Disciplina:
CONTABILIDADE GERENCIAL
“7º Período”
Professor: Fernando de Araújo
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PLANO DE ENSINO
EMENTA
Análise das demonstrações contábeis, indicadores de endividamento e situação financeira. Sistemas gestão contábil: dificuldades, custos para implantação.
OBJETIVOS
Proporcionar aos discentes, conhecimentos teóricos e práticos de Contabilidade Gerencial construindo análises de situações para aprofundamento e inter relacionamento da teoria e prática.
Compreensão e análise das demonstrações contábeis e da situação financeira das organizações para a tomada de decisão.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
1. Introdução a Contabilidade Gerencial 1.1. Áreas abrangidas pela Contabilidade Gerencial
1.2. Contabilidade Gerencial como instrumento para Administradores 1.3. Contabilidade Gerencial e Sistema de Informação
1.4. Arquitetura de um sistema de informação contábil gerencial 1.5. Fundamentos de um sistema de informação contábil gerencial
2. Análise das Demonstrações Contábeis 1.1. Introdução aos Demonstrativos Contábeis
1.2. Definição de Análises das Demonstrações Contábeis 1.3. Comparabilidades e Tendências da Contabilidade Gerencial 1.4. Fundamentos, Indicadores e Técnicas
1.5. Fatores que podem enviesar a comparabilidade da análise vertical 1.6. Análise Vertical e padrões setoriais
1.7. Fatores que podem enviesar a evolução da análise horizontal 1.8. O cálculo de índices e quocientes
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1.9. Principais índices de endividamento e situação Financeira
1.10. Quociente de formação dos recursos Globais(endividamento ou estrutura de capital) 1.11. Quocientes de Rentabilidade e Retorno sobre o Investimento
1.12. Quocientes do ponto de vista do Investidor 1.13. Relatórios e análises da situação financeira 1.14. Limitações da Análise Financeira
1.15. Casos Práticos de Aplicação
3 Sistemas gestão contábil: 3.1 Decisão e Implantação
3.1.1 Metodologia de decisão 3.1.2 Objetivos e dificuldades 3.1.3 Operação e implantação
3.1.4 Custos e retorno do investimento 3.1.5 Avaliação Final
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CAPÍTULO 1:
1 INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE GERENCIAL
Pode-se entender Contabilidade Gerencial como o processo de identificação, mensuração, análise, comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração para planejamento, avaliação e controle dentro de uma organização para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos.
Evolução
A contabilidade gerencial é tão antiga quanto à própria humanidade, os primitivos necessitavam de alimentação por longos períodos, e assim, passaram a controlar os estoques existentes. De certa forma era uma maneira de gerenciar os alimentos para que não faltassem no final dos longos invernos.
No período de 1800 a 1925 a contabilidade era a de custos, os empresários se preocupavam basicamente em controlar os custos e através destes tomavam as decisões necessárias para a realização das atividades.
Entre 1925 e 1975, a contabilidade gerencial foi influenciada pelas taxas de lucros e as exigências da contabilidade financeira. Conhecida como contabilidade de gestão empresarial, os relatórios informavam à direção de todos os acontecimentos, permitindo aos gestores controle da situação econômica da empresa.
A contabilidade gerencial pode ser definida como um instrumento necessário e essencial para a realização das atividades da empresa, assim como auxiliar nas decisões dos gestores, que necessitam de informações corretas, exatas e idôneas que apresentam a realidade da empresa.
A partir de 1975, a contabilidade pode ser definida como gestão estratégica, na qual o objetivo é informar e orientar os gestores no momento de tomar as
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decisões, visando adaptar as estratégias em função do ambiente, que está em constantes mudanças.
A contabilidade gerencial é voltada principalmente para a administração da empresa, procurando as informações mais adequadas e que se adaptem de maneira correta ao modelo de decisão dos administradores. Não há uma fórmula exata de como realizar a contabilidade gerencial, a empresa que deve escolher a mais eficiente, o contador pode utilizar diferentes informações para avaliar a organização, tanto as estratégicas como as operacionais. Esta avaliação aponta as falhas do sistema que prejudicam o resultado, demonstra a necessidade de um tratamento elaborado com os dados existentes, visando agrupá-los para análises mais profundas.
A contabilidade gerencial é importante para a vida econômica das empresas, mesmo nas mais simples. A informação gerada é utilizada para tomada de decisão, planejamento e controle, atender as necessidades estratégicas e operacionais da empresa. Os sistemas de contabilidade gerencial disponibilizam a situação econômica, como custo e lucratividade dos produtos, serviços e clientes. Os usuários utilizam as informações para verificar o desempenho, comparar o passado com o futuro, para melhorar a situação atual, usadas desta maneira elas propiciam aprendizado contínuo e melhoria das atividades.
As complexidades das operações dentro de uma empresa acarretam problemas com relação ao desempenho, lucratividade, enfim, outros fatores ligados diretamente à atividade. Com a competitividade aumentando, gerentes sentem necessidade de tomar providências que colaborem para o restabelecimento da empresa no mercado financeiro. A adoção de um controle gerencial ajuda na solução desses problemas, como alocar os recursos humanos, financeiros e controle das operações executadas.
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Através das informações os usuários verificam e avaliam quais benefícios são gerados para desenvolvimento das operações da empresa, e consequente aumento do resultado.
Embora existam dificuldades para o acesso às informações, as empresas adotam sistemas que facilitam a integração das informações agilizando assim, o processo das decisões a serem tomadas.
Os troncos básicos da contabilidade gerencial, são:
a depuração dos relatórios financeiros fundamentais;
a análise e avaliação de desempenho a partir de relatórios financeiros sumarizados;
fundamentos de custos;
custo para controle, planejamento e avaliação de desempenho;
informações contábeis para decisões especiais;
relatórios para a gerência;
métodos quantitativos e Contabilidade gerencial.
A contabilidade gerencial é essencial para as empresas, apresentando aos gestores informações suficientes para gerenciar as atividades de acordo com o planejamento das estratégias da organização.
O objetivo fundamental da Contabilidade Gerencial é utilizar a informação contábil como ferramenta para a administração, enfocando todas as áreas correlatas no processo de administração para o processo integrado de tomada de decisões.
Uma entidade terá Contabilidade Gerencial se houver dentro dela pessoas que consigam traduzir os conceitos contábeis em ação pratica, ou seja, ter alguém que faça o gerenciamento da informação contábil, servindo de instrumento para a administração.
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1.1 ÁREAS ABRAGIDAS PELA CONTABILIDADE GERENCIAL
As informações geradas pela contabilidade são utilizadas para a elaboração dos relatórios gerenciais, pois através deles os usuários verificam a realidade da empresa, a situação atual e quais as modificações que devem ser feitas para melhorar os resultados.
Todos os aspectos precisam ser analisados separadamente, esta verificação é importante para o andamento das atividades, cada falha que for encontrada poderá ser evitada e impedida de ocorrer novamente.
O gerenciamento de informações contábeis e financeiras, denominado Contabilidade Gerencial tem que necessariamente abranger todas as áreas de contabilidade, provendo todos os meios para trabalhar a informação nos seus aspectos de informação pretérita, informação presente e informação futura com analises percentuais.
Segundo Djalma Oliveira. “ os números devem apresentar a situação atual, bem como outros aspectos, entre os quais podem ser citados: o período anterior, o período atual e a situação desejada. Os números devem sempre apresentar uma situação de relatividade, principalmente percentual”.
A contabilidade gerencial utiliza outros campos de conhecimento não ligados à contabilidade, aproveita conceitos de administração financeira na qual toda contabilidade empresarial situa-se, assim, ela terá vários fatos que analisados, colaboram para melhores decisões.
A Contabilidade Gerencial vale-se de outras disciplinas das áreas de Contabilidade e Finanças necessárias para o gerenciamento da empresa, tais como:
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Contabilidade Financeira;
Contabilidade Tributaria;
Contabilidade de Custos;
Contabilidade Divisional (Contabilidade por responsabilidade e Consolidação de Balanços);
Analise Financeira, Padrões Setoriais e Concorrências;
Contabilidade Estratégica.
1.2 CONTABILIDADE GERENCIAL COMO INSTRUMENTO PARA ADMINISTRADORES
A Contabilidade Gerencial existe ou existirá se houver uma ação que faça com que ela exista. Uma entidade tem contabilidade se houver dentro dela pessoas que consigam traduzir os conceitos contábeis em ação prática, ou seja, pessoas para fazer o gerenciamento da informação contábil para servir de instrumento para a administração das organizações.
Como administrador tem funções de planejar, controlar e tomar decisões que melhor produzam resultados para as organizações, então ele passa a ser gerenciador e um dos principais agentes no processo integrado de se fazer Contabilidade Gerencial.
1.3 USUARIOS DA CONTABILIDADE
As informações gerenciais são utilizadas pelos usuários com maior ou menor intensidade, pode-se dizer que os altos executivos não recebem as informações da mesma maneira que o gerente, preocupado com o desempenho da empresa e com a maximização do resultado, eles utilizam
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somente um resumo das transações. Desta forma, os diferentes níveis de autoridade utilizam as informações de acordo com as suas necessidades, embora o objetivo seja o mesmo, alcançar o sucesso financeiro e o aumento do patrimônio. Administradores Autoridades Fiscais Instituições Financeiras Investidores Agencias Governamentais
Organizações sem Fins Lucrativos
Clientes
Fornecedores
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1.3.1 ADMINISTRADORES
A análise para os administradores é um instrumento complementar para a tomada de decisões.
Ela será utilizada como auxiliar na formulação de estratégia da empresa, pois pode fornecer subsídios úteis como informações fundamentais sobre a rentabilidade e a liquidez da empresa hoje em comparação com as dos balanços orçados.
A liquidez é uma preocupação para os administradores da empresa, pois, se for muito baixa, ainda que dê condições de a empresa operar, pode representar sério entrave para a obtenção do crédito bancário.
1.3.2 SOCIEDADES FINANCEIRAS (ou Carteiras de Financiamento ao Consumidor do Banco Múltiplo)
Essas sociedades concedem crédito diretamente aos consumidores. As lojas vendem para seus clientes e estes recebem o crédito da Sociedade Financeira, sendo que a loja intervém como avalista dos empréstimos. É por essa razão que tais sociedades necessitam conhecer avais a seus clientes.
1.3.3 BANCOS DE INVESTIMENTOS (ou Carteira de Investimentos no Banco Múltiplo)
Os bancos de investimentos concedem investimentos dependendo da situação futura do cliente.
Por isso analisar a tendência e fazer previsões é muito mais importante para o banco de investimento do que fazer análise da atual situação do cliente.
1.3.4 SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (ou carteira de Crédito Imobiliário do Banco Múltiplo)
Essas sociedades concedem créditos a construtoras por prazos superiores a um ano. A análise delas, feitas pela sociedade de crédito imobiliário,
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geralmente fica no meio termo entre a análise de um banco de investimento e a de um comercial.
1.3.5 BANCOS COMERCIAIS (ou Carteira Comercial do Banco Múltiplo)
A análise do banco comercial dá maior ênfase a aspectos de curto prazo (empréstimos que devem ser pagos dentro de dois ou três meses), embora não relege os pontos de longo prazo, como a rentabilidade e a capitalização do cliente.
O banco comercial preocupa-se com o endividamento do cliente, pois sabe que é um forte indicador de insolvência.
1.3.6 CORRETORAS DE VALORES E PÚBLICO INVESTIDOR
Neste caso as análises são para investimento em ações. As corretoras, como agentes dos
investidores, preocupam-se basicamente com a rentabilidade da empresa. A liquidez interessa apenas como questão de sobrevivência.
1.3.7 GOVERNO
O governo utiliza intensamente a Análise de Balanço em diversas situações. Por exemplo, numa concorrência aberta, ele escolherá aquela empresa que estiver em melhor situação financeira. E ao longo do desenvolvimento dos trabalhos da empresa vencedora, ele buscará através da análise informações sobre a continuidade dos trabalhos.
Da mesma maneira, o governo também controla as empresas públicas e autarquias, estabelecendo níveis de investimentos e índices de desempenho.
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1.3.8 CLIENTES (COMPRADORES)
Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. Em geral ocorre análise por parte do comprador quando depende de fornecedores que não possuam o mesmo porte dele o alguma forma oferecer riscos.
Outra possibilidade de ocorrer análise se dá quando existem poucos fornecedores no mercado e a relação entre comprador e fornecedor é bastante forte.
1.3.9 FORNECEDORES
O fornecedor de mercadorias precisa conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes, ou seja, a sua liquidez. Geralmente os fornecedores observam para sua segurança até o próximo índices também de rentabilidade e endividamento.
1.3.10 CONCORRENTE
A análise dos concorrentes de uma empresa é de vital importância. O conhecimento profundo da situação de seus concorrentes pode ser fator de sucesso ou de fracasso da empresa no mundo.
A empresa deve também saber qual sua posição em relação a seus concorrentes e como se situa quanto à liquidez e à rentabilidade.
Os concorrentes fornecem os padrões necessários para a empresa auto-avaliar-se. É fundamental analisar empresas concorrentes.
1.4 CONTABILIDADE GERENCIAL E SISTEMA DE INFORMAÇÃO.
Um sistema de informação gerencial tem que incorporar métodos quantitativos e qualitativos necessários para a mensuração e analise concatenada (associada) das informações com o objetivo operacional da empresa.
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Para se fazer Contabilidade Gerencial é necessário um sistema de informação Contábil Operacional que seja um instrumento dotado de características tais que preencha todas as necessidades informacionais dos administradores para o gerenciamento de sua entidade.
Sistema pode ser definido com um “conjunto de elementos interdependentes ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo”. E Sistema de Informação seria um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento de dados e tradução em informações para com seu produto, permitindo as organizações o cumprimento de seus objetivos principais.
Atualmente, devido à necessidade de informações breves e concisas, as empresas adotaram sistemas integrados, que permitem o fácil acesso e fornecem aos gestores, melhores resultados. Um sistema contábil tradicional registra somente os dados diários ocorridos, não criando informações úteis para conclusões, ele supre o sistema gerencial, que necessita desses dados para gerar a informação, utilizada na tomada de decisões.
Os dados gerados pelos sistemas de informação contábil gerencial deverão abranger todos os departamentos e funções pertinentes à entidade, esse conjunto determinará melhores resultados. A alta administração indiretamente tomará as decisões necessárias com base nas informações geradas na execução das atividades pelo corpo funcional, que obedece as metas estabelecidas. Os dados do sistema fornecerão a posição das atividades realizadas e seus respectivos gastos aos gerentes, que fará a devida verificação sobre a situação e levará novos relatórios à administração.
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1.5 ARQUITETURA DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL GERENCIAL.
As informações servem para comunicar as atividades em uma parte da organização aos responsáveis pelas decisões em outra parte da empresa, assim, relatam o desempenho da empresa em todos os setores, gerando melhores resultados.
Para a administração geral das empresas a informação contábil é um apoio imprescindível para tomada de decisões. Padoveze (1997) explica que para fazer a contabilidade gerencial, é necessária a construção de um sistema de Informação Contábil Gerencial, ou seja, é possível fazer e possível ter contabilidade gerencial dentro de uma entidade, desde que se construa um Sistema de Informação Contábil.
Um sistema de Informação Contábil Gerencial deve possuir dois pressupostos básicos para que a informação tenha validade integral no processo de gestão administrativa:
Sua necessidade como informação
Seu planejamento e Controle. Necessidade da Informação
A necessidade da Informação é determinada pelos usuários finais dessa informação, por seus “consumidores”, ou seja, ela precisa ser desejada para ser necessária.
Cabe aos administradores construir essa mercadoria com qualidade e custos competitivos, já que se tem plena consciência de sua utilidade e, portanto, de sua extrema necessidade para o gerenciamento dos negócios.
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Planejamento e Controle.
O sistema de Informação Gerencial exige planejamento para produção dos relatório, para atender plenamente aos usuários. É necessário saber o conhecimento contábil de todos os usuários e construir relatórios com enfoques diferentes para os diferentes níveis de usuários.
As informações são destinadas aos usuários, mas existem diferentes níveis de funções que as utilizam, são três níveis: o da alta administração que tem como objetivo principal definir a estratégia da empresa quanto a sua atuação no mercado, preocupada com informações que avaliam quais setores de mercado são ideais para investimentos, como e onde fazê-los, verifica os gastos excessivos, além de se preocupar com essas estratégias para as decisões, também utiliza as informações para avaliar os resultados.
Outro nível é o intermediário, representado pelos gerentes e chefias, transformam as necessidades em tarefas a serem cumpridas pelos empregados, necessitam de informações mais detalhadas para tomar as decisões. Enfatiza situações mais prejudicadas, para isso é preciso identificar essas dificuldades e quais recursos necessários para solução dos mesmos. O nível operacional exerce as atividades de acordo com os objetivos determinados pelos gerentes, sendo responsável pela coleta dos dados dentro da organização e execução das metas traçadas, a realização das operações deverá ser do modo mais eficiente possível.
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O Sistema de Informação Contábil deve produzir informação para atender os seguintes aspectos:
I. NIVEIS EMPRESARIAS
1. Estratégico 2. Tático 3. Operacional
II. CICLO ADMINISTRATIVO
1. Planejamento 2. Execução 3. Controle
III. NIVEL DE ESTRUTURAÇAO DA INFORMAÇAO
1. Estruturada 2. Semi- estruturada 3. Não estruturada
1.6 FUNDAMENTOS DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL.
Pontos fundamentais para que um sistema contábil tenha validade:
Operacionalidade
Integração e Navegabilidade dos Dados
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QUESTOES:
1. O que se entende com relação custo x beneficio de um sistema ou de uma informação contábil?
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2. Qual o papel do administrador no processo de se fazer contabilidade gerencial e como “consumidor” de informações?
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CAPITULO 2- ANALISE DAS DEMONSTRAÇOES CONTÁBEIS.
2.1 EMPRESA E CONTABILIDADE
Considera-se que empresa seja qualquer espécie de organização de pessoas ou grupos de pessoas que queiram explorar uma atividade econômica. E toda empresa necessita de informações para seu bom gerenciamento.
Para um bom gerenciamento de informações é necessário ter a compreensão total da empresa e suas inter-relações e a Contabilidade contribui para essa compreensão. Portanto, Contabilidade:
“É a ciência que estuda e pratica as funções de Orientação, Controle e Registro dos Atos e Fatos de uma Administração Econômica. Ciência que estuda o patrimônio e suas evoluções, levando-se em conta as modificações nele ocorridas e os reditos dele obtidos”.
2.2 OBJETIVOS DA CONTABILIDADE
São de grande importância os relatórios contábeis, através dos quais são avaliados o desempenho, a motivação e a comunicação dentro das empresas. Até mesmo, o mais simples dos relatórios poderá conter informações relevantes para melhores decisões.
Os relatórios não servem apenas para apresentar dados ao governo, ou elaborar as demonstrações anuais, serve principalmente para detectar as falhas no sistema, apontando alternativas para solucioná-las, evitando decisões errôneas.
Controlar, Captar, Registrar, Acumular, Analisar, Planejar atos econômicos e financeiros das organizações. As técnicas contábeis utilizadas para alcançar os objetivos são:
Registrar fatos contábeis (escrituração- Consiste no registro em livros próprios (Razão, Diário, Caixa e Contas Correntes), de todos os fatos
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administrativos, bem como dos atos administrativos relevantes que ocorrem no dia a dia das empresas.);
Demonstração expositiva dos fatos (Demonstrações contábeis- São os relatórios (quadros) técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis da empresa. As demonstrações mais conhecidas são o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício.);
Confirmação dos registros e demonstrações contábeis (Auditoria- È a verificação da exatidão dos dados contidos nas demonstrações contábeis, através do exame minucioso dos registros de contabilidade e dos documentos que deram origem a eles.);
Pericias
Analise e interpretação das demonstrações contábeis (Análise de balanço, assessorias e consultorias- Compreende o exame e a interpretação dos dados contidos nas demonstrações contábeis, a fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da contabilidade.).
2.3 PRINCIPIOS DE CONTABILIDADE
O ponto de partida para qualquer área do conhecimento humano deve ser sempre os princípios que a sustentam. Esses princípios espelham a ideologia de determinado sistema, seus postulados básicos e seus fins.
O Conselho Federal de Contabilidade, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, resolve que os princípios fundamentais da contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à ciência contábil. Os princípios foram editados por meio das resoluções CFC números; 750/93 e 774/94 e ficaram da seguinte forma:
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Princípio da Entidade – “Art. 4º Reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, a um conjunto de pessoas, a uma sociedade ou uma instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
Paragrafo único. O Patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou a agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômica- contábil.”
Princípio da Continuidade – “Art. 5º A Continuidade ou não, da Entidade, bem como a sua vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da classificação e da avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas.
1º A Continuidade influencia o valor econômico dos ativos e , em muitos casos, o valor de vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da Entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível. 2º A observância do Princípio da Continuidade é indispensável à correta aplicação do Princípio da Competência, por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado, e de se constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado.”
Resumindo: Reconhece que a vida da empresa ou instituição é continuada, como as demonstrações contábeis são estáticas, por relatar a situação Patrimonial em um dado momento, não podem, em hipótese alguma, ser desvinculadas dos períodos anteriores e nem dos subsequentes. Podemos entender que é natural que a empresa esteja sempre em “funcionamento”, ou seja, exerça sua vitalidade sem
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pretensões de interromper sua existência. Exercício é um período de tempo convencional no qual se determina o resultado, Assim a empresa, a instituição não acaba a cada ano. O resultado se transfere de um exercício ao seguinte, ou seja, o que aconteceu em um ano é transferido para outro.
Princípio da Oportunidade – Art. 6º “ Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.
Paragrafo único. Como resultado da observância do Princípio da Oportunidade:
Desde que tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência;
O registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, contemplando os aspectos físicos e monetários;
O registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da entidade, em um período de tempo determinado, base necessária para gera informações uteis ao processo decisório da gestão.
Resumindo: Reconhece que os componentes nos ativos, passivos e na expressão contábil do Patrimônio líquido, devem ser centralizadas logo que ocorrem e com a extensão correta, independente das causas que a originam.
Princípio do Registro pelo Valor Original – Art. 7º “Os componentes do Patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos em valor correspondente à moeda do país, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais
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posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da empresa ou instituição.
Paragrafo único. Do Princípio do Registro pelo Valor Original resulta: A avaliação dos componentes do Patrimoniais deve ser feita com
base nos valores de entrada, considerando-se como tais os resultados do consenso com os agentes esternos ou da imposição destes;
Uma vez integrados no patrimônio, o bem, o direito ou a obrigação não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se , tão somente, sua decomposição em elementos e /ou sua agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais;
O valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio, inclusive quando da saída deste;
Os princípios da Atualização Monetária e do Registro Pelo Valor Original são compatíveis entre si e complementares, dado que o primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de entrada; O uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes
patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos”.
Princípio da Atualização Monetária – Art. 8º “ Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.
Paragrafo único. São resultantes da adoção do Princípio da Atualização Monetária:
A moeda, embora aceita universalmente como medida da valor, não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo; Para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das
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expressão formal em moeda nacional, a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e, por consequência, o do patrimônio líquido;
a atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão- somente, o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de indexadores, ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período”.
Princípio da Competência – Art. 9º “As Receitas e as Despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorreram,
sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente do recebimento ou pagamento.
1º O Princípio da Competência determina quando as alterações na ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da Oportunidade.
2º O reconhecimento simultâneo das receitas e das despesas, quando correlatas, é consequência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração.
3º As receitas consideram-se realizadas:
Nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetiva-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à entidade, quer pela fruição de serviços por esta prestados;
Quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior;
Pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros;
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4º Consideram-se incorridas as despesas:
Quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para terceiros;
Pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; Pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo”.
Princípio da Prudência – Art. 10º “Determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior valor para os componentes do Passivo, sempre que se apresentarem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido.
1º O Princípio da Prudência impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade. 2º O Princípio da Prudência somente se aplica às mutações posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da Competência.
3º A aplicação do Principio da Prudência ganha ênfase quando, para definição dos valores relativos às variações patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvam incertezas de grau variável”.
A inobservância dos princípios fundamentais da contabilidade constitui infração ao Código de Ética Profissional do Contabilista.
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CAPITULO 3
3.1 ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTABEIS
As Demonstrações Contábeis também chamadas de Demonstrações Financeiras ou Relatórios Contábeis, constitui um dos estudos mais importantes da administração financeira e desperta enorme interesse tanto para os administradores internos da empresa, como para os diversos segmentos de analistas externos. São resumos emitidos por um Sistema Contábil, levando em consideração um conjunto de regras.
Para o administrador interno da empresa, a análise visa basicamente a uma avaliação de seu desempenho geral, notadamente como forma de identificar os resultados (consequências) retrospectivos e prospectivos das diversas decisões financeiras tomadas. Deve-se notar que essa tarefa de avaliação interna da empresa é bastante simplificada, em termos de obtenção de seus principais indicadores, pela natural facilidade de acesso as informações contábeis.
Tais informações deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício.
A análise das demonstrações é um dos instrumentos mais importantes no processo de gerenciamento global, sendo fator de grande importância a sua utilização internamente pela empresa. Através do acompanhamento mensal dos indicadores escolhidos e suas tendências possibilita uma visão real das operações e do patrimônio empresarial, permitindo tomar medidas preventivas e corretivas para os objetivos do negocio.
A análise das demonstrações financeiras visa fundamentalmente ao estudo do desempenho econômico-financeiro de uma empresa em determinado período passado, para diagnosticar, em consequência, sua posição atual e produzir resultados que sirvam de base para a previsão de tendências futuras.
Constitui-______________________________________________________________________
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se num processo de interpretação e avaliação das informações obtidas pelos relatórios, objetivando uma avaliação da empresa, em seus aspectos operacionais, patrimoniais e financeiros.
3.2 INTRODUÇAO AOS DEMONSTRATIVOS CONTABEIS
Relatórios bem elaborados, de acordo com a necessidade dos usuários, revelam a situação econômico-financeira da empresa. Para isso, o responsável que realiza este trabalho deve se preocupar com pequenos detalhes, para que todas as informações constem no relatório final a ser analisado, para que não ocorram falhas no momento das decisões sobre as atividades.
As características essências, são:
relatórios concisos;
elaborados de acordo com as necessidades do usuário;
coletados de informações objetivas e de imediato entendimento pelo usuário;
que não permitam uma única dúvida sequer, ou possibilitem pergunta indicando falta de alguma informação do objeto do relatório; e
apresentação visual e manipulação adequada;
Os relatórios devem ser de fácil entendimento, com dados relevantes que apresentam a real situação da empresa, visando atender as necessidades dos usuários. A elaboração dos mesmos deverá ser baseada em informações reais que possam ser facilmente avaliadas. A exposição do relatório deve ser clara e expressiva, para que os usuários não tenham dificuldades na interpretação dos dados.
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Demonstrações obrigatórias
O Art. 176 da Lei 6.404/76 estabelece que “ ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras ( Contábeis ), que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no período ”.
BP: Balanço Patrimonial; (demonstra a posição estática do Patrimônio)
DLPA: Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados; (Movimentação da Conta dos Lucros ou Prejuízos Acumulados)
DRE: Demonstração do Resultado do Exercício; ( Resumo do Confronto das Receitas e Despesas de determinado período)
DFC: Demonstração dos fluxos de Caixa; (Movimentação do Caixa e Equivalentes Caixa- A Cia de capital fechado com PL inferior a 2 milhões está desobrigada desta demonstração)
DVA: Demonstração do valor adicionado, somente para Cia. De capital aberto. (Riqueza gerada)
DMPL: Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido (Movimentação do grupo do Patrimônio e suas variações- exigência da CVM).
3.2.1 BALANÇO PATRIMONIAL
É a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa representados pelo ATIVO, assim como as obrigações - PASSIVO EXIGÍVEL - em determinada data. A diferença entre Ativo e Passivo é chamada Patrimônio Líquido e representa o capital investido pelos proprietários da empresa, quer através de recursos trazidos de fora da empresa, quer gerados por esta em suas operações e retidos internamente.
Através dele pode-se identificar a saúde financeira e econômica da empresa no fim do ano ou em qualquer data prefixada.
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3.2.2 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
A DLPA evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados, no Patrimônio Líquido.
De acordo com o artigo 186, § 2º da Lei nº 6.404/76, adiante transcrito, a companhia poderá, à sua opção, incluir a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados nas demonstrações das mutações do patrimônio líquido. "A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia."
3.2.3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
É uma demonstração dos aumentos e reduções causados no Patrimônio Líquido pelas operações da empresa. As receitas representam normalmente aumento do Ativo e aumentando o Ativo, aumenta o Patrimônio Líquido. As despesas representam redução do Patrimônio Líquido, através de um entre dois caminhos possíveis: redução do Ativo ou aumento do Passivo Exigível. Enfim, a Demonstração do Resultado é o resumo do movimento de certas entradas e saídas no balanço, entre duas datas. Por isso, há autores clássicos americanos que chamam a Demonstração do Resultado de Fluxo (movimento) de Renda.
3.2.4 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
Em termos gerais, a DFC é uma demonstração contábil que procura apresentar informações sobre os fluxos das transações e eventos que afetaram o caixa da empresa ao longo de um determinado período, de forma organizada e estruturada por atividades, permitindo melhor compreensão da articulação entre as diversas demonstrações financeiras.
Os principais objetivos da DFC são: avaliar alternativas de investimentos, controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa com reflexo monetário, avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa e certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo
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devidamente aplicados. Além de ser um relatório que gera informações para a tomada de decisão, a DFC é um importante instrumento de análise, pois fornece informações referentes à capacidade financeira da empresa de autofinanciamento das operações, de independência do sistema bancário no curto prazo, de gerar recursos para manter e expandir o nível de investimentos, e sobre as condições da empresa para amortizar suas dívidas bancária de curto e longo prazo.
3.2.5 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Tem como objetivo principal informar ao usuário o valor da riqueza criada pela empresa e a forma de sua distribuição. Implantada oficialmente pela Lei n° 11.638/07 no Brasil
3.2.6 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Apresenta as variações de todas as contas do Patrimônio Líquido ocorridas entre dois balanços, independente da origem da variação dentro do próprio Patrimônio Líquido. Por isso a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido serve muito mais como elemento complementar do que como peça através da qual se pode obter informações que possibilite a tomada de decisões. Em empresas de capital fechado com patrimônio líquido superior a R$1.000.000,00 é obrigatória a demonstração e sua publicação.
Dessa forma, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido não costuma ser analisado no sentido tradicional em que o são o Balanço e a DRE.
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3.3 COMPARABILIDADES E TENDENCIAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL
A análise de demonstrações de um período apenas feita de forma estática, pouco valor trará para o auxilio do processo gerencial dentro da companhia. Sabemos que contabilidade gerencial significa o uso da informação contábil no processo de planejamento, controle e tomada de decisão dentro da empresa.
Seguindo essa linha conceitual, a análise das demonstrações deve ser um instrumento que possibilite o gerenciamento da informação contábil. Assim, um dos fundamentos da análise é a criação de indicadores que permitem sempre uma análise comparativa.
A comparabilidade dos dados de analise das demonstrações pode ser feita em vários aspectos, como:
Comparação com:
Períodos passados;
Períodos orçados;
Padrões Setoriais;
Padrões internacionais;
Padrões internos da empresa;
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Segue abaixo o fluxo no processo de tomada de decisões com os padrões de comparação.
Um dos aspectos mais relevantes é o acompanhamento tendencial dos indicadores. É um aspecto primordial, pois traz a possibilidade de inferir aspectos futuros da empresa, além de trazer da comparabilidade.
A não observância da sequencia apresentada acima ocasiona distorções graves na analise de balanços, ficando esta prejudicada e sem muita utilidade para fins de tomada de decisão. Comprometendo a análise por falta de padrões e por não saber construí-los.
3.4 FUNDAMENTOS, INDICADORES E TÉCNICAS.
Alguns dos índices que surgiram inicialmente permanecem em uso até hoje. As atuais técnicas de Análise de Balanços possibilitam grandes números de informações sobre a empresa. Através de certos índices de balanços pode-se prever a insolvência, cada índice tem seu peso e sua importância na análise. Os índices padrões permitem uma adequada avaliação do índice de uma determinada empresa e proporciona ao usuário da análise informação objetiva do seu desempenho. Existem inúmeros indicadores para serem trabalhados nas análises de demonstrações.
No entanto, tais indicadores devem restringir a quantidade necessária para as análises mensais fiquem prolixas e influenciando na relação custo x beneficio da informação.
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Os indicadores devem ser escolhidos pela alta administração da empresa, tendo em vista que a análise das demonstrações será global pela companhia.
Os indicadores escolhidos devem ser claros e todos do sistema de informação contábil deverão estar plenamente familiarizados com sua composição e entendimento.
Indicadores econômicos e Financeiros. (Talvez não existam palavras mais empregadas no mundo dos negócios do que econômico e financeiro.
Econômico: Refere-se a lucro, no sentido dinâmico, de movimentação.
Estaticamente, refere-se a patrimônio líquido.
Financeiro: Refere-se a dinheiro. Dinamicamente, representa a
variação de Caixa. Estaticamente, representa o saldo de Caixa. O termo financeiro tem significado amplo e restrito. Quando encarado de forma restrita, refere-se a Caixa; quando seu significado é amplo, refere-se a Caixa Circulante Líquido.
Índices de Liquidez – Visam medir a capacidade de pagamento (folga financeira) de uma empresa, ou seja, sua habilidade em cumprir corretamente as obrigações passivas assumidas.
Índices de Endividamento – Servem para aferir a composição (estrutura) das fontes passivas de recursos de uma empresa. Evidencia a forma pela qual os recursos de terceiros são usados pela empresa e sua participação com relação ao capital próprio.
Índices de Rentabilidade – Visam avaliar os resultados auferidos por uma empresa em relação a determinados parâmetros que melhor revelem suas dimensões.
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Índices de Prazo Médio ou de Atividade – Os índices de prazos médios não devem ser analisados individualmente, mas sempre em conjunto. Também não é recomendável misturar a análise dos índices de prazos médios com a dos índices econômicos e financeiros.
Analise Horizontal e Vertical – Fornece ao administrador uma visão do comportamento evolutivo da empresa ao longo dos períodos e quais as participações que cada item/ grupo representa no demonstrativo.
Taxas de Retorno - O retorno do capital de uma empresa depende tanto da rentabilidade do negócio quanto da boa administração financeira.
Termômetro de Insolvência - Permite efetuar um diagnóstico direto e preciso às empresas no curto e no curtíssimo prazo e aferir da situação económica e financeira a partir das informações constantes da conta de exploração e do balanço, referentes a qualquer mês da atividade corrente de exploração.
3.5 PROCEDIMENTOS INICIAIS
Obter as Demonstrações Contábeis, inclusive as Notas Explicativas pelo menos de três períodos (desejável).
Verificar autenticidade das Demonstrações (Parecer do auditor). Reclassificação de Itens e
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Nível Introdutório
LIQUIDEZ: Capacidade de Pagamento;
ENDIVIDAMENTO: Estrutura de capital;
RENTABILIDADE: Situação Econômica. Nível Intermediário
Modelo Du Pont (ROI - Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explicam quais os principais fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade. Possibilita ainda identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando esta estiver em estudo.);
Rotatividade Operacional e Financeira;
Análise de Demonstrações do Fluxo de Caixa;
Necessidade de Capital de Giro e outros Índices de Endividamento.
Nível Avançado
Análise da Demonstração do Valor Adicionado
Projeção das Demonstrações Contábeis
Análise das Demonstrações ajustadas pelo nível geral de preços
Dividendo por Ação
Fluxo de Economico x Financeiro
EVA (Valor Economico Agregado)
BSC (Balanced Scored Card)
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3.6 ESTUDO DOS INDICES
INDICE: Relação entre duas grandezas. Principais índices de liquidez:
Liquidez: Os índices desse grupo mostram a base da situação financeira da empresa. São índices que, a partir do confronto dos Ativos Circulantes com as Dívidas, procuraram medir quão sólida é a base financeira da empresa.
LIQUIDEZ CORRENTE - AC/PC
Verifica a capacidade de pagamento da empresa dos valores de curto prazo.
Fórmula : Ativo Circulante Passivo Circulante
Indica: Quanto à empresa possui no Ativo Circulante para cada $ 1,00 de Passivo Circulante.
Interpretação: Quanto maior, melhor.
LIQUIDEZ SECA - AC(menos estoques)/ PC
Averigua a capacidade de pagamento a curto prazo eliminando os estoques do ativo circulante.
Fórmula : Ativo Circulante - Estoques Passivo Circulante
Indica: quanto à empresa possui de Ativo líquido para cada $ 1,00 de Passivo Circulante (dívidas de
Curto Prazo). Este índice é um teste que visa medir o grau de excelência da situação financeira da empresa.
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Interpretação: Quanto maior, melhor.
LIQUIDEZ IMEDIATA – Disponibilidade/ PC Fórmula : Disponibilidades
Passivo Circulante
Indica: quanto à empresa dispõe imediatamente para saldar nossas dívidas de curto prazo.
Interpretação: Quanto maior, melhor.
LIQUIDEZ GERAL – AC+RLP/PC+ELP
Constata a capacidade de pagamento, analisando os saldos a receber e a realizar, e os valores a pagar de curto e longo prazo.
Fórmula : Ativo Circulante + Realizável à Longo Prazo Passivo Circulante + Exigível à Longo Prazo
Indica: Quanto a empresa possui no Ativo Circulante e Realizável à Longo Prazo para cada $ 1,00 de dívida total.
Interpretação: Quanto maior, melhor.
3.7 PRECAUÇÕES DOS INDICES DE LIQUIDEZ
Avaliam a Capacidade de Pagamento da Empresa.
Referem-se a compromissos de Curto e Longo Prazo, e de Prazo Imediato.
3.8 RESSALVAS A CONSIDERAR
Deve-se ressaltar que a utilização de um simples índice isolado de outros complementares, não fornece elementos suficientes para uma conclusão satisfatória. Um índice isolado, na realidade, dificilmente contribui com informações relevantes para o analista.
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Não revelam a qualidade dos itens o Circulante. (Os Estoques podem estar superavaliados ou obsoletos).
Os títulos a receber são totalmente recebíveis?
Não revela a sincronização entre os pagamentos e recebimentos.
Estoques podem estar avaliados a preços de custo, abaixo do valor de mercado e poderão ser vendidos a preço maior.( Influência na Liquidez Corrente).
Liquidez corrente igual a 1 é bom, mas Depende!!
Ex: Para uma empresa de transporte coletivo com esse índice iguala 0,83 pode ser bom pois ela não tem estoques e duplicatas a receber, por isso a comparação com índices- padrão do setor.
Ativo Circulante sofre efeito em períodos de alta inflação (Tendência de Investimento em Ativos não Financeiros e/ ou Aplicações).
Liquidez Imediata: É de pouca relevância (compara-se dinheiro com dividas de varias datas) e nem sempre redução do índice é ruim, pois pode apenas indicar uma politica mais austera ou redução do limite de segurança. No entanto reduções sucessivas com atraso de pagamento pode indicar dificuldades financeiras.
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CAPITULO 4
4.1 INDICES DE ENDIVIDAMENTO
O Índice de Endividamento prova a capacidade de financiamento da empresa, evidencia as políticas de alavancagem financeira, financiamento do capital de giro e a garantia dos credores.
Avaliam a relação da fonte de recursos da empresa: Capital Proprio x Capital de Terceiros
Participação excessiva do Capital de Terceiros torna a empresa vulnerável( além dos juros)
Endividamento para Aplicações produtivas no Ativo (modernização, ampliação, expansão), é saudável pois as Aplicações geram recursos para pagar as dividas
Endividamento para pagar outras Dividas não geram recursos e pode levar a empresa a falência.
Quantidade da Divida ( Alta, Razoável, Baixa) Relação Capital Próprio x Capital de Terceiros
Qualidade da Divida ( Boa, Razoável, Ruim):Prazo de Vencimento
Época Inflacionaria: É mais vantajoso trabalhar com capital de terceiros que próprio, mas Depende!!!
Em geral, as empresa com endividamento alto, são candidatas a Falência.
4.2 PRINCIPAIS INDICES DE ENDIVIDAMENTO OU DE ESTRUTURA DE CAPITAL
Estrutura de capitais: Os índices desse grupo mostram as grandes linhas de decisões
financeiras, em termos de obtenção e aplicação de recursos.
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Fórmula : Capitais de Terceiros x 100 Patrimônio Líquido
Indica : quanto a empresa tomou de capitais de terceiros para cada $ 100 de capital próprio investido.
Interpretação : quanto menor, melhor.
COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO: PC/CT Fórmula : Passivo Circulante x 100
Capitais de Terceiros
Indica: qual o percentual de obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais.
A empresa em expansão deve procurar financiá-la, em grande parte, com endividamento de longo prazo, à medida que ela ganhe capacidade operacional , tenha condições de começar a amortizar suas dívidas. Deve evitar financiar expansão com empréstimos de curto prazo.
Interpretação : quanto menor, melhor.
IMOBILIZADO DO PL: AI/PL Fórmula : Ativo Permanente x 100 Patrimônio Líquido
Indica : Quanto a empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $ 100 de Patrimônio Líquido.
Interpretação : quanto menor, melhor. Importante : CCP = PL – AP
IMOBILIZADO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES: AI/PL+PNC Fórmula : Ativo Permanente x 100
Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo
Indica : que percentual de Recursos não correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente .
Interpretação : quanto menor , melhor. Importante : CCL = CCP ( PL – AP ) + ELP
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CCL : Capital Circulante Líquido CCP : Capital Circulante Próprio PL : Patrimônio Líquido
AP : Ativo Permanente
ELP : Exigível a Longo Prazo
O CCL representa a folga financeira a curto prazo, ou seja, financiamentos de que a empresa dispõe para o seu giro e que não serão cobrados a curto prazo.
4.3 INDICES DE LUCRATIVIDADE OU RENTABILIDADE
O Índice de Rentabilidade é o mais utilizado para comparações com terceiros, verifica a lucratividade e rentabilidade da empresa, e o comportamento em relação aos investimentos. Os índices desse grupo mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto renderam os investimentos e, portanto qual o grau de êxito econômico da empresa.
GIRO DO ATIVO: Vendas Líquidas / Ativo Total Fórmula : Vendas Líquidas
Ativo
Indica: quanto à empresa vendeu para cada $ 1,00 de investimento total, é o índice da rotatividade, a importância para compor o retorno sobre o investimento.
Será analisado o nível de desempenho comercial da empresa, o mercado será o principal termômetro desta análise.
Interpretação: Quanto maior, melhor.
MARGEM LIQUIDA: Lucro Líquido / Vendas Líquidas Fórmula : Lucro Líquido x 100
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Indica: quanto à empresa obtém de lucro para cada $ 100 vendidos. Interpretação: Quanto maior, melhor.
RENTABILIDADE DO ATIVO: Lucro Líquido / Ativo Total Fórmula : Lucro Líquido x 100
Ativos
Indica: quanto a empresa obtém de Lucro para cada $ 100 de investimento total. Este índice é um teste que visa medir o grau de excelência da situação econômica da empresa, ou seja, da capacidade da empresa de gerar lucro líquido e assim poder capitalizar-se. É ainda uma medida do desempenho comparativo da empresa ano a ano.
Interpretação: Quanto maior, melhor.
RENTABILIDADE DO PATRIMONIO LIQUIDO: Lucro Líquido / Patrimônio Liquido.
Fórmula : Lucro Líquido . x 100 Patrimônio Líquido Médio
Indica: quanto à empresa obtém de lucro para cada $ 100 de Capital Próprio investido. Este índice mostra qual a taxa de rendimento do Capital Próprio. Essa taxa pode ser comparada com a de outros rendimentos alternativos no mercado, como Caderneta de Poupança, CDBs, Ações, etc. Com isso pode avaliar se a empresa oferece rentabilidade superior ou inferior a essas opções. Interpretação: Quanto maior, melhor.
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4.4 CARACTERÍSTICAS DOS ÍNDICES DE LUCRATIVIDADE OU RENTABILIDADE
Possui como base de dados a DRE.
Revela aspectos econômicos da empresa
Revela a relação entre Lucro do Período e outros elementos das Demonstrações Contábeis
4.5 PROCESSO DE ANÁLISE- COMPARAÇÃO
Obtenção da serie histórica da empresa
Adoção de padrões estabelecidos pela gerencia da empresa
Obtenção de quocientes de outras empresas do mesmo ramo ou atividade
Análise de parâmetros de interesse regional, nacional ou mesmo internacional.
4.6 INTERPRETAÇÃO CONJUNTA DE INDICES
Conhecer profundamente a empresa
Coletar todos os quocientes e fazer a análise ANÁLISE:
Individualmente: Análise de cada índice e comparação com o índice médio do setor.
Por grupos: da Liquidez, do Endividamento, da Rentabilidade e de outros em comparação com os quocientes de outras empresas do setor.
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4.7 ÍNDICES DE PRAZO MÉDIO OU DE ATIVIDADE
Ajudam a entender melhor a situação financeira da empresa
Calcula quantos dias a empresa demora para receber suas vendas, pagar suas compras e renovar seus estoques
Quanto maior a velocidade de recebimentos de renovação, melhor.
Quanto menor a velocidade de pagamentos (sem atrasos) melhor. PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO DE VENDAS
PMRV= 360 x Duplicatas a Receber / Vendas Brutas
Indica quantos dias, em média, a empresa demora para receber suas contas.
PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTO DE COMPRAS
PMRC= 360 x Fornecedores / Compras
Indica quantos dias, em média, a empresa demora para pagar suas compras.
PRAZO MÉDIO DE RENOVAÇÃO DE ESTOQUES
PMRE= 360 x Estoques /CMV
Indica quantos dias, em média, a empresa leva para vender seus entoques.
4.8 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL
Presta-se fundamentalmente ao estudo de tendências. No entanto, pesquisas efetuadas recentemente com insolvência de pequenas e médias empresas têm ressaltado a utilidade da Análise Vertical e Horizontal como instrumento de análise.
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A Análise de Balanços deve partir do geral para o particular. A Análise através de Índices Financeiros é genérica; relaciona grandes itens das demonstrações financeiras e permite dar uma avaliação à empresa. A Análise Vertical / Horizontal desce a um nível de detalhes que não permite a visão ampla da empresa, mas possibilita localizar pontos específicos de falhas, problemas e características da empresa e explicar os motivos de a empresa estar em determinada situação.
É recomendável que estes dois tipos de análise sejam usados conjuntamente. Não se deve tirar conclusões exclusivamente da Análise Horizontal, ou vice-versa.
É desejável que as conclusões baseadas na Análise Vertical sejam complementadas pelas da Análise Horizontal, devem ser usadas como uma só técnica da análise; por isso a denominamos Análise Vertical / Horizontal.
VERTICAL
Análise Vertical: quando fazemos a divisão de uma grandeza por outra ( =
1.500 / 2.000 ↓ ), nossos olhos vêem no sentido vertical, considerando dados
de um mesmo período. Mostra a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e, através da comparação com padrões do ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores, permitir inferir se há itens fora das proporções normais.
Evidencia a participação de cada elemento patrimonial do Ativo e Passivo em relação as Ativo Total.
Estabelece a relação entre os itens da Demonstração.
Propicia a comparação da percentagem dos itens com os de outras empresas (concorrentes).
Só é completa com a comparação ao longo do tempo ( pelo menos 2 períodos).
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4.9 FATORES QUE PODEM ENVIESAR A COMPARABILIDADE DA ANÁLISE VERTICAL
Reestruturações de Passivo Financeiro.
Baixas de Ativo de valor significativo.
Novas integralizações de Capital de valor significativo.
Ajustes de exercícios anteriores e outros. HORIZONTAL OU TENDENCIA
Análise Horizontal: quando comparamos vários períodos, pois nossos olhos vêem no sentido horizontal Ano 2000 = 1.000 → Ano 2001 = 1.400 → Ano
2002 = 1.800. Mostra a evolução de cada conta das demonstrações financeiras
e, pela comparação entre si, permitir tirar conclusões sobre a evolução da empresa.
É o instrumento que calcula a variação percentual ocorrida de um período par o outro, buscando evidenciar se houve crescimento ou decrescimento do item analisado.
Observação de uma sequencia de números ou de índices.
Iguala-se primeiro numero ou índice como base 100 e calcula-se os demais por meio da regra de três simples.
4.5 FATORES QUE PODEM ENVIESAR A EVOLUÇÃO DA ANÁLISE HORIZONTAL
Período em análise se atípico, prejudicando a uniformidade.
Economias com processos inflacionários sem correção monetária adequada, distorcendo principalmente os indicadores do Ativo Permanente e do Patrimônio Liquido.