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A Escola Primaria, 1935, anno 19, n. 5, ago., RJ

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(1)

, ' • • • •

Anno XIX - N . 5 - .Numero avulso 1$200 .Agosto de 1935

- - ~ - . Pv - . . . -

--

- - -~

-

-

---

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__

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___

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..

Revista

'

·

de Educação

·

• .

-• , • • \ • • • ' , . '

SUMMA,RIO

• • • ' Artes graficas ' .

Leo,zor Posada

.

. ... .

Pedro

Cal11101z. • ..••..•.••••••.

En,ilia

A,ito

.

izy . . ,

... .

Leo1zo1·

Posada. . .

-l\{,erecida homena,gem

· A copin1em6ração do '2 de Jull10 Escola de , emerge11cia no Amazonas

Liberdades ás

aves

,.

- População · do Brasil

Pedro A. Pi,ito .. ...•..

(,

Língua materna

Aracy

Fa,~ia,

La11r,a llfe1zttes

Pe,·ei.t·a e Jz1,lia Ma,~ti1zs .. •.

Pratica da Escola Nova

• • .. _, ' •

1

...

_

...

______ __

' • • • • , 1 ' ' \ • • Redacção · e Administração 1

Rua Sete

,de

Setembro, 174

• • .. '

RIO DE JANEIRO

• •

B R A

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SI L

• • • 1 • i • • I .. • ,. • • • • ...

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(2)

Matriz:

A

....

Filial

:

Jl.

Bamalno OrliglJo,

24

B.

Maria

p

B,,rrQs, 188-A

.,.,

.. ,, .,

fEIREIRA DE MAtros

&

CIA.

TEL$

Grande

PAPELAlUA

I

e

variado

sortime.nto

de

artigos

de

LIVRARtA

·

-

.

PINTURA

E DESENHO

ANNO XIX

N. 5 - -

Num.

avulso 1$2ôó - -

AGOSTO

DE 1935

---~

-

~

-

--~

-

-

-

---• • • ' ' '

- -

REVISTA MENSAL

-' •

Director: ALFREDO C. DE F. ALVIl\iI

Superintendente de Educação Elementar

REDACÇÃO: RUA SETE DE SETEMBtlO, 174 RIO D:S JANEIRO ' P a r a o •

ASSIGNATURAS :

B r a s 1 . 1 { um anno .... 6 mezes ... 12$000 63000 • • '

SUMMARIO

• '

--Leonor Posada . . . . . ..• Pedro Calmon . . • . . ... 8m1 ·u a Antony .•... Leonor Posada ..••....•• Artes graficas Merecida homenagem A commemoratão de 2 de Julho Escola de emergencla no Amazonas Liberdades ás aves • j • --Pedro A. Pinto .. • • •

População do Brasil Língua materna

Arac_y Faria, Laura ~ endes l Pratica da Escola Nova Pereira e Julia Martms •.. 1

A'

elevada visãf!J

do illastre Dr. A,iisio

,1

dzficili,no, pois

de

um

lado o

custo

das

má-Teixei,·a ,ião póde

escapar

a singularidade

qui,zas

,ião

pe1·11zit

e

ao

patrão

o

risco

de

ex-d~ que atf1:al111ente se está ressentindo o

en_-

perimenta,·

aprendizes e de

out,·o lado o

sino téc,zzco, onde se nota a lacu,za

do ensz

.

-

ap,·e,idizado te11z de ser

feito

direta,nente

no gráfico.

.

,

nessas »záquinas

de preço

elevadissi11zo, pois

_

·

As artes ~e

co11zposzção

e i1npressão

·

fó,·a delas

nada de util }ta

qz1e apre1zder.

nq,o pode»z continua,· enz _ abando,zo, , n!'~na

Necessario é que

se ab,·a,,z oficinas de

cidade ~»i que h_a

c~r~n:ia de

b~1zs oficiais.

contposição e d

e

illzpressão

pa,·a

ap,·e,zdizes

.Elas sao o 11zazs

vzsz~el,

o mai~ os!ensivo

mas

sem a p,·eocupação de

fazer destes,

an-expoent~ do dese,zvolvi":e,,to dos oficios po-

les

de erzt,·are»z

,ia

car,·ei,·a

pr·ofissional,

pulares, ofe~ece,n colocação ~egura

ª.

nun-ze-

l

zz,,s

bacha,·eis.

1·osos operarzos; »ze,·ece,n, pois,

especzal

p1·0·

,1

teção

dos

dirigentes do ensino.

E' sábido que em varias experiencias

te,,, falhado, na organização ,,,unicipal, o

ensino de tais artes, n,as o fracas.so das

oficinas e

escolas

não póde ser atribuido ao

ser desnecessario ou ao não ser procurado

o seu estudo, se,zão a erros acumulados de

orie,itação e de ad»zinistração.

O

ensi,zo

publico »zu,zicipal póde

su-prir co,n oficiais bem preparados as ofici-

.

nas particulares, ,zas quais o ap,·endizado

é

E11i 1ze1zhunza oficina

é

mais

facil,para

o Estado, que

não

te11z

i,ztuito

de

p1·oventos

pe

c

u1zia1·fos

;

fabricar bons

opera,·ios,

do

que

,zas

gráficas e

por isso ,nesma rzão se

póde

deixa,· de ver co,,z

pe1zz1

esta,zcadas

as

fontes onde poderia11z beber

e1isina11ze1zto

os

candidatos a

tão nobre

profissão.

Quere11-zos .c,·e,· que

a adflzi,tist,·ação

su-pe,·io,·

do e1tsi1zo, tão cla,·ividente, não

dei·

xará co,zti,zzze

aba,idonado

e,zsino

de tão

,rJr·ande

valo,·

eco,zonzico.

Toda · a correspondencia deve ser dirigida á redacção: Rua Sete de Setembro, 174 •

(3)

106

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1

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Discu:so

proferido _p

e

la

prof~s.c;ora

Leo,zor

Posada,

110

at,,ioço

o/fe,·ec ido

á

g, ande educado,

a

Olgnzpza do Co"l!tto,.

p

o

r

suas

a,ztigas

discipzilas

e

cotlegas

do ,,1ag1sterzo

111t1nicipal

)

.

. Contarn-se historias de guerras, de

con-quistas ; na1·ram-se episodios de O'lorias de

. h t, '

tr,ump o ; ennumeram-se dorninios dadivas valiosíssimas ; citam-se phrases

q_;e

se

de-vem cel~brizar com os nomes de quem as

pronunciou. Em pouco, porém si não houver quem os_ ti1·e da modorra em 'q lie jazem, es

sa~ glorias, essas conquistas e esses nomes-desa ppa1·ecem, caém, por assim dizer, no mais natural, no mais completo esq uecimento.

Fala-se de amor : conta-se um romance

singelo de um alguenÍ que muito amot1 ou foi profun darnant·e am ado ; p1·oauacia-se quasi

em segredo um nome, e, nunca mais, hist,Jria

o nome se1·ão esquecidos ; antes !em brados docemente a todos os instantes. O Amor ... Have1·á ideal, sonho, anseio que não tenha como ponto <i.e pít,rtida o Amor ? Mors .. . Amor ... Amor mais forte do que a Morte .. .

Sem Amor que se1·ia da Vida si ella

n~o é mais que o Amo1· na sua perp~tuídade? B1lac, num bello soneto - A Vida - disse :

... tudo vive ! E, alta noite na nudez de tudo, essa harmonia que se escuta

correndo os ares, na amplidão perdida essa I11usica doce ê a vo.z, talvez, da alma de tudo celebrando a Vida.

Mas nós poderiam os dizer... tudo ama! e terminar lindamente com o poeta :

essa musica doce é a voz talvez

da alma de tudo celebriindo o Amor !

O Amor ... Falai· em amor ...

Falar em amor é abrir uma porta sagra-da e sec1·eta e,acordar as mais intimas lem-branças E' sor1·ir ... é reco rdar... é viver e amar outra vez sentindo-lhe de novo os effl.uvios diviaaes.

Os mais scepticos, os mais frios sorriem.

E seu so1·riso é um como clarão de uma lem• brança subito accesa e máo grado desper-tada 1

Tem o coração como o daquelle l\1oage

de Raymundo Correia :

Mas qwando eu lhA falei ne Amor um sor1·iso

as faces de impassível Monge ill'uminou. . E recordar o Amor é talvez indá mais

doce, mais grato do que o sentir ...

Não vem elle á lembrança com os

espi-nhos c1·eados pela creatura que ama : a

1·e-co1·dação. véla-o docemet1te; envolve o em

plu-mas : e e ~o,mo um lua1· embellezaado a paiza· gem da Vida qt1e passou.

'

Não ha niaguem que não tenha nalma

um pedaço de oiro desse paraíso pa1·a vê-lo

de quando em vez. •

Embora a vertigem dos dias se succes.a· máo grado o trabalho que assoberba não ha' jur~, quem, a sós, deixe de levantar 'a gelosi~

da Jan8lla da saudade e, debruçado nella, olhar longamente a paizagem esbatida de um amor que lhe deu asas sonhos que lhe poz risos aos labios, que lhe offe;tou r.mfim o

quinhão doce da Felicidade... '

Não ha ! :

D. Olympia, queridíssima.

Acabastes de ot1vir falar de vosso valor inconteste, da gloria que vos aureóla o nome honrad0 e brilhante. E isso vos emocionou, vos aprouve gratamente.

. Mas eu q ue1·0 vencer-vos pelo Amor. A Janella myste1·iosa e linda está aberta. Deixae que_ vos l~ve pela mão. Debruçai vos, querida Amiga. La. não muito longe ainda, uma flor, e

u~ aperto de mão indicam o inicio de vossa

~ida affectuosa; o Amor, acordado, está sor· rindo para vós .. .

Olhae p<ir uns momentos ... e Vivei!

A

ESCOLA PRIMARÍÀ

io'i

11omemora

ij_

o

oportunidade feliz, consumou-se na Baia

\) IIJ

.

O

pela rija, sangrenta e brilhante guerra.

Guerra grande e romantica. Guerra

e

,

li

O

,

!

cavalheiresca, mil homens que cercaram outros tantos, popular e exaustiva. Onze

· estes os melh-ores soldados do mundo, a

(Disciirso

prof

e

ri

d

o na

Gamara dos De-

qu~m as muralhas. historica~ e

inexpugn~-putados p

elo

iltu

s

tr

e

pa,

·

ta,n

e

,zta,· p,·of

e$so

r

.veis da velha cap1_tal defendiam. Onze mil

Pedr

o

Calmon,

,·epr

ese

,zta,zt

e

da

Bahia,

,ia-1

sonh·a~ores. Quas1 todos adolescente~. A

quett

a

casa do Congr·esso

N

a

c

iona

l)

.

floraçao te~ra de uma raça na.sua

pr1~a-.vera maravilhosa. Os voluntar1os do pais,

«Sr. Presidente. - Oesignou-n1e a que iam ensopar-lhe de sangue os.

alicer-representação oposicionista da Baia

1 para ces, por que as pare.des do I~per10 se

~!-reatar uma praxe que é tradicional nesta çassem sobre bases 1nabalave1s. Poder1a-Casa. Cumpro esse grave dever requeren- mos dizer dêles o que dos seus. escreveu do que em ata figure excepcional homena- Davou_t, ~a c~lebre carta

Lu)z :'V!I~. gem do Poder Legislativo da Republica «Depu1s le 1no1ndre soldat 1usqu a I off1c1er aos heróis de 1823 que, em 2 de julho. du grade !e plus élevé, l'arn:iée ne

com-depois de um ano de formidavel campa- pte ?ans ses rangs que des c1toyens.» T~-nha das armas, completaram na Baia a do Jogavam n~ ca!tada d_a ho;1ra : os r1-lnde1.>endencia Nacional ·coso seu· patr1mon10, os fidalgos os seus

Vivemos, Senhores, uma hora aflita privilegias, ~s pobres o seu trabalho, o da nossa tormentada evolução social. Na- povo

~

sua l1be_rdad_e. Para !ormar aquele vega~os o largo mar noturno das · crises, 11exerc1to de. c1dadaos)) mais numerosos sef!l segurança de rumos, sem sentido de qtte o de B?l1~ar em Carabobo, que o ~e º?Jetivos, sem pericia e sem prudencia. Sucre em P1ch111cha, que o de San Martin

Ainda a acidentada linha das cestas don- em Chacabuco, que o de Belgrano em

Tu-de nos arrojamos para viagem perigosa cu.man . march~ndo?· ombro

ª.

omb~o, a Ondula aos nossos olhos O perfil no.br~ _ar1st(>c~ac1a propr1etar1a_, a moc1dad~ 1nte-do passa1nte-do. Ilumina-a um clarão celeste lectual, os homens rust1cos, o propr10 clé·

de cunstelações qt1e se escõa eterno e ro que não sopitava o delírio patriotico e !ranquilo, por entre as densas n~vens pe- _até, _como Maria Quiteria, mulheres q~e )adas de temporais. São os astros do he- med1a,n com os rapazes forças e ousadia,

roismo, o milagre do valor antigo e a nos ~am_pos da batalha. Ao termo de _um epopéa dos avós, que dão á paizagem do ano !nte1ro da !~ta · em que tudo se tm-t~mpo, na moldura a,pera dos n·ossos des- prov1zou,. org~n1z_aç~o2 armamento: co. t1nos, um relevo grandioso. Tambem O ,man.d_o: e as 1nst~tu1çoes em qu_e o vasto nauta das velhas cabotagens, dtividando sacr1f1c10 floresceria, a praça_ caiu, e sob dos horizontes infinitos que por diante chuvas de flores-em 2 de JUiho-entra-lhe prometiam fabulosas . p;ocelas volta~- ram na_ Baia os vencedore_s. Acabav.am de

~am, ·a espaços, para a linha familiar do consolidar a lndependenc1a do Brasil.

litoral os olhos corajosos e reeebiam, da Sobretudo torr1avam.-lhe intangível a saudade e. da beleza da terra proxima, a-s conquista. a causa sagrada, o recúo

im-suprem?s inspirações de audacia e firme · possível , o exito indisputavel, aliando os za. Não. é muito que, algumas vezes ao jovens, legionarios ao direito divino do

ª!1º·

os imitemos, para sentir, na coeren- Príncipe, que lhes não faltára, o divino ~a das gerações, a energia inexgotavel direito do povo, que o merecêra.

Consu-a nConsu-ação. . maram a· lndependencia Nacional os

bra-Libertaram-na, ha cento e doze anos, sileiros. E uma alegoria de armas ~nfei- · fs bravos antepassados que, ao. seu apelo, tadas que havia de conservar-se no

recin-oram . legiões. A Independencia, acolá .to veneravel da cidad·e «primeira de

to-P.e~suasiva, evolutiva, generosamente pa· das», · como um emblema, todo ano reno-c1f1ca, fruto do engen·ho politico. ou da vado, da incoersivel dignidade do pais ..

• •

' l ' • • • •

(4)

108

A E

1

S

1

COLA PRI1\

1A

RIA

-

---1

Por isso, depois de 1823, não trans- mo se fo~sem os vingadores de Jeruz.alem correu lá a efemeride sem que a agitação As miragens do povo são os mais se·

vibrante das ruas reproduziss~, nos seus ' rios ideais .de uma Patria.

cortejos altivos, a cena imortal o éco d.a Gabriel Hann.o!aux! no come.ço da marcha de 2 de julho não se perdeu mais Guerra de 14. ao of1c1al 1Rglês que

instala-nas montanhas e reconcavos da Baia. A va uma bateria na velha terra de França musica de suas fanfarras mistura da aos onde as ondas da ciliv.ização mais desn,an ·

vagos ruidos de um pov~ que cami~ha charam os seus Jmp~tos barbares, dis~e não mais deixou as resonancias magicas confortado : « Vo1la c1nq cents ans que Je

daquela terra que, de si, tudo deu ao Bra- vous attendais ! »

sil. A poesia dos seus feitos e as suas Os de 1832 foram os valorosos ba-ingenuas bravatas amassaram-s~ nas ma.is talh~es da liberdade. e da grandez~ do belas lendas locais. Ha na Baia um dia Brasil, da sua ~manc1pação e da sua 1nte-.

em que todas as atividades se i~ter~om- gr~dade, do seu e~pirit~ ~vesso ao _ cati-pem «o sol brilha mais que no pr1me1ro», ve1ro e da sua 1rrepr1m1vel vocaçao de

o ar'perfumado se alegra de sonoridades paz social . E' justo que ·repita a frase do festivas , porque as multidões vão ideali- historiador francês. - falanges cle 2 de

.zar a parada dos heróis. Materializai:n-se julho,. ha cento e doze anos agu31rdamos, sim bolos. Palpam-se abstrações. As 1ma- para Jt1ncar de flores o teu luminoso ca-gens revivem. E póde assim uma gente, minho, as tuas armas impolutas, o teu gar-que se reab.ilita das desgraças dos nossos

b?

de creadores de t1ma. ~ação, o teu be_· tempos com a contemplação _ufana do n10 de reformadores Pº}!t1cos, a t~a ho-passado, irmanar-se com o exercito de La- ne~ta. bravur~ de , hero1s romant1cos, a fayete que sacudia com o seu passo os cuJa 1nfluenc1a a fe nos volta aos

cora.-cerros de Pirajá, e retomou a cidadela ções, com a cor~gen1 de ous~r, ó · .regi· com o exercito de Lima e Silva, que as mentos dos estoicos avós, a 1ntrans1gen-freiras da Soledade coroaram de rosas co- te preservação do que fizeste.

ESCOLA

DE

EMERGENCIA

NO

AMAZONAS

(Preclto de u,,za co1zfererzcia

realizada

na

Associação Brasileira

de Edztcação, pela

professora

Emília

Antony, 1·ep1'ese1ztante do Estado do

A,,,azonas

110

VII

Co,t··

_qresso

Nacional de Educação)

E'

impossivel deixar de invocar a ' com providencias efficazes, melhoram-se cada instante a grande republica norte- continuamente as .estradas, imprime-se ra· americana, quando se discorre sobre esta pidez aos meios de .transporte, facil~tan:_-se grave materia da instrução e educação. por todas as mane1rasas communicaçoes,

Tamanha foi a altura a que ella se ergueu e o ruralismo pedagogico é hoje pratica~o nesses domínios, que os seus ensaios, as com uma efficiencia tal, que

º.

·

beneficio suas experiet;icias, as suas licções, têm que das letras se diffunde copiosamente pelos

ser assimiladas por todos os povos, ~obre- campos e -pelas aldeias, podendo agora as· tudo do nosso continente, que encarem se; signalar um relatorio official que «a fre·

· riamente o problema da expansão c11ltural. quencia é regular, as entradas com atra~o Posto que ainda hoje a questão do en- se reduzem ao mínimo, as crea~ças sao sino rural não esteja lá de todo resolvida, protegidas contra a ch11va e o frio, aufe·

é certo que as tentativas semp~e r4:nova- rindo a vantagem d~ um ambiente mora~ das com exito para sua melhoria vao ru- saudavel, num amb1to escolar bem , fisca mando para uma orientação definitiva: Re·· lizado>.

novem-se os obstaculos das distancias A vigorosa campanha do livro venceu,

l

A E

SCOLA PRIMARIA

1

pois, a immensidade hostil do deserto na republica

yankee ·

e o typo da escola de J

caracter movei, 'acompanhanpo solicita- /

mente as populações infantis para onde

quer que vão, adoptou-~ com magnifico

successo o commissariado geral da educa-ção russa, espraiando atravez dos campos os postos educdtivos, q11e prestam á

na-cionalidade os mais relevantes serviços no arrotear-lhe a intelligencia.

cada. Art. 3°-Essas escolas

te-. rão caracter m6vel, dentro do districto onde forem creadas,

attendendo-se sempre, toda vez

que se trate de remoção, á den-sidade da população infantil a quem deve beneficiar. Art. 4°

--0s regentes das escolas de

emer-gencía serão escolhidos, de

pre-ferencia, entre os titulados pela

Escold Normal do Estado, po· dendo, entretanto ser nomeadas pessoas alheias ao magisterio publico, desde que reunam os

A ttendendo nesses exemplos e sempre

a cogitar no n1agno assumpto do ensino rural no Amazonas, perante o qual os go-vernantes passados não viram 1>utra solu-çã0 alem da escola estavel, effectiva, f·oi que o act11al GoTernador do meu Estado,· quando o administrou como Interventor federal, com a visão larga que todos lhe reconhecem, faiendo convergir o melhor

das suas attenções para o ensino popular,

.

.

.

,

.

reqttisitos necessar1os a mi-nistração do ensino primario, de accerdo com 6 Regulamento de Instrucção Publica do Estado.

Art. 5°-Revogam-se as dispo-sições em contrario.

instituiu as escolas de emergencia, com a finalidade pres cripta num decreto efficaz, concebido nestes ter mos :

'

COPIA-Acto n. 449 - In-terveritor Federal no Estado cio

Amazonas, iJOr nomeação do Go-verno Provisorio da Republica,

-Considerando que av,~lta cada vez ·mais a população infantil

do interior dú Estado em idade escolar ; Considerando os cons-tantes pedidos de abertura de escolas primarias, especialmen-te nas colonias e nucleos agri-colas espalhados pelos municí-pios. RESOLVE : - A rt. 1 °

··-O Governo do Estado, dentro das possibilidades orçamenta-rias, creaJá escolas primarias de emergenci .. nos Jogares onde se verifique a agglomeração de

infantes em idade escolar, . de-vendo a matricula de cada

P.S-cola ser limitada em quarenta

alumnos. Ar. 2º - A inscripção dos alumnos poderá ser feita em qualquer tempo no correr do anno lectiTo, não podendo o

re-•

gente da escola recusar o ensi-no ás creanças que lhe sejam

apresentadas pelos seus respon-sa veis, respon-salvo os casos de doença contagiosa positivamente

verifi-Como se vê, nesse documento official, profundamente meditado. sem perturbar a situação economica do Estado, mas ata-cando com decisão o problema tantas vezes considerado insoiuvel, :\!varo Maia levou

• • • • as luzes da instrucção primaria ate ao mais remoto das selvas, forçando a penetração das primeiras letras onde quer que exis-tissem aO'O'lomeraçõcs infantis. Foi isso 0 0 como que allumiar com claridades novas a escureza das mattas e descerrar com a cul-tura inicial as terras impervias. Do mesmo que os postos itinerantes, singrando em todas as direcçQes a rêde potamographica do Estado, seguiram para o interior, perio-dicamente a levar a saúde ao organismo do cabocld, combalido pelas endemias, a escola de emergencia, n'l mes.ma santa peregrinação, lá caminhava tambem com a mesma constancia para levar-lhe o conforto do espírito, destrevando-o, desentenebre-cende-o .

Para que os desconhecedores do nosso Estado- possam avaliar . a somma de

abne-gação patríotiea que se requer aos profes-sores para proficuidade dú labor escolar no

• •

interior, basta que imaginem, mesmo sem

exaggero de phantazia, o intrincado laby-rintho· do systema fluvial alli, cortado e recortado por uma infinidade de lagos e paranás, -!DUÍtos de navegação apenas pos. sível a canoas ou «montarias>, e á mar-gem dos quaes estacionam populações

mo-•

(5)

1

11

0

A

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1

S

:

COL'A

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,

MARIA'

••

---'---

---

-

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-

----

·

-veis, que se transportam para sítios

dis-tantes nur.: quasi fadario de nomadism<i,

em períodos que correspondem ás safras

dos nossos productos nativos- a borracha

e a castanha- deixando, após a tarefa

sa-freíra, em completo abandono os pontos da

parada provisoria - verdadeiras caravanas

errantes premidas pelas contingencias

eco-nomícas, ás '4_Ua.es a escola de emergencia

segue cerne uma sombra na pratica das

virtudes editcatívas-.

·Pouco depois ·de instituídas as escolas

de emergencia, já o então Dírector da

Ins-trucção Publica no Amazonas, o prantea~

do professor Placido Serrano, ponderava

em seu relatorio ao Governo -l

·<<Devido ao trabalho da pesca, á safra

da castanha e ao nomadismo da nossa po

-pulação rural, há agglomeração de

crean-ças em determinado logar, faltando em

'

outros. A's vezes, moram quarenta e c1n

-coenta á margem de um lago. No anno.

seguinte, já elle não apresenta essa

popu-lação infantil, porque os moradores se

mu-daram. Onde não ha nucleos certos, não

deve haver escolas :fixas,,. E ·terminava o.

relatorio do Director, alludindo ás dezoito

'

escolas de emergencia então existentes,.

cujos resultados eram já dignos de apreço.•

.Dessa exiguidade do começo, que se

. . '

poderia tomar talvez, como exper1enc1a,;

emanou a irradiação triumphal e brilhan-'

te. Sempre perseguindo o proposito da

. multiplicação daquéllas escolas, já em 1934'

o Interventor Federal Nelson de

Mello,-que as estabeleceu em numero de 266, di-zia em sua exposição ao Sr. Presidente da Republica.: «No intuito de estender a ins-trucção publica por toda a região amazo-·

nica, a Interve-ntoria resolveu estabelecer.

escolas de emergencias em todos os muni-.

cipios, nas locdlidades de m ais vultosa

população infantil, as quaes teriam a

du-raçãó estricta do anno lectivo. «Ness'e computo, foram incluídas as 55, .que iá.

funccionavam em ·1933. desdobramento

das . 17 · existentes em 1932, duas a manos,

portanto, das 19 iniciadas de 1931;

Presen-tem ente, co~ta o Amazonas : no · período

limita.do entre Fevereiro , e Abril deste

anno, 180 escolas de emergP.ncia.; e se con

-siderarmos com attenção a sua media

men-s~l .q.e frequencia

=•~

a . media ,•frequenta~ •

tiva mensal das 266 que floresciam em 1934, veren1os resaltar com toda a. evidencia o resultado admíravel do aproveitamento

es-colar das creanças, porque emquanto as

citadas '266 escola3 lograram somente

at-trahir ao ensino 7854 infantes, as lgO

actuaes trouxeram aos bancos escolares

6. 480 alumnos, no curto lap so de um tr1· mestre.

Esse resultado animador é de molde a

dar alentos ao Governo para prosegt1ir a

sua missão em prol do ensino popular.

Pode-se dizer que elle vencett em parte as

hostilídades da natureza amazonica, que

lhe embaraçavam esses projectos de fina-lidade social, faze nd1.; , embora cem sac

ri-ficios ingentos, o que ainda não puderam

fazer por motivos analogos alguns paizes, onde tambem o óbice das disfancias e as

aggressividades climaticas estorvam o pro·

blema da instrucção rural. O actual Go-vernador· do Amazonas, que tem as res·

ponsabilidades de educador, pertencendo, como pertence, ao magistecio secundario e

tendo-se batido como parlamentar pela ma·

xima diff usão do ensino publico em nosso paiz, para o l '. bertar depressa do

anal1>ha-betismo que o deprime ; o ac~ual Gover· nador do Amazonas, repito, inflexível sem·

p re e intransigente com · o seu programma

de desenvolvrmento cultural, irá

alargan-do o nt~me~o de escolas de sua creação, á

medida que o fõr perµiittindo a situação

economica. infelizmente ainda não conso·

lidada. Conta para isso com a actividade infatigavel do actnal Director da

Instruc-ção elo Estado, Dr. Arthur Reis, tambe(ll

professor, historiador de meritos

affirn.a-dos na «Historia do Amazonas« e em «Ma·

náos e ou.tras villas», com sincero devota·

mento aos altos problemas educacionaes.

Se -é verdade que o imprevisto das cri~es

pode interromper o curso desas bellas 1n· tençõ es , não é menos certo que o já con·

.

,

seguido tão auspiciosamente porporc1on~

consciencia des se':! dois lidadores leg1tt· mas alegrias.

Certamente nã,o commeterei's a injus·

tiça de suppôr que todo o abnegado

es-for.ço do Amazonas, no concernente ao

ensino, se reduz a essa propaganda. n_as

zonas ruraes. Não. Os cuidados adm1n1s· trativos abrangem não só tal t:sphera, mas

• • • •

A ES

·

COLA PRIMARIA

111

---

---

-tambem outras de ordem superior, ades- Maia, porquanto ella c_o~sulta. plenamente

peito da pouquidade dos recursos finan- o seu programma adm1n1strativo.

ceiros.

E'

deste anno O livro «Fin anças dos Do Governo central, digo-o sem

re-Estados Unidos do Brasil>, oude O seu au- criminação, continua a ter o Amazona~

tor o s r. Valentim Bouças, comparando os apenas risonhas promessas, havendo ate gastos dos Esta los com a instrucção pu- aqui realizado tudo com as suas proprias

blica, colloca O Amazonas, com justiça, em forças. A União lá mantem um estabelec

i-primeiro plano, provando· que elle appli- mento technico-profissional , que aliás func-cou, em J 932, nada menos de 24,67 ¼ da cio na em um barracão cedido .pelo Governo

sua receita orcamentaria cm taes serviços, estadoal ; e apesar da r.ede11c1a,_ por par_!e

d?tação qtie ;em crescendo dessa data para I deste, do . ter:eno par~ a nova 1_nstallaçao

ca, ultrapassando nos derradeiros annos O

I

daquelle 1nst1tuto, ainda esperamos _que

qualitzitlt fixado na Constituição da Repu- 1

1

elle erga as suas_ p~r~des e ~e mostre uma b iica realidade na amb1enc1a da minha terra.

· Temos pois, enf:.1no publico efliciente

Agora mesmo, na sua recente Carta e real no Amazonas, com predios escola. M~gna, promulga.da a 2 de J~nho, o meu . res conforta veis e bem localizados . Os

nos-~stad o tomou ser1os compromissos educa- · dt'ns da infaucia merecem os

elo-t d . , d . t SOS J ar

tvos, com os quaes to avia e st a tspos o . geraes dos visitantes e a nossa

Esco-a · 11 õ A . . g1 os

. arcar sem vac1 aç es. ss1m e qul~ o ar· 1 N al provida de modernos

laborato-t1 1 9 , G . . - ·t a orm •

g-o il aa n,)ssa onstil t11çao precet ua : . , fr· ncamente modelar. Tivemos no

•N

.

.

bl. rios , e "

os estabelecimentos de ensino pu 1co ·t- Ne lson de Mello quando

interven-d • . - b . cap1 ao , . , .

e q ualqt1er categoria, tornar-se-ao

o

r1ga- t espi'rito dynamico que impulsou

o

t 0 · ,· . . d d . or, utn , .

r1os os ex:erc1c1os aym nast1cos. even o tl' sso da educ&ção amazonense

aux1-s t · 1 d - - 1· d t' d pro,,,re . '

er es imu a a e use.a 1za a a pra 1ca os 1• d la capacidride energ1ca do dr.

An-d . . . ~ t'

1 1a o µe

esportos nas 1nst1tu1çges pd:r teu ares». dré Arauj o, que era, ao tempo, Director

Semelhantem:nte, comprometteu-se a pro- da Instrueção Publica . De modo que,

re-n1over a creaçao de escolas normaes ruraes, t'ndo a minha exposição, é -me licito

C ·1· · , - SUlll

r

º1?

.

º

aux1 10 das beuemer1tas m1ssoes dizer com desvanecimento : se o A

mazo-el1g1osas a quer11 eleve o ,\m az o nas tan- , na-o tPm O loo-a r primacial neste

as-t . . . b nas • e,

os serviços notave1s, e, outros1m, a su .. mpto tem sem nenhuma duvida um

pos-ve nc1onar., · c.o,2_soante os artigos · 150 . .e 159 ., ,su to de relevo' ' , e bem poderá ufanar-se ' de

da CG~s t1tu1ç ao

Estado: _os 1~st1t_u!os contribuir sem desfallecimentos para a

de ens1_no profi s_sion~l techn1~0-sc1ent1f1co fulgurante obra educativa, qu_e há de

ex.-e superiores equiparados. Es'Sa portentosa tinguir um dia O analphabet1smo em

nos-Obra ha de leval•a a cabo o dr. Al varo sa Patria.

·

-.

'' A BSCOLA t•RJMARIA''

/ De conformidade com o acordo estabelecido entre a Diretoria de Edu.

cação e a Administração desta revista, tedos os diretores de grupos escolares,

escolas primarias e cursos populares noturnos receberão um ~x~mplar de cada

numero d'« A Escola Primaria•, 0 qual deverão conservar na «B1bl1oteca Escolar»,

con10 propriedade do estabelecimento que dirigem. .

N. da Red.

'tl---

- - - ~ - - -- - -- - - -- - - -- - - -- - - ---=---@

(6)

. .

112

ESCOL'.A! PRIMARIA

- - - ---·- ·· - - . .,_. -=-'--_:_:""-.::...:·e . = . _ _ ; = '

-• • 1

Depois irei visitar teus filhotinhos. O tico·

'

Liberdade

as aves

,

·

Sainete

par·a

u

dia das

aves na

-Escola

Santa

Cat/zarina-•

SCENA UNICA.

tico parte, Bem_:tç-vi saltita.

Vendo um curió, chama-o. ·,

Bem-te-vi,

Bem-te-vi !

OI~.

(

curió. Vem brincar um pouco !

Gt,rió-(Chegando:se) Qua\,me·u·

ami-go ! Estou fazendo ·o meu ninho. Desco·

bri uma P.al~eira e trato de levar uns fios

de sê-da para forrál-o. ·

Um

campo. Arvores, flores, sombras (Curio afasta--se).

convidativas. Borboletas que esvoaçam: Passa, doirado, um beija-flor.

Dois meninos surgem. Um traz uma ãti-

Be11z-te-vi :

Bell)-te.-vi ! Olá,

pedaci-radeira e um saquinho, o outro um alça- nho de sol, vem cá !

pão.

Befja-flor-Estou

tão occupado ! .. :

Sentam-se sob uma arvore. · Tenho de beijar tantas flores ... Meu bel·

Meni,zo -

Hoje o dia vae ser es- jo fará com que as sementes se

transfor-plendido ! Pretendo matar pelo menos 1nem em fructos. Em breve o verão che·

uma duzia de passarinhos. (Rindo) . O Bi- ga e os fructos precisam apparecer nas ar·

chano é que vae gostar; de vez em quan- vores para que os homens os rolham no

do atiro-lhe um passarinho e elle, depois outomno. Até logo~ meu amigo.

de brincar, come-o que é utn regalo. ·

Bem-te-ví-

Até lógo, pedacinho de

Me1;i1z0·-Não

! Eu nã(j) quero apa- sol... .

nhar passarinhos para matar. Caço-os, Passarw cantando : um canar10, um

vendo-os, ganho dinheiro. aaturamo e um coleiro.

1º Menino-(rindo-se

mais): Quem

e

'."

Bem-te-vi,

(vendo-os) : ·Bem-te-vi !

que compra tico-tico, seu- bôbõ ? Daqu) Olá, querid?s ! Chegae-vos l .

que caces um canario ou gaturamo

tem

-

C~nario-Nada,

caro Bem-te-vi . .

Te-tempo. Por isso; com migo é só na atira~ mos ho1e uma doce_ tar;fa. ~ossa rainha

deira (faz o gesto de quem atira) Pedri: mandou-nos cantar Juntos, all1 naquelle

ca-nha aqui, pum !-é passarinho espichajo~ fezal. Ha tantos homens trabalhando no

2° Meni,zo

--

(olhando em derredor) plantio! Vao:,os alegrai-os um pouco com

Que bonito dia ! Que bôa caçada fare.:. os nossos trinados. .

mos ! (Vendo o sabiá approximando-se),

-

1º Menino-E'

mesmo (Espregt1içanL Olha, o sabiá vem chamar-nos l

do-se) Mas que lombeira, meu Deus l (Vi.'..

Sabiá -

(Chamando-os) : Andem !

rando-se para o companheiro) : e se ·dor-. Venham! Os trabalhadores estão descan·

missemos um po11co? Que achas ? ''. çando um pouco. Vamos deliciai-os,··

2° JJ.{eni,zo -

(Concordando) l3 ella Venham! Dep'."essa !

ideia. Ainda é cedo... J,ogo é que tere- Sahem t~dos. .

mos passarinhos a valer. Bem-te-vi _salta

a1nda.-(Deitam-se. Em pouco dormein). Sur_ge a rainha das a_ves :

Borboletas passam, voejando. C~ega ., :

Rµz~ha

.

-

Já cumpriste a tua tarefa,

• voando um Bem-te-vi. A avesinha canta B.em-te-v1 ? · ·

· um pouco. Depois !obrigando um Tico-

Bem-te-vi, •

(envergonhado) : Ainda

. tico, chama-o. . . . : não, sen~ora minha. ?

'

.

Bem-te-vil .. .

-Bem-te·-vi -Vem cá

Rainha

(severa): E que tens de fazer.

Ti.co-tico. Vamos brinca~ um pouco? .. . : .

Bem-te-vi -

En.saiar os ·p~SS1irinho5

~

,

'I'ico-'I'ico,

approximando-se : -.. ~ã.o, o canto

.

manhã: , :, · ·

meu amigo, não posso. Tenho uns_ ovi- .·

Rainlia_-

·

Vam_os

! Toca a t~abalhar;

nhos no meu ninho. · Preciso aquecei-os. O tra?a.lho e a un1ca, a verdadeira font

Vim aqui por mo1nentos, para bu:;car qual- da fel1c1dade. . .

ue

quer coisa de comer.

Bem-te-vi

chama os passarinhos q

Bem-te-vi

(carinhoso) vae, meu caro,

j

vão chegando, chegando.

A ESCOLA

PRIMARIA

113

--~-·-

·

---

·

---

- - -

---

... ,

____

,

_________ _

Bem-te-vi, Bem ! Bem-te-vi! ...

Rai,zha-(Olhando-os com carinho) :

meus filhinhos, meus lindos filhinhos

Como são lindo$ e bons! (com tristeza)

E existem crianças que gostam de

apri-sionar tão meigos filhinhos... (Suspira,

volta-se deJ)Ois; vê a atiradeira e o

alça-pão junto dos rneninos ad0rmecidos.

Cor-re a elles. Quebra-os, dizendo colerica).

Estes instrumentos não farão mal ás

mi-nhas aves !

Procuram a atiradeira e o alçapão.

.Não os encontram. Teem tim st1spiro de

allivio.

,

Me1zi1zo -

Nunca mais sacrificarei

um passai inho !

2º Me,zinó-(convicto)

:- Nunca mais

prenderei um passarinho !

.Meni,zo,

(resolt1to, grita a correr) :

Liberdade ás aves ! Liberdade ás aves !

2° Menino,

(acornpanha11do-o) : Li·

herdade ás aves ! Liberdade ás aves !

A rainha e os passarinhos cantam :

B€11-z

-

te

v

i,

ensaiando : Repiu, piu,

Piu, canta o passarinho, mal o .sol surgiu.

Repiu, f)iu, piu. Repiu , piu, piu. Repiu,

piu, i,:>iu. Repiu, piu , piu , piu, piu. (Os

meninos acordam com o canto. fica1n ao mesmo tempo admirados e deliciados).

Repiu, piu, piu. Canta um no galho e num

outro ramo logo um repetiu : Repiu, piu,

piu ! Repiu, piu, pit1 ! Repiu, piu, piu,piu,

.

.

.

'

p1u, p1t1, p1u .

2° Me1zi1zo-Terias

coragem agora de

matar algum desses passarinhos ?

Nota-F..1nquanto cantam, as crianças abrem as gaiolinhas, dando liberdade aos passarinhos.

Me,zino

-

Terias tt1 coragem de

prender algum ? LEONOR POSA DA.

... ...

TAXAS PAR.!\. AS

CONTA

S

DE DEPOSITOS

COJJ!

JUROS

( se111

li111ite

)

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

2 1/o

a.

a.

Deposito inicial Rs. 1 :000$000. Retiradas livres. Não rendem juros os saldos inferiores a esta ultima

quantia, ne1n as contas liquidadas antes de decorridos 60 dias da data da abertura,

POP

U

LARE

S (li

nli

te

de Rs.

10:000$000). . . . 3-1 /2°/4

a.a

Deposito inicia! Rs. 100$000. llepositos subsequentes rninimos Rs. 50$000. Retiradas mínimas Rs.

20$000. Não rendem juros os saldos : a) inferiores a Rs. 50$000; li) exce(lentes ao limite,. e c)

en-cerrad,is antes de decorridos 60 dias da data da abertura. Os cl1eques desta conta estão isentos d

selo desde que o sa ldo não ultrapasse o limite estabelecido.

lllJtll'I'ADOS (linzit

e

rle R5.

20:000$000) . . . , · · . · . . 3'1/,,

a.a.

· Deposito inicial Rs. 200$000. Depositos subsequentes minímos Rs. 100$000 Retiradas mínimas Rs.

50$000. Demais condições idênticas aos Depósitos Populares. Cheques selado•.

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FIXO

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de 6 a 8 mêses 3

°/

0 a. a.-d~ 12 mêses. . • · · • •

. 3 1 /2

°

/

º

a.

a.

. . 4°/oa,a·

Deposito mínimo Rs. 1 :000$000.

DE

A VISO.

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30:000$000 e de 30 dia8 para mais de 30:000$0000. Deposito 1n1c1al R.s. 1 :000$000.

.

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• • • • • • •

(7)

'

114

A ESCOLA PRIMARIA

ras1

A Diretoria de Estatística Ge1·al do Mi- . Distrito Fede1·al ... .

niste1·io da Justiça, publicou a estimativa dc1, 1 Minas Gerais ... .

população do B1·asii em 1933, 1934 e 1935. São Paulo . ... . ... .

Na exp osição que acomp11nha os mapas Baía ... .

estatísticos, o Sr. Dr. Heitor Bracet, Diretor Rio G1·ande do Sul ... .

Geral daquele serviço esclarece : Pernamb uco .... . ...•.. . .

«C. Bertheau,

a

pagina 39 de st1a obra Estado do Rio ... .

Essai

szir

l

es

lois de la population,

estt1dan · Ceará ... . ... . ... .

do o problema da subsitância em face do cres - Pari ... .

cimento das populações, cita, entre outras, Pa1·aíba ... .

uma proposição de

Malthus,

segundo a qual , Mttranbão ... .

nos países novos, as populações dob1·an1 de I Alagoas ... .

2o - em ,, .,, :, ,.. anos : . p arana. . . • . . . . . .. .

«Nous pouvons tenir po11r certain que, Santa Cat,trina . ... .

lorsque la population n'est arrêtée pai· aucun i Piaui . . ... .

obstacle, elle vil doublant tous les 25 aos, et

I

Rio Grande do No1·te ... . .

croit de pé1·iode, selon une progression géo· Goiaz ... , ... .

métrique». · Espi1·ito Santo ... .

Uma vez aceita a proposição do coube- Se1·gipe ... .

cido economista, pelo menos quanto à teoria Amazonas ... .

do crescimento da população-no qt1e não foi I Mato G1·osso ... .

jámais contestado, -aplicada a sua doutrina / Te1·rito1·io do Acre ... :.

no Brasil - país novo, po1· va1·ios motivos,

princ_ipalme.nte, pela imen~idade de sua área A pop11lação das Capitais dos

1nter1or- d1luem -se as conJ etu1·as sob1·e pos- a segt1inte :

síveis exageros nos resultados do cálculo,

porque, a população de 30.635.605,

1·ecensea-da em 1920, deve1·ia atingi1· à elevada cif1·a Sito Paulo ...•...

de 61.271.2!.0, em :!.945, ou seja a de ... Recife ... . ... .

49.016.968, em 1\335.

En treta.nto , a população calculada pa1·a

o ano cor1·ente eleva-se apenas ao totc1l de

47.794. 87 4.»

São Salvador ... .

Po1·to Alegre ... .

Belém . . . . . . .

Belo Horizonte ... .

Avisa ainda o S1·. Heito1·. Bracet que Fo1·taleza ...•...•.

, as estima.tivas da pop11lação do país em ~lacei ó ... , ... .

1933, 1934 e 1935. po1· unidades federati- Niteroi ... , ... .

vac;; e respec.tivas capitais, não devem se!' Curitibl:I. . . . . ... .

consideradas pelos est udi osos, ou po1· quem João Pessoa ...•... .

as haja de apreciar, como a expressão da 11anáos ... . ... . verdadeira popul ação do Brasil; mas tão só- Sã0 Luiz ... . mente como o resultado da aplicação de for·- Terezina . ... . ... . mt1las matematicas e suj eito, portant0, às A1·acajú ... . ... . mais strrpreendentes 1·evelações , com o pri- Natal ... . meiro recenseamento demog1·afico que se rea- Florianopolis. . . . ... .

lizar no país".

Segundo essa estJimativa, a popt1 lação Vito1·ia ...•...

do Brasil no co1·rente ano é de 4 7. 794. S37 4 Goiaz ... .

Cu

i

tt

... .

habitantes , que assirn se dist1·ibuem : Rio Brapco (Acre) ... ,.,

• 1. 700. 532 8.5~8.140 7.871.7 50 4. 720.757 3.577 .302 3.428.927 2. 3 ló. 540 1.848.462 1.81 2. 767 1.612.910 1.344.878 1.339.510 1,213.520 l.17!).886 96(>.022 901.404 875.196 833.276 595.312 483.25G 435.346 . 129.181 Estados é l.151.249 472.764 3n3. 726 321.628 311.253 16íº.710 143.277 129.105 } 25. 24 7 116.632 101.280 89.346 . 70.272 60 .674 58.477 50 .879 50.190 46.804 35.254 30.241 28.044

A

E

1

SCOLA PRIMAR

·

IA

115

-· -· . - -· ---

-

·---·

-

- -

-

-

-

---- -·--- - ---·-·- - - -

- -

-

-·--- - -'---- ---- -• •

A.

Carie

Dent

a

ria

Re-tarda o

Desenvolvi-mento Mental

~

Di-minue a Resistencia

xpa

Contra as Molestias

.

A

Carie Dentaria

Será

Vencida

O combate á ca1·ie dentaria, 4.ue uma ! ne bucC'al. O uso de um verdadeiro

denti-proeminente autoridade dentaria declara

I

fri cio antisept.ico auxiliará a manter.º bom

s~r mais valiosa do que se pensa, está des· estado da bocca, conforme as prescr1pções s1minada pelo mundo todo. Os medicos e do dentist,1,

dentistas (!e muitos paizes, nus campos O creme dentifrício KOLYNOS, que b~cteriologicos, chimicos e de clinica me- destróe: de 80 a 92 por cento das bacterias

d1ca,estã.o desenvolvendo valiosas informa- da bocca em cada escovadela, fornece um

Ções no fito de chegarem a uma solução meio seguro pi..ra o combate á acção

dele-desse problema. . teria dos ,nicrobios sem que se verifique

Desde q~e.

?

Profess~r ·

W.

D. M1ll~r a menor injuria àO delicado tecido,

cm-em 1881 def1 n1_t1v~ment_e ligo~ a bacte'.1a ql,anto que limpa a bocca e deixa os den-oral com a carie aentar1a, ru\11tas theor1as tes admiravelmc:nte polidos.

Sobre a càrie dentaria appareceram.

Re-centes iavestig,1ções, entretanto,

confir-maram definitivamente a& conclusões do Prof. Miller de que as bacterias producto-r~s de acido, são as responsaveis pela

ca-rie e que o estabelecimento de uma rigo -rosa asepsia buccal, trazendo o decresci· tnento da flora buccal, retarda grande· tnen te a carie do dente .

Por isso, a pratica da bygiene buccal

-nao deve ser descurada, Uma clara expo·

A pedido os nossos dist,·ibufdo,·es

enviar-lhe-ão,

con1

pr·azer,

lt11i .

pacote de

amostt·as

-g,·atis-.Ois tr i bui dores

Paul J: Chris"toph

Rua do 011vidor, 98--Rio de Janeiro

The

Kolynos

Cómpany

sição ao cliente, sobre a relação entre a

bactería buccal e a ruína (lo dente e o modo

correcto de utili sar-se da escova, estirou·

lará ao cliente a pratica diaria da bygie- NEW HAVEM, CONN.

U. S.

A.

• • • • •

(8)

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- converte re n1,o,s simples inquili11,os em pro1Jrieta rios;

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oonstruim,os directa111e11te com 11 ossos op·erari os ; - di sp,omos ·de perito,s em co11strucçã,o ;

- construim,os co1111 ARTE E SOLIDEZ ;

- a garantia do cliente é a garantia dlo· n1()1SSO ca pital ;

a nossa ,organização financeira permitie redttzir o cus · to da consh·t1cçãio,;

- · ve11dem1os pelo praZJo qu,e cor1vier ao cliente ;

- as mensalidades eqt1iva!.e1n1 a ttm aluguel, depend endo

do p1·azo estabelecidio,;

- a n,o.ssa resp,o,nsabilid.ade n,ãio term·ina co,m a entrega da casa ; subsiste por muito.s ann1os;

- ajudam.os a ca11celiar a d:ivida. antes do, praro es-tipulado.

Arte,

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<<LAR BRASILEIRO» constróe em· terreno de pro

prieda-de dJo co,mpradio,r da casa, desd·e qUJe esteja sit11ado ·em Jogar

dotadio de bôas ao,rnmunicações e s_erviços publicas. O valor ,...,.__

alo terren,o é oo:mputacLo na entrada inicial d,e 20 °/o. ~

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-Creio que não. Nu m pn sso de um de seus

tra-Lí ngua materna

halhos onde pl11mi tivo de li n!,'.." tlHge m est1'a n-.

jeiradfl escreveri lt ab otdn r µôs abei :·ar se :

;, QL1al é a et im ologict da palavra abor· '' Abeire i-n1e, mais utn~t vez, do siste ma

da1'

r

ortorr1·áfico po rt uguês , êSS t! niarav ilhoso ed

í-E' o verbo abo rda r. 110 sentido de aba!- ficio q ue os mai ~ en1ine1:tes fi lól ob'OS da, lín-roar de tocai· com o bn rd.o. de chega r uma gti a levantara m ... '' (An ~ia e tecer. Pág . n.

emb ~1,cação ao bo1·do de out1:a, velho na lin: 17 ).

gua, 1'egistado no Blutea 11 , com exemplos ate Por mo tivo óbvio. quase se mpre 11bste-da vetusta ' ·Mor;a rqui a Lt1sitana." nho-m e de ano tar defeitos de fo rm a no

Di-Ern nossos di as, usam alg·11 us es crevedo ·

cio,zá,·io

do s r. Nasce ntes. Dêle são frases ·

res O ve rbo em vez de ab eirar se de, de que se me afigura1n mal eSCl'itas , r ~DSO que

chega r a. . . . 0 catedrát ico de po1'tuguês do t1·ad1c1onal C

o-Esse sentido , é considerado gal1c1smo e légio de Ped1·0 2º não cuida d_e f~ctos da _lía-rejeitado pelos que se in~ere~sam 11a pu~·e.za gua, nã.o lhe conhece os classicos e _a~e os do idioma. Cândido de F1gue1redo, no D1c10- desdenha se não observo mal. No D

1c1oná-nári o reo-ista a acepção con10 galicana : rio são p~ucos os cl ássicos cita~os e em re

-,'. _l\.b~rd ar. (2) v. t. Gal!. Abeira1·-se de, grade segunda mão, de

G.

Vi ana, de 001··

chegai· a tocai·. Farn. Sondar a opinião de." tesão de Dalgado, de Nunes . . . Algumas

O s1'.. Nasc entes, no ''Dicionário etimo· obras' das mais conhecidas, como a de

Fran-lóo-ico' ' não dá o verb o no sentido errôneo , cisco' da Fonseca Hen1·iqu e, aparecem com o n~m n·o' velho e bom. Êle o emprega, entre· nome trocado.

f1.

''Ancora medicinal '' foi

' tanto, na acepçã.o condenada ou acoimad~. crismada em ' 'Ancora médica' ', in ve1·bete

Em carta dirigida ao sr. Sousa da Sr_l· de Ma1·acotão, o qt1 e é prova de que a

cita-veira, publi.cada na página que v~,rn depois ção foi feit~ por interm éàio. . .

do índ ex de ''Lições de português , lê-se : I-Ioje, e com11m qt1e certos publ1c1stas

'' ! Como estão ( as s11as Li ções) ben1 tratem com desprêzo os que ve1·sam ')S

clás-feitas ! sicos ... lVIas, que assim proceda um

pt'ofes-l QL1e estipt'ofes-lo vigoroso. simppt'ofes-les, di~ácti~o !sor de português, é, para mini , ~o! sa e~tapa-Aprendi muita coisa inte1·essante, v1 ct1r10-1 fúrdia. Estão os verb etes do D1c1onár10, em síssimas obs ervações 01·iginais. Abordando ve · reerra, esc1·itos em língua descuid ada, em

po1·-lhos temas, v. soube obdece1· ao brocado : tuguês de iniciante.

Non nova, se~ nove'' . (2ª ed.) Tentemos, porém . 1·esponde1· ao c

onsu-.

i

Que1'er1a o s1·. Nascentes dizer que lente. Foi·ma-se o ve1·bo abord a.r de

a

e

bor-S1lvei1·a abalro?u. os assu~tos

?

.

dar, e êsse de bordo, palav1·a qt1e provém do

' Sou contra,r10 ao pu1·1smQ d~ linguagem. frâncico

bo,·d

,

bei1·a

1 margem ou orla de um

Acl10, porém, que todos os escr1to1·es de!e~ nvio de um barco.

te~· ce1·ta solidariedade com o passado e disct· 'Meyer Lübke filia bord_o po1·tuguês,

ita-pl1nar seus trabalhos, fazendo uso de têrm~s liano e espauhol no germ ânico

bo,·d.

Temos

c?nsa.grados: não ~mpregando frases contra· b:oi·do e borda, como sinônimos. En~inam

rias ao gênio da l1ngua: . . alguns mestres da língua que, como 01·la ,deve Se o qt1e esc1·eve_ e p1·o~essor do tdio~~' dizer-se boi·da e com 1·elação ao lado do

na-autor. de ?bras de et1molog1a e de gran~att · vio, da embarcação, há-de dizer-se bordo.

Se-ca h1stór1.c~, como o sr. N~sc_entes O ~·

ª

ria indiferente dize1·-se bo1·do 011 bo1·da, com

1·esponsa.b1I1dade cresce e d1fic1l~enGe ha-de i·elação à mai·gem, à ou1·ela., mas o uso vai

acl1a1·-se para êle escusa e perdao. . . estabelecendo diferença de sentido entre essas

Verbero, quanto posso, um ~at_edratico pa.lavras, dife1·ença que se apanha no seguinte

~e portt1guês, que vem para publ1~0: ~m lanço de Figueiredo :

'·O

beiral de um

te-l1.ngt1age~ a_francesada, lou"..a~·,bom livio in- lhado tanto poderá sei· o bôrdo como a borda,

titulado · Lições de portGgues . mas esta é geralm ente p1·eferida.

Penso que o louvor,nesse caso, se t~a~s- 1\. orla de um vestido é a bo1·da, e

nin-forma em vitupério, o epinício ~m ~onvicio. D'Uén1 diz o bo1·do. Num·a ferida ou abe1·tura

i

Empregará acaso o sr. Silveira abor? longitudinal preferen1-se as bo1'das . aos .

bor-dar, no sentido de entrar em, t1·atar de · '

Referências

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