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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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M E S T R A D O I N T E G R A D O

E M M E D I C I N A

R I T A A M A D O R

2 0 1 3 3 8 1

E S T Á G I O P R O F I S S I O N A L I Z A N T E

F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A S M É D I C A S

| N O V A M E D I C A L S C H O O L

R E G E N T E : P R O F E S S O R D O U T O R R U I M A I O

O R I E N T A D O R : P R O F . D R . L U Í S C A M P O S

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i Gostaria de agradecer a todos os docentes pelo seu contributo ao longo da minha formação pré-graduada, nomeadamente, e no âmbito do presente relatório, aos tutores que me acolheram nas suas equipas ao longo do estágio profissionalizante, Dr. João Andrade Jr., Dr. Edmundo Santos, Dra. Carla Baleiras, Dra. Raquel Ribeiro, Dra. Teresa Faro e Dra. Susana Ourô. Por último, gostaria ainda de agradecer a todos os doentes que fizeram parte do meu percurso e me ensinaram as mais valiosas lições.

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ii

CONTEÚDO

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS ... 1

ATIVIDADES CURRICULARES ... 2

Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar (10.09.2018 – 04.10.2018)... 2

Estágio Parcelar de Pediatria (08.10.2018 – 02.11.2018) ... 2

Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia (05.11.2018 – 30.11.2018) ... 3

Estágio Parcelar de Saúde Mental (03.12.2018 – 11.01.2019) ... 4

Estágio Parcelar de Medicina (21.01.2019 – 15.03.2019) ... 4

Estágio Parcelar de Cirurgia (18.03.2019 – 17.05.2019) ... 5

OUTRAS ATIVIDADES ... 6

ANÁLISE CRÍTICA ... 7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 9

ANEXOS ... 9

Anexo I – Trabalhos Apresentados no Âmbito dos Estágios Parcelares ... 9

Anexo II – Atividades Extra-Curriculares ... 9

II.A) Abstract “Axial Spondyloarthritis Induces Muscle Disfunction, the Role of Body Composition Parameters: MyoSpa Study” ... 9

II.B) 12 topics in Rheumatology – Certificado de Participação e “Best Poster Presented by Undergraduate Students” ... 11

II.C) EULAR Congress of Rheumatology 2019 – Poster ... 12

II.D) iMed Conference 10.0 – Coordenação de Reportagem ... 13

II.E) Revista FRONTAL – Membro da Direção Mandato 2018 ... 14

II.F) Revista FRONTAL – Mandato 2019 ... 15

II.G) Jornadas de Cardiologia de Lisboa Ocidental ... 16

II.H) The Lancet Commission on Global Mental Health and Sustainable Development ... 17

II.I) Curso TEAM – Trauma Evaluation And Management ... 18

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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

O 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) na Nova Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa compreende a Unidade Curricular (UC) Estágio Profissionalizante, na qual se integram estágios parcelares nas áreas de Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, Medicina e Cirurgia. Neste contexto, tratando-se do último ano da formação pré-graduada do jovem médico, e seguindo o padrão nacional e europeu, tem como principais objetivos a consolidação dos conhecimentos adquiridos ao longo dos restantes anos, quer a nível científico quer a nível clínico, preparando o licenciado para o ingresso no exercício da medicina tutelada que terá lugar no Internato de Formação Geral.

Desta forma, os objetivos estabelecidos prendem-se com a aquisição e consolidação de conhecimentos e competências referentes à prática clínica diária que tornem o médico recém-graduado capaz de gerir, com supervisão, as situações clínicas mais comuns em Portugal. Este deve ainda ser capaz de reconhecer situações que, apesar de menos prevalentes, possam colocar em risco a saúde e bem-estar dos doentes, reconhecendo a necessidade de referenciação.

Em primeiro lugar prevê-se que, no término da formação pré-graduada, o licenciado em Medicina compreenda tópicos nucleares no âmbito das ciências básicas sobre o indivíduo com e sem patologia, as causas de doença e os mecanismos através dos quais esta ocorre. No âmbito das ciências e aptidões clínicas, este deverá ter conhecimento das manifestações das doenças mais comuns e a sua abordagem diagnóstica, servindo-se da capacidade de realizar uma história clínica e exame objetivo completos, precisos e bem estruturados para colocar hipóteses diagnósticas e estabelecer uma marcha diagnóstica adequada, com a requisição e interpretação dos métodos complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDTs) apropriados. Deverá também ser capaz de propor um plano de gestão, seguimento e tratamento de cada doente, adaptado ao género, idade, preferências, expectativas, condições socioeconómicas e comorbilidades. Inclui-se neste âmbito o conhecimento das medidas de prevenção eficaz e de promoção da saúde, tendo por baInclui-se conhecimentos na área de epidemiologia. Deverá ainda ser capaz de estabelecer relações profissionais com colegas, profissionais de saúde, doentes e respetivas famílias por forma a cooperar na saúde e bem-estar da população em geral e, em particular, dos doentes a seu cargo.

Para além disto, espera-se ainda que desenvolva competências de gestão de recursos em saúde, investigação, liderança e trabalho em equipa.[1]

O presente relatório apresenta, portanto, uma descrição sumária das atividades realizadas no decorrer da UC Estágio Profissionalizante, que foram efetuadas tendo por base os objetivos supracitados, seguida de uma reflexão crítica sobre a contribuição destas atividades para a minha formação pré-graduada, bem como o cumprimento destes objetivos.

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ATIVIDADES CURRICULARES

Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar(10.09.2018 – 04.10.2018)

Realizei o estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar na USF Venda Nova, sob a supervisão do Dr. João Andrade Jr. Para este estágio, defini os seguintes objetivos pessoais (1) treinar competências necessárias ao estabelecimento da relação médico-doente e gestão da agenda do médico e do doente; (2) praticar os diferentes tipos de consulta de forma autónoma num ambiente supervisionado.

Neste período, acompanhei o meu tutor nas diversas valências da Medicina Geral e Familiar, consolidando conhecimentos clínicos nas consultas de Saúde do Adulto (acompanhamento de patologia crónica e gestão de plano de cuidados, bem como prevenção da doença e promoção da saúde), Doença Aguda, Saúde Infantil (desenvolvimento normal da criança e adolescente), Planeamento Familiar (contraceção e saúde reprodutiva) e Saúde Materna (acompanhamento da gravidez de baixo risco), Hipertensão e Diabetes. Para além disto, tive ainda a oportunidade de testemunhar e compreender o estabelecimento de uma relação entre médico e doente, a importância da estrutura e ambiente familiar no estado de saúde do indivíduo e ainda compreender o desenvolvimento psicológico normal e as respostas psicológicas adaptativas ou anormais face à doença.

Foram-me proporcionadas condições para desenvolver autonomia na avaliação do doente no contexto dos Cuidados de Saúde Primários, realizando ao longo do estágio consultas com a supervisão do meu tutor. Desta forma, desenvolvi a capacidade de orientar uma consulta, de estabelecer hipóteses diagnósticas, planos de investigação e prioridades devidamente justificadas para a gestão da situação clínica de cada doente. Consolidei ainda conhecimentos relativamente ao registo da lista de problemas ativos e passivos e notas de seguimento através da sua prática diária.

Tomei a iniciativa de preparar uma apresentação dirigida aos profissionais de saúde da USF, na qual apresentei as alterações às guidelines da ESC/ESH sobre hipertensão, publicadas em agosto de 2018, numa tentativa de contribuir para a atualização nesta matéria.

Estágio Parcelar de Pediatria (08.10.2018 – 02.11.2018)

O estágio parcelar de Pediatria decorreu no Serviço de Pediatria do Hospital de São Francisco Xavier, sob a tutela do Dr. Edmundo Santos. Para além dos objetivos gerais comuns aos restantes estágios, no estágio de Pediatria dei especial ênfase a (1) adquirir competência nas especificidades da colheita de história clínica e exame objetivo nas diferentes faixas etárias e (2) aprofundar conhecimentos sobre o desenvolvimento da criança e adolescente e as patologias mais prevalentes em idade pediátrica. Estes objetivos influenciaram a minha escolha do local de estágio, levando-me a optar por um serviço de pediatria geral que me permitisse contactar com as patologias mais comuns nesta população.

A rotação foi dividida em 2 semanas dedicadas ao internamento de pediatria geral, onde acompanhei o trabalho diário da equipa e participei na avaliação dos doentes internados, e 2 semanas dedicadas ao

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3 berçário, onde participei na avaliação do risco do recém-nascido, exame físico, redação de notas clínicas e comunicação com pais e com outros profissionais de saúde. A frequência semanal do Serviço de Urgência (SU) Pediátrico permitiu-me ainda o contacto com as patologias agudas mais frequentes na criança e adolescente, tendo sido uma mais valia na aprendizagem da abordagem do doente pediátrico em contexto de urgência, com ênfase no bem-estar da criança durante todo o processo e na comunicação com os pais. Durante este estágio tive ainda a oportunidade de acompanhar a urgência de neonatologia na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) e as consultas externas de Imunoalergologia, Neonatologia e Desenvolvimento.

Sendo uma área que se dedica à saúde da criança e do adolescente, abrangendo patologias de diversos sistemas, à elevada complexidade acresce ainda a aprendizagem de várias especificidades inerentes à patologia em idade pediátrica, como é o caso da abordagem clínica nas diversas idades e o contacto com crianças e pais. Dada a distribuição do estágio, considero que tive uma boa oportunidade de, no curto espaço de tempo disponível, contactar com diversas valências do atendimento pediátrico. Ao longo do estágio consolidei e apliquei conhecimentos adquiridos ao longo do curso relativamente às apresentações mais frequentes no âmbito da patologia pediátrica e prescrição dos fármacos mais comuns em idade pediátrica, tendo ainda praticado técnicas de colheita de história clínica e exame objetivo da criança e adolescente.

Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia (05.11.2018 – 30.11.2018)

O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia teve lugar no Hospital CUF Descobertas e foi orientado pela Dra. Carla Baleiras. Para este estágio, coloquei como objetivos pessoais (1) consolidar conhecimentos transversais sobre saúde reprodutiva, planeamento familiar e seguimento da gravidez de baixo risco, (2) praticar o exame ginecológico e senológico e (3) participar ativamente no bloco de partos.

Durante este estágio realizei uma rotação que me permitiu o contacto com múltiplas valências da especialidade em questão, desde a consulta externa de ginecologia e obstetrícia, a ecografia ginecológica e obstétrica, o bloco operatório, bloco de exames colposcópicos e histeroscópicos, SU e bloco de partos, e ainda consultas externas de senologia e patologia tromboembólica. Graças a esta distribuição, foi-me possível consolidar conhecimentos sobre aconselhamento pré-concepcional, vigilância da gravidez normal e reconhecimento e seguimento da gravidez de alto risco, patologias ginecológicas e obstétricas mais comuns, a sua abordagem diagnóstica e terapêutica, interpretação de MCDTs, planeamento familiar, alterações menstruais, rastreios ginecológicos, patologia mamária e menopausa.

Este estágio parcelar permitiu-me ainda treinar e aperfeiçoar técnicas de colheita de história clínica e exame físico, particularmente no que toca à história ginecológica e obstétrica e ao exame ginecológico e pélvico. Tive ainda a oportunidade de participar ativamente como primeiro e segundo ajudante, quer no bloco operatório quer no bloco de partos, tendo desta forma posto em prática gestos cirúrgicos básicos e ainda tido a possibilidade de integrar conhecimentos teóricos na prática do bloco operatório.

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Estágio Parcelar de Saúde Mental (03.12.2018 – 11.01.2019)

Realizei o estágio parcelar de Saúde Mental no Serviço de Psiquiatria do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (HFF), mais precisamente, com a Equipa Comunitária da Amadora, tendo como tutora a Dra. Raquel Ribeiro. O estágio, com duração de 4 semanas, permitiu-me acompanhar a minha tutora na consulta externa, bem como no SU e nas reuniões semanais do Serviço de Psiquiatria do HFF. Dada a natureza da especialidade, foi um estágio em que o meu principal objetivo geral teria de ser ajustado, deixando a autonomia de ter um papel tão preponderante e passando a investir então na aprendizagem das várias técnicas de comunicação e colheita de história clínica e exame do estado mental aplicadas pela minha tutora. Durante este período acompanhei a prática clínica diária da minha tutora, o que me permitiu reconhecer as apresentações mais comuns das principais patologias do foro psiquiátrico e estimular o raciocínio clínico por forma a colocar hipóteses diagnósticas apropriadas e selecionar planos de investigação, terapêutica e seguimento ajustados à necessidade de cada doente. A frequência do SU do HFF permitiu-me ainda adquirir conhecimentos sobre a abordagem do doente psiquiátrico no contexto de descompensação da doença, uma vez que a consulta externa da equipa comunitária se focava no seguimento de doentes com patologia compensada. Neste âmbito aprendi técnicas de colheita de história clínica e exame do estado mental, bem como as principais terapêuticas utilizadas no contexto de descompensação aguda da doença.

A frequência deste estágio permitiu-me testemunhar a importância do trabalho de equipa multidisciplinar no acompanhamento da pessoa com doença mental no seio da comunidade. Tive a oportunidade de assistir a frequentes reuniões multidisciplinares entre os diversos elementos da equipa e entre estes e os doentes por forma a estabelecer uma abordagem terapêutica adequada a cada pessoa. Pude, desta forma observar o impacto desta abordagem na qualidade de vida dos doentes. Participei ainda nas reuniões do serviço de Psiquiatria, nas quais existia articulação entre os profissionais de saúde responsáveis pelo internamento e os profissionais das equipas comunitárias, por forma a que ocorresse uma transição acompanhada do doente do internamento para o tratamento no seio da comunidade.

Estágio Parcelar de Medicina (21.01.2019 – 15.03.2019)

O estágio parcelar de medicina teve lugar no Serviço de Medicina 2.1 do Hospital de Santo António dos Capuchos (HSAC), sob a tutela da Dra. Teresa Faro. Como objetivos pessoais para este estágio priorizei a (1) aquisição de autonomia na avaliação diária do doente internado, (2) treino da colocação de hipóteses diagnósticas adequadas a cada situação clínica e pedido dos MCDTs adequados e (3) o treino da prescrição de planos terapêuticos para as patologias mais frequentemente encontradas em internamento.

Durante este estágio acompanhei a atividade diária da enfermaria de mulheres do serviço, integrando a equipa médica da minha tutora e exercendo de forma supervisionada e orientada por esta. Para além disto, acompanhei semanalmente a Dra. Raquel Matos, médica da equipa permanente do SU do

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5 Hospital de São José no balcão de amarelos, tendo ainda acompanhado a minha tutora na consulta externa de diabetologia do HSAC.

Adquiri autonomia na rotina da enfermaria e avaliação dos doentes a cargo da equipa, incluindo a averiguação de novas entradas, consulta das vigilâncias de sinais vitais e comunicação com a equipa de enfermagem para averiguar possíveis intercorrências no período noturno, colheita de história clínica e exame objetivo e redação dos diários clínicos, notas de entrada e de alta, seguida de discussão da evolução clínica de cada doente com a tutora, bem como as hipóteses diagnósticas colocadas, formulação de diagnósticos diferenciais e o plano de investigação, prescrição de MCDTs e terapêutica a instituir. Foi, por esta razão, um período que me permitiu desenvolver todas estas competências.

Tive ainda a oportunidade de participar na comunicação não só com os próprios doentes, mas também com as famílias dos mesmos.

Por outro lado, participei na prática clínica da equipa do SU, tendo a possibilidade de adquirir conhecimentos ligados à identificação de situações de emergência e ameaça à vida do doente, bem como consolidar conhecimentos relativos às manifestações clínicas das principais patologias agudas ou exacerbações de doença crónica que levam os doentes ao SU, bem como a colocação de hipóteses diagnósticas adequadas. Neste contexto, aprendi a estabelecer prioridades na avaliação diagnóstica e terapêutica do doente, de acordo com a gravidade da patologia e com o seu estado geral.

No decurso deste estágio parcelar participei ativamente na visita médica e assisti ao curso de introdução à eletrocardiografia lecionado por internos da formação específica das especialidades de Medicina Interna e Cardiologia. Tive ainda a oportunidade de praticar técnicas de punção arterial e venosa, realização de eletrocardiogramas, e colheita, redação e discussão de história clínica.

Estágio Parcelar de Cirurgia (18.03.2019 – 17.05.2019)

Realizei o estágio parcelar de Cirurgia no Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Beatriz Ângelo (HBA), tendo como tutora a Dra. Susana Ourô. Como objetivos pessoais, coloquei especial importância em (1) consolidar conhecimentos sobre a gestão pré e pós-operatória do doente cirúrgico, incluindo gestão de risco e principais indicações cirúrgicas e (2) treinar procedimentos simples de pequena cirurgia.

Este estágio parcelar foi composto por 1 semana inicial de sessões teórico-práticas, 4 semanas de estágio na especialidade de cirurgia geral, 1 semana em que frequentei o SU geral do HBA e 2 semanas de estágio opcional no Serviço de Gastrenterologia.

Durante as 4 semanas de estágio dedicadas à cirurgia geral, acompanhei a minha tutora e a sua equipa na sua prática clínica diária nas múltiplas vertentes inerentes à especialidade. Participei na avaliação dos doentes internados na enfermaria, assisti e participei na avaliação dos doentes em ambulatório no contexto da consulta externa e ainda na avaliação dos doentes em contexto de urgência. A minha participação nestes diferentes contextos permitiu-me a compreensão da abordagem do doente tanto no

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6 contexto de cirurgia programada, com a investigação diagnóstica e o acompanhamento pré-cirúrgico em consulta externa, a preparação e otimização do doente para a cirurgia, o processo de internamento, cirurgia e acompanhamento pós-operatório imediato primeiro em internamento e depois novamente em consulta externa, e ainda no contexto de cirurgia de urgência. Penso que este estágio teve um grande impacto na aprendizagem da abordagem individualizada de cada doente no que toca ao pedido de exames complementares de diagnóstico e à proposta de terapêutica cirúrgica relativamente às patologias mais comuns. Ao longo do estágio, tive ainda a oportunidade de compreender as indicações para cirurgia eletiva ou de urgência e o balanço entre o risco do procedimento cirúrgico para cada doente (baseado na idade, comorbilidades, entre outros) e o benefício que dele poderá retirar.

No decorrer deste estágio pude ainda treinar a colheita de história clínica e exame objetivo, com especial ênfase no exame objetivo abdominal e proctológico, e ainda de participar como segundo ajudante em alguns procedimentos cirúrgicos, o que me permitiu treinar técnicas e procedimentos cirúrgicos simples, incluindo a correta técnica de assépsia, e ainda integrar conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do restante Mestrado Integrado em Medicina na prática do bloco operatório.

Por último, penso que a integração do estágio opcional de gastrenterologia no seio do estágio parcelar de cirurgia contribuiu de forma muito positiva para uma compreensão mais abrangente do seguimento dos doentes com patologia gastrointestinal, visto que estes doentes partilhavam frequentemente abordagem médica ou endoscópica por parte da gastrenterologia e abordagem cirúrgica por parte da cirurgia geral.

OUTRAS ATIVIDADES

Ao longo deste último ano da minha formação pré-graduada procurei manter o envolvimento em projetos nos quais me revejo e que acredito contribuírem para a minha formação, de uma forma geral enquanto elemento ativo da sociedade atual e, mais particularmente, enquanto médica.

Tendo isto em conta, destaco em primeiro lugar a minha participação na Revista FRONTAL, um projeto da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas, em continuidade com os últimos 3 anos, na qual exerci o cargo de coordenadora de eventos e co-editora geral no mandato de 2018, contribuindo ainda para a redação da Edição 49 da revista no mandato de 2019, com o tema “A Mulher e a Medicina”. Considero esta experiência enriquecedora para mim, dado que fomentou a minha capacidade de gestão de informação e de, em conjunto com o cargo de delegada de turma que desempenhei ao longo do ano, desenvolver competências de gestão e liderança de equipa.

Em segundo lugar gostaria de destacar a minha participação no projeto MyoSpa, liderado pelo Professor Doutor Fernando dos Santos Pimentel e em conjunto com investigadores do CEDOC, internos e especialistas do Serviço de Reumatologia do Hospital de Egas Moniz, e duas colegas estudantes do 6º ano do MIM. Deste projeto, no qual participo desde 2016, resultou no presente ano um abstract da minha

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co-7 autoria, aceite em formato de apresentação de poster no congresso 12 Topics in Rheumatology 2019, no

Congresso Português de Reumatologia 2019 e no EULAR Congress of Rheumatology 2019, com o título

“Axial Spondyloarthritis Induces Muscle Disfunction, the Role of Body Composition Parameters: MyoSpa Study”, o qual se encontra em anexo. Ainda neste âmbito, apresentei o poster no congresso 12 Topics of

Rheumatology, que teve lugar no CEDOC. Esta experiência permitiu-me adquirir formação e experiência na

área da investigação clínica, o que considero de extrema importância para a formação do médico recém-graduado na atualidade.

Por último, participei ainda no iMed Conference 10.0, assisti às Jornadas de Cardiologia de Lisboa Ocidental e ainda ao lançamento para os países de língua portuguesa do relatório da “The Lancet Comission on Global Mental Health and Sustainable Development”.

ANÁLISE CRÍTICA

O Estágio Profissionalizante enquadrado no 6º ano, o último da formação pré-graduada do MIM, teve um impacto notório na minha formação enquanto médica. Considero que a organização permitiu a aquisição de conhecimentos, competências e atitudes fulcrais do ponto de vista do que se espera que um médico recém-formado saiba e seja capaz de fazer ao dar entrada na nova fase da formação pós-graduada.

Os objetivos gerais propostos de consolidação dos conhecimentos adquiridos e da aquisição de autonomia através do exercício da medicina tutelada foram cumpridos e permitiram o meu desenvolvimento enquanto médica, com a integração dos conhecimentos teóricos sobre o indivíduo com e sem patologia e as causas e mecanismos de doença mais comuns e reconhecimento das manifestações clínicas das patologias mais prevalentes em Portugal, bem com de algumas das mais raras, como alicerce para a construção de um raciocínio clínico. Esta base permitiu-me então a colocação de hipóteses diagnósticas, pedido de MCDTs, estabelecimento de prioridades e planos de investigação de terapêutica adequados a cada doente e de acordo com a sua apresentação clínica, a gravidade do quadro e as suas comorbilidades. Considero que estes objetivos foram cumpridos, com particularidades inerentes a cada especialidade de acordo com cada um dos estágios parcelares.

Desta forma, cada estágio parcelar representou uma mais-valia na minha formação. O estágio de Medicina Geral e Familiar foi de extrema importância no cumprimento do objetivo geral de conhecimento e aplicação das medidas de prevenção de doença e promoção da saúde. Cada estágio parcelar apresentou particularidades na colheita de história clínica e exame objetivo, pelo que penso que não só este objetivo foi cumprido como tive a oportunidade de treinar a sua realização com as particularidades inerentes, por exemplo, à colheita de história na criança e adolescente no âmbito do estágio parcelar de pediatria, ginecológica e obstétrica e exame ginecológico no âmbito do estágio de Ginecologia e Obstetrícia, do exame objetivo abdominal e proctológico no estágio de cirurgia geral.

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8 O contacto com a medicina hospitalar proporcionado nos estágios de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina e Cirurgia foi balanceado com o contacto com os estágios de Medicina Geral e Familiar e Saúde Mental, nos quais tive a oportunidade de observar uma abordagem mais próxima da comunidade. No entanto, dada a importância dos cuidados de saúde primários como ponto de entrada do doente nos cuidados de saúde e a importância de fomentar o conhecimento das especificidades relacionadas com o papel do médico de família quer na promoção de saúde quer na relação médico-doente, considero que um ponto a melhorar seria permitir um contacto de maior duração com esta especialidade. Este maior contacto seria também benéfico para o cumprimento de forma mais completa do meu objetivo pessoal colocado neste estágio parcelar, de treinar competências necessárias ao estabelecimento da relação médico-doente, uma vez que a relação utente-médico de família tem a particularidade de ser uma relação mais duradoura.

O estágio profissionalizante proporcionou a minha aquisição progressiva de autonomia, sendo que, para o cumprimento deste objetivo tiveram um maior peso os estágios parcelares de Medicina Geral e Familiar e de Medicina Interna, estágios que me capacitaram para a prática clínica autónoma e supervisionada.

No que toca aos restantes objetivos pessoais colocados para cada um dos estágios parcelares, considero que foram cumpridos de forma satisfatória na sua maioria. No entanto, gostaria de destacar aqui os objetivos que não fui capaz de cumprir ao longo deste estágio. Em primeiro lugar, no estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia considero que requeiro maior treino no exame ginecológico e pélvico, e em segundo lugar, não tive a oportunidade de, no estágio parcelar de Cirurgia, treinar procedimentos de pequena cirurgia como é o caso das suturas. Desta forma, tenciono manter estes objetivos ao dar entrada na formação pós-graduada, por forma a poder colmatar estas necessidades.

Penso que tive uma maior dificuldade em cumprir o objetivo proposto referente à gestão de recursos nos cuidados de saúde, pelo que gostaria de frisar a frequência da Unidade Curricular Opcional de Gestão e Governação Clínica, que, apesar de ter decorrido no 5º ano do MIM, me conferiu conhecimentos e competências que marcaram a forma como procedi durante todos os estágios parcelares da Unidade Curricular de Estágio Profissionalizante do 6º ano.

Por último, gostaria de mencionar que no decorrer deste estágio fui sempre estimulada a refletir de forma crítica sobre as minhas decisões, por forma a garantir que possuía conhecimento de todas as variáveis que as poderiam influenciar. Desta forma, penso que estou melhor preparada para, num futuro próximo, tomar decisões lógicas, conscientes e baseadas na melhor evidência disponível.

Termino este estágio, bem como a minha formação pré-graduada, com a certeza de que os últimos 6 anos me moldaram como médica e pessoa e me capacitaram para abraçar a carreira que escolhi, a ciência imperfeita que é ser-se médico.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1–O Licenciado Médico em Portugal – Faculdade de Medicina de Lisboa, 2005

ANEXOS

Anexo I – Trabalhos Apresentados no Âmbito dos Estágios Parcelares

Tema Estágio Parcelar

Hipertensão: Guidelines ECS/EHS 2018 – O que Mudou? Medicina Geral e Familiar

Asma – Apresentação de Caso Clínico Pediatria

Evidence-Based Guidelines for Vaginal Hysterectomy of the International

Society for Gynecologic Endoscopy (ISGE) – Journal Club Ginecologia e Obstetrícia

Hematúria: Abordagem Diagnóstica Medicina

Gripe Sazonal – Caso Clínico e Revisão Teórica Medicina

“You Shall Not Pass” – Apresentação de Caso Clínico Cirurgia

Anexo II – Atividades Extra-Curriculares

II.A) Abstract “Axial Spondyloarthritis Induces Muscle Disfunction, the Role of Body Composition Parameters: MyoSpa Study”

Maria Luisa Sequeira1, Rita Amador1, Inês da Costa Santos1, Lúcia Domingues1, Carolina Crespo1, Santiago

Rodrigues-Manica1, Sofia Ramiro2, Alexandre Sepriano1,2, Diana Teixeira1, Agna Neto1,3, Rita Pinheiro

Torres1,3, Conceição Calhau1, Jaime Branco1,3, Fernando Pimentel dos Santos1,3

1NOVA University of Lisbon – NOVA Medical School | FCM, Lisboa, Portugal, 2Leiden University Medical

Center, Rheumatology, Leiden, Netherlands, 3CHLO, Hospital de Egas Moniz, Rheumatology Department,

Lisbon, Portugal

Background: Sarcopenia as well as abnormalities in body composition are common features in several

chronic diseases and have been shown to lead to increased morbidity and mortality. However, their assessment in young patients with axial spondyloarthritis (axSpA) has not been performed thus far.

Objectives: To assess the skeletal muscle mass, strength and performance as well as body composition in

patients with axSpA compared to healthy controls.

Methods: Patients between 18 and 50 years of age with the diagnosis of axSpA and short disease duration

(under 10 years) and classified according to the ASAS criteria were included. Healthy individuals matched by gender and age (1:1) were used as control group. Muscle strength (MS) was assessed by resisted flexion of

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10 the dominant forearm using a handdynamometer. Muscle performance was assessed with the 60 second sit-to-stand test (STS60) and with 5 times sit-to-stand test (STS5). Body composition was assessed with octapolar multifrequency bioelectrical impedance analysis (InBody 770). The level of physical activity was measured by the IPAQ questionnaire. BASDAI and BASFI were used to evaluated disease activity and function, respectively. All measures (except age and disease duration) are reported as median and 25th and 75th

percentiles. Non-parametric tests were used to compare groups.

Results: A total of 27 patients and 27 controls were included [mean age (36.5 ± SD 1.0), 66% males]. AxSpA

patients had symptom duration of 7.0 ± SD 0.9 years, BASDAI 2.7 (1.4-3.6) and BASFI 0.9 (0.3-3.2). Compared to controls, axSpA patients had less MS in the dominant upper limb (DUL) (46.0 (37.5-70.6) vs 71.2 (54.1-83.4) kg, p=0.006) and worse performance on the STS60 test (48.0 (27.5-64.3) vs 63.0 (53.0-68.0) repetitions, p=0.010). These differences were maintained after normalization for lean mass (LM) (MS_DUL/LM_DUL and STS60/Total_LM). In addition, compared to controls, axSpA patients had higher body fat (BF) (19.8 (12.1-29.1) vs 15.7 (10.1-22.2) kg, p=0.041), torso fat (TF) (10.3 (6.3-15.9) vs 8.1 (5.1-11.1) kg, p=0.450) and visceral fat (VF) (87.3 (52.7-145.1) vs 65.4 (41.8-96.4) cm2, p=0.034). No differences were registered for weight, body

mass index, total body water, extracellular water, fat free mass, LM and bone mineral content between groups. The level of physical activity, measured by the IPAQ questionnaire, was identical between patients and healthy controls (p=0.500).

Conclusion: Compared to healthy controls, young axSpA patients have a reduction in muscle strength and

muscle performance with maintenance of muscle mass and levels of physical activity. These preliminary results underline the relevance of further investigation.

Table: Subject characteristics

Variable Patients N=27 Controls N=27 p-value Age (years) 37 (32-43) 36(30-44) 0.808 Gender (♂% : ♀%) 66.7:33.3 66.7:33.3 0.922§

Symptom duration (years) 7.0 (4.0-10.0) --- ---

IPAQ

(low% : moderate-high%)

29.2:70.8 20.8:79.2 0.505§ Body Mass Index (kg/m2) 25 (22.9-29.9) 23.6 (23.1-29.9) 0.303

LM (Kg) 50.1 (44.5-57.8) 54.1 (43.2-60.2) 0.592 BF (Kg) 19.8 (12.1-29.1) 15.7 (10.1-22.2) 0.041 TF (Kg) 10.3 (6.3-15.9) 8.1 (5.1-11.1) 0.045 VF Area (cm2) 87.3 (52.7-145.1) 65.4 (41.8-96.4) 0.034 MS_DUL (Kg) 46.0 (37.5-70.6) 71.2 (54.1-83.4) 0.006 STS60 test (repetitions) 48.0 (27.5-64.3) 63.0 (53.0-68.0) 0.010

∗Values are median (IQR) unless otherwise indicated. ∧Comparison between patients and controls tested by paired samples 𝑡-test unless otherwise indicated. §Comparison between patients and controls tested by Chi-Square test in Gender and Physical Activity variables.

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