B
rasil
Presbiteriano
da Igreja Presbiteriana do Brasil Ano 58 nº 766 – Setembro de 2018Com o objetivo de
discutir a influência
da educação na
formação do caráter
do cidadão, a IP de
Pinheiros, localizada
na capital paulista,
realizou no dia 18 de
agosto, o 2º Fórum
de Educação com
o tema Até que
ponto, educação?
Página 10
IP de Pinheiros (SP) realiza 2º Fórum de Educação
Página 6
IP Central de Mesquita (RJ) realizou, entre os dias 18 e 20 de julho, a EBF - O Segredo do Chefe, usando o mais recente material para EBF da série publicada pela Editora Cultura Cristã. Durante o evento, a igreja contou com a participação de 357 crianças.
Escola Bíblica de Férias
Editorial – Ensinar é preciso. Qual a importância da igreja na educação? Página 2
Com o tema A Verdade da Prática - Interpretação, Ensino e Aplicação da Escritura em Nossos Dias, congresso orga-nizado pelo Conselho de Educação Cristã e Publicações acontece entre os dias 06/09 a 09/06, em São Paulo na Universidade Presbiteriana Mackenzie
Projeto Missão Brasil-Bolívia reúne voluntários de Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia em viagem missionária para Bolívia, com intuito de levaram atendimentos básicos e a Palavra de Cristo para as comunidades ribeirinhas bolivianas.
Página 7 Missão Integral
Uma publicação do Conselho de Educação Cristã e
Publicações Ano 58, nº 766 Setembro de 2018 Rua Miguel Teles Junior, 394
Cambuci, São Paulo – SP CEP: 01540-040 Telefone: (11) 3207-7099 E-mail: [email protected] [email protected]
Brasil
Presbiteriano
JORNAL BRASIL PRESBITERIANO
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Alexandre Henrique Moraes de Almeida Anízio Alves Borges
Clodoaldo Waldemar Furlan (Presidente) Domingos da Silva Dias (Vice-presidente) Hermisten M. P. Costa
José Romeu da Silva Misael Batista do Nascimento Walcyr Gonçalves
Conselho Editorial da CEP
Março 2018 a março 2020 Antoine Coine
Carlos Henrique Machado Cláudio Marra (Presidente) Filipe Fontes
Heber Carlos de Campos Jr Marcos André Marques Misael Batista do Nascimento Tarcízio José de Freitas Carvalho
Conselho Editorial do BP
Março 2018 a março 2020 Anízio Alves Borges Ciro Aimbiré Moraes Santos Cláudio Marra (Presidente) Clodoaldo Waldemar Furlan Hermisten Maia Pereira da Costa Jailto Lima do Nascimento Natsan Pinheiro Matias
Edição e textos Gabriela Cesário E-mail: [email protected] Diagramação Aristides Neto Impressão Órgão Oficial da www.ipb.org.br realização do 5º Congresso Nacional de Educação Cristã da IPB promovido pelo Conselho de Educação Cristã e Publi-cações (CECEP) é moti-vo de gratidão a Deus por parte de nossa igreja.
O debate sobre o papel da igreja na educação já aque-ceu nossas reuniões mais de uma vez, e o preparo de líderes e professores para nossa denominação tem sido preocupação constan-te, desde o começo do pres-biterianismo no Brasil.
Conforme já recordado por este Editor, por oca-sião da quarta reunião do Sínodo do Brasil, ocorrida em São Paulo em 1897, um dos temas foi o que se tornou conhecido como “Moção Smith”, que con-denava a ideia dos grandes
colégios – o que incluía a universidade em São Paulo, que veio a ser o Mackenzie – como meio de propagação do evangelho: “considerando a extensão dos campos e a necessidade de evangelização e a quan-tidade de dinheiro gasto em semelhantes instituições e o quase fracasso delas, seja em termos de propa-gação [do evangelho] ou em termos de preparação do ministério evangélico; considerando as disputas e amarguras resultantes das referidas instituições,” John Rockwell Smith propunha que o Sínodo recomendas-se às igrejas-mães do Norte e do Sul dos Estados Uni-dos que a ajuda financei-ra a ser concedida fosse direta, “incluindo a obra de educação e preparação
de um ministério (...) e em apoio a escolas paroquiais para os filhos dos crentes” (Lessa, Anais da 1ª Igreja de São Paulo, pág. 456). Na verdade, os “grandes colégios” e todos os outros modos propostos de ação educacional complementa-vam-se. A contribuição dos grandes colégios seria mais diluída e lenta. A prepara-ção de um ministério pas-toral e escolas paroquiais para os filhos dos crentes seriam ajuda mais imedia-ta e, no entendimento do proponente e dos que o apoiaram, essa deveria ser a prioridade.
Decorrido mais de um século, temos a satisfação de ver que nossos antepas-sados não abandonaram a ideia de grandes escolas e que escolas “paroquiais”
ou não enriquecem a con-tribuição presbiteriana à sociedade brasileira, a par-tir da dedicação ao ensino em cada igreja local.
É gratificante constatar que mais ainda pode ser feito e que a Casa Editora Presbiteriana está engajada na tarefa de providenciar os materiais curriculares que serão adotados em nos-sas igrejas, bem como em outras denominações evan-gélicas. Mais ainda, somos gratos a Deus por vermos a continuada preocupação em treinar irmãs e irmãos que se dedicam a expor a Palavra a pequenos e gran-des em suas igrejas
A luta não será fácil, mas é boa, sempre caracterizou o povo de Deus, e a IPB está envolvida nela. Há quase 160 anos.
EDITORIAL
Ensinar é preciso
inda que esse nome (subjetivismo) seja moderno (século 19), a sua percepção é bem antiga, sendo encontrada já nos Sofistas no 5º século a.C.
Para o subjetivismo, a validade da verdade está limitada ao sujeito que conhece e julga. Assim, não podemos falar de uma rea-lidade idêntica para todos. Toda certeza é pessoal, visto que toda a verdade é subjetiva. O certo e o erra-do não estão associaerra-dos às coisas em si, mas, sim, ao modo de lidarmos subjeti-vamente com tais coisas. Os conflitos nada mais são do que interesses e dese-jos diferentes. O bem e o mal são aquilo que desejo que seja, conforme resumiu Thomas Hobbes (Veja-se: Thomas Hobbes, Leviatã, São Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 14), 1974, I.6. p. 37).
O subjetivismo privi-legia o fato de os seres humanos serem diferentes e com compreensões díspa-res. Assim, toda a verdade encontra um âmbito limi-tado. No subjetivismo há, de certa forma, a arbitrarie-dade do sujeito que julga, formulando suas opiniões conforme os seus interes-ses pessoais, valendo-se de racionalizações para justifi-car as suas escolhas. Desse modo, uma das consequên-cias dessa postura é a
con-vicção de que a pessoa que julga está sempre certa.
Isaías descreve o estado de subjetivismo ético em que se encontravam os líde-res de Israel, praticando de forma descarada toda sorte de perversão moral; contu-do, ironicamente, mudando o nome de sua prática: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito” (Is 5.20-21; 59.14-15).
Na Oração Sacerdotal Jesus declara a certeza da veracidade da palavra de Deus: “A tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17). Continua: “(...) a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles tam-bém sejam santificados na verdade” (Jo 17.19).
Jesus não nos diz que a Palavra de Deus se har-moniza com algum outro padrão distinto decorrendo daí a sua veracidade, antes, o que ele afirma é que a sua Palavra é a própria ver-dade; o padrão de verdade ao qual qualquer alegação pretensamente verdadeira deverá se adequar. E mais: por mais verdadeiras que sejam nossas pesquisas e descobertas, se desconside-rarem as Escrituras, serão, no mínimo incompletas. Tomo aqui a observação
de Van Til: “Não há nada neste universo sobre o qual os seres humanos possam ter informação completa e verdadeira, exceto se leva-rem a Bíblia em conside-ração. Não queremos dizer, é claro, que alguém deve recorrer à Bíblia, em vez de ir ao laboratório, se pre-tende estudar a anatomia de uma serpente. Mas se alguém vai apenas ao labo-ratório, e não também à Bíblia, não terá uma inter-pretação correta, ou mesmo verdadeira, acerca da ser-pente” (Cornelius Van Til, Apologética Cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 21).
Etimologicamente, a ideia da palavra verdade é de “não ocultamento”, mos-trando-se tal qual é em sua pureza, sem falsificação. A palavra confere o sentido de confiabilidade, autenti-cidade, honradez, seguran-ça. Jesus diz ao Pai que proclamou a sua Palavra a qual é a verdade; nela não há ambiguidade, dupla intenção, antes, expressa as coisas como realmente são em sua essência.
Assim, em sua oração, Jesus, em certo sentido, nos diz que a Palavra de Deus é real, não apenas aparen-te. Se me permitirem usar tal expressão, diria que a Palavra de Deus é a verda-de verdaverda-deira.
A verdade revelada nas Escrituras é a realidade como Deus a percebe. Deus percebe as coisas como são. Somente Deus, e mais nin-guém, tem um conhecimen-to objetivo da realidade. As coisas são como são porque de alguma forma Deus as sustenta. Antes de atribuir-mos valor à verdade, ela já o tem porque foi Deus quem a criou e lhe confe-re significado. A verdade é uma expressão de Deus em si mesmo e na Criação. Deus é a verdade, opera por meio da verdade e nos conduz à verdade. A graça de Deus opera pela ver-dade e, nessa verver-dade que foi ouvida e compreendida, frutificamos (Cl 1.6). Por isso, a verdade é sempre essencial. O cristianismo não se sustenta amparado em aparências, circunstân-cias e ambiguidades, antes,
ele proclama a verdade e se dispõe a ser examinado à luz da verdade. Ou a sua mensagem é verdadeira ou não há mensagem relevante a ser proclamada.
A situação do homem alienado de Deus é de tão intensa gravidade que não comporta paliativos, abs-trações e, muito menos, ficções. O propósito eterno de Deus nos fala do amor concreto de Deus que se manifesta de forma con-tundente na morte e res-surreição de Cristo. Sem a historicidade da morte e ressurreição não há o que fazer. Permaneceríamos em nossos pecados, fadados à condenação eterna. É por isso que a mensagem cristã é verdadeira e urgente.
O cristianismo revela a sua coerência lógica e espi-ritual pelo seu comprometi-mento com a verdade. Não há relevância na mentira. A proclamação cristã insiste em que Deus é verdadeiro e que ele se revela, dando-se a conhecer. As Escrituras enfatizam essa realidade que confere sentido a toda a nossa existência, quer aqui, quer na eternidade. Deus é transcendente e pessoal; ele se relaciona pessoalmente conosco.
Essa deve ser a convicção que dirige a vivência e a pregação da igreja em todas as épocas e circunstâncias.
A Palavra e o subjetivismo ético
Hermisten Costa
O Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa integra a equipe de pastores da
1ª IP de São Bernardo do Campo, SP.
Sérgio Roberto
O Rev. Sérgio Roberto Bispo dos Santos é pastor da IP de Ourinhos, SP.
Métodos didáticos
(1)
Voltando aos métodos.
Acróstico – Alunos usam
cada uma das letras de um termo chave para formar outras palavras relacionadas a esse termo. Por exemplo: FÉ (Fidelidade, Espiritual).
Adesivos para carro –
Alunos escrevem lembretes sucintos de verdades bíbli-cas em pedaços de papel em forma de adesivo para carro.
Balaio da controvérsia
– Perguntas ou declarações controversas são escritas em pedaços separados de papel e colocadas em um cesto chamado “balaio da contro-vérsia”. Grupos pequenos ou grandes discutem uma das questões ou declarações retiradas do cesto.
Brainstorming – O
pro-fessor incentiva os alunos a
oferecerem o maior número possível de ideias a respei-to de um assunrespei-to e deixa a avaliação para o final, depois que todas as ideias tiverem sido apresentadas.
Concordo/discordo – O
professor apresenta uma série de declarações inten-cionalmente controversas sobre determinado assunto e os alunos indicam se con-cordam ou discon-cordam e jus-tificam sua resposta.
Edição resumida – Em
grupos ou individualmente, alunos resumem um trecho das Escrituras.
Encenação – Alunos
encenam partes de uma história da Bíblia, como a libertação de Pedro da pri-são.
Estudos de caso –
Situações da vida real são apresentadas para que os alunos analisem os
proble-mas e sugiram soluções.
Faixas – Alunos criam
uma faixa com papel kraft ou tecido com um versícu-lo ou uma ideia central da lição.
Folheto promocional –
Em pequenos grupos, alu-nos criam um folheto que promova o conceito que está sendo estudado.
Grupos de discussão –
Durante um tempo deter-minado, grupos de quatro a oito alunos discutem um tema definido.
Histórias em quadri-nhos – Alunos criam
his-tórias em quadrinhos com desenhos simples de bone-cos de palitos para ilustrar uma história bíblica ou sua aplicação prática.
Narração de histórias bíblicas – O professor usa
suas próprias palavras para relatar os fatos de um
episó-dio da Bíblia. É importante prestar atenção na drama-ticidade, no contato visual, na inflexão da voz e em outras formas de prender a atenção.
Pesquisa – Alunos
reú-nem informações a respeito do conhecimento pessoal de indivíduos por meio de questionários ou entrevistas.
Quadro de avisos – Em
pequenos grupos, os alu-nos enfeitam uma parte de um quadro de aviso usando itens associados ao tema da lição ou da série de lições.
Quadro negro – Alunos
apresentam sua visão do tema em um quadro negro usando palavras e/ou figu-ras.
Respostas dinâmicas –
Alunos respondem a per-guntas com ações, como tocar os pés caso a resposta seja verdadeira.
Comparação de caráter
– Os alunos fazem compa-rações positivas ou negati-vas entre pessoas da Bíblia e indivíduos contemporâne-os.
Cartazes – Alunos
apre-sentam informações usando cartazes feitos em cartolina.
Leitura em uníssono –
Em grupos ou individual-mente, alunos preparam um texto para ser lido em unís-sono por toda a classe.
Resposta em círculo –
Cada pessoa da classe, na sequência dentro do círcu-lo, fornece sua resposta ou comentário para uma per-gunta ou declaração.
Continuaremos com outras sugestões de méto-dos didáticos na próxima edição.
Cláudio Marra
O Rev. Cláudio Marra é autor do
livro A Igreja Discipuladora, professor
de Homilética e Pregação no JMC e o Editor da Cultura Cristã
Nesta edição, a décima primeira da série, apresentamos ao professor uma primeira lista de métodos diversos coletados em diversas fontes.
oucura aponta para a qualidade de louco, alguém desprovido de razão, de bom senso, de sensatez. Quem são aqueles alcança-dos pela loucura? Para boa parte da sociedade, são os rotulados de “doentes men-tais”; pessoas que não veem
o mundo como as normais. As pessoas assim chamadas são consideradas perigosas e devem viver afastadas.
Penso que se fosse afetado apenas pelas ações desses “doentes mentais”, em mui-tos aspecmui-tos o mundo seria muito melhor. Mas como as coisas não são assim, mais são as ações dos “normais”. E o mundo é o que é, não
reconhecendo que: Loucura é ceder a infidelidade conju-gal e entregar-se a uma aven-tura, chamada de amorosa; Loucura é deixar-se dominar pelo dinheiro, como se nada mais fosse importante; Lou-cura é “gastar o que não tem para ter o que não precisa, para impressionar quem não conhece”; Loucura é não se importar em perder a sua
alma na tentativa de ganhar o mundo inteiro; Loucura é amar o que Deus aborrece e aborrecer o que Deus ama; Loucura é viver como se Deus não existisse; Loucura é viver como se o próxi-mo não existisse; Loucura é derramar ira, sem pensar nas consequências; Loucura é não se preparar para o dia da morte.
É possível proteger meu coração, contra a loucura, para que eu não termine os meus dias sozinho, num quarto escuro, sem paz e esperança, sem saber quem sou e para onde vou?
Sim. Jesus disse: Vinde a
mim... (Mt 11.28).
L
CONFLITOS
Supremo Tribunal Federal promoveu (03 a 06.08.2018), uma audiên-cia pública sobre a descri-minalização do aborto até a 12ª semana de gestação. A audiência pública contou com a participação de mais de 40 representantes de diversos setores envolvidos na questão: especialistas, instituições e organizações nacionais e internacionais, que foram convidados a contribuir com infor-mações para a discussão do tema, que é objeto da ADPF 442. Os represen-tantes de cada instituição tiveram 20 minutos para realizar suas explanações. A ANAJURE (Associação Nacional de Juristas Evan-gélicos) foi representada por sua Diretora de Assun-tos Parlamentares, Dra. Edna Zilli, durante a manhã da segunda-feira, dia 6.
Não consigo compreen-der a mente dos defensores do aborto e de nossa socie-dade cristã. Os secularis-tas liberais que se opõem à matança nas guerras, à pena de morte, às crianças indefesas, aos refugiados, etc. causas “pró-vida” e justas, ao mesmo tempo, defendem o aborto, que na prática é matar uma crian-ça que está sendo gera-da no ventre de uma mãe. Oscila entre “pró-vida” e “pró-morte”.
Estudando o assunto,
quero resumir a causa que está por trás do aborto defendido pelos liberais marxistas, no mundo todo.
Até a década de 80 o aborto era rejeitado por todo o mundo. Nos Esta-dos UniEsta-dos a sociedade já discutia o assunto com o tema “a favor da vida” e a Suprema Corte entendia que o aborto era tirar a vida humana. Com a queda da União Soviética, o mar-xismo vencido se instalou como um sistema a ser dis-cutido nas universidades norte-americanas e se tor-nou assunto de intelectuais. Com ele veio o relativismo ético e o discurso era de romper a “opressão” de um grupo sobre outro.
No nosso tempo, a apli-cação dessa ideologia é a condenação da opressão de outros pelos cristãos do sexo masculino e brancos
com base na raça, naciona-lidade, gênero, orientação sexual, altura, peso, inte-ligência, etc. Então veio o discurso daquilo que é “politicamente correto”, para proteger as “pessoas oprimidas” (John Frame – A Doutrina da Vida Cris-tã, Cultura CrisCris-tã, p.693). Até as palavras ganharam novos sentidos.
Estudos mostram que a partir da década de 80 os movimentos “pró-abor-to” uniram forças com o movimento marxista pelo que é “politicamente cor-reto”, e se tornou a nova ditadura por eles detestada. Então o foco não está nas crianças que eles lutam por matar, mas nas mulheres que ficariam oprimidas se não puderem abortar. Entra em cena o movimento “pró-escolha”.
Aliás, esse é o ponto.
“Escolha”. Essa é a pala-vra do momento. O movi-mento “pró-escolha” não está disposto a tolerar qual-quer tipo de restrição à sua “liberdade”. O que você mais ouve nas propagandas não é aquilo que lhe fará bem, mas aquilo você pode escolher. Por exemplo, os
gurus da nutrição não nos dizem agora quais os ali-mentos devemos ingerir, mas quais alimentos são as “melhores escolhas”. Essa palavra tomou sentido ide-ológico e popularidade, cujo resultado é uma men-talidade ímpia e assassi-na. Imagine uma conversa casual sobre a “escolha” de uma mulher de assassinar o seu próprio filho, como se fosse uma “escolha” entre dois tons de batom.
Essa “autonomia” da “escolha”, alimentada por uma mentalidade mar-xista, sob o discurso da “opressão”, vai ser paga com o preço humanitário de milhares de crianças indefesas que serão mor-tos no útero de suas mães, que “escolheram” a morte de seus filhos, cujo san-gue será lavado com as milionárias cifras que eles produzirão. Esse caminho da autorrealização será o caminho da morte e da des-truição assassina.
Diziam nossos pais refor-madores, que “a igreja é a consciência do Estado”, então só quero alertar a sociedade que o Deus da Vida está vendo todas as coisas e elas serão cobra-das em juízo. Não em nosso desgastado e poli-tizado STF, mas no juízo final. É tempo de repensar o assunto.
Aborto marxista
Ildemar Berbert
O Rev. Ildemar de Oliveira Berbert
é pastor da IP Central de Dourados e Presidente do Presbitério de Dourados.
O
Diziam nossos
pais reformadores,
que “a igreja é
a consciência do
Estado”, então
só quero alertar
a sociedade que
o Deus da Vida
está vendo todas
as coisas e elas
serão cobradas em
juízo.
EVANGELIZAÇÃO
Igreja Presbiteriana Central de Mesquita, realiza EBF “O Segredo do Chef”
conteceu na IP Central de Mesquita, RJ, nos dias 18, 19 e 20 de julho de 2018, a Escola Bíblica de Férias “O Segredo do Chef”, o mais recente material para EBF da série publicada pela Editora Cultura Cristã. A EBF foi um verdadeiro sucesso e cativou as crian-ças desde o primeiro dia. Foram dias de muita alegria e edificação, em que 357 crianças, em sua maioria, não pertencendo a nenhuma igreja evangélica, tiveram a oportunidade de conhecer o verdadeiro Chefe e Senhor, Jesus Cristo. Em função do espaço limitado da igreja, a EBF sofreu algumas modi-ficações para adequar aos dias de trabalho e a partici-pação de crianças de varias idades.
O encerramento contou com a presença dos pais que saíram felizes e edificados pela mensagem do evan-gelho. Após a EBF, muitas mensagens dos pais foram enviadas pelas redes sociais para agradecer a igreja pelo trabalho realizado. Uma mãe postou muitas fotos e escreveu a seguinte men-sagem: “Minha filha agora só quer cantar músicas de Igreja. Vou na loja comprar uns DVDs porque ela agora diz que é da Igreja”. Essa mãe nunca havia entrada em uma igreja evangélica antes.
Segundo a irmã Luiza Helena Morgado de
Mora-es, coordenadora do Depar-tamento Primário e da EBF, “A Bíblia diz que a Palavra de Deus não volta vazia e Deus tem poder para mudar o coração dessas crianças e suas famílias. A semente foi lançada e mesmo que não vejamos os frutos, Deus fará florescer e crescer, para a Sua própria glória”.
O pastor da Igreja, Rev. Ricardo Luiz de Moraes, agradece à Secretaria de Infância e à Cultura Cris-tã pelo ótimo material. “A EBF “O Segredo do Chef” dispõe de uma ótima abor-dagem para anunciar o evangelho aos pequeninos, com um tema muito atual e atraente, além de uma men-sagem que aponta para a glória de Deus”.
A IP Central de Mesqui-ta ainda não possui templo próprio. No mês de outu-bro, se Deus quiser, a igreja começará sua construção e, com isso, terá condições de alcançar mais pessoas atra-vés de seus trabalhos evan-gelísticos.
Você pode seguir a IP Central de Mesquita (ipc-mesquita) pelas redes socais e pelo seu aplicativo baixa-do no Google Play ou na App Store. E, se desejar, pode ser um parceiro na construção do templo.
Igreja Presbiteriana Cen-tral de Mesquita
CNPJ: 15.801.076/0001-93 Banco Itaú (341)
Agência: 8360
Conta Corrente: 28266-2
Ricardo Luiz de Moraes
A
O Rev. Ricardo Luiz de Moraes é o
pastor da IP Central de Mesquita, RJ.
O Segredo do Chef
O Segredo do Chef é o tema da nona Escola
Bíblica de Férias da Cultura Cristã em parceria com a Secretaria Geral do Trabalho da Infância. Tendo em vista o alto interesse das crianças pelo mundo da culinária, montamos essa EBF que tem como pano de fundo a história do famoso chef Calvin Gorgonzola. Ele está prestes a abrir mais um dos seus restaurantes e conta com a lealdade (e trapalhadas) do seu assistente Spaguetto. Seu arqui-inimigo, Lucinho Ensopado, está às voltas para sabotar a inauguração e conseguir o grande livro de receitas do chef Calvin. A partir desse enredo, que é desenvolvido no teatro de abertura, as crianças aprendem na oficina de histórias bíbli-cas sobre os ingredientes secretos para vivermos ao lado do Senhor Deus, o Chef Supremo, a saber: gratidão (maná do deserto), obediência (Elias e os corvos), confiança (Eliseu e o azeite da viúva) e a fé em Jesus (multiplicação dos pães e peixes). Vale ressaltar que todo o programa da EBF pode ser adaptado para programações especiais da UCP como acampamentos e acampadentros.
MISSÃO INTEGRAL
jornada começou na quarta-feira à noite, dia 5 de julho. Um núme-ro inicial de 20 voluntários saiu do Expresso Alegria, na cidade de Passos, MG, num ônibus com o bagagei-ro transbordando de cestas básicas, roupas, brinquedos e demais suprimentos arre-cadados.
Foram bem recepciona-dos pela IP de Rondonó-polis (MT) e depois pela Igreja Batista Nacional Lírio dos Vales em Alvora-da D’Oeste (RO). Os agora em 30 voluntários segui-ram na manhã de sábado para a casa do Rev. Luive e sua esposa Elis Regina em Costa Marques, onde passaram duas noites.
O grupo prosseguiu, com noite de evangelização no sábado e um domingo especial em Costa Marques, com participação na EBD e no culto à noite.
Segunda-feira, o traba-lho começou cedo e logo o grupo estava ajudando a mover do ônibus para o barco tudo o que fora arre-cadado. Do outro lado do rio de Costa Marques estava a Bolívia. Em três barcos subiram os rios Guaporé e Blanco, que fazem divisa entre o Brasil e a Bolívia, em direção à parte principal da missão: as comunidades ribeirinhas.
A primeira comunidade ribeirinha visitada foi a chamada Pedrita. Além da
assistência médica e do tra-balho com crianças, fizeram dois casamentos com direito a decoração, alianças, ves-tidos, ternos, maquiagem, manicure e penteados. A palavra de Deus foi anun-ciada naquelas cerimônias.
Então seguiram para a comunidade San Borja. Realizaram mais três
casa-mentos com a graça e a bên-ção de Deus e o auxílio de todos os voluntários, assim como tinha sido em Pedrita. Em San Borja, Deus con-cedeu um terreno para a construção da Base Missio-nária Internacional Expres-so Alegria, cujo objetivo é a realização de discipulado na comunidade, feita por
voluntários que desejarem passar um tempo prolonga-do na região, além da capa-citação dos ribeirinhos para as áreas que demandam determinadas habilidades, como a agricultura.
As últimas comunida-des foram Baía de Salu e Nueva Brema. O evangelho foi anunciado por meio da
Palavra e de canções, além de que foram entregues kits escolares e higiênicos para jovens e adultos e também saquinhos surpresa para as crianças.
O grupo se despediu da Bolívia na Armada Bolivia-na. Os militares convidaram os meninos para uma parti-da de futebol que fechou a tarde com muitas risadas. E o dia acabou assim, a viagem se encerrou com o longo retorno de dois dias a Passos.
A jornada envolveu falar de Cristo, ouvir de Cristo e presenciar Cristo, tanto nos olhares e sorrisos das crianças quanto na natureza amazônica – apreciada todo fim de tarde depois de um dia inteiro de trabalho. A cada manhã e noite, desde o início da viagem, o grupo foi abençoado com devocio-nais de um voluntário. Isso estreitou a relação como família, o que foi crucial para a jornada. Foi um com-partilhar de experiências, de risadas e de lágrimas. Houve crescimento e ama-durecimento espiritual. Essa viagem à Bolívia lhes ensi-nou a importância da vida, do evangelho, da união em Cristo e da obediência aos pais, ao líder e a Deus, além de muitas outras lições.
E, no fim de tudo, o grupo concluiu que não foi à Bolívia para dar, mas para receber.
Missão Brasil–Bolívia
Flávia Gabriela Dias
Flávia Gabriela Garcia Dias é
membro da IP Central de Passos (MG) e participou desse projeto.
A
Voluntários e bolivianos
MISSÕES
odo avanço da obra missionária é realiza-do por meio realiza-do bom rela-cionamento entre a igreja local, seu missionário e a agência enviadora. E pen-sando na melhor dinâmica de parcerias e propostas de atualização, a APMT em parceria com Junta de Missões Nacionais (JMN), irá realizar no dia 15 de setembro o IX
EMOLIM – Encontro de
Mobilizadores e Líderes de Missões. O encontro irá acontecer em Campinas, no Seminário Presbiteriano do Sul (SPS), e tem como principal objetivo, pro-mover uma oportunida-de única oportunida-de edificação e compartilhamento da ação mobilizadora missionária da IPB.
Baseado em João 15.16, “Eu os escolhi e lancei ao mundo para produ-zir frutos”, o EMOLIM deste ano tem como tema
“Missões – ações de Deus em nós e através de nós”,
oferecendo aos participan-tes minicursos, palestras, oficinas e inspirações, perspectivas e vivencias missionárias com o obje-tivo de capacitar e
mobi-lizar lideres e mobiliza-dores para trabalhar com missões na igreja local, frisando a importância da igreja, do missionário e da agência andarem juntos.
O evento é destinado a líderes de Departamentos Missionários, pasto-res, seminaristas, ofi-ciais da Igreja, líderes de Sociedades Internas e Ministérios Internos, can-didatos a missionários e membros das Igrejas que queiram ampliar sua visão e atuação missionária na igreja local.
Além de um espa-ço de livraria e estandes da APMT, JMN, Plano Missionário Cooperador, APECOM, o EMOLIM possibilitará espaços de conexão entre missionário e igreja, em que candida-tos e missionários pode-rão compartilhar seus pro-jetos de preparo e atua-ção no campo e as igrejas locais de mostrarem tra-balhos e ações que já rea-lizaram em prol de mis-sões, a fim de incentivar o trabalho de outras igrejas e proporcionar trocas de ideias para departamentos missionários.
Encontro de Mobilizadores e Líderes de Missões em Campinas
T
Conheça os palestrantes e a programação do EMOLIM 2018:Palestras:
Inspiração Missionária
Rev. Jair Almeida – Vocação coletiva ou comunitária Rev. Mis. Fabio Ribas – Vocação individual
Perspectiva Missionária
Rev. Carlos Aranha – Avanços e desafios da JMN
Rev. Mis. Marcos Agripino – Avanços e desafios da APMT
Vivência Missionária
Testemunhos de missionários do Brasil e do mundo sobre realidades e fru-tos no campo.
Minicursos
Pb. Mauricio Pitorri – Vencendo barreiras: departamento de Missões Mis. Tiago Gomides – Vendo a realidade: desafios globais da missão Mis. Patrícia Mota – A igreja no campo: viagem de curto prazo
Rev. Mis. José Clóvis Falcão – O campo entre nós: enxergando os estran-geiros
Mis. Paulo Humaitá – Profissionais e negócios em missões
Rev. Marcos Agripino/ Rev. Carlos Aranha – Preparo e etapas de envio APMT/JMN
O EMOLIM acontece a cada dois anos, não deixe de participar. Aproveite o
evento para se atualizar e se envolver na missão que Deus está realizando no Brasil e no mundo através da IPB.
Serviço:
Data: 15 de setembro Horário: 08h00 às 19h30
Local: Seminário Presbiteriano do Sul – Av. Brasil, 1200 – Jardim Brasil –
Campinas-SP
Investimento: R$ 60,00 (incluso: material, café da manhã e coffee-break) INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
www. apmpt.org.br/emolim2018 [email protected]
PRESBITERIANISMO EM FOCO
O Rev. Marcone Bezerra Carvalho
é pastor da 1a IP de Santiago, Chile, e
colunista do Brasil Presbiteriano
Iglesia Evangélica Presbiteriana de España
o último mês de abril, a Iglesia Evangélica Presbiteriana de España (IEPE) deixou de ser campo missionário da APMT. Desde então, um novo capítulo se iniciou na vida da nova denominação. A IEPE alcançou a maio-ridade, o que não signifi-ca signifi-caminhar sem a ajuda da IPB, mas sim, aprender a viver como igreja autô-noma. Sua emancipação é fruto de um período de 30 anos de trabalho missio-nário.
Em agosto de 1988, o venezuelano Hugo Vivas e a brasileira Fátima Vivas Roa desembarcaram no país com a filhinha de 3 anos. Enviados e sus-tentados pela IP do Brás (SP), eles eram obreiros da Operação Mobilização (OM) e atuaram em Sala-manca. No fim de 1989, já como missionários da Junta de Missões Estran-geiras (JME), estabelece-ram-se em Huelva, onde permaneceram até meados de 1995. Em seguida, tam-bém trabalharam na cidade o Rev. Júlio Marcelo F. dos Santos e sua esposa Celes-te (1991-1995). Ainda em 1995, Hugo – agora orde-nado pastor pela IPB – e Fátima mudaram-se para Don Benito, onde perma-neceram até 2001. Em 1997, foi iniciado o tra-balho em La Línea, extin-to em 2004. Entre 1995 e
2004, outros missionários chegaram e exerceram seu ministério em Huelva, Don Benito ou La Línea: Elna-tan Viana e Cenira (1995-2004), Edilene Mendes (1996-), Cláudio do Carmo de Assis e Gláucia (1998-1999), Vilma A. Alvaren-ga (c. 1998-1999), Selma Sousa (1998-1999), Mil-ton dos Reis PeyroMil-ton e Mara (1999-2003), César Augusto A. Ribeiro e Deni-ce (2000-2002), Everton P. Tavares e Nayra (2002-) e Dirceu Amorim de Men-donça e Tirza (2003-).
A partir de 2005, o esfor-ço missionário alcan-çou outros lugares: Sevi-lha, Torrelodones, Getafe, Madri, Málaga e, recente-mente, La Coruña e Alme-ría. O início das atividades nessas cidades foi possível devido à chegada de novos obreiros: Walter P. Pinheiro e Sueli (2006-), Carlos del Pino e Rosa (2007-), Fábio Diniz Pinto e Ana Elisa (2010-), Jânio A. Ciritelli e Lídia (2013-), José Mar-cos M. de Mello e Márcia (2016-) e Gabriel Neubarth S. Neves e Kelly (2017-). Todos esses encontram-se em atividade e compõem o Sínodo Nacional da IEPE, ao qual também pertencem os pastores espanhóis Juan Sánchez, Alejandro Rodrí-guez e Ignácio Minchón, o estadunidense Robert Tan-zie, o mexicano Arturo Ter-razas e os brasileiros Jocil-do Maximino e FernanJocil-do Dantas. Segundo o Rev.
Carlos del Pino, pastor em Torrelodones, “o período de consolidação ainda está em seu início, com a che-gada de mais obreiros e a abertura de novas obras”.
Na Espanha, assim como na Europa em geral, os desafios e obstáculos são maiores e mais complexos, o que torna lento o desen-volvimento da obra, com frutos que normalmente só aparecem a longo prazo. O país é um dos mais difí-ceis campos missionários do mundo, onde o secula-rismo e o ateísmo lançaram fortes raízes na sociedade, na família e no indivíduo há mais de 100 anos. Às vezes lembrada como des-tino turístico, trata-se de uma terra carente do evan-gelho. Ser missionário na Espanha é enfrentar uma dura realidade, enganando-se quem pensa que viver lá é o mesmo que conciliar ministério e turismo.
A IEPE é formada pelas igrejas de Huelva, Don Benito, Sevilha, Torrelodo-nes, Getafe, Madri e
Mála-ga. Mercê de Deus, em mais algum tempo haverá con-gregações em La Coruña e Almería. Uma igreja que existe em Málaga há mais de 30 anos pediu para inte-grar-se à denominação.
Para consolidar-se, a IEPE vê-se agora dian-te da necessidade de con-tar com novos obreiros e mais investimentos finan-ceiros. A compra de locais de culto e a implantação do Instituto Presbiteriano de Teologia são alguns dos desafios que batem à porta. O Instituto é um projeto do Sínodo, sob a coordenação do Rev. Del Pino, que ini-ciará suas atividades em 1 de outubro e oferecerá, a princípio, curso de forma-ção de liderança com dois anos de duração.
Os irmãos brasileiros podem ajudar a IEPE. Em primeiro lugar, com oração constante e também atra-vés de contribuições finan-ceiras esporádicas ou regu-lares. Além disso, envian-do obreiros para o pastora-do e plantação de igrejas e
profissionais nas áreas de educação (ensino teológi-co, capacitação de profes-sores, formação de líderes, ensino de inglês), esportes e informática. Outra possi-bilidade é o envio de gru-pos de jovens e adultos nos meses de férias na Espanha (julho e agosto) e de semi-naristas que possam ganhar experiência ministerial por um certo período. A IEPE também pode receber apo-sentados que queiram ofer-tar alguns anos ou meses em apoio às igrejas e à liderança.
Os candidatos a pastores na IEPE devem estar cien-tes do perfil requerido pelo contexto espanhol: forma-ção acadêmica e disposi-ção para colaborar com as congregações e proje-tos existentes antes de ini-ciar uma nova plantação ou empreendimento. Por ora, a maior necessidade é soli-dificar a estrutura.
O convite está lançado.
Marcone Carvalho
N
IP de Pinheiros (SP) realiza 2º Fórum de Educação
om o objetivo de dis-cutir a influência da educação na formação do caráter do cidadão, a IP de Pinheiros, localizada na capital paulista, reali-zou no dia 18 de agosto, o 2º Fórum de Educa-ção com o tema Até queponto, educação?
Para abordar o assunto, o evento contou com qua-tro momentos de pales-tras, entre eles, o bate-pa-po com o tema Educação
por princípios,
ministra-do por Inez Augusto Bor-ges, doutora em Ciências da Religião, escritora, tradutora e consultora educacional. Filipe Fon-tes, bacharel em Teolo-gia pelo Seminário JMC e autor do livro
Educa-ção em Casa, na Igreja e na Escola, da Cultura
Cristã, foi o responsável pela palestra A natureza
corrompida do coração humano e como lidar com ela.
Esteve presente tam-bém o Dr. Guilherme Schelb, Procurador da República em Brasí-lia, colocando em foco o tema A importância do
exemplo na família na formação do caráter da pessoa. Outro assunto
abordado no fórum foi
Educação e Corrupção,
tema exposto pelo Rev.
Fernando Abraão, dentis-ta, pastor presbiteriano e mestre em Teologia pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.
O evento foi sedia-do pela IP de Pinheiros e contou com a presen-ça de 150 pessoas, além de algumas crianças que estiveram presentes acompanhando os pais e que realizaram uma apre-sentação especial.
A primeira edição do Fórum de Educação foi realizada em agosto de 2017. Na ocasião foi dis-cutido o papel dos agen-tes na educação escolar,
defendendo que a sobe-rania das esferas seja res-peitada e desenvolvida: a família, a escola, o gover-no e a sociedade, confor-me artigo 205 da
Consti-tuição Federal do Brasil. Apresentação especial das crianças presentes no evento
Rev. Filipe Fontes Rev. Fernando Abraão
Dr. Guilherme Schelb Dra. Inez Borges
Com o tema
Até que ponto, educação?
Bíblia de Estudo Herança Reforma-da já traz em seu título algo especial. A “Heran-ça Reformada” remete ao reavivamento teológico e espiritual dos séculos 16 e 17, que resultou no rico legado da Reforma para a igreja.
Além do texto bíblico, a edição traz valiosos auxí-lios, com destaque para os comentários que pos-sibilitam tornar a leitura, tanto individual quanto em grupo, em momentos devo-cionais ou de culto fami-liar. Traz, ainda, artigos sobre ensinos-chave da fé
cristã e sobre a vida cristã prática; um panorama da história da igreja; e uma coleção de credos e confis-sões clássicas.
Cada livro da Bíblia tem uma introdução que aborda questões sobre a autoria, data, tema e propósito do livro, além de fazer uma sinopse de sua mensagem e apresentar, em alguns casos, questões de difícil interpretação.
Abaixo do texto bíblico, notas de estudo explicam o significado de palavras e frases específicas em seu contexto original. Referên-cias cruzadas com outros
textos relevantes são inte-gradas às notas de estudo, permitindo a investigação de um tema ou ensino.
Ao final da publicação, há uma seção de mapas que ajudará o leitor a visuali-zar a localização de vários
eventos descritos na Bíblia, além de concordâncias que auxiliarão a encontrar algumas das mais impor-tantes referências bíblicas sobre uma ampla variedade de palavras.
A obra tem texto
bíbli-co da Almeida Revista e Atualizada, tradução fiel à língua original e uma das preferidas pelos leitores da Bíblia. É apresentada em duas opções de capa em couro sintético: preta e preta com marrom.
Lançada a Bíblia de Estudo Herança Reformada
Título: Bíblia de Estudo Herança Refor-mada Categoria: Estudo Código: RA085BEHR ISBNs: 1. 9788531116421 2. 7899938406403 Formato: 17,0 x 23,5 cm Nº Páginas: 2.240
Encadernação: 1.Capa em couro sintético, preta e marrom 2. Capa em couro sintético, preta
Local de impressão: Gráfica da Bíblia Preço: R$ 189,90 (Preço sujeito a alte-ração sem aviso prévio)
Informações sobre pontos de venda podem ser obtidas pelo 0800-0141963. Recursos:
• Pensamentos para culto pessoal/familiar, no fim das notas de cada capítulo • O que aconteceu entre os Testamentos?
• 71 artigos doutrinários
• Artigos sobre ensinos chave da fé cristã (oração, orgulho, família, como viver positivamente em um mundo negativo)
• Panorama da história da igreja • Credos e confissões clássicas
• Introdução a cada um dos livros bíblicos e aos blocos de livros • Notas e referências bíblicas
• Notas e referências bíblicas • Notas de estudo no rodapé • Leia a Bíblia em um ano
• Tabela de pesos, moedas e medidas • Concordância bíblica
• Mapas coloridos
Publicada em coedição da Editora Cultura Cristã com a SBB, a obra contém auxílios baseados no reavivamento
teoló-gico e espiritual deixados pelo rico legado da Reforma.
A
Aniversário da Federação de Homens do PSJM
11º Seminário sobre Dependência Química
51 anos da IP do Bairro Santo Elias
IP Taubaté realiza PROJETO VIA DO AMOR na Rodovia Presidente Dutra
O Presbitério de São João de Meriti (PSJM) do esta-do esta-do Rio de Janeiro, cele-brou no mês de junho o 40º aniversário da Federação de Homens do Presbitério. Foi realizado um Culto de Ações de Graças no dia 09 de junho, que contou com a aproximadamente 50 pes-soas na IP de Coelho da Rocha.
Pregou o Rev. Eduar-do MachaEduar-do, que baseou sua mensagem em Lucas 13.18-21, e teve oas cânti-cos conduzidos pela Banda da Federação da Mocidade
do PSJM e com a presença dos pastores do presbité-rio: Rev. Nilson dos Santos (pastor da IP de Coelho da Rocha); Rev. Eduardo Ma-chado (Presidente do PSJM, mensageiro da noite e pastor da IP Central de Vilar dos Teles); Rev. Licurgo Augus-to NeAugus-to (pasAugus-tor da IP de São João de Meriti); Rev. Ronal-do José Diogo (pastor da IP de São Mateus e Secretário Presbiterial da Federação de Homens); Licenciado Alan Marinho (candidato ao Sa-grado Ministério na IP da Praça da Bandeira).
A cidade de Barueri – SP sediou, no dia 4 de julho, a 11ª edição do Seminário sobre Dependência Quími-ca, evento promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em parceria com as Comunidades Terapêuticas em Rede (Comter) e com o apoio do Conselho Munici-pal de Políticas sobre Dro-gas (Comad) e da Prefeitura Municipal de Barueri.
Com o tema “Bíblia Sa-grada: o Livro da esperan-ça”, o seminário aconteceu no Centro de Eventos de Ba-rueri (SP) – Museu da Bíblia (MuBI e reuniu cerca de 500 participantes, entre depen-dentes químicos em
recu-peração e seus familiares e dirigentes de comunidades terapêuticas.
Entre os destaques da programação estiveram as
palestras “Bíblia Sagrada: o Livro da esperança”, minis-trada pelo diretor executivo da SBB, Erní Walter Seibert, e apresentações culturais.
A IP do Bairro Santo Elias, da cidade de Mesquita (RJ), celebrou 51 anos de organi-zação em maio de 2018.
Entre os dias 24/05 e 27/05 foram realizados mo-mentos de Ação de Graças pela data. Pregaram os re-verendos Ademir Requiel, Benjamim, Otávio Henri-que, Carlos Vargas e Luiz Santos. Participaram tam-bém o Coral Maravilhas do Amor de Deus, a equipe de cânticos e conjuntos musi-cais da igreja.
Na ocasião, como forma de reconhecimento aos ir-mãos que trabalharam para manter essa obra até o mo-mento do ano do Jubileu de Ouro, foi colocada uma pla-ca comemorativa com seus nomes gravados no templo da IP do Bairro Santo Elias. Além da inauguração de uma cápsula do tempo, con-tendo objetos e fotos que re-lembram a história da igreja, e que será aberta quando a igreja completar 100 anos de organização.
O Projeto Via do Amor nasceu no coração de alguns jovens da IP de Taubaté.
Para o cumprimento da grande comissão, enxer-garam a necessidade de evangelizar os romeiros que transitam pela Rodo-via em direção ao
Santuá-rio Nacional de Aparecida, nos dias que antecedem o feriado nacional de 12 de outubro.
O projeto tem por ob-jetivo glorifi car a Deus, prestando atendimentos de saúde, massagem, reposi-ção alimentar, oferecendo
descanso e entregando de presente um kit evangelís-tico, contendo uma bíblia e folhetos.
A IP de Taubaté já está se preparando para a realiza-ção do Projeto Via do Amor deste ano, que será realiza-do em 10 de outubro.
Membros da IP Taubaté durante realização do Projeto Via do Amor
IP de Campo Gran-de (RN), através da Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) e Conse-lho de Ação Social (CAS), realizou dia 04 de agosto uma visita ao Lar do Idoso – Associação Filantrópica Jorge Gurgel Fernandes do Amaral na cidade vizinha
de Caraúbas (RN).
Ali tiveram um lanche com os idosos e funcio-nários (todos voluntários), foi realizado um Culto de Ação de Graças e logo após foram feitas doações de fraldas geriátricas, material de limpeza e de higiene pessoal.
Mais uma vez os volun-tários viram o cuidado para
com aqueles amáveis e carentes idosos, viram tam-bém um ambiente sempre limpo e muito bem cuidado.
Como pastor da IP de Campo Grande, posso afir-mar que temos contempla-do a grandeza de Deus ao nos dar o privilégio de nos confraternizarmos com pes-soas tão amorosas, caren-tes, mas que ainda podem ver um Deus que tudo pode. Oxalá que a Igreja de Cristo se mantenha também fora de quatro paredes, mais pie-dosa para com aqueles que um dia como nós também tiveram vigor e juventude.
A IP de Campo Grande louva a Deus e agradece pela recepção das amadas Iraneide e Dra. Velúzia, coordenadora e presidente do Lar de Idosos.
Essa associação tem gran-des dificuldagran-des em manter suas portas abertas e conta
com ajuda de várias fon-tes, você pode ajudar tam-bém. Envie suas doações para Banco do Brasil; Ag. 1038-3; Conta Corrente 12.084-7.
Mais um privilégio
Como conhecer a vontade de Deus
SENHOR geralmente
nos guia através da sua Palavra, pelas circunstân-cias ou por conselhos de outros. Mesmo assim, cer-tas situações continuam de difi cil solução. O primeiro passo em prol de uma so-lução sempre é querer fazer a vontade de Deus, não so-mente conhecer a Sua von-tade. Se o nosso coração disser: “Sim, SENHOR, pela
Tua graça, quero fazer a Tua vontade”, o Espírito Santo nos guiará, não como se fos-se por um GPS, mas mais
como por uma bússola. Como seguí-Lo? Confi ar no SENHOR e deixar Ele nos
guiar. E, num entroncamen-to, não passar por uma luz vermelha!
O que nos tem ajudado na resolução de situações como estas são passos simples:
1) Escreva num papel Sl 25.12; 32.8; 143.10 (pro-messas de Deus e nossa oração).
2) Depois, faça duas colunas.
3) Na coluna esquerda, coloque um grande “+” (po-sitivo), e na direita um “–“ (negativo).
Extraído de Meditações de um Peregrino, de Frans Leonard
Schalkwijk, Cultura Cristã, 2014. O Rev. Márcio Antônio Gomes de Brito é pastor da IP de Campo Grande
(RN).
Frans Leonard Schalkwijk Márcio Antônio de Brito
4) Orando, comece ano-tar os argumentos pró (+) e contra (–).
5) Depois, anote sua con-clusão preliminar.
6) Por umas semanas, co-loque-a diante do SENHOR e
fale sobre ela com irmãos dedicados.
7) Acrescente ou mude seus argumentos pró ou contra.
8) Escreva a sua conclu-são fi nal, colocando-a dian-te do SENHOR.
9) Tendo paz, ande (pois cavalo parado não dá para guiar). Ande com cuidado, e
10) Confi e que Deus co-locará um obstáculo se for necessário, baseando-se em Rm 8.28.
Mas, e se por desobediên-cia entrarmos num caminho errado, criando uma situação irreversível? Confessemos nosso pecado, não procu-rando consertar o impossí-vel por nós mesmos. Assim, Moisés, depois da revolta, advertiu os israelitas a não tentar entrar mais em Ca-naã (Nm 14.44). Também Samuel não voltou para trás depois de o povo reconhecer
que errou ao exigir um rei, mas ele os advertiu a conti-nuar a caminhada, obedien-tes a Deus (1Sm 12.20,23).
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que Ele transforma as nossas derrotas nas suas vitórias.
O
A
“... ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu
és o meu Deus”
(Sl 143.10).Tenho-vos mostrado em tudo que,
trabalhan-do assim, é mister socorrer os necessitatrabalhan-dos e
recordar as palavras do próprio Senhor Jesus:
Mais bem-aventurado é dar que receber.
(At 20.25)
MEDITAÇÕES
FALECIMENTOS
Dona Daisy
aleceu Daisy Gianot-ti Salum. Nascida em Itápolis/SP, a 18.08.1925, era filha de Corintho Gia-notti (comerciante e alfaia-te) e Angelina Damiano Gianotti (professora). Fez o curso fundamental e o 2º grau em sua cidade e o Curso Normal em São Carlos. Em seguida com-pletou o curso intensivo de Orientadora Educacional na Escola Normal Caetano de Campos em São Paulo. Daisy conheceu o evan-gelho aos 7 anos na IP de Itápolis. Veio a profissão de fé em 1943, com 18 anos, e a conversão tam-bém de sua mãe Angelina, professora de inesgotável energia e raros talentos.
Em 1950, em Araraqua-ra, casou-se com Cecílio Salum e o casal teve
qua-tro filhas. Com o consis-tente testemunho de sua esposa, Cecílio veio a con-verter-se e se tornou diá-cono da IP de Vila Xavier, naquela cidade.
Na IP de Araraquara, Daisy foi presidente da SAF por muitos anos, pre-sidente da Federação de SAFs do Presbitério de Araraquara e da Confe-deração Sinodal de SAFs do Sínodo Oeste de São Paulo. Durante anos foi capelã do Curso de Artesa-nato da sua igreja e orien-tou grupos de estudo bíbli-co. Daisy ensinou no SESI da cidade por 21 anos e dirigiu a Escola Pequeno Príncipe na IPA de 1983 a 1991.
Ela deixa um riquís-simo legado de caráter cristão, pois sempre foi
valente diante das lutas por que passou e mostrou um espírito inabalável. Tinha grande inteligência emocional e prezava seus relacionamentos. Era paci-ficadora, procurava recon-ciliar as pessoas umas com as outras e com Deus. Jamais elevou a voz ou foi deselegante para impor-se. Generosa, entregava-se ao próximo sem egoísmo, sendo esteio e modelo de muitos! Daisy espalhou
o bom perfume de Cristo. Dona Daisy valorizava o carinho recebido. Poucas horas antes de partir sus-surrou “ótimo” ao provar o bolo de seu aniversário. Após as últimas fotos, sor-riu. Não se admira que a própria natureza tenha desejado despedir-se dela. O delicioso aroma das flo-res da jabuticabeira de seu quintal invadiu a casa em seus últimos momentos.
Deixou as filhas e
gen-ros, Sandra e Cláudio Marra, Selma e Vitor Alves, Sílvia Salum (uma doce e exemplar combi-nação de filha, enfermeira e cuidadora nos últimos anos da mãe) e Cecília e Fernando Cazarini; os netos Renan (casado com Bruna), Fernanda (casada com Danilo) e Priscila; e a bisnetinha Sofia (de Renan e Bruna).
A 19 de agosto de 2018 – uma hora e vinte minu-tos após o dia de seu 93º aniversário – a que-rida Dona Daisy foi ao encontro de seu “Primeiro Amor” e agora habita seu lar eterno.
Com dados compilados por Cecília Accorsi de Oliveira Lima (membro da IP Vila Xavier de Araraquara, São Paulo) e redação final de Sandra Salum Marra.
F
Daisy Gianotti Salum – 18.08.1925 – 19.08.2018
“Um anjo de mulher, chamado Maria
Ramos, nossa humilde lavadeira,
convidou-me para uma festa nos salões
da Igreja Presbiteriana. Lá aconteceu
um milagre (como nas bodas de Caná).
Encontrei uma pessoa que transformou
a minha vida e me amou – Cristo
Jesus. Falaram-me do seu grande amor,
agarrei-me então ao ‘Primeiro Amor’
que não me trata mais segundo meus
pecados. Nos meus anos já vividos,
fui sempre sustentada por essa fé, a
qual me dará a rica promessa da Vida
Eterna.”
Dona Daisy“(...) o Senhor
enxugou todas
as lágrimas e
me deu a sua
paz e muitas
vitórias. Nesta
tranquilidade,
senti que o Deus
de minha vida se
revelou em Cristo;
então compreendi
melhor o amor de
Deus.”
Dona Daisy Foto: Cecília SalumFALECIMENTOS
Presbítero Adivaldo Ferreira Vargas
sua discrição escon-dia suas múltiplas influências. Habituado a fazer e pouco falar dos seus feitos, soube criar e desencadear serviço para aquele que o amou profun-damente e o salvou eter-namente. Seus principais discursos eram silenciosos e quando se pronunciava era ouvido com máximo respeito. Na convergên-cia, encorajava e apoiava. Na divergência, fazia pen-sar e crescer. Os números eram seus amigos. Não encontrava barreiras para calcular e fazer ver nas projeções financeiras. Essa sua habilidade, talento per-cebido ainda na infância, foi colocado à disposição do Senhor e de sua obra. Assim foi nas tesourarias
que geriu na sua caminha-da, na IP Central de Cacho-eiro de Itapemirim, no Presbitério do Itapemirim, no Sínodo Espírito Santo/ Rio de Janeiro, no SC da IPB, no Rotary Club, no Hospital Evangélico e em outras portas abertas por Deus e que a elas se dedi-cou. Na juventude fez a muitos sorrir com suas participações hilárias em peças de teatro, ao lado de seu irmão, expressan-do seu humor fino e sole-ne. As muitas gargalhadas permitiam a reflexão sobre temas importantes para seu tempo e geração. Essas expressões artísticas fami-liares ocultavam, para os menos próximos, a adoles-cência difícil marcada pela morte da mãe, Clarice. A circunstância fez os meni-nos, Adivaldo e
Haveral-do, e as meninas, Yêda e Iternice, amadurecem mais rápido e absorverem novas responsabilidades. O corpo franzino não o impediu de
servir ao país, no Exército Brasileiro, no Rio de Janei-ro, num período de inten-sas transformações histó-ricas. De volta ao querido Cachoeiro destacou-se pro-fissionalmente e, no tempo certo, conheceu sua linda Aracy, com quem formou uma abençoada família, em 1968, tendo recebido de Deus duas valiosas heran-ças: Cíntia, que deu a ele a alegria do André, seu neto querido, e Douglas. Quan-do a cidade recebeu o Hos-pital Evangélico, lá estava ele cooperando para o nas-cimento e manutenção de um lugar de acolhimento,
cuidados e amor ao pró-ximo. Ao nascer o Rotary, também ali estava inte-grando um seleto grupo de fundadores. Abriu
empre-sas, ofereceu empregos e ajudou na formação fami-liar e crescimento profis-sional e social de centenas de pessoas. Aprendeu com seus pais, a quem muito honrou, maravilhosas ver-dades a respeito de Deus. Com o Senhor caminhou, a ele serviu durante quase 80 anos. Tempo tão curto se comparado à saudade. Tempo tão bem aproveita-do se analisaaproveita-dos os frutos. Tempo que estará presen-te na memória e na his-tória. Tempo perfeito de Deus que resolveu chamá -lo para viver para sempre com o Senhor a quem
ser-viu, demonstrou amor, res-peito e permaneceu fiel até ouvir chamar seu nome. A sua última viagem foi para fazer algo que o empol-gava e o fazia agir como um menino. Foi seu último Supremo Concílio da Igre-ja Presbiteriana do Brasil. Foi sua última eleição para integrar o Plano Missioná-rio Cooperativo, responsá-vel por plantar e revitalizar igrejas em todo o Brasil. Foi a última vez que ele viu amigos de uma longa jornada. Todavia, não foi a última vez que ele ouviu a voz de Deus. Não foi a últi-ma vez que ele sentiu a pre-sença do Senhor. Não foi a última vez que ele pôde adorar ao Papai do Céu. Entre o dia 24 de julho, quando sofreu um Aciden-te Vascular Hemorrágico no hemisfério esquerdo do cérebro, e 14 de agosto seu nome esteve nas orações de milhares de pessoas. Uma multidão de cristãos pediu a Deus que ele fosse curado, plenamente res-taurado e restituído à sua família e a seus ministé-rios. Mas, a Bíblia diz, e nós cremos, que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. Assim, resignados e agradecidos ao Senhor pelo grande privilégio de convívio, relacionamento e aprendizado, glorificamos a Deus pela vida e muitas obras do Presbítero Adi-valdo Ferreira Vargas.
O Rev. Haveraldo Ferreira Vargas, Júnior, é pastor da IP das Américas, RJ. IGREJA PRESBITERIANA CENTRAL
CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM • Tornou-se membro: 1959 • Secretário de Atas: 1963 • Diácono: 1965 • Presbítero: 1971 • Tesoureiro: 1976 • Justa emerência: 2006 PRESBITÉRIO DO ITAPEMIRIM – ES
• Tesoureiro durante 45 anos
IGREJA PRESBITERIANA do BRASIL
• Tesoureiro: 1986 a 1999
PLANO MISSIONÁRIO COOPERATIVO
• Desde a criação
Adivaldo Ferreira Vargas 1940 - 2018 JR Vargas
o celebrarmos 130 anos, olhamos em direção ao passado e obser-vamos uma preciosa his-tória escrita pela graça de Deus. Encontramos notá-veis exemplos de fidelidade ao Senhor e de dedicação à sua obra. O presbiterianis-mo chegou ao Paraná na década de 1870. Há indícios de que o Rev. José Manoel da Conceição tenha visita-do a região de Castro (PR) em 1877, juntamente com o Rev. Alexander Blackford e os colportores João Antunes
de Moura e Manoel Pereira da Cunha Bastos. Por essa época, o Sr. José Rodrigues Lagos e família se conver-teram mediante a leitura da Bíblia e do jornal Imprensa Evangélica.
O trabalho regular de evangelização na cidade de Castro se consolidou com a chegada do Rev. Robert Lenington, no dia 3 de junho de 1884. Na noite da sua chegada, pregou na casa do Sr. José Marques. Ele permaneceu na cidade durante um mês, pregando e visitando, numa época em que não havia
evangé-licos na região. O trabalho frutificou, e no mesmo ano foram organizadas as IP de Fundão e de Tibagi. Além das famílias Lagos e Mar-ques, membros da família Jorge estavam entre os que ouviram e participaram do trabalho na época.
Com o retorno do Rev. Lenington aos Estados Uni-dos, o Rev. George Lan-des assumiu o trabalho na região, organizando a IP de Castro no dia 29 de julho de 1888. Em sua organização, a Igreja de Castro contava com cento e vinte e um membros, incluindo irmãos de outras regiões próximas, como Fundão, Tibagi e Ponta Grossa.
Em 1896, durante o pasto-rado do Rev. George Bicke-rstaph, foi iniciada a cons-trução do Templo, que ficou pronto no ano seguinte. Com o avanço do trabalho,
foi necessário ampliá-lo, o que foi feito em 1922. Em 1924, o templo contava com o que se pode ver ainda hoje, a nave principal, as duas alas laterais e o púlpito de madeira de imbuia com gradil. No topo da fachada há a escultura de uma Bíblia aberta com o texto “Exami-nai as Escrituras” (Jo 5.39), princípio que tem norteado a igreja até o presente.
Após 130 anos de orga-nização, a IP de Castro permanece resoluta em sua missão de ensinar e pro-clamar a Palavra de Deus. Além da Escola Bíblica e do Culto Dominical, a igre-ja mantém pontos de pre-gação na cidade, trabalhos com crianças, adolescentes, jovens, homens e mulhe-res. Atua como parceira da Associação de Ação Social da Castrolanda, que mantém o Centro de Atendimento
à Criança e ao Jovem. E investe em missões, coo-perando com trabalhos de evangelização e discipulado na África do Sul e Moçam-bique. Essa rica história nos motiva enquanto olhamos para o futuro. O Senhor é fiel, e pela ação graciosa do Espírito Santo continu-ará trazendo vida por meio proclamação do evangelho de Jesus Cristo.
No dia 29 de julho à noite, domingo, celebra-mos o Culto de Ação de Graças pelos 130 anos de organização da IP de Castro. Como de costume em nos-sos cultos dominicais, um momento solene e alegre de encontro entre o rebanho e o Sumo Pastor. Iniciamos com a leitura do salmo 103, bendizendo o Deus mise-ricordioso. O Coral Ecos da Glória ajudou a igreja a engrandecer o Deus dos antigos, que desde o passa-do é nossa luz, esteio, guia e proteção, cuja Palavra é lei e direção. Esteve conos-co o Rev. Ludgero Bonilha Morais, que levou a congre-gação a refletir no ensino do primeiro capítulo da pri-meira carta de Pedro. Após o culto, nos reunimos no Salão Lenington para alegre confraternização e o tradi-cional bolo de aniversário. Uma noite que ficará mar-cada na história da igreja e na vida dos que estiveram presentes.
Alexandre Amin
O Rev. Alexandre Amin de Oliveira é pastor da IP Central de
Castro
A
130 anos da IP de Castro (PR)
“A misericórdia do Senhor é de eternidade
a eternidade, sobre os que o temem, e a sua
justiça sobre os fi lhos dos fi lhos, para com
os que guardam a sua aliança e para com
os que se lembram dos seus preceitos e os
cumprem”
(Sl 103.17-18).Roselinda Idália Durães é
superintendente da EBD da IP Nova Matrona (MG)
o dia 9 de julho de 2018, aconteceu o Culto em Ações de Graças pelos 80 anos do Rev. Luiz Lopes na 2ª IP de Bom Jesus do Itabapoana (RJ).
O Rev. Luiz Lopes pasto-reou essa igreja por 30 anos e recebeu em 1998 o título de Pastor Emérito.
Entre os visitantes esta-vam pastores e aproxima-damente 350 pessoas das mais diferentes igrejas e denominações das cidades de Itaperuna, São Gonçalo,
Campos dos Goytacazes, São José do Calçado, Santa Maria de Campos, Natividade, e dos distri-tos de Usina Santa Izabel, Carabuçu, Santo Eduardo, Rosal.
O Rev. Ramon Lopes, atual pastor da 2ª IP de Bom Jesus do Itabapoana, entre-gou de uma placa metáli-ca homenageando ao Rev. Luiz Lopes. O mensageiro foi o Pastor Carlos Roberto de Oliveira Júnior, genro do Rev. Luiz Lopes, pastor da
Igreja Batista da Liberdade. Familiares e amigos tiveram a oportunidade de
compartilhar histórias mar-cantes da vida e ministério do reverendo. Na ocasião
também foi lançado o livro A Palavra em Palavras, de sua autoria.
N
CELEBRAÇÃO
80 anos do Rev. Luiz Lopes
Rev. Luiz Lopes recebendo homenagem do Rev. Ramon Lopes (atual pastor da 2ª IP de Bom Jesus do Itabapoana)
David Moreira de Souza Rev. Luiz e família
107 anos de David Moreira de Souza
avid Moreira de Souza nasceu na Fazen-da Rio Fazen-das Antas, muni-cípio de Salinas – Minas Gerais, em 20 de junho de 1911. Filho de Augus-to José de Souza e Vitali-na Moreira de Souza, é o oitavo filho de uma famí-lia de 15 irmãos. Casou-se com a Carlota Durães de Souza em 09 de setembro de 1933, com quem teve quatro filhos: Esli Durães Souza, Oswaldo Durães de Souza (ministro do Evan-gelho), Narciso Durães de Souza e Otacílio Durães de Souza. Também criou Virgília, menina desampa-rada que recebeu e cuidou
em sua casa até a morte, já cega e idosa.
Produtor rural, David morou na região de Malha-da Nova, onde o casal hos-pedava em sua casa os pastores missionários nor-te-americanos que reali-zaram a obra do Senhor no norte de Minas Gerais durante 10 anos. Em 1943, mudaram para a proprie-dade denominada Zanta Velha e em 1946 iniciaram a construção do atual tem-plo da IP de Rio das Antas. Ali, junto com seu irmão Pb. Antônio Moreira de Souza, participou direta-mente do trabalho de evan-gelização no município, testemunhando o encon-tro de amigos e familiares
com Deus, contando com a simpatia de todo o povo. “Enquanto isso acrescen-tava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”
Como homem público, foi vereador por três plei-tos consecutivos e juiz de paz por doze anos, sem nenhuma remuneração. Resolveu e pacificou mui-tas demandas. Foi um dos pioneiros da fé presbite-riana em região e presbí-tero por 50 anos na IP de Rio das Antas, onde ser-viu ao Senhor desde a sua juventude. Participou ati-vamente na fundação da Igreja e na construção do templo da IP Nova Matro-na, onde congrega
sem-pre que está no povoa-do, pois, viúvo há muitos anos, hoje mora tempora-riamente com cada filho.
Fiel leitor da Bíblia e testemunha do seu Mes-tre Jesus, continua lúcido e dono de uma sabedoria invejável! Sua história se mistura à da Igreja Pres-biteriana na região e enri-quece a todos que têm o
privilégio de desfrutar de sua presença e amizade.
A IP de Nova Matrona reconhece a sua luta inces-sante em prol do evange-lho de Cristo e sua influ-ência benéfica na nossa comunidade, numa vida desprendida e abnegada, e cria, em suas dependên-cias, uma biblioteca à qual confere o seu nome: Pb. Davi Moreira!
Parabéns, mestre, pio-neiro da fé evangélica no nosso município! “A quem honra, honra!”
A Deus, toda a glória e todo louvor!
Roselinda Durães