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(DIRETRIZES MUSICAIS COMPLEMENTARES) JUVENART 2018

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(DIRETRIZES MUSICAIS COMPLEMENTARES)

JUVENART 2018

Em razão do art. 3º do Regulamento do Juvenart, o qual possibilita a participação das entidades filiadas ao MTG e a CBTG, conclui-se pela organização do 16ª edição do evento, a necessidade de normatizar alguns aspectos musicais que permeia o concurso, posto que o mesmo possui, desde seu surgimento, elementos peculiares que o diferem de outros eventos tradicionalistas, destarte assimilar e fundamentar-se subsidiariamente nas normas fixadas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Isso posto, e com o intuito de valorizar o conhecimento e a pesquisa musical, o envolvimento dos grupos de acompanhamento musical com as entidades participantes com as quais se comprometem, e as propostas apresentadas no evento, inclusive mas não principalmente, porque o certamente prevê a premiação de melhor musical, fixam-se alguns elementos complementares a serem observados pelas entidades, quanto a avaliação musical.

Face o instrumento de avaliação da equipe – a planilha de avaliação -, há de ser respeitados os quesitos nela constantes, razão bastante para singular análise e atenção dos participantes, conforme modelo que segue anexo (ANEXO 1).

Assim sendo, e em total observação ao disposto no art. 13 do Regulamento do Juvenart que determina “A Comissão de avaliação do

JuvEnart, obedecerá aos mesmos critérios e sistemática de avaliação utilizados no ENART – Encontro de Arte e Tradição, respeitando as particularidades presentes neste regulamento”, é que apresentados estas

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DIRETRIZES MUSICAIS COMPLEMENTARES AO REGULAMENTO DO JUVENART 2018

A virtuosi musical e arte são colocados em primeiro lugar, permitindo aos músicos a criação máxima dentro das regras vigentes para o concurso no qual, matematicamente, precisa ser pontuado ou punido. A preocupação da equipe técnica não está voltada exclusivamente para as “minúcias” ou com os detalhes mais minimalistas da construção melódica e sim, com a sonoridade e a musicalidade de cada trabalho apresentado.

1 - As músicas para o acompanhamento das danças tradicionais deverão ser apresentadas de acordo com o livro DANÇAS TRADICIONAIS GAÚCHAS – 4ª EDIÇÃO e as Partituras das músicas das danças “Músicas Tradicionais” (produção da Fundação Cultural Gaúcha – MTG, 2001).

2 - Os grupos de dança disporão de 20 (vinte) minutos para sua apresentação, incluindo os tempos de “entrada” e “saída”, contados a partir da liberação do microfone, perdendo 01 (um) ponto por minuto ou fração que exceder ao tempo, descontados da nota final. (Art. 18 do Regulamento do JuvEnart 2018)

3 – Quando o grupo sortear as danças do Pau de Fitas, Meia Canha, Roseira, Anú e Tirana do Lenço, o tempo de apresentação será elevado para 25(vinte e cinco) minutos. (§1º Art 18 do Regulamento JuvEnart 2018)

4 - Os conjuntos de acompanhamento de grupos de danças terão 05 (cinco) minutos para equalização do som, contados a partir da liberação do palco para tal fim e mediante o anúncio dos mestres de cerimônia. (§2º Art. 18 do Regulamento JuvEnart 2018)

5 – Os grupos musicais serão avaliados sob os seguintes critérios: (Conforme item II do Art. 19 do Regulamento do JuvEnart 2018)

a) correção musical ... 0,2 pontos b) execução musical ...0,4 pontos

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c) harmonia de conjunto...0,4 pontos

6 - A execução de ritmos e gêneros musicais não constantes naqueles reconhecidos como tradicionais (valsa, vaneira, vaneirão, rancheira, polca, chote, bugio, chamamé, mazurca, milonga, toada e canção), para as coreografias de entradas e saídas, acarretarão em desclassificação da entidade do concurso de melhor entrada e/ou de melhor saída e do grupo musical, na modalidade Melhor Conjunto de acompanhamento de invernada artística, exceto quando se tratar de homenagem feita às etnias formadoras do gaúcho (índia, portuguesa, açoriana, espanhola, negra, luso-brasileira – “biribas”, alemã e italiana) e com prévio conhecimento do presidente da comissão avaliadora do evento. (Item III do Art. 19 do Regulamento do JuvEnart 2018)

7 - Somente serão permitidos, nas danças tradicionais, instrumentos tradicionais gaúchos (violão, viola (10 ou 12 cordas), viola de arco, violino, rabeca, gaitas, bandoneon, pandeiro e serrote musical). (Item IV do Art. 19 do Regulamento do JuvEnart 2018)

8 - Exclusivamente para as coreografias de entrada e saída, os grupos poderão utilizar, além do pandeiro, outros dois instrumentos entre os seguintes: cajon, baixo acústico, prato de ataque e carrilhão. (Item VI do Art. 19 do Regulamento do JuvEnart 2018)

9 - Os descontos e notas aplicados na planilha de música comporão a nota final do grupo. (§1º do Artigo 19 do Regulamento do JuvEnart 2018)

10 - Quando o conjunto musical executar letras não constantes das publicações oficiais do MTG, deverá apresentar à comissão avaliadora uma cópia da(s) página(s) do(s) livro(s) onde a pesquisa foi realizada, exceto para as danças cuja música seja de livre escolha, quando os concorrentes poderão apresentar apenas uma cópia simples da letra a ser cantada. O não cumprimento deste parágrafo, implicará na não avaliação da música em questão. (§ 2º do Art. 19 do Regulamento do JuvEnart 2018)

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11 – A apresentação de letras não constantes de obras publicadas pelo MTG ou por ele indicadas, MANTÉM A OBRIGAÇÃO DE ser predominante em português e conter temas e características musicais do folclore Sul Rio-Grandense.

Da participação dos instrumentos nas músicas:

1- Nas danças tradicionais deve haver no mínimo dois (02) e no máximo oito (08) músicos, sendo os instrumentos no mínimo uma gaita, um violão ou uma viola e uma voz. Os instrumentos deverão ser tocados ao menos em uma das músicas. (Parcialmente referido no Art. 10 do Regulamento do JuvEnart 2018)

2- Para ser considerado tocado, o instrumento deve ser acionado ao mínimo uma vez do compasso 1 ou anacruse até o “Para Prosseguir” ou “Para Terminar”. Se for acionado em duas ou mais músicas, não importa o tempo tocado.

3- É obrigatório manter-se ao menos dois (2) instrumentos simultâneos. 4- É obrigatório manter-se um instrumento realizando a melodia e outro realizando o acompanhamento, durante todas as músicas, independente de ter canto ou não. As únicas exceções são os passeios do “O Anu”, da Quero Mana”, e o levante da “Tirana do Lenço”, onde são permitidos somente voz e acompanhamento instrumental.

5 - Nos passeios do Anu e Quero-mana SÃO PERMITIDOS NO MÁXIMO DOIS TIMBRES DISTINTOS. O canto pode ser executado por no máximo dois cantores simultaneamente, podendo ser dueto ou uníssono. O canto pode ser acompanhado por apenas um (1) instrumento melódico, não ultrapassando o limite de dois (2) timbres.

6- Nos passeios do Anú e Quero-mana, com relação aos instrumentos melódicos, será permitida a realização de até duas (2) vozes, seguindo as regras destas resoluções. Serão permitidos contracantos instrumentais nos passeios destas danças desde que compostos com ritmo melódico diferente da melodia principal.

7- Todos os instrumentos podem realizar tanto a parte da melodia quanto a parte do acompanhamento, devendo sempre estar em evidência a melodia.

8- Entremeios de dança ou vinhetas são permitidas, com exceção da dança Tirana do Lenço, que deve obedecer ao conceito de levante constante no Manual de

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Danças.

9- CONCEITO DE LEVANTES: Será cobrado o levante como discordante do ideal que não se coadunar com o descritivo da página 56 do Manual de Danças, 4ª edição, bem como, se o mesmo mantiver o pulso rítmico do início ao fim da interpretação.

10- É permitida a realização de contracantos/contrapontos da melodia, tanto nos instrumentos quanto na voz. Os mesmo obedecerão as demais regras de dissonâncias desta resolução. Será considerado erro se os contrapontos/contracantos se sobrepuserem ou atrapalharem a compreensão da melodia principal.

11- Qualquer instrumento poderá realizar contraponto/contracanto, a exceção do pandeiro.

12- Os contracantos devem ser elaborados de acordo com o folclore gauchesco, acarretando em erro caso tenha características indevidas e em desacordo com este regulamento.

13- Nos contracantos não serão permitidos vocalizes com os artigos da frase, deve ser somente com as palavras, não as fragmentando, podendo sim, fragmentar a frase.

14- Os contracantos quando realizados pela voz poderão acorrer apenas com as palavras da frase que o canto está executando, não podendo ser executado contracanto vocal em trecho onde não há canto vocal.

15- As introduções musicais, não indicadas na partitura, podem ser elaboradas a partir da segunda metade da partitura, onde se encaminha para o fim, ou a execução da música inteira. É possível, no entanto, iniciar a música e dança sem introdução, de acordo com a partitura, sem acarretar erro. Para a “

Havaneira

Marcada”,

se optado por realizar introdução, deve ser ignorado o compasso 1 e realizado o compasso 33. No recomeço das danças

Queromana

e

Roseira

não há necessidade de ser seguido o tempo escrito em pauta.

16- Alguns ornamentos são permitidos (na melodia e nos contracanto/ contrapontos), “exclusivamente para a(s) voz (es)”, ficando a critério do avaliador deferir exagero ou não. Caso seja constatado exagero que descaracterize a partitura em questão, será passível de desconto. Estes são os ornamentos permitidos: glissando, portamento, appoggiatura, e vibrato.

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partitura são exclusivos para os instrumentos melódicos, não para a voz, podendo ser executados ou não, sem acarretar erro. Para os contracantos instrumentais a ornamentação fica livre desde que de acordo com este regulamento.

18- As respirações (físicas) para cantores devem respeitar o fraseado musical, sendo realizada ao final de cada frase ou semi-frase, favorecendo o entendimento desta. A respiração não deve interromper ou prejudicar uma palavra.

19- Nos instrumentos a respiração (musical) deve respeitar o fraseado, no caso dos instrumentos de arco e nas gaitas, em especial. O mau controle do fole não poderá duplicar uma nota (figura musical), caso ocorra, será considerado erro.

20- É permitida a intervenção falada (ao microfone ou não) durante a execução das músicas, desde que não interfira no entendimento da parte musical. Se houver interferência causando prejuízo do entendimento musical, será passível de desconto.

Das músicas sem partitura:

1- A letra deve ser predominante em português e deve conter temas e características musicais do folclore Sul Rio-Grandense. Os ritmos devem ser, de acordo com cada coreografia sorteada, marcha/polca para a “

Meia-Canha

”, chote para o “

Chote de Duas Damas

”, e rancheira para o

“Pau-de-Fitas

”.

2- Estas músicas podem ser executadas com instrumentos, a cappella, ou de forma mista. Não seguem as regras de dissonâncias e contrapontos/contracantos deste regulamento. Devem estar de acordo com a coreografia e ser de referência gauchesca.

3 - Erros de execução, desafinações e demais erros são passíveis de desconto. 4 –

MÚSICAS DE COREOGRAFIAS DE ENTRADA, SAÍDA,

MEIA-CANHA, PAU DE FITAS E CHOTE DE DUAS DAMAS DEVEM TER

CONOTAÇÃO TRADICIONALISTA GAÚCHA, tendo por finalidade a

preservação, valorização e divulgação das artes, da tradição, dos usos e

costumes e da cultura popular do Rio Grande do Sul.

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7 1-Para serem utilizadas pelos musicais no concurso de danças tradicionais durante o JuvEnart, deverão ser utilizadas letras presentes no Livro de Danças Tradicionais e/ou CD das danças tradicionais. Também poderão ser utilizadas as letras anexadas nas Diretrizes Musicais já publicadas pelo MTG, letras estas pesquisadas nas seguintes referências:

- Meyer, Augusto. (1959). Cancioneiro Gaúcho. Porto Alegre: Editora Globo.

- LOPES NETO, J. Simões. Cancioneiro guasca; antigas danças, poemetos, quadras, trovas, dizeres, poesias históricas, desafios. Porto Alegre, Editora Globo, 1954. Coleção Província.

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Referências

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