SHIS QI 21 Conjunto 07 Casa 17 Lago Sul CEP: 71.655-270 Brasília – DF Telefone: (61) 3703.5558 11.07.2014 – NÚMERO 42
BOLETIM INFORMATIVO
RADIODIFUSÃO
Matérias de especial interesse • Presidenciáveis dão pouca atenção à comunicação social em programas • TSE realiza audiência pública sobre plano de mídia no dia 16 • Portaria detalha o switch off da televisão analógica • Conselho de Comunicação Social debate o „A Voz do Brasil‟Nos termos do artigo 11 da Lei nº 9.504 (chamada de Lei das Eleições), um dos requisitos necessários na formulação do registro de candidatura para Presidência da República é a apresentação de documento contendo as propostas defendidas pelos candidatos.
Porém, os programas de governo apresentados pelos 3 principais candidatos ao cargo de presidente da República nas eleições vindouras pouco ou nada tratam do setor de comunicação social.
O documento apresentado pela candidata à reeleição, Dilma Rousseff, sequer é dividido em tópicos e, apesar de intitulado como programa de governo, traz apenas as “linhas gerais” do mesmo, afirmando que as propostas serão aprofundadas “num processo de ampla consulta aos movimentos sociais e aos partidos aliados”.
No documento, a palavra
comunicação aparece uma única vez e apenas a internet merece alguma atenção.
Entretanto, o presidente do PT, Rui Falcão, em discurso proferido na convenção do partido que ratificou o nome da presidente como candidata à reeleição, voltou a defender a chamada „democratização da mídia‟, “tão importante quanto a reforma política” e que “a comunicação é um setor econômico da maior relevância, a necessitar de regras de
funcionamento”.
Presidenciáveis dão pouca atenção à
comunicação social em programas
Igualmente, o programa registrado pelo candidato Aécio Neves também não aborda o tema da comunicação social. Apesar de mencionar a palavra comunicação em 6 ocasiões, o programa do candidato do PSDB trata apenas genericamente do tema, defendendo o “estímulo à
infraestrutura de comunicações, com garantia de acesso dos brasileiros a internet de qualidade e com custo compatível, garantindo o acesso gratuito quando necessário, em especial para atividades de cunho social e inclusivo”.
Dentre os principais candidatos, Eduardo Campos é o único a abordar propriamente o tema, tendo como prioridade “acelerar o processo de aprovação do marco civil da internet de modo a estimular a democratização dos meios de comunicação social, particularmente da mídia eletrônica e as novas tecnologias da informação que propiciem uma democracia mais participativa”.
Mais objetivo é o programa da candidata Luciana Genro, segundo qual “um governo do PSOL teria a coragem que outros não tiveram de avançar na democratização dos meios de comunicação. A quebra dos oligopólios midiáticos e sua política de voz única terá atenção especial, com ênfase para o fimda propriedade cruzada dos meios de comunicação. Nosso incentivoserá para
instrumentos de comunicação alternativos, comorádios e TVs comunitárias, e aos meios públicos de mídia”.
Estão obrigadas a veicular a propaganda eleitoral todas as emissoras de rádio – inclusive as comunitárias –, assim como as emissoras de televisão e os canais de televisão por assinatura sob a
responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, sendo que a não veiculação da propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a Presidente da República, em bloco ou em inserções, pode caracterizar desobediência a ordem judicial, sendo sancionada com pena de detenção (de 3 meses a 1 ano) e multa.
Os clientes de Moura e Ribeiro Advogados Associados estarão recebendo a minuta da resolução, assim como informados de todas as alterações que ocorrerem.
“Estão obrigadas a veicular a propaganda eleitoral todas as emissoras de rádio – inclusive as comunitárias –, assim como as emissoras de televisão e os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.”
TSE realiza audiência pública sobre plano de mídia
no dia 16
Na próxima quarta-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará audiência pública para discutir a utilização do horário gratuito de propaganda eleitoral reservado aos candidatos à Presidente da República e o respectivo plano de mídia.
Segundo a minuta de resolução disponibilizada pelo Tribunal, os programas de propaganda
presidencial será gerado por grupo de emissoras a partir da própria sede do TSE e “entregue, pela Empresa Brasileira de Telecomunicações S.A. – Embratel, para as principais redes de televisão, que cuidarão de retransmiti-los às suas afiliadas”.
Já o sinal de rádio será transmitido pela EBC, de acordo com os padrões para divulgação do „A Voz do Brasil‟.
Pesquisas, agora, devem contemplar todos os
candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral
Desde o último dia 10 (quinta-feira), as pesquisas eleitorais devem apresentar ao entrevistado relação contendo todos os candidatos (relativos ao cargo pesquisado) que solicitaram registro de candidatura à Justiça Eleitoral.
Quando da divulgação de qualquer pesquisa de opinião pública relativa às eleições ou aos candidatos, devem ser, obrigatoriamente,
divulgados: i) o período de realização da coleta de dados; ii) a margem de erro; iii) o nível de confiança; iv) o número de entrevistas realizadas; v) o nome da entidade ou empresa que a realizou e de quem a contratou; e vi) o número do registro da pesquisa perante a Justiça Eleitoral.
A divulgação de pesquisa sem o prévio registro sujeita a emissora ao
pagamento de multa que pode variar de R$ 53 mil a R$ 106 mil e, é importante lembrar, a realização de enquetes ou sondagens relativas às Eleições 2014 está proibida.
Os clientes de Moura e Ribeiro Advogados Associados receberam cartilha intitulada „Eleições 2014 – Implicações no Rádio e na Televisão‟ que, em suas 50 páginas, traz as principais informações sobre as implicações a que estão sujeitas as emissoras durante o período eleitoral, divididas nas seções calendário eleitoral, pesquisas, programação normal, debates, horário gratuito e direito de resposta.
Portaria detalha o
switch off
da televisão
analógica
O ministro Paulo Bernardo editou, no último dia 9, portaria detalhando o cronograma do switch off do sinal analógico de televisão no Brasil, complementando portaria anterior, divulgada no final do mês de junho, segundo a qual o desligamento começará com um piloto na cidade de Rio Verde (GO) em 29 de novembro de 2015 e vai até 25 de novembro de 2018, ocasião em que os últimos sinais analógicos deverão ser desligados.
Consoante a portaria publicada no D.O.U. da última quinta-feira (10), é condição para o desligamento da transmissão analógica que, pelo menos, 93% dos domicílios da localidade que acessem o serviço livre, aberto e gratuito, estejam aptos a receber o sinal da televisão digital terrestre.
“12 meses após o switch off, as redes de telecomunicações estejam prontas e que a tecnologia 4G seja ofertada, utilizando a faixa dos 700 MHz, no final de 2017 ou início de 2018.”
A portaria também listou os
municípios que deverão ter os sinais desligados em cada data – assim, por exemplo, no dia 15 de maio de 2016, não só os sinais gerados na cidade de São Paulo deverão ser desligados, mas também os de outros 27
municípios que integram a metrópole paulista.
Ainda segundo a regulamentação do Ministério das Comunicações, caberá à Anatel distribuir um set-top-box para recepção da televisão digital terrestre a cada família cadastrada no
Programa Bolsa Família e promover campanha publicitária, inclusive na televisão, com pelo menos 360 dias de antecedência, para informar toda a população sobre o processo de desligamento do sinal analógico de televisão.
Anatel aprova regulamento de mitigação e leilão
dos 700 MHz deve ocorrer em setembro
Em sessão realizada na quinta-feira, dia 10, o Conselho Diretor da Anatel aprovou o regulamento sobre condições de convivência entre o serviço de radiodifusão de sons e imagens do SBTVD e os serviços de telecomunicações operando na faixa de 698 MHz a 806 MHz, uma das condições necessárias para
realização do leilão da chamada faixa dos 700 MHz.
Em sua análise, o relator, conselheiro Marcelo Bechara de Souza Hobaika, no que se refere aos cenários de interferências, acompanhou a área técnica da Agência para rejeitar as contribuições recebidas no âmbito da Consulta Pública nº 18, mas entendeu por inserir novo artigo no capítulo que trata das técnicas de mitigação, objetivando “deixar mais explícita a utilização dos critérios estabelecidos pelo Regulamento de Uso do
Espectro de Radiofrequências (RUE)
como parâmetros na escolha das técnicas de mitigação a serem aplicadas nos casos concretos”.
Outro requisito para a realização do leilão da faixa dos 700 MHz – previsto para o próximo mês de setembro –, o edital de licitação deve ser apreciado pelo Conselho Diretor da Anatel na reunião que ocorrerá no dia 17, vez que, com a divulgação do
cronograma de desligamento do sinal de televisão analógica (veja matéria acima), a Agência conseguiu concluir o valor do preço mínimo e, agora, está buscando a aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa do conselheiro Rodrigo Zerbone Loureiro é de que, 12 meses após o switch off, as redes de
telecomunicações estejam prontas e que a tecnologia 4G seja ofertada, utilizando a faixa dos 700 MHz, no final de 2017 ou início de 2018.
O Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional, debateu, no último dia 7, o programa „A Voz do Brasil‟.
Conforme expôs o diretor-geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Luís Roberto Antonik, um dos expositores
convidados, apenas um terço das emissoras alterou o horário de veiculação do programa durante o período da Copa do Mundo e a flexibilização do seu horário de transmissão poderá, inclusive,
incrementar o número de ouvintes que o acompanham.
Para o presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp), Rodrigo Neves, “flexibilizar a Voz é dar ao cidadão o direito de escolha”.
Conselho de Comunicação Social debate o ‘A Voz
do Brasil’
“Para o presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp), Rodrigo Neves, ‘flexibilizar a Voz é dar ao cidadão o direito de escolha’.” “Havendo geração em tecnologia digital HD, é devida a garantia de qualidade na distribuição.”
Por sua vez, o coordenador do Movimento em Defesa do Programa Voz do Brasil, jornalista Chico Sant‟Anna, sustentou que, "na prática, a flexibilização levará ao fim do programa", que é o mais antigo informativo radiofônico em execução no mundo e que “prestou grande serviço noticiando as atividades dos pracinhas durante a 2ª Guerra Mundial”.
O debate foi realizado para subsidiar os membros do Conselho de
Comunicação Social na análise de 2 projetos em tramitação no Congresso e que tratam do programa: o PLS nº 19, de 2011, que pretende
transformar o „A Voz do Brasil‟ em Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e o PL nº 595, de 2003, que flexibiliza o horário de transmissão do
programa.
Anatel decide que programação gerada em
HD
não
deve sofrer degradação no SeAC
Ao apreciar recurso interposto por emissora de televisão, que almejava o carregamento de sua programação em tecnologia analógica e também em tecnologia digital em alta definição (HD), de forma concomitante, por operadora do SeAC, a Anatel entendeu que a emissora tem direito ao
carregamento obrigatório de sua programação e que pode exigir a distribuição de seus sinais em tecnologia digital, mas que, nesse caso, a operadora poderá descontinuar a transmissão em tecnologia analógica. Entretanto, em passagem relevante, o relator Rodrigo Zerbone Loureiro consignou que, havendo geração em tecnologia digital HD, é devida a garantia de qualidade na distribuição:
“Nesse sentido, a transmissão de programação gerada em tecnologia digital HD não deverá sofrer
degradação pela Prestadora, e que, caso seja disponibilizado em tecnologia digital de alta definição (HD), poderá ter exigida sua transmissão nessa mesma
tecnologia, independentemente de acordo entre a geradora e a prestadora”.
Porém, ressaltou o conselheiro do órgão regulador que a distribuição em sistema digital é condicionada “ao emprego pela Prestadora de técnica de transmissão e de recepção pelo assinante que permita a utilização de tal tecnologia”.