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Informativo mensal nº 51. Abril/2018

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Informativo mensal nº 51 Abril/2018

AMÉRICA/EUROPA OCIDENTAL

TERRORISMO NA EUROPA CONTINUA A ASSUSTAR AUTORIDADES

Na Alemanha, grupos islâmicos criticaram fortemente a falta de solidariedade e apoio após uma série de ataques a muçulmanos e mesquitas, organizados por extremistas. Um membro do conselho da União Turco-Islâmica do Instituto da Religião (DITIB) declarou que a comunidade islâmica sente falta de simpatia do público e dos políticos, em vista da situação ameaçadora pela qual vem passando. Enquanto isso, na Itália, a polícia prendeu, após informações da polícia estadunidense, um homem suspeito de preparar bombas caseiras que seriam detonadas em um jardim de infância no país.

Ainda dentro da pauta terrorista no continente europeu, um homem identificado como Umar Haque foi condenado sob acusação de ter tentado recrutar crianças para ataques que seriam realizados em Londres, capital britânica. Paralelamente, um casal alemão ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico foi capturado na cidade turca de Akçakale, na fronteira com a Síria, durante uma operação contra-terrorista que deteve mais de 30 suspeitos por associação ao terrorismo. Por fim, autoridades confirmaram um crime de ódio vivenciado pelos moradores do condado inglês de West Yorkshire, que receberam cartas anunciando o evento que foi chamado de “Dia de Punição aos Muçulmanos”. As cartas prometem recompensas por atos violentos e encorajam a tortura e o assassinato de muçulmanos no dia estabelecido.

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COLÔMBIA AINDA BUSCA PROCESSO DE PAZ

Dois policiais colombianos foram mortos quando indivíduos atacaram um carro policial com granadas e armas de fogo. O caso aconteceu perto da cidade de Caldono, sob suspeita de participação ou ao menos influência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), devido à sua atuação já conhecida na região. No entanto, a culpa não foi formalmente atribuída ao grupo, que recentemente foi transformado em partido político na Colômbia. Já em relação ao Exército de Libertação Nacional (ELN), o governo colombiano enfrenta dificuldades de negociação. Mesmo com as atividades do ELN, que é o último grupo guerrilheiro em atividade no país, ainda se trabalha em busca de um acordo de paz. Assim, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou a retomada do diálogo com o ELN que havia sido instaurado há um ano em Quito, capital do Equador, com o propósito de conversar sobre propostas de desarmamento do grupo. Frente a isso, o ELN propôs um cessar-fogo unilateral no país, principalmente por causa das eleições que estão para ocorrer. Além das atividades envolvendo as guerrilhas locais conhecidas, a Colômbia enfrenta novos problemas segurança. Um cidadão cubano foi preso em Bogotá, capital colombiana, sob suspeita de arquitetar um plano para matar diplomatas americanos em nome do Estado Islâmico.

PROJETO ESTADUNIDENSE PRETENDE EXECUTAR EMBARGO DE ARMAS AO SUDÃO DO SUL

Os Estados Unidos enviaram um projeto ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU) que propõe o fim a venda de armamentos para o Sudão do Sul, com o objetivo de estabelecer a paz no país e diminuir a capacidade das partes rebeldes sul-sudanesas de adquirirem munições. A União Africana se pronunciou sobre o projeto, afirmando que apoia as sanções para acabar com a guerra, mas que não concorda com o embargo de armamentos. O projeto em questão também pretende renovar o mandato da Missão de Paz das Nações Unidas para o Sudão do Sul (UNMISS) por mais um ano e solicita que os peacekeepers da operação de paz sejam totalmente equipados a fim de cumprir sua missão.

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REINO UNIDO MOBILIZA SOLDADOS EM INVESTIGAÇÃO SOBRE ENVENENAMENTO DE EX-ESPIÃO RUSSO

Soldados britânicos foram deslocados para ajudar na investigação do ataque contra Sergei Skripal, um ex-espião russo que foi envenenado junto com sua filha. O destaque internacional do ocorrido fez com que o Ministério da Defesa britânico enviasse 180 soldados para a cidade de Salisbury, no sudoeste da Inglaterra. A polícia também estendeu o cordão em torno da casa de Skripal, que atuou como agente duplo da Rússia e do Reino Unido durante a Guerra Fria.

TRUMP ACEITA CONVITE DE LÍDER NORTE-COREANO

Em um acontecimento histórico, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, convidou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um encontro que deve ocorrer em maio. O anúncio do convite oficial foi feito pelo Chefe do Escritório de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, a partir da Casa Branca. O convite foi enviado por Jong-un via delegação sul-coreana, contendo, supostamente, um compromisso de suspensão de seu programa nuclear. O ato representa também a continuidade do estreitamento de laços entre Seul e Pyongyang, uma relação que tem avançado nas últimas semanas. Trump aceitou o convite. Paralelamente, a comunidade internacional foi surpreendida pelo encontro entre o presidente sul-coreano, Moon Jae- in, e Kim Jong-un. O encontro diplomático, que pretende instalar a paz entre as duas Coreias, teve como objetivo discutir uma agenda de paz que deve, entre outras medidas, unir famílias coreanas que foram territorialmente separadas há mais de 50 anos.

ÁSIA/LESTE EUROPEU

COREIA DO NORTE AFIRMA QUE IRÁ CESSAR SEU PROCESSO DE DESNUCLEARIZAÇÃO

Durante o mês de abril, após os rumores de que as operações do reator nuclear tivessem sido suspensas, a Coreia do Norte confirmou que irá parar com seus testes de mísseis nucleares, encerrando assim as atividades de sua base nuclear subterrânea. Os esforços das autoridades norte-coreanas resultaram em elogios da China e da Coreia do Sul. Kim

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Jong-un anunciou ainda que está aberto ao diálogo com os Estados Unidos, com planejamento de uma reunião entre os dois líderes que deve ocorrer no mês de maio deste ano. Ainda neste mês, ocorreu uma histórica cúpula inter-coreana, onde Jong-un cruzou a fronteira entre as Coreias pela primeira vez em mais de 50 anos para encontrar o presidente sul-coreano, Moon Jae-In, para discutir assuntos pertinentes aos dois países, que estão em clima pacífico desde as Olimpíadas de Inverno.

CONFRONTOS SE INTENSIFICAM NO AFEGANISTÃO

As forças afegãs vêm, cada vez mais, focando suas atividades no combate ao grupo rebelde Talibã, que produziu inúmeros ataques terroristas no último mês. Após operações do Exército afegão, uma delas deixando vários militantes mortos após uma ofensiva em uma escola onde estavam grandes líderes do grupo, o Talibã respondeu matando cerca de 15 pessoas em um ataque e mais 14 policiais em outro. Na última semana do mês de abril, o grupo recusou um acordo de paz oferecido pelo governo.

Paralelamente, o grupo jihadista Estado Islâmico cometeu um ataque em frente a um cartório eleitoral, em função das eleições que se aproximam, deixando 57 mortos e ao menos 119 feridos. Por fim, em um confronto de militares afegãos com forças paquistanesas, três pessoas foram mortas em um tiroteio, sendo um deles um civil afegão. O Afeganistão acusou o Paquistão de ataque aéreos na província de Kunar, enquanto autoridades paquistanesas não se pronunciaram sobre a declaração.

PROTESTOS NA CAXEMIRA ACABAM EM MORTES

No último mês, inúmeros protestos se deram na região da Caxemira, em função de medidas tomadas pelo governo da Índia. Durante todos os protestos houveram confrontos e até tiroteios, que resultaram em civis mortos e feridos. O governo indiano tem reprimido violentamente as manifestações separatistas do povo da região, nas quais vários soldados também foram feridos e mortos.

RÚSSIA SEGUE CAMPANHA MILITAR NA SÍRIA

Juntamente com Irã e Turquia, a Rússia tem buscado soluções diplomáticas para o conflito sírio que já dura mais de sete anos. No entanto, após o ataque químico ocorrido na cidade síria de Duma, houve intensificação das tensões entre Turquia, aliada dos Estados Unidos no conflito, e as autoridades governamentais russas. Os Estados Unidos

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atribuíram esse e outros ataques químicos à Síria e à Rússia, tendo respondido, com apoio de França e Reino Unido, as ações com bombardeios em locais estratégicos que, supostamente, eram fábricas de armas químicas. Com isso, a Rússia concentrou esforços em responder imediatamente às ofensivas da coalizão estadunidense, em defesa de suas instalações no território sírio. A relação russo-turca ficou abalada, o que acabou prejudicando os esforços para uma solução diplomática na região. A Rússia ainda acusou o Reino Unido de fraudar o suposto ataque químico, além de ter acusado as organizações que investigam o ocorrido de serem aliadas de inimigos do governo sírio.

ORIENTE MÉDIO

COALIZÃO SAUDITA CONTINUA COMBATE À MILÍCIA HUTI NO IÊMEN

A Força de Defesa Aérea Real Saudita, apoiando o governo do Iêmen, interceptou um míssil balístico disparado do território iemenita em direção à capital do país, Riade, bem como outros dois foram interceptados nas províncias de Jizan e Najran. Os ataques visavam atingir áreas povoadas por civis e foram atribuídos aos Huti, apoiados pelo Irã, como possível tentativa de ameaçar a estabilidade e a segurança da Árabia Saudita e da região. Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes Huti através de seu canal de notícias, conhecido como Al-Masirah. Paralelamente, aviões das Forças da Coalizão Árabe bombardearam áreas militares e fortalezas usadas pela milícia Huti na região de Al Barah, causando graves danos humanos e militares para os militantes, além de terem cortado algumas de suas principais rotas de abastecimento. As Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos estão fornecendo apoio logístico significativo para as operações terrestres, aéreas e marítimas lançadas pela coalizão árabe para livrar os territórios iemenitas do controle dos militantes. Por fim, ataques aéreos da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita mataram pelo menos 20 pessoas e deixaram outras 30 feridas, durante um casamento que ocorria na aldeia de Taiba, no noroeste do Iêmen.

As autoridades militares envolvidas negam que o objetivo tenha sido atingir os civis presentes no evento.

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OCUPAÇÃO PALESTINA NA FRONTEIRA COM ISRAEL DEIXAM MORTOS E FERIDOS

Dezenas de milhares de palestinos se reuniram na fronteira de Gaza com Israel para demonstrar sua frustração em um protesto que rapidamente se transformou em conflito com as forças israelenses, resultando em pelo menos 16 palestinos mortos e mais de 1.400 feridos. Cerca de 30 mil pessoas foram posicionadas em acampamentos no lado da cerca de Gaza para dar início ao que foi anunciado como uma ocupação pacífica de seis semanas. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que Israel é responsável pela violência. Já o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que Israel está apenas protegendo sua soberania e seus cidadãos. Todavia, os embates eclodiram com mais ênfase na terceira semana da ocupação, com pelo menos oito palestinos feridos com tiro na cabeça, de acordo com o Ministério da Saúde em Gaza.

Esses protestos representam um desafio para Israel, que rejeitou as críticas por atirar contra em civis, dizendo que suas regras de engajamento são necessárias e não vão mudar. Os protestos pedem que os refugiados palestinos retornem aos seus antigos lares, localizados dentro do atual território controlado por Israel.

EXÉRCITO DO EGITO ENFRENTA ESTADO ISLÂMICO NO SINAI

Seis militantes e dois soldados egípcios foram mortos durante uma operação de varredura contra o grupo Estado Islâmico na Península do Sinai. O Exército do Egito lançou a campanha em fevereiro deste ano, depois que o presidente egípcio, Abdel Fattah Al Sisi deu um prazo de três meses para que as tropas egípcias eliminem o Estado Islâmico da península. Além disso, militares egípcios declararam ter matado quatro jihadistas em um outro embate. As forças de segurança tentam reprimir os ataques de um grupo jihadista egípcio que declarou lealdade ao Estado Islâmico, desde que o Exército derrubou o presidente islâmico Mohamed Morsi, em 2013. Por fim, de acordo com informações do Exército egípcio, jihadistas que usavam cintos explosivos tentaram invadir um acampamento militar no Sinai, em uma ofensiva que resultou em oito soldados e 14 militantes mortos.

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SÍRIA: OFENSIVAS INTERNACIONAIS CONTRA TERRORISTAS E O GOVERNO DE ASSAD CONTINUAM A PREJUDICAR CIVIS

Ataques aéreos atingiram a última cidade controlada pela oposição, na região leste de Ghouta, na Síria, matando ao menos 30 civis. Com o apoio da Rússia, as tropas sírias capturaram quase todo o território de Ghouta com uma combinação de bombardeios e retiradas negociadas. Entretanto, restava a cidade de Duma, que permanecia controlada pelo grupo rebelde conhecido como Jaish Al Islam. Cerca de 50 pessoas ficaram feridas nos ocorridos. Além disso, uma nova suspeita de ataque químico ocorrido em Ghouta desencadeou indignação, embora o regime do presidente Bashar al Assad tenha negado as acusações. De acordo com fontes oficiais, mais de 500 civis foram trazidos para centros médicos com sintomas indicativos de exposição a um agente químico. A partir disso, os Estados Unidos, junto com Reino Unido e França, passaram a considerar a possibilidade de concretizar uma ação militar na Síria, contra o presidente Bashar al Assad, realizando-a ao final da segunda semana do mês de abril. Paralelamente, oito soldados turcos foram mortos em combates na região de Afrin, ao norte da Síria, segundo informações cedidas por militares turcos. Outros 13 ficaram feridos nos confrontos e vários deles chegaram ao hospital em estado crítico. Ainda no conflito sírio, centenas de rebeldes sírios, em uma cidade no nordeste de Damasco, entregaram suas armas e embarcaram em ônibus para evacuação, devido a um acordo feito com o governo sírio. Vinte ônibus foram usados para transferir cerca de cinco mil pessoas dentre as quais estavam mais de 1.500 rebeldes. Por fim, utilizando o território libanês, dois aviões da Força Aérea de Israel realizaram ataques com oito mísseis contra uma base militar síria. A agência estatal da Síria, SANA, comunicou que uma base aérea localizada na província de Homs, foi alvo de um ataque de mísseis anteriormente.

ATUAÇÃO ESTADUNIDENSE NO ORIENTE MÉDIO NÃO DEVE CESSAR EM BREVE

Os Estados Unidos afirmaram sua vontade de que os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) deixem a cidade de Sinjar, no Iraque, uma vez que classificam a presença do grupo na região como uma ameaça. O grupo já havia anunciado sua retirada da província quando a Turquia expressou sua determinação de expandir o alcance da Operação Olive Branch do noroeste da Síria para o norte do

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Iraque. Segundo a agência de notícias Fırat, conhecida por suas ligações com o grupo, o PKK está retirando seus militantes, já que "alcançou seu objetivo" de enfraquecer as ações do Estado Islâmico na região. Além disso, oficiais curdos afirmaram ser prematura a possibilidade de retirada das tropas americanas da Síria, conforme planeja o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O problema ocorre porque, segundo os curdos, o Estado Islâmico vem mostrando sinais de força renovada em seus últimos redutos no leste do país. Ainda de acordo com os curdos, a aliança curda na Síria teria recebido garantias dos militares dos Estados Unidos de que cerca de dois mil militares americanos não sairão do norte da Síria em breve. Uma declaração da Casa Branca indicou que eles permanecerão até que o Estado Islâmico seja derrotado em todo o território sírio, já que o grupo recuperou um campo de petróleo e uma aldeia na área de Deir Ezzor, o que trouxe de volta a preocupação internacional com o desdobramento do conflito sírio.

LÍBIA AINDA ENFRENTE ATUAÇÃO DE GRUPOS REBELDES

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou responsabilidade por um ataque suicida realizado recentemente na região leste da Líbia, no qual um homem detonou seu veículo carregado de explosivos em uma barricada comandada por forças leais ao general líbio Khalifa Haftar, perto da cidade de Ajdabiya, atingindo cerca de 20 civis. Além disso, o Exército Regular Líbio, um dos grupos políticos que atualmente comandam o país, liderado por Hafter, lançou um ataque à cidade de Derna, com o objetivo de conquistá- la e retirá-la do poder de grupos jihadistas.

IRAQUE: PAÍS CONDENA SUPOSTOS MEMBROS DO EI, CONTINUA OFENSIVAS NA SÍRIA E AINDA SOFRE COM AMEAÇAS TERRORISTAS

Os tribunais iraquianos condenaram à morte de mais de 300 pessoas, incluindo dezenas de estrangeiros, sob suspeita de fazerem parte do Estado Islâmico (EI). Além disso, aviões de guerra iraquianos atacaram uma fábrica de explosivos do grupo na Síria, próximo à cidade de Hajin, em coordenação com o governo do presidente sírio, Bashar al Assad. No início deste mês, o Primeiro-Ministro iraquiano, Haider al-Abadi, disse que seu país tomaria todas as medidas necessárias para proteger sua soberania e seus

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nacionais. Em relação a este contexto, uma rede de notícias internacional entrevistou civis da cidade de Raqqa e afirmou que, seis meses após a saída formal do EI da cidade iraquiana, moradores da região ainda temem a presença de militantes do grupo, que ainda podem estar escondidos entre o povo, e da milícia curda que administra a maior parte da cidade. O temor também é resultado das ações violentas do governo sírio e de gangues criminosas que sequestram ou roubam civis da região.

ÁFRICA

ESTADOS AFRICANOS SEGUEM NA LUTA CONTRA GRUPOS REBELDES E NÚMERO DE MORTOS PELOS CONFLITOS AUMENTAM

Na Somália, autoridades militares suspeitam que o grupo jihadista Al Shabaab estaria por trás de dois ataques ocorridos durante este mês, um contra uma base militar da União Africana e outro durante uma partida de futebol. Cinco civis e 59 militares da União Africana morreram. Também ocorreram ataques letais na República Democrática do Congo (RDC), onde 10 pessoas morreram em ataques das Forças Democráticas Aliadas (FDA). Ainda na RDC, um soldado foi morto durante um ataque da milícia Mai-Mai contra uma das residências do presidente do país, Joseph Kabila. Já em Camarões, o governo declarou no início do mês que não irá negociar com separatistas.

Posteriormente, ocorreram uma série de ataques na região anglófona do país, acredita-se que os ataques tenham sido arquitetados por separatistas.

FORÇAS NACIONAIS E TROPAS ESTRANGEIRAS INVESTEM CONTRA MILITANTES NO MALI, NA NIGÉRIA E NO SUDÃO DO SUL

No Mali, militantes realizaram ataques contra uma base das Nações Unidas e contra um hotel, resultando na morte de civis e de um peacekeeper, enquanto soldados das forças BARKHANE mataram um importante treinador de rebeldes, conhecido por ser especialista em armas pesadas e explosivos. Confrontos entre as Forças BARKHANE e as tropas do Mali contra grupos armados deixaram quase 60 jihadistas mortos, à medida que um soldado francês e um grande número de soldados malineses também morreram.

Já na Nigéria, três militantes do grupo terrorista Boko Haram foram presos e os confrontos entre o grupo e as tropas nigerianas deixaram mais de 30 mortos. Além

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disso, uma pessoa foi morta pela polícia durante um protesto que exigia a libertação do líder do Movimento Islâmico na Nigéria (IMN), Ibrahim Zakzaky. Posteriormente, outras 27 pessoas morreram em ataques à aldeias realizados por ladrões de gado e outra 16 pessoas morreram em confrontos entre pastores mulçumanos e agricultores cristãos.

Por fim, as forças nigerianas resgataram 149 crianças e mulheres que estavam sendo mantidos reféns pelo Boko Haram, enquanto cerca de 200 crianças- soldados e sete trabalhadores humanitários foram libertados por grupos armados sul-sudaneses.

Entretanto, estima-se que ainda há quase 19 mil crianças soldados no país.

ONU

OPERAÇÕES DE PAZ SOFREM COM BAIXAS DE PEACEKEEPERS NA ÁFRICA

Na República Centro-Africana (RCA), uma base temporária da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) foi violentamente atacada por combatentes anti-Balaka.

Segundo testemunhas, após várias horas de troca de tiros, um peacekeeper foi morto e outros 11 ficaram feridos, enquanto mais de 22 agressores anti-Balaka foram mortos.

Paralelamente, autoridades oficiais da MINUSCA anunciaram que, em uma operação conjunta com as forças armadas da RCA, cerca de 15 pessoas que anteriormente foram feitas reféns pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA) foram resgatadas com segurança. As ações do grupo rebelde têm preocupado as autoridades nacionais.

Posteriormente, dois novos ataques deixaram peacekeepers mortos, enquanto ao menos 12 civis foram atingidos. A autoria dos atos não foi declarada. Ainda na capital, moradores posicionaram 16 corpos em frente ao quartel-general das Nações Unidas, acusando os peacekeepers e as forças governamentais de terem atirado contra civis em um ataque, deixando 21 mortos. Por fim, após ter rejeitado o pedido do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o envio de 750 militares à RCA, o Brasil teve um general nomeado para chefiar o componente militar da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). O General de Divisão Elias Rodrigues Martins Filho deve suceder o general Derrick Mbuyiselo Mgwebi, da África do Sul, que encerrou sua missão em 31 de janeiro de 2018. O Mali também sofreu com a baixa de militares na operação de paz em atuação no país. Dois peacekeepers da Missão das

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Nações Unidas no Mali (MINUSMA) foram mortos e dez ficaram feridos durante um ataque com morteiros ao acampamento da Missão em Aguelhok, na região de Kidal.

Dias depois, de acordo com a mídia malinesa, um grupo de rebeldes que utilizavam uniformes semelhantes aos utilizados pelos funcionários da MINUSMA detonaram dois carros-bomba e dezenas de foguetes nas bases francesas e das Nações Unidas na cidade de Tombuctu. O governo do Mali confirmou a morte de um peacekeeper, enquanto dez soldados franceses ficaram feridos. A MINUSMA é considerada uma das missões mais letais dentre todas as operações de paz das Nações Unidas, com mais de 162 soldados da força de paz mortos desde 2013.

Referências

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