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RELAÇÃO ENTRE CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS E DIAGNÓSTICO DE MASTITE EM REBANHO LEITEIRO DE MINAS GERAIS

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RELAÇÃO ENTRE CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS E DIAGNÓSTICO DE MASTITE EM REBANHO LEITEIRO DE MINAS GERAIS

SÍLVIO SIMÃO PEREIRA DE MELO¹

CAROLINA MOTA CARVALHO²

STEFANIA MARCIA DE OLIVEIRA SOUZA²

MARGARETI MEDEIROS²

CLEYBER JOSÉ DA TRINDADE DE FÁTIMA²

1Graduando do Curso Medicina Veterinária do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos

2 Professor do Curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos

E-mail para correspondência: [email protected]

RESUMO

A mastite é uma das enfermidades que mais acometem o gado leiteiro, levando a perdas econômicas e produtivas. Um dos grandes problemas é a sua prevalência silenciosa, ou seja, subclínica, determinando perdas de até 70%, enquanto à mastite clínica apenas 30%. No auxilio diagnóstico dessas afecções utilizam-se aspectos visuais como à existência de grumos e às alterações do parênquima glandular, entretanto essas alterações estão presentes apenas em animais com mastite clínica. A mastite subclínica por não possuir alterações a olho nu, podem passar desapercebida pelos proprietários e pelos empregados, pode alastrar-se no rebanho, infectando outras vacas. Para identificar essa enfermidade utilizam-se exames complementares como os testes California Mastiti Test (CMT) ou pela contagem de células somáticas. Foram utilizadas amostras de 100 animais da raça girolando ½ e ¾ do rebanho leiteiro da Fazenda Jacaré localizada no município de Lagoa Grande em Minas Gerais. Os animais foram submetidos ao exame de contagem de células somáticas durante os meses de abril, maio, junho e agosto de 2019, as amostras foram coletadas individualmente e encaminhadas a empresa Clínica do leite, responsável pelas análises. Os resultados posteriormente foram analisados afim de diagnosticar a mastite no rebanho, os valores correspondentes a porcentagem de vacas sadias e doentes, mastite clínica e subclínica, a média de CCS mensal, taxa de cura espontânea e novas infecções, foram comparados com achados de outros autores e comparados as exigências da instrução normativa n°76 de 2018. Ao fim do estudo a técnica de contagem de células somáticas mostrou-se excelente ferramenta para diagnóstico de mastite subclínica.

Palavras-chave: Sanidade animal, células defesa, glândula mamária, análises. 1. INTRODUÇÃO

O País hoje possui cerca de 213.523.056 milhões de animais, desses a cultura leiteira soma 37 milhões de cabeças, o que representa 17% do rebanho nacional, encontrando-se na quarta posição entre os maiores produtores de leite no mundo, no segundo trimestre de 2019 o Brasil chegou a produzir 5,8 milhões de litros de leite. Quantidade significativa, mas que deixa a desejar devido a grande quantidade de animais no território nacional, segundo maior atrás

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apenas da Índia. Hoje a média litros/vaca/ano ultrapassa pouco mais de dois mil litros (IBGE, 2019), comparado a outros países como o Reino Unido, décimo maior produtor no ranking mundial em que a média por animal ano chega a 8.131 litros/vaca/ano (ZOCCAL, 2018). Minas Gerais é o estado que possui o maior rebanho leiteiro do país com cerca de três milhões de animais, produzindo quase 9 milhões de litros/leite/ano, municipio de Patos de Minas se destaca como maior produtor de leite do estado e segundo maior do País. (IBGE, 2018).

A mastite bovina, sob o ponto de vista econômico, é a doença mais relevante de bovinos leiteiros em todos os continentes, afetando drasticamente a produção e a qualidade do leite e derivados (PYÕRÃLÃ, 2002). Caracteriza-se por uma inflamação da glândula mamária, geralmente de caráter infeccioso, podendo ser classificada como clínica ou subclínica. A mastite clínica apresenta sinais evidentes tais como: edema, aumento de temperatura, endurecimento, dor na glândula mamária, grumos, pus ou qualquer alteração das características do leite (FONSECA, SANTOS, 2000). Na forma subclínica não se observam alterações macroscópicas e sim alterações na composição do leite; portanto, não apresenta sinais visíveis de inflamação do úbere (CULLOR et al., 1994).

Um dos grandes problemas da mastite no rebanho é a sua prevalência silenciosa, ou seja, subclínica, determinando perdas de até 70%, enquanto 30% devem-se à mastite clínica (SANTOS, 2001). No Brasil, segundo Brant; Figueiredo (1994), a mastite subclínica caracteriza-se pela alta incidência, com indicies variando de 44,88% a 97%, e a redução da produção de leite situa-se entre 25,4% e 43%.

No caso das formas clínicas, o diagnóstico é realizado pelo uso da caneca de fundo preto ou telado onde se visualizam alterações macroscópicas do leite. A mastite subclínica é aquela que apresenta resultado positivo ao teste de Califórnia Mastit Test (CMT), ou pela contagem direta ou indireta de células somáticas no leite (CCS) (Santos, 2001).

Quanto às células somáticas (CCS), fisiologicamente podem ser do tipo epitelial ou de defesa. As epiteliais são oriundas da descamação normal do epitélio secretor da glândula mamária e as células de defesa, geralmente leucócitos, são aquelas que migram da corrente sanguínea para os alvéolos, em resposta a uma reação inflamatória, quando a glândula mamária sofre algum tipo de agressão, por exemplo, uma infecção, (SANTOS, 2001).

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Dessa forma, como ocorre aumento da quantidade de células somáticas no leite na medida em que a infecção progride, a CCS no leite é um excelente parâmetro de monitoramento de mastite no rebanho leiteiro (BRESSAN et. al., 2000). O leite produzido por uma glândula mamária bovina saudável contém quantidade baixa de células somáticas que compreendem neutrófilos, macrófagos e linfócitos, sendo a contagem dessas células inferiores a 50.000 células/mL de leite (ANDREWS et. al., 2008). Em outro trabalho, o valor de 200.000 cél/mL deve estar presente em vacas sem infecção (LANGONI, 2000), vacas com mais de 300.000 células/mL tem grande probabilidade de estarem infectadas (BRESSAN et al., 2000). De acordo com a (IN 76/2018) Instrução Normativa N°76/2018 o leite cru refrigerado de tanque individual ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de Células Somáticas de no máximo 500.000 CS/mL (quinhentas mil células por mililitro), (Brasil, 2018).

A contagem de células somáticas (CCS) poderá ser realizada a partir de amostras de leite retiradas diretamente do tanque (coleta coletiva) ou por meio da contagem de células somáticas individual, em que as amostras são retiradas de cada vaca, através de medidor de leite nos casos de ordenha mecânica. As amostras devem ser encaminhadas em até cinco dias, podendo ser enviadas sem refrigeração ao laboratório (FONSECA, SANTOS, 2001). A contagem de células somáticas individual é um método eletrônico de contagem cada vez mais utilizado no Brasil e que constitui a base do monitoramento da saúde do úbere nos países desenvolvidos (BRESSAN et al., 2000).

Aproximadamente 20 a 30% das infecções da glândula mamária são eliminadas espontaneamente pelo sistema de defesa do animal. Dessa forma, a adoção de boas práticas de manejo, alimentação adequada e um ambiente livre de estresse podem contribuir para a redução das infecções (TOZZETTI, BATAIER, ALMEIDA, 2008).

Esse trabalho objetiva realizar um estudo com a relação entre CCS e diagnóstico de mastite clínica e subclínica em gado leiteiro da região de Minas Gerais.

2. MATERIAL E MÉTODOS

Os animais utilizados fazem parte do rebanho leiteiro da Fazenda Jacaré, localizada no munícipio de Lagoa Grande- Minas Gerais. Os testes correspondem à amostras coletadas nos meses de abril, maio, junho e agosto de 2019, com intuito de controlar e prevenir a mastite

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subclínica. Foram utilizadas 100 vacas da raça Girolando ½ e ¾, separadas em lotes, o primeiro de 40 vacas primíparas, um segundo lote de 40 multíparas e vacas de alta produção e o terceiro de 20 animais em tratamento, secagem, CCS elevado e de leite não aproveitável. São criadas em confinamento, em curral a céu aberto, sem cama, com sombra natural e sombrites distribuídos pelo curral, água a vontade em bebedouros de cimentos com boias, alimentadas no momento da ordenha por ração balanceada composta de 24% de proteína, e quando designadas ao curral recebem silagem de milho e polpa cítrica.

Figura 1 - Vacas em sistema de confinamento em curral a céu aberto

Fonte: Do autor (2019).

As vacas são ordenhadas a cada doze horas, sem bezerro ao pé, sem aplicação de ocitocina. Os bezerros são desmamados ao nascimento, e destinados a um bezerreiro onde recebem alimentação de quatro litros/leite/dia e ração à vontade. O leite é armazenado e resfriado a 4ºC em tanque de expansão da marca Etschied® com capacidade de armazenamento de 4000 Litros de leite. A ordenhadeira utilizada é da marca GEA Westsfalia®, modelo espinho de peixe 45º, sistema fechado, alto, composta por seis conjuntos de teteiras.

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Figura 2- Vacas em ordenha

Fonte: Do autor (2019).

A ordenha foi controlada por dois funcionários sendo eles um homem e uma mulher, que são treinados obedecendo uma rotina pré-estabelecida, para um maior controle de qualidade e higiene. As vacas quando entram na ordenha passam pelo teste da caneca, este teste permite o diagnóstico da mastite clínica e diminui o índice de contaminação do leite. Posteriormente é feita a limpeza dos tetos com água clorada.

Em seguida foi realizado o “pré-dipping”, seguido de secagem dos tetos com papel toalha descartável utilizando-se um papel por teto em movimento único de cima para baixo retirando o excesso de solução, após o processo de higienização dá-se início a ordenha do animal.

Para a coleta individual de CCS foi utilizado medidor de leite GEA Westfalia®, os frascos foram disponibilizados pela Clínica do Leite empresa responsável pelas análises, com etiquetas enumeradas na lateral do frasco na posição vertical. Após a ordenha completa do animal, permitiu-se a entrada de ar no medidor para homogeneizar o leite, colocou-se imediatamente a amostra no frasco, que foi tampado e virado por 10 vezes para uma boa

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diluição do conservante. Em seguida as amostras foram enviadas juntamente com a planilha de campo que contém as informações do proprietário, data da coleta e a quantidade de análises que se deseja por amostra, para empresa Clinica do Leite localizada em Piracicaba, São Paulo, laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As amostras de leite passam por citometria de fluxo, uma técnica utilizada para contar, examinar e classificar a CCS, partículas microscópicas suspensas em meio líquido em fluxo.

Figura 3- medidor de leite GEA Westfalia®.

Fonte: Do autor (2019).

Foram analisadas individualmente todas as matrizes e classificadas quanto a número de células somáticas, correspondente a cada coleta. Dentre os animais infectados havia animais com mastite clínica, que mesmo identificados na rotina de ordenha foram coletados amostras e enviadas com o restante do rebanho. Vacas com mastite clínica foram tratadas de acordo com grau de infecção, grau 1 ( alteração na composição do leite ) e grau 2 ( alteração da composição do leite, inflamação da glândula mamária, edema),sendo que animais grau 1 foram tratados com Bovigam®L (ampicilina, cloxacilina) intramamária por três dias. Grau 2 os animais receberam tratamentos diferentes afim de mensurar o sucesso dos protocolos, foi utilizado para o

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tratamento os medicamentos: Rilexine®200 (cefalexina, neomicina, prednisolona) intramamária por 2 vezes ao dia durante 2 dias,Mastclin® (cefoperazone) intramamária 2 vezes ao dia por 3 dias, Flumast® (fluetasona, sulfato de neomicia, espiramicina) 2 vezes ao dia por 3 dias, Zelotril® (enrofloxacina) 25ml por dia, intamuscular durante 3 dias, kinetomax® (enrofloxacina) 30 ml dose única intramuscular.

Para tratamento e prevenção da mastite subclínica, os animais em secagem receberam a aplicação de Orbenin Extra® (cloxacilina), e ou Bovigam®L (ampicilina, cloxacilina). É feita a ordenha completa do animal,limpeza dos tetos e cuidadosamente é feita a aplicação pelo canal do teto, não sendo este ordenhado após aplicação.

Para esse estudo, foi considerado mastite subclínica animais com CCS de 300,000 células/mL. Após os resultados do primeiro mês se deu início um trabalho de controle e redução dos índices de CCS, como treinamento da equipe responsável pela ordenha, e manejo.

Realizou-se análise descritiva da contagem individual, apresentando resultados sob a forma de média utilizando-se as ferramentas do excel.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos após análise laboratorial foram a porcentagem de vacas sadias e doentes, porcentagem de vacas com mastite clínica e subclínica, média de CCS mensal, média mastite clínica e subclínica, além da taxa de cura espontânea e novas infecções, tais resultados estão apresentados nos (Gráficos 1, 2, 3 e 4) e na (Tabela 1)

O presente estudo, afim de diagnosticar a mastite subclínica, utilizou amostras de leite individual para análise de CCS. De acordo com o (Gráfico 1), é possível afirmar que animais doentes correspondam a quase 50% do rebanho. Provavelmente devido a alta incidência de mastite subclínica, de acordo com Dias, (2007) por não apresentar sinais visíveis e passar

despercebida pelos proprietários e pelos empregados, a mastite subclínica pode alastrar-se no rebanho, infectando outras vacas. As análises que corresponderam aos meses seguintes tiveram melhoras quanto ao número de animais sadios, correspondendo a maio 55%, junho 54% e agosto 63% (gráfico 1), resultando em uma melhora significativa quanto a saúde dos animais.

Muito se deve a práticas como manejo antes, durante e após a ordenha. Ainda de acordo com Coser et al., (2012) melhoras em relação a conscientização do ordenhador, higienização,

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desinfecção do ambiente, do animal e dos utensílios ajudam a melhorar os índices de CCS no rebanho.

Gráfico 1- Porcentagem de vacas sadias e doentes, dentro de um total de 100 animais.

Fonte: Do autor (2019)

Gráfico 2- Porcentagem de vacas com mastite clínica e subclínica dentre um total de 100 animais.

Fonte: Do autor (2019)

Em Machado e Cassoli (2008) divulgaram dados sobre a CCS de rebanhos brasileiros coletados entre junho de 2007 e julho de 2008 cuja média foi de 489 mil células/mL. No presente estudo, a média da Contagem de Células Somáticas (CCS) referente aos meses de abril,

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Apr/19 May/19 Jun/19 Aug/19

Ce n te n as Vacas MC Vacas MSC 0 100.000 200.000 300.000 400.000 500.000 600.000 700.000 800.000 900.000 1.000.000

Apr/19 May/19 Jun/19 Aug/19

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maio, junho e agosto de 2019 foi de 577.718 cél/mL (Gráfico 3). Tendo-se como referência o

valor máximo de CCS permitido pela IN76 que deve apresentar médias trimestrais de 500.000 cel/mL as amostras avaliadas não atendem a legislação. Os valores do rebanho acima da média correspondem principalmente aos animais com mastite clínica. Alguns fatores que têm sido descritos como fontes de variação de CCS são: individualidade, ocorrência de mastite, estágio de lactação, tipo de criação (intensivo ou extensivo), dentre outros. O manejo de ordenha pode indiretamente alterar a CCS de um animal ou do rebanho (SPENCER,2000). Sugere-se então que

a média de CCS para controle de mastite em rebanho deve ser feita separando-se ou excluindo os animais com mastite clínica.

Gráfico 3- Média CCS mensal.

Fonte: Do autor (2019).

No estudo realizado, vacas com mastite clínica e subclínica corresponderam a uma média de 15,25% e 28,75% num total de 100 animais, conforme apresenta o gráfico 4. Esses valores estão abaixo dos descritos por (COSTA, 2001), ele afirma que os níveis de ocorrência de mastite subclínica e clínica, no Brasil, foram respectivamente, de 72% e 17,5%, nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Provavelmente os resultados abaixo da média, comparado aos descritos em literatura se deve ao sucesso nos tratamentos realizados com antimicrobianos, manejo, e conscientização dos funcionários.

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35%

média MC (mastite clínica) média MSC (mastite subclínica)

Ce

n

te

n

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Gráfico 4- Média mastite clínica e subclínica dos meses coletados.

Fonte: Do autor (2019).

Ao analisar a (Tabela 1) é possível observar a porcentagem de animais que apresentaram cura espontânea durante o estudo, em média 15% do rebanho utilizado apresentou melhora. Entretanto Tozzetti et al., (2008) afirma que aproximadamente 20 a 30% das infecções da glândula mamária são eliminadas espontaneamente pelo sistema de defesa do animal. Supostamente o que fez a média ficar a baixo do descrito por Tozzetti et al., (2008) se deve a questões nutricionais, uma vez que a cura espontânea esta diretamente ligada ao sistema de defesa do animal.

Tabela 1- Taxa de cura espontânea e novas infecções de mastite subclínica

Parâmetros Abril/19 Maio/19 Junho/19 Agosto/19

Taxa de cura espontânea 0% 15,6% 16,0% 14,0%

Taxa de novas infecções 0% 21,0% 24,0% 11,0%

Fonte: Do autor (2019).

Sugerindo que a análises a partir de contagem de células somáticas é um método eficaz para diagnóstico, para Monardes (1995), o método eletrônico para CCS apresenta uma série de

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vantagens em relação aos outros métodos, como California Mastitis Test (CMT) e Wisconsin Mastitis Test (WMT). O procedimento eletrônico para CCS pode ser automatizado, possibilitando maior rapidez e precisão dos resultados.

4. CONCLUSÕES

A técnica de coleta de células somáticas para diagnóstico de mastite subclínica pode ser realizada com sucesso, mostrando-se rápida, barata e servindo de excelente parâmetro para análise da qualidade do leite dos animais. Além disso é possível a partir das análises mensais realizar um trabalho de prevenção e controle da mastite subclínica, dessa forma conclui-se que a contagem de células somáticas na bovinocultura de leite é importante aliada no diagnóstico de mastite subclínica.

No entanto, conclui-se também que para controle e tratamento de mastite clínica, a CCS é dispensável, pois é um custo desnecessário, tendo em vista que o diagnóstico é clínico, além de aumentar a média de CCS do rebanho.

REFERÊNCIAS

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Imagem

Figura 1 - Vacas em sistema de confinamento em curral a céu aberto
Figura 2- Vacas em ordenha
Figura 3- medidor de leite GEA Westfalia®.
Gráfico 2- Porcentagem de vacas com mastite clínica e subclínica dentre um total de 100 animais.
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