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Adécima primeira edição da Revista Sincopeças

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Academic year: 2021

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Revista

sinco

p

eças-

PR

A informação

que você precisa

sobre o Sindicato

do Comércio

Varejista de

Veículos, Peças

e Acessórios

para Veículos

no Estado do

Paraná

EDITORIAL

A

décima primeira edição da Revista

Sin-copeças traz novidades ao leitor. Entre elas

a mudança no planejamento gráfico, que

pretende tornar a leitura mais agradável, aliada a matérias

informativas.

As importações das autopeças chinesas são uma

questão para o empresário. Por que autopeças tão

bara-tas? As autopeças têm qualidade? As dúvidas são

so-lucionadas nesta edição pelo gerente de tecnologia da

DPS, André Santos, que fala sobre a China e dá dicas

aos empresários que pretendem investir nas

importa-ções de autopeças chinesas. Conheça as novidades

do Sincopeças com a criação da Câmara Setorial de

Veículos na entrevista com o empresário Cesar Luiz

Lançoni Santos.

Acompanhe o fechamento de mais um ano da

Coo-perativa de Crédito e saiba as vantagens dos serviços.

Esta edição também apresenta uma entrevista com a

empresária Regina Turek, que incentivou o ensino e

a qualificação de seus funcionários e teve retorno na

qualidade de serviços prestados. A Revista Sincopeças

é a sua parceira na informação com qualidade.

Desejo uma boa leitura.

Wanderley Nogueira

Presidente

(4)

Revista de informação Realização

SINCOPEÇAS PARANÁ

Sindicato do Comércio Varejista de Veículos, Peças e Acessórios para Veículos

no Estado do Paraná Rua Alferes Poli, 1271 Rebouças CEP 80230-090 Telefones 41.3334-2550 e 41.3334-4439 Fax 41.3334-6650 www.sincopecaspr.com.br [email protected]

ANO III - Edição 11

Janeiro/Fevereiro/Março 2007 PRESIDENTE Wanderley A. Nogueira 1º VICE-PRESIDENTE

Ari dos Santos 2º VICE-PRESIDENTE

Mauro Kiyoshi Hagi 1º SECRETÁRIO Juarez Berti Frizzo 2º SECRETÁRIO Hírverton Bocardo 1º TESOUREIRO Nereu Luiz Piovezan

2º TESOUREIRO José Dirceu dos Santos DIRETORES SUPLENTES

Evaldo Korsters Glenan L. Vieira João Campos de Souza

Regina M. Turek Gelson J. Frizzo Marcos Eduardo Zotto Pinto

Eurico de Quadros

CONSELHO FISCAL (TITULARES) Luiz Carlos Bianchi

Nelson Gimenes Moacir Moro

CONSELHO FISCAL (SUPLENTES) Ricardo Rimbano

José Carlos Wiederkehr Eduardo Naldony

CÂMARA SETORIAL DE VEÍCULOS Cezar Luiz Lançoni Santos

DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO AO CONSELHO DA FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO

VAREJISTA DO ESTADO DO PARANÁ

EFETIVOS Darci Piana Wanderley Nogueira SUPLENTES Juarez B. Frizzo Hírverton Bocardo EDITOR RESPONSÁVEL Delso Carvalho JORNALISTA RESPONSÁVEL e DIREÇÃO DE ARTE

Isabelle Soares Neri DRT-PR 5460 COLABORAÇÃO Michel Soares Neri CONSELHO EDITORIAL

Wanderley A. Nogueira Evaldo Kosters Marcos E. Zotto Pinto

Flávio Liston Glenan L. Vieira

IMPRESSÃO

Gráfica e Editora Linarth LTDA.

Revista bimestral publicada sob a responsabilidade do SINCOPEÇAS-PR.

As opiniões expressas em artigos assinados são de responsabilidade de

seus autores, não refletindo, necessariamente, a posição deste

sindicato. Tiragem: 7.000 exemplares.

Circulação gratuita.

Colabore nas próximas edições enviando sugestões de pauta ou

dúvidas para o e-mail

[email protected]

SUMÁRIO

EXPEDIENTE

Editorial pág. 3

China, importar ou não?

pág. 5

Direito do Trabalho pág. 7

Cooperativismo, a alternativa de crédito barato para o empresário pág. 8

Eleição do Sincopeças pág. 10

Câmara Setorial de Veículos pág. 11

Regina Turek, uma visão empreendedora pág. 12

Leis por Augusto Prolik pág. 14

(5)

ENTREVISTA

Importar ou não? Eis a questão

Conhecida pela superpopulação e pela importação barata e

lucrativa, a China abre os olhos do Ocidente. Até pouco tempo

atrás era conhecida como um gigante adormecido; hoje este

país do Oriente faz saltar ao mundo as possibilidades de

lu-cro. Para o mercado de autopeças surgem as dúvidas naturais.

As autopeças chinesas têm qualidade? Vale a pena importar?

Acompanhe a entrevista de André Luís Junqueira Santos,

ge-rente de tecnologia da Distribuidora de Peças Santos Ltda.

Fotografias: André Luís Junqueira Santos

A

diversificação mercado chinês do oferece inúmeras possibilidades de atuação para o mercado de autopeças. O empresário brasileiro mostra a peça que necessita e o industrial chinês coloca a peça em linha de produção em dois meses. A mão de obra barata e especializada,

sem claras discussões de direitos trabalhistas, abre a porta para a comercialização.

André Santos comenta que são necessários cuidados na importação, principalmente, ter o planejamento do que o empresário realmente precisa. “O mercado

industrial chinês é muito diversifi-cado. A variedade de empresas, perfis de empresas e de produtos é muito grande. Você pode en-contrar desde o trabalho tradicio-nal, como se fazia antigamente e produtos de baixa qualidade, tam-bém com o preço extremamente baixo a produtos de alta quali-dade, utilizados por montadoras internacionais, com padrão mun-dial de todas as marcas”, diz o empresário. André explica que os fornecedores chineses fornecem para toda e qualquer marca que se possa imaginar. “Você acha que está comprando um produto de marca internacional americana, ou alemã, mas não é. Foi feito na China. Com toda a tecnologia tra-zida de outros países, mas sendo produzido na China. É preciso pesquisar o que você realmente quer”, lembra André.

A DPS trabalha com peças importadas através de outras empre-sas. Uma empresa brasileira importa as peças da China e as revende no Brasil, sendo, neste caso,

um agente de todo o pro-cesso. Segundo André Santos, é uma saída in-teressante quando o em-presário não tem volume suficiente para começar a importação direta. “Várias pessoas interessadas no mesmo produto compram um lote da mercadoria

para trazer ao Brasil. Posteriormente, é feita a verificação se as peças são bem aceitas pelo mercado brasileiro, se as peças têm preço bom e quali-dade”, acrescenta Santos.

Uma das grandes vantagens da China é a variedade imensa de produtos. André Santos explica que muito coisa que aqui no Brasil você não encontra em determinada fá-brica, ou às vezes ocorre por algum motivo a comercialização do produto somente por uma empresa e acaba quase se tornando um monopólio. “Como é comum, algumas vezes uma determinada linha de produto

(6)

DPS

A Distribuidora de Peças San-tos Ltda tem mais de 14 anos de existência no mercado de autopeças. Começou traba-lhando com peças para veícu-los pesados. Posteriormente, mudou para a distribuição de autopeças para carros leves. A especialidade hoje é a re-posição para veículos leves, médios e pequenos utilitários. A DPS possui a matriz em Cu-ritiba e mais três filiais nas ci-dades: Araraquara (SP), Porto Alegre (RS) e Ji-Paraná (RO).

André Luís Junqueira Santos, gerente de tec-nologia da Distribuidora de Peças Santos Ltda.

Fotografia: Isabelle Soares Neri

Atenção necessária na importa-ção de autopeças chinesas

1. Decidir o que você quer, qual é o tipo de produto, faixa de quali-dade e conhecer o nicho de mer-cado que pretende atingir. A res-ponsabilidade com a qualidade das autopeças no Brasil é do em-presário que as comercializa. O Procon faz a devida averiguação no caso de problemas.

2. Não existe milagre. Comprar autopeça de primeiríssima quali-dade e pagar metade do preço não existe. É preciso procurar o produto que se encaixa na reali-dade do seu mercado.

3. É imprescindível ter um agente. Alguém que acompanhe a nego-ciação desde o início até o em-barque do material. É preciso atenção para a qualidade de produto durante a negociação ser a mesma do produto entregue. O agente fará todo o acompanha-mento e a averiguação da quali-dade em todos os lotes de peças. Fazer a importação às escuras é mau negócio.

fecha um fornecedor, fecha outro e acaba sobrando só um, e ele não está entregando, então fica um vazio no mercado. Existe deman-da, mas não existe suprimento. Na China, isto não existe. Não existe a falta da autopeça. Você nunca sabe, você querendo buscar uma linha completa, você tem. O que os indus-triais chineses não têm, eles desen-volvem”, comenta o empresário.

Com as mudanças ocorri-das nas últimas décaocorri-das, o mercado de trabalho chinês ficou saturado. Muitas pessoas procurando um tra-balho, desejando um salário para uma vida fora do regime comunis-ta. Isto influi diretamente no preço da força de trabalho, caindo o custo de produção. Na opinião de André Santos, a queda na bolsa da China é um alerta para as autoridades chine-sas e para o mundo. “A inércia em que está o capitalismo mostra a dife-rença da velocidade de crescimento do mercado chinês. Se algo der er-rado neste movimento, acontecerá uma crise muito grande no país. É preciso ter atenção e não apostar todas as fichas. Apesar da grande abertura, a China vive num sistema misto, continua centralizada. Se vier uma decisão do governo que altere a política cambial terá repercussão global”, conclui Santos.

Delícias chinesas degustadas por empresários do ramo de autopeças

Cobra. Escorpião.

Lagarto desidratado. Cachorro.

(7)

DIREITO DO TRABALHO

Mediação

P

oucas pessoas co-nhecem os benefí-cios da “mediação” na solução de conflitos de diver-sas naturezas (inclusive trabalhis-tas). Faz parte da cultura brasileira entregar às mãos do Poder Judi-ciário a tarefa de decidir todo tipo de conflito – afinal, é mais fácil, e cômodo, que alguém decida por nós...

Todo conflito ocasiona desconforto. Na busca de eliminar esse desconforto, os indivíduos enveredam por diversos camin-hos, nem sempre os mais adequa-dos. Uma parte dos conflitos aca-ba sendo resolvida diretamente pelos envolvidos, genericamente denominados “partes”, ou seja, as pessoas os solucionam por seus próprios esforços e iniciativas. A solução pode ser ou não satis-fatória para as partes e o conflito pode voltar a emergir no futuro, eventualmente sob outra forma, causando a percepção de que nada tem a ver com alguma ocor-rência do passado. As partes, por-tanto, podem envolver-se em um novo conflito que, efetivamente, decorre do anterior e indica a exis-tência de cicatrizes emocionais ocultando danos profundos. Situa-ções desse tipo permeiam o coti-diano das famílias e das empresas (cônjuges resolvem, entre si, suas dificuldades; chefes e subordina-dos encontram soluções para os problemas diários, etc.).

Como se disse, a tendên-cia natural, considerando-se os

Marcos Julio Olivé Malhadas Junior

advogado – sócio do escritório Julio Assumpção Malhadas & Advogados Associados [email protected] comportamentos convencionais

presentes na sociedade brasileira, quando o conflito atinge tais pro-porções, é a busca de suporte no Estado, por meio judicial.

A utilização de qualquer método coercitivo para a solução de conflitos, dependendo da na-tureza destes, pode apresentar alguns inconvenientes tais como a destruição das relações inter-pessoais, a supressão forçada de problemas (perdendo-se a oportunidade de resolvê-los), a acumulação de inimigos e ressen-timentos para o futuro. E quando se trata da via judicial, além do aspecto inerente à coerção, há inconvenientes adicionais, decor-rentes do uso da lei, tais como a conhecida lentidão (em um mundo cada vez mais rápido), o resultado imprevisível, a possibilidade de ser muito dispendiosa (inclusive para o “ganhador”), a publicidade do litígio.

Existem, entretanto, mé-todos alternativos (ou extra-judi-ciais), com a intervenção de um terceiro, adequados ao tratamento de conflitos (dependendo de suas naturezas e dos direitos neles dis-cutidos) e que não são suficiente-mente explorados pelas pessoas em geral. Citamos, como exem-plos, a arbitragem e a media-ção.

A resolução de conflitos pela via judicial e por meio da arbitragem constituem métodos adversariais. A decisão cabe a um terceiro, após ouvir os

argu-mentos das partes. Disto, e espe-cialmente da arbitragem, tratare-mos em outra ocasião.

A mediação constitui meio cooperativo de resolução do con-flito. Nela, o poder de decisão fica com as partes e, para que ela exista, torna-se necessária a convergên-cia de idéias. O “terceiro”, no caso o “mediador”, apenas utiliza-se de técnicas para auxiliar as partes na busca desta convergência (o me-diador não propõe, nem sugere soluções – isto é atribuição única das próprias partes envolvidas).

Em síntese, a mediação surge como o método mais ade-quado, e rápido, para a abor-dagem de conflitos, ainda mais quando os elementos de natureza emocional envolvidos podem e devem ser considerados na busca das melhores alternativas pelas partes, que assumem a respon-sabilidade pelo acordo. O principal objetivo da mediação é a satisfa-ção das partes. Atingi-la, significa a identificação da melhor solução do conflito na interpretação delas e a conseqüente celebração do acordo, atendendo essa solução.

Os empresários do comér-cio, e demais interessados em conhecer mais sobre a “media-ção”, bem como dela fazer uso, podem obter maiores informações junto à Câmara de Mediação e Arbitragem da Associação Comer-cial do Paraná – ARBITAC, pelo telefone (41) 3320-2576.

(8)

Cooperativismo, a alternativa de

crédito barato para o empresário

A

cooperativa de crédito nasceu da iniciativa de possibilitar ao em-presário uma alternativa de crédi-to com tarifas bem menores que as tradicionais tarifas bancárias. Os resultados, segundo o gerente de negócios da Sicredi Sincocred Luis Antônio Halmenschlager, po-dem ser avaliados como numérico e não numérico. O resultado nu-mérico é através do avanço da cooperativa em termos de asso-ciado. Inicialmente, a cooperativa de crédito possuía 20 associados e no final de 2006 fechou com 600 cooperados e associados. Esse é o resultado numérico em termos de quantidade de pessoas, mas as expectativas financeiras foram superadas. “Nós poderíamos diz-er que uma coopdiz-erativa normal-mente alcança seu ponto de vín-culo no terceiro exercício, e nós conseguimos atingi-lo anterior-mente, ao final do segundo ano e já finalizamos o exercício com um resultado positivo”, comentou Luis Antônio Halmenschlager.

O vice-presidente da Coo-perativa de Crédito e presidente do Sincopeças Paraná, Wanderley Nogueira, comenta que a força do cooperativismo está na união de pessoas com as mesmas neces-sidades e dificuldades. “Os baixos valores da Cooperativa de Crédito favorecem o empresário, possibili-tando investimentos maiores na

empresa”, acrescentou Wander-ley Nogueira.

O Presidente Fundador da Cooperativa de Crédito e da Fe-comércio gestão 2004-2007, Darci Piana, acrescenta que o excelente resultado obtido pela Sicredi Sin-cocred é decorrente da união de todos os membros envolvidos com o segmento do comércio de autopeças. “O empenho dos em-presários atacadistas, varejistas, dos aplicadores e dos funcioná-rios proporcionou oportunidades de crédito barato para todos”, co-mentou o presidente fundador da cooperativa de crédito.

Como se filiar a Cooperativa de Crédito

O interessado precisa ser

do segmento automotivo. Se for pessoa física é necessária apre-sentação dos documentos pes-soais, tais como RG, CPF, com-provante de renda e comcom-provante de endereço. No caso de pessoa jurídica, é importante a apresenta-ção do cartão de CNPJ, um con-trato social com as alterações que porventura tiver, ou comprovante de endereço da empresa. Neste caso, será feita a inclusão do filia-do através da aquisição de cotas.

Segundo o estatuto da Coo-perativa de Crédito, para ingressar na cooperativa o associado pre-cisa adquirir cotas de participação, sendo que o mínimo a adquirir são 100 cotas. O valor de cada cota hoje é R$ 1. Este valor é tanto para pessoa física como para pessoa jurídica. Primeiramente, o ingresso é feito como pessoa física, e em seguida como pessoa jurídica, permitindo inclusive que o empresário estenda os benefí-cios para os funcionários da sua empresa.

ECONOMIA

“O empenho dos

empresários

atacadistas,

varejistas, dos

aplicadores e dos

funcionários

proporcionou

oportunidades de

crédito barato

para todos”.

Darci Piana

Na foto, o gerente de negócios da Sicredi Sincocred Luis Antônio Halmenschlager.

(9)

O gerente de negócios da Sicredi Sincocred Luis Antônio Halmenschlager explica que a aquisição de cotas é uma forma de ingresso no setor de sócio. “Nós não temos clientes, nós temos somente sócios. É uma grande diferença em relação ao mercado bancário. Toda pessoa que é atendida aqui é dono do negócio. Ele é um sócio, ele não é um associado que paga para entrar. Ele investe no recurso do capital so-cial da cooperativa, ele é sócio do negócio mesmo. E a partir daí ele tem uma conta para movimentar, aí sim nos moldes de um banco normal”, disse Luis Antônio.

A Cooperativa de Crédito é uma instituição financeira com-pleta, oferecendo os serviços que um banco fornece aos tradicionais clientes, mas com tarifas e juros menores, num relacionamento simplificado e facilitado.

Perspectivas

Para os próximos anos, a perspectiva de crescimento é real-mente boa. Segundo o presidente da Cooperativa de Crédito gestão 2004-2007, Darci Piana, a fase de implantação exige sempre um ár-duo trabalho, com a prospecção de importante retorno de resulta-dos a médio e longo prazos.

No primeiro momento, a Si-credi Sincocred requereu recur-sos tecnológicos, pessoal espe-cializado e muito trabalho. O êxito nas ações foi possível graças ao importante suporte da Central

Si-credi do Paraná e do apoio do Banco Sicredi, que assegura con-fiabilidade na gerência dos recur-sos depositados e aplicados por nossa cooperativa. “Consegui-mos, então, solidificar a estrutura

da cooperativa de maneira rápida e eficiente, o que nos permite vis-lumbrar, já a partir de um futuro próximo, excelentes resultados”, finalizou Darci Piana.

Nova Diretoria

No dia 12 de março, na sede do Senac, aconteceu o jan-tar de posse da nova diretoria da Cooperativa de Crédito. Na oca-sião, estiveram presentes asso-ciados e autoridades.

O conselho administrativo da gestão 2007-2010 é composto por: Evaldo Korsters (Presidente), Wanderley Antonio Nogueira (Vice-presidente), Darci Piana (membro), Ari dos Santos (membro), Nelson Gimenes (membro) e Gelson Jack-son Frizzo (membro). Os efetivos do Conselho Fiscal da nova gestão são: Hirverton Pedro Bocardo, José Dirceu dos Santos e Ana Pacce. Os suplentes da gestão

2007-Cooperativa de Crédito localizada na sede do Sincopeças Paraná.

“Os baixos valores

da Cooperativa de

Crédito favorecem o

empresário,

possibilitando

investimentos

maiores”.

Wanderley Nogueira

2010 são: Glenan Lopes Vieira, João Campos de Souza e Mauro Kiyoshi Hagi.

A proposta de trabalho do presidente da cooperativa de crédito gestão 2007-2010, Evaldo Korsters, é dar continuidade e consolidar o processo. “A cooperativa de crédito tem dois anos de funcionamento. Ela ainda encontra-se num processo de consolidação e de aprofundamento das propostas que já existem hoje que são: intensificar o acordo com o sistema Sesc e Senac, o desen-volvimento do quadro social, o au-mento dos serviços oferecidos a es-tes associados e, principalmente, a melhoria da gestão dos processos”. Segundo Evaldo Korster é preciso ampliar gradativamente a base de associados nas ações da categoria econômica e ampliar a quantidade de serviços e relacionamentos com os associados.

Na foto, Gelson Jackson Frizzo, Darci Piana, Evaldo Korsters, Ari dos Santos e Wanderley Nogueira.

Mesa diretora composta durante a posse da nova diretoria da Cooperativa de Crédito.

(10)

SINCOPEÇAS

Wanderley Nogueira é reeleito

presidente do Sincopeças

O

Presidente

Wan-derley Nogueira

foi reeleito no dia

15 de fevereiro último para

mais um período de três anos

à frente do Sincopeças do

Paraná. A chapa foi

compos-ta praticamente dos mesmos

nomes que formaram a

Dire-toria passada, com

remaneja-mentos em algumas funções.

O Presidente

Wander-ley explica que a estrutura

rígida da Diretoria, composta

apenas de sete diretores

efe-tivos (Presidente, dois vices,

dois secretários e dois

te-soureiros) faz dos suplentes,

em igual número, diretores

atuantes. Até mesmo pelo

comparecimento às reuniões,

com participações decisivas,

e desempenho de tarefas

vo-luntárias em benefício do

as-sociado.

César Luiz Lançoni,

no-meado pelo Presidente

Wan-derley Nogueira como Diretor

da Câmara Setorial de

Veícu-los (veja reportagem nesta

edição), é o mais

entusias-mado dos novos dirigentes:

“O comércio de veículos terá

em mim um porta-voz de seus

interesses. Vamos trabalhar

com a Diretoria do Sincopeças

para que o setor tenha um

atendimento ainda melhor”.

A empresária Regina

Turek, por sua vez,

retor-na ao Sindicato, agora retor-na

condição de Diretora e se

“O comércio de

veículos terá em

mim um porta-voz

de seus interesses.

Vamos trabalhar

com a Diretoria do

Sincopeças para

que o setor tenha

um atendimento

ainda melhor”

César Luiz Lançoni

diz feliz por participar da

Diretoria pela oportunidade

de o Sindicato implementar

projetos educacionais que

contribuam para o

aper-feiçoamento das técnicas de

gestão adotadas pelas

em-presas a ele filiadas.

A Diretoria foi

empos-sada na mesma noite em

que foi eleita, mas o

Presi-dente reuniu a todos numa

reunião singela realizada no

dia 8 de março, logo após

a realização da Assembléia

Geral Ordinária que aprovou

as contas do Sindicato no

exercício passado.

Na foto, Híverton Bocardo, Mauro Kiyoshi Hagi, Nelson Gimenes, Ari dos Santos, Nereu Luiz Piovezan, Juarez Berti Frizzo, Evaldo Korsters e Regina M. Turek.

Na foto, Regina M. Turek, Darci Piana e Cesar Luiz Lançoni Na foto, o presidente do Sincopeças

Paraná Wanderley Nogueira

Texto: Delso Carvalho Fotografias: Isabelle Neri

(11)

SINCOPEÇAS

Câmara Setorial de Veículos,

a união necessária para o setor

César Luiz Lançoni Santos, diretor

proprietário da Cabral Automóveis

e, recém eleito pela diretoria da

Sincopeças, diretor da Câmara

Setorial de Veículos

A

Câmara Setorial de

Veículos foi criada

este ano pela

dire-toria do Sincopeças para

rea-lizar trabalhos mais dirigidos,

atendendo a necessidade do

comércio de veículos usados.

Segundo César Lançoni, esta

foi a primeira câmara

direcio-nada ao comércio de carros e

o Sincopeças pretende

origi-nar outras câmaras, orientando

melhor cada setor específico

dentro do sindicato. “O

merca-do da comercialização de

car-ros usados cresceu muito. São

milhares de empresas que

re-vendem veículos usados e,

por-tanto, milhares de funcionários

e empregos indiretos. Existe a

necessidade de desenvolver

trabalhos mais direcionados,

tanto na área tributária e

tra-balhista, proporcionando uma

melhor orientação e união com

o empresário, quanto nos

diver-sos mecanismos do mercado”,

comenta Lançoni.

Segundo César, é

essen-cial a valorização da categoria.

Este processo vem ocorrendo

naturalmente e é importante

a padronização da forma de

trabalhar. “Hoje as pequenas,

médias e grandes revendas

correspondem a um grande

percentual do mercado. É

pri-mordial a valorização e o

tra-balho conjunto dessas

empre-sas”, disse o diretor da Câmara

Setorial de Veículos.

Lançoni ainda acrescenta

que diversos projetos estão

sendo trabalhados. “Projetos

que já foram feitos em outros

estados, e que podem ser

im-plantados no Paraná. A maioria

diz respeito às áreas de

segu-rança, de comércio e a práticas

operacionais voltadas para

me-lhorar a solidez das empresas”,

finaliza César Lançoni.

(12)

EDUCAÇÃO

Regina Turek,

uma visão empreendedora e educacional

para o Mercado Automobilístico

A educação e o ensino possibilitam ao funcionário

e colaborador qualidade de vida.

Possibilidades de crescimento tanto na área

profissional quanto na vida pessoal.

H

á dez anos, Regina Tu-rek inovou. Percebeu as perspectivas de cresci-mento da sua empresa, a Autovidros Curitiba, através da valorização do funcionário. ”Uma vez, um professor da pós-graduação comentou comigo que treinamento para ser bom tem que ser feito dentro do horário de

trabalho”, comentou Regina. A empresária montou duas equipes que se alternavam em diferentes horários para dedicar uma hora por semana à leitura, ao conhecimento, à prática de atividades que possibilitassem um novo olhar, influenciando diretamente na qualidade de vida do funcionário e, principal-mente, na qualidade dos ser-viços prestados pela empresa.

A iniciativa surgiu quando Regina decidiu implantar a políti-ca de qualidade na empresa, utilizando “5S”. “Fizemos uma reunião e mostrei a proposta. O pessoal ficou olhando, mudo... ninguém falava nada. Percebi que faltava algo, conversei com a equipe e vi que estava fal-tando alguma coisa, era o em-basamento e o conhecimento”, comentou Regina. Este foi o primeiro passo para que a em-presária iniciasse os primeiros treinamentos que transmitiram a definição de política de quali-dade, como foi a implantação do sistema no Japão. Após isto, Regina trabalhou com questões interpessoais, com apresen-tação de teatro, em que traba-lhou, principalmente, a questão da inibição, da apresentação em público. A partir dos primei-ros treinamentos, ocorreram mudanças.

Segundo Turek, o mais enriquecedor foi o

desenvolvi-mento pessoal. “Funcionários que haviam parado de estudar no primário e resolveram voltar a es-tudar, tem gente que terminou o segundo grau e pessoas que re-solveram estudar na faculdade”, acrescenta Regina.

Uma dificuldade encontrada pela empresária foi a ausência da auto-estima. Aquele funcionário que não acreditava no próprio va-lor e com o treinamento começou a desenvolver atividades mais produtivas e, consequentemente, mais motivação, trazendo idéias e sugestões para a empresa. “A educação é uma inclusão. Você oferece a possibilidade da pessoa viver mais na sociedade, de viver

“A educação é uma

inclusão. Você

oferece a possibilidade

da pessoa viver mais

na sociedade, de viver

melhor. Temos

funcionários que

estão trabalhando aqui

a 15, 16, 17 anos e não

é questão de quanto

ele ganha, é de

ambiente de trabalho,

de se sentir valorizado,

satisfeito no lugar

onde trabalha”.

(13)

JANEIRO / FEVEREIRO / MARÇO 2007 melhor. Temos

funcioná-rios que estão trabalhan-do aqui a 15, 16, 17 anos e não é questão de quanto ele ganha, é de ambiente de trabalho, de se sentir valorizado, satisfeito no lugar onde trabalha”, co-mentou Regina.

“Nós montamos um sistema de leitura, uma biblioteca dentro da em-presa. Para valorizar a leitura, pegávamos livros fininhos e fazíamos rodas de leitura. Cada pessoa lia um capítulo e apresen-tava para as outras, tudo para incentivar a busca do conhecimento e a apresentação ao público”, disse Regina.

Regina Turek a par-tir deste ano, fará parte da diretoria da Sincopeças. A empresária pretende incentivar a implantação de cursos. “É a área de que eu gosto, com que tenho uma afinidade mui-to grande e vamos ver o que é possível introduzir via sindicato para tentar melhorar a parte tanto dos colaboradores, quanto dos empresários”, disse a empresária.

A Autovidros Curi-tiba atende seguradoras e, segundo a empresária, as seguradoras fazem um trabalho de pós-venda de 100% dos casos e o resul-tado da avaliação é muito positivo. “Os clientes real-mente gostam do atendi-mento, e para mim isso é muito importante. Hoje você tem que ter quali-dade de atendimento, é a única grande diferença”, acrescenta Regina.

Com a palavra,

Regina Turek

Dificuldades

O início é bem difícil, não se pode iludir. É por isso que muita gente desiste, porque existe uma resistência muito grande, você tem que ter per-sistência, as pessoas no início não querem participar. Elas acham que é besteira, que vão lá só perder tempo, que é inútil, porque não é um processo assim de repente, você chega, joga a informação e ela assimila tudo de uma vez e acabou. Isso é um processo gra-dativo. É um crescimento, é preciso ter persistência e dar a continuidade para que as pessoas percebam a diferença.

É como a implantação de um processo de qualidade, um processo de lim-peza. Aqui não existe ninguém de limpeza: todo mundo tem que cuidar da sua área, que é o processo que conhecemos e mesmo assim você faz a implantação, e de tempos em tempos você tem que estar repetindo. O ser humano tem aquela tendência de voltar à área de conforto, por isso que é importante que o empresário compre a idéia. Se o empresário não tiver força de vontade e não tiver persistência, não adianta.

Dica para o empresário

Vale a pena investir, não é dinheiro jogado fora, é um investimento que traz resultado. E vai trazer mais resultado do que o valor aplicado com toda certeza, vale muito a pena. Não me arrependo de forma ne-nhuma. Uma vez me disseram: “Você fica formando concorrentes”. Tem funcionário que saiu daqui e montou a sua empresa. E se for um bom empresário? Eu fico feliz porque ele foi bem informado, a concorrência não faz mal desde que seja uma boa concorrência. Você não pode pensar que irá prepará-lo para trabalhar em outro lugar. Você tem que pensar que se está fazendo um bom trabalho com o funcionário, ele ficará traba-lhando com você e trará resultados. O empreendedorismo está entrando em todas as universidades. Poucas pessoas conseguem trabalhar numa grande empresa e as outras pessoas vão fazer o quê? Terá que trabalhar em pequena e média empresa, ou vai ter que ser empreendedor. Com a formação voltada para o empreendedorismo, a empresa cresce muito mais.

Regina Turek é formada em administração, com pós-graduação em mar-keting, finanças, planejamento e desenvolvimento organizacional. Par-ticipou de um programa da ONU para desenvolvimento de empresas, também de pequeno porte. A empresária ministra palestras sobre a im-plantação de política de qualidade e atua na diretoria do Sincopeças.

(14)

14

LEIS

Legislação Estadual:

Algumas Alterações Relevantes

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o final do ano passa-do – como é de praxe acontecer no apagar das luzes de cada ano, em rela-ção à legislarela-ção tributária -, ocor-reram significativas alterações na legislação estadual do ICMS. Al-gumas benéficas aos contribuintes; outras, nem tanto. O objetivo da nossa coluna deste mês é chamar a atenção dos leitores para as de maior relevância.

1. A re-instituição do dife-rencial entre as alíquotas interna e interestadual do ICMS, na en-trada, no estabelecimento do con-tribuinte, de mercadoria ou bem oriundos de outra unidade da Federação e destinados ao seu uso e consumo ou ao ativo perma-nente, por meio da Lei nº 15.342, de 22.12.2006. Desde a edição da Lei Estadual nº 11.580, de 1996, essa hipótese não era considera-da fato gerador do ICMS, apesar de haver previsão para a sua in-cidência na Lei Complementar nº 87, a lei de regência federal do ICMS. Essa nova cobrança, por acarretar majoração do tributo, so-mente será exigida a partir de 22 de março de 2007, em obediência aos princípios da anterioridade anual e da anterioridade nonage-simal, constitucionalmente previs-tos. Deve-se ficar atento à forma como esse diferencial será cal-culado, o que depende ainda de regulamentação específica, haja vista que, no passado, esse cálcu-lo era por dentro, o que implicava em uma carga tributária, à época, de 6,25%, e não 5% (diferença entre 17% - alíquota interna então vigente – e 12%), o que foi con-siderado indevido pelas decisões

reiterados do próprio Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais do Estado do Paraná. Hoje, essa carga tributária será maior, con-siderando que a alíquota do ICMS interna, como regra geral, é de 18%. De todo modo, entendemos que, como a Lei não faz qualquer tipo de ressalva, quanto à forma do cálculo, deverá ele seguir a fór-mula direta, ou seja, a mera dife-rença entre as alíquotas interna e interestadual

2. Fruto da guerra fiscal entre os Estados, a Lei nº 15.352, também de 22.12.2006, introduziu o inciso VII, ao artigo 27, da Lei nº 11.580, dispondo que “quando o imposto devido ao Estado de origem tenha sido reduzido, no todo ou em parte, por concessão de benefício sem amparo em convênio, celebrado no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ, em relação às entradas ocorridas após a publi-cação de ato do Chefe do Poder Executivo, identificando o Estado de origem, a mercadoria ou ser-viço, o benefício é considerado ir-regular e o percentual de crédito a que não se reconhece o direito.” Esse novo dispositivo, efetiva-mente, “legalizou” o direito de o Estado exigir o estorno de crédi-tos de ICMS originários de benefí-cios fiscais concedidos por outros Estados sem a prévia aprovação do CONFAZ-Conselho de Política Fazendária, o que, antes, estava previsto em um mero decreto es-tadual, ato de cunho administrati-vo-executivo. Por outro lado, e em sentido contrário ao que dispunha o decreto anterior, deixou claro que esse estorno somente pode

ser exigido após a edição de ato do Executivo estadual que reconheça a irregularidade dos créditos. Isso tem por efeito o reconhecimento expresso de que não pode a fisca-lização do ICMS exigir os estornos dos créditos retroativamente, desde o início das operações tomadas como irregulares, o que vinha acontecendo.

3. Revogação do § 8º, do artigo 55, da Lei nº 11.580/96, que dispunha que a multa de 10% para o imposto declarado e não recolhido passava para 30%, a partir da segunda inadimplência. Esse agravamento da multa tinha por objetivo desestimular os pro-cedimentos de compensação de débitos de ICMS com precatórios, tornando a operação mais onerosa economicamente. Essa alteração foi promovida pela Lei Estadual nº 15.343, do mesmo dia 22 de dezembro.

4. Foi afastada, pela Lei Estadual nº 15.450, do mês de ja-neiro, a aplicação cumulativa do FCA-Fator de Conversão e Atua-lização de Débitos Tributários e da SELIC, no cálculo de atualização monetária dos créditos tributários estaduais, não pagos em dia. Des-sa forma, os créditos tributários, inclusive os já existentes, passam a ser corrigidos, exclusivamente pela variação da taxa SELIC.

Essa dinâmica da legisla-ção tributária – como são exem-plos os destaques acima – con-firma a necessidade da constante informação e atualização em ma-téria tributária, por parte dos con-tribuintes, o que, certamente, é mais um ônus a ser suportado pelas empresas.

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Referências

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