RELATÓRIO DO
SISTEMA DE PAGAMENTOS DE
ANGOLA
Relatório do Sistema de Pagamentos de Angola
Relatório do Sistema de Pagamentos de Angola
2016
Luanda, 2017 Disponível em www.bna.ao Publicações1. Introdução ... 8
2. Enquadramento Institucional e Operacional ...12
2.1. Visão global ...12
2.2. Sistema de Pagamentos em Tempo Real...13
2.3. Subsistema de Compensação de Cheques ...14
2.4. Subsistema de Transferências a Crédito ...14
2.5. Subsistema Multicaixa ...15
2.6. Sistema Integrado de Liquidação da SADC ...16
2.7. Conselho Técnico do Sistema de Pagamentos de Angola ...17
2.7.1. Actividades em 2016 ...18
3. Desenvolvimentos Regulamentares ...21
4. Controlo e Acompanhamento do SPA ...24
4.1. Enquadramento ...24
4.2. Classificação das infra-estruturas de mercado financeiro do SPA ...24
4.3. Acções Realizadas ...25
4.3.1. Monitoramento ...25
4.3.1.1. Classificação das infra-estruturas quanto ao risco ...25
4.3.1.2. Acompanhamento de indicadores de risco operacional ...25
4.3.1.3. Inspecção ...26 4.3.2. Análise ...26 4.3.3. Indução de mudanças ...26 4.3.3.1. Persuasão Moral ...26 4.3.3.2. Regulamentação ...26 4.3.3.3. Penalização ...27 5. Análise Estatística ...30
5.1. Sistema de Pagamentos de Angola ...30
5.1.1. Subsistemas de Pagamentos ...30
5.1.2. Instrumentos de Pagamento ...32
5.2. Sistema de Pagamentos em Tempo Real (SPTR) ...34
5.3. Subsistema de compensação de Cheques ...36
5.4. Subsistema de Transferências a Crédito (STC) ...38
5.5. Subsistema Multicaixa (MCX) ...38 5.5.1. Cartões Multicaixa ...39 5.5.2. Terminais ...41 5.5.3. Utilização da rede MCX ...44 5.5.4. Ranking Multicaixa ...48 6. Conclusão ...53 7. Anexos ...55 7.1 Siglas e Acrónimos ...55
Índice Geral
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2016Tabela 1: Instituições Participantes no MCX que emitem cartões Visa ...16
Tabela 2: Membros do CTSPA ...17
Tabela 3: Classificação das IMF ...24
Tabela 4:Volumes e Montantes por Subsistema do SPA ...31
Tabela 5: Utilização de instrumentos de pagamentos no SPA ...33
Tabela 6: Operações Liquidadas no SPTR ...35
Tabela 7: Instrumentos de pagamento compensados no SCC ...37
Tabela 8:Cartões MCX ...39
Tabela 9:HHI na Emissão de Cartões ...40
Tabela 10: HHI em CA MCX ...42
Tabela 11: HHI no acquiring TPA ...44
Tabela 12: Operações na rede Multicaixa ...46
Índice de Tabelas
Figura 1: Subsistemas e Instrumentos de Pagamento do SPA ...13Figura 2 Totais anuais por subsistema ...30
Figura 3: Valores médios nos subsistemas do SPA ...31
Figura 4: Distribuição do Volume e montante das mensagens MT103 no SPTR) ...32
Figura 5: Operações por instrumento/canal ...33
Figura 6: Evolução da utilização dos instrumentos de pagamento ...34
Figura 7: Distribuição de Volume e Montantes por Tipo de Pagamento em 2016 ...35
Figura 8: Variação anual absoluta por tipo de operação ...35
Figura 9 Volume e Montante de Operações Liquidadas no SPTR ...36
Figura 10: Níveis de disponibilidade do SPTR ...36
Figura 11: Volume e Montante de Cheques compensados ...37
Figura 12: Volume e Montante das transferências efectuadas no STC ...38
Figura 13:Macro visão da utilização da rede MCX em 2016 ...39
Figura 14:Nº mensal de cartões Multicaixa ...40
Figura 15: Quota dos 5 maiores emissores de cartões ...41
Figura 16: Nº de terminais activos ...41
Figura 17: Média de CA por 100 habitantes por Província em 2016 (inicializados)...42
Figura 18: Nº de CA activos ...43
Figura 19:TPA activos e por activar ...43
Figura 20: Evolução do total de TPA e da quota de terminais activos ...44
Figura 21: Número de operações nos terminais MCX ...47
Figura 22: Evolução mensal do nº de cartões, nº de terminais e operações ...47
Figura 23: Utilização da rede CA em 2016 ...48
Figura 24: Utilização da rede MCX em 2016 ...48
Figura 25: Ranking Qualidade e Quantidade Multicaixa ...49
Figura 26: Ranking Global Multicaixa ...50
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20161. Introdução
O presente relatório assinala os principais factos no desenvolvimento do Sistema de Pagamentos de Angola (SPA) em 2016, com base na sua evolução regulamentar e organizacional, bem como a nível da utilização dos instrumentos e subsistemas de pagamento em Angola.
O Banco Central, como responsável da regulação do Sistema de Pagamentos, elabora e aprova normas que visam o cumprimento dos objectivos de interesse público definidos na Lei do SPA, deste modo, regula entre outras matérias, temas relacionados com:
1. Subsistemas de pagamentos e câmaras de compensação; 2. Instrumentos de pagamento;
3. Actividade de prestação de serviços de pagamento, critérios e condições para habilitação de prestadores desses serviços;
4. Critérios de acesso aos subsistemas, avaliados em função do incentivo à competitividade nos serviços de pagamento.
Nesta perspectiva, destacam-se a actividade de controlo e acompanhamento exercida pelo BNA, bem como os desafios do Banco Central no âmbito do exercício desta função, com o objectivo de garantir a estabilidade e funcionalidade do sistema de pagamento de Angola.
Em termos das actividades realizadas pelo BNA na esfera do sistema de pagamentos, as acções desenvolvidas em 2016 centraram-se sobre o reforço da actividade de vigilância por meio do aumento de inspecções, aplicação de penalizações visando o cumprimento das regras do sistema de pagamentos, revisão regulamentar, bem como a nível do desenvolvimento do SPA, especificamente no projecto de implementação do sistema de pagamentos móveis e na estratégia de desenvolvimento do SPA com vista a massificação dos pagamentos eletrónicos.
Realizaram-se ainda eventos no âmbito do sistema de pagamentos, nomeadamente, o seminário sobre sistema de pagamentos realizado em Luanda no período de 20 a 21 de Julho, onde foram abordadas questões ligadas ao sistema de liquidação da SADC -SIRESS, Controlo e Acompanhamento/ (Oversight) e resiliência
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2016cibernética. Foi realizado igualmente em Luanda a 14 de Setembro, um seminário sobre pagamentos móveis e inclusão financeira, onde foram abordadas questões sobre inclusão financeira, bem como foram efectuadas trocas de experiência com países que já têm implementado o sistema de pagamentos móveis e experienciam avanços em termos da inclusão financeira.
Por outro lado, a nível do Conselho Técnico de Sistema de Pagamentos de Angola (CTSPA) os temas abordados estiveram relacionados ao cumprimento dos prazos de execução e disponibilização de transferência de fundos de acordo ao Aviso 09/15, de 13 de Abril sobre prazos de execução e disponibilização de fundos, participação dos bancos Angolanos no SIRESS, realização das operações em real time no Multicaixa, criação da CEVAMA, bem como, na utilização eficiente do SPTR, com processamento de valores adequados a sua função.
Assim, as reuniões do CTSPA estiveram direcionadas na melhoria do funcionamento dos subsistemas de pagamento e na qualidade de utilização dos instrumentos inerentes a estes subsistemas.
Em relação a actividade da banca comercial, esta apresentou um aumento da oferta de serviços e produtos, consubstanciado no surgimento de novas instituições bancárias, alargamento da rede de agências, desenvolvimento da banca virtual e outros canais electrónicos de acesso à banca e pela expansão da rede de dispositivos electrónicos.
O sistema de pagamentos encontra-se em constante evolução, e do lado do Banco Nacional de Angola, existe o esforço permanente no reforço da regulamentação, desenvolvimento dos subsistemas e alinhamento com as boas práticas internacionais.
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20162. Enquadramento Institucional e Operacional
O Sistema de Pagamentos de Angola (SPA) é regulado pelo Banco Nacional de Angola, em conformidade com o disposto na Lei n.º 05/05, de 29 de Julho, e comporta um conjunto alargado de intervenientes, o Banco Central, as instituições financeiras bancárias, as cooperativas de crédito, os operadores de subsistemas de pagamentos e de câmaras de compensação, o Tesouro Nacional, o Conselho Técnico do Sistema de Pagamentos de Angola e as empresas prestadoras de serviços de pagamento, sendo objecto de controlo e acompanhamento pelo Banco Nacional de Angola de acordo com a Política de Vigilância divulgada pelo BNA, tendo em vista o cumprimento dos objectivos de interesse público definidos na referida Lei - Segurança,
fiabilidade operacional, eficiência e transparência.
2.1 Visão global
Como refere o Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), um sistema de pagamentos consiste num “conjunto de regras, procedimentos e instrumentos que permite a transferência de fundos entre as instituições participantes,o sistema inclui os participantes e a entidade que opera mecanismo central”.
Com base na referida definição, o SPA no final de 2016 era composto por 4 subsistemas: • Três subsistemas de compensação com liquidação diferida:
• Subsistema de Compensação de Cheques (SCC) • Subsistema de Transferências a Crédito (STC) • Subsistema Multicaixa (MCX)
• Um sistema de liquidação por bruto em tempo real: • Sistema de Pagamentos em Tempo Real (SPTR) 1.
Os instrumentos de pagamento que são processados no SPA e as relações entre os diferentes subsistemas constam na Figura 1: Subsistemas e Instrumentos de Pagamento do SPA, que apresenta a estrutura do SPA no final de 2016.
(1) Os sistemas de compensação e liquidação de títulos, embora sejam referidos em legislação e regulamentação que cobre o SPA, nomeadamente a Lei do SPA, não processam instrumentos de pagamento, nem são objecto do controlo e acompanhamento do BNA nos mesmos moldes dos
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20162.2 Sistema de Pagamentos em Tempo Real
O Sistema de Pagamentos em Tempo Real (SPTR) é o sistema de liquidação por bruto em tempo real do SPA e entrou em funcionamento a 18 de Novembro de 2005.
Conforme refere o Aviso n.º 11/15, de 18 de Dezembro, o SPTR “assegura o processamento automático e a liquidação em tempo real, operação por operação, de transferências electrónicas interbancárias de fundos em moeda nacional”.
O SPTR é um sistema de grande relevância, entre outros factores porque:
• Inclui Angola entre os países que disponibilizam serviços de transferências de fundos com liquidação definitiva, incondicional e irrevogável em tempo real.
• Robustece o sistema financeiro, ao reduzir os riscos de liquidez, de crédito e sistémico pois assegura a liquidação de operações de elevado montante em tempo real.
• Possibilita o uso eficiente dos recursos financeiros pelos agentes económicos, ao reduzir os prazos para a execução de pagamentos.
As regras de funcionamento operacional do SPTR constam do respectivo Manual de Normas e Procedimentos, que regulamenta as operações processadas nesse subsistema.
No final de 2016 participavam no SPTR 35 instituições, incluindo o BNA e o MINFIN.
Figura 1: Subsistemas e Instrumentos de Pagamento do SPA
Instrumento/ Operação
Subsistemas
de Compensação Liquidaçãopor bruto
Cheques EMIS SCC EMIS STC EMIS MCX BNA SPTR Cartões * Compra/v. ME* Banco a banco
* Valor elevado * ... Transf. Crédito Operador Subsistema
2.3 Subsistema de Compensação de Cheques
O Subsistema de Compensação de Cheque (SCC) foi implementado com o objectivo de aumentar a eficiência e segurança da compensação interbancária de cheques.
Neste sentido, os principais pressupostos do subsistema são:
• Normalização do formulário do cheque, adaptando-o à captura automatizada de dados e da sua imagem, Aviso n.º 05/15, de 20 de Abril e Instrutivo n.º 05/15, de 22 de Abril;
• Digitalização obrigatória dos cheques tomados sobre outras instituições;
• Substituição da troca física do cheque-papel pela sua imagem digitalizada com a consequente eliminação das limitações e custos da circulação do cheque-papel no circuito interbancário;
• Criação de um Arquivo Central de Imagens (ACI), constituído por uma base de dados de imagens de todos os cheques emitidos, mantidos pelo prazo e condições definidas no Aviso n.º 08/13, de 22 de Abril.
No SCC apenas são aceites para compensação, cheques normalizados de acordo com o Instrutivo n.º 05/15, de 22 de Abril, sacados sobre contas domiciliadas em Angola e pagáveis pelos participantes neste subsistema Os formulários dos cheques podem ser endossáveis ou não endossáveis.
O SCC é um dos subsistemas integrantes da câmara de compensação automatizada de Angola e como tal é gerido pela EMIS.
2.4 Subsistema de Transferências a Crédito
O Subsistema de Transferência a Crédito (STC) é o subsistema na estrutura do SPA que está direccionado para o processamento e compensação de ordens de transferências electrónicas interbancárias a crédito, de valor inferior a 5 milhões de Kwanzas.
O STC foi concebido para o processamento de grandes volumes de operações, de que o melhor exemplo são os pagamentos de salários, pois permite às entidades empregadoras o pagamento das remunerações de todos os funcionários com um único processamento e sem necessidade de gerir contas em múltiplos bancos. Naturalmente, o STC viabiliza quaisquer outros tipos de pagamentos — como por exemplo, rendas, pagamento a fornecedores e seguros — desde que dentro do limite do valor máximo por pagamento acima referido.
A EMIS é a operadora e gestora do STC, responsável por elaborar, manter actualizada e distribuir a documentação relativa ao subsistema, de acordo com as responsabilidades atribuídas ao operador do subsistema pela regulamentação em vigor. O BNA é responsável pela regulamentação e assegura a
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2016disponibilidade do SPTR para a liquidação de saldos, e o controlo e acompanhamento do subsistema. O STC contava com 29 participantes no final de 2016, incluindo o MINFIN.
2.5 Subsistema Multicaixa
Conforme definido no Aviso n.º 11/15, de 18 de Dezembro, o subsistema Multicaixa (MCX) assegura o processamento de operações efectuadas com cartões bancários válidos nos pontos de serviço da rede MCX, com liquidação em tempo diferido do saldo da compensação multilateral dessas operações.
O subsistema comporta os seguintes terminais:
• Caixas Automáticos (CA - Equipamento que permite aos titulares de cartões bancários com banda magnética e/ou chip aceder a serviços disponibilizados a esses cartões, designadamente, levantar dinheiro de contas, consultar saldos e movimentos de conta, efectuar transferências de fundos e
pagamentos-• Terminais de Pagamento Automático (TPA) - Terminal existente num estabelecimento comercial (ponto de venda) que permite a utilização de cartões bancários para efectuar pagamentos.
• Host to Host - Canal transaccional que a entidade gestora de rede disponibiliza às instituições bancárias participantes na rede, que permite a ligação entre o Host dos Bancos e o Host EPMS e ainda a utilização de aplicações como Mobile Banking e Home Banking;
O MCX é regulado pelo Aviso n.º 08/03, de 12 de Agosto, e pelo Aviso n.º 10/12, de 2 de Abril, que consagram os princípios de uma rede cooperativa, universal, única e partilhada por todos os bancos participantes. Não obstante a melhoria e crescimento verificados, esta rede ainda tem um grande potencial de crescimento, sobretudo ao nível de pontos de venda que podem beneficiar das soluções de pagamento automático e de cidadãos que devem ter acesso a cartões de pagamento.
Actualmente, na rede Multicaixa, são aceites 3 marcas de cartões:
• Cartões Multicaixa: Cartões emitidos por bancos participantes no subsistema MCX, estes podem ser de débito e pré-pagos. Em 2016, os 24 bancos participantes na rede MCX ofereciam este produto; • Cartões MasterCard: Cartões emitidos por bancos membros do sistema de pagamentos internacional MasterCard. No final de 2016 existiam dois bancos emissores de cartões MasterCard em Angola; • Cartões Visa: Cartões emitidos por bancos membros do sistema de pagamentos internacional VISA.
Tal como os cartões MasterCard, estes cartões não têm acesso às operações de valor acrescentado do MCX (como transferências, recargas,etc.) têm somente disponíveis as operações de levantamento e de consulta de saldos em CA e de compra em TPA. Dos 24 bancos participantes na rede MCX, mais de metade oferecia este produto aos clientes em 2016.
Tabela 1: Instituições Participantes no MCX que emitem cartões Visa
Sigla Instituição
BAI Banco Angolano de Investimentos BCA Banco Comercial Angolano BCGA Banco Caixa Geral de Angola
BCI Banco de Comércio e Indústria BE Banco Económico
BK Banco Keve
BFA Banco de Fomento de Angola BIC Banco Internacional de Crédito BMA Banco Millennium Atlântico
BNI Banco de Negócios Internacional BPC Banco de Poupança e Crédito BSOL Banco Sol
FNB Finibanco Angola SBA Standard Bank de Angola
2.6 Sistema Integrado de Liquidação da SADC
O projecto de pagamentos da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral) foi criado em 1996 pelo Comité dos Governadores dos Bancos Centrais da SADC (CCBG) visando possibilitar a implementação do Protocolo de Comércio Livre e do Protocolo de Finanças e Investimento a nível da região da África Austral.
Neste âmbito, foi criado o Sistema Integrado de Liquidação da SADC (SIRESS) que faz parte do projecto de pagamentos da SADC impulsionado pelo CCBG.
O SIRESS foi implementado com objectivo de permitir a circulação de capitais entre os países membros da SADC através de um sistema de pagamentos transfronteiriço baseado em princípios internacionalmente aceites, onde a associação bancária da SADC foi mandatada para representar os interesses dos bancos comerciais no projecto, assim como para desenvolver os instrumentos de pagamento adequados ao funcionamento do referido sistema.
Deste modo, o referido sistema permite realizar transferências com baixo custo entre os bancos participantes, com redução do risco de liquidação, bem como, representa uma melhoria na qualidade dos níveis de serviço para clientes, em termos de segurança - eliminação do uso de cheques sobre o estrangeiro na região, eficiência - diminuição dos prazos transacionais através da eliminação de correspondentes bancários e pela liquidação das obrigações em tempo real.
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2016Actualmente, as transferências interbancárias processadas no SIRESS são liquidadas em randes sul-africanos (ZAR).
A fase piloto do projecto de integração arrancou em Julho de 2013, com a implementação inicial do SIRESS nos países membros da Área Monetária Comum (CMA) - Lesotho, Namíbia, Swazilândia e África do Sul. Angola deu início a sua participação no ano de 2016 e conta actualmente com dois bancos participantes.
2.7 Conselho Técnico do Sistema de Pagamentos de Angola
O Conselho Técnico do Sistema de Pagamentos de Angola (CTSPA) é o órgão consultivo do BNA para a regulamentação do Sistema de Pagamentos de Angola, e tem como objectivo:
• Garantir o desenvolvimento do SPA, em conformidade com os padrões internacionais;
• Garantir um sistema de pagamentos doméstico seguro, fiável, eficiente, com adopção de preços justos e aberto a sistemas de pagamentos internacionais;
• Constituir uma infra-estrutura sólida para suporte ao sistema de pagamentos, que atenda às necessidades actuais e tenha flexibilidade para se expandir;
• Permitir o acesso ao sistema de pagamentos por parte da população angolana principalmente para os residentes em regiões económicas menos atractivas.
Tabela 2: Membros do CTSPA
Membros Permanentes Banco Nacional de Angola
Ministério das Finanças (MINFIN) - Direcção de Programação e Gestão Financeira Associação de Bancos de Angola
Instituições Financeiras Bancárias
Operador da Câmara de Compensação Automatizada de Angola (CCAA) – EMIS Membros não Permanentes
Associação das Casas de Câmbio Cooperativas de crédito
Sociedades de microcrédito.
Sociedades prestadoras de serviços de pagamento Instituto de Supervisão de Seguros
Empresa Nacional de Seguros e Resseguros de Angola Correios de Angola
Empresas operadoras de serviços de telecomunicações Empresa de Distribuição de Electricidade
2.7.1 Actividades em 2016
Os principais temas abordados estiveram relacionados com o funcionamento dos subsistemas do SPA em termos a disponibilidade e utilização.
Foram também tratadas questões sobre a participação dos bancos angolanos no Sistema integrado de liquidação da SADC (SIRESS) e o início de actividade da CEVAMA.
Em relação ao SPTR foram analisadas a disponibilidade e operacionalidade do sistema. Neste âmbito, foram tratadas questões relacionadas com as operações de cliente de valor inferior ao limite mínimo obrigatório no SPTR que continuam a ser liquidadas nesse subsistema e que representam em termos de volume a maioria das operações de pagamento.
Foi considerada a possibilidade de incremento do tarifário para todas as transacções realizadas perto do limite do fecho do sistema, de forma a desincentivar o envio das referidas operações no limite do cut-off inicial do SPTR.
No que concerne ao STC foi analisada a evolução do subsistema tendo sido efectuada uma comparação evolutiva dos quatro anos de funcionamento do mesmo. Assim, foi verificado que em termos de operações o subsistema ultrapassou 9,3 milhões de transacções no montante de 3.067 mil milhões desde a sua entrada em produção.
Foi também abordada a questão da confirmação dos créditos na conta dos beneficiários através do ficheiro CRCO. No final de 2016 todos os participantes utilizavam essa solução. O CRCO constituí uma ferramenta de controlo no âmbito do cumprimento dos prazos de disponibilização de fundos a nível do STC. Ainda sobre este tema foram tratadas questões sobre as penalizações para os participantes incumpridores.
Em termos de devoluções no STC, foi verificado um aumento das mesmas, contudo, dado o aumento significativo do volume de operações nesse subsistema, foi considerado que o aumento das devoluções foi de proporção inferior ao das operações efectuadas e por isso não constituiu motivo de preocupação a nível deste subsistema.
Ainda a nível do STC foi apresentada a proposta de criação do STC em moeda estrangeira (STCME), justificada pela morosidade nos processos de execução das transferências domésticas em moeda estrangeira nos prazos de disponibilização dos fundos ao beneficiário final.
Em relação ao Subsistema de Compensação de Cheques foi abordada a questão das fraudes nesse subsistema, os bancos foram unânimes em afirmar que o novo subsistema de compensação electrónica de cheque comparativamente ao sistema anterior permitiu uma redução significativa das fraudes com cheques.
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2016No que diz respeito às devoluções, os motivos principais foram cheques sem provisão e insuficiência de assinatura.
Em relação ao subsistema Multicaixa foram analisados dados estatísticos sobre o subsistema tendo em conta a evolução das transações efetuadas no subsistema.
Foi igualmente abordada a questão do elevado número de terminais de pagamento matriculados mas inactivos, tendo a operadora do subsistema realçado a necessidade dos bancos verificarem as respectivas listagens de TPA, de modo a desactivarem aqueles que estão matriculados sem nunca terem sido inicializados e referiu a necessidade de uma maior divulgação dos serviços dos terminais de pagamento automático da rede Multicaixa.
A nível da utilização dos terminais foram estabelecidos novos limites diários para transferências, pagamentos e levantamentos. Foi discutida a necessidade da descentralização dos terminais da rede Multicaixa pelo território nacional, pois actualmente existe um número acentuado de terminais concentrados na capital do país.
A nível das fraudes foram também tratadas questões relacionadas com a necessidade da melhoria dos fotogramas dos CA, bem como dos lugares de instalação dos CA, visando facilitar a visualização das imagens. A operadora do MCX informou que relativamente as fraudes verificadas com cartões por motivo de clonagem a solução seria a migração da banda magnética dos cartões para a tecnologia EMV (chip).
Em termos regulamentares foi discutido o projecto de Aviso dos níveis de serviço da rede Multicaixa. Os serviços prestados através da rede Multicaixa têm para o Sistema de Pagamentos de Angola uma importante relevância, tendo em conta a crescente adesão dos clientes bancários às suas múltiplas funcionalidades, o carácter nacional e universal da rede e a sua disponibilidade 24x7.Assim, foi considerado que a implementação desta regulamentação é fundamental para permitir o adequado desenvolvimento e crescimento da utilização dos vários canais electrónicos existentes no SPA.
Relativamente as garantias da CCAA foi constituído um grupo de trabalho (GT) composto pelo BNA (coordenador), EMIS, BAI, BCGA, BFA, BK e FNB, onde o principal objectivo consistiu em avaliar a viabilidade das condições de implementação de um fundo de garantias de saldos visando a melhoria das insuficiências apresentadas pelo sistema actual de garantia mínima. Para o efeito o GT apresentou um relatório ao CTSPA sendo do BNA a responsabilidade de aprovação e implementação do mesmo.
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20163- Desenvolvimentos Regulamentares
3. Desenvolvimentos Regulamentares
Em termos de publicação de regulamentos o ano de 2015 foi mais produtivo comparativamente ao período em análise, em 2016 foram publicados somente dois normativos no âmbito dos sistemas de pagamento, nomeadamente, o Instrutivo 01/16, de 8 de Abril sobre regulamentação dos sistemas de compensação e liquidação e a Directiva 03/16, de 31 de Agosto sobre penalização do incumprimento do valor da garantia mínima prestada pelos participantes da CCAA.
Contudo, as iniciativas de revisão e elaboração regulamentar foram inúmeras e estiveram direccionadas em várias vertentes do SPA, assim foram discutidos e trabalhados os seguintes normativos:
Revisão do Aviso 10/12, de 2 de Abril sobre cartões de pagamento; Revisão do Aviso 8/03, de 12 de Agosto sobre o subsistema Multicaixa
Revisão do Aviso 9/15, de 20 de Abril sobre prazos de execução e disponibilização de fundos;
Revisão do Instrutivo 9/13, de 19 de Novembro sobre limites de valor, emissão de cheques e subsistemas de compensação; Elaboração do Aviso sobre níveis de serviço da rede Multicaixa- operações em real time;
Elaboração do Instrutivo sobre regras e condições de utilização de cartões pré – pagos
Elaboração do Instrutivo sobre limites de responsabilidade na rede Multicaixa. • • • • • • •
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20164. Controlo e Acompanhamento do SPA
4.1 Enquadramento
A legislação angolana confere ao Banco Nacional de Angola responsabilidades no controlo do regular funcionamento do SPA, que o Banco operacionaliza a nível do Departamento de Sistema de Pagamentos. A Lei Orgânica do BNA, Lei n.º 16/10, de 15 de Julho, atribui responsabilidades ao banco central na regulação, fiscalização, promoção do bom funcionamento do sistema de pagamentos, organização e supervisão dos sistemas de compensação e de pagamentos (art.º. 17 e 28).
A Lei do Sistema de Pagamentos de Angola, Lei n.º 05/05, de 29 de Julho, dispõe no seu artigo 6º, as competências atribuídas ao Banco Central no âmbito dos sistemas de pagamentos e em relação à função de vigilância, designada também como controlo e acompanhamento (Oversight).
O controlo e acompanhamento dos sistemas de pagamentos é uma das funções dos bancos centrais, que tem por finalidade assegurar que os sistemas de pagamentos sejam seguros, eficientes, fiáveis e eficazes, de forma garantir a estabilidade das instituições financeiras e consequentemente dos mercados.
A metodologia de vigilância está definida no Documento de Política de Vigilância (Oversight) do BNA e compreende 3 fases: monitorar, avaliar e induzir alterações.
4.2 Classificação das infra-estruturas de mercado financeiro do SPA
4.2.1 Classificação das infra-estruturas quanto ao risco
O Aviso 11/15, de 18 de Dezembro, estabelece os critérios para que um sistema de pagamentos seja considerado de importância sistémica ou relevante, assim pelos critérios aplicáveis, os sistemas considerados de importância sistémica são a CEVAMA, SIGMA e o SPTR e os de importância relevante o SCC, STC e MCX. Assim, o monitoramento dos subsistemas foi efectuado tendo em conta a classificação dos mesmos.
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2016Tabela 3: Classificação das IMF
Nome Avaliação Função
SPTR Importância sistémica Liquidação em tempo real das transferências electrónicas interbancárias de fundos em moeda nacional
SIGMA Importância sistémica
Assegurar o registo e custódia de títulos escriturais emitidos pelo Tesouro ou pelo BNA e a liquidação por bruto de
transacções em moeda nacional e em moeda estrangeira, dos referidos títulos
CEVAMA Importância sistémica
Compensação e liquidação de valores mobiliários, e outros instrumentos financeiros criado nos termos da Lei dos Valores Mobiliários
SCC Importância relevante Compensação eletrónica de cheques interbancários
STC Importância relevante Compensação das transferências eletrónicas interbancárias a crédito de valor inferior a 5 milhões de Kwanzas
MCX Importância relevante Compensação de operações efectuadas com cartões bancários válidos nos pontos de serviço da rede MCX
4.3 Acções Realizadas
Em 2016, o controlo e acompanhamento dos subsistemas que compõem o Sistema de Pagamentos de Angola foi executado em conformidade com metodologias e princípios emanados no Manual de Normas e Procedimentos de Vigilância.
Foi efectuado um acompanhamento contínuo, periódico e determinado por eventos específicos, usando a metodologia de referência para a função de vigilância que é a de monitorar, analisar os dados e avaliar as situações face a padrões de referência e, quando necessário induzir alterações, mediante os instrumentos mencionados no documento “Política de Vigilância do BNA”.
4.3.1 Monitoramento
Foi recolhida e analisada a informação estatística dos subsistemas do SPA, remessas de valores, contas bancárias e clientes remetidas pelos operadores e participantes do SPA. Foram igualmente realizadas inspecções aos participantes dos referidos subsistemas.
4.3.1.1 Acompanhamento de indicadores de risco operacional
O acompanhamento do risco operacional dos sistemas de pagamentos abrange principalmente a análise do índice de disponibilidade e das falhas de funcionamento dos subsistemas.
A disponibilidade para o sistema de pagamento em tempo real deve ser igual ou superior a 99,90% conforme as boas práticas internacionais adoptadas pelo Banco Nacional de Angola. Em 2016, a avaliação efectuada a esse subsistema permitiu constatar que o índice de disponibilidade apresentou uma média de 99,65%, inferior a meta estabelecida, derivada principalmente por falhas de comunicação.
Relativamente aos subsistemas de compensação, a disponibilidade foi avaliada com base na realização das sessões de compensação e no cumprimento dos prazos estabelecidos para o envio dos saldos pelo operador destes subsistemas, tendo de modo geral apresentado uma disponibilidade satisfatória.
4.3.1.2 Inspecção
No âmbito das atribuições de supervisão, controlo e acompanhamento do Banco Nacional de Angola, foram efectuadas inspecções aos participantes do SPTR,STC e SCC relacionadas com:
• Averiguação do cumprimento de prazos de execução de transferências e disponibilização de fundos, de acordo com o Aviso n.º 09/15, de 20 de Abril e sobre os documentos comprovativos de instrução de transferência (DCIT) de acordo ao Instrutivo 8/13, de 20 de Novembro;
• Averiguação das causas do elevado número de transferências não creditadas pelos bancos destinatários de transferências ordenadas pelo MINFIN no STC;
• Averiguação do elevado número de cheques devolvidos por motivo de insuficiência de assinatura.
4.3.2 Análise
Após a recolha da informação estatística e a realização das inspecções, procedeu-se a elaboração da análise do funcionamento dos subsistemas tendo sido produzidos os relatórios diário e mensal dos subsistemas de compensação e liquidação do SPA bem como o relatório das inspecções realizadas.
4.3.3 Indução de mudanças
4.3.3.1 Persuasão Moral
No âmbito das inspecções, relativamente aos incumprimentos verificados, foram realizadas reuniões com os participantes para ajuste do DCIT de acordo com a regulamentação, bem como foram enviadas cartas de recomendação visando o cumprimento dos prazos de execução e disponibilização de fundos e de aspectos
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2016relacionados com a devolução de cheques e transferências não creditadas no STC ordenadas pelo MINFIN. Foi igualmente recomendado a alguns participantes inspeccionados a automatização dos processos de crédito em conta visando o cumprimento dos prazos de disponibilização de fundos.
A nível do monitoramento, foi recomendado ao operador do SPTR a resolução dos problemas de comunicação verificados no período em análise, que tiveram impacto na disponibilidade do sistema.
4.3.3.2 Regulamentação
A nível do monitoramento contínuo e da análise efectuada, foi identificada a necessidade de alteração e elaboração de alguns regulamentos no âmbito dos cartões de pagamento, prazos de execução e disponibilização de fundos; operações em real time da rede Multicaixa bem como, foi publicada uma Directiva sobre penalizações dos incumprimentos verificados a nível da CCAA.
4.3.3.3 Penalização
A penalização surge como um instrumento eficaz no âmbito da indução de mudanças principalmente quando outros instrumentos como a persuasão moral e a regulamentação são insuficientes para cumprimento das regras pelos participantes dos subsistemas.
Assim, foram aplicadas penalizações aos participantes pelos incumprimentos verificados a nível da confirmação de crédito em conta por meio do ficheiro CRCO e no incumprimento da garantia mínima exigida para liquidação de saldos da CCAA. As penalizações efectuadas resultaram das inspecções e do monitoramento permanente que é realizado aos participantes, operadores, instrumentos e subsistemas de pagamento.
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20165. Análise Estatística
5.1 Sistema de Pagamentos de Angola
A análise da informação estatística do SPA abrange 4 subsistemas2: Subsistema de Compensação de
Cheques (SCC), Subsistema de Transferências a Crédito (STC), Subsistema Multicaixa (MCX) e Sistema de Pagamentos em Tempo Real (SPTR). Em termos de instrumentos de pagamento utilizados no SPA, consideram-se as transferências electrónicas com recurso ao SPTR3 e ao STC, cheques, e cartões de
pagamentos bancários.
5.1.1 Subsistemas de Pagamentos
A Figura 2 Totais anuais por subsistema 3 e a Tabela 4:Volumes e Montantes por Subsistema do SPA apresentam a evolução anual do volume e do montante de operações compensadas no SCC, STC e no MCX4,
e de operações liquidadas no SPTR.
Figura 2- Totais anuais por subsistema
Fonte: SPTR, análise Oversight
0 50 100 150 200 250 300 350 2014 2015 2016 MCX STC SCC SPTR 0 20 40 60 80 100 120 2014 2015 2016
Fonte: SPTR, análise Oversight
Volume Montante (1012 Kz)
(2) Conforme referido no ponto 2.1, o SIGMA não é considerado por não processar efectivamente qualquer instrumento de pagamento.
(3) Na análise da utilização específica de instrumentos de pagamento no SPA e relativamente às operações de transferência realizadas no SPTR, foram consideradas todas aquelas em que intervêm clientes bancários e que se materializam na utilização de mensagens MT102 e MT103;
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2016Os diferentes subsistemas do SPA e as respectivas operações de pagamento estão vocacionados para objectivos distintos e complementares, tal reflecte-se nos valores médios (Figura 3), que apresenta a evolução mensal do valor médio por instrumento de pagamento, adoptando-se uma escala logarítmica por estarem em causa valores muito distintos. O gráfico permite visualizar uma estratificação dos subsistemas de pagamento do SPA, desde as operações de retalho executadas por particulares no MCX, até às operações de muito elevado montante, nomeadamente de política monetária, concretizadas no SPTR.
Figura 3- Valores médios nos subsistemas do SPA Tabela 4: Volumes e Montantes por Subsistema do SPA
Subsistema 2014 2015 2016 Volume (milhões) SPTR 0,32 0,33 0,25 SCC 0,61469 0,37 0,45 STC 0,87 1,32 6,68 MCX 208,32 259,35 304,86 Montante (1012Kz) SPTR 106,76 71,59 48,48 SCC 1,36 1,03 1,2 STC 0,47 0,63 1,67 MCX 1,57 1,59 3,16
Fonte: SPTR, análise Oversight 1.000 10.000 100.000 1.000.000 10.000.000 100.000.000 1.000.000.000 10.000.000.000 100.000.000.000 1.000.000.000.000 10.000.000.000.000
dez/14 dez/15 dez/16
MT102 e MT103 MT202 e outros
Cheques Transf. STC
5.1.2 Instrumentos de Pagamento
Na utilização dos instrumentos de pagamento, em termos de volume é predominante a utilização do cartão Multicaixa (97,65%, em 2016), este facto pode ser explicado pela reduzida utilização do cheque a nível interbancário e pela baixa utilização do STC, para além da inexistência de um subsistema de débitos directos. A maioria das mensagens de clientes liquidadas no SPTR continua a ter um valor unitário que permitiria a sua compensação no STC, nesse sentido, o BNA continua a envidar esforços, nomeadamente através da discussão a nível do CTSPA, no sentido de incentivar cada vez mais a utilização desse subsistema. No ano de 2016 alguns avanços foram efectuados neste âmbito, tais como a canalização dos pagamentos de salário da função pública para o STC por meio da dinamização da participação do Ministério das Finanças.
A Figura 4: Distribuição do Volume e montante das mensagens MT103 no SPTR)demonstra que 44,90% das mensagens MT103 e MT102 liquidadas no SPTR em 2016 eram de valor inferior a Kz 5 milhões, correspondendo-lhes apenas 0,60% do montante liquidado deste tipo de operações o que indica que o SPTR continua a ser ineficientemente utilizado com a liquidação de operações de baixo montante.
Figura 4- Distribuição do Volume e montante das mensagens MT103 no SPTR)
0,449039016 0,006255822 0% 20% 40% 60% 80% 100% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 >20 Escalões (milhões de Kwanzas)
Nº Kz
>20
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2016Na análise dos montantes sobressaem naturalmente as operações executadas no SPTR através de mensagens MT102 e MT103, que correspondem a 59,77% do total em 2016, seguidos dos cartões com 21,07%, transferências a crédito via STC com 11,16% e os cheques com 8,01%.
Figura 5- Operações por instrumento/canal
A evolução mensal da utilização dos instrumentos de pagamento em termos do volumes, (adoptando a média de 2013 como base de referência), permite constatar que há um instrumento que se distingue claramente no período em causa: o cartão Multicaixa (Figura 6: Evolução da utilização dos instrumentos de pagamento).
Fonte: SPTR, análise Oversight Fonte: SPTR, análise Oversight
Tabela 5: Utilização de instrumentos de pagamentos no SPA
2014 2015 2016 Volume (milhares) 208.211 260.014 311.314 MT102 e MT103 297 277 199 Cheques 625 501 447 Ordens de Saque 4 2 0 Transferências via STC 860 1.312 6.682 Cartões Multicaixa 206.425 257.923 303.987 Montante (109 kz) 14.397 12.707 14.985 MT102 e MT103 11.000 9.450 8.956 Cheques 1.365 1.048 1.200 Ordens de Saque 0 0 0 Transferências via STC 462 621 1672 Cartões Multicaixa 1.570 1.588 3.157 0% 0% 2% 98% 60% 8% 11% 21% MT102 e MT103 Cheques Transf. STC Cartões MCX
Figura 6- Evolução da utilização dos instrumentos de pagamento
Fonte: SPTR, análise Oversight
5.2 Sistema de Pagamentos em Tempo Real (SPTR)
O SPTR é o subsistema central do SPA concebido essencialmente para a liquidação por bruto das operações de elevado montante. Em 2016, 88,94% dos montantes liquidados no SPA foram processados nesse subsistema.
O SPTR processa e liquida diferentes tipos de operações, sendo os movimentos provenientes do SIGMA em 2016 responsáveis por 57,76% do valor liquidado e 17,95% respeitaram às operações de clientes bancários (MT102 e MT103).
Em termos de volume, 79,13% corresponderam a operações MT102 e MT103 e 10,03% a operações realizadas na plataforma do SIGMA (ver Figura 7: Distribuição de Volume e Montantes por Tipo de Pagamento em 2016).
Assim, em termos de montante, as operações com maior peso no SPTR são as realizadas na plataforma SIGMA e em relação ao volume operações de clientes.
0 50 100 150 200 250 300 350 400 450
jan/14 jan/15 jan/16
MT102 e MT103 Cheques Ordens de Saque
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2016Figura 8- Variação anual absoluta por tipo de operação
Fonte: SPTR, análise Oversight
Fonte: SPTR, análise Oversight
Em 2016, o SPTR registou uma diminuição de 23,99% no volume de operações em relação ao ano anterior, essa redução foi resultante da variação negativa verificada nos pagamentos de clientes. A nível dos montantes foi registada uma redução de 32,28% face ao ano anterior derivada essencialmente pela redução das operações do SIGMA transferências do interbancário.
Tabela 6: Operações Liquidadas no SPTR
2014 2015 2016
Volume 319.011 325.342 249.675
Montante 106.757.582 71.175.908 48.477.409
Valor Médio 335 219 194
Volume em unidades, montantes em 106 Kz
Figura 7- Distribuição de Volume e Montantes por Tipo de Pagamento em 2016
0% 6,9% 3,1% 3% 4% 2% 79,1% 2% Volume Comp. SIGMA/BNA SIGMA/Ban FX Lev/Dep Interb./MT 4% 52,11% 6% 4% 4% 1% 18% 11% Montante Clientes Outras -1.373 -4.242 3.099 5.873 -2.335 -1.828 0 -40.000 -20.000 0 20.000 40.000 60.000 2014 2015 2016 Outras Clientes Lev/Dep Créd. Intrad. FX SIGMA/Ban SIGMA/BNA Interb./MT Comp. 22,2 -17,0 -18,2 -16,21 -9,1 0,14 -0,65 -55 -45 -35 -25 -15 -5 5 15 25 35 2014 2015 2016 Biliões Kz Volume Montante
Figura 9- Volume e Montante de Operações Liquidadas no SPTR
Figura 10- Níveis de disponibilidade do SPTR
Fonte: SPTR, análise Oversight
Fonte: SPTR, análise Oversight
4.330 1.119 13.572 11.237 9.409 277.182 277.182 194.611 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 2014 2015 2016 Outras Clientes Lev/Dep Créd. Intrad. FX SIGMA/Ban SIGMA/BNA Interb./MT Comp. 60,76 43,71 25,52 28,09 11,88 2,32 1,85 1,81 9,30 9,44 8,79 1,49 2,50 5,42 0 20 40 60 80 100 120 2014 2015 2016
A relevância do SPTR no âmbito do SPA coloca uma exigência de grande disponibilidade operacional, imprescindível para possibilitar a liquidação em tempo real das operações, bem como, mitigar o risco de reputação. A Figura 101: Níveis de disponibilidade do SPTR apresenta a evolução da disponibilidade de cada ano desde a entrada em produção do SPTR, sendo a disponibilidade média de 2016 de 99,67%.
95% 96% 97% 98% 99% 100% 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Média Máximo Mínimo
5.3 Subsistema de compensação de Cheques
A compensação de cheques sofreu uma mudança significativa no ano de 2015. Até Maio deste mesmo ano a compensação era assegurada pelo Serviço de Compensação de Valores que consistia na compensação de pagamentos efectuados através de instrumentos físicos. Em Junho de 2015 entrou em funcionamento o Subsistema de Compensação Cheques que constituiu um avanço em termos da automatização do processo
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2016Figura 11- Volume e Montante de Cheques compensados
Fonte: SCV/SCC análise Oversight
Fonte: SCV/SCC análise Oversight
de compensação de cheques, onde atingiu-se uma mitigação substancial da exposição do SPA a riscos operacionais e financeiros, assim como, a melhoria do serviço prestado aos clientes finais e redução de custos na relação interbancária.
Durante o período em análise foram compensados um total de 447 mil cheques no montante de 1.200 mil milhões de Kwanzas, assim em relação ao ano anterior foi verificada uma redução de 10,85% no volume e um amento de 14,46% no montante.
A redução verificada no volume indica uma diminuição no uso dos cheques interbancários e o aumento no montante representa um incremento no valor dos cheques transaccionados no período em análise.
Volume Montante (Milhões de Kwanzas)
0 100.000 200.000 300.000 400.000 500.000 600.000 700.000 2014 2015 2016 0 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 1.200.000 1.400.000 1.600.000 2014 2015 2016
Tabela 7: Instrumentos de pagamento compensados no SCC
2014 2015 2016 Volumes (milhares) 629.389 501.384 447.000 Cheques 625.247 501.384 447.000 Ordens de Saque 4.139 0 0 Montantes (106 KZ) 1.388.382 1.048.349 1.199.968 Cheques 1.365.114 1.048.349 1.199.968 Ordens de Saque 23.259 0 0
5.4 Subsistema de Transferências a Crédito (STC)
O STC registou em relação ao ano transacto um aumento do volume e montante das operações derivado essencialmente do aumento das operações do MINFIN. O volume de devoluções em relação ao ano anterior aumentou cerca de 45,16%, este aumento não representa necessariamente uma deterioração na qualidade do subsistema, pois o aumento significativo de operações processadas teve impacto no número de devoluções. No ano de 2016 foram processadas no STC 6,68 milhões de transacções num montante de 1.671 mil milhões de Kwanzas.
5.5 Subsistema Multicaixa (MCX)
Tendo em conta o serviço oferecido, o crescimento a nível de utilização, a sua potencialidade em termos de contributo para a modernização e desenvolvimento do SPA, o MCX é claramente o subsistema de retalho mais relevante do SPA. Nos pontos seguintes procede-se a uma análise da evolução do MCX.
Figura 12- Volume e Montante das transferências efectuadas no STC
Fonte: EMIS, análise Oversight
Volume Montante (Milhões de Kwanzas)
0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000 450.000
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20165.5.1 Cartões Multicaixa
Em 2016 o número de cartões válidos Multicaixa reduziu 2,78 % face a 2015.Relativamente aos cartões activos, foi registado um aumento de 8,47% o que representa maior utilização dos cartões em circulação. Efectivamente no mês de Dezembro de 2016 verificou-se que 50,28% dos cartões Multicaixa válidos na rede, (3,69 milhões), foram utilizados neste período, face a 45,07,%, (2,11 milhões) do ano anterior.
Não obstante ao aumento da quota de cartões activos, cerca de metade dos cartões válidos em Dezembro de 2016 não foram utilizados (49,72%), pelo que continua a ser necessário que se implementem medidas de forma a incentivar a utilização dos cartões MCX pelos seus titulares.
Figura 13- Macro visão da utilização da rede MCX em 2016
Fonte: EMIS, análise Oversight
Fonte: EMIS, análise Oversight
TPA 26% ATM 74% 99% 34% 23% 37% 1% 0 50 100 150 200 250 300 350
Tipo terminal Tipo cartão Tipo operação
Outras operações Outros pagamentos Compras Levantamentos Tabela 8: Cartões MCX 2014 2015 2016 Válidos Média 4.106.149 4.736.279 4.548.045 Dezembro 4.648.643 4.693.424 4.563.067 Activos Média 1.659.422 1.991.387 2.110.290 Dezembro 1.949.260 2.115.348 2.294.415
Figura 14- Nº mensal de cartões Multicaixa
Fonte: EMIS, análise Oversight 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
dez/14 dez/15 dez/16
Milhões
Cartõe s Não Activos Cartõe s Activos
Pode, pois, considerar-se que o MCX se defronta desafios em termos da sua base de cartões, por um lado, na limitação de emissão de novos cartões, pela reduzida bancarização da população e, por outro lado, nos baixos níveis da taxa de utilização dos terminais de pagamentos, que resulta em uma percentagem elevada de cartões que não são utilizados.
No final de 2016 a quota dos 5 maiores emissores era de 84,38% para os cartões activos e 81,05% para os cartões válidos, enquanto o Herfindahl-Hirschman Index era, respectivamente, de 1.535 e 1.766, o que confirma a concentração do mercado de emissão, apesar de em 2015 ter-se verificado uma ligeira redução face a 2016. (ver Tabela 9:HHI na Emissão de Cartões).
Fonte: EMIS, análise Oversight
Tabela 9: HH5I na Emissão de Cartões
Ano Válidos Activos
2014 1.449 1.675
2015 1.412 1.593
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2016Figura 15- Quota dos 5 maiores emissores de cartões
Figura 16- Nº de terminais activos
Fonte: EMIS, análise Oversight
Fonte: EMIS, análise Oversight
5.5.2 Terminais
O subsistema MCX comporta duas redes de terminais físicos - Caixa Automático (CA) e Terminal de Pagamento Automático (TPA) e um terminal virtual – Host to Host (H2H).
Estes terminais são utilizados pelos titulares de cartões MCX e SPI. No caso do TPA, a aceitação de cartões de marca internacional está dependente da sua contratação pelo comerciante onde o terminal se encontra instalado.
Como é normal, a rede de TPA é composta por um número de terminais muito superior à rede CA, numa relação que deverá ainda aumentar significativamente. Não obstante ao estado de desenvolvimento do TPA, a rede CA é ainda largamente predominante em termos de utilização derivada principalmente das operações de levantamento. 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5
dez/14 jun/15 dez/15 jun/16 dez/16
Milhões Restantes Emissores 5 maiores emitentes 2.000 7.000 12.000 17.000 22.000 27.000 32.000 37.000 42.000 2.000 2.100 2.200 2.300 2.400 2.500 2.600 2.700 2.800 2.900 3.000
dez/14 dez/15 dez/16
ATM activos TPA activos
O parque de CA Multicaixa mantém taxas de crescimento significativas. No final do ano de 2016 os números de CA matriculados e activos eram de 2.911 e 2.845, respectivamente, correspondendo-lhes taxas de crescimento de 4,86% para o matriculados e 7,00% para os activos face ao período homólogo de 2015. No mesmo período, 56,30% (1.639) dos CA matriculados pertenciam à Província de Luanda, bem como, a maioria dos novos CA.
O índice do HHI do parque de CA apresenta-se elevado, com os cinco maiores bancos a deterem 82,28% do total dos terminais activos em Dezembro de 2016.
O Ano de 2016 registou um aumento face ao período anterior, conforme indica a tabela abaixo (ver Tabela 10: HHI em )
Fonte: EMIS, análise Oversight
Tabela 10: HHI em CA MCX
Ano Índice
2014 1.060
2015 1.027
2016 1.043
Figura 17- Média de CA por 100 habitantes por Província em 2016 (inicializados)
Média Nacional 11
Fonte: EMIS, análise Oversight 11 9 3 Até 5 6-10 11-15 >15 7 10 10 12 6 4 4 4 3 6 6 8 5 7 22
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2016O parque de TPA verificou taxas de crescimento na ordem de 9,76% para os terminais matriculados e 8,62% para os terminais activos, na comparação face ao ano anterior. A taxa de terminais activos face aos matriculados ainda não é a ideal (55,65%), pelo que, é necessário realizar esforços para a sua redução, designadamente com políticas de incentivo à realização de pagamentos com cartão e à melhoria dos serviços de adquirentes junto dos comerciantes.
Figura 18- Nº de CA activos
Figura 19- TPA activos e por activar
Fonte: EMIS, análise Oversight
Fonte: EMIS, análise Oversight 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 50.000 55.000 60.000 65.000 70.000 75.000
dez/14 dez/15d ez/16
Por Activar TPA activos 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000
jun/13 jun/14 jun/15
Número de CA activos
Outros 5 Maiores Ban.
Figura 20- Evolução do total de TPA e da quota de terminais activos
Fonte: EMIS, análise Oversight
0,48 0,50 0,52 0,54 0,56 0,58 0,60 0,62 0,64 0,66 0 15 30 45 60 75
dez-14 dez-15 dez-16
Milhares
TPA Matriculados Quota dos Activos
O índice do HHI no acquiring de TPA mantém um indicador elevado de concentração, com os cinco maiores bancos adquirentes a contratarem 27.536 dos 37.561 dos terminais activos em Dezembro de 2016 (73,31% do total).
A concentração do mercado tem registado um aumento desde 2014, que está reflectido na evolução do HHI da tabela abaixo (ver Tabela 11: HHI no acquiring TPA).
5.5.3 Utilização da rede MCX
A rede Multicaixa registou em 2016 um crescimento de 17,55% no movimento global de operações, contudo, na comparação face ao período compreendido entre 2014 e 2015 registou uma redução de 6 pontos percentuais.
Do total de operações realizadas na rede, 67,00% foram realizadas em CA (78,75% em 2015).O crescimento nas operações em CA foi de 11,12% (19,94% em 2015) e as operações em TPA registaram um aumento de 41,38% (44,90 em 2015).
A semelhança dos anos anteriores, o levantamento de notas continua a ser a operação mais frequente, com
Fonte: EMIS, análise Oversight
Tabela 11: HHI no acquiring TPA
Ano Índice
2014 1.216
2015 1.274
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2016(37,54% do total em CA).Porém, as operações de transferência bancária (intra e interbancária) a nível dos CA tem apresentado um crescimento significativo, tendo em relação a 2015 registado um aumento de 88,89%, o que representa um contributo na eletronização de pagamentos.
No total de operações da rede as compras mantêm um peso significativo, correspondente a 23,02% em 2016 (mais 4 pontos percentuais do que o ano anterior). Os pagamentos apresentaram um crescimento de 28,87% (menos 4 pontos percentuais que a taxa do ano anterior).
As compras e pagamentos corresponderam a 30,92 % e 38,77 % respectivamente do total das operações da rede MCX, tendo subjacente um crescimento de 51,89% em termos absolutos. Tal como as transferências as compras e pagamentos, são transacções que efectivamente representam uma electronização dos fluxos financeiros, pois, substituem tipicamente a utilização de numerário ou cheques.
Em relação ao canal Host to Host, apesar de começar a ser utilizado recentemente, em 2016 apresentou um crescimento mais do que proporcional (mais de 100%) na comparação face ao ano anterior. Esse canal permite efectuar operações de pagamento tais como telefone, televisão, água energia, internet e outros.
Tabela 12: Operações na rede Multicaixa Terminal/Operação 2014 2015 2016 Total da rede 177 417 456 214 713 785 240 821 507 Caixas Automáticos 170 293 089 204 081 531 226 469 290 Total MCX 168 743 526 202 886 852 225 692 214 Levantamentos 88 199 534 100 218 333 112 757 866 Telefones Recargas 10 860 037 11 975 757 12 795 710
Carreg. Real Time 32 465 26 054 36 449
Facturas Activação 35 27 14 Apresentação 28 579 32 332 20 125 Pagamento 19 088 16 062 80 Transferência Bancária 934 158 2 339 956 4 419 937 Consultas de Saldos 63 023 099 80 296 181 84 905 387 Movim. 2 729 217 4 099 399 4 883 477 IBAN 862 551 1 487 415 2 437 463 Alteração de PIN 321 369 431 394 559 291
Pedido de Livro de Cheques 2 949 1 677 1 953
2ª Via do Talão 53 671 81 976 262 588
Pagamentos p/sector 0 656 735 2 610 279
Pag. Outros Serviços 1 676 774 1 223 554 1 595
Total SPI 1 549 563 1 194 679 777 076
Levantamentos Visa 823 047 520 890 288 379
Consulta de Saldos Visa 726 516 606 128 448 477
Levantamentos Master Card 0 44 521 27 525
Consulta de Saldo Master Card 0 23 140 12 695
Terminais de Pagamento Automático 7 124 367 10 466 278 13 780 100
Total MCX 6 780 819 10 237 421 13 688 890 Compras 34 075 065 49 340 140 70 065 802 Consultas de Saldos 3 019 237 4 991 586 6 893 542 Movim. 107 933 174 361 237 995 Devoluções 6 155 10 647 19 064 Fecho 3 472 668 4 707 672 5 950 039 0 172 716 351 048 585 312 Real Time 2 110 2 107 2 938 Total SPI 343 548 228 857 91 210 Compras 343 548 228 857 91 210
Canal Host to Host 0 165 976 572 117
Total MCX 0 165 976 572 117 Telefone 0 144 721 501 738 Televisão 0 16 798 58 770 Bilhetes 0 483 4 209 Água 0 157 230 Energia 0 18 668 Real Time 0 1 046 0 Internet 0 1 851 2 252
Relatório do Sistema de Pagamentos de Angola •
2016Figura 21- Número de operações nos terminais MCX
Figura 22- Evolução mensal do nº de cartões, nº de terminais e operações
Fonte: EMIS, análise Oversight
Média de 2013 = 100 Fonte: EMIS, análise Oversight 0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000
dez/14 dez/15 dez/16
Out. operações Outros pagamentos
Compras (incl. Dev.) Levantamentos
O crescimento das operações da rede MCX foi resultante do aumento do número de cartões e TPA activos em 2016 e da introdução de novos serviços a nível dos terminais de pagamento.
Em termos de utilização, das operações disponibilizadas pela rede realizadas no CA, as operações com maior predominância são os levantamentos (49,85%) e consultas de saldo (37,54%). A terceira operação mais frequente é a recarga telefónica com 5,66%.Todas as demais operações têm uma utilização global a volta dos 3% do total (ver Figura 23: Utilização da rede CA em 2016.
0 100 200 300 400 500 600 700
dez-14 dez-15 dez-16
Cart. activos ATM act.
TPA act. Total ops
Em termos de valores, o levantamento médio dos cartões MCX passou de 11.047 Kwanzas em 2015, para 12.435 Kwanzas em 2016.
A rede TPA é uma rede destinada essencialmente a permitir a realização de compras, pelo que 89,95% das operações são efectivamente compras (das quais 99,70% com cartões Multicaixa, 0,13% com cartões de marca internacional, correspondendo a quase totalidade das restantes operações as consultas (sobretudo de saldos) e os carregamentos de telefone. No aumento do volume de operações em TPA, merecem destaque as compras com cartões Multicaixa, que apresentaram um crescimento anual de 42,01% em número e 63,26% em valor face ao ano anterior.
Em 2016, o montante médio por compra com cartão Multicaixa foi de 12.790 Kwanzas, enquanto para as compras com cartão de marca internacional o valor médio foi de 21.170 Kwanzas.
5.5.4 Ranking Multicaixa
O ranking multicaixa constituí uma análise sintetizada sobre o funcionamento dos bancos participantes da rede Multicaixa, assim, apresenta-se como uma possível ferramenta na indução de mudança do
Figura 23- Utilização da rede CA em 2016
Figura 24- Utilização da rede MCX em 2016
Fonte: EMIS, análise Oversight
Fonte: EMIS, análise Oversight
50% 6% 41% 2% 1% 0% Levantamentos Recargas
Consultas (saldos, mov. Iban) Transferências Pagamentos Outros 74,4% 25,6% 99,7% 0,3%
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2016Figura 25- Ranking de Qualidade e Quantidade Multicaixa
Fonte: EMIS, análise Oversight
a conhecer aos utilizadores os bancos que disponibilizam melhor serviço bem como a sua dimensão no mercado, e deste modo, os bancos tenderão naturalmente melhorar a sua prestação de serviço e crescimento a nível do sistema financeiro.
A análise do ranking global é efectuada com base em pressupostos quantitativos e qualitativos. Relativamente aos pressupostos qualitativos, são considerados o número de terminais, CA e TPA, o número de cartões válidos bem como o volume de operações realizadas.
Em relação ao factor qualidade são considerados itens como a taxa de operacionalidade do banco na rede Multicaixa, indicadores do down-time por falta de notas e por falta de papel, o real time, assim como, os cartões activos, que são indicativos da efectiva utilização de cartões na rede.
Em 2016, os primeiros cinco lugares do ranking global são pertencentes ao BAI, BFA, BPC, BIC e BE. Os primeiros quatro bancos são igualmente os quatro maiores bancos do sistema financeiro nacional. Esses bancos são considerados maiores, por possuírem uma infra-estrutura significativa em termos da rede de terminais, cartões e número operações, e por estarem inseridos no mercado a um tempo considerável. Em relação ao 5º lugar pertencente ao BE, apesar de não ser considerado um banco grande em termos de infra-estrutura, apresentou bons indicadores de qualidade na avaliação do período em análise. Em termos globais mais cinco bancos - BSOL,BPA,BNI,BRK e BCI- apresentaram uma boa qualidade de serviço tendo relativamente ao factor quantidade um peso relativamente mediano a nível da rede.
BCGA BCI BFA BPC BMA BAI BCA BSOL BE BRK BMF BIC BNI BANC BPA VTB FINIB BCH SBA BV BPG BPAN YETU BIR
Figura 26- Ranking Global Multicaixa
Fonte: EMIS, análise Oversight 11 10 2 3 1 20 6 5 9 21 4 8 19 7 24 15 16 13 14 23 22 18 17 12 0 5 10 15 20 25 30
BCGA BCI BFA BPC BAI BCA BSOL BE BRK BMF BIC BNI BANC BPA VTB FINIB BCH SBA BV BPG BPAN YETU BIR BCS
A nível dos bancos que se apresentam nos 10 últimos lugares importa referir que relativamente ao, BIR,YETU e BPG, se encontram colocados nestas posições por se tratarem de bancos novos e que não possuem uma infra-estrutura considerável na rede Multicaixa, o factor quantidade influenciou o resultado global do ranking, contudo, não apresentaram um mau desempenho a nível da qualidade de serviço.
Relatório do Sistema de Pagamentos de Angola •
20166- Conclusão
Apesar dos constrangimentos económicos recentes vivenciados pela economia Angolana, o sistema de pagamentos, registou uma evolução crescente a nível da utilização dos instrumentos e canais de pagamento, com especial incidência sobre os instrumentos electrónicos.
Com efeito, esta evolução reflecte a modernização contínua do SPA, a título de exemplo, o Subsistema de Compensação de Cheques recentemente implementado facilitou a utilização de cheques, permitindo maior rapidez no processamento dos pagamentos, redução de fraudes, proporcionando maior segurança e fiabilidade a nível desse instrumento no SPA.
Destaca-se igualmente a implementação do canal Host to Host a nível da rede Multicaixa, que permitiu a prestação de um serviço indirecto aos clientes das Instituições financeiras ao alargar o universo de operações aos canais próprios de cada Instituição.
Assim, o SPA perspectiva desenvolvimentos adicionais a curto e médio prazo no âmbito da estratégia de desenvolvimento dos sistemas de pagamentos de Angola. Portanto, será implementado a nível da Câmara Automatizada de Angola o subsistema de Débitos Directos que permitirá agilizar a cobrança de serviços de carácter recorrente, como por exemplo consumos de energia, água ou seguros, com benefícios para credores e devedores (maior segurança, menores custos).
Ainda sobre os pagamentos a retalho, importa referir que no âmbito da estratégia referida está prevista a implementação do plano de massificação dos pagamentos eletrónicos com o objectivo de desmaterializar os pagamentos em numerário ou seja, contribuir para a redução gradual da moeda física em circulação e evoluir os pagamentos electrónicos, com a disponibilização diversificada de canais de pagamentos automático, (CA, TPA e soluções de home banking) e instrumentos de pagamento electrónicos como cartão.
Em relação aos pagamentos instantâneos, perspectiva-se a implementação de um sistema de pagamentos móveis que irá proporcionar serviços de pagamento acessíveis à população não bancarizada em qualquer ponto do território nacional e constitui o primeiro passo no processo integral de bancarização e de inclusão financeira
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20167- Anexos
7.1 Siglas e Acrónimos
BIS BNA CCAA CEVAMA CTSPA CRCO DC DSP EMIS IMF LBTR MCX MINFIN MNP OS RT RTGS SADC SCC SCV SDD SIGMA SIRESS SPA SPTR SPI STCBanco de Pagamentos Internacionais Banco Nacional de Angola
Câmara de Compensação Automatizada de Angola Câmara de compensação de valores mobiliários, Conselho Técnico do SPA
Confirmação do Crédito em Conta Documento de Crédito
Departamento de Sistema de Pagamentos do BNA Empresa Interbancária de Serviços
Infra-estrutura de Mercado Financeiro
Liquidação por Bruto em Tempo Real (Real Time Gross Settlement) Subsistema Multicaixa
Ministério das Finanças
Manual de Normas e Procedimentos Ordem de Saque
Real-time
Real Time Gross Settlement (Liquidação por Bruto em Tempo Real) Comunidade dos Países da África Austral
Subsistema de Compensação de Cheques Serviço de Compensação de Valores Subsistema de Débitos Directos
Sistema de Gestão de Mercados e Activos Sistema Integrado de Liquidação da SADC Sistema de Pagamentos de Angola Sistema de Pagamento em Tempo Real Sistema de Pagamento Internacional Subsistema de Transferências a Crédito
Av. 4 de Fevereiro, nº 151 - Luanda, Angola Caixa Postal 1243
Tel: (+244) 222 679 200 - Fax: (+244) 222 339 125 www.bna.ao