Análise Fundamentalista
Carteiras Recomendadas
Estratégia & Portfólio: Discrepâncias começam a ser corrigidas
Análise XP
Há dois meses que estamos chamando atenção para aquilo que entendemos ser uma clara discrepância do mercado, decorrente, mais uma vez, do exagero do Sr. Mercado. O mestre Warren Buffet por vezes ressalta isso. Ele diz:
“Eu seria um mendigo nas ruas com uma caneca de lata se os mercados fossem eficientes”.
De fato, o mercado está longe de ser eficiente, ainda que deva ser respeitado. Por isso, igualmente ressaltávamos o cuidado e cautela que qualquer agente deveria ter na hora de montar um portfólio de ações. Na verdade, segue muito fácil citar alguns porquês para não se investir em ações no Brasil. Um deles é que vivemos um ano eleitoral de imprevisíveis conclusões. Foi exatamente este último ponto que impulsionou nossa bolsa. Houve mudança na condução de política econômica? Não. Houve alteração nos principais nomes que conduzem nossa política econômica? Não. Houve alguma mudança concreta? Não. Mas quem disse que o mercado precisa de fatores concretos?
O mercado antecipa movimentos. Aquilo que até alguns meses atrás parecia pouco provável, e que só será definido daqui alguns meses, começou a ser colocado nos preços dos ativos já em março. De fato, não há como negar que o que motivou a alta de mais de 6% do Ibovespa foi o driver político. Em apenas um mês companhias estatais como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil ganharam mais de R$ 33 bilhões de valor de mercado. Coincidentemente, tivemos uma pesquisa CNI/Ibope divulgada dia 27/03 mostrando que a aprovação do governo Dilma caiu de 39% em fevereiro para 36% em março. Fazendo uma relação, é como se a cada 1 p.p. de queda na aprovação do governo Dilma, ou de maior desaprovação ao governo, ocorresse uma valorização de R$ 11 bilhões dessas empresas em bolsa. Considerando que essas pesquisas ainda são prematuras e que foram feitas antes da divulgação na mídia das questões referentes a Petrobras, concluímos que, mais do que nunca, teremos um mercado bastante volátil daqui para frente. Não obstante, temos eventos importantes até as eleições, como Copa do Mundo, discussões em torno de um possível racionamento de energia e o início oficial da campanha eleitoral, acentuando movimentos mais exacerbados e de reprecificação das ações no Brasil.
Não obstante, o mês de março trouxe, ainda que de forma relativamente tímida, os estrangeiros para nosso mercado. Em março, até o dia 26, a Bovespa acumula saldo positivo de R$ 1,828 bilhão em capital externo. E por fim, o movimento observado em março também teve seus reflexos no câmbio, com a valorização do Real frente ao Dólar em 3%.
Portanto, a expectativa de mudança no campo político, aliado a um nível de preços depreciado, colaborou para o movimento de ajuste de preços que observamos em nossa bolsa. Conforme já comentamos em outras cartas mensais, as discrepâncias tendem a serem corrigidas no médio prazo, e o mês de março ajudou a reforçar tal ideia. Do ponto de vista do “stock picking”, nosso trabalho se tornou ainda mais desafiador, uma vez que o principal driver de reprecificação dos ativos é a vertente política, sempre tão imprevisível. Ainda assim, passado a safra de balanços do 4T13, seguimos acreditando que existam discrepâncias que se configuram em boas oportunidades em bolsa para investidores que buscam valor e que têm paciência.
Portfólios Carteira XP
A Carteira XP, infelizmente, underperfomou o forte movimento de alta da bolsa em 3,3 p.p. No ano, acumulamos um ganho de 1,5 p.p. ante o Ibovespa, com queda de 0,6% ante queda de 2,1% do Ibovespa.
Carteira XP Dividendos
A Carteira XP Dividendos teve uma boa performance, ainda que ficando levemente aquém do Ibovespa, o que não consideramos bom. A Carteira XP Dividendos avançou 6,0% ante 7,1% do Ibovespa e 7,1% do Idiv (índice que agrega o desempenho médio das empresas com perfil de fortes pagamentos de dividendos). No ano superamos o Ibovespa em 3,8 p.p.
Carteira XP Small Caps
Infelizmente tivemos um mês ruim para nossa carteira de Small Caps, a qual apresentou queda de 3,4% ante alta de 7,1% do Ibovespa e 4,3% do índice de empresas Small Caps.
Carteira XP Alpha
A Carteira XP Alpha apresentou uma excelente performance, conseguindo sobreperformar o Ibovespa em 1,8 p.p. com uma alta de 8,9% no mês. O desempenho de praticamente todos ativos da carteira foi bastante satisfatório e propiciou essa boa performance da carteira, que acumula 3,4p.p. de vitória frente ao Ibovespa.
Índice
Estratégia Portfólios Performance Trocas Carteira XP Carteira XP Dividendos Carteira XP Small Caps Carteira XP Alpha DisclaimerWilliam Castro Alves Analista, CNPI
Performance
Carteira XP -0,6 -2,8 37,5 -12,1 15,9 76,5 -5,5 7,8 123,5
dif. p.p. 1,5 p.p. 12,7 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. 6,4 p.p. 30,8 p.p. 118,5 p.p.
Carteira XP Dividendos 1,7 14,1 16,4 3,6 29,3 41,8 4,7 17,0 134,0
dif. p.p. 3,8 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 28,3 p.p. -32,7 p.p. 16,6 p.p. 40,1 p.p. 107,7 p.p.
Carteira XP Small Caps -13,8 -10,4 29,6 -18,9 - - -26,4 -7,0 -17,2
dif. p.p. -11,7 p.p. 5,1 p.p. 22,2 p.p. 0,0 p.p. - - -14,5 p.p. 16,1 p.p. 11,9 p.p. Carteira XP Alpha 1,3 -3,3 - - - -3,8 dif. p.p. 3,4 p.p. -11,8 p.p. - - - - - - -8,4 p.p. Ibovespa -2,1 -15,5 7,4 -18,1 1,0 45,0 -11,9 -23,0 5,0 Carteira XP -6,5 2,5 3,7 - - - -dif. p.p. 1,0 p.p. 3,7 p.p. -3,3 p.p. - - - - - - - - -Carteira XP Dividendos -4,1 0,0 6,0 - - - -dif. p.p. 3,4 p.p. 1,1 p.p. -1,1 p.p. - - - - - - - -
-Carteira XP Small Caps -9,6 -1,4 -3,4 - - -
-dif. p.p. -2,1 p.p. -0,2 p.p. -10,4 p.p. - - - - - - - -
-Carteira XP Alpha -9,3 2,5 8,9 - - -
-dif. p.p. -1,8 p.p. 3,6 p.p. 1,8 p.p. - - - - - - - -
-Ibovespa -7,5 -1,1 7,1 - - -
-*Inicial: Carteira XP 30/4/2009, Carteira XP Dividendos 2/1/2009, Carteira XP Small Caps 30/12/2010, Carteira XP Alpha 28/6/2013.
mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 Portfólio jan/14 fev/14 mar/14 abr/14
Performance: Carteiras XP
Portfólio 2014 2013 2012 2011 2010 2009 Últimos 12 m Últimos 24 m Inicial* -15,0 -10,0 -5,0 0,0 5,0 10,0fev-13 mar-13 abr-13 mai-13 jun-13 jul-13 ago-13 set-13 out-13 nov-13 dez-13 jan-14 fev-14 mar-14
DESEMPENHO ANUAL
Trocas
Carteira XP
Modificações:
Entrada de Randon. A ação caiu mais de 30% desde o final do ano passado. Apesar de vermos o ano de 2014 um pouco mais difícil do que observamos em 2013,
tudo tem um preço. A empresa tem um management muito competente, marca e market share fortes, além de um bom histórico de entrega de resultados. O patamar de preço atual atingiu os níveis de 2012, um ano que foi muito ruim para o setor, totalmente diferente do que vemos para 2014, com safra recorde e demanda se mantendo num patamar alto. O 1T14 pode ser afetado pela burocracia dos contratos do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), mas é apenas um deslocamento temporal de receita, dado que em 2014 a empresa deve reportar uma performance em linha com o que ocorreu em 2013, que já foi um ano muito forte. Em termos de valuation, o preço atual embute um cenário abaixo do que a empresa pode entregar. Logo, vemos um bom ponto de entrada.
Entrada de Petrobras. Desde final de agosto que as ações da Petrobras não integram a carteira recomendada XP. Após 7 meses, resolvemos incluir o ativo na nossa
carteira. O principal motivo da inclusão de Petrobras na nossa carteira é a volatilidade, que só tende a se manter elevada, no índice Ibovespa. Como queremos reduzir essa volatilidade em relação ao índice, resolvemos por ter uma exposição na companhia, que possui uma participação total de 12% no índice Bovespa, ON 3,96% e PN 8,119%. Assim, optamos por uma exposição ainda under em relação ao índice, uma exposição de 8%. Aliado ao mencionado, boa parte dos riscos e preocupações do mercado com a companhia estão precificados, com a mesma negociando a 54% do patrimônio. Além disso, acreditamos que em algum momento esse ano ocorrerá reajuste de preços de combustíveis e por último o fluxo de capital que tem vindo dos investidores que estavam posicionados na Rússia (todos sabem a razão da saída dos investidores da Rússia) vem para ativos de mercados emergentes e ações mais líquidas, nesse caso, Petrobras acaba se beneficiando desse fluxo positivo de capital.
Saída de Cosan. Retiramos Cosan dado a falta de visibilidade da definição em relação ao imbróglio existente entre Cosan e ALL, fator esse que consideramos
fundamental na avaliação da empresa. Sendo assim, vemos outros ativos com uma relação risco x retorno mais interessante.
Saída de Multiplus. A decisão envolvendo a retirada de Multiplus da carteira XP recomendada tem como base a maturidade em que o programa de fidelidade
atingiu. Tendo como consequência, a desaceleração em termos de evolução no volume de resgates efetuados e parcerias com instituições financeiras. Ressaltarmos que o ativo continua apresentando geração de caixa robusta, baixa necessidade de investimentos e pagamento de proventos vultosos. Sendo uma instituição com características mais apropriadas para integrar a Carteira Dividendos.
Carteira XP Dividendos
Modificações
Apesar de retirarmos Multiplus (MPLU3) da Carteira XP, mantivemos essa em nossa carteira Dividendos. Realizamos apenas uma alteração pontual que foi a redução de Telefonica (VIVT4) em 5% (após sua boa performance no mês), passando a representar 10% de nossa carteira, com a subsequente elevação de BM&F Bovespa (BVMF3) em 5% para 15%
Carteira XP Small Caps
Modificações:
Redução Saraiva. Optamos pela leve redução em Saraiva para abrir espaço para outros ativos com boas perspectivas de valorização. A empresa ainda está bem
descontada em termos de múltiplos, e os resultados da reestruturação devem começar a aparecer ao longo desse ano, apesar de poder demorar um pouco mais para se estabilizar de forma solida na operação da empresa. Essa quebra de expectativa quanto o timing da reestruturação que a empresa passa (evidenciada no último resultado) também corrobora com a nossa decisão de diminuir a exposição ao ativo, dado que o curto prazo tente a ser bem volátil para a ação.
Redução Valid. Optamos por reduzir Valid dada a forte performance que a empresa apresentou em março, mais de 15%, contra o Ibovespa se valorizando cerca de
6%. Com essa alta, realizamos parte dos ganhos e abrimos espaço para outros ativos com maiores potenciais de ganho. Continuamos otimistas com o case de Valid, por isso mantemos a ação em carteira.
Redução de Even. Apenas ajustamos o percentual para dar espaço a entrada de novos ativos.
Saída de Forjas Taurus (FJTA4). A Taurus reportou dificuldades no mercado americano de armas, com incremento de concorrência que se traduziu na perda de
margem. Dado que este é um fator exógeno que pode afetar a rentabilidade da empresa daqui para frente. Aliado a isso o processo de reorganização interna da empresa segue em curso e acreditamos que trará frutos no longo prazo, entretanto no curto prazo seus resultados podem seguir sendo afetados e mais fracos.
Entrada de Anima. Acreditamos que o setor de Educação é um setor defensivo, principalmente em um ano com diversos eventos e extremamente volátil. Trata-se
de uma boa composição para o portfólio em termos de setores, e uma empresa bem posicionada no segmento que atua. Recentemente a empresa reportou um resultado sólido, mantendo um patamar bom de crescimento de receita e bons patamares de margem. Um ponto interessante é a possibilidade do MEC autorizar a oferta de Ensino a Distancia ainda para esse ano, fato que pode trazer um incremento de crescimento e margem para a empresa. A Ânima continua bem posicionada no segmento mais premium do ensino superior e esperamos que continue executando bem a estratégia de expansão por aquisições que a companhia vem apresentando ao longo dos últimos anos.
Entrada de Randon. A ação caiu mais de 30% desde o final do ano passado. Apesar de vermos o ano de 2014 um pouco mais difícil do que observamos em 2013,
tudo tem um preço. A empresa tem um management muito competente, marca e market share fortes, além de um bom histórico de entrega de resultados. O patamar de preço atual atingiu os níveis de 2012, um ano que foi muito ruim para o setor, totalmente diferente do que vemos para 2014, com safra recorde e demanda se mantendo num patamar alto. O 1T14 pode ser afetado pela burocracia dos contratos do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), mas é apenas um deslocamento temporal de receita, dado que em 2014 a empresa deve reportar performance em linha com o que ocorreu em 2013, que já foi um ano muito forte. Em termos de valuation, o preço atual embute um cenário muito abaixo do que a empresa pode entregar. Logo, vemos um bom ponto de entrada.
Carteira XP Alpha
Modificações
Saídas de TPI (TPIS3), Cemig (CMIG4), Helbor (HBOR3) e Banco Pine (PINE4). Em seus lugares entraram Gafisa (GFSA3), Rodobens (RDNI3), JHSF (JHSF3) e Even (EVEN3).
Carteira XP
Itaúunibanco (ITUB4): a expansão das operações dos bancos privados começa a acelerar, se comparada com as taxa de concessão dos banco de controle estatal.
Porém, a originação de créditos surge com melhor qualidade, apoiada em segmentos de melhor relação risco/retorno. Agrada-nos o fato de que os níveis de spread começam a demonstrar recuperação, dado o aumento nas taxas de juros básica e sinais de arrefecimento da pressão sobre as taxas praticadas no setor. Itaúunibanco já negocia com múltiplos superiores a Bradesco, devido a sua perspectiva positiva e entrega de melhor retorno. Adicionalmente, a instituição enxugou custos e despesas nos últimos trimestres, além de ter realizado aquisições relevantes, como a participação remanescente da Redecard. Acreditamos que o desempenho divulgado no 4º trimestre superou, mais uma vez, as expectativas do mercado, sendo o melhor desempenho dentre as instituições financeiras. O banco demonstra que segue em tendência positiva em termos de queda de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle, continuidade do foco em ganhos de eficiência, evolução relevante no lucro líquido e outras métricas de retorno final.
BB Seguridade (BBSE3): a BB Seguridade representa um agregado de instituições focadas em produtos no mercado de seguros (BB Seguros), corretagem (BB
corretora) e resseguros (IRB-Brasil). Se é verdade que a empresa é controlada por um banco Estatal, o risco de intervenção é, em nossa visão, mitigado pela parceria com entes privados (ex: Mapfre). Consideramos igualmente atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto (ROE: 41%), capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Vale ressaltar que o anúncio de criação de uma nova instituição financeira por parte do BB e Banco Postal é considerado uma nova possibilidade de expansão para suas operações.
Ambev (ABEV3): já vislumbrando um ano de 2014 melhor para companhia, com incremento no volume de cerveja vendido no mercado doméstico. A companhia
reportou um forte resultado operacional no 4T13, mesmo com queda no volume de cervejas vendidas, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem Ebitda. Sobre o volume de cervejas em 2014, o incremento de volume virá da Copa do Mundo, elevando o consumo e a temperatura elevada nos primeiros meses do ano tem auxiliando nessa melhora de volume também. Aliado a isso, a companhia deve gerar uma geração de caixa recorde com estabilidade nos investimentos e por possuir caixa líquido, deverá se tornar uma interessante pagadora de dividendos. A conjunção de excelente management + liderança com excelente produto + crescimento e melhora de margem = exposição ao ativo em carteira. Reiteramos a nossa visão positiva com as ações da Ambev.
BM&FBovespa (BVMF3): Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros é líder na América Latina, sendo a principal instituição brasileira de intermediação para
operações no mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para negociação de ações, derivativos de ações, derivativos financeiros, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas à vista e commodities agropecuárias. Realizamos a retirada do ativo na data de 2 de dezembro de 2013, baseado nos reflexos que a redução da evolução esperada para o volume negociado pode causar ao resultado final da empresa ao longo do tempo. Desde então o ativo já se desvaloriza 21,4%, contra um recuo de 10,1% do Ibovespa, convergindo para múltiplos compatíveis com momentos de profundo estresse no mercado (P/E: 15 E2014 & dividend yield: 5% + programas de recompra). Porém, acreditamos que a empresa detém e deverá manter no curto, médio e longo prazo uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós negociação de ativos financeiros, evoluindo no processo de integração verticalizada de seus negócios, incentivando e investindo em iniciativas incipientes/rentáveis. Em nossa concepção, o patamar de valor para o ativo é injustificado, observando o nível elevado de suas margens operacionais (66%), retorno final, geração de caixa. Configurando uma boa oportunidade de compra para geração de valor no médio/ longo prazo.
Even (EVEN3): A Even atua nas regiões metropolitanas nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, voltada para empreendimentos
residenciais dos segmentos acessível e emergente, através da marca Open e dos segmentos médio, médio-alto e alto, por meio da marca Even. Vale ressaltar que a companhia possui uma atuação verticalizada, executando todas as etapas do processo, desse a prospecção do terreno, incorporação e vendas, até a construção e financiamento ao cliente. A Even está negociando a múltiplos extremamente atraentes. A empresa reportou um bom resultado operacional e o ano de 2014 tende a ser positivo para a companhia, que segue negociando a 4,5x P/E 2014E e 0,75x P/BV. Esse exagero, que comentamos na parte de estratégia, acabou atingindo a Even e o setor de real estate. Assim, acreditamos que as ações da Even podem apresentar um desempenho superior ao Ibovespa no médio prazo e resolvemos aumentar a exposição a companhia no mês de março.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
10% ITAU UNIBAN-PREF ITUB4 Financeiro R$ 165.489 MM 9,2x - 1,8x 21%
8% PETROBRAS-PREF PETR4 Petróleo & Gás R$ 197.521 MM 7,2x 6,0x 0,5x 8%
15% BRADESPAR SA -PR BRAP4 Mineração & Siderurgia R$ 6.432 MM 6,7x 6,5x 0,6x 9%
10% AMBEV SA ABEV3 Varejo R$ 267.077 MM 20,4x 13,5x 6,6x 34%
10% BM&FBOVESPA SA BVMF3 Bolsa R$ 20.425 MM 14,4x 11,9x 1,1x 7%
10% ESTACIO ESTC3 Educacional R$ 6.371 MM 17,2x 12,3x 3,3x 22%
10% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 55.932 MM 17,9x 12,7x 14,2x 82%
10% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 48.300 MM 16,7x 13,0x 6,7x 43%
7% RANDON PART-PREF RAPT4 Bens de Capital R$ 1.887 MM 8,3x 5,4x 1,3x 16%
10% EVEN EVEN3 Contrução Civil R$ 1.701 MM 4,7x 6,7x 0,8x 16%
Composição: Carteira XP
Carteira XP
Estácio (ESTC3): a Estácio é um dos mais relevantes grupos educacionais do país, com 78 cursos de graduação, mestrado, doutorado e cursos de extensão, para
uma base de mais de 330 mil alunos. Atualmente conta com 260 mil alunos presenciais (com forte presença no RJ) e cerca de 70 mil alunos em EAD. Tanto no segmento presencial quanto no EAD, a empresa tem apresentado um crescimento de 2 dígitos em sua base de aluno. A empresa está em um momento de ganhos de margem e melhora operacional, que pode ser observado nos resultados dos últimos trimestres. Recentemente a Estácio adquiriu a UniSEB, marca muito forte em EAD, principalmente no estado de SP. Além do EAD ser um segmento muito promissor (cresce 2 dígitos nos últimos anos), com essa aquisição a Estácio entra em São Paulo, região em que a empresa não tinha uma presença muito forte. Outro ponto a se destacar é o FIES, financiamento oferecido pelo governo e que já está em andamento, proporcionando condições muito atraentes para os alunos, ao mesmo tempo que diminui a evasão e aumenta o ticket médio para as instituições participantes. Das empresas do setor de educação preferimos a Estácio, por se tratar de um case com maior visibilidade quanto aos ganhos de margem e crescimento, ao passo que para Kroton e Anhanguera ainda restam incertezas quanto as condições de aprovação da fusão pelo CADE. Além disso, a Estácio negocia com um desconto de múltiplo em relação as demais, principalmente se considerarmos os múltiplos de Kroton e Anhanguera como se fosse uma empresa só. Estácio negocia a 17,2x Preço/Lucro 2014E e 12,7x EV/EBITDA 2014E, enquanto Kroton negocia a 19,3x Preço/Lucro e 14,7x EV/EBITDA e Anhanguera 19,2x e 12,9x.
Bradespar (BRAP4): a Bradespar é uma holding que administra investimentos do Bradesco em empresas não Financeiras. O objetivo da empresa é buscar a
valorização do patrimônio de seus acionistas a partir do investimentos em outras companhias. Os atuais investimentos da Bradespar são: 92,6% do total estão investidos nas ações de Vale (91,6% nas ON e 0,96% nas PNA’s); e os demais 7,4% em ações da CPFL Energia. Ao todo são cerca de 302,927 milhões de ações de Vale que perfazem um valor de mercado de aproximadamente R$ 10,539 bilhões; ao passo que a participação em CPFL remonta cerca de R$ 846 milhões perfazendo um total de R$ 11,386 bilhões em valor de mercado. Quando descontamos a divida líquida (divida bruta menos seu caixa) da Bradespar, chegamos a um montante de R$ 10,585 bilhões. O interessante é que o valor de mercado da Bradespar hoje em bolsa é de R$ 7,016 bilhões, ou seja, um desconto de quase 34% sobre o valor de mercado dos ativos. Esse é um dos motivos que nos levam a recomendar suas ações. Ainda que considerássemos o desinvestimento em tais ativos e descontássemos os efeitos de imposto, entendemos que um desconto de até 15% seria justificável e não os atuais 34%. Não obstante esse era o desconto médio observado ao longo de anos entre 15% e 20%. Logo entendemos que as atuais condições de mercado exacerbaram esse desconto de forma injustificada. Nos últimos 12 meses as ações de Bradespar acumulam queda de 25% ao passo que VALE5, 16%, o que reforça nossa ideia de exagero do mercado. Entendemos que isso se refere as especulações em torno da renovação de acordo de acionistas da Valepar (controladora da Vale a qual a Bradespar faz parte) que data 2017. Isso levanta especulações de que a Bradespar poderia elevar sua participação na Vale comprando mais participação, supostamente advinda de uma redução da Previ, mas com certo prêmio, o que poderia reduzir seu pagamento de dividendos inclusive. Refutamos tal ideia e entendemos que tais especulações criaram oportunidade de investir nesse veículo de exposição a Vale de forma indireta. Vale destacar a correlação histórica com as ações de Vale de 90%. Entendemos que se expor a Bradespar é comprar ações de uma empresa com um interessante yield de 6,2% (estimado para 2014), que negocia numa relação de 0,74x Patrimônio, e que se expõe essencialmente a Vale.
Cielo (CIEL3): Cielo tem como atividades principais a prestação de serviços de credenciamento de estabelecimentos comerciais e de estabelecimentos prestadores
de serviços para a aceitação de cartões de crédito e de débito, bem como de outros meios de pagamento ou meios eletrônicos necessários para registro e aprovação de transações não financeiras. Atualmente a empresa se encontra em patamares considerados atrativos em termos de preço, visto o posicionamento diferenciado no mercado de adquirência, em que as margens e perspectivas de crescimento justificam o patamar de seus indicadores de valor e expectativas para o ativo (P/E: 16 Margem Líquida: 40%). O racional de investimento está igualmente apoiado em seus resultados financeiros consistentes e ganhos de market share. Mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes com menor participação no mercado. no sentido de obter a fatia maior no segmento (GetNet e Rede). Os receios do mercado quanto a possíveis intervenções do governo já foram encerrados com a definição do Banco Central como o regulador oficial do setor.
Randon (RAPT4): A Randon é líder nacional nos segmentos que atua. Fundada em 1949, tem um marca extremamente forte e histórico de rentabilidade muito
consistente. Atua nos mercados de Veículos e Implementos (cerca de 53% da Receita Líquida), Autopeças (aproximadamente 45% da Receita Líquida) e Serviços Financeiros (segmento menos relevante, representando apenas 2% da Receita Líquida). Está entre os 5 maiores fabricantes mundiais de semirreboques (quase 30% de market share no Brasil) e é líder nacional na fabricação de materiais de fricção, freios a ar e outras autopeças para veículos comerciais. Os níveis de preços atuais não refletem o retorno que a empresa pode proporcionar, dado que 2014 tem tudo para ser um ano tão bom quanto 2013 (um dos melhores anos da companhia), mas está nos patamares de preço de 2012, um dos piores anos da empresa. Acreditamos que ao longo do tempo os investidores irão ver os resultados da empresa e os fundamentos devem começar a se refletir no preço das ações.
Petrobras (PETR4): Petrobras dispensa apresentações. Desde final de agosto que as ações da Petrobras não integram a carteira recomendada XP. Após 7 meses,
resolvemos incluir o ativo na nossa carteira. O principal motivo da inclusão de Petrobras na nossa carteira é a volatilidade, que só tende a se manter elevada, no índice Ibovespa. Como queremos reduzir essa volatilidade em relação ao índice, resolvemos por ter uma exposição na companhia, que possui uma participação total de 12% no índice Bovespa, ON 3,96% e PN 8,119%. Assim, optamos por uma exposição ainda under em relação ao índice, uma exposição de 8%. Aliado ao mencionado, boa parte dos riscos e preocupações do mercado com a companhia estão precificados, com a mesma negociando a 54% do patrimônio. Além disso, acreditamos que em algum momento esse ano ocorrerá reajuste de preços de combustíveis e por último o fluxo de capital que tem vindo dos investidores que estavam posicionados na Rússia (todos sabem a razão da saída dos investidores da Rússia) vem para ativos de mercados emergentes e ações mais líquidas, nesse caso, Petrobras acaba se beneficiando desse fluxo positivo de capital.
Carteira XP
Carteira -0,6 -2,8 37,5 -12,1 15,9 76,5 -5,5 7,8 123,5 Ibovespa -2,1 -15,5 7,4 -18,1 1,0 45,0 -11,9 -23,0 5,0 dif. p.p. 1,5 p.p. 12,7 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. 6,4 p.p. 30,8 p.p. 118,5 p.p. Carteira -6,5 2,5 3,7 - - - -Ibovespa -7,5 -1,1 7,1 - - - -dif. p.p. 1,0 p.p. 3,7 p.p. -3,3 p.p. - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009 Carteira 0,65 - -10,0% -26,5% -0,9% 4,1% 60,00 35,00 25,00 1,5% 18,5% -8,9%TTM: Últimos 12 meses (Traling Twelve months)
2014 2013 2012 2011 2010 2009 Últimos 12 m Últimos 24 m Inicial*
Performance: Carteira XP
nov/14 out/14
set/14
jan/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 dez/14
Portfólio Menor Retorno Mês
Estatísticas: Carteira XP
Portfólio Beta (TTM) Beta (atual) VaR (TTM) Sharpe (TTM) Alpha (TTM) Vol. (TTM) # Meses # Meses Positivo # Meses Negativo Maior Retorno Mês Portfólio Retorno Médio Mensal fev/14 mar/14 -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0%DESEMPENHO
Carteira XP Ibovespa 75 105 135 165 195 225 255jun-09 set-09dez-09
mar-10 jun-10 set-10dez-10 mar-11 jun-11 set-11dez-11 mar-12 jun-12 set-12dez-12 mar-13 jun-13 set-13nov-13
DESEMPENHO HISTÓRICO
Carteira XP Ibovespa -10,00 -5,00 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 CIEL3 BVMF3 ITUB4 BBSE3 Ibovespa EVEN3 Carteira XP ESTC3 CSAN3 ABEV3 MPLU3 BRAP4∆% MENSAL
Carteira XP Dividendos
Cielo (CIEL3): Cielo tem como atividades principais a prestação de serviços de credenciamento de estabelecimentos comerciais e de estabelecimentos prestadores
de serviços para a aceitação de cartões de crédito e de débito, bem como de outros meios de pagamento ou meios eletrônicos necessários para registro e aprovação de transações não financeiras. Atualmente a empresa se encontra em patamares considerados atrativos em termos de preço, visto o posicionamento diferenciado no mercado de adquirência, em que as margens e perspectivas de crescimento justificam o patamar de seus indicadores de valor e expectativas para o ativo (P/E: 16 Margem Líquida: 40%). O racional de investimento está igualmente apoiado em seus resultados financeiros consistentes e ganhos de market share. Mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes com menor participação no mercado. no sentido de obter a fatia maior no segmento (GetNet e Rede). Os receios do mercado quanto a possíveis intervenções do governo já foram encerrados com a definição do Banco Central como o regulador oficial do setor.
Telefônica (VIVT4): é a empresa que controla a operadora de telefonia Vivo. A Vivo é atualmente a empresa com maior market share do setor, a empresa que
apresenta o menor nível de reclamações na Anatel, a empresa com melhores clientes (maior participação de pós-pago) e, portanto, a empresa mais consolidada do setor de telefonia. Seu perfil de operação e sua natureza consolidada garantem uma forte geração de caixa, um balanço sólido e uma estabilidade de seu fluxo de caixa. A empresa tem grande participação no mercado de celulares pós-pago e vem crescendo através da transmissão de dados, o que confere resiliência com algum crescimento em seu fluxo de caixa. A elevação na taxa de juros também não afeta fortemente a empresa, visto que sua posição de caixa compensa a alta na taxa de juros em sua dívida. Seus números do 4T13 reforçaram nossa percepção de que a empresa se mostra muito bem posicionada para se beneficiar do crescimento da penetração de smartphones, inclusive incrementando margens através do crescimento em segmentos mais rentáveis da telefonia móvel (pós-pago por exemplo). A empresa negocia num patamar de múltiplos interessantes e apresenta um yield elevado, na casa dos 8%. Vemos sua resiliência como bem atrativa durante épocas de incertezas no mercado e seguimos vendo a empresa como uma excelente provedora de bons dividendos.
Alupar (ALUP11): a Alupar é uma holding com atuação no setor de energia, mais especificamente nos segmentos de transmissão e geração. Cerca de 87% de suas
receitas provêm do segmento de transmissão de energia, no qual ela é a maior companhia 100% privada, e uma das 5 maiores no segmento de transmissão de energia elétrica no Brasil em termos de RAP. Suas linhas não se concentram numa região específica (empresa tem atuação nacional) e seus contratos de concessão são de longo prazo com términos entre os anos de 2030 e 2042. As atividades de geração de energia concentram-se 100% em fontes renováveis, com investimentos em três usinas hidrelétricas (“UHEs”), três Pequenas Centrais Hidrelétricas (“PCHs”) e um Projeto Eólico (composto por 10 parques eólicos). Essas operações são garantidas por meio de contratos de concessão e autorizações com términos entre os anos de 2034 e 2047 e com 84% do volume total de energia, que atualmente a empresa é capaz de comercializar contratada para o longo prazo. A Alupar é uma empresa eficiente operacionalmente, com baixo nível de indisponibilidade de suas linhas, margens acima da média e retorno elevado (característica do segmento de transmissão). Seus contratos de longo prazo fogem do modelo que gerou contestação e discussão com o governo, logo o risco regulatório da empresa nos parece mitigado comparativamente a outros players do setor, o que torna o ativo uma excelente opção. Adicionalmente, a empresa tem na maturação de seus projetos de geração um importante gerador de valor para a companhia. A oferta de ações, assim como a maturação de seus investimentos de geração de energia, permitirão à empresa reduzir sua alavancagem. Seu payout mínimo é de 50%, o que nos leva a crer que a empresa possa propiciar um yield de 6% a 8% a.a. no curto prazo, entendemos que o cenário de elevação de juros possa ser um motivo que justifique o fraco desempenho de suas ações em bolsa. Adicionalmente como empresa não corre o risco de racionamento dado a característica do segmento de transmissão de energia.
Multiplus (MPLU3): a Multiplus é um programa de fidelidade que foi originalmente uma parte integral de TAM. O negócio é, basicamente, a venda de pontos para
o programa para os parceiros e a troca de pontos dos clientes finais para passagens de aviação. Os principais pontos do modelo de negócios da Multiplus são: (i) a baixa exigência de capex para expansão, (ii) um limite natural no número de concorrentes no mesmo espaço e (iii) o fluxo de caixa, que tem sido consistentemente positivo quando olhamos o médio e longo prazo. Sendo uma opção mais razoável em termos de valor no setor de fidelidade (P/E: 12,5 & dividend yield: 7%). Acreditamos que com o novo CEO, Roberto Medeiros, a empresa sinaliza maior credibilidade em termos de elevação dos níveis de governança, um melhor relacionamento com instituições financeiras e conhecimento sobre a estrutura operacional da instituição.
BB Seguridade (BBSE3): ver comentário na página 4. Bradespar (BRAP4): ver comentário na página 5.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
10% BRADESPAR SA -PR BRAP4 Mineração & Siderurgia R$ 6.432 MM 6,7x 6,5x 0,6x 9%
10% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 55.932 MM 17,9x 12,7x 14,2x 82%
10% TELEF BRASI-PREF VIVT4 Telecom R$ 50.374 MM 13,8x 4,7x 1,2x 9%
15% ALUPAR INV-UNIT ALUP11 Energia Elétrica R$ 3.724 MM 11,9x 7,9x 1,4x 13%
10% TRACTEBEL TBLE3 Energia Elétrica R$ 23.166 MM 13,3x 7,6x 4,0x 30%
15% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 48.300 MM 16,7x 13,0x 6,7x 43%
15% MULTIPLUS SA MPLU3 - R$ 4.150 MM 12,7x 7,4x 23,0x 176%
15% BM&FBOVESPA SA BVMF3 Bolsa R$ 20.425 MM 14,4x 11,9x 1,1x 7%
Composição: Carteira XP Dividendos
Carteira XP Dividendos
Tractebel (TBLE3): A Tractebel é a maior empresa geradora de energia de capital privado do país (valor de mercado de cerca de R$ 22,2 bilhões), sendo
responsável pela geração de cerca de 6,3% de toda energia do país. 81% de sua capacidade advém de hidroelétricas, 17% termoelétricas e 2% complementares (eólicas, biomassa e PCH’s). Em geral a empresa possui usinas novas e contratos de longa duração (concessões expiram após 2028) o que propicia eficiência operacional e resiliência financeira. Suas receitas, assim como Ebitda e Lucro apresentam um crescimento médio anual (últimos 5 anos) da ordem de 10%, o que se traduz também em bons dividendos. Nesse sentido, esperamos um yield entre 5% a 6% para esse ano com a empresa mantendo sua política de distribuição de 55% de seu lucro através de pagamentos semestrais. A empresa conta com um caixa forte e baixo endividamento (DL/EBITDA de cerca de 0,9x) o que garante tranquilidade para o pagamento de dividendos, mesmo com os investimentos que a empresa realiza em novas usinas. Seu controlador é o grupo belga Suez com 68,7% de suas ações. Nossa exposição a ela se deve a: (i) estabilidade e previsibilidade de fluxo de caixa, num ambiente de muita incerteza no mercado; (ii) empresa que alia crescimento com rentabilidade (ROE na casa dos 30%); (iii) a queda recente (aproximadamente 10% desde a máxima) trouxe o ativo para um patamar de múltiplos interessante (P/L 2014E de 12,4x); dividend yield interessante da ordem de 5% a 6%; (iv) management qualificado e excelente track record em novos projetos de geração de energia; (v) solida posição financeira; (vi) perfil operacional diferenciado (usinas novas, contratos de longo prazo, diversificação adequada entre fontes de geração e clientes).
BM&FBovespa (BVMF3): Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros é líder na América Latina, sendo a principal instituição brasileira de intermediação para
operações no mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para negociação de ações, derivativos de ações, derivativos financeiros, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas à vista e commodities agropecuárias. Realizamos a retirada do ativo na data de 2 de dezembro de 2013, baseado nos reflexos que a redução da evolução esperada para o volume negociado pode causar ao resultado final da empresa ao longo do tempo. Desde então o ativo já se desvaloriza 21,4%, contra um recuo de 10,1% do Ibovespa, convergindo para múltiplos compatíveis com momentos de profundo estresse no mercado (P/E: 15 E2014 & dividend yield: 5% + programas de recompra). Porém, acreditamos que a empresa detém e deverá manter no curto, médio e longo prazo uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós negociação de ativos financeiros, evoluindo no processo de integração verticalizada de seus negócios, incentivando e investindo em iniciativas incipientes/rentáveis. Em nossa concepção, o patamar de valor para o ativo é injustificado, observando o nível elevado de suas margens operacionais (66%), retorno final, geração de caixa. Configurando uma boa oportunidade de compra para geração de valor no médio/ longo prazo.
Carteira XP Dividendos
Carteira 1,7 14,1 16,4 3,6 29,3 41,8 4,7 17,0 134,0 Ibovespa -2,1 -15,5 7,4 -18,1 1,0 74,5 -11,9 -23,0 26,3 dif. p.p. 3,8 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 28,3 p.p. -32,7 p.p. 16,6 p.p. 40,1 p.p. 107,7 p.p. Carteira -4,1 0,0 6,0 - - - -Ibovespa -7,5 -1,1 7,1 - - - -dif. p.p. 3,4 p.p. 1,1 p.p. -1,1 p.p. - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009 Carteira 0,63 - -7,9% -8,4% 10,2% 3,6% 63,00 42,00 21,00 1,4% 9,6% -8,5%TTM: Últimos 12 meses (Traling Twelve months)
2014 Últimos
24 m Inicial*
Performance: Carteira XP Dividendos
Portfólio 2013 2012 2011 2010 2009 Últimos 12 m # Meses Positivo # Meses Negativo Retorno Médio Mensal Maior Retorno Mês Menor Retorno Mês dez/14
Estatísticas: Carteira XP Dividendos
Portfólio Beta (TTM) Beta (atual) VaR (TTM) Sharpe (TTM) Alpha (TTM) Vol. (TTM) # Meses
jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 Portfólio jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14
-15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0%
DESEMPENHO 2013
Carteira XP Dividendos Ibovespa
75 105 135 165 195 225 255
DESEMPENHO HISTÓRICO
Carteira XP Dividendos Ibovespa
-10,00-7,50 -5,00 -2,50 0,00 2,50 5,00 7,50 10,0012,5015,0017,50 CIEL3 VIVT4 BVMF3 BBSE3 Ibovespa Carteira XP TBLE3 ALUP11 MPLU3 BRAP4
∆% MENSAL
Carteira XP Small Caps
Valid (VLID3): a Valid é uma empresa com atuação em 4 segmentos: Meios de Pagamento (principalmente cartões bancários), Sistemas de Identificação (emissão
de CNH, documentos de veículos, RG, dados biográficos e biometria), Telecomunicações (venda de chips de celular ou serviços gráficos para telefonia) e Certificado Digital. Essas diferentes frentes de negócio possibilitam uma diversificação de risco e simultaneamente abrem diversas oportunidades de crescimento. Hoje a maior parte da geração de caixa operacional da empresa (60%) vem do segmento de Sistemas de Identificação, que conta com barreiras de entradas consideráveis (confiabilidade de serviço e investimento alto para troca de operador), além de proporcionar uma geração de caixa recorrente para sustentar e dar conforto para criação de novas linhas de negócios. Recentemente o segmento de Meios de Pagamento e Telecomunicações não tem performado bem, porém a empresa já realizou uma reestruturação para a nova realidade de menores volumes. A ação sofreu bastante por causa dessa queda, alinhando as expectativas dos investidores ao novo patamar de produção desses segmentos. Porém um ponto crucial foi o anúncio de associação com os Correios, que a empresa divulgou dia 02/12 e que pode ser um ponto de mudança estrutural no case de investimento. Alguns serviços que podem estar no escopo são: transmissão eletrônica de contas/extratos que hoje são feitos via papel e transmissão/distribuição de documentos oficiais autenticados digitalmente (a Valid já tem o segmento de Certificação Digital em operação). Lembrando que os Correios tem atuação nacional e capilaridade extremamente relevante. Apesar de não termos nenhuma informação adicional sobre a associação, sabemos que a Valid já foi escolhida como parceira e em breve a empresa deve divulgar mais detalhes. O ponto importante é que ninguém está colocando isso na conta ainda, e a medida que saírem mais informações a ação pode performar.
Brasil Insurance (BRIN3): Devido a inflexão relevante em termos de desempenho operacional neste 4º trimestre, que ocasionou uma desvalorização relevante em
um único pregão (cerca de -30%), a instituição passa por revisão minuciosa no que diz respeito as nossas expectativas para o ativo. Vale ressaltar que a magnitude desta variação brusca de valor acaba gerando desconfiança quanto a sua validade. De modo geral, vemos a Brasil Insurance como um veículo de exposição único no segmento de seguros, inerente a sua própria forma de atuação. Atualmente, a companhia é uma das maiores e mais diversificadas companhias brasileiras de corretagem de seguros, composta por 51 Sociedades Corretoras. As Sociedades Corretoras comercializam amplo portfólio de produtos. Em nossa percepção, o mercado de seguros no Brasil segue extremamente fragmentado, abrindo espaço tanto para crescimento orgânico, quanto inorgânico.
Grazziotin (CGRA4): a Grazziotin é uma empresa de comércio varejista, com foco no segmento de vestuário e utilidades domésticas, com atuação notadamente na
região sul do país. A Grazziotin apresenta diferenciais importantes que nos deixam otimistas com seu case: suas lojas não se encontram nos grandes centros urbanos, o seu ticket médio de venda é baixo e o impacto do câmbio é praticamente nulo para a empresa; seu posicionamento geográfico (sul do país) e de público (classes C e D) parecem permitir à empresa crescer e se aproveitar do aumento de renda percebido por essa parcela da população. Seus números de 2013 reforçaram nossa visão positiva sobre a empresa. Por qualquer métrica que se observe ou por qualquer período que se compare, seus números do 4T13 foram impressionantes. Num momento onde vemos diversas varejistas reportando números ruim, com decréscimo de same store sales e perda de margens a Grazziotin inverte a lógica e faz exatamente ao contrário: aumenta expressivamente as vendas nas mesmas lojas e melhora margem. O resultado só reforça nossa confiança no case. Além de bons números nossa visão atrativa é reforçada pelo seu valuation extremamente descontado, que fazem dela um claro exemplo de value
investing bem ao estilo dos clássicos fundamentalistas. Empresa negocia a um P/L (últimos 12 meses) de 7x e um EV/Ebitda de 4,7x, frente a média de peers
comparáveis de 19,6x e 9,9x respectivamente.
Even (EVEN3): A Even atua nas regiões metropolitanas nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, voltada para empreendimentos
residenciais dos segmentos acessível e emergente, através da marca Open e dos segmentos médio, médio-alto e alto, por meio da marca Even. Vale ressaltar que a companhia possui uma atuação verticalizada, executando todas as etapas do processo, desse a prospecção do terreno, incorporação e vendas, até a construção e financiamento ao cliente. A Even está negociando a múltiplos extremamente atraentes. A empresa reportou um bom resultado operacional e o ano de 2014 tende a ser positivo para a companhia, que segue negociando a 4,5x P/E 2014E e 0,75x P/BV. Esse exagero, que comentamos na parte de estratégia, acabou atingindo a Even e o setor de real estate. Assim, acreditamos que as ações da Even podem apresentar um desempenho superior ao Ibovespa no médio prazo e resolvemos aumentar a exposição a companhia no mês de março.
Banco Banrisul (BRSR6): Estabelecido em 1928, o Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A., banco múltiplo controlado pelo Estado do Rio Grande do Sul, está
entre as 7 maiores instituições financeiras do Brasil em número de agências e em depósitos totais, segundo dados do Banco Central, e é líder no mercado regional. O ativo se desvalorizou cerca de 35%, desde de novembro de 2013, devido as desconfianças do mercado com relação a trajetória de inadimplência, índices de cobertura, despesas administrativas da instituição. Convergindo de forma acelerada para o patamar de P/E: 6,5 e P/BV: 0,95 para final de 2014. Observando o desempenho referente ao 4º trimestre de 2013, podemos destacar a resiliência em termos de resultado final da instituição. Apoiada na elevação gradual de seus índices de cobertura (provisões efetuadas/ necessárias), redução das operações de crédito em atraso em função da regularização dos pagamentos advindos da adquirida carteira do Banco Cruzeiro do Sul (Banco do Brasil como novo liquidante da operação) e manutenção do retorno final da instituição em patamar acima do custo de capital para o banco (ROE: 16%). Dito isto, a volta do grupo para o portfólio tem como principal justificativa a disparidade entre o nível de retorno
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
15% VALID SA VLID3 Tecnologia R$ 1.907 MM 14,0x 7,5x 3,1x 22%
10% BRASIL INSURANCE BRIN3 Financeiro R$ 1.603 MM 11,1x 7,2x 2,8x 27%
10% ANIMA ANIM3 - R$ 1.712 MM 13,4x 10,1x 2,8x 22%
20% GRAZZIOTIN-PREF CGRA4 Varejo R$ 381 MM - - -
-15% SARAIVA SA-PREF SLED4 - R$ 467 MM 4,1x 2,8x 0,7x 17%
20% EVEN EVEN3 Contrução Civil R$ 1.701 MM 4,7x 6,7x 0,8x 16%
10% BANRISUL-PREF B BRSR6 Financeiro R$ 4.877 MM 6,1x - 0,9x 15%
Composição: Carteira XP Small Caps
Carteira XP Small Caps
Saraiva (SLED4): a Saraiva tem o capital aberto há 40 anos, e atualmente tem 2 segmentos de negócios: Varejo e Editora. O Varejo corresponde a cerca de 80% da
Receita Líquida e a Editora 20%. Em Abril desse ano a empresa começou uma mudança na forma de olhar o negócio, focando no serviço e experiência do consumidor (tripé acervo, atendimento e serviço). Recentemente contrataram o ex-CEO da Microsoft, Michel Levy, para comandar essa nova fase da empresa. O foco da empresa daqui para frente será a rentabilidade e não crescimento a qualquer custo. O segmento de Varejo vem apresentando um bom crescimento de receita, principalmente puxado pela parte de e-commerce. Outra vertente interessante é a abertura de lojas nos aeroportos (recentemente abriram em Guarulhos e anunciaram mais 5 lojas no aeroporto de Viracopos), que conta com um fluxo interessante e baixa concorrência. O segmento Editorial vem passando por varias ações de reestruturação na parte de marketing e a parte de Sistemas de Ensino tem um grande potencial, lembrando que a margem desse segmento é maior que a do Varejo. O modelo operacional da empresa nos agrada e a empresa tem apresentado consistência no crescimento das principais linhas financeiras. Enxergamos muito valor na empresa, principalmente com a reestruturação pela qual a empresa está passando. Além disso, a Saraiva negocia a múltiplos consideravelmente baixos (P/L 2014E 5,4x e EV/EBITDA de 4x) se compararmos tanto com empresas de varejo quanto educação (dado que não existe empresa similar para compararmos).
Randon (RAPT4): A Randon é líder nacional nos segmentos que atua. Fundada em 1949, tem um marca extremamente forte e histórico de rentabilidade muito
consistente. Atua nos mercados de Veículos e Implementos (cerca de 53% da Receita Líquida), Autopeças (aproximadamente 45% da Receita Líquida) e Serviços Financeiros (segmento menos relevante, representando apenas 2% da Receita Líquida). Está entre os 5 maiores fabricantes mundiais de semirreboques (quase 30% de market share no Brasil) e é líder nacional na fabricação de materiais de fricção, freios a ar e outras autopeças para veículos comerciais. Os níveis de preços atuais não refletem o retorno que a empresa pode proporcionar, dado que 2014 tem tudo para ser um ano tão bom quanto 2013 (um dos melhores anos da companhia), mas está nos patamares de preço de 2012, um dos piores anos da empresa. Acreditamos que ao longo do tempo os investidores irão ver os resultados da empresa e os fundamentos devem começar a se refletir no preço das ações.
Anima (ANIM3): Ânima atua em um nicho mais específico se comparar com as demais abertas. A empresa tem uma presença muito forte em BH e tem um foco
maior na qualidade (ticket médio maior). A empresa tem mostrado um bom crescimento de receita e base de alunos, e um bom incremento de margem. Um outro ponto importante é a possibilidade do MEC credenciar o EAD da empresa ainda esse ano, lembrando que o Ensino a Distancia é um vetor de crescimento extremamente importante para o setor de ensino superior. A Ânima continua com a estratégia de crescimento por aquisição, e tem mostrado um bom histórico nos recentes investimentos. Acreditamos que o setor de Educação é um setor defensivo, principalmente em um ano com diversos eventos e extremamente volátil. Trata-se de uma boa composição para o portfólio em termos de setores, e uma empresa bem posicionada no segmento que atua. Recentemente a empresa reportou um resultado sólido, mantendo um patamar bom de crescimento de receita e bons patamares de margem. Um ponto interessante é a possibilidade do MEC autorizar a oferta de Ensino a Distancia ainda para esse ano, fato que pode trazer um incremento de crescimento e margem para a empresa. A Ânima continua bem posicionada no segmento mais premium do ensino superior e esperamos que continue executando bem a estratégia de expansão por aquisições que a companhia vem apresentando ao longo dos últimos anos.
Carteira XP Small Caps
Carteira -13,8 -10,4 29,6 -18,9 - - -26,4 -7,0 -17,2 Ibovespa -2,1 -15,5 7,4 -18,9 - - -11,9 -23,0 -29,0 dif. p.p. -11,7 p.p. 5,1 p.p. 22,2 p.p. 0,0 p.p. - - -14,5 p.p. 16,1 p.p. 11,9 p.p. Carteira -9,6 -1,4 -3,4 - - - -Ibovespa -7,5 -1,1 7,1 - - - -dif. p.p. -2,1 p.p. -0,2 p.p. -10,4 p.p. - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009 Carteira 0,57 - -12,1% -65,4% -22,7% 4,3% 40,00 18,00 22,00 -0,3% 13,7% -9,6%TTM: Últimos 12 meses (Traling Twelve months)
Performance: Carteira XP Small Caps
Portfólio jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 2009 Últimos
12 m
Últimos
24 m Inicial* Portfólio 2014 2013 2012 2011 2010
set/14 out/14 nov/14 dez/14
Estatísticas: Carteira XP Small Caps
Portfólio Beta (TTM) Beta (atual) VaR (TTM) Sharpe (TTM) Maior Retorno Mês Menor Retorno Mês Alpha (TTM) Vol. (TTM) # Meses # Meses Positivo # Meses Negativo Retorno Médio Mensal -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0%
DESEMPENHO 2013
Carteira XP Small Caps Ibovespa
60 70 80 90 100 110 120
fev-11 mai-11 ago-11 nov-11 fev-12 mai-12 ago-12 nov-12 fev-13 abr-13 jul-13 out-13
DESEMPENHO HISTÓRICO
Carteira XP Small Caps Ibovespa
-40,00 -30,00 -20,00 -10,00 0,00 10,00 20,00 30,00 VLID3 BRSR6 Ibovespa EVEN3 CGRA4 Carteira XP FJTA4 SLED4 BRIN3
∆% MENSAL
Carteira XP Alpha
Observação:
Lembramos que a carteira XP Alpha é uma carteira essencialmente quantitativa, na medida em que a definição dos ativos que a compõe obedecem alguns parâmetros pré-definidos baseados em indicadores fundamentalistas. O processo de definição dos ativos acontece da seguinte forma: (i) aplicamos um filtro de liquidez de forma a trabalhar com ativos que satisfaçam certos requerimentos mínimos; (ii) a partir dessas empresas aplicamos filtros com parâmetros fundamentalista que foram previamente definidos pela equipe fundamentalista; (iii) com as empresas que satisfaçam tais filtros elaboramos um ranking que segue um esquema de pontuação com objetivo de selecionar as que apresentam um melhor conjunto de tais parâmetros fundamentalistas. Importante mencionar ainda que os ativos definidos não representam necessariamente as preferências dos analistas, uma vez que o juízo de valor do analista não se aplica à definição dos ativos.
Sua revisão é mensal e o objetivo dessa carteira é gerar alpha para aqueles que a seguirem. Mas o que é alpha? É a diferença entre a rentabilidade de um portfólio e seu benchmark, ponderada pelo risco. É uma carteira que busca alcançar retornos superiores ao seu benchmarking (Ibovespa) levando em conta o diferencial de risco no investimento na carteira comparativamente ao índice.
P/L EV/EBITDA P/VPA ROE
16% GAFISA GFSA3 Contrução Civil R$ 1.446 MM 11,5x 8,9x 0,5x 5%
14% OI SA-PREF OIBR4 Telecom R$ 5.727 MM 7,9x 4,4x 0,5x 2%
14% RODOBENS RDNI3 Contrução Civil R$ 518 MM 6,0x 5,2x 0,6x 11%
14% BANCO DO BRASIL BBAS3 Financeiro R$ 64.501 MM 6,3x - 0,8x 14%
14% JHSF PART JHSF3 - R$ 1.728 MM 12,4x 10,2x 1,3x 10%
14% EVEN EVEN3 Contrução Civil R$ 1.701 MM 4,7x 6,7x 0,8x 16%
14% SONAE SIERRA BRA SSBR3 Shoppings R$ 1.391 MM 10,5x 9,6x 0,5x 6%
Composição: Carteira XP Alpha
Carteira XP Alpha
Carteira 1,3 -3,3 - - - -3,8 Ibovespa -2,1 8,5 - - - 4,6 dif. p.p. 3,4 p.p. -11,8 p.p. - - - -8,4 p.p. Carteira -9,30 2,51 8,9 - - - -Ibovespa -7,50 -1,14 7,1 - - - -dif. p.p. -1,8 p.p. 3,6 p.p. 1,8 p.p. - - - -*Inicial: Carteira XP 30/4/2009 Carteira - - - 9,00 4,00 5,00 -0,2% 9,0% -9,3%TTM: Últimos 12 meses (Traling Twelve months)
Performance: Carteira XP Alpha
Portfólio 2014 2013 2012 2011 2010 2009
fev/14 mar/14 abr/14 mai/14
Últimos 12 m Últimos 24 m Inicial* # Meses Positivo # Meses Negativo Retorno Médio Mensal Maior Retorno Mês Menor Retorno Mês dez/14
Estatísticas: Carteira XP Alpha
Portfólio Beta (TTM) Beta (atual) VaR (TTM) Sharpe (TTM) Alpha (TTM) Vol. (TTM) # Meses
jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 Portfólio jan/14 -15,0% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0%
out-13 nov-13 dez-13 jan-14 fev-14
DESEMPENHO 2013
Carteira XP Alpha Série2
0 500 1000 1500 2000 2500 3000
dez-03 set-04 jun-05 mar-06 dez-06 set-07 jun-08 mar-09 dez-09 set-10 jun-11 mar-12 dez-12
BACKTEST
Carteira XP Alpha Ibovespa
-20,00 -10,00 0,00 10,00 20,00 30,00 SSBR3 PINE4 HBOR3 CMIG4 BBAS3 Carteira XP Ibovespa TPIS3 OIBR4
∆% MENSAL
Disclaimer
1. O atendimento de nossos clientes pessoas físicas e jurídicas (não institucionais) é realizado por agentes de investimento. Todos os agentes de investimento que atuam através da XP Investimentos CCTVM S/A (“XP Investimentos Corretora”) encontram-se devidamente registrados na Comissão de Valores Mobiliários. A relação completa de agentes de investimento da XP Investimentos Corretora pode ser consultada no site http:// www.cvm.gov.br > Agentes Autônomos > Relação dos Agentes Autônomos contratados por uma Instituição Financeira > Corretoras > XP Investimentos e no site http://www.xpi.com.br, da XP Investimentos. Na forma da legislação da CVM, o agente autônomo de investimento não pode administrar ou gerir o patrimônio de investidores. O agente de investimento é um intermediário e depende da autorização prévia do cliente para realizar operações no mercado financeiro.
2. Este relatório foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S/A (´XP Investimentos Corretora´) e tem como único propósito fornecer informações que possam ajudar o investidor a tomar sua decisão de investimento. Este relatório não constitui oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data da divulgação deste relatório e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis.
3. O analista de investimento responsável pela elaboração deste relatório, em conformidade ao artigo 17, I, da Instrução Normativa CVM n. 483/10, declara que as recomendações expressas neste relatório refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais e foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à pessoa ou a instituição à qual está vinculado.
4. O analista de investimento está indiretamente envolvido na intermediação dos valores mobiliários objeto deste relatório, em conformidade ao artigo 17, II, c, da Instrução Normativa CVM n. 483/10.
5. A remuneração do analista de investimento responsável por este relatório é indiretamente influenciada pelas receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela pessoa a que esteja vinculado, em conformidade ao artigo 17, II, e, da Instrução Normativa CVM n, 483/10.
6. Os instrumentos financeiros discutidos neste relatório podem não ser adequados para todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de cada investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A rentabilidade de instrumentos financeiros pode apresentar variações, e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste relatório em relação a desempenhos futuros. A XP Investimentos Corretora se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.
7. Este relatório não pode ser reproduzido ou redistribuído para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento por escrito da XP Investimentos Corretora. Informações adicionais sobre os instrumentos financeiros discutidos neste relatório se encontram disponíveis quando solicitadas.
8. A Ouvidoria da XP Investimentos Corretora tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. Para contato, ligue 0800 722 3710.
9. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Corretora: www.xpi.com.br. 10. Inexistem situações de conflitos de interesses entre a XP Investimentos e a utilização desse produto.
11. Este relatório é baseado na avaliação dos fundamentos de determinadas empresas e dos diferentes setores da economia. A análise do ativo objeto do relatório utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento.
12. Este produto é indicado, sobretudo, a investidores cujo perfil haja sido definido como Moderado, Moderado-agressivo, Agressivo, de acordo com a Política de Suitability empregada pela XP Investimentos. 13. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, dependendo das cotações nos mercados. O investimento em ações é um investimento de risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. O patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.