1) A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO DE CRISTO: Elementos para uma definição de liturgia
O que significa liturgia; Definições de liturgia.
: “Liturgia” vem do grego
RESUMO DO MÓDULO ANTERIOR
CONCEITO DE LITURGIA: “Liturgia” vem do grego “Leitourgia”. Provém da junção de “leiton” (para o povo) e de “ergon” (serviço).
LITURGIA NA GRÉCIA: Para os gregos, a liturgia era qualquer obra feita por uma pessoa ou grupo em benefício do povo
LITURGIA NO ANTIGO TESTAMENTO: designa principalmente o culto que os sacerdotes e levitas ofereciam no templo, sobretudo os sacrifícios, e que, com o passar do tempo, passou a ser condenado pelos profetas por ser meramente ritual e externo.
RESUMO DO MÓDULO ANTERIOR
LITURGIA NO NOVO TESTAMENTO: designa o culto espiritual que tem como centro a pessoa de Cristo ressuscitado, com fortes críticas à exterioridade fria e vazia do culto judaico e dos ritualismo vivido pelos fariseus, saduceus, mestres da lei e escribas.
LITURGIA NO MAGISTÉRIO DA IGREJA:
CONSTITUIÇÃO SACROSSANCTUM CONCILIUM: a liturgia é o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo, que possui dupla finalidade: santificação do homem e
RESUMO DO MÓDULO ANTERIOR
possui dupla finalidade: santificação do homem e glorificação de Deus.
1) A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO DE CRISTO: a) Definições de liturgia:
Encíclica Mediator Dei (Papa Pio XII: 1947)
Código de Direito Canônico (Papa João Paulo II: 1983) Catecismo da Igreja Católica (Papa João Paulo II: 1992)
ÍNDICE
2) O SACERDÓCIO DE CRISTO
3) SINAIS E SÍMBOLOS
ENCÍCLICA MEDIATOR DEI, DE PIO XII (1947): “A sagrada liturgia constitui o culto público que nosso Redentor, como cabeça da Igreja, oferece ao Pai celestial, e é o culto que a comunidade dos fiéis cristãos presta a seu Fundador e, por meio deste, ao Pai eterno; é, em resumo, o culto público total do Corpo Místico de Cristo, resumo, o culto público total do Corpo Místico de Cristo, o da Cabeça e o de seus membros” (MD 29).
“A liturgia é a continuação do ofício sacerdotal de Jesus.” (MD 3).
“Liturgia não é senão o exercício do sacerdócio de Cristo.” (MD 20).
CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO: “É o exercício da missão sacerdotal de Jesus Cristo, na qual, por sinais sensíveis, se significa, em cada um à sua maneira, se realiza a santificação dos homens e se exerce integralmente o culto público a Deus, pelo Corpo místico de Cristo, unidos Cabeça e membros” (CDC 843, §1).
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: “Com razão, considera-se a liturgia como o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo na qual, mediante sinais sensíveis, se significa e se realiza, segundo o modo próprio de cada um, a santificação do homem e, assim, o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Cabeça e seus membros, Corpo Místico de Cristo, isto é, a Cabeça e seus membros, exerce o culto público.” (CIC 1070).
O SACERDÓCIO DE CRISTO
1) O SIGNIFICADO DE “SACERDOTE”:
Como afirma a Sacrossanctum Concilium n. 07, a liturgia é o exercício do sacerdócio do Cristo total, Cabeça e membros.
A palavra “sacerdote” vem do latim “sacer” (sagrado, dedicado a Deus) e “dotare” (dar, oferecer, entregar). Donde se vê que sacerdote é, pois, aquele tem a tarefa de “dar o sagrado”.
O SACERDÓCIO DE CRISTO
2) O SACERDÓCIO NAS ESCRITURAS:
No AT, a função sacerdotal foi exercida, inicialmente, pelos levitas e, posteriormente, por uma classe específica, os sacerdotes. Em algumas passagens, porém, específica, os sacerdotes. Em algumas passagens, porém, se diz todo o povo de Israel desempenha um verdadeiro sacerdócio (Ex 19,6).
No NT, porém, Jesus Cristo foi considerado o único sacerdote da Nova Aliança (Hb 3,1; 4,14ss; 9,10). E isso por várias razões.
O SACERDÓCIO DE CRISTO
3) CARACTERÍSTICAS DO SACERDOTE:
De fato, toda a obra de salvação, os sacramentos, a Igreja e a própria liturgia decorrem do sacerdócio de Cristo.
Todo sacerdote possui três características fundamentais: 1) Todo sacerdote possui três características fundamentais: 1) MEDIADOR; 2) SACRIFICADOR: 3) INTERCESSOR.
Jesus é o sacerdote por natureza (Sl 109): é MEDIADOR pela ENCARNAÇÃO; é SACRIFICADOR pela REDENÇÃO; é INTERCESSOR pela GLORIFICAÇÃO.
O SACERDÓCIO DE CRISTO
4) A IGREJA PARTICIPA SACERDÓCIO DE CRISTO:
A Igreja participa do único sacerdócio de Cristo de duas formas: 1) oferece o único sacrifício da Cruz (sacerdócio externo), presenciado na Eucaristia; 2) oferece o sacrifício da própria vida (sacerdócio interno).
própria vida (sacerdócio interno).
Pelo batismo e pela confirmação, os fiéis se constituem como povo sacerdotal: linhagem escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo obtido, para anunciar os louvores dAquele que nos chamou das trevas à sua admirável luz (I Pd 2,9).
SINAIS E SÍMBOLOS
1) ORIGEM DOS SÍMBOLOS:
A palavra “símbolo” tem origem grega “symbolon” e remete a um termo de cunho militar: quando um soldado saía do quartel, quebrava-se uma vara; uma parte era saía do quartel, quebrava-se uma vara; uma parte era dada àquele que saía e a outra era guardada pelo porteiro; quando o soldado voltava, o ato de colocá-las juntas e comparar ambas as partes da vara, encaixando-as bem era o que se chamava de “símbolo”.
SINAIS E SÍMBOLOS
2) A DIMENSÃO SIMBÓLICA DA IGREJA:
Por intermédio de sinais e de símbolos, se realiza a realidade sacramental no culto litúrgico da Igreja. Mediante as realidades sensíveis das ações sacramentais, Mediante as realidades sensíveis das ações sacramentais, torna-se presente e realiza-se a obra sacerdotal de Cristo, de tal forma que o sinal não é só um veículo que leva das realidades temporais às sobrenaturais, mas também que as torna misteriosamente presentes e atuantes.
SINAIS E SÍMBOLOS
3) FINALIDADES DOS SINAIS LITÚRGICOS:
Os sinais litúrgicos possuem 04 finalidades: ADVERTIR, INFORMAR, SUSCITAR e DETERMINAR.
A) ADVERTIR: adverte sobre a presença do sagrado.
informa e comunica a mensagem, para que o B) INFORMAR: informa e comunica a mensagem, para que o receptor a receba e a registre.
c) SUSCITAR: suscita a comunhão entre o emissor (Deus) e o receptor da mensagem (homem).
d) DETERMINAR: leva o homem a responder de acordo com a mensagem enviada.
SINAIS E SÍMBOLOS
3) SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS À NATUREZA:
A ÁGUA – A água simboliza a vida (remete-nos, sobretudo, ao nosso batismo, no qual renascemos para uma vida nova). Contudo, também pode simbolizar a morte (enquanto por ela morremos para o pecado).
morremos para o pecado).
O FOGO – O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo sobretudo da ação do Espírito Santo.
SINAIS E SÍMBOLOS
O INCENSO – Sua fumaça simboliza, pois, a oração dos santos, que sobe qual aroma agradável a Deus, ora como louvor, ora como súplica.
O ÓLEO – Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente na celebração dos Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente na celebração dos sacramentos. Trata-se do gesto litúrgico da unção. A unção com o óleo atravessa toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, e culmina no Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus. A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência.
SINAIS E SÍMBOLOS
O PÃO E O VINHO – Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifício redentor.
A LUZ – A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural A LUZ – A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a um número infinito de chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz é, pois, a expressão mais viva da ressurreição.
SINAIS E SÍMBOLOS
AS CINZAS – As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal. Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimadas na Quaresma, para o rito quaresmal das cinzas.
SINAIS E SÍMBOLOS
4) OUTROS SÍMBOLOS LITÚRGICOS:
IHS – Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significam: Jesus Salvador dos homens. Empregam-se sempre em paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias.
ALFA E ÔMEGA – Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.
TRIÂNGULO – Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito conhecido pelo nosso povo.
SINAIS E SÍMBOLOS
INRI – São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. A pedido de Pilatos tais palavras foram escritas numa placa e colocadas sobre a cruz do Senhor (Cf. Jo 19,19).
XP – Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.