1 Conjuntos 5
1.1 Defini¸c˜oes b´asicas e opera¸c˜oes . . . 5
1.2 Axiomas ZFC para teoria dos conjuntos . . . 7
1.2.1 Axioma da existˆencia do conjunto vazio. . . 7
1.2.2 Axioma da extens˜ao e igualdade de conjuntos . . . 7
1.2.3 Axioma da compreens˜ao . . . 8
1.2.4 Interse¸c˜ao de conjuntos . . . 9
1.2.5 Axioma do par . . . 9
1.2.6 Axioma da uni˜ao . . . 10
1.2.7 Defini¸c˜ao da uni˜ao de dois conjuntos . . . 11
1.2.8 Rela¸c˜ao de inclus˜ao-Subconjuntos . . . 11
1.2.9 O vazio ´e subconjunto de todo conjunto . . . 11
1.2.10 Subconjunto pr´oprio . . . 12
1.2.11 Nenhum conjunto ´e elemento de si mesmo. . . 13
1.2.12 Conjunto universo U . . . 13
1.2.13 Axioma da potˆencia . . . 14
1.2.14 Propriedades da uni˜ao de conjuntos . . . 14
1.2.15 Conjunto das partes . . . 16
1.2.16 Subconjuntos , igualdade e l´ogica. . . 17
1.2.17 Interse¸c˜ao de conjuntos . . . 17
1.2.18 Se A⊂B ent˜ao A∩C⊂B∩C, e A∩C⊂B. . . 18
1.2.19 Conjuntos disjuntos . . . 19
1.2.20 Vale que (A\B)∪B=A∪B. . . 22
1.2.21 Complementar de um Conjunto . . . 22 3
1.2.22 (λA)c =λ(Ac) . . . 22
1.2.23 (λ+A)c=λ+ (Ac) . . . 23
1.2.24 Produto Cartesiano . . . 23
1.2.25 N˜ao vale que (A×B)∪(C×D) = (A∪C)×(B×D). . . 24
1.2.26 N˜ao vale que [[ k∈L Gk]\[[ k∈L Fk] =[ k∈L (Gk\Fk). . . 25
1.2.27 [[ k∈L Gk]\[[ k∈L Fk]⊂ [ k∈L (Gk\Fk) . . . 25
1.2.28 E\F=E∩Fc. . . 27
1.2.29 Diferen¸ca sim´etrica . . . 28
1.3 Propriedades das opera¸c˜oes . . . 28
1.3.1 Leis de De Morgan . . . 29
1.4 Parti¸c˜oes . . . 30
1.5 Conjuntos ordenados . . . 33
1.5.1 [ y∈Y (B∩Iy) =B∩([ y∈Y Iy) . . . 36
1.5.2 B\(B∩A) =B∩(R\A) . . . 36
1.6 Conjuntos crescentes e decrescentes . . . 36
1.7 Conjuntos e fun¸c˜oes . . . 36
Conjuntos
1.1 Defini ¸c ˜ oes b ´asicas e opera ¸c ˜ oes
O objetivo aqui ´e dar no¸c˜oes intuitivas sobre teoria dos conjuntos e n˜ao apresentar uma formula¸c˜ao rigorosa. Ent˜ao o nosso objetivo ´e a teoria ingˆenua dos conjuntos.
m
Defini ¸c ˜ao 1. Usaremos como uma primeira aproxima¸c˜ao de um conjunto a ideia de cole¸c˜ao de objetos que s˜ao chamados seus elementos, um conjunto sendo visto como uma entidade ´unica .• Denotamos, geralmente, conjuntos por letras mai ´usculas A, B, C· · · e ele- mentos por letras min ´usculas.
• Para dizer que a ´e um elemento de A escrevemos a∈A, nesse caso dizemos que a pertence `a A , para dizer que a n˜ao ´e elemento de A escrevemos a /∈A, nesse caso dizemos que a n˜ao pertence `a A.
• Iremos considerar a existˆencia e unicidade de um conjunto que n˜ao possui elementos, denotaremos tal conjunto como∅ou{} e diremos que ´e o conjunto vazio .
5
• Podemos denotar um conjunto escrevendo seus elementos entre chaves {, }, ou dando a propriedade que seus elementos satisfazem. A nota¸c˜ao entre chaves ser´a chamada de nota¸c˜ao de lista.
• Um conjunto A fica definido, determinado ou caracterizado quando se d´a uma regra que permita decidir se um objeto arbitr´ario x ´e ou n˜ao elemento de A. Podemos definir alguns conjuntos assumindo uma propriedade P e tomar
{x |xpossui propriedadeP}.
• Algumas vezes um conjunto A pode ser definido com elementos de outro conjunto E que satisfazem certa propriedade P, podemos denotar A da se- guinte maneira
A={x∈E|xpossui propriedadeP}.
• No item acima, se nenhum elemento de E possui a propriedade P, ent˜ao A
´e o conjunto vazio .
• Diferenciamos um elemento xdo conjunto {x}cujo ´unico elemento ´e x, sendo entes de natureza distintas. Ent˜ao temos por exemplo com x = ∅ que ∅ ´e diferente de {∅}.
Apresentamos uma lista de axiomas para teoria dos conjuntos chamada de ZFC . Em ZFC, as duas primeiras letras se referem aos nomes dos matem´aticos Ernst Zermelo e Abraham Fraenkel, sendo C para denotar o axioma da escolha, choice em inglˆes. Tal sistema ´e um dos modos propostos para formular a teoria dos conjuntos sem paradoxos que poderiam ser obtidos na teoria ingˆenua dos conjuntos. Tal sistema
´e considerado como fundamenta¸c˜ao mais comum da matem´atica.
1.2 Axiomas ZFC para teoria dos conjuntos
1.2.1 Axioma da existˆencia do conjunto vazio
Axioma 1 (Axioma da existˆencia). Existe um conjunto que n˜ao possui elementos .
1.2.2 Axioma da extens ˜ ao e igualdade de conjuntos
Axioma2 (Axioma da extens˜ao). Dois conjuntos s˜ao iguais⇔possuem os mesmos elementos . Um conjunto ´e determinado pelos seus membros. Se cada elemento de um conjunto X ´e elemento de um conjunto Y e cada elemento de Y ´e um elemento do conjunto X ent˜ao, X e Y s˜ao o mesmo conjunto, o que denotamos por X=Y.
Tal axioma tamb´em chamado de axioma da extensionalidade ou determina¸c˜ao . Em s´ımbolos
∀x∀y(∀z(z∈x ↔z ∈y)→x =y).
Se dois conjuntos X e Y s˜ao iguais denotamos tal fato por X= Y. Caso A=B, A e B conjuntos, ent˜ao A e B s˜ao simbolos para representar o mesmo conjunto.
Z
Exemplo 1. Conjuntos da forma A={1,2,3} e B= {3,2,1}, s˜ao iguais pois cont´em os mesmos elementos, n˜ao importa ent˜ao a ordem em que se escreve na nota¸c˜ao em lista.Os conjuntos A = {1,2,3} e B = {1,1,2,3} tamb´em s˜ao iguais, pois ambos possuem apenas os elementos 1,2 e 3, n˜ao importa se repetimos um elemento.
Usando o axioma da extens˜ao podemos provar que existe apenas um conjunto sem elementos.
b
Propriedade 1. Existe apenas um conjunto sem elementos.ê Demonstra ¸c ˜ao. Suponha que A e B s˜ao conjuntos sem elementos, vamos mostrar que A=B . Vale que
∀x∈A⇒x∈B,
pois se n˜ao fosse assim, haveriax ∈A tal que x /∈B, por´em A n˜ao possui elementos, ent˜ao fica provado por absurdo . De outro modo: uma proposi¸c˜ao de implica¸c˜ao com antecedente falso ( x ∈A) ´e uma proposi¸c˜ao verdadeira.
m
Defini ¸c ˜ao 2 (Conjunto vazio ∅). Existe portanto um ´unico conjunto que n˜ao possui elementos, o chamamos de conjunto vazio e denotamos por ∅.1.2.3 Axioma da compreens ˜ ao
Axioma 3 (Axioma da compreens˜ao ). Seja P(x) uma propriedade de x . Para cada conjunto A existe um conjunto B tal que x ∈ B ⇔ x ∈ A e vale P(x) . Para cada propriedade P temos um axioma que garante a existˆencia de um conjunto B tal que os elementos de B s˜ao determinados como elementos de A que satisfazem a propriedade P.
b
Propriedade 2 (Unicidade de conjunto definido pelo axioma da compre- ens˜ao). Para cada conjunto A existe apenas um conjunto B tal quex∈B⇔x∈Ae vale P(x).
ê Demonstra ¸c ˜ao. Se B0 ´e outro conjunto tal que x ∈ B0 ⇔ x ∈ A e vale P(x), ent˜ao x∈B⇔x∈B0 , logo B=B0 pelo axioma da extens˜ao .
Agora podemos introduzir um nome para o ´unico conjunto B definido com ele- mentos de A que satisfazem P(x).
m
Defini ¸c ˜ao 3. Denotamos por {x∈A|P(x)} o ´unico conjunto de todos x ∈A tais que P(x) vale .b
Propriedade 3. {x ∈ ∅|P(x)}=∅.ê Demonstra ¸c ˜ao. {x ∈ ∅|P(x)} = ∅ ´e o conjunto de todos x ∈ ∅ tais que vale P(x) por´em ∅ n˜ao possui elementos e da´ı {x ∈ ∅|P(x)} ´e vazio .
1.2.4 Interse ¸c ˜ ao de conjuntos
b
Propriedade 4. Se A e B s˜ao conjuntos, ent˜ao existe um conjunto simboli- zado por A∩B, tal que x ∈A∩B ⇔x ∈A e x ∈ B . Tal conjunto ´e chamado de interse¸c˜ao de A e B .ê Demonstra ¸c ˜ao.
Considere a propriedade P(x), x ∈ B. Pelo axioma da compreens˜ao existe um conjunto A∩B tal que x∈A∩B⇔x∈A e vale P(x), isto ´e, x∈B.
1.2.5 Axioma do par
Axioma 4 (Axioma do par). Para cada A e B conjuntos existe um conjunto C tal que x∈C ⇔x=A ou x=B, isto ´e , A∈C e B∈C e nenhum outro elemento .
b
Propriedade 5. O conjunto C definido na propriedade anterior ´e ´unico . ê Demonstra ¸c ˜ao. Suponha outro conjunto C0 = {A, B} ent˜ao C0 e C possuem os mesmos elementos , logo s˜ao o mesmo conjunto.m
Defini ¸c ˜ao 4 (Par n˜ao ordenado). Definimos o par n˜ao ordenado de A e B como o conjunto contendo exatamente A e B como elementos e o denotamos por {A, B} . Se A=B o denotamos por {A}.Z
Exemplo 2. Se A=∅=B ent˜ao{∅}={∅,∅}, sendo um conjunto tal que ∅ ∈{∅}, x∈{∅}⇔x=∅ .
{∅} possui um ´unico elemento , que ´e o conjunto vazio . Observamos tamb´em que
{∅}6=∅,
pois ∅ ∈{∅} e ∅∈ ∅/ , pois ∅ n˜ao possui elementos.
Z
Exemplo 3. Se A =∅ e B={∅} ent˜ao ∅ ∈{∅,{∅}} e {∅}∈{∅,{∅}} . Temos que∅ e {∅} s˜ao os ´unicos elementos de {∅,{∅}} . Tem-se que ∅ 6={∅,{∅}} e {∅}6={∅,{∅}} .
1.2.6 Axioma da uni ˜ ao
Axioma 5 (Axioma da uni˜ao). Para cada conjunto S, existe um conjunto U tal que x∈U⇔x∈A para algum A∈S
b
Propriedade 6. Um conjunto definido pelo axioma da uni˜ao ´e ´unico .ê Demonstra ¸c ˜ao. Seja U0 outro conjunto tal que x0 ∈ U ⇔ x ∈ A para algum A∈S, da´ı cada elemento de U0 ´e elemento de U , pois a defini¸c˜ao de um elemento pertencer a U ´e a mesma que para U0, da mesma forma todo elemento de U ´e elemento de U0 pela defini¸c˜ao, portanto U e U0 possuem os mesmos elementos logo s˜ao conjuntos iguais.
m
Defini ¸c ˜ao 5. O conjunto U definido pelo axioma da uni˜ao ´e denotado por [S. Dizemos que S ´e um sistema de conjuntos ou uma cole¸c˜ao de conjuntos.Z
Exemplo 4. Seja S= {∅,{∅}}, seus elementos s˜ao A1 =∅ , A2 ={∅} o ´unico desses que possui elemento ´e A2 ent˜ao formamos U com esse elementoU={∅}.
b
Propriedade 7. [∅=∅.
ê Demonstra ¸c ˜ao. Vamos provar que [
∅ ´e vazio . Suponha que n˜ao, ent˜ao existe A∈ ∅ tal que x∈A, o que ´e absurdo pois ∅ n˜ao possui elemento.
1.2.7 Defini ¸c ˜ ao da uni ˜ ao de dois conjuntos
m
Defini ¸c ˜ao 6 (Uni˜ao de dois conjuntos). Se M e N s˜ao conjuntos x ∈ [{M, N} ⇔ x ∈ M ou x ∈ N, o conjunto [{M, N} ´e chamado de uni˜ao de M e N e denotado por M∪N.
1.2.8 Rela ¸c ˜ ao de inclus ˜ ao-Subconjuntos
m
Defini ¸c ˜ao 7 (Rela¸c˜ao de inclus˜ao-Subconjuntos). Dizemos que A ´e subcon- junto de B, e denotamos tal fato como A ⊂B quando ∀ a ∈A tem -se a∈ B. A nega¸c˜ao de A⊂B ´e: existe a∈A tal que a /∈B, nesse caso escrevemos A6⊂B, em palavras, existe um elemento a∈A que n˜ao ´e elemento de B, ent˜ao para mostrar que n˜ao vale a inclus˜ao basta mostrar tal elemento .Se A⊂B ent˜ao podemos ler tamb´em como:
• A ´e parte de B.
• A est´a inclu´ıdo em B .
• A est´a contido em B .
Um subconjunto de A tamb´em pode ser chamado de parte de A.
$
Corol ´ario 1. x∈A⇔{x}⊂A.$
Corol ´ario 2 (Reflexividade). A⊂A.1.2.9 O vazio ´e subconjunto de todo conjunto
$
Corol ´ario 3. ∅ ⊂B∀ conjunto B. O conjunto vazio ´e subconjunto de qualquer conjunto B, pois se n˜ao fosse existiria algum elemento a no vazio tal que a /∈B,o que ´e absurdo pois o conjunto vazio n˜ao possui elementos.
b
Propriedade 8 (Transitividade da rela¸c˜ao de inclus˜ao). Se A ⊂ B e B ⊂ C ent˜ao A⊂C.ê Demonstra ¸c ˜ao. Dado qualquer a ∈ A tem-se a∈ B e da´ı por B⊂ C tem-se a∈C, como a ´e arbitr´ario tem-se A⊂C.
Z
Exemplo 5. 1. {∅}⊂{∅,{∅}} e tamb´em {{∅}} ⊂{∅,{∅}}2. {x ∈ A | P(x)} ⊂ A, pois todo elemento de {x ∈ A | P(x)} pertence a A por defini¸c˜ao .
3. Se A∈S ent˜ao A⊂[ S.
Seja x ∈ A vamos mostrar que x ∈ [
S, pelo axioma da uni˜ao x ∈ [ S ⇔ x∈A para algum A∈S, ent˜ao a propriedade vale.
b
Propriedade 9 (Propriedade anti-sim´etrica). A⊂B e B⊂A ⇔A=B . A condi¸c˜ao de seA⊂Be B⊂A ent˜aoA=B ´e dita propriedade anti-sim´etrica .ê Demonstra ¸c ˜ao. ⇒). Se temos A ⊂ B e B ⊂ A ent˜ao todo elemento de A ´e elemento de B e todo elemento de B ´e elemento de A.
⇐) . Se A=B ent˜ao todo elemento de A ´e elemento de B, logo A⊂B , tamb´em, todo elemento de B ´e elemento de A logo B⊂A.
1.2.10 Subconjunto pr ´oprio
m
Defini ¸c ˜ao 8 (Subconjunto pr´oprio). Quando A⊂B e tem-se B6⊂A dizemos que A ´e subconjunto pr´oprio Axioma 6 (Axioma da regularidade). Todo conjunto X n˜ao vazio, possui um elemento Y, tais que X e Y s˜ao conjuntos disjuntos .
∀x[∃y(y∈x)→∃y(y∈x∧ ¬∃z(z ∈x∧z∈y)].
Z
Exemplo 6. Seja X = {∅,{∅}}. Os elementos de X s˜ao Y1 = ∅ e Y2 = {∅}. X e Y2 = {∅} possuem um elemento em comum ∅, por´em X e Y1 = ∅ n˜ao possuem elemento em comum, logo s˜ao disjuntos.1.2.11 Nenhum conjunto ´e elemento de si mesmo.
b
Propriedade 10. Nenhum conjunto ´e elemento de si mesmo.ê Demonstra ¸c ˜ao. Seja A um conjunto. Pelo axioma do Par, existe o conjunto {A}. Pelo axioma da regularidade, existe elemento de {A} disjunto dele. Como o
´unico elemento de {A} ´e A, ent˜ao A∩{A}= ∅, por´em temos que A ∈ {A} e da´ı n˜ao podemos ter A∈ A, pois se assim fosse, tanto {A} teria o elemento A, tanto quanto A (de A ∈ A) e da´ı n˜ao valeria A∩{A} =∅, pois conjuntos disjuntos n˜ao possuem elemento em comum.
$
Corol ´ario 4. N˜ao podemos ter X={X}, pois da´ı X seria elemento de si mesmo.b
Propriedade 11. Dados conjuntos X e Y, n˜ao podemos ter X∈Y e tamb´em Y∈X .ê Demonstra ¸c ˜ao. Pelo axioma do Par, existe o conjunto {X, Y}. Pelo axioma da regularidade, existe elemento de {X, Y} disjunto dele. Como od ´unico elemento de {C, Y} s˜ao X e Y, suponha sem perda de generalidade que seja X, ent˜ao X∩{X, Y}=∅, por´em temos que Y ∈{Y, X} e da´ı n˜ao podemos ter Y ∈X, pois se assim fosse, tanto {Y, X} teria o elemento Y, tanto quanto X e da´ı n˜ao valeria X ∩{X, Y} = ∅, pois conjuntos disjuntos n˜ao possuem elemento em comum.
1.2.12 Conjunto universo U
m
Defini ¸c ˜ao 9 (Conjunto universo U). Em algumas aplica¸c˜oes de teoria dos conjuntos, fixamos um conjunto U e nos focamos apenas em seus subconjuntos.O conjunto U v´aria por tema de estudo sendo chamado de conjunto universal o conjunto
{x|x ∈U, x satisfaz P}, onde P ´e uma propriedade, pode ser denotado por
{x|x satisfaz P},
quando o conjunto universo U ´e conhecido pelo contexto .
Z
Exemplo 7 (V´ariel muda). Na nota¸c˜ao de conjunto a v´ariavel ´e muda, independe se usamos x, y, z ou outra vari´avel para denotar o conjunto{x |x ∈U, x satisfazP}={z|z ∈U, z satisfaz P}.
1.2.13 Axioma da potˆencia
Axioma 7 (Axioma da potˆencia). Para cada conjunto S, existe um conjunto P tal quex ∈P ⇔x⊂S. Tal conjunto P ´e chamado de conjunto das partes de S, denotado por P(S) .
b
Propriedade 12. O conjunto das partes ´e ´unico . ê Demonstra ¸c ˜ao.1.2.14 Propriedades da uni ˜ ao de conjuntos
m
Defini ¸c ˜ao 10 (Uni˜ao). J´a definimos uni˜ao de conjuntos ao apresentar axioma da uni˜ao, aqui relembramos a defini¸c˜ao da uni˜ao de dois conjuntos e demonstra-mos propriedades sobre uni˜ao. Dados dois conjuntos A e B, definimos a uni˜ao A∪B como o conjunto
A∪B={x∈Aoux ∈B}
´e o conjunto formado por elementos dos dois conjuntos A e B. Lembrando que o "ou"usado em matem´atica, n˜ao ´e exclusivo, isto ´e se x ∈ A e x ∈ B ent˜ao x ∈A ou x ∈B, o "ou"usado em matem´atica n˜ao exclui a possibilidade das duas proposi¸c˜oes ligadas pelo conectivo l´ogicou "ou", serem verdadeiras.
$
Corol ´ario 5. Vale que A⊂A∪B pois ∀x ∈A tem-se x∈A∪B.$
Corol ´ario 6. Vale que A=A∪ ∅ pois A⊂A∪ ∅ e A∪ ∅ ⊂A.$
Corol ´ario 7 (Idempotˆencia da uni˜ao). A∪A=A.$
Corol ´ario 8. A∪B=B∪A.b
Propriedade 13. Dados A e B, seja X com as propriedades• A⊂X, B⊂X.
• Se A⊂Y e B⊂Y ent˜ao X⊂Y.
Nessas condi¸c˜oes X=A∪B, a uni˜ao A∪B ´e o menor conjunto com subcon- juntos A e B.
ê Demonstra ¸c ˜ao.
A primeira condi¸c˜ao implica que A∪B⊂X. A segunda condi¸c˜ao com Y =A∪B implica X⊂A∪B. Das duas segue que A∪B=X.
b
Propriedade 14 (Associatividade da uni˜ao de conjuntos). Sendo A, B e C conjuntos quaisquer, vale que(A∪B)∪C=A∪(B∪C).
ê Demonstra ¸c ˜ao. Vamos mostrar que (A∪B)∪C⊂ A∪(B∪C) inicialmente, depois a outra inclus˜ao .
Seja x ∈(A∪B)∪C. Se x ∈ C ent˜ao x ∈ B∪C e da´ı x ∈ A∪(B∪C). Se x /∈ C ent˜ao x∈A∪B, nessa condi¸c˜ao se x /∈B ent˜ao x ∈A e da´ı x∈A∪(B∪C), se x∈B ent˜ao x∈A∪(B∪C), ent˜ao a inclus˜ao vale em qualquer dos casos.
1.2.15 Conjunto das partes
m
Defini ¸c ˜ao 11 (Conjunto das partes). Dado um conjunto A, denotamos por P(A) o conjunto (que iremos supor que existe), cujos elementos s˜ao os subconjun- tos de A.$
Corol ´ario 9. Dado um conjunto A, ent˜ao P(A) nunca ´e vazio pois ∅ ´e sub- conjunto de A e ∅ ∈P(A), al´em disso P(A) possui pelo menos dois elementos pois A⊂A ent˜ao A∈P(A).Z
Exemplo 8. • Se A = ∅ ent˜ao P(A) = {∅}, pois o ´unico subconjunto do vazio ´e ele mesmo, se houvesse outro subconjunto ele teria um elemento, mas o vazio n˜ao possui elementos.• Se A={1} ent˜ao P(A) ={∅,1}.
m
Defini ¸c ˜ao 12 (N ´umero de elementos de um conjunto). Para simbolizar o n ´umero de elementos de um conjunto A usamos |A|. O intuito aqui n˜ao ´e dar uma defini¸c˜ao rigorosa do n´umero de elementos de um conjunto, tal tentativa ´efeita no texto sobre conjuntos enumer´aveis .
b
Propriedade 15. Seja |A|=n ent˜ao |P(A)|=2n.ê Demonstra ¸c ˜ao. Por indu¸c˜ao sobre n, se n = 1, ent˜ao A = {a1} possui dois subconjuntos que s˜ao∅ e{α1}.Suponha que um conjunto qualquerB comnelementos tenha |P(B)| = 2n, vamos provar que um conjunto C com n+1 elementos implica
|P(C)| = 2n+1. Tomamos um elemento a ∈ C, C\ {a} possui 2n subconjuntos (por hip´otese da indu¸c˜ao), sk de k = 1 at´e k = 2n, que tamb´em s˜ao subconjuntos de C, por´em podemos formar mais 2n subconjuntos de C com a uni˜ao do elemento {a}, logo no total temos 2n +2n =2n+1 subconjuntos de C e mais nenhum subconjunto, pois n˜ao temos nenhum outro elemento para unir aos subconjuntos dados.
1.2.16 Subconjuntos , igualdade e l ´ogica
b
Propriedade 16. Sejam X e Y subconjuntos de um conjunto universo U, P e Q propriedades que definem X e Y em U respectivamente, ent˜ao1. x satisfaz P⇒ x satisfaz Q⇒X⊂Y.
2. x satisfaz P⇔ x satisfaz Q⇒X=Y.
ê Demonstra ¸c ˜ao.
1. Seja a∈X ent˜ao a satisfaz a propriedade P e da´ı a satisfaz Q, sendo elemento de U ent˜ao a∈Y, como a foi tomado arbitr´ario em X temos X⊂Y.
2. Usamos duas vezes a implica¸c˜ao anterior, o que nos garante X⊂Y e Y ⊂X dai X=Y.
1.2.17 Interse ¸c ˜ ao de conjuntos
m
Defini ¸c ˜ao 13 (Intersec¸c˜ao). Dados dois conjuntos A e B, definimos aIntersec¸c˜ao A∩B como o conjunto
A∩B={x∈Aex ∈B}
´e o conjunto formado pelos elementos que pertencem aos dois conjuntos A e B.
$
Corol ´ario 10. A∩B=B∩A.b
Propriedade 17. A∩B⊂A, pois a∈A∩B⇒ a∈A e a∈B.$
Corol ´ario 11. A∩ ∅=∅ pois A∩ ∅ ⊂ ∅.b
Propriedade 18. A∩B ´e o menor subconjunto de A e B. Seja X com• X⊂A e X⊂B
• Se Y ⊂A e Y ⊂B ent˜ao Y ⊂X. Nessas condi¸c˜oes X=A∩B.
ê Demonstra ¸c ˜ao. Da primeira condi¸c˜ao temos que X ⊂ A∩B. Da segunda tomando Y =A∩B, que satisfaz Y ⊂A e Y ⊂B, ent˜ao
A∩B⊂X logo pelas duas inclus˜oes A∩B=X.
1.2.18 Se A ⊂ B ent ˜ ao A ∩ C ⊂ B ∩ C, e A ∩ C ⊂ B.
b
Propriedade 19. Se A⊂B ent˜ao A∩C⊂B∩C, e A∩C⊂B.ê Demonstra ¸c ˜ao. Se x ∈A∩C da´ı x ∈A de onde segue que x ∈B, al´em disso x∈C logo x ∈B∩C.
1.2.19 Conjuntos disjuntos
m
Defini ¸c ˜ao 14 (Conjuntos disjuntos). Ae Bs˜ao conjuntos disjuntos seA∩B=∅. Neste caso n˜ao existe elemento que perten¸ca aos dois conjuntos, isto ´e, n˜ao existe x tal que x∈A e x∈B, pois caso contr´ario ele n˜ao seria vazio .
b
Propriedade 20. Sejam A, B⊂E. ent˜ao A∩B=∅⇔A⊂Bc.ê Demonstra ¸c ˜ao. Temos que E=B∪Bc onde B∩Bc =∅.
⇒).
Suponha por absurdo que A∩B=∅ e n˜ao vale A⊂Bc, ent˜ao existe a∈A tal que a /∈Bc e por isso a∈B, mas da´ı A∩B6=∅ absurdo.
⇐).
Suponha a ∈ A∩B ent˜ao a ∈ A ⊂ Bc e a ∈ B o que ´e absurdo pois B e Bc s˜ao disjuntos.
$
Corol ´ario 12. Vale que A∪B=E⇔Ac⊂B.Pois
A∪B=E⇔Ac∩Bc=∅⇔ pelo resultado anterior
Bc ⊂(Ac)c
| {z }
A
⇔Ac⊂B.
$
Corol ´ario 13. Sejam A, B⊂E. A⊂B⇔A∩Bc =∅.Sabemos que A∩W=∅⇔ A⊂Wc por resultado que j´a mostramos, tomando W =Bc temos o resultado que desejamos.
Z
Exemplo 9. Dˆe exemplo de conjuntos A, B, C tais que (A∪B)∩C6=A∪(B∩C).Sejam A=B6=∅ e C tal que C∩A=∅. Ent˜ao
(A∪B)∩C=A∩C=∅ 6=A∪(B∩C) =A∪ ∅=A.
b
Propriedade 21. Se A, X⊂E tais que A∩X=∅ e A∪X=E ent˜ao X=Ac.ê Demonstra ¸c ˜ao. Pelo que j´a mostramos A∩X=∅ent˜ao X⊂Ac. De A∪X=E temos Ac⊂X, como temos Ac ⊂X e X⊂Ac ent˜ao tem-se a igualdade X=Ac.
b
Propriedade 22. Se A⊂B ent˜ao B∩(A∪C) = (B∩C)∪A∀C.Se existe C tal que B∩(A∪C) = (B∩C)∪A ent˜ao A⊂B.
ê Demonstra ¸c ˜ao. Vamos mostrar a primeira afirma¸c˜ao. Seja x ∈B∩(A∪C), ent˜ao x ∈ B e x ∈ A∪C. Se x ∈ A ent˜ao x ∈ (B∩C)∪A e terminamos, se x /∈ A ent˜ao x∈B e x∈C e terminamos novamente pois ´e elemento de B∩C.
Agora a outra inclus˜ao. Se x ∈ (B∩C)∪A ent˜ao x ∈ A ou x ∈B∩C. Se x ∈A terminamos. Se x /∈A ent˜ao x ∈B∩C e da´ı pertence `a B∩(A∪C) como quer´ıamos demonstrar.
Agora a segunda propriedade. Suponha por absurdo que A6⊂B ent˜ao existe x∈A tal que x /∈B, tal x pertence `a (B∩C)∪A por´em n˜ao pertence `a B∩(A∪C) portanto n˜ao temos a igualdade, absurdo!.
b
Propriedade 23. Vale que A=B⇔(A∩Bc)∪(Ac∩B) =∅.ê Demonstra ¸c ˜ao.
⇐). Se (A∩Bc)∪(Ac∩B) =∅ ent˜ao A∩Bc =∅ e Ac∩B=∅, logo por resultados que j´a provamos A⊂B da primeira rela¸c˜ao e B⊂A da segunda, portanto A=B.
⇒). Se A=B ent˜ao A∩Bc =Ac∩B=∅.
b
Propriedade 24. Vale que (A\B)∪(B\A) = (A∪B)\(A∩B).ê Demonstra ¸c ˜ao. Vamos provar as duas inclus˜oes.
Seja x ∈(A\B)∪(B\A). Tal uni˜ao ´e disjunta, pois se houvesse um em ambos conjuntos, ent˜ao pelo primeiro x∈A, x /∈B pelo segundo x∈B, x /∈A absurdo.
Sex ∈A\Blogox ∈A, x /∈Bportantox ∈A∪Bex /∈A∩Blogox ∈(A∪B)\(A∩B), o caso dex∈(B\A)tamb´em implica inclus˜ao por simetria (trocarAporBn˜ao altera).
Se x ∈ A ∪ B\ A∩ B ent˜ao x ∈ A ou x ∈ B e x /∈ A∩ B logo x /∈ A e B simultaneamente, isso significa quex ∈Aou x∈B exclusivamente logo x∈(A\B)∪ (B\A).
b
Propriedade 25. Se(A∪B)\(A∩B) = (A∪C)\(A∩C) ent˜ao B=C, isto ´e, vale a lei do corte para A∆B=A∆C.
ê Demonstra ¸c ˜ao. Suponha que B6=C, suponha sem perda de generalidade que x∈B, x /∈C. Vamos analisar casos.
Se x /∈A ent˜ao x /∈(A∪C)\(A∩C) por´em x∈(A∪B)\(A∩B).
Se x ∈A ent˜ao x /∈ A∪B\(A∩B) e x ∈ (A∪C)\(A∩C), portanto n˜ao vale a igualdade dos conjuntos.
Logo devemos ter B=C.
m
Defini ¸c ˜ao 15 (Conjuntos disjuntos). Dois conjuntosAeBs˜ao ditos disjuntos quando A∩B=∅.m
Defini ¸c ˜ao 16 (Diferen¸ca de conjuntos). Dados dois conjuntos A e B, defini- mos A\B como o conjuntoA\B={x∈A , x /∈B}.
1.2.20 Vale que (A \ B) ∪ B = A ∪ B.
b
Propriedade 26. Vale que (A\B)∪B=A∪B.ê Demonstra ¸c ˜ao. A identidade vale pois tanto(A\B)∪B quantoA∪Bdenotam o conjunto que possui todos e somente os elemento de A e de B.
1.2.21 Complementar de um Conjunto
m
Defini ¸c ˜ao 17 (Complementar). Sendo A subconjunto de B definimos o com- plementar de A em rela¸c˜ao a B como o conjuntoAc:B\A.
Normalmente fixamos o conjunto B.
b
Propriedade 27 (Idempotˆencia do complementar). Vale que (Ac)c =A.ê Demonstra ¸c ˜ao. x∈A⇔x /∈Ac⇔x ∈(Ac)c.
b
Propriedade 28. Vale queB=A∪Ac.
Dado que A⊂B.
ê Demonstra ¸c ˜ao. J´a sabemos que A∪Ac ⊂B, mostramos a outra inclus˜ao, se x∈B e x ∈A terminamos, se n˜ao x ∈Ac da´ı vale a outra inclus˜ao .
1.2.22 (λA)
c= λ(A
c)
b
Propriedade 29. Dado queAseja um conjunto munido de uma multiplica¸c˜aopor escalar, vale que
(λA)c=λ(Ac).
ê Demonstra ¸c ˜ao. Se
y∈λ(Ac)⇔y=λx, x∈Ac ⇔y=λx /∈λA⇔y∈(λA)c.
1.2.23 (λ + A)
c= λ + (A
c)
b
Propriedade 30. Dado que A seja um conjunto munido de uma soma por escalar, vale que(λ+A)c=λ+ (Ac).
ê Demonstra ¸c ˜ao.
x∈(λ+A)c⇔x /∈λ+A⇔x−λ /∈A⇔x−λ∈Ac ⇔x∈λ+Ac.
b
Propriedade 31. Dado queAseja um conjunto munido de uma multiplica¸c˜ao por escalar, vale que(λA)c=λ(Ac).
ê Demonstra ¸c ˜ao. Se
y∈λ(Ac)⇔y=λx, x∈Ac ⇔y=λx /∈λA⇔y∈(λA)c.
1.2.24 Produto Cartesiano
m
Defini ¸c ˜ao 18 (Produto cartesiano). Dados A e B o produto cartesiano A×B´e o conjunto formado pelos pares ordenados (a, b), tais que a∈A e b∈B.
b
Propriedade 32. Valem as seguintes propriedades do produto cartesiano . 1. (A∩B)×C= (A×C)∩(B×C).2. (A\B)×C= (A×C)\(B×C).
3. Se A⊂A0 e B⊂B0 ent˜ao A×B⊂A0×B0. ê Demonstra ¸c ˜ao.
1. Tomamos (x, y)∈(A∩B)×C, ent˜ao x∈A e x ∈B, y∈C, logo (x, y)∈A×C e (B×C) provando a primeira inclus˜ao, agora a segunda.
(x, y)∈(A×C)∩(B×C) ent˜ao x ∈A e B, y∈C logo (x, y)∈(A∩B)×C.
2. Sendo (x, y) ∈ (A\B)×C ent˜ao x ∈ A, x /∈ B e y∈ C logo (x, y) ∈ (A×C) e n˜ao pertence `a B×C pois para isso seria necess´ario x ∈B o que n˜ao acontece.
Agora a outra inclus˜ao, se (x, y)∈(A×C)\(B×C) ent˜ao x∈A e y /∈C por´em x n˜ao pode pertencer `a B pois est˜ao sendo retirados elementos de B×C ent˜ao vale a outra inclus˜ao.
3. Seja (x, y)∈A×B ent˜ao pelas inclus˜oesA⊂A0 e B⊂B0 temos x∈A0 e y∈B0 portanto (x, y)∈A0×B0.
1.2.25 N ˜ ao vale que (A × B) ∪ (C × D) = (A ∪ C) × (B × D).
b
Propriedade 33. N˜ao vale em geral que(A×B)∪(C×D) = (A∪C)×(B×D).
ê Demonstra ¸c ˜ao. Seja por exemplo A = B, C = D, ent˜ao a igualdade que queremos mostrar que n˜ao vale em geral ´e
(A×A)∪(C×C) = (A∪C)×(A×C).
Suponha que A e C sejam finitos, disjuntos e que possuam cada um n elementos.
Ent˜ao (A×A)∪(C×C) possui 2n2 elementos e (A∪C)×(A×C) possui (2n)2 =4n2 elementos, logo a identidade n˜ao vale.
1.2.26 N ˜ ao vale que [ [
k∈L
G
k] \ [ [
k∈L
F
k] = [
k∈L
(G
k\ F
k).
1.2.27 [ [
k∈L
G
k] \ [ [
k∈L
F
k] ⊂ [
k∈L
(G
k\ F
k)
• Vale
[[
k∈L
Gk]\[[
k∈L
Fk]
| {z }
A
⊂[
k∈L
(Gk\Fk)
| {z }
B
.
Seja x ∈A ent˜ao x∈ Gj para algum j e x /∈ [
k∈L
Fk, portanto x /∈ Fk, ∀ k∈ L em especial x /∈Fj,, da´ı x∈Gj\Fj e portanto x ∈ [
k∈L
(Ek\Fk).
A igualdade n˜ao vale em geral pois,
[|{z}{1}
G1
∪|{z}{2}
G2
]\[|{z}{2}
F1
∪|{z}{1}
F2
] =∅,
se a identidade fosse v´alida, ter´ıamos
[G1∪G2]\[F1∪F2] = [G1\F1]∪[G2\F2] = [{1} \ {2}]∪[{2} \ {1}] ={1,2}6=∅.
b
Propriedade 34. 1. (A∪B)×C= (A×C)∪(B×C).2. C×(A∪B) = (C×A)∪(C×B).
ê Demonstra ¸c ˜ao.
1. Seja (x, y)∈ (A∪B)×C, temos que y∈ C se x ∈A ent˜ao (x, y) ∈(A×C), se x ∈B ent˜ao (x, y)∈(B×C) ent˜ao vale (A∪B)×C⊂(A×C)∪(B×C). Agora a outra inclus˜ao.
Temos que (A×C) ⊂ (A∪B)×C pois um elemento do primeiro ´e da forma (x, y) com x ∈ A e y ∈ C que pertence ao segundo conjunto, o mesmo para (B×C).
2. Seja (x, y) em C× (A ∪B), ent˜ao x ∈ C e y ∈ A ou B, se y ∈ A ent˜ao (x, y) ∈ C×A e da´ı pertence a (C×A)∪(C×B), se y ∈B ca´ımos no mesmo caso (x, y)∈C×B e da´ı pertence a (C×A)∪(C×B).
Agora a outra inclus˜ao . Se (x, y)∈ (C×A)∪(C×B) ent˜ao x ∈C e y∈A ou y∈B , logo (x, y)∈C×(A∪B).
b
Propriedade 35. Vale que 1.(
n
[
k=1
Ak)×C=
n
[
k=1
(Ak×C),∀n∈N.
2.
C×(
n
[
k=1
Ak) =
n
[
k=1
(C×Ak),∀n∈N.
ê Demonstra ¸c ˜ao. Provamos por indu¸c˜ao sobre n, para n = 1 a propriedade vale trivialmente para ambos casos. Supondo a validade para n, vamos provar para n+1,
1.
(
n+1
[
k=1
Ak)×C= (
n
[
k=1
Ak
| {z }
A
∪An+1
|{z}
B
)×C=
= (A∪B)×C= (A×C)∪(B×C) = ((
n
[
k=1
Ak)×C)∪(An+1×C) =
=
n
[
k=1
(Ak×C)∪(An+1×C) =
n+1
[
k=1
(Ak×C).
Como quer´ıamos provar.
2.
C×(
n+1
[
k=1
Ak) =C×(A|{z}n+1
A
∪
n
[
k=1
Ak
| {z }
B
) =
= (C×A)∪(C×B) = (C×An+1)∪(C×
n
[
k=1
Ak) = (C×An+1)∪(
n
[
k=1
[C×Ak]) =
=
n
[
k=1
(C×Ak),
como quer´ıamos provar .
b
Propriedade 36. Vale que(
n
[
k=1
Ak)×(
m
[
j=1
Bj) =
n
[
k=1 m
[
j=1
(Ak×Bj).
ê Demonstra ¸c ˜ao. Usamos os resultados anteriores (
n
[
k=1
Ak)×(
m
[
j=1
Bj
| {z }
C
) =
n
[
k=1
(Ak×C) =
n
[
k=1
(Ak×[
m
[
j=1
Bj]) =
n
[
k=1
[
m
[
j=1
(Ak×Bj)].
b
Propriedade 37. Vale que (S1×T1)∩(S2×T2) = (S1∩S2)×(T1∩T2).ê Demonstra ¸c ˜ao. Vamos provar as duas inclus˜oes de conjunto. Seja z ∈ (S1×T1)∩(S2 ×T2) ent˜ao z = (x, y) onde (x, y) ∈ (S1×T1) e (x, y) ∈ (S2 ×T2) logo x∈S1 e S2 e y∈T1 e T2 logo (x, y)∈(S1∩S2)×(T1∩T2).
Seja agora z ∈ (S1∩S2)×(T1∩T2) logo z = (x, y) com x ∈ S1 e S2, y ∈ T1 e T2, (x, y)∈S1×T1 e S2×T2 ent˜ao segue a outra inclus˜ao .
b
Propriedade 38. Vale que(A×B)c ⊃Ac×Bc.
ê Demonstra ¸c ˜ao.
Seja z ∈ Ac×Bc ent˜ao z = (x, y), x ∈ Ac e y∈ Bc, por isso x /∈A e y /∈ B o que garante (x, y)∈/A×B e da´ı (x, y)∈(A×B)c.
b
Propriedade 39. Vale que(A×B)c= (Ac×Bc)∪(Ac×B)∪(A×Bc).
ê Demonstra ¸c ˜ao.
1.2.28 E \ F = E ∩ F
c.
Z
Exemplo 10. Vale que E\F = E∩Fc, pois x ∈ E\F ⇔ x ∈ E, x /∈ F, logox ∈Fc. x∈E∩Fc⇔ x∈E e x /∈F.
1.2.29 Diferen ¸ca sim ´etrica
m
Defini ¸c ˜ao 19 (Diferen¸ca sim´etrica). Dados dois conjuntos Ae B, a diferen¸ca sim´etrica entre eles ´e o conjunto denotado por A∆B, dado porA∆B = (A∪B)\(A∩B).
$
Corol ´ario 14. A∆A=∅, pois A∆A= (A∪A)\(A∩A) =A\A=∅.A∆∅=A, pois A∆∅= (A∪ ∅)\(A∩ ∅) =A\∅=A.
b
Propriedade 40. A∆B={a} ⇔ A e B diferem pelo elemento a. ê Demonstra ¸c ˜ao.⇒).
Se A∆B={a} ent˜ao a∈A∪B e a /∈A∩B, podemos supor que a∈B e a /∈A. Se houvesse outro elemento b6=a, b∈B e b /∈A ent˜ao b∈A∪B e b /∈A∩B, portanto b∈ A∆B, o que n˜ao ocorre, da mesma maneira se fosse b ∈ A e b /∈ B. Com isso conclu´ımos que B=A∪{a}, A⊂B.
⇐).
Sendo B =A∪{a} com a /∈ A, temos A∪B= B=A∪{a} e A∩B=A portanto segue A∆B={a}.
1.3 Propriedades das opera ¸c ˜ oes
b
Propriedade 41 (Distributividade). Valem as propriedades distributivas 1.A∩(B∪C) = (A∩B)∪(A∩C)
2.
A∪(B∩C) = (A∪B)∩(A∪C).
Para memorizar essas opera¸c˜oes, podemos usar a distributividade da multiplica¸c˜ao em rela¸c˜ao a adi¸c˜ao
A(B+C) =AB+AC
e substituir em cada caso ×=∪, + =∩ ou ×=∩, + =∪. ê Demonstra ¸c ˜ao.
1. Vamos mostrar inicialmente queA∩(B∪C)⊂(A∩B)∪(A∩C). Vale quex∈A e x ∈B∪C, supomos sem perda de generalidade que x /∈B, x∈C ent˜ao x∈A∩C e terminamos. Agora vamos mostrar que (A∩B)∪(A∩C)⊂A∩(B∪C). Vale que x ∈A∩B ou x ∈A∩C. Suponha sem perda de generalidade que x∈A∩B, ent˜ao x ∈ A e x ∈ B o que prova. Como valem as duas inclus˜oes ent˜ao vale a igualdade entre os conjuntos.
2. Vale A∪(B∩C) ⊂ (A∪B)∩(A∪C). Seja a ∈ A∪(B∩C) ent˜ao a ∈ A ou a ∈ B∩C. Se a ∈ A ent˜ao a ∈ A∪B e a ∈ A∪C logo pertence a interse¸c˜ao , se a∈B∩C ent˜ao a∈B e a∈C da mesma forma o resultado segue.
Vamos mostrar que (A∪B)∩(A∪C)⊂A∪(B∩C). Vale a∈A∪B e a∈A∪C. Se a ∈ A a propriedade segue. Se a ∈ B e a /∈ A ent˜ao a ∈ C, pois se n˜ao a /∈ A∪C contrariando a hip´otese, logo a ∈ B∩C e segue a inclus˜ao que quer´ıamos mostrar.
1.3.1 Leis de De Morgan
b
Propriedade 42. Seja {Ak}k∈B uma cole¸c˜ao qualquer de subconjuntos de um conjunto X, ent˜ao([
k∈B
Ak)c = \
k∈B
(Ak)c.
ê Demonstra ¸c ˜ao.
x ∈ ([
k∈B
Ak)c ⇔ x /∈ Ak ∀ k (caso fosse elemento de um dos conjunto seria elemento da uni˜ao) ⇔x∈Ack∀k⇔x ∈ \
k∈B
(Ak)c.
$
Corol ´ario 15. Seja {Ak}k∈B uma cole¸c˜ao qualquer de subconjuntos de um conjunto X, ent˜ao(\
k∈B
Ak)c = [
k∈B
(Ak)c,
sabemos que
([
k∈B
Ack)c= \
k∈B
(Ack)c= \
k∈B
Ak agora aplicamos o complementar, de onde segue
(\
k∈B
Ak)c = [
k∈B
(Ak)c.
Z
Exemplo 11. Mostre que dados trˆes conjuntos quaisquer A, B e C, tem-se A\[B∩C] = (A\B)∩(A\C).Ora, temos que A\D=A∩Dc, da´ı
A\[B∩C] =A∩[B∩C]c=
usando a Lei de De Morgan [B∩C]c=Bc∪Cc,
=A∩[Bc∪Cc] = [A∩Bc]∪[A∩Cc] = [A\B]∪[A\C].
Como quer´ıamos demonstrar.
1.4 Parti ¸c ˜ oes
b
Propriedade 43. Seja o conjunto de naturais em [0, np] com p >0 natural, ent˜ao podemos escrever a parti¸c˜ao[0, np] = (
n−1
[
s=0
[sp, sp+p−1])∪{np}.
ê Demonstra ¸c ˜ao. Vamos mostrar que o segundo conjunto ´e uni˜ao disjunta.
Seja As = [sp, sp+p−1] vamos mostrar que se As ∩At = ∅ se s 6= t. Se s 6= t ent˜ao um deles ´e maior, digamos t > s, temos dois conjuntos As = [sp, sp+p−1] e At = [tp, tp+p−1] como t > s temos que t ≥s+1 multiplicando por p, tp≥sp+p somando 1 ao lado esquerdo tp+1> sp+pda´ı tp > sp+p−1 logo tais conjuntos s˜ao disjuntos. Da mesma maneira np n˜ao pertence a nenhum outro conjunto da uni˜ao, pois caso contr´ario haveria s tal que sp+p−1≥ np , (s+1−n)p≥1 mas o valor m´aximo de s+1=n que fica n−n=0 e a igualdade n˜ao vale.
Vamos mostrar agora que todo elemento do primeiro conjunto pertence ao se- gundo, seja ent˜ao v um n ´umero natural em [0, np], se for v = np sabemos que pertence, seja ent˜ao v 6= np, fazemos a divis˜ao euclidiana de v por p, da´ı v se es- creve como v = qp+r onde 0 ≤ r < p e 0 ≤ q < n ent˜ao v pertence ao conjunto Aq = [qp, qp+p−1] que ´e um conjunto da uni˜ao.
Agora mostraremos que todo elemento do conjunto da direita (com uni˜ao) pertence ao primeiro conjunto. Podemos ver claramente quenp pertence ao primeiro conjunto, seja ent˜ao u um elemento da reuni˜ao, como ela ´e disjunta sabemos que existe s tal que u ∈ [sp, sp+p−1], como u ´e inteiro, ele ´e da forma sp+r com 0 ≤ s < n e 0≤r < p esse elemento seria no m´aximo np−1< np e como ´e positivo ele pertence ao intervalo [0, np], ent˜ao termina a demonstra¸c˜ao.
$
Corol ´ario 16. Podemos escrever uma parti¸c˜ao desse modo para o conjunto [p, np], basta retirar de [0, np] o conjunto [0, p−1][0, np] = [0, p−1]∪(
n−1
[
s=1
[sp, sp+p−1])∪{np}
da´ı
[p, np] = (
n−1
[
s=1
[sp, sp+p−1])∪{np}.
b
Propriedade 44. Se A= [k∈C
Bk ent˜ao Bk⊂A.
Z
Exemplo 12. Dˆe um exemplo de uma sequˆencia de conjuntos Ak tal que Ak+1⊂Ak para todo k natural, cada conjunto seja infinito e∞
\
k=1
Ak=∅.
Seja Ak = (−1 k, 1
k), ent˜ao temos que Ak+1 ⊂ Ak , (− 1 k+1, 1
k+1) ⊂ (−1 k, 1
k) pois
−1
k <− 1
k+1 e 1
k+1 < 1 k
cada conjunto ´e infinito. Vamos mostrar agora que n˜ao existe elemento comum em todos esses conjuntos. Se y < 0 podemos conseguir n ∈ N tal que y < −1
n,
−y > 1
n, se y >0 existe n tal que 1
n < y, da´ı conseguimos um intervalo An onde y n˜ao est´a contido.
b
Propriedade 45. Seja A um conjunto com n elementos, ent˜ao P(A) possui 2n elementos.ê Demonstra ¸c ˜ao. Digamos que o n ´umero de elementos de P(A) para A com n elementos sejag(n). P(A)est´a em bije¸c˜ao com o conjuntoF(A,{0,1}), logo contaremos o n ´umero de elementos do conjuntoF(A,{0,1}) que ´e o conjunto de fun¸c˜oes de A em {0,1}. Se A possui 1 elemento {a1}, ent˜ao existem as fun¸c˜oes f1(a1) = 0 e f2(a1) = 1, logo g(1) =2, suponha ent˜ao que P(A) com n elementos tenha g(n) elementos, logo haver´a g(n) fun¸c˜oes em F(A,{0,1}), se adicionarmos 1 elemento {b} ao conjunto A, podemos ter fk(b) = 0 ou fk(b) = 1, deixamos ent˜ao os outros pontos fixos pela
fun¸c˜ao f e teremos g(n) +g(n) =2g(n), logo g(n+1) =2g(n), com condi¸c˜ao inicial g(1) =2 tem-se g(n) =2n.
Z
Exemplo 13. Existe uma sequˆencia de conjuntos Ak com Ak+1 ⊂ Ak com cada Ak infinito e∞
[
k=1
Ak=∅.
Seja Ak = {x ∈ N | x ≥ k}. Temos que cada conjunto desses ´e infinito e tamb´em Ak+1 ⊂ Ak, agora supondo por absurdo que exista um elemento y na interse¸c˜ao, ele deve ser um n ´umero natural, pois a interse¸c˜ao ´e de conjuntos de n´umeros naturais, se y pertence a interse¸c˜ao ent˜ao y pertence a cada conjunto Ak, o que ´e absurdo pois y /∈Ay+1={x∈N|x≥y+1}. Logo a interse¸c˜ao ´e vazia
1.5 Conjuntos ordenados
m
Defini ¸c ˜ao 20 (Ordem). Sejam A um conjunto e x, y, z∈A arbitr´arios. Uma ordem em A ´e uma rela¸c˜ao < que satisfaz as seguintes propriedades.Tricotomia
Vale apenas uma das rela¸c˜oes x < y, x=y, y < x.
Transitividade
Se x < y e y < z ent˜ao x < z.
x < y tamb´em pode ser escrito como y > x, sendo lido como x ´e menor que y ou y ´e maior que x.
Dizemos que x≤y quando x < y ou x=y.
m
Defini ¸c ˜ao 21 (Conjunto ordenado). Um conjunto A munido de uma ordem< ´e dito um conjunto ordenado.
Vamos considerar agora sempre conjuntos ordenados.
Para as defini¸c˜oes a seguir, considere B⊂A.
m
Defini ¸c ˜ao 22 (Conjunto limitado superiormente). Se existe c ∈ A tal que x ≤c∀x ∈B, ent˜ao B ´e dito limitado superiormente.m
Defini ¸c ˜ao 23 (Cota inferior). Qualquer cque satisfa¸ca a propriedade anterior´e chamado de cota superior de B.
m
Defini ¸c ˜ao 24 (Conjunto limitado inferiormente). Se existe v ∈ A tal que v≤x∀x ∈B, ent˜ao B ´e dito limitado inferiormente.m
Defini ¸c ˜ao 25 (Conjunto limitado). Um conjunto A ´e dito limitado, quando ele ´e limitado superiormente e inferiormente.m
Defini ¸c ˜ao 26 (Cota inferior). Qualquer vque satisfa¸ca a propriedade anterior´e chamado de cota inferior de B.
m
Defini ¸c ˜ao 27 (M´aximo). A possui m´aximo se existe y ∈ A tal que vale x ≤y∀x∈A.m
Defini ¸c ˜ao 28 (M´ınimo). A possui m´ınimo se existe z ∈ A tal que valez ≤x ∀x∈A.
m
Defini ¸c ˜ao 29 (Supremo). Seja A um conjunto limitado superiormente, toma- mos o conjunto Bdas cotas superiores de A. SeBpossui m´ınimo x, chamamos tal elemento de supremo de A, ou menor cota superior e denotamos por x=supA.m
Defini ¸c ˜ao 30 (´Infimo). Seja Aum conjunto limitado inferiormente, tomamos o conjunto B das cotas inferiores de A. Se B possui m´aximo x, chamamos tal elemento de ´ınfimo de A, ou maior cota inferior e denotamos por x =infA.m
Defini ¸c ˜ao 31 (Propriedade do supremo). Um conjunto ordenado A ´e dito ter a propriedade do supremo, quando qualquer A⊂B limitado superiormente possui supremo.m
Defini ¸c ˜ao 32 (Propriedade do ´ınfimo). Um conjunto ordenado A ´e dito ter a propriedade do ´ınfimo, quando qualquer A ⊂ B limitado inferiormente possui´ınfimo.
b
Propriedade 46. Sejam A um conjunto ordenado com a propriedade do supremo , B ⊂ A n˜ao vazio e B limitado inferiormente. Seja C o conjunto de todas as cotas inferiores de B, ent˜ao existe a=supC em A e vale a=infB.ê Demonstra ¸c ˜ao. Como B ´e limitado inferiormente ent˜ao existe x ∈A tal que x ≤ y∀ y∈ B. Ent˜ao x ´e cota inferior de B, implicando x ∈ C, logo C n˜ao ´e vazio.
C ´e limitado superiormente por qualquer elemento de B, logo C possui supremo , supc= a. Vale tamb´em que a ≤ y ∀ y∈ B, pois a ´e a menor das cotas superiores, ent˜ao a ´e cota inferior de B, sendo que vale tamb´em x ≤ a ∀ x ∈ C ent˜ao a ´e a menor das cotas inferiores, logo ´e o ´ınfimo de B.
1.5.1 [
y∈Y
(B ∩ I
y) = B ∩ ( [
y∈Y
I
y)
[
y∈Y
(B∩Iy) =B∩([
y∈Y
Iy)
1.5.2 B \ (B ∩ A) = B ∩ (R \ A)
1.6 Conjuntos crescentes e decrescentes
m
Defini ¸c ˜ao 33 (Sequˆencia crescente de conjuntos). Uma sequˆencia (Ak) de conjuntos ´e dita crescente se Ak ⊂ Ak+1. Denotaremos sequˆencias desse tipo por An ↑, escrevemosAn ↑A se An↑ e
A=
∞
[
k=1
Ak.
Definimos nesses casos que A0 =∅.
m
Defini ¸c ˜ao 34 (Sequˆencia decrescente de conjuntos). Uma sequˆencia (Ak) de conjuntos ´e dita crescente se Ak ⊃ Ak+1. Denotaremos sequˆencias desse tipo por An ↓, escrevemosAn ↓A se An↑ e
A=
∞
\
k=1
Ak.
1.7 Conjuntos e fun ¸c ˜ oes
b
Propriedade 47. Se L ´e fun¸c˜ao definida em cada Ak, k∈B, ent˜ao vale que [k∈B
L(Ak) =L([
k∈B
Ak).
ê Demonstra ¸c ˜ao. SejaL(x)∈L([
k∈B
Ak), ent˜aox ∈ [
k∈B
Ak, da´ıx ∈Aj para algum j∈B, portanto L(x)⊂L(Aj), ent˜ao
L([
k∈B
Ak)⊂ [
k∈B
L(Ak).
Com isso fica provada a primeira inclus˜ao. Agora a outra inclus˜ao. Seja Y ∈ [
k∈B
L(Ak), ent˜ao y∈ L(Aj) para algum j, da´ı y= L(x), com x ∈ Aj, logo y= L(x) ∈ L([
k∈B
Ak) e temos a segunda inclus˜ao [
k∈B
L(Ak)⊂L([
k∈B
Ak).