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Prevenção de incêndios

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Academic year: 2021

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Prevenção de incêndios

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Prevenção de incêndios

Entre 2008 e 2013, os falsos alarmes de incêndio nos centros comerciais da Sonae Sierra dispararam entre 5.000 a 7.000 vezes por ano. Mesmo não pondo em risco a segurança das pessoas ou a integridade do edifício, um falso alarme altera o funcionamento do centro comercial, impossibilitando os visitantes de usufruírem do espaço e os lojistas de prestarem o seu serviço. Isto quer dizer que, em cada uma destas situações, a produtividade do centro regista uma quebra. A frequência com que os falsos alarmes de incêndio acontecem leva as ameaças e os alarmes reais ao descrédito, aumentando o tempo de resposta e a ineficiência do plano de emergência.

Em 2008, a Sonae Sierra registou 117 casos de alarme real de incêndio nos seus centros comerciais - 19% foram causados por problemas elétricos, 13% começaram nas áreas de gestão de resíduos, 6% nos veículos estacionados no parque de estacionamento e 5% estiveram relacionados com os equipamentos da área da restauração. Concluiu-se então que as localizações mais frequentes dos incêndios foram as lojas, estacionamentos e áreas técnicas, sendo que os restaurantes com equipamentos de grelha a carvão, cafés e bares estão no topo do risco de incêndio, seguidos das lojas de vestuário, cinemas e supermercados.

Tendo por base os dados da U.S Fire Administration, que estima que o custo de um incêndio (habitacional) se cifra em 1.618 euros, a Sonae Sierra perdeu cerca de 189.306 euros em 2008. Os valores apresentados anteriormente bem como os casos de alarme real de incêndio e os falsos alarmes soaram como um alerta para a Sonae Sierra. De imediato, foi desencadeado um processo de implementação de medidas para combater as causas dos incêndios e diminuir os falsos alarmes.

A Sonae Sierra tinha alguns desafios pela frente, designadamente, as restrições orçamentais, a pressão para obter bons resultados num curto espaço de tempo, o facto de apresentar standards

mais exigentes que a legislação e a mudança de mentalidade dos colaboradores, para que acreditassem que tinham um papel muito significativo no alcance dos resultados esperados.

O plano integrou um conjunto de ações que avançaram no terreno: inspeções não especializadas, inspeções técnicas, observações preventivas de segurança, termografias, safety alerts e formação, foram algumas das ações colocadas em prática.

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No terreno

As inspeções não especializadas cumprem a função de identificar os espaços com risco mais elevado de incêndio e definir a periodicidade da inspeção, tipo de fiscalização e a lista de verificações a utilizar. O setor da restauração, o que tem maior potencial de incêndio, passou a ser inspecionado de dois em dois meses, com uma lista simplificada, e uma vez por ano com uma lista mais completa. Durante as inspeções os materiais contra incêndio – extintores, carretéis, botoneiras de alarmes, iluminação de emergência e sinalização de emergência – são testados, são registadas as não conformidades (os resultados insatisfatórios que não respeitam os requisitos) e é elaborado um plano de correção. Quando há aspetos críticos a monitorizar é agendada nova inspeção.

As inspeções técnicas assentam na partilha de num conjunto de instruções técnicas, elaboradas com base nos padrões definidos no sistema de gestão de segurança, saúde e ambiente (SGSSA). A eventual identificação de situações perigosas nas lojas pode originar novas avaliações.

Ambas as inspeções, as não especializadas e as técnicas, permitem recolher dados fundamentais sobre os equipamentos e as instalações que contribuem para avaliar o nível de vulnerabilidade, deteção e correção de não conformidades.

Foram também implementadas observações preventivas de segurança, para gerir, medir e analisar não conformidades relacionadas com a atitude e comportamento de lojistas e colaboradores. Quando são detetadas não conformidades críticas, a atividade é cessada imediatamente, de modo a prevenir a ocorrência de potenciais incidentes. Estas observações preventivas geram indicadores que estabelecem tendências e analisam os resultados críticos, e possibilitam a definição e execução de ações preventivas e corretivas que terminam com as não conformidades mais recorrentes.

No sentido de prevenir incêndios com origem em dispositivos elétricos, a Sonae Sierra investiu na realização de termografias para analisar as variações de temperatura - apontando um termógrafo a um quadro elétrico, obtém-se informação sobre eventuais sobrecargas no sistema que podem ser foco de incêndio.

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é avaliada a necessidade de investigação. As conclusões destes inquéritos e investigações revelaram que a origem de muitos dos incêndios ocorria devido a não conformidades relacionadas com requisitos de Saúde, Segurança e Ambiente (SHE) mencionados no Manual de Inspeções de Lojas. Como medida de prevenção adicional, a Sonae Sierra passou a difundir Safety Alerts por todos os centros comerciais – ao descrever os incidentes e as consequências, os colaboradores e lojistas ficam mais conscientes e alertas para o perigo. Com esta medida, a Sonae Sierra está convicta de que está a melhorar a abordagem dos lojistas às questões de saúde e segurança. Para adquirir conhecimentos básicos de atuação em situações de alarme, lojistas, novos lojistas, colaboradores e novos colaboradores passaram a assistir a sessões sobre riscos elétricos, identificação de situações de perigo e avaliação de risco, prevenção de incêndios, utilização de extintores, e simulacros de emergência. Frequentar ações de formação em novos conceitos também permitiu reforçar o empenho e compromisso de lojistas e colaboradores para com as questões de saúde e segurança.

Primeiros dados animadores

Apenas um ano após o início do projeto, o número de incêndios desceu para 72 e em 2010 foram registados apenas 52 ocorrências. Entre 2008 e 2013 verificou-se um decréscimo de 64%, sendo que os incêndios representam hoje 1,5% de todos os incidentes relacionados com segurança verificados em centros comerciais, valor que representa menos 4,8% do que em 2008.

Pegando novamente no indicador da U.S Fire Administration, a evolução permitiu que os custos fossem reduzidos para 71.192 euros em 2013, sendo a diferença entre 2008 e 2013 de 118.113 euros.

Com um portfólio de centros comerciais tão alargado, a Sonae Sierra conseguiu identificar indicadores-chave para avaliar o compromisso dos lojistas e as melhorias registadas ao longo do projeto. Em termos de não conformidades críticas, as percentagens desceram de 6% para 3,6%, entre 2010 e 2013. Em 2008, o número médio de não conformidades registadas nas observações preventivas de segurança foi de 2.18 por hora, descendo para 1.08 em 2013.

Também a aposta em formação a lojistas, novos lojistas, colaboradores e novos colaboradores levou à redução do número de alertas reais de incêndio.

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Apesar do investimento total do projeto ainda não estar apurado, a aposta em inspeções não especializadas e a termografia rondou os 5.700 euros. O projeto foi suportado na íntegra pela Sonae Sierra e seus stakeholders.

Para além do impacto positivo nos indicadores de segurança, saúde e ambiente, a redução do número de incêndios beneficiou igualmente o modelo de negócio e a performance financeira da Sonae Sierra. Dois exemplos que sustentam esta realidade é o facto do contrato celebrado com a seguradora poder ser atualizado tendo em conta a redução verificada dos acidentes e o facto das boas condições de segurança e saúde serem um motivo forte para um visitante voltar a um centro comercial.

Para o futuro, a Sonae Sierra vai renovar os compromissos na melhoraria do desempenho e prevenção de acidentes.

Lições aprendidas

-A formação em segurança, saúde e ambiente foi essencial para aumentar

o compromisso dos colaboradores em relação a estas áreas.

-Um pequeno investimento feito na prevenção tem impactos muito grandes

em termos de limitação de perdas.

-Partilhar aprendizagens entre todos os centros, permite que a Sonae

Sierra seja muito mais eficiente na prevenção de incidentes.

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SONAE SIERRA

A Sonae Sierra é especialista internacional em centros comerciais. Com abordagem integrada aos centros comerciais, atua nas atividades de propriedade, desenvolvimento, gestão e prestação de serviços. Atualmente a empresa opera em Portugal, Alemanha, Argélia, Azerbaijão, Brasil, China, Colômbia, Espanha, Grécia, Itália, Marrocos, Roménia, Rússia e Turquia. No total, a Sonae Sierra é proprietária de 47 centros comerciais, com uma área bruta locável de 1,9 milhões de m² e um valor de mercado de 5,9 mil milhões de euros.

A Sonae Sierra é pioneira na gestão da saúde, segurança e ambiente no setor dos centros comerciais. O desenvolvimento sustentável faz parte da missão e estratégia da Sonae Sierra e é através da implementação do sistema de gestão de segurança, saúde e ambiente (SGSSA) que a empresa atinge a melhoria contínua a este nível.

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Referências

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