Em. Pref. João Matheus Telles de Menezes Bady Bassitt, _______ de ____________________________ de 2021 Nome: ________________________________________________________ 8º ano: ____ nº: ____________ Semana de 22/03 a 26/03 8º ano Português (Aula 1)
Complemento nominal é a informação que completa o sentido de um nome - substantivo, adjetivo ou advérbio - contido na oração.
Exemplos de complemento nominal
• Frituras fazem mal ao fígado. (“ao fígado” completa o sentido do adjetivo “mal”)
• Estamos ansiosos com a sua chegada. (“com a sua chegada” completa o sentido do adjetivo “ansiosos”)
• Alguém tem notícias dela? (“dela” completa o sentido do substantivo “notícias”)
• Fique perto de mim. (“de mim” completa o sentido do advérbio “perto”)
• Música alta faz mal aos ouvidos. (“aos ouvidos” completa o sentido do advérbio “mal”)
• Estavam radiantes com as suas notas. (“com as suas notas” completa o sentido do adjetivo “radiantes”)
1. Leia às orações a seguir, grife o complemento nominal por elas representado: a) Marcos sempre foi leal com seus amigos.
b) Algumas empresas determinaram uma limitação dos lucros. c) Os alunos apresentaram resistência ao aumento da mensalidade. d) Estamos contentes com sua visita.
e) Todos os projetos foram benéficos à população.
2. Transforme em substantivo o verbo transitivo destacado, conforme o exemplo: Construir uma torre.
a construção da torre
Observe que os termos que completam os verbos (os objetos) tornar- se, com a transformação, complementos nominais, porque passam a complementar substantivos (nomes).
a) Estudar matemática. b) Libertar os prisioneiros. c) Dedicar-se à música. d) Referir-se ao assunto. e) Agredir a torcida adversária.
3. Leia esta tira, de Jean Galvão:
Observe o primeiro quadrinho.
Qual é o complemento do verbo “têm”? Que função sintática ele desempenha?
_____________________________________________________________________________
4. A palavra medo é um substantivo cujo sentido se completa com outras palavras.
a) Nas sugestões feitas pela professora, que expressões complementam o sentido do medo? ________________________________________________________________________________ b) Logo, qual é a função sintática dessas expressões?
5. No último quadrinho, a professora lê o que o aluno escreveu: “Tenho medo de complementos nominais”. Qual é a função sintática do termo destacado?
________________________________________________________________________________
6. A resposta do aluno, responsável pelo humor da tira, permite-nos fazer algumas inferências sobre a situação.
a) De que tipo de aula ele participava?
________________________________________________________________________________ b) Qual seria a intenção da professora ao pedir aos alunos que escrevessem termos com a função de complemento nominal?
________________________________________________________________________________ c) Por que a resposta do aluno cria humor?
________________________________________________________________________________ Língua Portuguesa
(Aula 2)
1.Leia a tira a seguir e responda às questões de 1 a 4.
No 1º quadrinho da tira um pinguim fala para os outros pinguins da carta que recebeu.
a) quem escreveu a carta?
______________________________________________________________________________ b) segundo o pinguim, onde se encontra o autor da carta e como está sua
2) No 2º quadrinho, o que o pinguim diz aparece como legenda. Ele conta que o filho trabalha na “supervisão do setor de abastecimento”.
a) Para o pinguim, o filho realiza um bom trabalho? Justifique sua resposta.
______________________________________________________________________________ b) De acordo com o que a imagem do quadrinho mostra, o que o filho faz?
______________________________________________________________________________ c) Ele realiza um trabalho importante? Justifique sua resposta.
______________________________________________________________________________ 3) observe a expressão:
supervisão do setor de abastecimento
a) Supervisão em geral, é a ação de supervisionar, ou seja, inspecionar um trabalho. Nessa frase, qual é o alvo da supervisão?
______________________________________________________________________________ b) Nesse contexto, qual é a função sintática do termo do setor?
______________________________________________________________________________
4) o humor da tira está principalmente no 2º quadrinho e resulta da contraposição da legenda com a imagem. Nesse contexto:
a) Qual é o sentido da palavra supervisão?
______________________________________________________________________________ b) E o sentido de setor de
abastecimento?
_________________________________________________
5. Destaque o complemento nominal das orações abaixo:a) A notícia da morte espalhou-se depressa. b) Ela tem saudades de mim.
c) Você tem receio daquele desvairado?
Língua Portuguesa (Aula 3)
Coerência e coesão A conectividade
Um texto não é simplesmente um amontoado de palavras e frases. Para fazer sentindo, ele precisa ter textualidade, isto é, deve apresentar articulação de ideias (coerência) e articulação gramatical entre palavras, orações, frases e partes maiores (coesão).
Conectivos são palavras de ligação que cumprem um papel decisivo na construção da coerência e coesão textual.
O texto abaixo não apresenta textualidade, porque foram supridas algumas palavras essenciais para a construção de seu sentido. Veja:
Estou___ meio__ brisa ___bico de bem-te-vi, ___torre inclinada de Pisa ___Rio, Berlim e Paris. Estou___ um triz! Mas estou _____siri, Muito longe___ boca, Mas___ ponta de nariz. E também____ giz!
Mesmo não estando___ bola, Eu sei muito bem____ driblo: Não façam nunca o que eu faço, Mas façam sempre o que digo. Em caso contrário, não ligo!
(Sérgio Capparelli. Poesia de bicicleta. Porto Alegre: L&PM, 2009. P. 18.) 1. Complete o texto com as palavras que faltam:
Por da no em na que
2. Leia o texto novamente, agora com as palavras que faltam. Trata-se de uma charada. Você consegue descobrir a resposta?__________________________________________________ 3. Entre as palavras que completam o texto, algumas indicam lugar.
a) Quais são elas?_______________________________________________________ b) Considerando o que diz o poema, responda: Por que essas que indicam lugar são
4. Observe o texto da maneira como ele foi apresentado inicialmente e depois com as palavras que foram suprimidas. Conclua: Qual é o papel dessas palavras no
texto?______________________________________________________________________ Língua Portuguesa
(Aula 4)
Os conectivos e os seus efeitos de sentido
Há diversificados elementos que são utilizados no encadeamento das ideias em um texto, formando um todo articulado e harmônico. Com o intuito de se perceber a importância dos conectivos, propõe-se a leitura de pensamentos de Rubem Alves. No espaço indicado, complete com o conectivo adequado.
1) “Antigamente’ é um tempo que se foi, _____________ que se recusa a ir de vez e fica dentro da gente, atormentando o coração com saudade.”
2) “Não se podem prometer sentimentos. Eles não dependem da nossa vontade. Sua existência é efêmera ____________ o voo dos pássaros.”
3) “Os olhos são a lâmpada do corpo. _____________ os olhos forem bons, o mundo será belo. ______________ os olhos forem maus, o mundo será sinistro. O paraíso mora dentro dos olhos.” 4) “Somos belos ________________ dentro de nós há um jardim que, vez por outra, se deixa ver através de nossos gestos.”
5) “As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras ________________ melhorar os olhos.”
Pensamentos disponíveis em: <http://rubemalves.com.br/site/>.
Língua Portuguesa (Aula 4)
Leia o fragmento.
Esponjas-do-mar
Ahhh… As esponjas-do-mar. Elas não são exatamente as coisinhas mais fofas dos oceanos. Não têm olhinhos, línguas, orelhinhas, boca ou até mesmo um cérebro, né? Também não se movem, e algumas se parecem com Cheetos.
Para a maioria das pessoas, elas são plantas bonitinhas que vivem nos recifes de corais e são usadas como pula-pula por filhotes de peixes. ______________, na verdade, elas são os animais multicelulares mais simples do mundo. E vou explicar por que elas são tão LEGAIS!
Um novo estudo sugere que as esponjas existem há pelo menos 640 milhões de anos. Ou seja, 400 milhões de anos antes dos dinossauros e 100 milhões de anos antes de qualquer outro animal! […]
Disponível em: <http://www.greenpeace.org/brasil/>. (Fragmento). Para mas porque se como
6. Levando-se em consideração o contexto acima, o espaço indicado deve ser preenchido com o conectivo:
a) Portanto b) Pois c) Mas d) Assim
7. No último parágrafo do texto, o conectivo, “ou seja”, estabelece uma relação de: a) conclusão b) explicação c) comparação d) condição Língua Portuguesa (Aula 5)
Conforme você pode observar, certas palavras e expressões contribuem para que um texto apresente articulação tanto no plano gramatical (coesão) quanto no plano das ideias (coerência). Essas palavras, como por, de, em, que e outras, como mas, para, à medida que, assim que etc., são chamadas de conectivos.
Assista ao vídeo seguir sobre coesão e coerência para complementar o seu aprendizado. https://www.youtube.com/watch?v=tar8ZPEgAZM
Leia esta piada para responder às questões de 1 a 4.
a) De acordo com o contexto, que palavra completa adequadamente a
frase?_________________________________________________________________________ b) Essa palavra indica adição, alternância ou oposição?_________________________________ 2. Releia estas frases do texto, observando o papel da palavra e da expressão destacadas:
Uma moça do interior se preparou para ir ao baile do ano de sua cidade. Ela, a fim de não arrumar confusão, aceitou dançar com ele.
Essa palavra e essa expressão indicam tempo, consequência, finalidade ou causa?___________ 3.Observe o emprego da palavra e no texto em estudo. Em todas as ocorrências, essa palavra indica adição, conclusão ou oposição?_______________________________________________ 4. A piada provoca humor devido a um mal-entendido no uso da expressão “Você sua”.
a) Como ela foi entendida pelo rapaz?_______________________________________________ b) Como essa expressão poderia ser escrita, caso quiséssemos reproduzi-las da forma como entendida pelo rapaz?____________________________________________________________ 5. As frases de cada item abaixo mantêm entre si uma relação lógica subentendida. Reúna as duas frases em uma única, garantindo a coerência e a coesão das ideias. Para isso, empregue conectivos como, mas, porque, portanto, por isso, que, embora, apesar de, pois, e, porém, etc. e faça as adaptações necessárias.
a) Gosto muito de torresmo. Não posso comer torresmo._________________________________ b) Vou embora mais cedo. Tenho um compromisso._____________________________________ c) Cheguei ao colégio no horário. Saí de casa bem tarde.________________________________ d) Tenho um compromisso. Vou Embora mais cedo.____________________________________ e) Saí de casa bem tarde. Cheguei ao colégio no horário.________________________________ f) Entre rápido. O Filme já vai começar.______________________________________________ 6. Indique as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque:
I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show. II. Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa!
III. Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de violência. IV. Estava doente, mas foi trabalhar.
V. Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos. a) causa, causa, condição, oposição, comparação.
b) comparação, condição, finalidade, oposição, tempo. c) causa, causa, conformidade, oposição, condição.
d) finalidade, comparação, tempo, condição, causa.
Matemática
Atividade 1
Para aprende o conteúdo acesse o link abaixo
https://www.youtube.com/watch?v=z0eFBgI4vog&list=PLlCa46nS3RG4ppXJEYO681WQRdzH2q HEW&index=26 (para essa semana basta assistir até 7:30 minutos)
Ou leia o conteúdo abaixo: Princípio da igualdade
Para melhor visualizarmos uma igualdade, vamos observar a balança de dois pratos.
No começo do século 20, quando não existiam supermercados, os alimentos eram comprados em vendas e armazéns onde tudo era pesado em balanças mecânicas. O processo era feito por comparação. De um lado, colocava-se um peso-padrão, e, do outro, a mercadoria a ser comprada. Quando a balança entrava em equilíbrio, era sinal de que a massa dos dois pratos eram iguais e calculava-se o preço. E o ponteirinho que indicava o ponto de equilíbrio entre as duas massas era chamado de o fiel da balança.
Na representação de uma balança acima temos uma balança equilibrada (igual), pois a quantidade de cubos que tem em um prato é a mesma que tem em outro. Os cubos verdes e laranja têm massas iguais.
Agora, se pegarmos essa mesma balança e somarmos ou retirarmos cubos? O que irá acontecer?
6 + 2 = 1 + 7
Para que a balança continue em equilíbrio o mesmo peso que colocarmos em um lado deveremos colocar do outro, então:
6 + 2 + 3 = 1 + 7 + 3
Se retirarmos algum cubo, devemos retirar a mesma quantidade de cada lado para que a balança continue equilibrada.
Princípio aditivo da igualdade: adicionando ou subtraindo um mesmo número nos dois membros de uma igualdade obtém-se outra sentença que ainda é uma igualdade.
Observe a balança abaixo:
2 + 3 = 1 + 4
Se dobrarmos a quantidade de cubos em cada lado teremos:
2 . (2 + 3) = 2 . (1 + 4)
Concluímos que 2 + 3 = 1 + 4 e 2 . (2 + 3) = 2 . (1 + 4) são duas igualdades.
Princípio multiplicativo da igualdade: Multiplicando ou dividindo por um mesmo número (diferente de zero) os dois membros de uma igualdade obtém-se uma nova sentença que ainda é uma igualdade.
Exercícios
Rita e Rui foram comprar gomas. Na loja existe uma balança com pesos e cada um dos dois amigos pesou o seu saco de gomas.
Rita colocou o saco de gomas num dos pratos da balança e um peso no outro prato e a balança ficou logo em equilíbrio, como pode ver na figura:
Quanto pesa o saco de gomas da Rita?
1) Rui também colocou o seu saco de gomas num dos pratos mas a balança não ficou logo em equilíbrio.
Para tentar equilibrar a balança Rui decidiu colocar mais pesos na balança.
Quanto pesa o saco de gomas de Rui?
A senhora Amélia foi à mercearia comprar fruta. Colocou num saco a quantidade de fruta que julgava necessária para obter 2 kg de fruta. De acordo com a situação apresentada a senhora Amélia tem a quantidade desejada? Justifique.
Atividade 2
Equação
Podemos definir equação como uma sentença matemática que possui igualdade entre duas expressões algébricas e uma ou mais incógnitas (valores desconhecidos) que são
expressadas por letras. Sendo assim, toda equação precisa ter: Sinal de igualdade;
Primeiro membro (antes do sinal de igualdade) e segundo membro (depois do sinal de igualdade);
Incógnita, que é representada, geralmente, por x, y e z. Veja os exemplos a seguir e identifique se são equações: ⇒ a) 2x – 6 = 2
Possui sinal de igualdade e x é o termo desconhecido; logo, 2x – 6 = 2 é uma equação. ⇒ b) 2 + 4 = 2 – 3
Possui sinal de igualdade, mas não tem incógnita; logo, 2 + 4 = 2 – 3 não é uma equação.
100 g
Gomas 20 g
⇒ c) 2x +3y – 1
Nesse exemplo, temos somente uma expressão algébrica. Não é possível determinar o primeiro e o segundo membro, pois a expressão não possui sinal de igualdade. Portanto, 2x +3y – 1 não é uma equação.
Vejamos como podemos escrever uma situação-problema utilizando uma equação. Exemplo 1. O triplo de um número menos 5 é igual a 4. Qual é esse número?
Como não sabemos o valor do número procurado, vamos chamá-lo por uma letra, por exemplo, n. Agora, vamos fazer a transformação do problema em equação passo a passo:
1. O triplo desse número: 3n 2. Menos cinco: 3n – 5 3. É igual a 4: 3n – 5 = 4
Portanto, a equação que representa a situação-problema descrita é: 3n – 5 = 4. Exemplo 2. O dobro de um número mais 16 é igual a 28. Qual é esse número? Vamos chamar o número de x.
1. O dobro de um número: 2x 2. Mais dezesseis: 2x + 16 3. É igual a 28: 2x + 16 = 28
A equação que representa o problema é: 2x + 16 = 28.
Exemplo 3. Pensei em um número, subtraí 7 e obtive 56 de resultado. Em qual número pensei? Vamos chamar o número desconhecido de y.
1. Pensei em um número, subtraí 7 → y – 7 2. Obtive 56 de resultado → y – 7 = 56
A equação que representa o problema é: y-7 = 56. Exercícios
Quais sentenças são equações?
Observe a balança em equilíbrio, as embalagens de farinha têm o mesmo peso:
3 kg
Representando cada pacote de farinha pela letra x, escreva o que aparece no: 1º membro: ___________________
2º membro: ___________________
Transforme cada situação-problema em equação: O triplo de um número somado com 12, resulta em 39. O triplo de um número diminuído de 4 é igual a 23.
O Luís tem menos 4 anos que o Tiago. A soma das suas idades é 20.
Luísa é 8 anos mais velha que sua irmã Laura e a soma das idades das duas irmãs é 22.
Atividade 3
Resolução de equações Raiz de uma equação
A ideia de equilíbrio ajuda no entendimento do estudo das equações. Veja a figura abaixo: A balança está em equilíbrio, mas a massa de um dos pesos é desconhecida, e está representada pela incógnita x. Para que a balança permaneça em equilíbrio, o valor que a incógnita x deva assumir é o número 6, ou seja, x = 6.
Como foi explicado antes, resolver uma equação consiste em encontrar o valor da incógnita (termo desconhecido), e para isso, podemos usar o princípio aditivo e/ou multiplicativo. Veja o exemplo.
A equação que descreve o equilíbrio é: x+x+x+x+5 = x+x+x+5+5+5
4x+5 = 3x+15
A equação que descreve o equilíbrio é: 4x-3x+5 = 3x-3x+15
x+5 = 15
e por fim, podemos tirar 5g de cada lado:
A equação que descreve o equilíbrio é: x+5-5 = 15-5
x= 10
Depois que tiramos a mesma quantidade de cada lado da balança, ela continua em equilíbrio e podemos ver que o valor de cada caixinha é 10g.
Outro exemplo:
A equação que descreve o equilíbrio é: x+x=100
2x=100
Como aqui mostra que duas caixinhas têm massa igual à 100g, para saber o valor de uma caixa, basta dividir por 2
A equação que descreve o equilíbrio é: 2𝑥
2 = 100
2 x=50
Observe que depois que dividimos os dois membros, encontramos o valor da caixinha, que é de 50g.
Exercícios
1) Qual é o número que colocado no lugar de x, torna verdadeira as sentenças? 𝑥 + 9 = 13
𝑥 − 7 = 10 5𝑥 − 1 = 9 𝑥 − 3 = 8
2) Resolva as equações abaixo: a)4x + 18 = x – 3
b) x - 7 = 15 – x c) - 3x + 20 = 2x + 5
3)Sabendo que a balança abaixo está em equilíbrio, determine a massa de x.
4)A balança está com os pratos em equilíbrio e as quatro caixas têm a mesma massa (“peso”). Quanto “pesa” cada caixa?
5) Resolva as equações a seguir: a)18x - 43 = 65
b) 23x - 16 = 14 - 17x
c) 10y - 5 (1 + y) = 3 (2y - 2) – 20
6) Resolva a equação: 2x+28=x+18 e descubra o valor de x. 7) Resolva a equação: 5x−3=2x+9
8) Resolva a equação:
7(2x−3)+2(x+1)−5(x−9)=3x+10
História (Aula 1)
Independência dos Estados Unidos da América
A Independência dos Estados Unidos foi declarada no dia 4 de julho de 1776 e colocou fim ao vínculo colonial que existia entre as Treze Colônias (nome pelo qual a região era conhecida nesse período) e a Inglaterra. Com essa conquista, os Estados Unidos transformaram-se na primeira nação do continente americano a ter sua independência.
A nova nação que surgiu foi construída em um modelo republicano e federalista e inspirada pelos ideais iluministas que defendiam as liberdades individuais e o livre comércio, por exemplo. De toda forma, a Independência dos EUA foi encabeçada pela elite colonial, insatisfeita com a forma como a Inglaterra tratava os colonos.
A Independência dos EUA e o modelo de nação desenvolvido pelos norte-americanos no século XVIII serviram de inspiração para outras nações do continente americano. A República instaurada no Brasil, a partir de 1889, por exemplo, inspirou-se claramente no modelo norte-americano. Causas
A Independência dos EUA foi resultado direto da divergência de interesses que existia entre a metrópole (Inglaterra) e as Treze Colônias. Na segunda metade do século XVIII, a política da Inglaterra em relação às Treze Colônias alterou-se drasticamente, e isso desagradou aos colonos, motivando-os a rebelarem-se contra a Inglaterra.
O primeiro ponto relevante a ser abordado é que, durante o século XVII, a Inglaterra havia deixado de ser uma monarquia absolutista, tornando-se uma monarquia parlamentar constitucionalista, na qual a burguesia, por meio do Parlamento, controlava o país. Com o advento da Revolução Industrial, essa burguesia tinha interesse na expansão da indústria e por isso buscava novas fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores.
As colônias da Inglaterra, naturalmente, foram enxergadas como “fontes para alimentar o processo industrial inglês”, conforme definiu o historiador Leandro Karnal.|1| Além disso, ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se em uma série de conflitos que aumentaram o peso dos impostos para os colonos.
Ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se nas seguintes guerras: Guerra da Liga de Augsburgo, Guerra da Secessão Espanhola, Guerra da “Orelha de Jenkins”, Guerra do Rei Jorge, Guerra Franco-Índia e Guerra dos Sete Anos. A soma desses conflitos, para a Inglaterra, foi positiva, pois esses contribuíram para enfraquecer a França na América e aumentaram as posses territoriais dos ingleses.
Com a ocorrência de tantas guerras, a Inglaterra optou por manter um exército permanente nas Treze Colônias, o que representava um custo de 400 mil libras anuais para os colonos.|2| Isso aumentou o impacto financeiro para esse últimos, criando um desgaste na relação. Esse desgaste foi ampliado quando o rei Jorge III proibiu os colonos de ocuparem as novas terras conquistadas que ficavam entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi. A medida do rei visava impedir que novos conflitos de colonos com indígenas acontecessem.
A reação entre colônia e metrópole realmente começou a ficar ruim quando a política da Coroa inglesa, em relação a suas colônias, modificou-se. Até então, a colonização inglesa tinha sido pautada pela autonomia das Treze Colônias e pela pouca interferência da Coroa nos assuntos internos. Karnal estabelece que o ano de 1763 é o ponto de partida para a modificação dessa postura.|3|
Essa transformação da política inglesa em relação às Treze Colônias (mediante todo o cenário apresentado de necessidade de expansão industrial e aumento de gastos com as guerras e com as tropas permanentes) concretizou-se, basicamente, em aumentos de impostos. A partir da década de 1760, uma série de leis foi decretada, pela Inglaterra, com o objetivo de aumentar a arrecadação das Treze Colônias.
Dentre essa série, podem ser destacadas:
• Lei do Açúcar: aumentava os impostos sobre o açúcar e outros artigos, como vinho, café e seda;
• Lei da Moeda: proibia a emissão de papéis de crédito nas Treze Colônias;
• Lei do Selo: estipulava que em publicações como contratos, jornais e documentos públicos, em geral, deveria constar um selo que era pago à Coroa;
• Lei da Hospedagem: determinava que os colonos deveriam abrigar os soldados enviados pela Coroa.
Atos Townshed: aumentava impostos sobre vidros, corantes e chá.
O impacto da maioria dessas leis sobre os colonos foi grande e gerou muita insatisfação. Muitos colonos começaram a boicotar as mercadorias inglesas, e protestos aconteciam em diferentes partes das Treze Colônias. Algumas leis, como a Lei do Selo, precisaram ser revogadas, tamanha insatisfação que causaram.
O estopim para a revolta geral dos colonos aconteceu quando os ingleses decretaram a Lei do Chá, que determinava que o chá nas Treze Colônias somente seria vendido pela Companhia das Índias Orientais. A insatisfação com a lei levou 150 colonos, disfarçados de índios, a invadirem o porto de Boston durante a madrugada, atacarem três navios e jogarem ao mar 340 caixas de chá.|4| Esse acontecimento ficou conhecido como Festa do Chá de Boston.
A rebeldia dos colonos resultou em medidas duras decretadas pela Inglaterra. As medidas determinadas pela Coroa ficaram conhecidas como Leis Intoleráveis. Entre as medidas das Leis Intoleráveis, estão as seguintes:
O porto de Boston foi fechado até que os prejuízos fossem ressarcidos. O direito de reuniões foi suspenso.
A colônia de Massachusetts foi ocupada por tropas britânicas.
Os colonos foram obrigados a abrigar e alimentar as tropas inglesas que dominaram a região. As medidas deixaram claro para os colonos que havia uma grande divergência de interesses entre colônia e metrópole. Assim, os colonos, que até então eram reticentes quanto à possibilidade de separação, começaram a cogitar a independência. Essa ideia ainda era muito tímida, e isso ficou claro quando foi organizado o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia.
Nesse congresso, os representantes das Treze Colônias (exceto da Geórgia) reuniram-se para redigir um documento ao rei inglês declarando sua lealdade, mas protestando contra as medidas determinadas pelas Leis Intoleráveis. A reação do rei, no entanto, motivou mais insatisfação, pois foi determinado que o número de soldados na colônia aumentasse. Com essa medida, os primeiros conflitos armados entre colonos e tropas inglesas aconteceram.
Em seguida, foi realizado o Segundo Congresso Continental da Filadélfia que, dessa vez, contou com representantes de todas as colônias. Nesse congresso, os colonos chegaram à conclusão de que não era mais possível manterem-se sob o domínio colonial inglês, uma vez que consideravam que as ações da metrópole eram um desrespeito aos interesses dos colonos. Desse congresso, elaborou-se a Declaração de Independência dos Estados Unidos, publicada no dia 4 de julho de 1776.
A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi escrita por Thomas Jefferson. Com a independência, foi iniciada a Guerra de Independência, na qual os colonos lutaram, durante cinco anos, contra as tropas inglesas.
Guerra de Independência dos Estados Unidos
A Guerra da Independência dos Estados Unidos estendeu-se durante cinco anos. Os colonos defenderam sua independência por meio do Exército Continental, força criada logo após a declaração. Após o rompimento com a colônia, desenvolveu-se nos Estados Unidos um dispositivo legal que permitia aos cidadãos armarem-se. Essa ideia fez com que o porte de armas nos Estados Unidos fosse incluído na Constituição do país.
Os ingleses enviaram uma série de comandantes importantes para liderarem suas tropas na América. Além disso, contaram com muitos colonos traidores que lhes forneceram informações importantes. Os colonos, por sua vez, uniram-se contra os ingleses motivados, principalmente, pela violência com que eram tratados durante a guerra.
Nisso, franceses e espanhóis entraram no conflito fornecendo apoio vital aos americanos. Os dois primeiros tinham interesses em enfraquecer os ingleses no continente americano e viram, no
apoio à Independência dos Estados Unidos, uma forma de atingi-los. A vitória final dos colonos americanos aconteceu após a Batalha de Yorktown, que correu em 19 de outubro de 1781. Os ingleses reconheceram a Independência dos EUA, com a assinatura do Tratado de Paris, em 1783.
Por que a França ajudou na Independência dos EUA?
O envolvimento francês na Guerra de Independência dos Estados Unidos aconteceu porque os franceses tinham o interesse em enfraquecer os britânicos na América. Lembrando que, durante o século XVIII, as duas nações haviam entrado em combate durante a Guerra dos Sete Anos, na qual os franceses, derrotados, foram obrigados a ceder uma série de territórios.
A Guerra de Independência dos EUA era vista pelos franceses também como uma possibilidade de recuperarem tais territórios perdidos. Com a derrota, os ingleses foram obrigados a devolver Senegal, algumas ilhas no Atlântico e algumas terras na América, para os franceses.
Os espanhóis, que também lutaram ao lado dos colonos, receberam de volta Minorca, uma ilha no Mediterrâneo, e territórios na Flórida.
Consequências:
A Independência dos Estados Unidos também é conhecida como Revolução Americana. Desse processo, as principais consequências que podem ser destacadas são:
Consolidação dos Estados Unidos enquanto nação independente.
Os ideais iluministas defendidos pelos americanos inspiraram movimentos de independência em outras partes da América, inclusive no Brasil.
Republicanismo consolidou-se como alternativa política. No século XIX, as colônias espanholas, por exemplo, converteram-se em repúblicas, após conquistarem suas independências.
Declínio do domínio colonial da Inglaterra na América continental.
França e Espanha recuperaram parte de seus territórios na América, após a derrota inglesa na guerra;
Deu-se início ao processo de expansão territorial dos EUA, após a Inglaterra ceder as terras entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi.
Questões
1) Explique o comércio triangular nas colônias.
2) O que eram as colônias de povoamento, explique esse termo. 3) Explique o que eram as colônias de exploração.
História (Aula 2)
➢ Utilizaremos o mesmo texto da aula passada para responder as questões Independência dos Estados Unidos da América
A Independência dos Estados Unidos foi declarada no dia 4 de julho de 1776 e colocou fim ao vínculo colonial que existia entre as Treze Colônias (nome pelo qual a região era conhecida nesse período) e a Inglaterra. Com essa conquista, os Estados Unidos transformaram-se na primeira nação do continente americano a ter sua independência.
A nova nação que surgiu foi construída em um modelo republicano e federalista e inspirada pelos ideais iluministas que defendiam as liberdades individuais e o livre comércio, por exemplo. De toda forma, a Independência dos EUA foi encabeçada pela elite colonial, insatisfeita com a forma como a Inglaterra tratava os colonos.
A Independência dos EUA e o modelo de nação desenvolvido pelos norte-americanos no século XVIII serviram de inspiração para outras nações do continente americano. A República instaurada no Brasil, a partir de 1889, por exemplo, inspirou-se claramente no modelo norte-americano. Causas
A Independência dos EUA foi resultado direto da divergência de interesses que existia entre a metrópole (Inglaterra) e as Treze Colônias. Na segunda metade do século XVIII, a política da Inglaterra em relação às Treze Colônias alterou-se drasticamente, e isso desagradou aos colonos, motivando-os a rebelarem-se contra a Inglaterra.
O primeiro ponto relevante a ser abordado é que, durante o século XVII, a Inglaterra havia deixado de ser uma monarquia absolutista, tornando-se uma monarquia parlamentar constitucionalista, na qual a burguesia, por meio do Parlamento, controlava o país. Com o advento da Revolução Industrial, essa burguesia tinha interesse na expansão da indústria e por isso buscava novas fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores.
As colônias da Inglaterra, naturalmente, foram enxergadas como “fontes para alimentar o processo industrial inglês”, conforme definiu o historiador Leandro Karnal.|1| Além disso, ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se em uma série de conflitos que aumentaram o peso dos impostos para os colonos.
Ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se nas seguintes guerras: Guerra da Liga de Augsburgo, Guerra da Secessão Espanhola, Guerra da “Orelha de Jenkins”, Guerra do Rei Jorge, Guerra Franco-Índia e Guerra dos Sete Anos. A soma desses conflitos, para a Inglaterra, foi positiva, pois esses contribuíram para enfraquecer a França na América e aumentaram as posses territoriais dos ingleses.
Com a ocorrência de tantas guerras, a Inglaterra optou por manter um exército permanente nas Treze Colônias, o que representava um custo de 400 mil libras anuais para os colonos.|2| Isso aumentou o impacto financeiro para esse últimos, criando um desgaste na relação. Esse desgaste foi ampliado quando o rei Jorge III proibiu os colonos de ocuparem as novas terras conquistadas que ficavam entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi. A medida do rei visava impedir que novos conflitos de colonos com indígenas acontecessem.
A reação entre colônia e metrópole realmente começou a ficar ruim quando a política da Coroa inglesa, em relação a suas colônias, modificou-se. Até então, a colonização inglesa tinha sido pautada pela autonomia das Treze Colônias e pela pouca interferência da Coroa nos assuntos internos. Karnal estabelece que o ano de 1763 é o ponto de partida para a modificação dessa postura.|3|
Essa transformação da política inglesa em relação às Treze Colônias (mediante todo o cenário apresentado de necessidade de expansão industrial e aumento de gastos com as guerras e com as tropas permanentes) concretizou-se, basicamente, em aumentos de impostos. A partir da década de 1760, uma série de leis foi decretada, pela Inglaterra, com o objetivo de aumentar a arrecadação das Treze Colônias.
Dentre essa série, podem ser destacadas:
• Lei do Açúcar: aumentava os impostos sobre o açúcar e outros artigos, como vinho, café e seda;
• Lei da Moeda: proibia a emissão de papéis de crédito nas Treze Colônias;
• Lei do Selo: estipulava que em publicações como contratos, jornais e documentos públicos, em geral, deveria constar um selo que era pago à Coroa;
• Lei da Hospedagem: determinava que os colonos deveriam abrigar os soldados enviados pela Coroa.
• Atos Townshed: aumentava impostos sobre vidros, corantes e chá.
O impacto da maioria dessas leis sobre os colonos foi grande e gerou muita insatisfação. Muitos colonos começaram a boicotar as mercadorias inglesas, e protestos aconteciam em diferentes partes das Treze Colônias. Algumas leis, como a Lei do Selo, precisaram ser revogadas, tamanha insatisfação que causaram.
O estopim para a revolta geral dos colonos aconteceu quando os ingleses decretaram a Lei do Chá, que determinava que o chá nas Treze Colônias somente seria vendido pela
Companhia das Índias Orientais. A insatisfação com a lei levou 150 colonos, disfarçados de índios, a invadirem o porto de Boston durante a madrugada, atacarem três navios e jogarem ao mar 340 caixas de chá.|4| Esse acontecimento ficou conhecido como Festa do Chá de Boston.
A rebeldia dos colonos resultou em medidas duras decretadas pela Inglaterra. As medidas determinadas pela Coroa ficaram conhecidas como Leis Intoleráveis. Entre as medidas das Leis Intoleráveis, estão as seguintes:
O porto de Boston foi fechado até que os prejuízos fossem ressarcidos. O direito de reuniões foi suspenso.
A colônia de Massachusetts foi ocupada por tropas britânicas.
Os colonos foram obrigados a abrigar e alimentar as tropas inglesas que dominaram a região. As medidas deixaram claro para os colonos que havia uma grande divergência de interesses entre colônia e metrópole. Assim, os colonos, que até então eram reticentes quanto à possibilidade de separação, começaram a cogitar a independência. Essa ideia ainda era muito tímida, e isso ficou claro quando foi organizado o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia.
Nesse congresso, os representantes das Treze Colônias (exceto da Geórgia) reuniram-se para redigir um documento ao rei inglês declarando sua lealdade, mas protestando contra as medidas determinadas pelas Leis Intoleráveis. A reação do rei, no entanto, motivou mais insatisfação, pois foi determinado que o número de soldados na colônia aumentasse. Com essa medida, os primeiros conflitos armados entre colonos e tropas inglesas aconteceram.
Em seguida, foi realizado o Segundo Congresso Continental da Filadélfia que, dessa vez, contou com representantes de todas as colônias. Nesse congresso, os colonos chegaram à conclusão de que não era mais possível manterem-se sob o domínio colonial inglês, uma vez que consideravam que as ações da metrópole eram um desrespeito aos interesses dos colonos. Desse congresso, elaborou-se a Declaração de Independência dos Estados Unidos, publicada no dia 4 de julho de 1776.
A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi escrita por Thomas Jefferson. Com a independência, foi iniciada a Guerra de Independência, na qual os colonos lutaram, durante cinco anos, contra as tropas inglesas.
Guerra de Independência dos Estados Unidos
A Guerra da Independência dos Estados Unidos estendeu-se durante cinco anos. Os colonos defenderam sua independência por meio do Exército Continental, força criada logo após a declaração. Após o rompimento com a colônia, desenvolveu-se nos Estados Unidos um dispositivo legal que permitia aos cidadãos armarem-se. Essa ideia fez com que o porte de armas nos Estados Unidos fosse incluído na Constituição do país.
Os ingleses enviaram uma série de comandantes importantes para liderarem suas tropas na América. Além disso, contaram com muitos colonos traidores que lhes forneceram informações importantes. Os colonos, por sua vez, uniram-se contra os ingleses motivados, principalmente, pela violência com que eram tratados durante a guerra.
Nisso, franceses e espanhóis entraram no conflito fornecendo apoio vital aos americanos. Os dois primeiros tinham interesses em enfraquecer os ingleses no continente americano e viram, no apoio à Independência dos Estados Unidos, uma forma de atingi-los. A vitória final dos colonos americanos aconteceu após a Batalha de Yorktown, que correu em 19 de outubro de 1781. Os ingleses reconheceram a Independência dos EUA, com a assinatura do Tratado de Paris, em 1783.
Por que a França ajudou na Independência dos EUA?
O envolvimento francês na Guerra de Independência dos Estados Unidos aconteceu porque os franceses tinham o interesse em enfraquecer os britânicos na América. Lembrando que, durante o século XVIII, as duas nações haviam entrado em combate durante a Guerra dos Sete Anos, na qual os franceses, derrotados, foram obrigados a ceder uma série de territórios.
A Guerra de Independência dos EUA era vista pelos franceses também como uma possibilidade de recuperarem tais territórios perdidos. Com a derrota, os ingleses foram obrigados a devolver Senegal, algumas ilhas no Atlântico e algumas terras na América, para os franceses.
Os espanhóis, que também lutaram ao lado dos colonos, receberam de volta Minorca, uma ilha no Mediterrâneo, e territórios na Flórida.
Consequências:
A Independência dos Estados Unidos também é conhecida como Revolução Americana. Desse processo, as principais consequências que podem ser destacadas são:
Consolidação dos Estados Unidos enquanto nação independente.
Os ideais iluministas defendidos pelos americanos inspiraram movimentos de independência em outras partes da América, inclusive no Brasil.
Republicanismo consolidou-se como alternativa política. No século XIX, as colônias espanholas, por exemplo, converteram-se em repúblicas, após conquistarem suas independências.
Declínio do domínio colonial da Inglaterra na América continental.
França e Espanha recuperaram parte de seus territórios na América, após a derrota inglesa na guerra;
Deu-se início ao processo de expansão territorial dos EUA, após a Inglaterra ceder as terras entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi.
Questões
1) O que foi a Guerra dos Sete Anos e entre quais países foi travada? 2) Explique a Lei do Açúcar de 1764.
História (Aula 3)
➢ Utilizaremos o mesmo texto da aula passada para responder as questões
Independência dos Estados Unidos da América
A Independência dos Estados Unidos foi declarada no dia 4 de julho de 1776 e colocou fim ao vínculo colonial que existia entre as Treze Colônias (nome pelo qual a região era conhecida nesse período) e a Inglaterra. Com essa conquista, os Estados Unidos transformaram-se na primeira nação do continente americano a ter sua independência.
A nova nação que surgiu foi construída em um modelo republicano e federalista e inspirada pelos ideais iluministas que defendiam as liberdades individuais e o livre comércio, por exemplo. De toda forma, a Independência dos EUA foi encabeçada pela elite colonial, insatisfeita com a forma como a Inglaterra tratava os colonos.
A Independência dos EUA e o modelo de nação desenvolvido pelos norte-americanos no século XVIII serviram de inspiração para outras nações do continente americano. A República instaurada no Brasil, a partir de 1889, por exemplo, inspirou-se claramente no modelo norte-americano. Causas
A Independência dos EUA foi resultado direto da divergência de interesses que existia entre a metrópole (Inglaterra) e as Treze Colônias. Na segunda metade do século XVIII, a política da Inglaterra em relação às Treze Colônias alterou-se drasticamente, e isso desagradou aos colonos, motivando-os a rebelarem-se contra a Inglaterra.
O primeiro ponto relevante a ser abordado é que, durante o século XVII, a Inglaterra havia deixado de ser uma monarquia absolutista, tornando-se uma monarquia parlamentar constitucionalista, na qual a burguesia, por meio do Parlamento, controlava o país. Com o advento da Revolução Industrial, essa burguesia tinha interesse na expansão da indústria e por isso buscava novas fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores.
As colônias da Inglaterra, naturalmente, foram enxergadas como “fontes para alimentar o processo industrial inglês”, conforme definiu o historiador Leandro Karnal.|1| Além disso, ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se em uma série de conflitos que aumentaram o peso dos impostos para os colonos.
Ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se nas seguintes guerras: Guerra da Liga de Augsburgo, Guerra da Secessão Espanhola, Guerra da “Orelha de Jenkins”, Guerra do Rei Jorge, Guerra Franco-Índia e Guerra dos Sete Anos. A soma desses conflitos, para a Inglaterra, foi positiva, pois esses contribuíram para enfraquecer a França na América e aumentaram as posses territoriais dos ingleses.
Com a ocorrência de tantas guerras, a Inglaterra optou por manter um exército permanente nas Treze Colônias, o que representava um custo de 400 mil libras anuais para os colonos.|2| Isso aumentou o impacto financeiro para esse últimos, criando um desgaste na relação. Esse desgaste foi ampliado quando o rei Jorge III proibiu os colonos de ocuparem as novas terras conquistadas que ficavam entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi. A medida do rei visava impedir que novos conflitos de colonos com indígenas acontecessem.
A reação entre colônia e metrópole realmente começou a ficar ruim quando a política da Coroa inglesa, em relação a suas colônias, modificou-se. Até então, a colonização inglesa tinha sido pautada pela autonomia das Treze Colônias e pela pouca interferência da Coroa nos assuntos internos. Karnal estabelece que o ano de 1763 é o ponto de partida para a modificação dessa postura.|3|
Essa transformação da política inglesa em relação às Treze Colônias (mediante todo o cenário apresentado de necessidade de expansão industrial e aumento de gastos com as guerras e com as tropas permanentes) concretizou-se, basicamente, em aumentos de impostos. A partir da década de 1760, uma série de leis foi decretada, pela Inglaterra, com o objetivo de aumentar a arrecadação das Treze Colônias.
Dentre essa série, podem ser destacadas:
• Lei do Açúcar: aumentava os impostos sobre o açúcar e outros artigos, como vinho, café e seda;
• Lei da Moeda: proibia a emissão de papéis de crédito nas Treze Colônias;
• Lei do Selo: estipulava que em publicações como contratos, jornais e documentos públicos, em geral, deveria constar um selo que era pago à Coroa;
• Lei da Hospedagem: determinava que os colonos deveriam abrigar os soldados enviados pela Coroa.
• Atos Townshed: aumentava impostos sobre vidros, corantes e chá.
O impacto da maioria dessas leis sobre os colonos foi grande e gerou muita insatisfação. Muitos colonos começaram a boicotar as mercadorias inglesas, e protestos aconteciam em diferentes partes das Treze Colônias. Algumas leis, como a Lei do Selo, precisaram ser revogadas, tamanha insatisfação que causaram.
O estopim para a revolta geral dos colonos aconteceu quando os ingleses decretaram a Lei do Chá, que determinava que o chá nas Treze Colônias somente seria vendido pela Companhia das Índias Orientais. A insatisfação com a lei levou 150 colonos, disfarçados de índios, a invadirem o porto de Boston durante a madrugada, atacarem três navios e jogarem ao mar 340 caixas de chá.|4| Esse acontecimento ficou conhecido como Festa do Chá de Boston.
A rebeldia dos colonos resultou em medidas duras decretadas pela Inglaterra. As medidas determinadas pela Coroa ficaram conhecidas como Leis Intoleráveis. Entre as medidas das Leis Intoleráveis, estão as seguintes:
O porto de Boston foi fechado até que os prejuízos fossem ressarcidos. O direito de reuniões foi suspenso.
A colônia de Massachusetts foi ocupada por tropas britânicas.
Os colonos foram obrigados a abrigar e alimentar as tropas inglesas que dominaram a região. As medidas deixaram claro para os colonos que havia uma grande divergência de interesses entre colônia e metrópole. Assim, os colonos, que até então eram reticentes quanto à possibilidade de separação, começaram a cogitar a independência. Essa ideia ainda era muito tímida, e isso ficou claro quando foi organizado o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia.
Nesse congresso, os representantes das Treze Colônias (exceto da Geórgia) reuniram-se para redigir um documento ao rei inglês declarando sua lealdade, mas protestando contra as medidas determinadas pelas Leis Intoleráveis. A reação do rei, no entanto, motivou mais insatisfação, pois foi determinado que o número de soldados na colônia aumentasse. Com essa medida, os primeiros conflitos armados entre colonos e tropas inglesas aconteceram.
Em seguida, foi realizado o Segundo Congresso Continental da Filadélfia que, dessa vez, contou com representantes de todas as colônias. Nesse congresso, os colonos chegaram à conclusão de que não era mais possível manterem-se sob o domínio colonial inglês, uma vez que consideravam que as ações da metrópole eram um desrespeito aos interesses dos colonos. Desse congresso, elaborou-se a Declaração de Independência dos Estados Unidos, publicada no dia 4 de julho de 1776.
A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi escrita por Thomas Jefferson. Com a independência, foi iniciada a Guerra de Independência, na qual os colonos lutaram, durante cinco anos, contra as tropas inglesas.
Guerra de Independência dos Estados Unidos
A Guerra da Independência dos Estados Unidos estendeu-se durante cinco anos. Os colonos defenderam sua independência por meio do Exército Continental, força criada logo após a declaração. Após o rompimento com a colônia, desenvolveu-se nos Estados Unidos um dispositivo legal que permitia aos cidadãos armarem-se. Essa ideia fez com que o porte de armas nos Estados Unidos fosse incluído na Constituição do país.
Os ingleses enviaram uma série de comandantes importantes para liderarem suas tropas na América. Além disso, contaram com muitos colonos traidores que lhes forneceram informações importantes. Os colonos, por sua vez, uniram-se contra os ingleses motivados, principalmente, pela violência com que eram tratados durante a guerra.
Nisso, franceses e espanhóis entraram no conflito fornecendo apoio vital aos americanos. Os dois primeiros tinham interesses em enfraquecer os ingleses no continente americano e viram, no apoio à Independência dos Estados Unidos, uma forma de atingi-los. A vitória final dos colonos americanos aconteceu após a Batalha de Yorktown, que correu em 19 de outubro de 1781. Os ingleses reconheceram a Independência dos EUA, com a assinatura do Tratado de Paris, em 1783.
Por que a França ajudou na Independência dos EUA?
O envolvimento francês na Guerra de Independência dos Estados Unidos aconteceu porque os franceses tinham o interesse em enfraquecer os britânicos na América. Lembrando que, durante o século XVIII, as duas nações haviam entrado em combate durante a Guerra dos Sete Anos, na qual os franceses, derrotados, foram obrigados a ceder uma série de territórios.
A Guerra de Independência dos EUA era vista pelos franceses também como uma possibilidade de recuperarem tais territórios perdidos. Com a derrota, os ingleses foram obrigados a devolver Senegal, algumas ilhas no Atlântico e algumas terras na América, para os franceses.
Os espanhóis, que também lutaram ao lado dos colonos, receberam de volta Minorca, uma ilha no Mediterrâneo, e territórios na Flórida.
Consequências:
A Independência dos Estados Unidos também é conhecida como Revolução Americana. Desse processo, as principais consequências que podem ser destacadas são:
Os ideais iluministas defendidos pelos americanos inspiraram movimentos de independência em outras partes da América, inclusive no Brasil.
Republicanismo consolidou-se como alternativa política. No século XIX, as colônias espanholas, por exemplo, converteram-se em repúblicas, após conquistarem suas independências.
Declínio do domínio colonial da Inglaterra na América continental.
França e Espanha recuperaram parte de seus territórios na América, após a derrota inglesa na guerra;
Deu-se início ao processo de expansão territorial dos EUA, após a Inglaterra ceder as terras entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi.
Questões
1- Explique a Lei do Selo de 1765
2- De acordo com a leitura do texto e das páginas 18 e 19, responda: qual foi o posicionamento do governo britânico diante dos protestos dos colonos?
História (Aula 4)
Independência dos Estados Unidos da América
A Independência dos Estados Unidos foi declarada no dia 4 de julho de 1776 e colocou fim ao vínculo colonial que existia entre as Treze Colônias (nome pelo qual a região era conhecida nesse período) e a Inglaterra. Com essa conquista, os Estados Unidos transformaram-se na primeira nação do continente americano a ter sua independência.
A nova nação que surgiu foi construída em um modelo republicano e federalista e inspirada pelos ideais iluministas que defendiam as liberdades individuais e o livre comércio, por exemplo. De toda forma, a Independência dos EUA foi encabeçada pela elite colonial, insatisfeita com a forma como a Inglaterra tratava os colonos.
A Independência dos EUA e o modelo de nação desenvolvido pelos norte-americanos no século XVIII serviram de inspiração para outras nações do continente americano. A República instaurada no Brasil, a partir de 1889, por exemplo, inspirou-se claramente no modelo norte-americano. Causas
A Independência dos EUA foi resultado direto da divergência de interesses que existia entre a metrópole (Inglaterra) e as Treze Colônias. Na segunda metade do século XVIII, a política da Inglaterra em relação às Treze Colônias alterou-se drasticamente, e isso desagradou aos colonos, motivando-os a rebelarem-se contra a Inglaterra.
O primeiro ponto relevante a ser abordado é que, durante o século XVII, a Inglaterra havia deixado de ser uma monarquia absolutista, tornando-se uma monarquia parlamentar constitucionalista, na qual a burguesia, por meio do Parlamento, controlava o país. Com o advento da Revolução Industrial, essa burguesia tinha interesse na expansão da indústria e por isso buscava novas fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores.
As colônias da Inglaterra, naturalmente, foram enxergadas como “fontes para alimentar o processo industrial inglês”, conforme definiu o historiador Leandro Karnal.|1| Além disso, ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se em uma série de conflitos que aumentaram o peso dos impostos para os colonos.
Ao longo do século XVIII, a Inglaterra envolveu-se nas seguintes guerras: Guerra da Liga de Augsburgo, Guerra da Secessão Espanhola, Guerra da “Orelha de Jenkins”, Guerra do Rei Jorge, Guerra Franco-Índia e Guerra dos Sete Anos. A soma desses conflitos, para a Inglaterra, foi positiva, pois esses contribuíram para enfraquecer a França na América e aumentaram as posses territoriais dos ingleses.
Com a ocorrência de tantas guerras, a Inglaterra optou por manter um exército permanente nas Treze Colônias, o que representava um custo de 400 mil libras anuais para os colonos.|2| Isso aumentou o impacto financeiro para esse últimos, criando um desgaste na relação. Esse desgaste foi ampliado quando o rei Jorge III proibiu os colonos de ocuparem as novas terras conquistadas que ficavam entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi. A medida do rei visava impedir que novos conflitos de colonos com indígenas acontecessem.
A reação entre colônia e metrópole realmente começou a ficar ruim quando a política da Coroa inglesa, em relação a suas colônias, modificou-se. Até então, a colonização inglesa tinha sido pautada pela autonomia das Treze Colônias e pela pouca interferência da Coroa nos assuntos internos. Karnal estabelece que o ano de 1763 é o ponto de partida para a modificação dessa postura.|3|
Essa transformação da política inglesa em relação às Treze Colônias (mediante todo o cenário apresentado de necessidade de expansão industrial e aumento de gastos com as guerras e com as tropas permanentes) concretizou-se, basicamente, em aumentos de impostos. A partir da década de 1760, uma série de leis foi decretada, pela Inglaterra, com o objetivo de aumentar a arrecadação das Treze Colônias.
Dentre essa série, podem ser destacadas:
• Lei do Açúcar: aumentava os impostos sobre o açúcar e outros artigos, como vinho, café e seda;
• Lei da Moeda: proibia a emissão de papéis de crédito nas Treze Colônias;
• Lei do Selo: estipulava que em publicações como contratos, jornais e documentos públicos, em geral, deveria constar um selo que era pago à Coroa;
• Lei da Hospedagem: determinava que os colonos deveriam abrigar os soldados enviados pela Coroa.
• Atos Townshed: aumentava impostos sobre vidros, corantes e chá.
O impacto da maioria dessas leis sobre os colonos foi grande e gerou muita insatisfação. Muitos colonos começaram a boicotar as mercadorias inglesas, e protestos aconteciam em diferentes partes das Treze Colônias. Algumas leis, como a Lei do Selo, precisaram ser revogadas, tamanha insatisfação que causaram.
O estopim para a revolta geral dos colonos aconteceu quando os ingleses decretaram a Lei do Chá, que determinava que o chá nas Treze Colônias somente seria vendido pela Companhia das Índias Orientais. A insatisfação com a lei levou 150 colonos, disfarçados de índios, a invadirem o porto de Boston durante a madrugada, atacarem três navios e jogarem ao mar 340 caixas de chá.|4| Esse acontecimento ficou conhecido como Festa do Chá de Boston.
A rebeldia dos colonos resultou em medidas duras decretadas pela Inglaterra. As medidas determinadas pela Coroa ficaram conhecidas como Leis Intoleráveis. Entre as medidas das Leis Intoleráveis, estão as seguintes:
O porto de Boston foi fechado até que os prejuízos fossem ressarcidos. O direito de reuniões foi suspenso.
A colônia de Massachusetts foi ocupada por tropas britânicas.
Os colonos foram obrigados a abrigar e alimentar as tropas inglesas que dominaram a região. As medidas deixaram claro para os colonos que havia uma grande divergência de interesses entre colônia e metrópole. Assim, os colonos, que até então eram reticentes quanto à possibilidade de separação, começaram a cogitar a independência. Essa ideia ainda era muito tímida, e isso ficou claro quando foi organizado o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia.
Nesse congresso, os representantes das Treze Colônias (exceto da Geórgia) reuniram-se para redigir um documento ao rei inglês declarando sua lealdade, mas protestando contra as medidas determinadas pelas Leis Intoleráveis. A reação do rei, no entanto, motivou mais insatisfação, pois foi determinado que o número de soldados na colônia aumentasse. Com essa medida, os primeiros conflitos armados entre colonos e tropas inglesas aconteceram.
Em seguida, foi realizado o Segundo Congresso Continental da Filadélfia que, dessa vez, contou com representantes de todas as colônias. Nesse congresso, os colonos chegaram à conclusão de que não era mais possível manterem-se sob o domínio colonial inglês, uma vez que
consideravam que as ações da metrópole eram um desrespeito aos interesses dos colonos. Desse congresso, elaborou-se a Declaração de Independência dos Estados Unidos, publicada no dia 4 de julho de 1776.
A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi escrita por Thomas Jefferson. Com a independência, foi iniciada a Guerra de Independência, na qual os colonos lutaram, durante cinco anos, contra as tropas inglesas.
Guerra de Independência dos Estados Unidos
A Guerra da Independência dos Estados Unidos estendeu-se durante cinco anos. Os colonos defenderam sua independência por meio do Exército Continental, força criada logo após a declaração. Após o rompimento com a colônia, desenvolveu-se nos Estados Unidos um dispositivo legal que permitia aos cidadãos armarem-se. Essa ideia fez com que o porte de armas nos Estados Unidos fosse incluído na Constituição do país.
Os ingleses enviaram uma série de comandantes importantes para liderarem suas tropas na América. Além disso, contaram com muitos colonos traidores que lhes forneceram informações importantes. Os colonos, por sua vez, uniram-se contra os ingleses motivados, principalmente, pela violência com que eram tratados durante a guerra.
Nisso, franceses e espanhóis entraram no conflito fornecendo apoio vital aos americanos. Os dois primeiros tinham interesses em enfraquecer os ingleses no continente americano e viram, no apoio à Independência dos Estados Unidos, uma forma de atingi-los. A vitória final dos colonos americanos aconteceu após a Batalha de Yorktown, que correu em 19 de outubro de 1781. Os ingleses reconheceram a Independência dos EUA, com a assinatura do Tratado de Paris, em 1783.
Por que a França ajudou na Independência dos EUA?
O envolvimento francês na Guerra de Independência dos Estados Unidos aconteceu porque os franceses tinham o interesse em enfraquecer os britânicos na América. Lembrando que, durante o século XVIII, as duas nações haviam entrado em combate durante a Guerra dos Sete Anos, na qual os franceses, derrotados, foram obrigados a ceder uma série de territórios.
A Guerra de Independência dos EUA era vista pelos franceses também como uma possibilidade de recuperarem tais territórios perdidos. Com a derrota, os ingleses foram obrigados a devolver Senegal, algumas ilhas no Atlântico e algumas terras na América, para os franceses.
Os espanhóis, que também lutaram ao lado dos colonos, receberam de volta Minorca, uma ilha no Mediterrâneo, e territórios na Flórida.
Consequências:
A Independência dos Estados Unidos também é conhecida como Revolução Americana. Desse processo, as principais consequências que podem ser destacadas são:
Consolidação dos Estados Unidos enquanto nação independente.
Os ideais iluministas defendidos pelos americanos inspiraram movimentos de independência em outras partes da América, inclusive no Brasil.
Republicanismo consolidou-se como alternativa política. No século XIX, as colônias espanholas, por exemplo, converteram-se em repúblicas, após conquistarem suas independências.
Declínio do domínio colonial da Inglaterra na América continental.
França e Espanha recuperaram parte de seus territórios na América, após a derrota inglesa na guerra;
Deu-se início ao processo de expansão territorial dos EUA, após a Inglaterra ceder as terras entre os Montes Apalaches e o Rio Mississippi.
Questões
2. Explique a relação entre a Guerra dos Sete Anos (1756-1763) e a mudança na administração das treze colônias inglesas.
GEOGRAFIA (Aula 1)
TEXTO - GLOBALIZAÇÃO
O processo de Globalização, seus aspectos gerais e suas consequências.
Podemos dizer que a Globalização é a integração mundial em termos sociais, políticos, econômicos e tecnológicos. Graças ao advento de novas tecnologias de transporte e
comunicação, as relações entre o mundo estão cada vez mais interligadas, diminuindo o tempo e as distâncias.
Mas como esse processo ocorre? Que tipo de “integração mundial” é essa? Observe a notícia abaixo:
Apple compra israelense PrimeSense, de chips 3D
A Apple comprou a empresa israelense PrimeSense, desenvolvedora de chips que dão às máquinas recursos de visão tridimensional, revelaram as companhias nesta segunda-feira. (Reuters Brasil, 25/11/2013).
Na notícia acima, temos um caso de uma empresa dos Estados Unidos que comprou outra de Israel para melhorar sua tecnologia e vender os seus produtos para o mundo todo. Isso só é possível com o processo de Globalização.
Imagine os donos das duas tendo de realizar o negócio sem um celular para fazer a comunicação e marcar os encontros ou sem aviões super-rápidos para que os empresários realizassem as viagens necessárias durante o processo de compra e venda. Seria impossível, pois poderia levar vários anos para acontecer, não é mesmo?
Mas não se engane, a Globalização não é algo tão recente quanto parece. Na verdade, ela é um processo gradativo, em que a comunicação, os transportes e as inovações científicas vão se aprimorando cada vez mais.
Em 1500, quando Pero Vaz de Caminha, logo após o descobrimento do Brasil, enviou a sua famosa carta para o rei de Portugal, ela demorou vários meses para chegar até o seu destino. Já no ano de 1865, quando o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, faleceu, a notícia levou quase quinze dias para chegar à Europa. Em 2009, quando o cantor pop Michael Jackson morreu, a notícia foi divulgada quase que em tempo real para todo o mundo.
Por isso, muitos historiadores e sociólogos atribuem o início da Globalização ao século XVI, logo após o período das grandes navegações, em que os europeus se lançaram ao mar para
descobrirem e dominarem novos territórios. Mas, de certa forma, podemos dizer que foi apenas na década de 1970 que esse processo, de fato, tornou-se mais consolidado.
As consequências da Globalização, além dos avanços nos recursos tecnológicos, são: a
formação de blocos econômicos pelo mundo (como a União Europeia e o Mercosul), a expansão das multinacionais com empresas que estão presentes em todo o mundo e a diminuição das distâncias e do tempo (o homem desloca-se cada vez mais em um tempo cada vez menor).
Por Rodolfo Alves Pena Graduado em Geografia
EXERCÍCIOS
1) A globalização é um processo contínuo de integração, em especial, econômica do globo. Para tal, torna-se necessário a disponibilidade de ferramentas que permitem a organização das redes e dos fluxos entre as diferentes regiões do mundo. Desse modo, pode-se apontar que a
globalização está amparada no
( ) protecionismo econômico praticado pelos países desenvolvidos. ( ) desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação. ( ) emprego de técnicas tradicionais de produção, como o fordismo. ( ) comprometimento com o desenvolvimento sustentável das nações. ( ) processo industrial altamente concentrado nos países emergentes.
2) As atividades industriais da globalização estão extremamente internacionalizadas e são
baseadas em ferramentas tecnológicas de produção e comercialização. Sendo assim, destacam-se, no processo de globalização, as empresas ligadas à
( ) produção de conhecimento, como as de informática. ( ) exploração de bens primários, como as madeireiras. ( ) atividade de produção artesanal, como as têxteis. ( ) alta exploração dos trabalhadores, como as de base. ( ) extração de minerais metálicos, como as mineradoras. GEOGRAFIA
(Aula 2)
1) Com relação ao espaço mundial, o processo de globalização provoca uma homogeneização da produção e do consumo em nível global, porém esse processo não é uniforme em todo o planeta. Desse modo, pode-se afirmar que a globalização resultou na
( ) melhoria da qualidade de vida das populações periféricas. ( ) utilização de mão de obra com baixa qualificação profissional. ( ) acentuação da desigualdade social entre diferentes regiões. ( ) diminuição dos impactos ambientais gerados no globo. ( ) centralização econômica dos governos neoliberais.
2) A globalização provocou profundas mudanças nos sistemas globais de produção. É uma característica desse sistema a
( ) fragmentação da produção industrial. ( ) utilização de mão de obra braçal.
( ) existência de grandes estoques de produtos. ( ) concentração das unidades fabris.
( ) baixa qualificação técnica do trabalhador.
3) Nos últimos anos, a globalização provocou uma mudança na distribuição espacial industrial, por meio da valorização da
( ) disponibilidade de mão de obra. ( ) exploração de matérias-primas. ( ) presença de jazidas minerais. ( ) existência de redes de circulação. ( ) adoção de políticas protecionistas.
4) A globalização não ficou restrita apenas ao meio urbano, sendo amplamente encorajada no meio rural, em especial, por meio da integração das cadeias produtivas de alimentos aos