 2º, do

Regulamento

da

Previdência

(150)

TRF da 1ª Região

O trabalhador que tenha exercido atividades em condições especiais, mesmo que posteriores à EC 20/98, possui direito à conversão do tempo de possui direito à conversão do tempo de serviço, de forma majorada, para fins de aposentadoria comum.

(151)

Na vigência da Lei 6.887/80,

os

Decretos

83.080/79

e

87.374/82

não

faziam

87.374/82

não

faziam

distinção

entre

o

índice

adotado para segurados do

sexo masculino e feminino.

(152)

Por sua vez, a Lei 8.213/91

trouxe nova disciplina para a

aposentadoria por tempo de

aposentadoria por tempo de

serviço,

prevendo

tempo

(153)

O Decreto 357/91, em seu art. 64, manteve o índice de 1,2 para o tempo de serviço especial de 25 anos para a concessão de aposentadoria especial e concessão de aposentadoria especial e o tempo de serviço comum de 30 anos para mulher. Já para o tempo de serviço comum de 35 anos para o homem, estabeleceu o multiplicador em 1,4.

(154)

No presente caso, a atividade profissional desenvolvida pelo segurado (operador de máquina injetora, com exposição a ruído elevado) garante a concessão de aposentadoria especial com tempo de serviço de 25 anos, motivo pelo qual para a conversão motivo pelo qual para a conversão desse período, para fins de concessão de aposentadoria ao segurado do sexo

(155)

Tempo especial para tempo

Tempo especial para tempo

(156)

Decreto 3.048/99

Art.66. Para o segurado que houver exercido sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo mínimo exigido para a aposentadoria especial, os

(157)

TEMPO A CONVERTER MULTIPLICADORES

PARA 15 PARA 20 PARA 25 DE 15 ANOS - 1,33 1,67 DE 20 ANOS 0,75 - 1,25 DE 25 ANOS 0,60 0,80

(158)

-Conversão de tempo comum em

especial

(159)

TRF da 4ª Região

É devida a conversão do tempo

comum em especial se, à data em

que prestada a atividade, não

que prestada a atividade, não

havia a vedação trazida pela Lei

nº 9.032, de 28-04-1995.

(160)

TRF da 4ª Região

No

mesmo

sentido:

TRF4,

No

mesmo

sentido:

TRF4,

APELREEX 2009.70.01.002087-6 e

PELREEX 2008.70.09.002222-2

(161)

Arthur Bragança

“Entretanto, com base nos institutos constitucionais do direito adquirido e do ato jurídico perfeito, as atividades ato jurídico perfeito, as atividades comuns desenvolvidas antes da vigência da Lei n. 9.032/95 poderão sofrer a conversão para especial, obedecendo a tabela do art. 64 do Decreto 611/92” (p. 182)

(162)

Art. 64 do Decreto 611/92

Atividade a Converter

Multiplicadores

Para 15 Para 20 Para 25 Para 30 (Mulher)

Para 35 (Homem)

De 15 Anos 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33

(163)

Exemplos de contagem de

tempo com períodos especias

tempo com períodos especias

(164)

Exemplo 01

01/01/1982 a 01/01/1990 - especial

02/02/1992 a 01/01/1994 - comum

02/02/1992 a 01/01/1994 - comum

30/04/1995 a 10/09/2011 - especial

(165)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 1.00 8 0 1 8 0 1 E

Gênero masculino

02/02/1992 01/01/1994 0.71 1 11 0 1 4 10 C

30/04/1995 10/09/2011 1.00 16 4 10 16 4 10 C

Tempo total de contribuição até a data fim do último período

(166)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 1.00 8 0 1 8 0 1 E

Gênero feminino

02/02/1992 01/01/1994 0.83 1 11 0 1 7 3 C

(167)

Exemplo 02

01/01/1985 a 01/01/1996 - especial

02/01/1996 a 29/04/1999 - comum

02/01/1996 a 29/04/1999 - comum

30/04/1999 a 10/09/2011 - especial

(168)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1985 01/01/1996 1.00 11 0 1 11 0 1 E

Gênero masculino/feminino

(169)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1985 01/01/1996 1.40 11 0 1 15 4 25 E

Gênero masculino

02/01/1996 29/04/1999 1.00 3 3 28 3 3 28 C

30/04/1999 10/09/2011 1.40 12 4 10 17 3 20 E

Tempo total de contribuição até a data fim do último período

(170)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1985 01/01/1996 1.20 11 0 1 13 2 13 E

Gênero feminino

02/01/1996 29/04/1999 1.00 3 3 28 3 3 28 C

(171)

Exemplo 03

01/01/1975 a 01/01/1990 - especial

02/02/1992 a 01/01/1994

-jornalista

jornalista

30/04/1995 a 10/09/2011 – comum

(172)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1975 01/01/1990 1.40 15 0 1 21 0 1 E

Gênero masculino

02/02/1992 01/01/1994 1,17 1 11 0 2 2 27 E

(173)

Exemplo 04

01/01/1982 a 01/01/1990 –

especial – 20 ANOS

02/02/1992 a 01/01/1994

-especial – 15 anos

30/04/1995 a 10/09/2000 –

(174)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 1.25 8 0 1 10 0 1 E

Gênero masculino/feminino

02/02/1992 01/01/1994 1,67 1 11 0 3 2 12 E

(175)

Exemplo 05

01/01/1982 a 01/01/1990 –

especial – 15 ANOS

02/02/1992 a 01/01/1994

-especial – 25 anos

30/04/1995 a 10/09/2000 – comum

(176)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 2,33 8 0 1 18 7 23 E

Gênero masculino

02/02/1992 01/01/1994 1,40 1 11 0 2 8 6 E

(177)

Início Fim Fator

Mult.

Tempo de

Contribuição Contribuição validada An

os

Mese

s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 2,0 8 0 1 16 0 2 E

Gênero feminino

02/02/1992 01/01/1994 1,20 1 11 0 2 3 18 E

30/04/1995 10/09/2011 1.00 16 4 10 16 4 10 C

Tempo total de contribuição até a data fim do último período

(178)

Períodos nos quais não há

exposição ao agente, mas

exposição ao agente, mas

computam-se como

especiais

(179)

Decreto 3.048/99

Art. 65 (...)

Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento inclusive férias, aos de afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem como aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercendo atividade considerada

(180)

Os períodos de descanso são

considerados

tempo

de

serviço

para todos os efeitos legais.

para todos os efeitos legais.

(181)

Os períodos de afastamento não

acidentários não serão computados

como períodos especiais.

Art. 259, parágrafo único, da IN n.

Art. 259, parágrafo único, da IN n.

45 de 2010 do INSS

(182)

Restrição somente veiculada após

o Decreto 2.172/97, de modo que o

período anterior é inequivocamente

computado como tempo especial.

(183)

Lei n. 8.213 de 1991

Art. 55 (...)

(b)

II - o tempo intercalado em que

II - o tempo intercalado em que

esteve em gozo de auxílio-doença

ou aposentadoria por invalidez;

(184)

TRF da 4ª Região

No caso, verifica-se que o autor, em

data anterior ao início do benefício de

auxílio-doença,

exercia

atividades

enquadradas na legislação vigente na

enquadradas na legislação vigente na

época como insalubres, conforme

(185)

TRF da 4ª Região

Assim, se no período imediatamente

anterior ao gozo do benefício de

auxílio-doença, o requerente estava no

exercício

de

atividade

enquadrada

exercício

de

atividade

enquadrada

como

especial,

o

período

de

afastamento

deve

ser

considerado

como

tempo

especial.

(186)
(187)

A redução de jornada de trabalho

por acordo, convenção coletiva de

trabalho ou sentença normativa não

descaracteriza a atividade exercida

descaracteriza a atividade exercida

em condições especiais.

Fundamentação:

art.

261

da

(188)
(189)

O direito à aposentadoria especial

não fica prejudicado na hipótese de

exercício de atividade em mais de

um vínculo, com tempo de trabalho

concomitante (comum e especial),

concomitante (comum e especial),

desde que constatada a nocividade

do agente e a permanência em,

pelo menos, um dos vínculos (art.

260 da IN n. 45/2010).

(190)

Na

hipótese

de

atividades

concomitantes

sob

condições

especiais, no mesmo ou em outro

vínculo

empregatício,

será

vínculo

empregatício,

será

considerada

aquela

que

exigir

(191)

Cálculo do valor da

Cálculo do valor da

(192)

Salário-de-benefício

Média aritmética simples correspondente a 80% do período contributivo dos maiores contributivo dos maiores salários-de-contribuição a partir de julho de 1994.

(193)

Renda mensal inicial - RMI

Coeficiente de cálculo: 100% do Coeficiente de cálculo: 100% do salário-de-benefício – §1º do art. 57 da Lei n. 8.213/91.

Referências

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