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Epidemiologia e Fatores

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Academic year: 2021

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Epidemiologia e Fatores Culturais – Aula 1

Disciplina: Psicologia e Saúde Coletiva Professoras: Ana Paula Dias Pereira Érica Campos / Vânia Vianna / Elvira Ventura Filipe

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Epidemiologia

A Epidemiologia se constitui atualmente na principal ciência da informação da saúde, base da medicina, da saúde coletiva e das outras formações profissionais.

Pode-se defini-la como a abordagem dos fenômenos saúde-doença-cuidado por meio de quantificação, usando bastante o cálculo matemático e as técnicas estatísticas de amostragem e análises.

A moderna Epidemiologia não se restringe à quantificação. Cada vez mais emprega técnicas diversificadas para o estudo científico da saúde individual e coletiva.

Todas as fontes de dados e de informações podem ser válidas para o conhecimento sintético e totalizante das situações de saúde das populações humanas.

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Epidemiologia

Tradicionalmente, a Epidemiologia tem sido definida como a ciência que estuda a distribuição das doenças e suas causas em populações humanas.

Engloba:

Epidemiologia

Distribuição da doença

Determinantes saúde/doençada Aplicação do

conhecimento epidemiológico

e suas causas

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Epidemiologia: Conceito

“Ciência que estuda o processo saúde-enfermidade na sociedade, analisando a distribuição populacional e fatores determinantes de risco de doenças, agravos e eventos associados à saúde, propondo medidas específicas de prevenção, controle e erradicação de enfermidades, danos ou problemas de saúde e de proteção, promoção ou recuperação da saúde individual e coletiva, produzindo informação e conhecimento para apoiar a tomada de decisão no planejamento, administração e avaliação de sistemas, programas, serviços e ações de saúde”

(Almeida Filho e Rouquayrol, 2006, p. 4).

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Epidemiologia

Então....

“É o estudo da distribuição e dos fatores determinantes de várias formas de doença nas populações humanas. Seu foco não são os casos

individuais de falta de saúde, mas sim, os grupos de pessoas, tanto saudáveis quanto doentes.”

Observa os eventos/fenômenos determinantes da saúde da população. A partir daí faz-se a comparação entre os grupos, estabelece-se as causas dos problemas de saúde da população. O conhecimento gerado leva a melhoria das condições de saúde da população por meio dos agentes da saúde pública.

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Estudo dos determinantes da saúde- doença:

A investigação epidemiológica possibilita o avanço do conhecimento sobre os determinantes do processo saúde/doença, tal como ocorre em contexto coletivos, contribuindo para o avanço correspondente no conhecimento etiológico-clínico.

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Análise das situações de saúde:

A disciplina epidemiológica desenvolve e aplica metodologias efetivas para descrição e análise das situações de saúde, fornecendo subsídios para o planejamento e organização das ações de saúde;

Corresponde ao que antigamente se chamava “diagnóstico de saúde da comunidade”

Exemplos:

Diagnóstico individual: altura, peso, pressão arterial, etc.

Diagnóstico coletivo: indicadores de saúde (mortalidade infantil, expectativa de vida, coeficiente de mortalidade materna, etc.)

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Avaliação de tecnologias e processos no campo da saúde:

A metodologia epidemiológica pode ser empregada na avaliação de programas, atividades e procedimentos preventivos e terapêuticos, tanto no que se refere a sistemas de prestação de serviços quanto ao impacto das medidas de saúde na população.

Consideramos desde estudos de eficiência e efetividade de programas e serviços de saúde até ensaios clínicos de eficácia de processos diagnósticos e terapêuticos, preventivos e curativos, individuais e coletivos.

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A epidemiologia tenta relacionar uma série de fatores que podem estar associados a etiologia da doença.

Os fatores mais investigados são:

Idade Sexo

Estado Civil Ocupação

Hábitos alimentares

Ambiente (tanto o natural como os ambientes construídos pelo ser humano)

Posição socioeconômica

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A meta da epidemiologia é estabelecer um elo causal entre um ou mais desses fatores (multifatorial) e o

desenvolvimento de doença.

Causa Vírus da

pólio

Efeito Poliomielite

Epidemiologia

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O lugar da epidemiologia no campo da saúde coletiva

O que chamamos hoje de saúde coletiva se estrutura sobre um campo disciplinar:

Epidemiologia

Campo de ação tecnológica

Planejamento e gestão em saúde

Campo de prática social

A promoção de saúde

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História da Epidemiologia

Os primeiros registros da epidemiologia vem de Hipócrates na Grécia antiga, que num trabalho clássico denominado Dos Ares, Águas e Lugares, buscou apresentar explicações, com fundamento no racional e não no sobrenatural, a respeito da ocorrência de doenças na população.

“A doença chamada sagrada não é, em minha opinião, mais divina ou mais sagrada que qualquer outra doença; tem uma causa natural e sua origem

supostamente divina reflete a ignorância humana” (Hipócrates).

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História da Epidemiologia

Na era moderna, o inglês John Graunt, é considerado o precursor da epidemiologia. No século XVII, foi o primeiro a quantificar os padrões da natalidade, mortalidade e ocorrência de doenças, identificando algumas características importantes nesses eventos, entre elas:

existência de diferenças entre os sexos e na distribuição urbano-rural;

elevada mortalidade infantil;

variações sazonais.

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História da Epidemiologia

Posteriormente, em meados do século XIX, Willian Farr, iniciou a coleta e análise sistemática das estatísticas de mortalidade na Inglaterra e País de Gales. Graças a essa iniciativa, Farr é considerado o pai da estatística vital e da vigilância.

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História da Epidemiologia

Mas o mais destacado entre os pioneiros da epidemiologia foi o anestesiologista inglês John Snow. Sua contribuição está sintetizada no ensaio Sobre a Maneira de Transmissão da Cólera, publicado em 1855. Seu estudo a respeito de duas epidemias de cólera ocorridas em Londres em 1849 e 1854 representa o marco da epidemiologia.

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História da Epidemiologia

A principal contribuição de Snow foi a sistematização da metodologia epidemiológica, que permaneceu, com pequenas modificações, até meados do século XX.

Com a descrição do comportamento da cólera, ele conseguiu demonstrar o caráter transmissível da cólera (teoria do contágio), décadas antes do início das descobertas no campo da microbiologia e, portanto, do isolamento e identificação do Vibrio cholerae (bactéria) como agente etiológico da cólera, contrariando, portanto, a teoria dos miasmas (conjunto de odores fétidos provenientes de matéria orgânica em putrefação).

Outro aspecto muito interessante do trabalho de Snow é a sua introdução do conceito de risco. Identifica como fator de risco para a transmissão direta a falta de higiene pessoal, seja por hábito ou por escassez de água.

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História da Epidemiologia

Até o século XX o maior número de mortes ocorria por doenças infecciosas.

A partir do século XX com os avanços da medicina, após a segunda guerra, o foco passou a ser nas doenças não transmissíveis. O maior número de mortes passou a ser por essas doenças, como câncer e infarto.

Nas doenças infecciosas o agente microbiano mais o meio ambiente causa a doença infecciosa.

Na doença não infecciosa há diversos fatores inclusive os genéticos.

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História da Epidemiologia

O foco nas doenças não transmissíveis levou ao desenvolvimento da epidemiologia com a incorporação da estatística.

A aplicação da epidemiologia passa a cobrir um largo espectro de agravos à saúde. Os estudos de Doll e Hill, estabelecendo associação entre o tabagismo e o câncer de pulmão, e os estudos de doenças cardiovasculares desenvolvidas na população da cidade de Framingham, Estados Unidos, são dois exemplos da aplicação do método epidemiológico em doenças crônicas.

Hoje a epidemiologia constitui importante instrumento para a pesquisa na área da saúde, seja no campo da clínica, seja no campo da saúde pública.

Referências

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