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FACON FACULDADE DE CONCHAS Pós-graduação

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Academic year: 2021

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FACON –FACULDADE DE CONCHAS

Pós-graduação

Marinete Ferreira da Fonseca Monteiro

Educação Especial, Educação Infantil, Séries iniciais

com ênfase em Alfabetização

Educação Inclusiva

Pré-projeto de pesquisa de elaboração do Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-Graduação.

Orientador (a): Alessandra Alves de Souza.

Ecoporanga-ES

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EDUCAÇÃO INCLUSIVA

ECOPORANGA-ES

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...4

2. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL N BRASIL...4

2.1. ASPECTOS PSICOLÓGICOS E FILÓSOFICOS...6

3. ASPECTOS LEGAIS – LEGISLAÇÃO ATUAL...8

4. CONCLUSÃO...10

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1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho vem tratar sobre a Educação Inclusiva no contexto escolar brasileiro, considerando que apesar dos grandes avanços alcançados nesta área, ainda temos muito que fazer para garantir uma educação de qualidade e igualitária para todos, e principalmente para os portadores de necessidades especiais que prioritariamente deveriam ter seus direitos garantidos, sem que fosse necessário Leis e Decretos para mostrar ao poder público e a sociedade que ele é um cidadão comum como os outros, e como cidadão tem os mesmos direitos dos que são considerados “normais”,

Segundo (Brasil, 1997, p. 17 e 18)

O princípio fundamental desta Linha de Ação é de que as escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras. Devem acolher crianças com deficiência e crianças bem dotadas; crianças que vivem nas ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou nômades; crianças de minorias lingüísticas, étnicos ou culturais e crianças de outros grupos e zonas desfavorecidas ou marginalizados. (Brasil, 1997, p. 17 e 18).

Além disso, devemos levar em consideração que fazemos parte de uma nação onde as pessoas são diferentes e com necessidades diferentes, ou seja, a diversidade faz parte do dia a dia de cada cidadão desse País assim sendo a escola precisa está preparada para receber o novo, o diferente, pois como espaço público encarregado de mediar o processo de aprendizagem, tem como papel a garantia do ensino de qualidade para todos, mesmo que para isso, tenha que se adequar e adaptar às necessidades de seus alunos.

2. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL

De acordo com Mendes (2006) desde o século XVI a história da educação no Brasil vem sendo traçada. Médicos e pedagogos daquela época já começavam a acreditar na possibilidade de educar os indivíduos considerados ineducáveis. Entretanto, naquele momento, o cuidado era meramente assistencialista e institucionalizado, por meio de asilos e manicômios.

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Segundo (BUENO, 1993), nos anos 30 e 40, o número de entidades para atendimento de deficientes aumentou de forma significativa. Com relação aos deficientes mentais, surgiram as Sociedades Pestalozzi de Minas Gerais, do Brasil e do Rio de Janeiro, além da fundação Dona Paulina de Souza Queiroz, em São Paulo (1936). Em 1941, no Recife, surgiu a Escola Especial Ulisses Pernambucano e a Escola Alfredo Freire.

Ainda de acordo com o mesmo autor, com relação aos deficientes visuais, surgiram: a União dos Cegos do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1924, o Instituto Padre Chico, em São Paulo e o Sodalício da Sacra Família, no Rio de Janeiro, em 1929. Além do surgimento dessas entidades privadas começaram às preocupações, por parte da República Escolar, com os deficientes mentais. As primeiras entidades privadas contribuíram para a inclusão da educação especial no âmbito das instituições filantrópicas-assistenciais e a sua privatização, salienta Bueno (1993).

Segundo Mendes (2001) no período de 1950 a 1959, houve uma grande expansão no número de estabelecimentos de ensino especial para portadores de deficiência mental; 190 estabelecimentos de ensino especial, no final da década de 50, eram públicos e em escolas regulares. A partir de 1958 o Ministério da educação começa a prestar assistência técnica-financeira às secretarias de educação e instituições especializadas. Nota-se, neste período, o aumento de escolarização para as classes mais populares e a implantação de classes especiais para os casos leves de deficiência mental.

Entre 1948 e 1961 medidas como criação dos conselhos estaduais de educação e a cooperação financeira assegurada por lei às escolas privadas influenciaram a educação especial.

A Lei 4.024 de Diretrizes e Bases, promulgada em 20 de dezembro de 1961, criou o Conselho Federal de Educação, e nela apareceu a expressão “educação de excepcionais” contemplada em dois artigos (88 e 89). Mazzotta (1990) aponta a promulgação desta lei como o marco inicial das ações oficiais do poder público na área de educação especial, que antes se restringiam a iniciativas regionalizadas e isoladas no contexto da política educacional.

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De acordo com Ferreira (1989) sob o termo “educação especial” ainda se encontrava no Brasil até o final de década de noventa vários procedimentos para, primeiramente isolar indivíduos considerados deficientes / diferentes, e serviços centrados na função de efetuar diagnóstico para a identificação, na montagem de arranjos, enquanto que não se discutia currículo e estratégias instrucionais. Ao isolar os indivíduos em ambientes educacionais segregados, rotulados de deficientes e tratando-os como crianças pré-escolares, a educação que lhe era oferecida acrescentava-lhes um duplo ônus: o rótulo e estigma da deficiência com a conseqüente exclusão social, além da minimização das suas potencialidades através de uma educação de qualidade inferior (Ferreira, 1989).

A Constituição Federal Brasileira de 1988 traçou as linhas mestras visando à democratização da educação brasileira, e trouxe dispositivos para tentar erradicar o analfabetismo, universalizar o atendimento escolar, melhorar a qualidade do ensino, implementar a formação para o trabalho e a formação humanística, científica e tecnológica do país. Ela assegurou que a educação de pessoas com deficiência deveria ocorrer preferencialmente na rede regular de ensino e garantiu ainda o direito ao atendimento educacional especializado. No âmbito da educação especial também se observava um contexto de revisão influenciado pelo criticismo relacionado aos serviços e às normas e políticas, que foi alimentado pelas orientações internacionais em torno do princípio da educação inclusiva. Nesta mesma linha, as referências às necessidades educacionais especiais na Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 vieram tanto atualizar os dispositivos que a Constituição de 1988 dirigia aos indivíduos com deficiências, quanto priorizar a expansão de matrículas na rede pública regular (Ferreira e Nunes, 1997).

2.1 ASPECTOS PSICOLÓGICOS E FILÓSOFICOS

De acordo com BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS o direito de estar numa sala de aula, junto com crianças da mesma idade, com ou sem deficiência, é anterior ao direito do professor de dar aula. O direito da criança e do adolescente de estar numa sala de aula é um direito que decorre do fato de ele

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ser cidadão, é um direito natural. O direito do professor de dar aula decorre de uma portaria, que, em certos casos, pode ser revogada a qualquer momento. Ninguém pode revogar o direito à convivência e à educação. Em certo sentido, a escola é a continuação e a amplificação da família. A segregação, a discriminação, a exclusão é odiosa, tanto na família quanto na escola. “Temos o direito de sermos iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza”.

Para este mesmo autor, o direito à educação, o direito de freqüentar a escola comum (junto com os ditos “normais”), o direito a aprender nos “limites” das próprias possibilidades e capacidades, são decorrentes do direito primordial à convivência, até porque é na convivência com seres humanos - “normais” ou diferentes - que o ser humano mais aprende. Nesse sentido, o professor precisa perder a ilusão de que é com ele que a criança vai aprender as coisas mais importantes para a vida, aquelas das quais ele mais vai precisar. A maior parte do que o ser humano aprende, o aprende na convivência, na interação, através dos mecanismos que Piaget denomina de acomodação e adaptação, enfrentando os problemas do dia-a-dia. A boa escola é aquela que, ombreando com a escola da vida, oferece ao aluno bons “cardápios”, com produtos de boa qualidade, através de situações-problema, de questões bem elaboradas, de roteiros de trabalho, de projetos, de aulas onde o ator principal é o aluno e não o professor (BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS).

Para (CRSTIANE T. SAMPAIO e SÔNIA R. SAMPAIO) do ponto de vista psicológico e afetivo, não há dúvida de que é na interação com o grupo e com as diferenças de sexo, de cor, de idade, de condição social e com as diferenças de aptidões e de capacidades físicas e intelectuais existentes no grupo que a criança vai construindo sua identidade, vai testando seus limites, desafiando suas possibilidades e, conseqüentemente, aprendendo. Este é o mundo real. E quanto mais diversificadas forem essas experiências, quanto mais instigantes esses desafios, mais a criança aprende. Segregar a pessoa com deficiência é negar-lhe o direito a viver num mundo real, é negar-lhe o direito a aprender pela convivência com pessoas ditas não deficientes.

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As mesmas autoras, com base na teoria de VIGOTSKY (A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo. Martins Fontes. 1998), ressaltam:

“Se construir conhecimentos implica uma ação compartilhada, já que é através dos outros que as relações entre sujeito e objeto de conhecimento são estabelecidas, a diversidade de níveis de conhecimento de cada criança pode propiciar uma rica oportunidade de troca de experiências, questionamentos e cooperação. A aceitação da criança deficiente pelos colegas vai depender muito do professor colocar em prática uma pedagogia inclusiva que não pretenda a correção do aluno com deficiência, mas a manifestação do seu potencial. A escola, nesta perspectiva, deve buscar consolidar o respeito às diferenças, vistas não como um obstáculo para o cumprimento da ação educativa, mas como fator de enriquecimento e melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem para todos, tanto para alunos com deficiência quanto para aqueles sem deficiência.”

3. ASPECTOS LEGAIS – LEGISLAÇÃO ATUAL

Em 1996 com a criação da Lei de Diretrizes e Bases da educação o direito a EDUCAÇÃO ESPECIAL, passa a fazer parte da discussão mais calorosa em toda sociedade escolar e na comunidade de modo geral, dessa forma a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 traz o capítulo V todo voltado para a questão da Educação Especial. Assim sendo:

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.

§1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial. §2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular.

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§3º A oferta da educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.

Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:

I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;

II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados;

III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;

IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora;

V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.

Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder público.

Parágrafo único. O poder Público adotará como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino, independentementedo apoio às instituições previstas neste artigo.

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4. CONCLUSÃO

O presente trabalho pretende levantar a discussão com relação à Educação Inclusiva, considerando que incluir não é simplesmente inserir o aluno especial numa sala de aula regular, mais sim introduzir este aluno no espaço da escola regular com os recursos necessários para auxiliar em seu desenvolvimento educacional, ou seja, além da importância do espaço físico adequado para as necessidades deste aluno, faz-se necessário o investimento em equipamentos que possam facilitar a aplicação das atividades, de acordo com o potencial de cada aluno, além da parte física e tecnológica é de suma importância que se invista em recursos humanos capacitados para mediar este processo de aprendizagem que sabemos não ser tão simples como parece porem trata-se de uma tarefa possível de ser resolvida.

Considerando que no momento em que os olhos da sociedade estão voltados para a educação inclusiva, devemos considerar também que se tratando de uma política de direitos devemos buscar uma escola pública com ensino de qualidade para todos que estão inseridos no processo, de forma a contemplar toda população escolar com ações capazes de garantir uma educação de qualidade. Já que o momento cobra do poder publico uma ligeira adaptação às novas mudança, dessa forma caiu-se por terra o entendimento de que o aluno especial é que precisava se adaptar a escola, hoje ao contrario do que muitos pensavam a escola é que precisa se adaptar ao aluno de forma harmoniosa para garantir assim a condução do processo de aprendizagem

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5. REFERÊNCIAS

Brasil, 1988, Constituição Federal, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas

Educacionais Anísio Teixeira, disponível em:

http://www.inep.gov.br/pesquisa/prolei/mais.htm, acesso em 30/06/2016

Bueno, J. G. S., 1993, Educação Especial Brasileira Integração / Segregação do Aluno Diferente, São Paulo, EDUC, PUSP.

CRISTIANE T. SAMPAIO e SÔNIA R. SAMPAIO, na sua obra Educação Inclusiva - o professor mediando para a vida.

Ferreira, J. R., 1989, “A construção Escolar da Deficiência Mental”, tese de Doutorado, Campinas, Universidade Estadual de Campinas.

LEI Nº 9394/96 – LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL - 1996

Revista Científica Eletrônica de Psicologia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências da Saúde de Garça FASU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça – ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400-000 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-8000 – www.revista.inf.br – www.editorafaef.com.br – www.faef.br.

Referências

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