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FUNDAMENTOS, POLÍTICAS E LEGISLAÇÃO EM EAD

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FUNDAMENTOS,

POLÍTICAS E

LEGISLAÇÃO EM EAD

PÓS-GRADUAÇÃO 2011

LEITURA FUNDAMENTAL

AULA 3

PROF. DR. JOSÉ MANUEL MORAN

© DIREITOS RESERVADOS

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POLÍTICAS E LEGISLAÇÃO EM EAD

PÓS-GRADUAÇÃO 2011

LEITURA FUNDAMENTAL AULA 3

PROF. DR. JOSÉ MANUEL MORAN

PARA CITAR ESTE TEXTO:

MORAN, José Manuel. Fundamentos, Políticas e Legislação em EaD. Departamento de Extensão e Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2011.

© DIREITOS RESERVADOS

Proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem o prévio consentimento, por escrito, da Anhanguera Educacional. Publicação: Junho de 2011.

DIRETORIA DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

Silvio Cecchi

Correspondência/Contato

Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo CEP. 13.278-181, Tel.: 19 3512-1700

PREPARAÇÃO GRÁFICA

Lusana Veríssimo

Renata Galdino

PARECER TÉCNICO

Cláudia Benedetti

REVISÃO GRAMATICAL

Lilian Mendes

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AULA 3 - POLÍTICAS E LEGISLAÇÃO EM EAD

OBJETIVOS

Olá, está preparado(a) para mais uma aula? Veremos agora um assunto muito importante: as políticas e a legislação em Educação a Distância. Por isso, o nosso objetivo é apresentar de uma forma geral as normatizações publicadas pelo Ministério da Educação, os recentes decretos e portarias, assim como uma breve reflexão sobre os efeitos das políticas destinadas à EaD no Brasil.

1. LEGISLAÇÃO NO BRASIL

Apesar de a Educação a Distância ter uma longa história no mundo e também no Brasil (já que data do início do século passado), somente em 1996 é que a matéria foi tratada, e, pela primeira vez na história da legislação ordinária, o tema da EaD se converteu em objeto formal, consubstanciado em quatro artigos que compõem um capítulo específico: o primeiro determina a necessidade de credenciamento das instituições; o segundo define que cabe à União a regulamentação dos requisitos para registro de diplomas; o terceiro disciplina a produção, o controle e a avaliação de programas de educação a distância; e o quarto faz referência a uma política de facilitação de condições operacionais para apoiar a sua implementação, conforme a transcrição a seguir do Artigo 80 da Lei n° 9.394 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada.

1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.

2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativo a cursos de educação a distância.

3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.

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I – custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

II – concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas. (BRASIL, 1996)

A mesma Lei n° 9.394 estabelecia ainda a exigência de que, a partir de 2006, todos os professores que viessem a ser contratados para ministrar aulas no Ensino fundamental e médio deveriam estar habilitados, com o terceiro grau concluído. Essa exigência criou um movimento em direção à qualificação dos professores leigos que já estavam no exercício da profissão, apontando para o uso da educação a distância como ferramenta para a oferta das licenciaturas então necessárias.

O Ministério da Educação formou, em 1997, um grupo de especialistas para criar a regulamentação do artigo 80 da LDB. Como resultado desse trabalho, surgiram os Decretos n°2.494 e 2.561, em fevereiro e abril de 1998, respectivamente, e a Portaria n° 301, de 7 de abril de 1998, formando o conjunto de instrumentos que indicaram os procedimentos que deveriam ser adotados pelas instituições para obter o credenciamento do MEC para a oferta de cursos de graduação a distância.

Em abril de 2001, o Conselho Nacional de Educação editou a Resolução n° 01, que disciplina a oferta dos cursos de pós-graduação a distância no país, fixa limites e estabelece exigências para o reconhecimento de cursos a distância ofertados por instituições estrangeiras.

Ainda em 2001, o Ministério da Educação publicou a Portaria n° 2.253, que permite a universidades, centros universitários, faculdades e centros tecnológicos oferecer até 20% da carga horária de cursos já reconhecidos na modalidade a distância. Essa Portaria foi atualizada pela nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004.

Para avaliar as regulamentações do artigo 80 da Lei n° 9.394 (LDB), verificar necessidades de mudança nas normatizações e rediscutir as políticas públicas para a área da educação a distância, o MEC criou, em janeiro de 2002, uma Comissão Assessora para Educação Superior a Distância, formada por especialistas em EaD, representantes de instituições públicas e privadas e por membros do próprio ministério. Em agosto de 2002, o grupo de trabalho decidiu pela indicação de uma nova regulamentação, na forma de um novo decreto, revogando os Decretos n° 2.494 e 2.561, editados em fevereiro e abril de 1988. O relatório da comissão destacava, ainda, entre as necessidades de mudança:

(5)

 Construção de Padrões Nacionais de Qualidade para EaD;

 Eliminação da necessidade de credenciamento específico em EaD para as instituições já autorizadas pelos sistemas a atuar no ensino presencial;

 Integração da EaD ao planejamento pedagógico das instituições, por meio do Plano de Desenvolvimento Institucional, referenciado pelas diretrizes curriculares e pelos padrões de qualidade nacionais de cursos;

 Comprometimento dos projetos pedagógicos com a justiça social e com a heterogeneidade, em direção a um patrimônio social comum.

A EaD foi regulamentada principalmente pelo Decreto nº 5.622, publicado no D.O.U (Diário Oficial da União) de 20 de dezembro de 2005. Dois anos depois, o Decreto nº 6.303 foi editado para atualizar algumas questões do decreto anterior.

Algumas diretrizes mais importantes:

• Instituição de Ensino Superior com autonomia universitária não necessita de autorizações para ofertar novos cursos superiores, uma vez que esteja credenciada para EaD, em sua sede.

• O ato de credenciamento definirá a abrangência de sua atuação no território nacional.

• Os cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Direito deverão ser submetidos, prévia e respectivamente, à manifestação do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

• A duração mínima de um curso não poderá ser inferior à definida na modalidade presencial.

• O controle de frequência será definido no projeto pedagógico. • As equivalências e aproveitamentos são garantidos para os alunos.

• Colaboração com os Sistemas Estaduais: “Banco Nacional de Informação”, com dados sobre educação a distância.

• Participação dos alunos nas avaliações do SINAES. SAIBA MAIS

A LDB – Lei de Diretrizes e Bases foi regulamentada pelo Decreto n.º 5.622, publicado no D.O.U. de

20/12/05 (que revogou o Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de

1998, e o Decreto n.º 2.561, de 27

de abril de 1998) com normatização definida na Portaria Ministerial n.º 4.361, de 2004 (que revogou

a Portaria Ministerial n.º 301, de 07

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• Garantia de condições análogas às da sede para atendimento dos alunos em polos remotos.

O Decreto nº 5.800, de 8 de junho de 2006, institui o Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB.

A Universidade Aberta do Brasil é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal.

O Sistema UAB foi instituído para "o desenvolvimento da modalidade de educação a distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País". Fomenta a modalidade de educação a distância nas instituições públicas de Ensino Superior, bem como apoia pesquisas em metodologias inovadoras de Ensino Superior respaldadas em tecnologias de informação e comunicação. Além disso, incentiva a colaboração entre a União e os entes federativos e estimula a criação de centros de formação permanentes por meio dos polos de apoio presencial em localidades estratégicas.

Assim, o Sistema UAB propicia a articulação, a interação e a efetivação de iniciativas que estimulam a parceria dos três níveis governamentais (federal, estadual e municipal) com as universidades públicas e demais organizações interessadas, enquanto viabiliza mecanismos alternativos para o fomento, a implantação e a execução de cursos de graduação e pós-graduação de forma consorciada. Ao plantar a semente da universidade pública de qualidade em locais distantes e isolados, incentiva o desenvolvimento de municípios com baixos IDH e IDEB. Desse modo, funciona como um eficaz instrumento para a universalização do acesso ao Ensino Superior e para a requalificação do professor em outras disciplinas, fortalecendo a escola no interior do Brasil, minimizando a concentração de oferta de cursos de graduação nos grandes centros urbanos e evitando o fluxo migratório para as grandes cidades.

(7)

para integração e articulação das propostas de cursos, apresentadas exclusivamente por instituições federais de Ensino Superior, e as propostas de polos de apoio presencial, apresentadas por estados e municípios.

O segundo edital, publicado em 18 de outubro de 2006, denominado UAB2, diferiu da primeira experiência por permitir a participação de todas as instituições públicas, inclusive as estaduais e municipais.

Em 2007, o sistema UAB repassou recursos às instituições de ensino superior para a ampliação do acervo bibliográfico dos polos de apoio presencial. Foram adquiridos livros contemplando as áreas dos cursos ofertados nos polos. A bibliografia básica foi indicada por coordenadores de cursos e corroborada por coordenadores UAB.

Em 2008, merece destaque a atuação do Sistema UAB que fomentou a criação de cursos na área de Administração, de Gestão Pública e outras áreas técnicas.

Atualmente, 88 instituições integram o Sistema UAB, entre universidades federais, universidades estaduais e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs). De 2007 a julho de 2009, foram aprovados e instalados 557 polos de apoio presencial com 187.154 vagas criadas. A UAB, ademais, em agosto de 2009, selecionou mais 163 novos polos, no âmbito do Plano de Ações Articuladas, para equacionar a demanda e a oferta de formação de professores na rede pública da educação básica, ampliando a rede para um total de 720 polos.

A UAB continuará a apoiar a formação de professores com a oferta de vagas não-presenciais para o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação. Essas vagas atenderão à demanda levantada pela análise das pré-inscrições realizadas na Plataforma Freire pelos professores brasileiros. Além desse apoio, a UAB atenderá à chamada demanda social por vagas de nível superior.

A Portaria Ministerial nº 4.361, de 29 de Dezembro de 2004, normatiza os procedimentos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior (IES).

A Portaria Ministerial nº 4.059, de 10 de Dezembro de 2004, trata da oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial.

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contínua interaprendizagem: cada instituição aprende com as outras e passa a imitar as propostas bem-sucedidas. Temos dificuldade em visualizar todas as variantes que estão acontecendo, pela quantidade de instituições envolvidas (ao redor de 70).

No Ensino Superior, foram credenciadas 250 instituições para oferecer cursos de graduação e pós-graduação de lato sensu1, e

algumas também oferecem cursos tecnológicos a distância. Houve um forte crescimento nos últimos anos. O maior número de instituições credenciadas a atuar a distância é de

universidades: 76, correspondendo a 43,6%. Dos 110 centros universitários existentes, somente 15 estão aptos a funcionar com metodologia de EaD, o que equivale a 13,63%. Por fim, das 2.036 faculdades (isoladas, integradas, centros de ensino superior e outras denominações), apenas 37 estão autorizadas, o que equivale a somente 1,81%.2

Você pode conferir dados mais atualizados acessando o site do MEC

(www.mec.gov.br) e do Censo da Educação Superior, que apresenta um panorama geral desse nível de ensino no Brasil, incluindo dados específicos sobre a educação a distância. Os últimos dados divulgados são de 2009.

Um dos dados relevantes é o fato de, entre 2008 e 2009, os cursos a distância terem aumentado em 30,4%, enquanto os presenciais tiveram um crescimento de 12,5%.

1

Dados disponibilizados no portal do MEC, em:

<http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=view&id=588&Itemid=

298>.

2

ALVES, J. R. M. As políticas institucionais como fator relevante para

a avaliação.

Carta mensal educacional

, Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisas

Avançadas em Educação, ano 10, n. 63, nov. 2005. Disponível em:

<http://www.ipae.com.br/pub/pt/cme/cme_54/index.htm>.

Para acessar o site do Censo da Educação

Superior, clique aqui.

(9)

O documento mostra também que, em 2001, as matrículas em cursos de graduação EaD correspondiam a 0,2% do total (entre presencial e EaD); já em 2008, corresponderam a 14,1% do total, ou seja, um aumento relativo gigantesco de cerca de 70% em sete anos.

Evolução do Número de Matrículas por Modalidade de Ensino – Brasil –

2001-2009

Fonte: Censo da Educação Superior/ MEC/ Inep/ Deed

As Universidades Federais ficaram autorizadas, ao menos em caráter experimental – por dois anos –, para atuar em Educação a Distância superior, por autorização do Ministério da Educação, através da Portaria nº 873, publicada no Diário Oficial da União de 11/04/2006. Esse processo foi estendido e corroborado pelo Decreto o N° 5.800, de 08 de junho de 2006, que permitiu a criação da UAB (Universidade Aberta do Brasil).

Tanto nas Universidades Federais, quanto nas Instituições de Ensino Superior Privadas, predominam os cursos de formação de professores, principalmente na graduação.

(10)

Veja a seguir algumas decisões importantes.

2. OS 20% A DISTÂNCIA

Entendendo que a inserção de tecnologias, assim como a maior flexibilidade dos cursos superiores, é inevitável em um mundo globalizado, foi criada a possibilidade de os cursos presenciais ofertarem parte de sua carga horária a distância. Esse fato está regulamentado pela Portaria Ministerial nº 4.059, de 10 de Dezembro de 2004 (http://meclegis.mec.gov.br/documento/view/id/89), que aborda a oferta de 20% da carga horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial.

A portaria citada trata como semipresenciais os cursos presenciais que ofertem parte de sua carga horária na modalidade a distância, não podendo ultrapassar 20% do total, como especifica o parágrafo segundo do artigo primeiro:

Art. 1º (...)

§ 2º Poderão ser ofertadas as disciplinas referidas no caput, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não ultrapasse 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso. (BRASIL, 2004)

Esse artigo aborda também a obrigatoriedade das avaliações presenciais. Já o Art. 2º desse decreto fala da obrigatoriedade da utilização de recursos tecnológicos e de atividades presenciais de tutoria.

Art. 2º A oferta das disciplinas previstas no artigo anterior deverá incluir métodos e práticas de ensino-aprendizagem que incorporem o uso integrado de tecnologias de informação e comunicação para a realização dos objetivos pedagógicos, bem como prever encontros presenciais e atividades de tutoria. (BRASIL, 2004)

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nível compatível. Além disso, qualquer alteração no projeto pedagógico do curso deve ser comunicada aos órgãos competentes (Parágrafo Único e Art.3º).

2.1 POLÍTICAS DE IMPLANTAÇÃO DOS 20% A DISTÂNCIA

O que você acha da possibilidade de flexibilização da carga horária nos cursos presenciais? Acreditamos que ensinar em uma instituição superior não pode se reduzir aos momentos dentro de uma sala de aula. Podemos flexibilizar a forma de organizar os momentos de sala de aula e os de aprendizagem virtual de forma integrada e alternada. Afinal, boa

parte do conhecimento que adquirimos é justamente de maneira autônoma, ao lermos e pesquisarmos sobre determinada temática. Pensando assim, os cursos podem alternar momentos de encontro numa sala de aula e outros em que continuamos aprendendo, mas cada um em seu lugar de trabalho, ou em casa, conectados por meio de redes eletrônicas.

Atualmente, há uma discussão teórica intensa sobre o blended learning: o

ensino e a aprendizagem semipresenciais. Autores como Rovai e Jordan (2004), Aretio (2004), Morgado (2005), Moran (2004), entre outros, mostram que o caminho da educação passa pela convergência entre o presencial e o virtual, na combinação integrada de tempos e espaços, tornando o currículo flexível. No Brasil, temos o limite dos 20%. Outros países estão implantando o ensino semipresencial ou blended learning sem limites legais.

A concessão da possibilidade dos 20% para os cursos presenciais foi um grande avanço, pois significou legalizar a utilização isolada de disciplinas a distância que alguns pesquisadores já vinham desenvolvendo e que poderiam ocasionar problemas jurídicos caso houvesse contestação pelo seu uso num curso concebido para ser presencial.

Leia o artigo “Os novos espaços de atuação do professor com as tecnologias”, publicado na Revista

Diálogo da PUC-PR.

Acesse o link:

(12)

Ao mesmo tempo, a portaria dos 20% permitiu que muitos professores e instituições trouxessem para o ensino presencial a experiência de gerenciar atividades a distância, criando um novo espaço de ensino e aprendizagem virtual, complementar ao da sala de aula, além de introduzir nas universidades e escolas a

educação on-line. Veja exemplos da utilização de ferramentas on-line no vídeo

“Currículo Multidiferencial”.

As instituições superiores têm optado, na questão dos 20% a distância, por dois caminhos diferentes: o do voluntarismo e o do planejamento pontual. No voluntarismo, a instituição deixa livre a adesão dos professores ao uso de atividades virtuais, e somente aqueles mais motivados o fazem. Essa prática costuma ser vista com mais frequência nas universidades públicas, onde é mais difícil mudar um projeto pedagógico e onde as iniciativas de mudança costumam ser mais individuais do que institucionais. Mesmo assim, hoje centenas de professores utilizam a educação on-line

nas suas disciplinas, tanto nas instituições públicas como nas privadas ou comunitárias, desenvolvendo uma cultura consolidada de inovações na integração do presencial com o virtual.

Outras instituições optaram pelo que denominamos aqui de planejamento pontual. Começaram disponibilizando virtualmente aquelas situações que lhes criavam problemas no cotidiano escolar, como os alunos com dificuldades, os que tinham pendências, recuperações, reprovações. Em espaço virtual, disponibilizam o conteúdo e as atividades. O professor faz o papel de consultor para tirar dúvidas e de avaliador final. Isso permitiu resolver problemas de espaço e de alocação de alunos em novas turmas e diminuiu os custos, ao menos para as instituições.

Outra prática desse modelo mais integrado e planejado é a escolha de algumas disciplinas comuns a vários cursos, ou seja, de núcleo comum, como Língua Portuguesa, Sociologia ou Metodologia de pesquisa. Isso possibilita disponibilizar o mesmo conteúdo na web e organizar as atividades de discussão e avaliação com

Título: Currículo multirreferencial

http://www.youtube.com/watch?v=qDUDYr RS8Eo

(13)

alguns professores e tutores, trazendo maior flexibilidade de organização curricular, liberação de alguns horários ou dias de aula e maior economia para a universidade.

Algumas prerrogativas para a implantação dos 20% a distância devem ser observadas, em primeiro lugar a organização de uma plataforma que permita a criação de um Ambiente Virtual de Aprendizagem, para que as atividades sejam sistematizadas e padronizadas. A utilização de suportes midiáticos deve prever também o domínio técnico das ferramentas; para isso, tanto os professores quanto os alunos devem ser capacitados para operar o Ambiente Virtual de Aprendizagem, conhecendo inclusive o objetivo de haver uma disciplina oferecida nessa modalidade.

Outro ponto importante é a garantia do acompanhamento da disciplina pelo docente: as atividades de tutoria e atendimento aos alunos devem ser constantes, e estes devem ser incentivados a participar das atividades on-line. É fundamental que

haja planejamento pedagógico para garantir que o aproveitamento do ensino e da aprendizagem seja efetivo.

Algumas experiências3 mostram que o desenvolvimento de atividades a distância tem sido crescente, desde o início de sua implantação. A familiarização dos professores com o ambiente se dá, na maioria das vezes, de forma tímida: inicialmente, disponibilizam arquivos com os materiais utilizados em suas aulas presenciais e materiais complementares, como resumos, apresentações, artigos, textos para leituras. Quando a intimidade com o ambiente aumenta, passam a utilizar recursos como Fórum, Grupos, Banco de Questões, para a realização de discussões com os alunos de uma ou mais salas, entre várias disciplinas. Utilizam também o trabalho em grupo, avaliações on-line, e passam a explorar os demais recursos, como

Avisos, Calendário e outros, deixando o ambiente personalizado e organizado de acordo com suas preferências e necessidades, e dependendo também da plataforma disponível.

Os Planejamentos Pedagógicos das disciplinas elaborados pelos professores, com a orientação dos seus coordenadores de curso, servem como uma referência para o desenvolvimento das atividades a distância. A equipe de EaD tem de atuar no

3

Experiência relatada no artigo base deste tópico: MORAN, J. M.; ARAUJO

FILHO, M.; SIDERICOUDES, O. A ampliação dos vinte por cento a distância: estudo

de caso da Faculdade Sumaré-SP. In: XII CONGRESSO INTERNACIONAL DA

ABED

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA,

FLORIANÓPOLIS,

20

set.

2005.

Trabalhos

.

Disponível

em:

(14)

sentido de acompanhá-los para a sua implementação, apontando possibilidades de uso dos diferentes recursos disponíveis no ambiente virtual, possibilitando aos professores práticas mais condizentes com a abordagem pedagógica adotada pelo Projeto.

Práticas como essas levam à criação de fóruns utilizados em atividades assíncronas com bastante interatividade, pois os comentários sobre os temas podem – dependendo da ferramenta utilizada – relacionar-se em um esquema de árvore. Em alguns casos, professores criam grupos para as discussões, gerando assim um número menor de mensagens, mas com bastante qualidade nas interações, que podem ocorrer dentro dos grupos ou entre eles. Além disso, com o desenvolvimento acelerado das tecnologias de comunicação audiovisual em tempo real e o seu custo proporcional menor, é possível repensar a organização dos cursos presenciais.

A partir de constatações como essas, vemos que a Portaria nº 4.059, de 10 de Dezembro de 2004, que permite o sistema bimodal, semipresencial – parte presencial e parte a distância – proporciona um modelo promissor para o ensino nos diversos níveis, pois combina o melhor da presença física com situações que a distância pode complementar de forma mais útil e eficiente.

Dessa forma, um dos principais desafios de hoje, nas universidades e escolas, é tornar mais flexível o currículo de cada curso, integrando e inovando as atividades presenciais e a distância. O sistema bimodal ou blended se mostra o mais promissor

para o ensino nos diversos níveis, principalmente em nível de Ensino superior.

Colocamos como grande questão a rediscussão do limite de 20% de disciplinas

on-line, imposto pelo MEC. Por que 20 e não 30 ou 50? As universidades poderiam

flexibilizar seus currículos até chegar a uma carga horária média de 50% para aulas presenciais e 50% a distância. Cada instituição é que deveria definir qual é o ponto de equilíbrio entre o presencial e o virtual, de acordo com cada área do conhecimento. Isso porque há disciplinas que necessitam mais da presença física, como as que utilizam laboratório ou interação corporal (dança, teatro etc.). O importante é experimentar várias soluções nos diversos cursos.

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diferentes por período e duplicar o uso de cada sala. As universidades, por exemplo, que têm mais autonomia podem flexibilizar os currículos de acordo com cada área de conhecimento, experimentando modelos diferentes.

Instituições multicampi podem organizar modelos combinando videoconferência ou web conferência para determinadas aulas, com professores

especialistas, tutoria com professores assistentes e atividades a distância via Internet. A implantação pode ser progressiva, para fazer uma transição sem traumas do totalmente presencial para o semipresencial.

3. OUTRAS REGULAMENTAÇÕES

Além das

regulamentações já apontadas, temos também:

A Portaria Ministerial nº 4.361, de 29 de Dezembro de 2004

(http://portal.mec.gov.br/seed/ar quivos/pdf/port_4361.pdf), que regulamenta os procedimentos de credenciamento e recredenciamento de

instituições de educação superior (IES).

O Decreto nº 5.800, de 8 de junho de 2006

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5800.htm), que, como já apontamos anteriormente, institui o Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB.

As regulamentações indicadas não tratam somente sobre o Ensino Superior, pois normatizam a oferta de cursos na modalidade a distância nos mais diversos níveis de ensino.

No entanto, pelo Decreto nº 2.561/98, fica delegado às autoridades competentes o credenciamento das instituições de ensino, como prevê o Art. 8º da LDB. Isso significa que as instituições que oferecem cursos de educação básica que

Leia o artigo “ProUni e UAB como estratégias de EaD na expansão do Ensino Superior”, de Stella Cecília Duarte Segenreich.

Disponível em:

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preveem certificação e diplomação, por exemplo, devem recorrer a instâncias como os Conselhos Estaduais de Educação (excetuando-se as instituições federais). Além disso, para cursos profissionalizantes e ensino fundamental e médio para jovens e adultos, oferecidos na modalidade a distância, os alunos podem matricular-se sem a comprovação de escolaridade, mediante a avaliação que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato, conforme prevê o Decreto nº 2.494/98

(http://edutec.net/Leis/Educacionais/edd2494.htm).

O Ministério da Educação é o órgão competente quando se trata de regulamentação específica para cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico.

Já os cursos de Pós-Graduação oferecidos na modalidade a distância possuem ainda regulamentação específica, dada pelas resoluções do Conselho Nacional de Educação, a saber: Resolução CNE/CES Nº 1, de 3 de Abril de 2001; Resolução CNE/CES nº 24, de 18 de dezembro de 2002, Resolução CNE/CES nº 1, de 8 de junho de 2007 e Resolução CNE/CES nº 5, de 25 de setembro de 2008.

3.1 A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

SEED - SUPERVISIONA A EAD

Em 2008, a SEED começa a supervisão da educação a distância. As principais instituições de EaD do Brasil são chamadas – aos poucos – para assinar o Termo de Saneamento de Conduta (TAC) para realizar as adequações exigidas pelo MEC. Algumas são descredenciadas por não conseguirem atender às exigências da SEED, que era orientada por diretrizes como:

 A prática de supervisão/fiscalização contribui para coibir irregularidades e, em casos concretos de deficiências, viabiliza saneamentos, visando garantir a qualidade da educação oferecida pelas Instituições Credenciadas para EaD.

 Regulação e Supervisão são atividades intrinsecamente ligadas.

 A regulação se efetiva na supervisão, portanto a Administração tem de ser capaz de desempenhar as duas atividades plenamente.

(17)

 A regulação gera informações para a supervisão. O ponto de partida da supervisão é inspecionar se as disposições previstas na regulação estão sendo devidamente seguidas.

 A supervisão gera informações para a regulação, para posterior análise de pedidos de recredenciamento, reconhecimento de curso e autorização de cursos.

(18)

3.2 MUDANÇAS NA REGULAÇÃO DA EDUCAÇÃO

A DISTÂNCIA

O Decreto n. 7480, de 16/05/2011, trata da reestruturação do MEC e extingue a Secretaria de Educação a Distância (Seed), com destaque para a criação, no âmbito do MEC, da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior.

Alguns destaques:

Art. 27. À Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior compete:

I - zelar pelo cumprimento da legislação educacional no âmbito da educação superior, profissional e tecnológica;

II - promover ações de supervisão relacionadas ao cumprimento da legislação educacional e à indução da melhoria dos padrões de qualidade;

III - promover a supervisão relativa ao credenciamento e recredenciamento das instituições que integram o Sistema Federal de Educação Superior, bem como a autorização e o reconhecimento de seus cursos superiores de graduação;

IV - credenciar e recredenciar as instituições de educação tecnológica privadas, bem como autorizar, reconhecer e renovar o reconhecimento de seus cursos superiores de tecnologia;

V - estabelecer diretrizes para as ações de supervisão, avaliação e regulação da educação profissional e tecnológica em consonância com o PNE; e

VI - estabelecer diretrizes e instrumentos com vistas à supervisão e regulação da educação a distância.

Art. 30. À Diretoria de Regulação e Supervisão em Educação a Distância compete:

I - planejar e coordenar ações visando à regulação da modalidade a distância;

II - promover estudos e pesquisas, bem como acompanhar as tendências e o desenvolvimento da educação a distância no País e no exterior;

III - promover a regulamentação da modalidade de educação a distância, em conjunto com os demais órgãos do Ministério, sugerindo eventuais aperfeiçoamentos;

(19)

V - definir e propor critérios para aquisição e produção de programas de educação a distância, considerando as diretrizes curriculares nacionais e as diferentes linguagens e tecnologias de informação e comunicação;

VI - promover parcerias com os órgãos normativos dos sistemas de ensino visando ao regime de colaboração e de cooperação para produção de regras e normas para a modalidade de educação a distância;

VII - exarar parecer sobre os pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições, específicos para oferta de educação superior a distância, no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância;

VIII - exarar parecer sobre os pedidos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de educação a distância, no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância;

IX - propor ao CNE, em conjunto com a Secretaria de Educação Superior e com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos instrumentos específicos de avaliação para autorização de cursos superiores a distância e para credenciamento de instituições para oferta de educação superior nessa modalidade;

X - estabelecer diretrizes, em conjunto com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, para a elaboração, pelo INEP, dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores a distância;

XI - exercer, em conjunto com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, a supervisão dos cursos de graduação e sequenciais a distância, no que se refere a sua área de atuação;

XII - elaborar proposta de referenciais de qualidade para educação a distância, para análise pelo CNE;

XIII - propor critérios para a implementação de políticas e estratégias para a organização, regulação e supervisão da educação superior, na modalidade a distância;

XIV - estabelecer diretrizes, em conjunto com os órgãos normativos dos sistemas de ensino, para credenciamento de instituições e autorização de cursos, na modalidade de educação a distância, para a educação básica;

XV - promover a supervisão das instituições que integram o Sistema Federal de Educação Superior e que estão credenciadas para ofertar educação na modalidade a distância; XVI - organizar, acompanhar e coordenar as atividades de comissões designadas para ações de supervisão da educação superior, na modalidade a distância;

(20)

XVIII - gerenciar o sistema de informações e o acompanhamento de processos relacionados à avaliação e supervisão do ensino superior na modalidade a distância;

XIX - interagir com o CNE para o aprimoramento da legislação e normas do ensino superior a distância aplicáveis ao processo de supervisão, subsidiando aquele Conselho em suas avaliações para o credenciamento e recredenciamento de instituições de ensino superior, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos; e

XX - interagir com o Conselho Nacional de Saúde e com a Ordem dos Advogados do Brasil e demais entidades de classe, nos termos da legislação vigente, com vistas ao aprimoramento dos processos de supervisão da educação superior, na modalidade a distância. (BRASIL, 2011)

3.3 PÓS-GRADUAÇÃO

LATO SENSU

Os cursos de especialização em nível de pós-graduação lato sensu presenciais

(nos quais se incluem os cursos designados como MBA – Master Business Administration), oferecidos por instituições de ensino superior, independem de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento e devem atender ao disposto na Resolução CNE/CES nº 1, de 8 de junho de 2007.

Os cursos de pós-graduação lato sensu a distância podem ser ofertados por

instituições de educação superior, desde que possuam credenciamento para educação a distância.

3.4 APROFUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO SOBRE

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU:

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2 - Observados esses critérios, os cursos de especialização em nível de pós-graduação independem de autorização, reconhecimento e renovação do reconhecimento (o que lhes garante manter as características de flexibilidade, dinamicidade e agilidade), desde que oferecidos por instituições credenciadas.

3 - Os cursos designados como MBA – Master Business Administration – ou equivalentes nada mais são do que cursos de especialização em nível de pós-graduação na área de Administração.

4 - Apenas portadores de diploma de curso superior podem ser neles matriculados.

5 - Estão sujeitos à supervisão dos órgãos competentes, a ser efetuada por ocasião do recredenciamento da instituição, quando é analisada a atuação da instituição na pós-graduação (Ministério da Educação, no caso dos cursos oferecidos por instituições privadas e federais, bem como os ofertados na modalidade a distância; sistemas estaduais, nos casos dos cursos oferecidos por instituições estaduais e municipais).

6 - As instituições que oferecem cursos de especialização devem fornecer todas as informações referentes a esses cursos, sempre que solicitadas pelo órgão coordenador do Censo do Ensino Superior, nos prazos e demais condições estabelecidas.

7 - O corpo docente deverá ser constituído necessariamente por, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) de professores portadores de título de mestre ou de doutor, obtido em programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido. Os demais docentes

devem possuir, no mínimo, também formação em nível de especialização. O interessado pode solicitar a relação dos professores efetivos de cada disciplina prevista no projeto pedagógico, com a respectiva titulação.

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pedagógico do curso e o seu objeto específico. O interessado deve sempre solicitar o projeto pedagógico do curso.

9 - Os cursos de especialização em nível de pós-graduação a distância só poderão ser oferecidos por instituições credenciadas pela União, conforme o disposto no § 1º do art. 80 da Lei 9.394, de 1996.

10 - Os cursos a distância deverão incluir, necessariamente, provas presenciais e defesa presencial de monografia ou trabalho de conclusão de curso.

11 - Farão jus ao certificado apenas os alunos que tiverem obtido aproveitamento segundo os critérios de avaliação previamente estabelecidos (projeto pedagógico), assegurada, nos cursos presenciais, pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) de frequência.

12 - Os certificados de conclusão devem mencionar a área de conhecimento do curso e ser acompanhados do respectivo histórico escolar, do qual devem constar, obrigatoriamente: I - relação das disciplinas, carga horária, nota ou conceito obtido pelo aluno e nome e qualificação dos professores por elas responsáveis; II - período e local em que o curso foi realizado e a sua duração total, em horas de efetivo trabalho acadêmico; III - título da monografia ou do trabalho de conclusão do curso e nota ou conceito obtido; IV - declaração da instituição de que o curso cumpriu todas as disposições da presente Resolução; e V - indicação do ato legal de credenciamento da instituição, tanto no caso de cursos ministrados a distância como nos presenciais.

13 - Os certificados de conclusão de cursos de especialização em nível de pós-graduação devem ter registro próprio na instituição credenciada que o ofereceu.

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autorização nem posterior reconhecimento, nas áreas em que atuam no ensino de graduação.

3.5 NOVAS REGRAS PARA O

LATO SENSU

O Ministério da Educação definiu novas regras para a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu. O parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE),

homologado pelo Ministro da Educação em 01/08/2011, extingue o credenciamento especial de instituições não educacionais – conselhos de classe, sindicatos, organizações profissionais – para a oferta de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu).

Essas instituições poderão continuar a oferecer os cursos que serão considerados livres ou poderão ser credenciados na modalidade strictu sensu, como

mestrado profissional, sujeitos à regulamentação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A exceção serão as escolas de governo, criadas e mantidas pelo poder público, que poderão oferecer cursos de pós-graduação

lato sensu, independentemente de credenciamento especial do MEC.

Até agora, cerca de 100 instituições possuíam o credenciamento especial. Aos estudantes matriculados até 31 de julho de 2011, será assegurado o direito ao certificado do curso como pós-graduação. Ao todo, há cerca de 400 processos entre credenciamento e recredenciamento de instituições, que a partir de agora serão arquivados.

As novas regras para a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu foram

publicadas no dia 05/11/2011 noDiário Oficial da União.

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4. VAMOS PENSAR?

Diante das questões apresentadas nesta aula, elabore um breve texto indicando como o ensino presencial pode ser beneficiado pela implantação dos 20% a distância.

5. PONTUANDO

Esta aula abordou como principais temáticas:

 As regulamentações para a Educação a Distância.

 A Portaria Ministerial nº 4.059, de 10 de Dezembro de 2004.  Questões sobre as políticas de implantação dos 20% a distância.  O Decreto nº 2.561/98.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, J. R. M. Os reflexos da nova regulamentação da educação a distância nas escolas de educação básica e superior e nas instituições de pesquisa científica e tecnológica. Disponível em: <http://www.ipae.com.br/et/14.pdf>. Acesso em: 09 abr. 2011.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 9.394/1996, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996.

___________________________. Decreto n. 5.622/2005, de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta o artigo 80 da Lei 9394/1996. Diário Oficial da União, Brasília, 20 dez. 2005.

___________________________. Decreto n. 7480/2011, de 16 de maio de 2011. Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS e das Funções Gratificadas do Ministério da Educação e dispõe sobre remanejamento de cargos em comissão. Diário Oficial da União, Brasília, 17 maio 2011.

__________________________. Decreto Federal n. 5773/2006, de 09 de maio de 2006. Dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. Diário Oficial da União, Brasília, 10 mai. 2006a.

__________________________. Decreto Federal n. 6303/2007, de 12 de dezembro de 2007. Altera dispositivos dos Decretos 5622/2005, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 5773/2006, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. Diário Oficial da União, Brasília, 12 dez. 2007b.

__________________________. Portaria Normativa 01/2007, de 10 de janeiro de 2007. Diário Oficial da União, Brasília, 11. jan. 2007c.

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_________________________. Portaria Normativa 40/2007, de 12 de dezembro de 2007. Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação. Diário Oficial da União, Brasília, 13 dez.2007e.

__________________________. Secretaria de Educação a Distância (Seed). Referenciais de qualidade para Educação Superior a Distância. Brasília, ago. 2007a.

_________________________. Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior. Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Avaliação de cursos de graduação: instrumento. Brasília, 2006b.

CNE. Resolução CNE/CES n. 1/2001, de 3 de abril de 2001. Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação. Diário Oficial da

União, Brasília, 9 abr. 2001. Seção 1, p. 12.

LESSA, S. C. F. Os reflexos da legislação de educação a distância no Brasil. Revista Brasileira de Educação a Distância, v. 9, 2010. Disponível em: <http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2010/2010_232010234551 .pdf>. Acesso em: 03 maio de 2011.

SATHLER, L. Referenciais de qualidade para a Educação superior a distância: desafios de uma caminhada regulatória. Colabor@ - Revista Digital da CVA - Ricesu, v. 5, n. 17, jul. 2008.

SAYAD, A. Legislação de EaD é incipiente e confusa no Brasil. Portal Aprendiz. Disponível em: <http://aprendiz.uol.com.br/content/sturephico.mmp>. Acesso em: 11 maio 2010.

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