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Material de apoio (parte prática)
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Tópicos a serem abordados nesta aula
1. Componentes fixos dos motores alternativos
2.1. Eixo do motor (árvore de manivelas)
2.2. Eixo de cames (eixo do comando de válvulas)
AULA PRÁTICA 2
2.3. Órgãos auxiliares (bomba de combustível, bomba do sistema de
arrefecimento e bomba do sistema de lubrificação)
2. Componentes móveis dos motores alternativos
2.4. Cilindros (camisa integral, seca e úmida)
2.5. Êmbolo (porta anel, plugue, pinos de segurança, fendas
transversais, chapas auto-térmicas)
3. Fixação êmbolo-pino-biela
1.1. Tampa de cilindros (cabeçote)
1.2. Bloco
1.3. Cárter
3.1. Pino flutuante
3.2. Pino oscilante
3.3. Pino preso
1. Componentes fixos dos motores alternativos
Tampa de cilindros
(cabeçote)
www.fazerfacil.com.br/imagens/ conjunto_motor.jpgCárter (depósito
do lubrificante)
Bloco
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1.1. Tampa de cilindros (cabeçote)
- Geralmente é confeccionado em ferro fundido (FoFo) ou em
liga de alumínio.
https://americasports.com.br/7654-thickbox_default/cabecote-honda-crf-230-0714.jpg
Cabeçote de uma motocicleta Honda CRF 230.
www.noveloautopecas.com.br/cabecote-monza-c-valvula-1.8-alcool-82gt86-gm-94625924
Cabeçote de um GM Monza 1.8 Álcool (1982-1986).
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https://i.pinimg.com/736x/c0/84/d1/c084d19 3623f48757140e935660ea781.jpg
Cabeçote de um motor HEMI.
http://1.bp.blogspot.com/-4sRnUpliZPo/TjnaxVQooeI/ AAAAAAAAAFg/HhkmbMf9RF8/s1600/Ford%2BFlathead%2BHead.jpg
Cabeçote de um motor flat head.
http://carrosinfoco.com.br/wp-content/uploads/2015/09/head2-1024x404.jpg
Cabeçote de um motor com 4 válvulas por cilindro.
www.westportparts.com/VolksDiesel/images/ Complete18TCylinderHeadPic3.jpg
Cabeçote de um motor com 5 válvulas por cilindro.
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1.2. Bloco
- Também é geralmente confeccionado
em FoFo ou em liga de alumínio.
www.mrautomotivo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/08/bloco-do-motor-4.jpg
Bloco do motor com 4 cilindros em linha.
https://images.ua.prom.st/562796843_w800_h640_zz50294.jpg
Bloco do motor com 4 cilindros em linha (Perkins - Diesel).
www.casadatransmissao.com.br/236-large_default/bloco-de-motor-6-cilindros-silverado-.jpg
Bloco do motor com 6 cilindros em linha
(Chevrolet Silverado - Diesel).
http://gearheadbanger.com/wp-content/uploads/2011/07/x06pt_8c035.jpg
Bloco em V de um motor de 8 cilindros (V8).
https://fiebruzmotorsports.com/wp-content/uploads/2015/12/EJ25Block.jpg
Bloco com cilindros opostos ou contrapostos (boxer).
https://cdn.shopify.com/s/files/1/1150/2546/products/image_aac43705-e1e0-42b4-8bdb-f0ce72a984c5_large.jpg?v=1469224539
Bloco VR de um motor de 6 cilindros (VR6).
https://a.1stdibscdn.com/archivesE/1stdibs/ 062513/KirkAlbertCC_DM2/26/X.jpg
Bloco com cilindros radiais.
O termo
VR
vem da
combinação de
motor em V e
Reihenmotor, que
em alemão significa
“motor em linha”. A
combinação dos dois
pode ser traduzida
como "o motor V em
linha". O ângulo
geralmente é de
apenas 10,6° ou 15°
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http://2.bp.blogspot.com/-8eEdKWN-c8E/UBE0o39neVI/ AAAAAAAAALE/9j36Wy7EY3A/s1600/DSC01936.jpg
Bloco em W de um motor de 16 cilindros (W16).
www.enginelabs.com/news/video-the-bugatti-veyrons-w16-engine-on-the-assembly-line/
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https://i.imgur.com/dCe3KxU.gif Animação do movimento de um motor com 4 cilindros em linha.
https://d2t1xqejof9utc.cloudfront.net/screenshots/pic s/ad6e4bfc5ad98367482d3c0db76029a1/large.gif
Animação do movimento de um motor boxer com 4 cilindros.
https://media.giphy.com/media/ hjYWKEVwCZep2/giphy.gif Animação do movimento de um
motor com 8 cilindros em V.
https://i.imgur.com/sha5UTB.gif Animação do movimento de um
motor com 16 cilindros em W.
- Algumas animações:
https://i.imgur.com/79Qo0.gif Animação do movimento de um
motor radial com 9 cilindros.
www.kfz-tech.de/Bilder/Kfz-Technik/Hubkolbenmotor/VR6A2.gif Animação do movimento de um motor VR com 6 cilindros.
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1.3. Cárter (depósito do lubrificante)
- Geralmente confeccionado em chapa de aço.
https://umec.vteximg.com.br/arquivos/ids/184824-1000-1000/422517_A.jpg?v=636396056061000000
Cárter de um Fiat Spazio (1977 / 1986).
https://lojachevroletnova.vteximg.com.br/arquivos/ids/158181-799-799/24579728.jpg?v=636131736649730000 https://f1visaotecnica.files.wordpress.com/2011/03/carter2.jpg
Cárter seco de um Corvette Z06.
http://wrautopecas.com.br/site/wp-content/uploads/2016/06/carter.jpg
- Vale ressaltar que nos
motores de dois tempos
os cárteres
são mais robustos, a fim de resistir às diferenças de pressão.
- Estes motores
não
utilizam o cárter como
depósito de óleo
.
- O movimento alternativo do êmbolo do motor dará origem a
pressões acima e abaixo (vácuo) da atmosférica no cárter.
www.autoentusiastas.com.br/ae/wp-content/uploads/2014/07/Fig-03-Lateral-direita-do-motor-375x500.jpg
www.autoentusiastas.com.br/ae/wp-content/uploads/2014/07/Fig-06-Janelas-de-escape-na-lateral-esquerda-do-motor-500x375.jpg
Motor de dois tempos de um DKW (1966).
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2. Componentes móveis dos motores alternativos
www.claytex.com/wp-content/uploads/2017/05/ezgif.com-gif-maker.gif
Eixo do motor
(árvore de manivelas)
Eixo de cames
(eixo do comando
de válvulas)
Válvula
Came
Volante
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Eixo de cames
(eixo do comando
de válvulas)
Válvula
Came
Êmbolo
Biela
Pino
Volante
Eixo do motor
(árvore de manivelas)
- Acoplado a ele está a biela êmbolo.
- Componentes:
- êmbolo
- pino
- biela
- casquilho
- árvore de manivelas
Êmbolo
Casquilho
Pino
Biela
http://s3.amazonaws.com/magoo/ ABAAABCFoAK-41.jpg2.1. Eixo do motor (árvore de manivelas)
https://static.av-gk.ru/komatsu/ 0000018C/060002a.png
Eixo do motor
(árvore de manivelas)
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http://carrosinfoco.com.br/wp-content/uploads/2013/05/mci4.jpg
Êmbolo
Pino
Biela
Eixo do motor
(árvore de manivelas)
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2.2. Eixo de cames (eixo do comando de válvulas)
- Controla a entrada de combustível (gases) e saída de gases
(válvulas) através de peças excêntricas.
- Componentes:
- tucho
- haste
- balancim
- eixo do balancim
- válvula
- mola
- O tucho serve para aumentar a área de contato da haste com
o came.
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Válvula
Mola
Balancim
Eixo do balancim
Haste
Tucho
Came
Êmbolo
Biela
Eixo de cames
Eixo do motor
(árvore de manivelas)
2.2. Eixo de cames (eixo do comando de válvulas)
www.claytex.com/wp-content/uploads/2017/05/ezgif.com-gif-maker.gif https://media.giphy.com/media/y
51KtHjgjXvgc/giphy.gif
Nesta animação (esquemática) os tuchos foram omitidos!
Animação esquemática de um motor com 4 cilindros em linha de 16 válvulas e duplo comando de válvulas.
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2.3. Órgãos auxiliares
- São
componentes móveis
necessários para o funcionamento
adequado do motor. Podem ser
bombas
ou
ventiladores
.
a) Bomba de combustível:
- Membrana ou diafragma: utilizada em motores antigos.
- Êmbolo: pistão ao invés de membrana.
- Eletrobomba: de rotor excêntrico. Para motores a gasolina
com injeção eletrônica. São de baixa pressão.
- Engrenagens ou lóbulos: motor a Diesel.
- Trabalha com tensão da bateria. Fica geralmente no cofre do tanque,
sendo refrigerada pelo próprio combustível (p = 5 bar. Para flex, p = 3,5 bar).
Tinha um came que
pressionava o conjunto
mola/diafragma.
*Na
injeção direta de gasolina
ainda é necessária uma
bomba de
pré-pressão
(eletrobomba, com p
mín
de 2 bar) para não haver cavitação na
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b) Bomba do sistema de arrefecimento (bomba
d’água)
- Centrífuga: acoplada ao eixo do comando de válvulas por
correia dentada.
*Na
injeção de Diesel
a
bomba de pré-pressão
é geralmente de
engrenagens ou lóbulos, com pressão variando de 2 a 50 bar). A bomba de
média pressão geralmente é de 3 êmbolos, para pressões maiores.
- Não se usa água da torneira como fluido de trabalho nestes componentes,
por ela conter vários elementos químicos que agridem as partes internas
das bombas.
- Também, nos veículos a GNV, deve haver um sistema que desligue a
bomba, pois não há gasolina/etanol sendo injetado.
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c) Bomba do sistema de lubrificação (bomba de óleo)
- Bomba de engrenagens: é mais simples, robusta, barata e
a mais utilizada. Praticamente não dá manutenção.
- Bomba de lóbulos
- Bomba de palhetas: mais raro de ser utilizada.
- Pode ir dentro ou fora (acoplada ao comando de válvulas por uma
engrenagem helicoidal) do reservatório de óleo.
2.4. Cilindros
Tipos de camisas para
cilindros (Giacosa, 1988).
- A
camisa
pode ser fundida do
próprio material
do bloco do motor. Geralmente é feita de FoFo.
- Ela sofre desgaste (cônico e elíptico) com o tempo.
- A camisa pode ser usinada (retificada) até 3 vezes.
- Contudo, na 1ª camada há um tratamento térmico superficial.
- É projetada para durar cerca de 2.000 h (aprox. 200.000 km).
- Para motores Diesel, pode durar de 10.000 h a 15.000 h.
- Nesta configuração ela é chamada de Camisa
integral.
Camisa integral
Camisa seca
Camisa úmida
ou molhada
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- Camisa seca: onde não há contato direto do
líquido de arrefecimento com a camisa.
Tipos de camisas para
cilindros (Giacosa, 1988).
Camisa integral
Camisa seca
Camisa úmida
ou molhada
- Mas também pode ser
inserido
outro cilindro
dentro do bloco, existindo mais duas configurações:
- Ex.: pode ser uma camisa de aço carbono.
- A sua espessura é bem fina.
- É colocada com interferência.
- Não é aconselhável trocar (pode entrar ar entre o bloco e a
camisa, o que dificulta a Transferência de Calor).
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Tipos de camisas para
cilindros (Giacosa, 1988).
Camisa integral
Camisa seca
Camisa úmida
ou molhada
-
Camisa úmida ou molhada: há contato direto
do líquido de arrefecimento com as paredes da
camisa, trocando calor.
- É mais espessa que no caso anterior (para suportar a
pressão de dentro para fora da camisa).
- Fornece excelente transferência de calor.
- Pode ser trocada.
- É mais cara que o
caso anterior.
Desenho da montagem de uma camisa úmida.
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2.5. Êmbolo
*Retira o excesso de óleo, homogeneizando a superfície.
*Entre o anel e a canaleta há uma pequena mola, facilitando a separação.
- A maioria é feita de alumínio fundido ou forjado. Os mais
antigos eram de FoFo.
No mínimo 2 anéis
de compressão
Anel de fogo
Cabeça
Zona do fogo
Canaletas que recebem
anéis para vedação
Conecta com
a biela
1 ou mais anéis de
óleo ou raspadores*
(só em motores 4T)
Saia
- Faz com que a
névoa de óleo entre
no pistão e limpe a
camisa do cilindro.
- Nos motores Diesel pode haver mais de um anel de óleo.
- Nos motores de competição pode haver apenas um anel de
compressão, visando diminuir o atrito. Podem apresentar
ranhuras adicionais para
vedação por labirinto
. Geralmente
são confeccionados em liga de alumínio forjado.
- Alguns motores Diesel antigos ainda possuem os seguintes
elementos:
- Porta anel: inserção metálica na 1ª canaleta (mais próximo
da cabeça) para resistir ao trabalho. Aumenta a vida útil, pois é
feito de material mais resistente.
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- Pinos de segurança: São para motores de 2 tempos. Vão na
canaleta para evitar que o anel gire e suas fendas batam nas
janelas, provocando
fluxo de Blowby
(passagem de gases de
combustão da câmara para o cárter).
- Plugue: inserção metálica na cabeça do êmbolo com a
finalidade de proteger a zona de injeção para evitar a erosão
por
impactação líquida
.
- Nos motores Diesel com injeção mecânica (até 250 bar), é confeccionado
geralmente de chapa de aço fundido.
- Nos motores Diesel eletrônicos (jato de injeção com até 1350 bar), é
confeccionado geralmente de aço ao cromo forjado.
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- Fendas transversais: em veículos mais antigos, inseriam-se
dois cortes na canaleta do raspador ou logo abaixo no êmbolo.
- Serviam como barreira térmica e aumentavam a flexibilidade da saia.
- Chapas auto-térmicas: em veículos mais antigos, eram
realizadas duas inserções metálicas na região do perímetro do
pino (internas ao êmbolo) para controlar a dilatação térmica.
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3. Fixação êmbolo-pino-biela
- Pode ser realizado de três maneiras:
a)
Pino flutuante
: solto na biela e no
êmbolo (é a melhor!). Tem que lubrificar.
b)
Pino oscilante
: preso na biela e solto
no êmbolo.
c)
Pino preso
: solto na biela e preso no
êmbolo.
www.sweethaven02.com/ Automotive01/fig0330.gif
Tipos de fixação para êmbolo.
Pino flutuante
Pino oscilante
Pino preso
- É de menor custo.
- Entra por interferência.
- Geralmente utilizam roletes de agulha cônica.
- São livres (sem interferência) tanto no êmbolo quanto na
biela. Para evitar seu deslocamento, utilizam-se travas ou
anéis de segurança.
Tipos de fixação para êmbolo (Giacosa, 1988).
a)
Pino flutuante
:
b)
Pino oscilante
:
c)
Pino preso
:
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- Referências:
● Heywood, J. B. Internal Combustion Engine - Fundamentals,
Mcgraw-Hill, New York, 960 p., 1988 (ISBN: 978-0070286375).
● Taylor, C.F. Análise dos Motores de Combustão Interna, Vol. 1, Editora
Edgard Blucher, São Paulo, 558 p., 1988.
● Taylor, C.F. Análise dos Motores de Combustão Interna, Vol. 2, Editora
Edgard Blucher, São Paulo, 531 p., 1988.
● Giacosa, D. Motores Endotérmicos, Ediciones Omega, Barcelona, 876
p., 1988 (ISBN: 9788428208482).
● Bosch, Manual de Tecnologia Automotiva, Editora Blucher, São Paulo,
1232 p., 2006 (ISBN: 9788521203780).
● Bosch, Automotive Electric/Electronic Systems, SAE International, 347
p., 1988 (ISBN: 978-0898835090).
● William, B. R. e Mansour, N. P. Understanding Automotive Electronics,
Newnes, Indiana, 470 p., 2003 (ISBN: 9780750675994).
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