.-
283.877-
O
UFSC
BU
AQu|cuLTuRA
No
EsPíR|To
SANTO
`l,,.1,...¬_._
_
__. __ 1-_
Universidade Federal
de
Santa CatarinaCentro
de
Ciências AgráriasDepartamento de
AquiculturaJanice
da
SilvaMarques
\
Florianópolis/
SC
Departamento
de
AquiculturaAQUICULTURA
NO
ESPÍRITO
SANTO
Relatório
de
Estágiode
Conclusãodo
Curso
de
Engenhariade
AquiculturaJanice
da
SilvaMarques
Orientador:Jaime
F. FerreiraSupervisor:
Armando
Fonseca
EMPRESA:
CTA/
BIOALEVINUS
Florianópolis I
SC
2003
2003
/ 1ii
AGRADECIMENTOS
Em
um
dos
momentos
mais difíceisde minha
vida, diantede
um
problemade saúde
que comprometeu
por 5meses
osmovimentos de minha
mão
direita eatrapalhou todos os
meus
planos,me
viem
uma
encruzilhada para decidir entreminha saúde
ouminha
formatura.As
pessoasque
me
conhecem
sabem
que
essadecisão seria difícil para
mim
eque
eu acabaria optando pelos dois, atitudeque
tomei.Os meus
agradecimentosvão
para aspessoas que
me
ajudaram duranteessa jornada
de
malabarismos,que
enfrenteinuma
corrida contra o tempo.Essas
pessoas
me
mostraram
que
sozinhonão
se é nada, poisem
algum
momento
precisaremosde
alguém. Elasme
deram
a maior liçãoque eu
poderia teraprendido
com
esse estágio, ado
cooperativismo. Fico muito feliz por te-lascomigo e
aqui vai aminha
mais sincerahomenagem.
À
minha mãe, que
apesarde
todas as conturbaçõesnunca
saiudo
meu
lado.Á
Marcelo Kieling,que
por tantas vezes foiminha segunda mão,
aquelesamigos que não
importa o quanto a vida os distancie elessempre
estarão presentes.À
Sérgio Rodrigues, Consultor Técnicoem
Mariculturado
CTA,
agoraum
novo
amigo.À
Vanessa
`\/anessão"que
por tantas vezestambém
substituiuminha
mão
e
além
da
ajuda prática procuroume
distrair e divertir durante todo o tempo.Á
LuisAugusto
A. G. Oliveira, colega e amigo, pelo companheirismo.À
EdmilsonBom
Oliveira, pela injeçãode ânimo
e forçaque
tantome
passou.
A
Armando
Fonseca, responsável por estágiosdo
Centrode
Tecnologiaem
Aquicultura eMeio
Ambiente
-CTA
e sócio proprietárioda
Bioalevinus, pelaajudado a descobrir esse
mundo
fascinanteque
é a piscicultura continental e aabrir
meus
horizontes dentrode minha
profissão, até então restritos àcarcinicultura, e principalmente, pela
compreensão
em
aceitar-meem
suaempresa
cientede minha
situaçãode
saúde, impossibilitadade
praticar trabalhosbraçais, valorizando então
apenas minha
contribuição intelectual à empresa.Por fim,
ao
prof.Jaime Fernando
Ferreira,também
por suacompreensao
eINTRODUCAO
... _.DESCRICAO
DA
EMPRESA...
ÍNDICE
ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS
... ..RESULTADOS
... ..DISCUSSÀO
... ._CONSIDERACÕES
FINAIS
... ..BIBLIOGRAFIA
... ..ANÁLISE
CRÍTICA -
CONCLUSÃO...
Figura 1
-
Conceiçãoda
Barraao
nortedo
Estadodo
Espirito SantoFigura 2 - Vista aérea geral
da
propriedade ... _.Figura 3
-
Laboratório, alojamento e viveiroscom
hapas
... _.Figura
4
-
Trios reprodutivos ... ._Figura 5
-
incubadoras ... _.Figura 6 - Encurralamento
dos
peixes para coleta ... ._Figura 7 - Retirada
das
fêmeas
... ._Figura 8 - Coleta dos ovos ... ._
Figura 9
-
Ovos
... ._Figura 10
-
Coletados
ovos ... ._Figura 11 - Coleta
dos
ovos ... _.Figura 12
-
Transferênciado
ovos para o laboratório ... ._Figura 13
-
Alimentação na incubação ... ._Figura 14
-
Incubação ... _.Figura 15
-
Estágio inicialda
larvicultura ... ._Figura 16
-
Hapas
de
alevinagem ... _.Figura 17
-
Anéisde
alimentação nashapas
... ._Figura 18
- Venda
eembalagem
de
alevino ... _.Figura 19
-
Conceiçãoda
Barra e rio Cricaré ... ._Figura
20
-
Áreade
cultivo ... _.Figura 21
-
Balsasde
cultivo ... ._Figura 22
-
Giraisde
cultivo ... _.Figura
23
-
Balsade
apoio ... ._LISTA
DE TABELAS
Tabela 1
-
Venda
de
alevinos ... _.Tabela 2
-
Tratamentos ... _.Tabela 3
-
Tratamentos ... ._Tabela
4
-
Tratamentos ... ._Tabela 5
-
Composição
Nuricional ... ._AMABARRA
= Associaçãodos
Maricultoresde
Conceiçãoda
BarraAQUES
= Associação dos Aquicultoresdo
Estadodo
Espírito SantoAv. = Avenida
BANDES
=Banco do
Estadodo
Espírito SantoBMLP
=Programa
Brasileirode
intercâmbioem
MariculturaCTA
= Centrode
Tecnologiaem
Aqüicultura e MeioAmbiente
ES
= Espírito SantoESP
= EspecialistaFAES
=Federação da
Agriculturado
Estadodo
Espírito SantoGERES
= Grupo
Executivode Recuperação Econômica do
Estadodo
EspíritoSanto
MSc
= MestrePETROBRAS
= Petróleo Brasileiro S/AProf. = Professor
SEBRAE
=
Serviço Brasileirode
Apoio as Microe
Pequenas Empresas
vii
RESUMO
O
estágio foi realizado no Centrode
Tecnologiaem
Aquicultura e MeioAmbiente
-
CTA
,uma
empresa de
consultoria, planejamento, elaboração eexecução de
projetosem
aquicultura emeio
ambiente,com
sede
em
Vitória - ES,mas
atuante dentrode
todo estado.A
empresa
atua, dentroda
aquicultura, nas áreasde
pisciculturade água
doce, carciniculturade água doce
e maricultura.Os
clientes variamdesde
investidores privados, prefeituras municipais, associações ecooperativas.
Além
da
prestação destes serviços, aempresa
possuium
laboratório
de
piscicultura próprio, a Bioalevinus,onde
produz alevinosde
tilápiatailandesa.O estágio foi realizado
em
sua maior parte dentroda
Bioalevinus, desenvolvendo-se todas as atividades necessárias à produçãode
alevinosde
tilápia tailandesa,
desde
omanejo
com
os reprodutores, coleta e incubação deovos, Iarvicultura, engorda
de
pós-larvas, reversão sexual evenda
e transporte dos alevinos. Foi iniciadoum
experimento testando três diferentes tiposde
ração comercial durante a fasede
reversão sexual,porém não pode
ser concluido antesdo
términodo
estágio, ficando então, a cargodo
técnico local.Na
áreade
maricultura foi realizado
um
diagnóstico sócio-econômicoda
maricultura nomunicípio
de
Conceiçãoda
Barra, nortedo
estado,onde
oCTA
executaum
projetode
cultivode
ostras nativasem
parceriacom
a prefeiturado
municipio,SEBRAE,
BMLP,
PETROBRAS
e a associaçãode
maricultores local, fundada pelopróprio projeto. Por atuar
em
várias áreas e projetos dentroda
aquicultura,trabalhando
com
investidores privados, instituições ecomunidades
pobres, oCTA
oferece inúmeras oportunidades
de
vivenciar as diversas aplicaçõesde
nossaprofissão. Pelo reduzido
tempo
de
estágio, infelizmentenão
foi possível oacompanhamento
de
nenhum
trabalho na áreade
carciniculturade água
doce,visando a melhora
da
qualidadedo
alevino eacompanhar
todo processo produtivode
uma bem
sucedidaempresa
privada;em
Conceiçãoda
Barra realizar odiagnóstico sócio-econômico
de
um
promissor projeto comunitário, convivendo1.
|NTRoDuçÃo
A
Aqüicultura éuma
atividade crescente no Brasil e nomundo.
Especialmente no Brasil, a atividade
vem
apresentandoum
crescimento considerável nos últimos anos. Este crescimento era esperado, considerando-se oenorme
potencialdo
país para a atividade,com
seusquase
8.000km
de
costa, grande quantidadede
rios e estuários eenorme
aportede
mão-de-obra.No
Estadodo
Espírito Santonão
é diferente.O
Estado apresentauma
quantidade
imensa de
rios e estuários euma
caracteristica peculiarde
circulaçãode
correntes marinhasque
proporcionauma
excelente qualidadede água
em
sua costa.Grande
parte dos rios, estuários, edo
litoral encontram-se intactos. Poresses motivos, e pelo interesse
do
governoem
reestruturar aeconomia do
Estado nas últimas décadas, a aqüiculturavem
recebendo grande apoio e incentivo paraseu desenvolvimento.
Atualmente o Estado
é
o maior produtorde
Camarão
Giganteda
Malásia(Macrobrachium rosenbergii)
do
pais,com
muitos produtoresem
pequenas
propriedades.
Também
a pisciculturade água doce
encontra-sebem
desenvolvida,com
muitas propriedadesde
cultivode
várias espécies, inclusivenativas.
A
tilapicultura possui muitos produtores, e a cadeia produtiva foi fechada,desde
a alevinagem, recria, engorda, beneficiamento e filetagem ecomercialização.
A
maricultura é atividade mais recente,mas
promissora, devidoao
potencial para o cultivoda
ostra nativado
mangue
(Crassostrea rhizophorae), cuja reproduçãoe
crescimento nos estuários locais é excelente, eao
aportede
mão-de-obra oriunda
de
uma
decadente pesca artesanal.A
piscicultura marinha,assim
como
em
todo pais,não
encontra desenvolvimento no Estado, e acarcinicultura marinha possui
apenas
um
produtor,com
problemasem
suaprodução.
A
partir deste quadro,em
uma
atitude visionária, oCTA
-
Centrode
Tecnologia
em
Aqüicultura eMeio Ambiente
foi fundado há 10 anos. Atualmente éa única
empresa de
consultoria, elaboração, planejamentoe execução de
projetosprestar serviços
de
transferência tecnológica, aempresa
possuium
laboratóriode
produçãode
alevinosde
tilápia.A
tilápia é osegundo
peixe mais produzidodo mundo,
superadoapenas
pela carpa.
No
Brasil a produção anualde
tilápia cultivadadeve
estar próximade
30
a40
mil toneladas esegundo Fernando
Kubitza, maiornome
da
pisciculturanacional, "a curto prazo, o Brasil poderá se tornar o maior produtor
de
tilápiacultivada
do
mundo".Também
a ostra nativado
mangue
e ocamarão da
Malásia,possuem
grande aceitação no
mercado e
reconhecido valor comercial.O
cultivo da ostrado
mangue
é
recente,mas
ocamarão
gigantevem
sendo
cultivadodesde
adécada
de
1950,quando
a espécie exótica foi introduzida no Estado.Diante deste contexto, realizar
um
estágioem
uma
empresa
fortemente atuanteem
diversificadas atividades aquícolas, éum
enorme
aprendizado paraqualquer
formando de
Engenhariade
Aqüicultura da Universidade Federalde
Santa Catarina, visto
que
é possibilitado atuarem
um
lugar maravilhoso,com
imenso
potencial aquícola, trabalhandocom
distintas espécies.O
Estágiode
Conclusãode Curso
em
Engenhariade
Aquiculturada
aluna Janice da SilvaMarques
foi realizado o entre os dias 26/05/03 e 04/07/03,com
70horas semanais, totalizando carga horária
de 400
horas _Na
primeirasemana,
foi solicitado pelo orientadorde
estágiosdo CTA,
sr.Armando
Fonseca,que
a estagiária realizasseum
experimento dentro da Bioalevinus,comparando
três rações comerciais durante a fasede
reversão sexualdo
alevino,que
duraem
média 35
dias.As
duas
primeirassemanas
foram porém,de
reconhecimento eacompanhamento
das atividades rotineirasdo
processo
de
produção,uma
vezque
o experimentodeve
ser realizadodesde
afase
da
coletados
ovos, atividade realizada, dentrodo cronograma do
laboratório,a partir
da
terceirasemana
do
estágio.A
terceira e quartasemana
de
estágioforam, portanto, dedicadas
ao
experimento,ao
qual a estagiária foi designadaNa
quintasemana
de
estágio, as pós-larvas foram transferidasdo
laboratório para viveiros
de
engordade
alevinos, dispensando portanto, todocuidado e monitoramento
da
fase laboratorial.Em
face desta situação, foisolicitado pelo responsável
dos
projetosem
maricultura, sr. Sérgio Rodrigues,que
a estagiária fosse transferida para o município
de
Conceiçãoda
Barra, a fimde
efetuar
um
diágnóstico sócio-econômicoda
maricultura no local. Este trabalho durouuma
semana
eao
término, a estagiária foinovamente
transferida para a Bioalevinus,onde permaneceu
até o finaldo
estágio.Na
Bioalevinus, o orientador / supervisor foi o sr.Armando
Fonseca; namaricultura
coube ao
sr. Sérgio Rodrigues.O
supen/isor geralde
estágios naempresa é
o sr.Armando
Fonseca.No
Departamento de
Aquiculturada
UFSC,
coube ao
prof.Jaime
F. Ferreira a orientaçãodo
estágio.Esta experiência colocou a estagiária
como
responsável porum
experimento
em
uma
empresa
privadade
pisciculturade água
doce, e pelaelaboração
de
um
diagnóstico sócio-econômicoem
uma
associaçãode
maricultores. Situações distintas nas quais foram cobradas a responsabilidade e competência
de
uma
profissional,não
maisde
uma
estudante.A
amplitude das áreas trabalhadas trouxeuma
vivência prática inédita, anteriormente restrita à teoria.2.
DEscR|çÃo
DA
E|v|PREsA
O
Centrode
Tecnologiaem
Aquicultura e MeioAmbiente
-
CTA
se localizana Av. Anísio
Fernandes
Coelho n° 1211, Bairro Jardimda
Penha
, Vitória /
Espirito Santo. Foi fundado
em
outubrode 1993
por dois biólogos capixabasque
viram no Estado
um
grande potencial para aquicultura. Hoje, os dois sóciosfundadores
-
Humberto
Kerde
Andrade,MSc.
Aquicultura pela Universidade Federalde
Santa Catarina- UFSC,
e EdimilsonBom
0liveira,ESP.
Ecologia eRecursos Naturais pela Universidade Federal
do
Espírito Santo-
UFES
-
juntaram-se a Alessandro Trazzi Pinto,
MSc.
Engenharia Ambiental pelaUFES,
formando
a atual sociedadeda
empresa.O
corpo totalsão
seis funcionários:um
gerente administrativo,
uma
secretária,um
auxiliarde
serviços gerais e trêsconsultores técnicos,
um
para carcinicultura,um
para piscicultura eum
paramaricultura.
A
empresa
presta sen/içosde
consultoria, planejamento, elaboração eexecução de
projetosem
Aquiculturae Meio
Ambiente.Ao
longode
10anos de
trabalho, a
empresa
já elaborou os mais variados projetos, tanto para investidoresprivados,
como
para prefeituras, associações e cooperativas.Em
projetoscomunitários, o
CTA
fecha parceriascom
diversasempresas
e instituições,como
SEBRAE
/ ES,BANDES, GERES,
FAES,
BMLP,
PETROBRAS
e prefeiturasmunicipais, entre outros.
Atualmente, as áreas
da
aquicultura mais trabalhadas pelaempresa são
acarcinicultura
de
água
doce, maricultura e pisciculturade água
doce.Dentro
da
carciniculturade água
doce, oCTA
atende produtores decamarão
gigante da Malásia (Macrobrachium rosenbergir),que
trabalhamcom
aengorda
do
crustáceoem
viveiros.Também
planejou e hoje executa,um
3
viveiros
de
todo o Estado. Este laboratóriotem
capacidade para produzir 1 milhãode PLs
/ mês. Foi construidoem
propriedadeda
Escola Agrotécnica Federalde
Colatina,
com
a parceriado
SEBRAE
edo
governodo
Estado, no município de Colatina I ES.Na
áreade
maricultura atua elaborando e executando projetos comunitáriosem
parceriacom
empresas, instituições e prefeituras, produzindo ostras nativas e mexilhões e fundando associaçõesde
maricultores.Atua no “Projeto Maricultura Estuarina",
onde
firmoucom
oSEBRAE
um
contrato
de
prestaçãode
serviço, elaborando e executando projetosde
implantação de cultivos da ostra nativa
do
mangue
(Crassostrea rhizophorae) e do mexilhão da pedra(Pema
perna), procurando viabilizá-loscomo
alternativa deprodução e renda para
comunidades de
pescadores e familiasde
baixa rendade
municípios litorâneos,
com
potencial para tal.l ii l l i i I N
1
i i _ -_ \No
municípiode
Conceiçãoda
Barra, nortedo
estado (Figura 1),um
cultivode
ostrado
mangue
foi implantado euma
associaçãode
maricuitores foi fundada,a
AMABARRA,
e oCTA
viabilizouum
festival anual de ostras no municípioem
parceria
com
a própria associação, a Associaçãode
Aquicultoresdo
EspiritoSanto
(AQUES),
a Prefeitura Municipalde
Conceição da Barra, oSEBRAE,
aPETROBRAS
e oBMLP,
como
uma
estratégiade
marketing para o produto ostrasde
cultivo, objetivandotambém
divulgar a atividade, tradicionalizando oconsumo
ea culinária da ostra na região e no Estado.
Ao
sulde
Vitória atuaem
projetosde
maricultura nos municípios
de
Guarapari, Anchieta,Piúma
e Marataízes.Na
pisciculturade água
doce, oCTA
atuaem
projetos e atende produtoresde
diversas espéciesde
peixes pelo Estado e eventualmente para outros estadoscomo
Minas Gerais e Bahia.A
empresa
possuium
laboratóriode
produçãode
alevinos de TilápiaTailandesa, a
BIOALEVINUS,
que
fomenta65
%
dos produtoresde
Tilápia doEstado. Atualmente o laboratório
tem
capacidade para produzir 500.000 alevinos /mês,
porém
possuiespaço
e estrutura paraaumentar
a produção, o objetivo é duplicar o plantel e a produção para 1 milhãode
alevinos / mês.O
laboratório noverão
também
produz alevinosde
outras espéciesde
peixes, inclusive nativos,como
Piauçu,Tambaqui
e Carpas. Lá se encontram mais três funcionários: doisauxiliares técnicos e
um
auxiliarde
serviços gerais. Está situada na localidade dePedro Palácio, pertencente ao município
de
lbiraçu, a 60km
da capital.É
uma
fazenda
de
22 hectares, 1,2de
lâmina d'água distribuídaem
13 viveirosde
aproximadamente
0,3 hectaresem
média. Possuium
laboratóriode
aproximadamente
70 m2, eum
escritório I alojamentocom
uma
sala, dois quartos,uma
cozinha eum
banheiro.A
fazenda estáem um
declive planialtimétrico,com
captaçãode água
por gravidadede
uma
nascente situada atrás da propriedade.No
períodode
seca,que
durade maio
a setembro, o abastecimento é feito poruma bomba
de
7,5 cvque puxa água
deum
poçode
2 metros construídoem
um
córrego. Neste periodoo abastecimento é comprometido, dificultando a renovação dos viveiros,
sendo
5
canos
dePVC
de
75mm
distribuídos pela propriedade.Nas
figuras 2 e 3 sao observadosuma
vista aéreada
propriedade,com
todos os viveiros, o laboratório acima à direita, e o alojamento abaixo deste.Na
figura 3 pode-se observar oscanos de
abastecimento.A
nascente está 1,5km
acima do
laboratório.Figura 2 - Vista aérea geral
da
propriedadeA
BIOALEVINUS
é aempresa
pioneira na incubação artificial de tilápias noEspirito Santo. Através desta técnica produz alevinos
99
a100%
revertidosem
machos,
garantindo então lotesmonossexados
masculinos ao produtor, alevinosque
apresentamganho de
peso e rendimento de carcaça superiores.A
escolha da tilápia tailandesa sedeu
por esta linhagem possuiruma
formaarredondada,
com
um
reduzidotamanho de
cabeça, oque
confereum
rendimentode
carcaça superior.Também
possui Ótimodesempenho
zootécnico,com
altaresistência a patógenos e ao frio,
além
de
uma
docilidadeque
facilita o manejo.A
tilápia tailandesa é originadade
uma
linhagem purade
Tilápias-do-Nilo(Oreochromis ni/oticus) melhorada geneticamente por seleção durante vintes
anos
no
Japão
edoada
auma
excelente estação experimentalde
piscicultura noPalácio Real
de
Chitraladaem
Bangkok
-
Tailândia,onde
passou por mais processosde
seleção,dando
origem a linhagemdenominada
Chitralada ou Thai- Chitralada.A
importação desta linhagem para o Brasil ocorreuem
setembro de 1996 para três laboratórios brasileiros, entre eles aAQUABEL,
no Paraná.Em
2000
aBIOALEVINUS
comprou
daAQUABEL
4.000 alevinos da F1 dospeixes importados,
75%
machos
e25%
fêmeas. Estes alevinos foram engordados e cruzados.Da
F2 foi feita seleção no próprio laboratório para a formaçãodo
plantel
de
matrizes.Atualmente a
empresa
trabalhacom
um
plantel de 1520 matrizes,320
machos
e1200
fêmeas.Os
reprodutores são mantidosem
um
viveirode
0,3 hectares dentrode
hapas
(tanques-rede feitoscom
telade
mosquiteiro colocados dentrodo
viveiro,visíveis na figura 3) no
chamado
“trio reprodutivo" (Figura 4).O
trio reprodutivoconsta
de
uma
“hapa de reprodução" (10 x 3 x 1,2)onde
ficam
50fêmeas
e40
machos
(numa
relaçãode
1,25 : 1 auma
densidadede
2,5 peixes / m3)copulando por
aproximadamente
7 a 13 dias, eduas
“hapasde
descanso"menores
(4 x 1,5 x 1,2)com
50
fêmeas
cada (auma
densidade 6,9 peixes / m3),onde
elasficam
descansando
por até26
dias, ou seja, ofechamento do
rodízio.Atualmente são trabalhados 8 trios reprodutivos.
A
atividadede
rodízio será detalhada mais adiante.7
A
alimentação é fornecidacom
ração e›‹trusada6mm,
no invernocom
32%
de
proteína bruta e no verãocom
28%.
O
peso
médio
dos reprodutores é 500g.A
densidade
de
estocagem
estáem
1500g
/mz
.A
produção éde
550 ovos/ fêmea
em
média.É
realizada coleta totalde
ovos,quando
estes estão incubando na bocada
fêmea, são coletados e levados ao laboratório.› i
Figura 4
-
Trios reprodutivosA
incubação artificial éuma
técnicaque
garante conhecer precisamente a idade das larvas, diferentementedo
sistema de coletade nuvens de
larvas,utilizado
em
muitos laboratóriosde
alevinagem de tilápia.A
diferenciação sexualdas larvas
de
tilápia ocorre a partirdo
15° diaapós
a eclosãodos
ovos,sendo
portanto necessária a introdução
de
hormônio para reversão antesdesse
estágio.O
hormônio utilizado é o 17-alfa-metiltestosterona introduzido na ração.A
raçãode
reversão éem
pó, possui40%
de
proteína bruta e60
mg
de
hormônio I kg.Diferentemente
de
outros laboratóriosque
fornecem raçãoapós
a absorçãodo
saco viteliníco pelas larvas,que
duraem
média 4
diasapós
a eclosão, aBIOALEVINUS
fornece ração enriquecidacom
hormônio antes da eclosão dosque
a larvatem
nomeio
já estácom
hormônio. Esta técnicatem
garantido aBIOALEVINUS,
uma
taxade
99 a100%
de
reversão sexual.A
reversãoacaba
quando
o alevino estácom
aproximadamente
0,4 g e dura 35 diasem
média.O
laboratório possui24
incubadoras (Figura 5), cadauma
podendo
receber24.000 ovos no
máximo,
e48
bandejasde
larvicultura(chamada de
“berçário”)com
3.000 a 9.000 larvas cada.As
bandejas e as incubadorassão de
plástico ecom
capacidade para 3 litros.As
incubadoras são cônicas e as bandejaspossuem
furos cobertos
com
telinhas para renovação da água.É
utilizado sistema fechadode
circulação.A
água que
saidas
incubadorase
das
bandejasde
larvicultura vai paraum
filtro biológico e deste épuxada
com
uma
bomba
de
1/3 cv parauma
caixade
fibrade 1000
litros. Desta caixa aágua
énovamente puxada
para a incubação e larvicultura.O
esboço
da plantado
laboratório encontra-seem
anexo.Na
caixade 1000
litros estão 3 aquecedoresde 2000
watts cada, paraesquentar a
água
limpaque
veiodo
filtro biológico, antesde
distribui-la entre aincubação e o berçário.
A
temperaturada água de
incubação é29°C
e daágua de
larvicultura é
de 27
a 29°C.Em
uma
das
incubadoras, ficaum
termostato paracontrole
de
temperatura.9
O
tempo de
incubação variade
1 a4
dias,dependendo do
estágioem
que
os ovos foram coletados.
O
tempo de
Iarvicultura duraem
média
5 a 6 dias.A
ração é fornecida à vontade, quanto mais as larvas
comem,
mais crescem, e maisprovável será a reversão.
Após
atingiremum
tamanho médio de
10mm
as pós-larvas são transferidaspara o viveiro
onde
ficarãoem
hapas
de
alevinagem.Nessas hapas
ficam
recebendo a
mesma
ração,porém
em
quantidades proporcionalmente pré-estabelecidas conforme o
tamanho
(idade) e onúmero de
pós-larvasem
cadahapa.
Após
aproximadamente
35 dias é cessado o processode
reversão e osalevinos
podem
então ser comercializados.A
empresa
comercializa doistamanhos de
alevinos:de
0,4 a 0,5 g ede
0,6a 1g. Para o transporte
ficam
“depurando”, ou seja,sem
comida
e excretando ,em
água
limpa e renovável por 8 a 12 horas antes da expedição. Para o transporte, são colocadosem
sacolasde 25
litroscom
8 litros deágua
adicionadade
sal eazul
de
metileno, completadascom
oxigênio.A
venda
dos alevinos é feita conforme a tabela 1:Tabela 1.
-
Venda
de
alevinosESPÉCIE/
QTDE
1.000 a 10.000 aAcima
de(R$ / milheiro) 10.000 40.000 40.000
Tilápia Tailandesa
Revertida l (0,4 a 0,5 g)
R$
55,00R$
50,00R$
45,00Tilápia Tailandesa
3.
ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS
3.1
NA
BIOALEVINUS:
Verificação
diáriade
temperaturada
água
do
viveirode
matrizes: éfeita através
de
termômetrode
máximos
eminimos
que
registra astemperaturas
mínimas
emáximas
alcançadas pelaágua
no dia.Alimentação
dos
reprodutores: é feita à lanço, 2 vezes por dia, às9h30
e às 15h,com
ração extrusadade
6mm.
Manejo
de
reprodutores: os reprodutores são mantidosem um
viveiro(O,3 ha) dentro
do
chamado
“trio reprodutivo".O
trio reprodutivo constade
uma
hapa de
reproduçãoonde
ficam
50fêmeas
e40
machos
copulando por
aproximadamente
7 a 13 dias, eduas
hapas
de descanso
menores
com
50fêmeas
cada,onde
elasficam
descansando
por até 26dias, ou seja, o fechamento
do
ciclo.Após
a cópula, asfêmeas
sãoretiradas da
hapa de
reprodução (Figura 7) epassadas
parauma
dashapas
de
descanso, nestemomento
é feita a coletados
ovos.As
fêmeas que estavam descansando
nestahapa
sãopassadas
para juntocom
osmachos
nahapa de
reprodução,onde
deverão ficar acasalandopor até 13 dias.
Após
é feita nova coletade
ovos e asfêmeas
sãotrocadas pelas da outra
hapa
de descanso
e assim por diante,alternando-se as fêmeas.
Os
machos
nunca param de
reproduzir até asubstituição
do
plantel.Coleta
dos
ovos: essa atividade ocorre acada
7 a 13 dias,dependendo da
temperaturada água
e consequentemente, daépoca do
ano.
No momento
de
trocadas
fêmeas,após
constatada a fertilização,as
fêmeas
dahapa
de
reproduçãosão
verificadasuma
poruma
(Figuras8 e 9), abrindo-se a boca e,
ao
observar os ovos, o opérculodo
peixeé aberto
com
osdedos
para proporcionar a entradade água que
faráll
então, os ovos
em
uma
peneira (Figura 11).Após
os ovos sãocolocados
em
um
baldecom
água
do
próprio viveirosendo
entãolevados para incubação no laboratório (Figura 12).
Figura 6 - Encurralamento dos peixes para coleta
«w~.~.-f"?` '
Figura 8 - Coleta
dos
ovosF f É . " ó Figura 9 -
Ovos
.JáM;
'¬×. ._"\Figura 10
-
Coleta dos ovosFigura 12
-
Transferência dos ovos para o laboratórioIncubação
dos
ovos: no laboratório os ovos são aclimatados e lavadoscom
salem um
baldenuma
densidadede
50.000ovos/
litro eapós
sãodivididos conforme a coloração (estágio
de
maturação)em
incubadorasplásticas cônicas
de
3 litrosonde
permanecem
incubando por 1 a 4 dias(dependendo do
estágioem
que
foram coletados) (Figuras 13 e 14).O
número de
ovos estocados por incubadorapode
chegar a 24.000 ovos.Desinfecção
das bandejas da
Iarvicultura (berçário): antesde
receberem as larvas as bandejas
são
lavadascom
formol a 2ppm%.
Transferência
de
larvas para a Iarvicultura:após
a eclosão a larvascaem
em
bandejas plásticascom
3 litrosde
água
e altofluxo
derenovação,
sendo
então transferidas para o setorde
“berçário” ouIarvicultura (Figura 15).
O
número de
larvas por bandeja variade
3.000 a9.000 larvas.
Preparação
da
raçãoda
fase Iarval: assimque
eclodem, as larvaspassam
a receber ração comercialde
40%
de
proteína bruta,enriquecida
com
hormônio 17-alfa-metil-testosterona para induzir a reversão sexual.A
ração comercialem
pó
é retiradada
embalagem
eI5
com
25
g deuma
pré-misturade
vitaminasPREMIX
e 3 g de VitaminaC,
quando
então misturadosé
adicionado 2 litrosde
solução diluídade
hormônio. Esta solução consiste
de 95
mlde
álcool etilíco e50
mlde
solução concentrada
de
hormônio metiltestosterona.A
soluçãoconcentrada é preparada
com
3 g de metiltestosteronaem
pó e 1 litrode
álcool etílico.Após
o enriquecimento a ração é colocada para secarequando
seca énovamente
peneirada eapós
gelatinizada, congelada ecortada
em
cubos.É
conservada sob resfriamento.Alimentação
no
berçário: as larvas são alimentadascom
raçãooferecida à vontade, ou seja,
com
onúmero de cubos
conforme vãoconsumindo-os, nunca
devendo
sobrarnem
faltar alimento à disposiçãodas larvas.
Esse método
de arraçoamento evita o desperdíciode
alimento, e garante o
consumo
dele pelos peixes no laboratório,sendo
utilizado durante toda a fase Iarval.
Monitoramento da
temperaturada água do
berçário:medição
3vezes ao dia,
com
termômetrode
vidro.Monitoramento
do
pH
eamônia
da
água do
berçário: feito a cada dois diascom
testes químicos para aquário.Limpeza
das bandejas de
berçário: as bandejas são limpas 2 vezesao
dia.Os
restosde
ração esfarelada no fundo são sifonados; astelinhas
que cobrem
os furosde
saídade água
(para renovaçao) sao escovadas, e por fim, o fundo da bandejatambém
é escovado.É ' ._ Í Ê. 5Z°`."Ê`~`-` fz ` . r 1-' Figura 14 Incubaçao ‹.A hi; /~ 1 z .1 24 v- 3,' ._ _,.,,...,¬‹à::'Íf'“*`*"¿? ,_«z,J.~
I7
Figura 15
-
Estágio inicial da Ian/iculturaColocação
das
hapas de
alevinagem
no
viveiro: no viveiro dealevinagem, são colocadas
hapas de
2,0 x 1,5 x 1,2 (Figura 16)que
receberão nomáximo
10.000 pós-larvascada
hapa.Transferência
das
pós-larvas parao
viveiro:após aproximadamente
5 dias as larvas tornam-se pós-larvas, e estão prontas paraserem
transferidas para “hapas
de
alevinagem” no viveirode
alevinagem.As
pós-larvasde cada
bandeja são contadas e colocadasem
um
baldecom
aproximadamente
8 litrosde
água do
berçário,quando
o balde completa 10.000 pós-larvas é levado para o viveiro.Contagem
das
pós-larvas: é feita a seco, poramostragem. Pega-se
aspós-larvas
com
uma
peneira e ascolocam
em um
béckerde
10 ml seco até enche-Io.Com
o auxilioda
peneira é feitacontagem
uma
poruma.
Depois, o bécker é
novamente
cheiocom
pós-larvas a seco,sem
água,e estas são colocadas no balde
de
transferência(com
água).O
número
de
béckers cheiosde
pós larvasque
vãosendo
despejados no balde, é multiplicado pelacontagem
inicial, estimando-seque
um
béckerde
10ml seco, contenha aquele
mesmo
número de
pós-larvas.Ao
completar 10.000 pós-larvas, o balde é transferido para o viveiro.Aclimatação das
pós-larvasno
viveiro: o balde é colocado “boiando”na superficie
do
viveiro. Eleé
inclinado lentamente afim
de
permitiruma
suave mistura
das águas do
viveiro edo
berçário. Este processo duraem
média
15 minutos, eao
término, as pós-larvas são então despejadasno viveiro, dentro de
hapas de
alevinagem.Cada
hapa de
alevinagemrecebe no
máximo
10.000 pós-lan/as,porém
agora no inverno aestocagem
é feitacom
7.000 pós-larvas,em
função damenor
produção (sobram hapas) emenor
crescimento naágua
mais fria (diminuindo adensidade
aumenta
o crescimento).Alimentação
das
pós-larvasno
viveiro:quando
as pós-lan/aspassam
para ashapas
é fornecida amesma
raçãocom
hormônio,porém
elanão
é mais gelatinizada,sendo consumida
em
pó.A
alimentação é feita alanço, dentro
de
anéis plásticosque
evitam a dispersãoda
ração efacilitam a observação
do
consumo
(Figura 17).As
pós-larvas sãoalimentadas 6 vezes por dia, às 7h30, 9h30,11h30,13h30,15h30 e
17h30.
l9
Figura 17
-
Anéisde
alimentação nashapas
Transferência para
hapas
maiores:com
aproximadamente
10 a 15 dias no viveiro são transferidas parahapas
com
5,0 x 1,3 x 1,2.A
hapa
de
origem (menor) é desprendidado
fundo e vaisendo
empurrada,encurralando os peixes no canto (final
da
hapa).Quando
os alevinos estao concentrados sao retiradoscom
peneiras e colocadosem
um
balde
com
água do
próprio viveiro.Com
uma
média de 2000
alevinos por balde, estes são levados e colocados nahapa
maior, dentrodo
mesmo
viveiro. Elespermanecerao
nestashapas
até ofim
da reversaoe a comercialização.
Após
27
dias nas hapas,com
35
diasde
vidaem
média, écessado
o processode
reversão sexual e portanto,não
é mais acrescentado hormônio à ração.Alimentação
dos
alevinos: são alimentadoscom
amesma
raçãoda
reversão,
porém
sem
hormônio.A
alimentação é feita nosmesmos
horários: às 7h30, 9h30,11h30,13h30,15h30 e 17h30.
Venda de
alevinos: para o transporte, os alevinos são colocadosem
um
tanquede
concretode aproximadamente 3000
litrosonde
ficarãoaproximadamente
12 a 8 horas antesde serem
transportados.Após
esse período,cada
milheiro é colocadoem
sacolas para transportede
20
litros, contendo 8 litrosde
água
adicionadade
15 gde
sal ealgumas
gotas
de
azulde
metileno.A
adição dessas substâncias evitacomplicações durante o transporte: o sal segura o
muco
tegumentar, e o azulde
metilenotem ação
bactericida e fungicida _ Após, os sacos são completadoscom
oxigênio e lacrados (Figura 18).Figura 18
- Venda
eembalagem
de
alevinosContagem
dos
alevinos: é feita a seco,em
um
béckeronde
já foicontada anteriormente
uma
amostracom
o bécker cheio contendo300
alevinos
de
0,8 g. Para estes alevinos portanto, fica estipuladoque cada
bécker cheio,
contem
esta quantidade.O
mesmo
processo é realizadopara os alevinos
de
outrostamanhos
(maiores).Desinfecção da
água do
laboratório: aágua
que
abastece asincubadoras e as bandejas
de
berçário recebe tratamentocom
10 mlde
Cloro concentrado / litro e depois é colocada para neutralizar por
21
Fertilização
do
filtro biológico:quando
a produção está parada éadicionado 6g
de
Cloretode
Amônio
(NH4Cl)uma
vezao
dia ao filtro biológico.Experimento
testando três diferentesmarcas de
ração ministradas durante a reversão sexual: o desenvolvimento desta atividade foisolicitado por
um
dos proprietários da empresa, para a estagiáriaassumi-Io e gerenciá-Io
segundo
seu próprio método.A
reivindicação exigida eraque
os resultados analisados deveriam ser a taxade
sobrevivência, crescimento
em
comprimento
econsumo
de
alimentopara
cada
ração testada.Após
a coleta dos ovos, estes foram para 3 incubadoras diferentes, cadauma com
10.000 ovos no estágio classificadocomo
“já eclodido”em
que
a Ian/a já saiu para forado
ovo,mas
não
se desgrudou totalmente dele, ou seja, está presa porum
enorme
saco vitelinico e aindanão tem
mobilidade.Cada
incubadorarecebeu
um
tratamentode
ração, citados aquicomo Ração
1,Ração
2 eRação
3. Elespermaneceram
1 dia nas incubadoras, e no 2° dia, jámóveis, foram transferidos para o berçário (Ian/icultura).
Cada
incubadora foi dividida
em
2 bandejasde
berçário, ou seja,duas
repetições para
cada
tratamento.Os
cubosde
ração fornecidoseram
pesados
e opeso
anotado na tabela decampo, ao
finaldo
dia erasomada
a quantidadeem
gramas da
raçãoconsumida
por cada unidadeexperimental.
A
temperatura daágua
eramedida
acada
4 horas.Amônia
epH
eram medidos
uma
vezao
dia. Pela faltade
oxímetro,não
foi
medido
oxigênio dissolvido. Foimedido
com
paquímetro otamanho
das larvas na entrada e na saída da larvicultura.
A
porcentagem
de
eclosão
em
cima dos ovos estocados foi calculadaao
efetuar atransferência para a lan/icultura.
Após
9 dias no berçário as pós-larvasforam transferidas para o viveiro. Antes da transferência foi feita
contagem da
sobrevivênciaem
cada
unidade experimental do berçário.No
viveiro, foi colocadouma
hapa
paracada
tratamento, juntando assimcalculado.
Nessa
fase, as pós-Ian/as alimentam-se 6 vezes por diacom
quantidades pré-estabelecidasde
raçãoem
pó,não
precisando maispesar os cubos.
Após
3 dias nas hapas, por ser omanejo do
experimento igual
ao da
produçao, exceto quanto amarca
da raçao a ser fornecida, a estagiária foi solicitada para outra atividade, fora daBIOALEVINUS.
Ao
términodo
estágio, o experimentonão pode
serconcluído, pois o período
de
reversão duraaproximadamente
35 dias.O
experimento ficou então, sob a responsabilidade
do
auxiliar técnicode
campo.
Em
anexo
estão as tabelasque
ilustram a metodologia adotada,23
3.2
EM coNcE|çÃo DA BARRA
Foi solicitado, pelo responsável técnico
em
mariculturado CTA, que
aestagiária realizasse
um
diagnóstico sócio-econômicoda
maricultura no municípiode
Conceiçãoda
Barra, pois ele queriaque
fosse realizado poruma
pessoa daárea
de
aqüicultura para indagar sobre omanejo
utilizado pelos maricultores.O
municipiode
Conceição da Barra encontra-seno
litoral extremo norte doEspírito Santo.
A
população atual são 26.000 habitantes e a cidadedepende
exclusivamente
da
pesca,não
havendo
nenhuma
outra atividade rentável ou geradorade
empregos. Está localizada entre o estuáriodo
rio Cricaré (Figura 19)e a foz
do
rio Itaúnas,com
maguenzais
intactos, natureza preservada, visuaisbelíssimos e
um
enorme
potencial para o cultivo da ostra nativado
mangue
(Crassostrea rhizophorae).Esse
potencial sedeve
ao grande aportede sementes
com
excelente fixação eao fenômeno de
circulaçãode
correntesdo
litoral nortecapixaba
que
proporcionauma
Ótima qualidadede
água.Essas
características foram suficientes paraque
a cidade fosse escolhida para a implantaçãodo
projetode
cultivo da ostra nativa.O
projetocomeçou
em
1999,em
uma
parceria entreSEBRAE,
BMLP,
PETROBRÁS
eCTA. Nesses
4anos
muitas pessoas , principalmente pescadores,foram
chamados
a participarem, sensibilizados e treinados,porém
a maioriadesistiu.
O
local escolhido para implantaçãodo
cultivo foi o estuáriodo
rio Cricaré,limite sul da cidade (Figura 20).
Foram
construídas 7 balsas (Figura 21) e 18 giraisde
cultivo (Figura 22),além de
uma
balsade
apoioem
formatode cabana
(Figura23), para os maricultores
comerem, descansarem
eguardarem
material.Para o diagnóstico, foram realizadas entrevistas
com
os maricultoresdo
município,com
o objetivode
diagnosticar a atual situação financeira, social,cultural e produtiva daqueles
que
hojecompõe
acomunidade
maricultorade
Conceiçao
da Barra.A
Associaçãodos
Maricultoresde
Conceição da Barra-
AMABARRA,
foifundada
em
novembro de 2002
pelo projeto Maricultura Estuarina, no qual oCTA
é aempresa
contratada para a prestaçãode
serviçosde
transferência tecnológicae gerenciamento. Atualmente a associação conta
com
16 maricultores (Figura 24).Foram
entrevistados 14 maricultores, pois 1 não foi encontrado e 1 senegou
afazer a entrevista.
As
entrevistas foram realizadas individualmente na formade
conversaçãoinformal, na casa
do
maricultor. Foi seguidoum
roteirode
perguntas básicasque
foram, porém, introduzidas no decorrer
do
diálogo, convenientecom
os assuntosconversados.
Buscou-se deixar o maricultor à vontade para falar sobre o
que
quisesse arespeito
de
sua vida eda
maricultura.As
questões chave para o início daconversação eram: o
que acha
da maricultura ecomo
se inseriu a ela, quais osproblemas
que
enfrenta hoje e oque
espera para o futuro.Cada
conversa duravaem
média
três horas e enquanto o maricultor falava,o entrevistador analisava seu perfil aparente e aspectos culturais.
Na
maior partedos
casosmembros
da
famíliatambém
participaram.Figura
20
-
Áreade
cultivoFigura 21
-
Balsas de cultivoFigura 22
-
Giraisde
cultivoFigura
24-
Reunião na AssociaçãoRESULTADOS
O
experimento realizado naBIOALEVINUS
nãopode
ser concluídoem
função do término
do
estágio, por issonão
serão apresentados resultados.Os
resultados parciais, ou seja,
da
fase laboratorial da reversão,podem
serobservados nas tabelas
em
anexo.Porém
elesnão
são slgnificativos porcorresponderem
apenas
aos primeirosdez
dias da fasede
reversão sexual etambém
por problemas laboratoriais enfrentados,como
aqueima
deum
aquecedor,
que
baixou significamente a temperatura daágua
(chegando a 24°C).Mesmo
submetidas asmesmas
temperaturas, as larvas não foram submetidas ascondições normais
de
produção, oque
descaracteriza o experimento.No
entanto,para
um
experimentode campo, onde
a produção está sujeita a estes problemas,não houve
necessidadede
abortar a operação e os resultadospodem
ser confiáveis.Em
Conceiçãoda
Barra os resultadosdo
diagnóstico sócio-econômico foram os seguintes:-
Os
maricultorestêm
todo o apoio e incentivo financeiro,porém
faltasensibilização e auxilio técnico mais direto.
-
A
grande maioria não apresenta perfilde
maricultor,não
sededicam ao
cultivo,
não
conseguem
enxergar resultados amédio
e longo prazo, ainda nãoentenderam
o processo. Estes continuamcom
o extrativismo,pegando
ostras nomangue,
continuam agindocomo
marisqueiros.-
O
projeto ébem
intencionado, há investimento suficienteem
materiais,em
palestras
de
capacitação,porém
nocampo
os maricultores estão desassistidos,sem
auxílio técnico.-
Há
carênciade
berçários, os maricultoressão
obrigados a tirarem assementes
que
incrustamem
suas ostrasquando
estas atingem 1,5 cm. -Há
carênciade
coletores, paraaumentar
a produção.~
Há
carênciade
incentivo prático, direto, este está restrito às palestras. -Os
maricultores precisam entender melhor o significadoda
atividade,29
-
Há
necessidadede
mais sensibilização e capacitação.-
40
%
dos maricultoresapresentam
perfll para o sucessodo
projeto. - 30%
necessitamde
muita sensibilização e preparo,mas
têm
potencial. - 30%
não
seenquadram
no perfll necessário para o projeto.- 2 maricultores
possuem
2° grau completo. - 6 são analfabetos.Todos
sao muito humildes.-
A
média de
rendamensal
éR$
240,00.-
100%
dos maricultoresafirmam
que adoram
a atividade e gostariamde
depender
exclusivamente dela para seu sustento.-
Não
hámercado
consumidor definido, asvendas
ficam restritas aosDISCUSSÃO
O
experimento realizado naBIOALEVINUS
objetivou descobrir qualdas três rações proporciona maior crescimento
em
comprimento
e sobrevivênciadas larvas durante a fase
de
reversao sexual.A
critério da estagiária foi incluído oconsumo
de
ração para os resultados. lsso porque a palatabilidade e conversãoalimentar
devem
ser levadosem
consideração,uma
vezque
o objetivoda
empresa
é a reversão e é atravésda
raçaoque
éconsumido
o hormônio.Também
o peso seco deveria ser avaliado,
mas
o laboratórionão
tinha recursos para tanto,nem
para amediçao de
oxigênio,um
parâmetro químico relativamente importante.A
ração 1 é a utilizada na produçãoda
BIOALEVINUS,
elacontém
40%
de
proteína bruta e foi constatado, durante o experimento,
que
esta eraconsideravelmente
menos
consumida
em
relaçao às outras, oque pode
indicaruma
palatabilidade inferior.Segundo
Kubitza (2000) a ração ideal para a fase dereversão
deve
conter56%
de
proteína bruta edeve
serconsumida
omáximo
possível, esta é a única fase
em
que não
é visadoeconomia
com
a ração,uma
vezque
quanto maior oconsumo
maioresdoses de
hormôniosao
absorvidas, e mais garantida é a reversão.As
tabelas dosdados
referentes a fase laboratorialdo
experimento, e as tabelasde
porcentagensde
nutrientesde cada
raçao testadaencontram-se
em
anexo.Como
o experimento aindanão
foi concluído, enão
existem resultadosfinais, a única observação
que pode
ser discutida é quanto a ração 1, utilizadapela
empresa
na produçao.Em
Conceiçãoda
Barra, os maricultores reivindicam mais apoio, auxíliotécnico, material e
mercado
consumidor,porém
játem
o material suficiente eum
enorme
apoio. Estão certos ao reivindicar auxílio técnico,mas
não
podem
exigirmercado
uma
vezque não têm
condições aindade
corresponde-lo.É
necessáriomais treinamento e conscientização, os maricultores
querem
ganhar dinheiro imediato,mas
não entendem
omédio
e longo prazo.Ao
invésde
trabalharem31
visando o
aumento da
produção,vão ao
mangue
extrair ostras para vender e anexarao
cultivo.6.
coNs|DERAçóEs
F|NA|s
O
CTA
é a únicaempresa de
prestaçãode
serviçosde
transferênciatecnológica
em
Aquicultura do Estadodo
Espírito Santo.Também
aBIOALEVINUS
éempresa
pioneira na incubação artificialde
tilápias no Estado.Com
10anos de
estrada eum
mercado
praticamentesem
concorrentes, oCTA
éparte
de
praticamente todas as atividades aquicolasdo
ES.A
BIOALEVINUS
enfrenta dois problemas cruciais no inverno: aqueda do
abastecimento e o frio.
Mas
dribla essas atribulações atravésde manejo
inteligente e dinâmico, sobrevivendo esse período
com uma
relativaqueda de
produção,
mas
se reerguendo a partir da primaveracomo uma bem
sucedidaempresa.
Foram
observados alguns pontos questionáveis nomanejo
da empresa:a densidade
de estocagem
nashapas de
reproduçãode 15009
/ m2, três vezesmaior
que
o indicado por Kubitza (2000)de 500g
/ m2. Isso ocorre porque osreprodutores estão grandes demais,
com
maisde
um
ano, na horade
substituição;também
a ração fornecida durante a fasede
reversão sexualnão
é a idealsegundo
referênciaem
kubitza (2000); e omanejo de
temperaturado
viveirode
reprodutores,
que
sócomeçou
a ser monitoradocom
achegada da
estagiária,pois
em
baixas temperaturas a maturação é mais lenta, devendo-se esperar maisdias,
em
torno de 21 para temperaturada água de
22 °C (Kubitza 2000), paraefetuar a coleta dos ovos, alterando-se assim o ciclo
de
rodízio.Porém,
quando
questionado estes problemascom
os proprietários e diretores da empresa, todosparecem
saber a melhor solução para resolve-los.O
que
ocorre, tantoem
Conceição da Barra, quanto naBIOALEVINUS,
éque
otrabalho
de
campo
está entregue àsmãos
de
técnicos desqualificados,com
ensino médio,sendo que
os qualificados daempresa
(seis técnicos, três sóciosproprietários e três funcionários) encontram-se restritos
ao
escritório elaborando, planejando e executandouma
demanda enorme
de
projetos.0-í2l'›*›_<ó}}z/l ,-...l .,
BIBI4
'_É
`. H.. _ ___. 56 ~¬::s ƒ*'‹ 33 7.BIBLIOGRAFIA
-
KUBITZA,
F. Tilápiaz Tecnologia e Planeiamento naProdução
Comercial,s.
coNc|.usÃo
O
crescimento pessoal e profissional adquiridoscom
a realização deste estágio foram fundamentais para o preparoao
mercado de
trabalho.A
responsabilidade e
confiança
depositados na estagiária pelaempresa são
cruciaispara a formação profissional.
Houve
momentos
em
que
toda a produção daBIOALEVINUS
etambém
aspectos importantesdo
projetoem
Conceiçãoda
Barra,
v
foram deixados sob os cuidados da estagiária,
devendo
esta tomar decisões e atitudes consideráveis dentrodo
processo.Os
extremos entre a tecnologia aplicada na produção privada e aplicada na produção comunitária trouxeram na práticauma
amplitudeenorme
da
Aqüicultura,anteriormente vista
apenas
na teoria.O
fatode
o projetoem
Conceiçãoda
Barra estarapenas
"engatinhando",trouxe
uma
visão mais realista do processo,que
anteriormente foi observadopronto nos cultivos
de
Santa Catarina,ficando
dificil imaginar todos oscaminhos
percorridos.
Acompanhar
passo a passo a implantaçãodo
cultivo,desde
asensibilização à produção, convivendo diretamente
com
os maricultores,em
suas casas ecom
suas familias abriu a visãoda
estagiária quanto a maricultura.Também
a experiência vivida no laboratório de alevinagemBIOALEVINUS,
apresentou à estagiária
um
ramo
fascinanteem
sua profissão, anteriormenteignorado: a piscicultura continental.
Bitolada durante todo o curso
em
um
únicoramo de
sua profissão, acarcinicultura, dentro
de
laboratórios eempresas
privadas, a estagiária finalmente,após
quatro anos, abriu seus olhos para outras atividades fascinantes as quais écapacitada,
sendo
portanto,merecedora do
titulode
Engenheirade
Aqüicultura enão
"Engenheirade
Carcinicultura".A
maneiracomo
foi designada para a realização das atividades, dentro35
designação, mostraram o quanto é
capaz
de
adaptar-se as mais diversascondições e o quanto sua
base
teórica foi importante, para poder desenvolve-lanas diferentes áreas
da
Aqüicultura.O
convivio no escritóriodo
CTA
com
a constante elaboração e planejamentode
projetos, trouxe à tona todo o aprendizado no currículo do curso,salientando-se as falhas e os pontos fortes da grade curricular, evidenciando quais
as necessidades