Aposentadoria Especial
Professor Roberto de Carvalho
Professor Roberto de Carvalho
Santos
Discussão quanto à natureza
Discussão quanto à natureza
Discussão quanto à natureza
Discussão quanto à natureza
do enquadramento nos
do enquadramento nos
do enquadramento nos
do enquadramento nos
decretos
decretos
decretos
decretos
decretos
decretos
decretos
decretos
O item 01 do Anexo IV do Decreto
30.48/99 estabelece que o rol de
agentes
nocivos
é
exaustivo,
agentes
nocivos
é
exaustivo,
enquanto
que
as
atividades
listadas, nas quais pode haver a
exposição, é exemplificativa.
Súmula 198 extinto do Tribunal
Federal de Recursos
“Atendidos os demais requisitos, é
devida a aposentadoria especial se
perícia judicial constata que a
perícia judicial constata que a
atividade exercida pelo segurado é
perigosa,
insalubre
ou
penosa,
STJ
É assente na jurisprudência deste Superior Tribunal ser devida a concessão de aposentadoria especial quando a perícia médica constata a insalubridade da atividade desenvolvida pela parte segurada, mesmo que não inscrita no Regulamento da Previdência Social (verbete sumular nº 198 do extinto TFR), porque as atividades ali relacionadas são meramente exemplificativas.
STJ
In
casu,
o
laudo
técnico
para
aposentadoria
especial
foi
devidamente subscrito por engenheiro
de segurança do trabalho e por técnico
de segurança do trabalho e por técnico
de segurança do trabalho, o que
dispensa a exigibilidade de perícia
STJ
A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de que o rol de atividades consideradas insalubres, perigosas ou penosas é exemplificativo, perigosas ou penosas é exemplificativo, pelo que, a ausência do enquadramento da atividade desempenhada não inviabiliza a sua consideração para fins de concessão de aposentadoria.
STJ
Este Superior Tribunal de Justiça possui entendimento no sentido da impossibilidade de enquadramento como insalubres ou perigosas, de outras atividades, ainda que anteriores à Lei 9.032/95, as quais não anteriores à Lei 9.032/95, as quais não constem do rol de profissões dos Decretos 53.831/64 e 83.080/79, exceção feita
Aplicação da legislação
trabalhista
Art. 58 da Lei n. 8.213/91
§ 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social -INSS, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do
Decreto 3.048/99
Art. 68 (...)
§ 11. As avaliações ambientais deverão considerar a classificação dos agentes nocivos e os limites de tolerância nocivos e os limites de tolerância estabelecidos pela legislação trabalhista, bem como a metodologia e os procedimentos de avaliação estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho
-Norma Regulamentadora-15 da
Portaria n. 3.214/78 do Ministério
Portaria n. 3.214/78 do Ministério
do Trabalho e Emprego
TRF DA 2ª REGIÃO
A atividade insalubre ressai-se, de forma contundente, do laudo pericial conclusivo no sentido da exposição a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância previsto na NR-15 da Portaria 3.214/78 do previsto na NR-15 da Portaria 3.214/78 do MTE, consoante exigido pela lei (art. 189 e 195 da CLT), sendo prescindível para caracterização da insalubridade que no laudo conste expressamente que a atividade é insalubre. AMS
TRF DA 3ª REGIÃO
“Deve ser tida por prejudicial a exposição a ruídos acima de 85 decibéis a partir de 05.03.1997, tendo em vista o advento do Decreto 4.827/2003, que reduziu o nível máximo de tolerância ao ruído àquele patamar, interpretação mais benéfica e patamar, interpretação mais benéfica e condizente com os critérios técnicos voltados à segurança do trabalhador previsto na
Decreto 3.048/99
Art. 68 (...)
§
1º
As
dúvidas
sobre
o
enquadramento dos agentes de que
trata o caput, para efeito do disposto
nesta Subseção, serão resolvidas pelo
Ministério do Trabalho e Emprego e
pelo
Ministério
da
Previdência
e
Decreto 3.048/99
Art. 68 (...)
§ 7
oO laudo técnico de que tratam os
§§ 2º e 3
odeverá ser elaborado com
observância das normas editadas pelo
Ministério do Trabalho e Emprego e
Adicional de
insalubridade/periculosidade –
insalubridade/periculosidade –
influência na aposentadoria
especial
O empregado receberá, além do
salário
normal,
um
adicional
correspondente
à
insalubridade,
Adicional de Insalubridade
correspondente
à
insalubridade,
calculado em 40%, 20% ou 10%
sobre o salário mínimo da região,
Para inflamáveis e explosivos: 30%
sobre o salário básico, excluídas
gratificações,
prêmios
e
participação nos lucros;
Adicional de Periculosidade
participação nos lucros;
Para eletricidade, de 30% sobre o
salário
recebido,
no
caso
de
permanência habitual em área de
risco, desde que a exposição não
O trabalhador não pode receber os
O trabalhador não pode receber os
dois adicionais simultaneamente,
Adicional de insalubridade
A
extinção
do
pagamento
do
adicional
de
insalubridade
nos
termos do art. 248, V, da IN n. 45
termos do art. 248, V, da IN n. 45
de
2010
é
relevante
para
caracterizar
a
alteração
no
ambiente de trabalho.
O
fato
de
perceber
adicional
de
periculosidade, por si só, não basta ao
êxito da prédica, eis que referida
vantagem foi estendida a todos os
TRF-2ª Região
vantagem foi estendida a todos os
funcionários
contratados
pela
O trabalho executado, em caráter
intermitente, em condições insalubres,
ENUNCIADO 47 DO TST
não afasta, só por essa circunstância,
o direito à percepção do respectivo
adicional.
A
simples
constatação
de
percebimento
do
adicional
de
insalubridade não demonstra a efetiva
exposição do requerente a agentes
TRF-3ª Região
exposição do requerente a agentes
agressivos
em
seu
ambiente
de
A ausência do formulário de atividade especial DSS8030 (antigo SB-40), resolve-se pelo contrato de trabalho, na função de técnica de enfermagem, em carteira profissional apresentada em audiência,
TRF-3ª Região
profissional apresentada em audiência, junto à Santa Casa de Misericórdia de Pontal, aliados aos comprovantes de recebimento de adicional de insalubridade que integravam o salário da parte autora, no cargo de auxiliar de
A fruição do adicional de periculosidade e insalubridade não constitui elemento para fins de comprovação da atividade especial porque são distintos os pressupostos para tal pagamento e para a concessão de
TRF-2ª Região
pagamento e para a concessão de aposentadoria especial, podendo apenas servir, para fins previdenciários, como indício de que o trabalhador esteve exposto
Habitualidade e permanência
Habitualidade e permanência
Habitualidade e permanência
Habitualidade e permanência
na exposição ao agente
na exposição ao agente
na exposição ao agente
na exposição ao agente
na exposição ao agente
na exposição ao agente
na exposição ao agente
na exposição ao agente
nocivo
nocivo
nocivo
nocivo
Exposição ao agente nocivo de
forma habitual e permanente, não
ocasional nem intermitente.
Exigência introduzida pela Lei
Lei
Lei
Lei nnnn....
9999....032
032
032
032,,,, de
de
de 28
de
28
28
28....04
04
04
04....1995
1995
1995
1995 – art. 57, §3º
Conceito de exposição permanente – Decreto 3.048/99
Art. 65. Considera-se trabalho permanente, para efeito desta Subseção, aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do
TRF DA 4ª REGIÃO
AGENTES BIOLÓGICOS. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE. DENTISTA
A exposição a agentes biológicos não A exposição a agentes biológicos não precisa ser permanente para caracterizar a insalubridade do labor, sendo possível a conversão do tempo
Fabio Zambitte
“Naturalmente, o tempo de exposição será importante para observar o grau de nocividade do agente - a identificação da atividade como nociva dependerá da relação de intensidade do agente com o relação de intensidade do agente com o tempo total da exposição - quanto maior a concentração do agente nocivo, menor o tempo necessário de exposição, e vice-versa."
Athur Bragança “Por
“Por “Por
“Por conseguinte,conseguinte,conseguinte,conseguinte, aaaa expressãoexpressãoexpressãoexpressão exposição
exposição exposição
exposição permanente,permanente,permanente,permanente, nãonãonãonão ocasionalocasionalocasionalocasional nem
nem nem
nem intermitenteintermitenteintermitenteintermitente devedevedevedeve serserser entendidaser entendidaentendidaentendida como
como como
como tempotempotempotempo dededede exposiçãoexposiçãoexposiçãoexposição aoaoaoao agenteagenteagenteagente nocivo
nocivo nocivo
nocivo capazcapazcapaz decapaz dedede imporimporimporimpor àààà atividadeatividadeatividade ooooatividade nocivo
nocivo nocivo
nocivo capazcapazcapaz decapaz dedede imporimporimporimpor àààà atividadeatividadeatividade ooooatividade caráter
caráter caráter
caráter dededede nocivanocivanocivanociva àààà saúdesaúdesaúde humanasaúde humanahumanahumana.... Necessariamente,
Necessariamente, Necessariamente,
O potencial de danos a audição de um dado ruído depende não somente de seu nível, mas também de sua duração seu nível, mas também de sua duração de tempo. Uma exposição de um minuto a 100 dB(A) não é tão prejudicial quanto um exposição de 60 minutos a 90 dB(A).
STJ
O tempo de trabalho permanente a
que se refere o parágrafo 3º do artigo
57 da Lei nº 8.213/91 é aquele
continuado,
não
o
eventual
ou
continuado,
não
o
eventual
ou
intermitente, não implicando, por
óbvio,
obrigatoriamente,
que
o
Atividades de supervisão
Não quebra a permanência o exercício de função de supervisão, controle ou comando em geral desde que seja comando em geral desde que seja exclusivamente em ambientes de trabalho cuja nocividade tenha sido constatada (art. 264, I, da IN 45 de 2010 do INSS).
Tempo de serviço prestado antes
da vigência da Lei n. 9.032
(28.04.95).
Entendimento de que não se pode
Entendimento de que não se pode
exigir
a
habitualidade
e
STJ
Considerando-se
a
legislação
vigente à época em que o serviço
foi prestado, não se pode exigir a
comprovação à exposição a agente
comprovação à exposição a agente
insalubre de forma permanente,
não ocasional nem intermitente,
uma vez que tal exigência somente
foi introduzida pela Lei nº 9.032/95.
TRF da 3ª Região
A necessidade de comprovação de trabalho "não ocasional nem intermitente, em condições especiais" passou a ser exigida apenas a partir de passou a ser exigida apenas a partir de 29/4/1995, data em que foi publicada a Lei 9.032/95, que alterou a redação do Art. 57, § 3º, da Lei 8.213/91, não
Instrumentos probatórios
para a comprovação da
para a comprovação da
Compente
ao
segurado
comprovar, perante o INSS,a
efetiva exposição aos agentes
nocivos na forma da legislaçãp
nocivos na forma da legislaçãp
vigente à época do exercício
da atividade profissional.
Instrumentos probatórios
a) até 28 de abril de 1995 - será exigido do segurado o formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais (SB-40, em condições especiais (SB-40, DSS-8030, DISES-BE 5235 ou DIRBEN 8030) e a Carteira de Profissional (CP) ou a carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), bem como, para o
b) entre 29 de abril de 1995 a 13 de outubro de 1996 - será exigido do segurado formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais, bem como, para o agente físico ruído, LTCAT ou demais demonstrações ambientais;
c) entre 14 de outubro de 1996 a 31 de dezembro de 2003 - será exigido do segurado formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais, bem como LTCAT, qualquer especiais, bem como LTCAT, qualquer que seja o agente nocivo;
d) a partir de 1º de janeiro de 2004 - o único documento será o PPP.
A empresa deverá ter o LTCAT, devendo A empresa deverá ter o LTCAT, devendo manter arquivado em suas dependências, podendo ser o mesmo
De acordo com a Instrução Normativa/INSS/DC nº 99 de 05/12/2003, após a implantação do PPP em meio magnético, pela Previdência Social, esse documento será exigido para todos os segurados, independentemente do ramo de atividade da empresa e da exposição a agentes nocivos.
Até esta data, o PPP somente é exigido para os trabalhadores expostos a
IN 45 de 2010 do INSS
Art. 258 (...)
Parágrafo único. Para as atividades
exercidas até 31 de dezembro de
2003, serão aceitos os antigos
2003, serão aceitos os antigos
formulários, desde que emitidos
Desde que contenham os elementos informativos básicos constitutivos do LTCAT poderão ser aceitos os seguintes documentos:
a) laudos técnico-periciais emitidos por a) laudos técnico-periciais emitidos por determinação da Justiça do Trabalho, em ações trabalhistas, acordos ou dissídios coletivos;
b) laudos emitidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO);
c) laudos emitidos por órgãos do MTE; c) laudos emitidos por órgãos do MTE;
d.1) autorização escrita da empresa para efetuar o levantamento, quando o responsável técnico não for seu empregado;
d.2) cópia do documento de habilitação profissional do engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, indicando sua trabalho ou médico do trabalho, indicando sua especialidade;
d.3) nome e identificação do acompanhante da empresa, quando o responsável técnico não for seu empregado;
e) os programas de prevenção de riscos ambientais, de gerenciamento de riscos, de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e trabalho na indústria da construção e controle médico de saúde ocupacional.
Não poderá ser aceito:
a) laudo elaborado por solicitação do próprio segurado, sem o atendimento das condições previstas no item d das condições previstas no item d anteriormente mencionado;
b) laudo relativo à atividade diversa, salvo quando efetuada no mesmo setor; c) laudo relativo a equipamento ou setor similar;
d) laudo realizado em localidade diversa d) laudo realizado em localidade diversa daquela em que houve o exercício da atividade;
Agente calor – Decreto 53.831 – código 1.1.1 – 28º C
No presente caso, através de formulário DSS 8030, o autor comprovou devidamente a exposição concomitante aos agentes agressivos “frio e calor”, por trabalhar diante de forno com alimentação à lenha durante a noite. Sendo assim, não se faz necessária a exata menção da temperatura alcançada, como quer o INSS, pois a insalubridade está caracterizada em razão das circunstâncias e época do serviço prestado. (TRF DA 1ª Região APELAÇÃO N.
2003.01.99.025232-TRF da 3ª Região
De fato, a exposição aos agentes agressivos ruído e calor sempre exigiu a apresentação de laudo, independentemente do período em que independentemente do período em que o labor foi prestado, pois só a medição técnica possui condições de aferir a intensidade da referida exposição.
Laudo técnico pericial - LTCAT
(entendimento jurisprudencial):
Exigência a partir MP 1.523, de
Exigência a partir MP 1.523, de
11.10.96, convertida na Lei n. 9.528
de 10 de dezembro de 1997 - art.
58, §1º, da Lei n. 8.213/91.
A necessidade de comprovação da atividade insalubre através de laudo pericial, foi exigida após o advento da Lei 9.528, de 10.12.97, que convalidando os atos praticados com base na Medida Provisória nº 1.523, de 11.10.96, alterou o § 1º, do art. 58, da Lei 8.213/91, passando a exigir a comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos, mediante formulário, na forma estabelecida pelo INSS, emitido pela empresa
TRF 1ª Região
A necessidade de comprovação da atividade insalubre de engenheiro, através de laudo pericial, foi exigida após o advento da Lei 9.528, de 10.12.97.
TRF 3ª Região
Pode, em tese, ser considerada especial a atividade desenvolvida até 10.12.1997, mesmo sem a apresentação de laudo técnico, pois em razão da legislação de regência a ser considerada até então, era suficiente para a caracterização da suficiente para a caracterização da denominada atividade especial a apresentação dos informativos SB-40,
Enunciado n. 20 do CRPS
Salvo em relação ao agente agressivo ruído, não será obrigatória a apresentação de laudo técnico pericial para períodos de atividades anteriores à edição da Medida Provisória n° 1.523 -10, de 11/10/96, facultando-se ao segurado a comprovação facultando-se ao segurado a comprovação de efetiva exposição a agentes agressivos à sua saúde ou integridade física mencionados nos formulários SB-40 ou DSS-8030, mediante o emprego de qualquer meio de prova em direito
O LTCAT deverá ser assinado por
engenheiro
de
segurança
do
trabalho, com o respectivo número
da Anotação de Responsabilidade
Técnica - ART junto ao Conselho
Técnica - ART junto ao Conselho
Regional
de
Engenharia
e
TRF da 1ª Região
Oportuno
consignar
que
o
reconhecimento do tempo especial
não pode ser afastado em razão de
os laudos serem extemporâneos
os laudos serem extemporâneos
à prestação do serviço.
Arthur Bragança
“Sucede
que,
jurisdicionalmente,
através
de
comprovação
por
similaridade, o segurado poderá
requerer que seja realizada perícia
requerer que seja realizada perícia
em local similar ao que havia
Cooperativa de trabalho e cessão
de mão-de-obra
A cooperativa ou a cedente são
responsáveis pela emissão do PPP
responsáveis pela emissão do PPP
O
LTCAT
será
emitido
pela
empresa contratante dos serviços
do cooperado ou empregado (art.
No caso dos trabalhadores avulsos,
o responsável pela emissão do PPP
o responsável pela emissão do PPP
é o SINDICATO ou OGMO
PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário
Mapeamento
atualizado
das
circunstâncias laborais e ambientais
circunstâncias laborais e ambientais
do trabalho, devendo ser elaborado
de
forma
individualizada
para
Funções do PPP
a) comprovar as condições para
habilitação de benefícios e serviços
previdenciários,
em
especial,
o
previdenciários,
em
especial,
o
b) prover o trabalhador de meios de
prova produzidos pelo empregador
perante a Previdência Social, a
outros
órgãos
públicos
e
aos
outros
órgãos
públicos
e
aos
sindicatos, de forma a garantir todo
direito decorrente da relação de
trabalho, seja ele individual, ou
difuso e coletivo;
c) prover a empresa de meios de
prova produzidos em tempo real, de
modo a organizar e a individualizar
as informações contidas em seus
as informações contidas em seus
diversos setores ao longo dos anos,
possibilitando que a empresa evite
d) possibilitar aos administradores
públicos e privados acessos a
bases de informações fidedignas,
como fonte primária de informação
estatística, para desenvolvimento
estatística, para desenvolvimento
de
vigilância
sanitária
e
epidemiológica,
bem
como
definição de políticas em saúde
coletiva.
As informações constantes no PPP
são
de
caráter
privativo
do
trabalhador, constituindo crime nos
termos
da
Lei
nº
9.029/1995,
práticas
discriminatórias
práticas
discriminatórias
decorrentes de sua exigibilidade por
Fornecimento do PPP
A empresa é obrigada a fornecer
uma
cópia
autêntica
deste
documento ao trabalhador quando
documento ao trabalhador quando
da rescisão do contrato de trabalho
– art. 58, §4º, da Lei n. 8.213/91 e
art. 68 §6º do Decreto 3.048/99
Informações constantes do
PPP
Lotação e atribuição
• Discriminar período, setor, cargo,
função,
CBO
–
Classificação
função,
CBO
–
Classificação
Brasileira
de
Ocupações
Profissiografia
• Descrição das Atividades
• Descrição das Atividades
Exposição a Fatores de Risco
• Tipo – F: FÍSICO; Q: QUÍMICO; B: BIOLOGICO • Fator de Risco: Exemplo: ruído
(Em se tratando do Tipo "Q", deverá ser informado o nome da substância ativa, não sendo aceitas citações de nomes comerciais)
citações de nomes comerciais)
• Intensidade/Concentração – exemplo: LEQ 86 db (A)
Exposição a Fatores de Risco
• Facultativamente, também poderão ser indicados os fatores de riscos ergonômicos e mecânicos.
• OBS.: Após a implantação da migração dos • OBS.: Após a implantação da migração dos dados do PPP em meio magnético pela Previdência Social, as informações relativas aos fatores de riscos ergonômicos e mecânicos passarão a ser obrigatórias.
Riscos ergonômicos
Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia,
Riscos mecânicos
Ocorrem em função das condições físicas do ambiente de trabalho e tecnologias do ambiente de trabalho e tecnologias impróprias, capazes de colocar em risco a integridade física do trabalhador. Exemplos: ferramentas defeituosas, possibilidade de incêndio ou explosão, iluminação deficiente etc.
• Técnica utilizada: exemplo: dosimetria.
(Caso o fator de risco não seja passível de mensuração, preencher com NA - Não Aplicável)
• EPC Eficaz (S/N) • EPI Eficaz (S/N)
CA – CERTIFICADO DE APROVAÇÃO EMITIDO PELO MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO QUANTO AO EPI
CAEPI – Certificado de Aprovação de Equipamento de Proteção Individual
Nº. do CA
Nº. do
Processo Nº. do CNPJ Razão Social 13 46000.00735 0/2001-97 61.159.844/0 001-74 DURAVEIS EQUIPAMENTOS DE SEGURANCA LTDA EXEMPLOS CA DE PROTETORES AUDITIVOS 269 46016.00097 5/2007-44 33.181.926/0 001-80 AGENA INDUSTRIA DE EQUIPAMENTOS DE PROTECAO LTDA
Responsável pelos Registros
Ambientais
• Informar NIT
• Registro no Conselho de Classe
• Registro no Conselho de Classe
• Nome do profissional legalmente
Seção de Resultados de
Monitoração Biológica
• Exames
Médicos
Clínicos
e
Complementares – Quadros I e II
– NR 07.
• Não é preenchido em razão da
• Não é preenchido em razão da
Resolução 1715 de 08/01/2004
É vedado, portanto, ao médico do trabalho, sob pena de violação do sigilo médico profissional, disponibilizar, à empresa ou ao empregador equiparado à empresa, as informações exigidas na seção III, “SEÇÃO DE RESULTADOS DE MONITORAÇÃO RESULTADOS DE MONITORAÇÃO BIOLÓGICA”, campo 17 e seguintes do PPP. O médico do trabalho fica responsável pelo encaminhamento das informações supradestacadas diretamente à perícia do
Embasamento do PPP
É elaborado de acordo com as
demonstrações
ambientais,
demonstrações
ambientais,
registros
administrativos
e
dos
Demonstrações ambientais
• I Programa de Prevenção de Riscos Ambientais -PPRA;
• II - Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR; • III - Programa de Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT; Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT;
• IV - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO;
• V - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; e
LTCAT X PPRA
• O LTCAT é um documento que retrata as condições do ambiente de trabalho de acordo com as avaliações dos riscos, concluindo sobre a caracterização da atividade como especial (legislação previdenciária).
• O PPRA, por sua vez, é um programa de ação contínua, não é apenas um documento. O
Demonstrações ambientais
Os documentos referidos nos incisos I, II,
III e IV poderão ser aceitos pelo INSS
desde que contenham os elementos
informativos
básicos
constitutivos
do
informativos
básicos
constitutivos
do
LTCAT.
Fundamento:
Art.
254,
parágrafo
segundo, da IN n. 45 de 2010.
Demonstrações ambientais
a) serão atualizados pelo menos uma
vez ao ano, quando da avaliação
global, ou sempre que ocorrer qualquer
alteração no ambiente de trabalho ou
Demonstrações ambientais
b)
emitidos
em
data
anterior
ou
posterior ao exercício da atividade do
segurado, poderão ser aceitos para
garantir
direito
relativo
ao
garantir
direito
relativo
ao
enquadramento de tempo especial,
após avaliação por parte do INSS.
Esclarecimentos à empresa
Art. 265. Existindo dúvidas com relação à atividade exercida ou com relação à efetiva exposição a agentes nocivos, de modo habitual e permanente, não ocasional nem intermitente, a partir das informações contidas no PPP e no LTCAT, quando estes forem exigidos, e se for o caso, nos antigos formulários exigidos, e se for o caso, nos antigos formulários mencionados no art. 258, quando esses forem apresentados pelo segurado, poderá ser solicitado pelo servidor do INSS esclarecimentos à empresa,
A empresa deverá apresentar, sempre
que
solicitadas
pelo
INSS,
as
demonstrações ambientais, para fins
de verificação das informações. Essas
demonstrações, em especial o LTCAT,
deverão embasar a expedição tambem
da GFIP – GUIA DE RECOLHIMENTO
DO
FGTS
E
INFORMAÇÕES
À
Avaliação/inspeção in loco
Art. 262 (...)
§ 3º Quando for constatada divergência entre os registros constantes na CTPS ou CP e no formulário legalmente previsto para reconhecimento de períodos alegados como reconhecimento de períodos alegados como especiais, esta deverá ser esclarecida, por diligência prévia na empresa, a fim de verificar a evolução profissional do segurado, bem como os
§ 4º Em caso de divergência entre o formulário legalmente previsto para reconhecimento de períodos alegados como especiais e o CNIS ou entre estes e outros documentos ou evidências, o INSS deverá analisar a questão no processo administrativo, com adoção das medidas administrativo, com adoção das medidas necessárias.
§ 5º Serão consideradas evidências, de que trata o § 4º deste artigo, entre outros, os indicadores
epidemiológicos dos benefícios
previdenciários cuja etiologia esteja relacionada com os agentes nocivos.
TRF DA 1ª REGIÃO
A autarquia previdenciária não produziu qualquer contraprova capaz de abalar a
Alegação de irregularidade
qualquer contraprova capaz de abalar a autenticidade de referidos documentos, os quais possuem inteira credibilidade,
Portanto, não há razão alguma para que os formulários e laudos técnicos periciais não sejam aceitos, especialmente considerando que o INSS nunca foi impedido de examinar esses impedido de examinar esses documentos, bem como o local onde é desenvolvido o trabalho nocivo, visando à apuração de irregularidades ou fraudes no seu preenchimento.
Art. 255. As informações constantes no CNIS serão observadas para fins do
CNIS – CADASTRO NACIONAL DE
INFORMAÇÕES SOCIAIS
CNIS serão observadas para fins do reconhecimento do direito à aposentadoria especial (IN n. 45 de 2010 do INSS)
Procedimentos técnicos de
levantamento ambiental
levantamento ambiental
Os procedimentos técnicos de levantamento ambiental, ressalvada disposição em contrário, deverão considerar:
a) a metodologia e os procedimentos de avaliação dos agentes nocivos estabelecidos pelas Normas de Higiene
b) os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR) nº 15 do MTE.
Para o agente químico benzeno, também deverão ser observados a metodologia e os procedimentos de avaliação, dispostos nas Instruções Normativas MTE/SSST nº 01 e 02, de 20 de dezembro de 1995.
As metodologias e os procedimentos
de avaliação que foram alterados pela
Instrução Normativa INSS nº 45/2010
somente
serão
exigidos
para
as
avaliações realizadas a partir de 1º de
avaliações realizadas a partir de 1º de
janeiro de 2004, sendo facultado à
empresa a sua utilização antes desta
Informações falsas
Informações falsas
• Crime
de
falsificação
de
documento público – art. 297 do
Código Penal.
Código Penal.
• Informações de caráter privativo
do trabalhador – sigilo. Somente
Penalidade – Multas
Penalidade – Multas
Lei n. 8.213/91
Art. 58. (...)
§ 3º A empresa que não mantiver laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus trabalhadores ou que emitir documento de comprovação que emitir documento de comprovação de efetiva exposição em desacordo com o respectivo laudo estará sujeita à
A
empresa
que
deixar
a
empresa de elaborar e manter
atualizado PPP abrangendo as
atividades desenvolvidas pelo
trabalhador e de fornecer a
trabalhador e de fornecer a
este, quando da rescisão do
contrato
de
trabalho,
cópia
autêntica
deste
documento
Referida multa varia, conforme
a gravidade da infração, de R$
1.524,43 (um mil quinhentos e
vinte e quatro reais e quarenta e
três centavos) a R$ 152.441,63
três centavos) a R$ 152.441,63
(cento e cinquenta e dois mil
Ação judicial perante a
Justiça do Trabalho
Neste caso, pode ser mais
conveniente
buscar
um
provimento
na
Justiça
do
Trabalho
para
determinar
à
empresa a expedição do PPP.
empresa a expedição do PPP.
Não
incide
prescrição
na
Precedente jurisprudencial
“Não há prescrição a ser declarada diante do pedido de reconhecimento do exercício de atividade periculosa no intuito de preenchimento do documento Perfil Profissiográfico Previdenciário -PPP, tendo em vista o seu caráter PPP, tendo em vista o seu caráter meramente declaratório para fins de prova junto à Previdência Social, exatamente como previsto no parágrafo único do artigo 11 da CLT" (TRT 3ª Região - Processo no.
00837-2007-016-“Nos termos do parágrafo 1o. do artigo 11 da CLT, não se aplica a prescrição às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social. Do termo "anotações" é de se interpretar que compreende não apenas as anotações da CTPS, mas também todas às que se refiram à Previdência Oficial, e dentre elas, refiram à Previdência Oficial, e dentre elas, o disposto na Lei 8213/91, referente ao formulário PPP, contendo a descrição das atividades desenvolvidas, bem como as
TRF DA 1ª REGIÃO
A existência laudo técnico pericial extraído de Reclamatória trabalhista movida pelo trabalhador contra a ex-empregadora, comprovando o trabalho exposto a tensão comprovando o trabalho exposto a tensão elétrica equivalente a 13.800 volts, confere ao segurado o direito de ter contado como especial o tempo de serviço de 10.12.97 a 14.11.01.
(AC - APELAÇÃO CIVEL – 200738000145891)
Também
em
caso
de
informações incorretas lançadas
no PPP é importante buscar
no PPP é importante buscar
inicialmente
a
correção
das
mesmas na Justiça do Trabalho.
Equipamento de Proteção
Equipamento de Proteção
Somente será considerada a adoção de Equipamento de Proteção Individual (EPI) em demonstrações ambientais emitidas a partir de 3 de dezembro de 1998, e desde que comprovadamente elimine ou neutralize a nocividade e elimine ou neutralize a nocividade e seja respeitado o disposto na NR-06 do MTE, havendo ainda necessidade de
a) a seguinte hierarquia: medidas de proteção coletiva, medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho e utilização de EPI, nesta ordem, admitindo-se a utilização de EPI somente em situações de inviabilidade somente em situações de inviabilidade técnica, insuficiência ou interinidade à implementação do EPC ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial;
Estudo da UFSC - RUÍDO
proteção individual do operador (menos aconselhável)
- solução paliativa;
- deve ser adequado ao trabalhador (são - deve ser adequado ao trabalhador (são geralmente pouco confortáveis);
b) das condições de funcionamento e do uso ininterrupto do EPI ao longo do tempo, conforme especificação técnica do fabricante, ajustada às condições de campo;
c) do prazo de validade, conforme Certificado de Aprovação do MTE;
d)
da
periodicidade
de
troca
definida
pelos
programas
ambientais, comprovada mediante
recibo assinado pelo usuário em
recibo assinado pelo usuário em
época própria;
Fundamentação:
art.
238
da
Instrução
Normativa
INSS
nº
45/2010; item 9.3.5.4 da NR-09;
Instrução Normativa MTE/SSST nº
Instrução Normativa MTE/SSST nº
01/1995;
Instrução
Normativa
Deve constar no laudo técnico
informação sobre a existência do
EPI
ou
EPC
que
promova
a
diminuição
da
intensidade
do
diminuição
da
intensidade
do
agente
agressivo
a
limites
de
Lei n. 8.213/91
Art. 58 (...)
§ 2º Do laudo técnico referido no parágrafo anterior deverão constar informação sobre a existência de informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva ou individual que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo estabelecimento respectivo.
Equipamento de Proteção Individual ou Coletiva
Exigência
constante
da
Lei
n.
Exigência
constante
da
Lei
n.
Mesmo que constar a informação
de que o EPI atuou como fator
redutor da intensidade dos agentes
agressivos não elide o direito à
agressivos não elide o direito à
aposentadoria especial antes do
mencionado diploma legal.
A
razão
da
aposentadoria
especial é a existência de um
ambiente insalubre e não o
efetivo
dano
à
saúde
do
trabalhador (presunção de dano
trabalhador (presunção de dano
e perda da capacidade laboral).
Não se pode confundir com a
Arthur Bragança
“A demonstração da concreta incapacidade laboral, em se tratando de aposentadoria especial, é desnecessária aposentadoria especial, é desnecessária à percepção do benefício, pois, ocorrida a hipótese de incidência, a incapacidade para o trabalho é legalmente presumida.”
“No que diz respeito à utilização de equipamento de proteção individual, ele tem a finalidade de resguardar a saúde do trabalhador, para que não sofra lesões, não podendo descaracterizar a situação de insalubridade.”
Equipamento de Proteção Individual ou Coletiva
A simples informação do uso do EPI não pode presumir que o mesmo foi eficaz pode presumir que o mesmo foi eficaz para neutralizar a insalubridade.
A afirmação deveria ser específica e fundamentada e não genérica.
TRF da 1ª Região
O fornecimento de equipamentos de proteção individual - EPI ao empregado não é suficiente para afastar o caráter insalubre da prestação do trabalho, tendo em vista que o uso de tais tendo em vista que o uso de tais equipamentos pode atenuar o ruído, mas não afastar o enquadramento da
STJ
O fato de a empresa fornecer ao empregado o Equipamento de Proteção Individual – EPI, ainda que tal equipamento seja devidamente utilizado, equipamento seja devidamente utilizado, não afasta, de per se, o direito ao benefício da aposentadoria com a contagem de tempo especial, devendo cada caso ser apreciado em suas particularidades.
Súmula n. 9 da Turma Nacional
de Uniformização de
Jurisprudência
“O
uso
de
Equipamento
de
Proteção Individual (EPI), ainda
que elimine a insalubridade, no
Enunciado 21 do CRPS
O
simples
fornecimento
de
equipamento
de
proteção
individual
de
trabalho
pelo
empregador não exclui a hipótese
de exposição do trabalhador aos
agentes
nocivos
à
saúde,
devendo ser considerado todo o
Súmula 289 do TST ao mencionar
que o simples fornecimento do
aparelho
de
proteção
pelo
empregador não o desobriga do
pagamento
do
adicional
de
insalubridade, cabendo a ele tomar
insalubridade, cabendo a ele tomar
as
medidas
que
conduzam
à
Exposição a agentes como
organismos vivos
A execução dessas tarefas com o uso de equipamento de proteção (EPI) não é suficiente para suprimir o fator insalubridade pela exposição a agentes biológicos, pois pela exposição a agentes biológicos, pois apenas uma única exposição já coloca em risco a saúde do trabalhador, visto que esses agentes são organismos vivos que se disseminam com extrema facilidade.
Conversão de tempo
especial em comum
especial em comum
Previsão constante do §5º do art.
57 da Lei n. 8.213/91
Somente quando o segurado não
completa todo o tempo na atividade
especial.
Lei n. 8.213/91 Art. 57 (...)
§ 5º O tempo de trabalho exercido sob condições especiais que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde ou à ser consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física será somado, após a respectiva conversão ao tempo de trabalho
Tempo de
Atividade a ser Convertido
Para 15 Para 20 Para 25 Para 30 Para 35
Tabela de Conversão de Atividade Especial
Fundamentação: art. 70 do Decreto nº 3.048/1999; arts. 267 e 268 da Instrução Normativa INSS nº
45/2010.
De 15 anos 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33 De 20 anos 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75
Medida Provisória nº 1.663-10, de
28.05.1998, proibiu a conversão do
tempo especial em comum.
Entretanto, ao ser convertida na Lei
Entretanto, ao ser convertida na Lei
n.
9.711,
de
20.11.1998,
foi
Decreto 3.048/99
Com a nova redação dada pelo
Decreto n. 4.827/03 o art. 70 do
RPS
prevê
a
possibilidade
de
conversão, sem qualquer limitação
conversão, sem qualquer limitação
temporal, sendo também aceito
pelo INSS.
Decreto 3.048/99
Art. 70 (...)
§2º As regras de conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum constantes tempo de atividade comum constantes deste artigo aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer período.
TRF da 1ª Região
Admite-se a conversão do tempo de
serviço, para fins de aposentadoria
comum, mesmo após maio de
1998, em razão do advento do
1998, em razão do advento do
Decreto 4.827/03, que alterou a
redação do art. 70, § 2º, do
Regulamento
da
Previdência
TRF da 1ª Região
O trabalhador que tenha exercido atividades em condições especiais, mesmo que posteriores à EC 20/98, possui direito à conversão do tempo de possui direito à conversão do tempo de serviço, de forma majorada, para fins de aposentadoria comum.
Na vigência da Lei 6.887/80,
os
Decretos
83.080/79
e
87.374/82
não
faziam
87.374/82
não
faziam
distinção
entre
o
índice
adotado para segurados do
sexo masculino e feminino.
Por sua vez, a Lei 8.213/91
trouxe nova disciplina para a
aposentadoria por tempo de
aposentadoria por tempo de
serviço,
prevendo
tempo
O Decreto 357/91, em seu art. 64, manteve o índice de 1,2 para o tempo de serviço especial de 25 anos para a concessão de aposentadoria especial e concessão de aposentadoria especial e o tempo de serviço comum de 30 anos para mulher. Já para o tempo de serviço comum de 35 anos para o homem, estabeleceu o multiplicador em 1,4.
No presente caso, a atividade profissional desenvolvida pelo segurado (operador de máquina injetora, com exposição a ruído elevado) garante a concessão de aposentadoria especial com tempo de serviço de 25 anos, motivo pelo qual para a conversão motivo pelo qual para a conversão desse período, para fins de concessão de aposentadoria ao segurado do sexo
Tempo especial para tempo
Tempo especial para tempo
Decreto 3.048/99
Art.66. Para o segurado que houver exercido sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo mínimo exigido para a aposentadoria especial, os
TEMPO A CONVERTER MULTIPLICADORES
PARA 15 PARA 20 PARA 25 DE 15 ANOS - 1,33 1,67 DE 20 ANOS 0,75 - 1,25 DE 25 ANOS 0,60 0,80
-Conversão de tempo comum em
especial
TRF da 4ª Região
É devida a conversão do tempo
comum em especial se, à data em
que prestada a atividade, não
que prestada a atividade, não
havia a vedação trazida pela Lei
nº 9.032, de 28-04-1995.
TRF da 4ª Região
No
mesmo
sentido:
TRF4,
No
mesmo
sentido:
TRF4,
APELREEX 2009.70.01.002087-6 e
PELREEX 2008.70.09.002222-2
Arthur Bragança
“Entretanto, com base nos institutos constitucionais do direito adquirido e do ato jurídico perfeito, as atividades ato jurídico perfeito, as atividades comuns desenvolvidas antes da vigência da Lei n. 9.032/95 poderão sofrer a conversão para especial, obedecendo a tabela do art. 64 do Decreto 611/92” (p. 182)
Art. 64 do Decreto 611/92
Atividade a Converter
Multiplicadores
Para 15 Para 20 Para 25 Para 30 (Mulher)
Para 35 (Homem)
De 15 Anos 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33
Exemplos de contagem de
tempo com períodos especias
tempo com períodos especias
Exemplo 01
01/01/1982 a 01/01/1990 - especial
02/02/1992 a 01/01/1994 - comum
02/02/1992 a 01/01/1994 - comum
30/04/1995 a 10/09/2011 - especial
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 1.00 8 0 1 8 0 1 E
Gênero masculino
02/02/1992 01/01/1994 0.71 1 11 0 1 4 10 C
30/04/1995 10/09/2011 1.00 16 4 10 16 4 10 C
Tempo total de contribuição até a data fim do último período
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 1.00 8 0 1 8 0 1 E
Gênero feminino
02/02/1992 01/01/1994 0.83 1 11 0 1 7 3 C
Exemplo 02
01/01/1985 a 01/01/1996 - especial
02/01/1996 a 29/04/1999 - comum
02/01/1996 a 29/04/1999 - comum
30/04/1999 a 10/09/2011 - especial
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1985 01/01/1996 1.00 11 0 1 11 0 1 E
Gênero masculino/feminino
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1985 01/01/1996 1.40 11 0 1 15 4 25 E
Gênero masculino
02/01/1996 29/04/1999 1.00 3 3 28 3 3 28 C
30/04/1999 10/09/2011 1.40 12 4 10 17 3 20 E
Tempo total de contribuição até a data fim do último período
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1985 01/01/1996 1.20 11 0 1 13 2 13 E
Gênero feminino
02/01/1996 29/04/1999 1.00 3 3 28 3 3 28 C
Exemplo 03
01/01/1975 a 01/01/1990 - especial
02/02/1992 a 01/01/1994
-jornalista
jornalista
30/04/1995 a 10/09/2011 – comum
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1975 01/01/1990 1.40 15 0 1 21 0 1 E
Gênero masculino
02/02/1992 01/01/1994 1,17 1 11 0 2 2 27 E
Exemplo 04
01/01/1982 a 01/01/1990 –
especial – 20 ANOS
02/02/1992 a 01/01/1994
-especial – 15 anos
30/04/1995 a 10/09/2000 –
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 1.25 8 0 1 10 0 1 E
Gênero masculino/feminino
02/02/1992 01/01/1994 1,67 1 11 0 3 2 12 E
Exemplo 05
01/01/1982 a 01/01/1990 –
especial – 15 ANOS
02/02/1992 a 01/01/1994
-especial – 25 anos
30/04/1995 a 10/09/2000 – comum
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 2,33 8 0 1 18 7 23 E
Gênero masculino
02/02/1992 01/01/1994 1,40 1 11 0 2 8 6 E
Início Fim Fator
Mult.
Tempo de
Contribuição Contribuição validada An
os
Mese
s Dias Anos Meses Dias arez. 01/01/1982 01/01/1990 2,0 8 0 1 16 0 2 E
Gênero feminino
02/02/1992 01/01/1994 1,20 1 11 0 2 3 18 E
30/04/1995 10/09/2011 1.00 16 4 10 16 4 10 C
Tempo total de contribuição até a data fim do último período
Períodos nos quais não há
exposição ao agente, mas
exposição ao agente, mas
computam-se como
especiais
Decreto 3.048/99
Art. 65 (...)Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento inclusive férias, aos de afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem como aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercendo atividade considerada
Os períodos de descanso são
considerados
tempo
de
serviço
para todos os efeitos legais.
para todos os efeitos legais.
Os períodos de afastamento não
acidentários não serão computados
como períodos especiais.
Art. 259, parágrafo único, da IN n.
Art. 259, parágrafo único, da IN n.
45 de 2010 do INSS
Restrição somente veiculada após
o Decreto 2.172/97, de modo que o
período anterior é inequivocamente
computado como tempo especial.
Lei n. 8.213 de 1991
Art. 55 (...)
(b)
II - o tempo intercalado em que
II - o tempo intercalado em que
esteve em gozo de auxílio-doença
ou aposentadoria por invalidez;
TRF da 4ª Região
No caso, verifica-se que o autor, em
data anterior ao início do benefício de
auxílio-doença,
exercia
atividades
enquadradas na legislação vigente na
enquadradas na legislação vigente na
época como insalubres, conforme
TRF da 4ª Região
Assim, se no período imediatamente
anterior ao gozo do benefício de
auxílio-doença, o requerente estava no
exercício
de
atividade
enquadrada
exercício
de
atividade
enquadrada
como
especial,
o
período
de
afastamento
deve
ser
considerado
como
tempo
especial.
A redução de jornada de trabalho
por acordo, convenção coletiva de
trabalho ou sentença normativa não
descaracteriza a atividade exercida
descaracteriza a atividade exercida
em condições especiais.
Fundamentação:
art.
261
da
O direito à aposentadoria especial
não fica prejudicado na hipótese de
exercício de atividade em mais de
um vínculo, com tempo de trabalho
concomitante (comum e especial),
concomitante (comum e especial),
desde que constatada a nocividade
do agente e a permanência em,
pelo menos, um dos vínculos (art.
260 da IN n. 45/2010).
Na
hipótese
de
atividades
concomitantes
sob
condições
especiais, no mesmo ou em outro
vínculo
empregatício,
será
vínculo
empregatício,
será
considerada
aquela
que
exigir
Cálculo do valor da
Cálculo do valor da
Salário-de-benefício
Média aritmética simples correspondente a 80% do período contributivo dos maiores contributivo dos maiores salários-de-contribuição a partir de julho de 1994.
Renda mensal inicial - RMI
Coeficiente de cálculo: 100% do Coeficiente de cálculo: 100% do salário-de-benefício – §1º do art. 57 da Lei n. 8.213/91.