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UNIDADE VIII - NULIDADES PROCESSUAIS

2. Definição

Nulidade processual é uma sanção imposta pela lei por ocasião do descumprimento da forma

devida.

3. Espécies de nulidades processuais

As nulidades processuais existem, sobretudo, como normas-garantia para o devido processo

legal. São os vícios ou defeitos do ato processual. o afastar de um modelo legal e ferir norma de

interesse público, temos a nulidade absoluta e se o ato atacado estiver ligado, preponderantemente, ao interesse da parte, fala-se, então, em nulidade relativa.

inexistência entende-se um vício processual de tamanha magnitude que não possui sequer forma de ato processual.

Quadro comparativo

Nulidade Relativa Nulidade Absoluta 1. Demonstrar prejuízo 1. Prejuízo presumido

2. Interesse privado 2. Interesse público 3. Depende de argüição 3. Verificável de ofício

4. Ratificação / convalidação 4. Não ratificação / não convalidação (no prazo da ação rescisória)

4. Princípios norteadores

Princípio da Instrumentalidade: ênfase ao real prejuízo que provavelmente interfira ou possa vir a

interferir no resultado do processo, causado por desvio da forma.

Princípio da causalidade ou conseqüencialidade (art.248 CPC): o ato reputado nulo contaminará os

conseqüentes. Assim, o juiz deve expressar quais os atos estão anulados.

Princípio do interesse: É questão primordial que se declare a nulidade a partir do requerimento da

parte cujo prejuízo seja premente, ainda que eventualmente se trate de nulidade absoluta.

Princípio do prejuízo: O prejuízo ocorre quando o defeito do ato puder transformar o resultado do

feito.

Princípio da economia processual: aproveitamento dos atos não contaminados pelo vício processual.

UNIDADE IX - TEORIA GERAL DA PROVA

1. Fases do processo

 Postulatória  (Saneamento)  Instrutória  Decisória

2. Definição de prova: provar é formar a convicção do juiz sobre a existência ou não de fatos relevantes no processo

3. Sistemas de valoração das provas

 Positivo, legal ou da certeza legal : As provas tinham um valor prefixado pela lei e o juiz devia apreciá-las de acordo com a eficácia que a lei lhes atribuía. Tal sistema gerava a chamada prova

tarifada.

Íntima convicção: pela Inquisição na Idade Média Um resquício da íntima convicção no direito pátrio é o

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Persuasão racional: Trata-se de um sistema misto Assim, o juiz forma livremente a sua convicção pela

livre apreciação das provas, mas a convicção deve ser fundamentada. É o sistema pátrio atual. 4. Verdade dos fatos - Persegue o magistrado a verdade dos fatos.

 Verdade formal : É aquela que resulta do processo, embora possa não revelar exata

correspondência com os fatos. É buscada no processo civil e trabalhista.

 Verdade real ou material : É aquela reveladora dos fatos tal como ocorreram historicamente e não como querem as partes que pareçam realizados. É buscada no processo penal.

5. Ônus probatório

O ônus (necessidade-interesse) de provar distribui-se da seguinte forma: cabe ao autor provar os

fatos constitutivos de seu direito e ao réu os fatos impeditivos, modificativos e extintivos de seu

direito.

Fatos constitutivos: São aqueles que dão origem ao direito pretendido. Fatos impeditivos: São aqueles que impedem o fato constitutivo.

Fatos modificativos: São aqueles que operam uma modificação no fato constitutivo invocado pelo autor. Fatos extintivos: São aqueles que extinguem a relação jurídica material ou o direito invocado pelo autor. 6. Objeto da prova

Têm importância para o processo os fatos controvertidos, ou seja, os fatos acerca dos quais se instaurou uma controvérsia. Dizem respeito àqueles fatos afirmados por uma das partes e negados,

repelidos pela parte contrária. O objeto da prova não é o fato em si, mas as alegações sobre os fatos

controversos trazidos pelas partes.

7. Classificação das provas

a) Quanto ao sujeito

 Pessoal : É toda afirmação ou atestação de uma pessoa destinada a fazer fé dos fatos alegados. São exemplos o depoimento pessoal e a oitiva de testemunhas.

 Real : É toda atestação emanada de uma coisa. É exemplo a perícia, bem como a juntada de

documentos aos autos.

b) Quanto à forma

 Testemunhal : É a afirmação pessoal oral. Compreende a oitiva de testemunha e o depoimento pessoal.

 Documental ou instrumental : É todo escrito demonstrativo da existência de um fato.

 Material : É toda materialidade ou fenômeno físico que sirva para convencer o magistrado. c) Quanto ao objeto

 Direta : É aquela que tem por objetivo o próprio fato a ser provado. A confissão do devedor é prova direta da dívida.

 Indireta : É aquela que esclarece algum fato relacionado ao fato principal. A partir da prova indireta, por raciocínio lógico, chega-se à constatação do fato principal.

d) Quanto à preparação

 Casual : É toda prova produzida no decorrer da instrução processual. Exemplos: interrogatório, oitiva de testemunhas, entre outras.

 Pré-constituída: São as provas produzidas antes mesmo da existência do conflito. Exemplo: contrato de locação, recibos e etc.

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UNIDADE X - COISA JULGADA

1. Definição de coisa julgada: Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não

caiba recurso. Quando se repete ação que já foi decidida por sentença, de que não caiba recurso. Uma qualidade dos efeitos da sentença (ou do acórdão), que se tornam imutáveis quando contra ela já não cabem mais recursos. Ela não é propriamente um efeito da sentença – efeitos são a condenação, a declaração e a constituição, com as conseqüências daí decorrentes -, mas uma qualidade desses efeitos, qual seja, a imutabilidade.

2. Natureza jurídica da coisa julgada: para Barbosa Moreita, a natureza jurídica da coisa julgada é de

uma situação jurídica do conteúdo da sentença (não se trata de efeito da sentença como previsto no CPC).

3. Coisa julgada formal: Acontece quando num determinado processo, ocorre a citada imutabilidade e

indiscutibilidade da sentença ou acórdão, não cabendo mais qualquer recurso.

Porém, a simples existência da coisa julgada formal não é capaz de impedir que aquele litígio seja novamente discutido em outro processo.

4. Coisa julgada material: Esta consiste na imutabilidade e indiscutibilidade do conteúdo (declaratório,

constitutivo, condenatório) da sentença ou decisão de mérito, e produz efeitos fora do processo.

5.Teorias: Adotando a teoria das três identidades ou teoria do tria eadem (regra geral) , só podemos

considerar duas ações idênticas quando têm as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo objeto ou pedido.

6. Relativização da coisa julgada: A autoridade da coisa julgada material sempre foi considerada dogma

absoluto do processo. A lei processual estabelece um mecanismo adequado para a desconstituição da sentença já transitada em julgado – a ação rescisória. A relativização deve ser aplicada as decisões judiciais. Somente naquelas em grave ofensa a valores éticos e garantias constitucionais, ela deve ser utilizada.

7. Limites objetivos da coisa julgada: alcança aquilo que foi objeto da ação (pedido). Art. 468 e 469 do

CPC.

8. Limites subjetivos da coisa julgada: em regra, só alcança as partes da demanda. Art. 472 do CPC.

CONTINUAÇÃO UNIDADE X - SENTENÇA

1) Conceito: Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 do

CPC e que põe fim ao processo, ou à fase cognitiva condenatória.

2) Espécies de Sentença:

2.1) Sentença Terminativa: nas hipóteses do art. 267 do CPC, o processo será extinto sem que o juiz aprecie a pretensão posta em juízo (mérito).

2.2) Sentença Definitiva: nas hipóteses do art. 269 do CPC, o processo será extinto com resolução do mérito.

Somente as sentenças definitivas se revestem da autoridade da coisa julgada material e podem ser objeto de ação rescisória.

3) Requisitos essenciais da sentença: O Art. 458 do CPC enumera os três requisitos essenciais da sentença.

3.1) Relatório: “I - o relatório, que conterá os nomes das partes, a suma do pedido e da resposta do

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3.2) Motivação: “II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito;”

As questões preliminares (art. 301 do CPC) e as prejudiciais também devem ser apreciadas na sentença.

3.3) Dispositivo: “III - o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões, que as partes Ihe

submeterem.”

4) Alguns defeitos da sentença

4.1) Sentença extra petita: aquela em que o juiz julga ação diferente da que foi proposta (art. 460 do

CPC)

4,2) Sentença ultra petita: aquela em que o juiz condena o réu em quantidade superior (art. 460 do CPC) 4.3) Sentença infra ou citra petita: aquela em que o juiz deixa de julgar uma das pretensões postas em juízo.

UNIDADE XI - DOS RECURSOS

1. Definição de recurso: Recurso é um meio de impugnação de decisão judicial em que se pleiteia o reexame (reforma ou anulação) por órgão revisor competente ou, excepcionalmente, pelo mesmo órgão.

2. Natureza jurídica do recurso: A doutrina majoritária o classifica como continuação do procedimento, como direito subjetivo processual.

3. Princípios norteadores da atividade recursal

 Duplo grau : viabilidade de reapreciação por outro órgão jurisdicional da matéria já decidida com fundamento na possibilidade de erro ou injustiça, oportunidade de melhor exame e necessidade de conformação das partes com a decisão (pacificação social).

 Taxatividade : só há recurso se houver previsão legal. A modalidade recursal adequada pode estar prevista no Código de Processo Civil, no Código de Processo Penal, na Consolidação das

Leis do Trabalho ou ainda em leis extravagantes como é o caso do Recurso Inominado previsto

na Lei nº 9.099/95.

Singularidade, unicidade ou unirrecorribilidade: para cada decisão judicial é cabível um único

recurso. Vale dizer que toda decisão pode ser impugnada por Embargos de Declaração, o que não fere o princípio da unirrecorribilidade.

 Fungibilidade : possibilidade de aproveitamento do recurso interposto equivocadamente. Só será possível em face de três requisitos: dúvida objetiva, obediência de prazo e inexistência de erro

grosseiro.

 Non reformatio in pejus : aquele que recorre não pode ter sua situação agravada. Contudo, se a

outra parte também recorrer, não há se falar na impossibilidade de reforma para pior.

4. Efeitos dos recursos

Comum: a interposição do recurso impede o trânsito em julgado. Devolutivo: remete a matéria impugnada a outro órgão de jurisdição.

Suspensivo: suspende os efeitos da decisão guerreada até julgamento final do recurso.

5. Requisitos dos recursos (segundo Barbosa Moreira)

Intrínsecos: dizem respeito à existência do direito de recorrer

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b) Legitimação: partes/3º interessado/litisconsortes

c) Interesse: necessidade e utilidade do recurso (prejuízo)

d) Inexistência de fato impeditivo ou extintivo: acordo/pagamento

 Extrínsecos : dizem respeito ao exercício do direito de recorrer

a) Preparo: pagamento prévio das despesas (custas, depósito recursal e/ou porte de remessa e retorno) relativas ao processamento do recurso.

b) Tempestividade: obediência ao prazo legal.

Regularidade formal: a regra é que o recurso ocorra na forma escrita. Contudo, verifica-se a exceção do Agravo Retido que, pelo princípio da oralidade, pode ter a apresentação de razões orais em audiência. 6. Juízos de apreciação dos recursos

 Juízo de admissibilidade : diz respeito à apreciação dos requisitos intrínsecos e extrínsecos do

recurso com a finalidade de admissibilidade ou não, de conhecimento ou não do recurso.

 Juízo de mérito

a) Vício de juízo: diz respeito ao error in judicando, à injustiça da decisão pela má apreciação do direito. Resulta na reforma da decisão.

b)Vício de atividade: diz respeito ao error in procedendo, à violação da norma de procedimento. Resulta na cassação da decisão, retirando-a do mundo jurídico.

UNIDADE XII - DA EXECUÇÃO

1. Definição: Execução é o “conjunto de atos estatais através dos quais, com ou sem o concurso da vontade do devedor (e até contra ele), invade-se o seu patrimônio para, a custa dele, realizar-se o resultado prático desejado concretamente pelo direito objetivo material.”

O objetivo da execução é a satisfação de um direito já formado. Hoje, porém, não sendo trata-se de “um processo misto, sincrético, detrata-senvolvido em duas fatrata-ses (ou módulos processuais): o módulo processual de conhecimento e o módulo processual executivo.

2. Princípios específicos norteadores do processo de execução

 Adequação : o credor deve optar pelo procedimento adequado à espécie de execução buscada.  Desequilíbrio : não há isonomia, mas sim desequilíbrio entre os litigantes no processo de

execução, diferentemente do que ocorre no processo de conhecimento, bem como no cautelar.

 Menor Gravosidade : o credor, diante de opções distintas para satisfazer seu direito em um processo de execução, deve escolher a menos gravosa ao devedor.

 Simples Satisfação : o processo de execução deve buscar tão somente os meios suficientes para a

simples satisfação do direito.

 Disponibilidade da Execução : o exeqüente possui a disponibilidade da execução, ou seja, pode

ele desistir da mesma em qualquer momento. 3. Pressupostos do processo de execução

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 Título executivo líquido e certo : com liquidez (quanto se deve) e certeza (o que se deve).  Inadimplemento do devedor : exigibilidade do título.

4. Espécies de títulos executivos

Judicial: sentença civil condenatória; sentença penal condenatória transitada em julgado; sentença homologatória de transação ou de conciliação;

Extrajudicial: rol taxativo previsto no art. 585 do Código de Processo Civil.

5. Técnicas de execução (processo civil e processo do trabalho)

Coação: o aparato judicial coage o devedor a cumprir a obrigação.

 Pessoal: prisão (execução de alimentos pelo rito da coação pessoal).  Patrimonial: multas diárias (execução de obrigação de fazer). b) Sub-rogação : o próprio Estado realiza, satisfaz a obrigação

 Desapossamento: entrega ao exeqüente de bem que está na posse do devedor  Expropriação: alienação de um bem do devedor para satisfação da obrigação ou,

ainda, desconto em folha de pagamento

 Transformação: diante da inviabilidade de cumprimento da obrigação, a mesma é

substituída por perdas e danos ou realizada por terceiros. 6. Modalidades de execução

 Definitiva : título executivo (judicial ou extrajudicial).

 Provisória : é possível a execução provisória diante de sentença atacada por recurso com efeito,

tão somente, devolutivo. Considera-se também provisória a execução fundada em título extrajudicial, enquanto pendente apelação da sentença de improcedência dos embargos do executado, quando recebidos com efeito suspensivo (art. 587 do CPC).

7. Embargos à execução

 Trata-se de ação (não de contestação) ajuizada pelo devedor com o objetivo de desconstituir os atributos do título executivo extrajudicial (liquidez – certeza – exigibilidade). Por isso, exige o pagamento das custas processuais, distribuição e citação do embargado.

 Busca-se anular ou reduzir a execução ou ainda tirar do título a sua eficácia executória.  Garantia do juízo (a Lei n° 11.382/06 retirou a necessidade do aperfeiçoamento da penhora).  A competência é funcional absoluta (distribuição por dependência).

 Prazo: 15 dias a contar da data em que for juntado aos autos o mandado de citação cumprido.

9. Execução penal (sempre forçada)

 Legislação : Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210/84)  Título executivo : sentença penal condenatória

 Objetivos da pena : retribuição e ressocialização

 Sistema pátrio : progressivo (fechado – semi-aberto – aberto)

 Benefícios : vinculados a requisitos objetivos (temporais) e subjetivos: Progressão de regime, Trabalho prisional (interno e externo), Saídas temporárias, Livramento Condicional , Indulto Natalino

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 Execução provisória : ausência de recurso do Ministério Público

UNIDADE XIII - PROCESSO CAUTELAR

1. Definição de processo cautelar: o tempo é o grande inimigo do juiz, mas o processo jamais poderá

dele livrar-se

uma relação jurídica que busca garantir o direito discutido na ação principal (de conhecimento ou de execução) quando atendidos os requisitos da fumaça do bom direito e do perigo da demora na prestação jurisdicional

2. Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora. Por “fumaça do bom direito” entende-se o juízo de simples probabilidade de existência do direito. O “perigo da demora da prestação jurisdicional” é

justamente o receio de dano iminente e irreparável por ocasião do fator tempo

3. Características

 Instrumentalidade ou acessoriedade : serve à própria tutela do processo, visto que seu objetivo é garantir a efetividade do processo principal; é acessório; não busca a tutela por si só; é acautelatório, assecuratório (em regra).

 Provisoriedade : tem sua existência provisória até a sentença final do processo principal.

 Revogabilidade : a medida cautelar pode ser revogada a qualquer tempo, caso não mais persistam os seus requisitos motivadores.

 Autonomia : trata-se de procedimento próprio, distinto do processo principal. Além do mais, o indeferimento da medida cautelar não impede que a parte ajuíze a ação principal, nem a influencia negativamente.

5. Pontos semelhantes entre Processo Cautelar e Antecipação de Tutela

 Caráter provisório  Podem ser revogados

 Conferem maior efetividade ao processo  Resguardam o objeto do litígio

6. Classificação

 Quanto ao objeto

a) Segurança quanto às pessoas : alimentos provisórios, busca e apreensão de menores, separação de corpos

b) Segurança quanto a bens : busca e apreensão de bens

c) Segurança quanto às provas : produção antecipada de provas, exibição de coisas ou documentos  Quanto ao momento

a) Antecedentes ou preparatórias b) Incidentes ou incidentais  Quanto à previsão legal

a) Nominadas : previstas expressamente na legislação, como por exemplo o arresto, o seqüestro, a busca e apreensão, a produção antecipada de provas, a posse em nome do nascituro, a apreensão de títulos etc. (rol não taxativo)

Referências

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