MODELOS EDUCAÇÃO BRASIL

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Texto

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MAPA

MODELOS

GESTÃO

REDES ESTADUAIS

EDUCAÇÃO

BRASIL - 2014

de

do

dos

das

de

Mapa dos modelos de

g es tão das r edes es taduais de educ aç ão do Br asil - 2014

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Mapa dos modelos de gestão

das redes estaduais de

educação do Brasil - 2014

Salvador, 2015

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GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA Governador: Rui Costa dos Santos Vice-governador: João Felipe de Souza Leão Secretário da Educação: Osvaldo Barreto Filho

Subsecretário: Aderbal de Castro Meira Filho Chefe de Gabinete: Wilton Teixeira Cunha

Superintendente de Educação Profissional: Antonio Almerico Biondi Lima Equipe Técnica

Carlos Alberto Menezes, Cristina Kavalkievicz, Maria da Glória Vieira Lima Franco e Passos, Maria Renilda Daltro Moura, Marlene Virgens Pimentel, Marli Sousa,

Martha Maria Ramos Rocha dos Santos, Neivia Maria Matos Lima Secretaria da Educação do Estado da Bahia

Avenida Luis Viana Filho, 5ª Avenida, 550 - Centro Administrativo da Bahia (CAB) - Salvador/BA - CEP 41.745-004 Tel.: (71) 3115-9018. Fax: (71) 3115-9017 - www.educacao.ba.gov.br

Superintendência de Educação Profissional - SUPROF Tel.: (71) 3115-9018 - suprof@educacao.ba.gov.br

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE Direção Sindical Executiva

Presidente: Zenaide Honório - Sind. Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

Vice-presidente: Luís Carlos de Oliveira - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo Mogi das Cruzes e Região - SP

Secretário executivo: Antônio de Sousa - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Osasco e Região - SP

Direção Sindical do Escritório Regional da Bahia

Mauricio Jansen Klajman - Coordenador (ST Ramo Químico Petroleiro BA) Elder Fontes Perez - Secretário (SEE Bancários BA)

Grigório Mauricio dos Santos Rocha - Diretor (ST Água e Esgoto da Bahia) Antonio Claudio dos Santos Silva - Diretor (Sindicato dos Vigilantes BA)

Natan Batista dos Santos - Diretor (Fetim BA)

Paulo Roberto Silva dos Santos - Diretor (STI Const Pesada, Montagem BA) Carlos Silva de Jesus - Diretor (STI Construção Madeira BA)

Direção Técnica

Clemente Ganz Lúcio - Diretor Técnico Patrícia Pelatieri - Coordenadora Executiva Rosana de Freitas - Coordenadora Administrativa e Financeira

Nelson de Chueri Karam - Coordenador de Educação José Silvestre Prado de Oliveira - Coordenador de Relações Sindicais

Airton Santos - Coordenador de Atendimento Técnico Sindical Angela Schwengber - Coordenadora de Estudos e Desenvolvimento Escritório Regional da Bahia: Rua do Cabral, 15, Nazaré - Salvador/BA - CEP 040055-010

Tel: (71) 3242-7880 - Fax: (71) 3326-9840 - erba@dieese.org.br Supervisora Técnica Regional

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Mapa dos modelos de gestão

das redes estaduais de

educação do Brasil - 2014

Salvador, 2015

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DIEESE

D419 Mapa dos modelos de gestão das redes estaduais de educação do Brasil: 2014 / Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. – Salvador: DIEESE, 2015.

72 p.

ISBN 978-85-87326-76-8

1. Educação Profissional 2. Ensino Estadual 3. Gestão da Educação Profissional I. DIEESE II. Governo do Estado da Bahia III. Superintendência de Educação Profissional - SUPROF IV. Título.

CDU 331.363 Equipe Técnica Responsável

Angelo Santos Alves, Eletice Rangel Santos, Lavínia Maria Ferreira Moura, Eliana Elias Equipe de Apoio

Silvanira dos Santos Gusmão Diagramação

Caco Bisol Produção Gráfica Ltda. Impressão

Rettec Artes Gráficas Tiragem 3 mil exemplares

É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. Os artigos apresentados nesta publicação são de inteira responsabilidade dos autores.

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Sumário

7 0 APRESENTAÇÃO 9 0

INTRODUÇÃO

5

1

A PESQUISA SOBRE OS MODELOS DE GESTÃO DAS

REDES ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

9

1

EVOLUÇÃO E PERFIL DAS MATRÍCULAS

3

3

ORGANIZAÇÃO, ESTRUTURA E GESTÃO

7

4

CONTRATAÇÃO, SERVIÇOS E FINANCIAMENTO

1

5

RELACIONAMENTO COM OS OUTROS ATORES DA

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

5 5

CONSIDERACÕES FINAIS

7 5

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

2

6 ANEXO I - QUADRO 1 - COMPARATIVO DOS TIPOS DE

ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA SEGUNDO CATEGORIA SELECIONADA

5

6 ANEXO II - PESQUISA SOBRE OS MODELOS DE GESTÃO

DAS REDES ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (ROTEIRO DE QUESTÕES)

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6

ANEXO III - QUADRO 2 - MAPA DA GESTÃO DAS REDES

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Apresentação

Este trabalho sistematiza os resultados do Produto 02:

Elaboração de subsídios e suporte à implantação do modelo de gestão da rede estadual de educação profissional da Bahia, elaborado pelo

Depar-tamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), no âmbito do Convênio com a Secretaria de Educação da Bahia

SEC/DIEE-SE, no 495/2012. O produto integra ainda o Subprojeto III - Fortalecimento

da Gestão Operacional e Institucional da Educação Profissional da Bahia.

A Secretaria da Educação, por intermédio da Superin-tendência de Educação Profissional (Suprof), tem como meta implantar um novo modelo de gestão da educação profissional da Bahia. Em conso-nância com esta estratégia, espera-se que as informações e análises con-tidas neste relatório de desenvolvimento do produto, assim como nos de-mais desenvolvidos pelo Subprojeto III, possam contribuir com os gestores da educação profissional da Bahia na formulação de diretrizes e na tomada de decisão acerca das questões que dizem respeito à gestão da educação profissional.

Após esta apresentação, segue-se um capítulo intro-dutório que descreve os tipos de entidades da administração direta e in-direta e suas características, traçando um quadro comparativo entre os modelos existentes, com o intuito de contribuir para a discussão e escolha do novo modelo a ser implantado na gestão da educação profissional da Bahia. O capítulo 2 trata da metodologia e dos procedimentos que foram utilizados na atualização da Pesquisa sobre os modelos de gestão das re-des estaduais de educação profissional, que teve um levantamento seme-lhante realizado em 2010. Na sequência, o capítulo 3 trata da evolução e do perfil das matrículas na educação profissional. Destaca inicialmente os principais movimentos deste nível de ensino, considerando as matrículas em suas distintas modalidades e dependência administrativa, em termos agregados para o Brasil e grandes regiões, para, em seguida, analisar

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ses mesmos movimentos da educação profissional no âmbito das redes estaduais. Os capítulos 4, 5 e 6 apresentam as informações e analisam os resultados do levantamento realizado, tratando cada um dos três grandes temas abordados pela pesquisa.

O anexo I traz um quadro comparativo das alternativas de estruturas de gestão existentes. O roteiro da pesquisa está no anexo II. Por último, o anexo III apresenta um quadro dos modelos de gestão por estado, com atribuições e competências.

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Introdução

A estrutura da administração pública brasileira está descrita no artigo 4° do Decreto-Lei n° 200, de 25 de fevereiro de 1967, que dispõe sobre a organização da administração federal e estabelece di-retrizes para a reforma administrativa. Ele define a administração direta e a administração indireta, descrevendo quem as integra.

Nesta estrutura, a função administrativa do Estado pode ser exercida por meio de órgãos, por pessoas jurídicas e pelos respec-tivos agentes. A administração direta corresponde ao exercício desta função por meio dos órgãos diretamente ligados ao poder central, seja ele federal, estadual ou municipal, tratando-se dos próprios organismos dirigentes.

Estes órgãos públicos compõem a estrutura do Estado, mas não possuem personalidade jurídica. Fazem parte de uma estrutura maior, que é a possuidora de personalidade. Isso significa que os órgãos se limitam a cumprir as finalidades do Estado, dentro da competência funcio-nal determinada por este.

Vale destacar que, os órgãos, além de não possuírem personalidade jurídica própria, não possuem patrimônio próprio nem au-tonomia administrativa e as despesas são realizadas diretamente através do orçamento da referida esfera. Conforme Mello (2009, p. 140):

Órgãos são unidades abstratas que sintetizam os vários círculos de atribuições do Estado. Por se tratar, tal como o próprio Estado, de entidades reais, porém abstratas (seres de razão), não têm nem vontade nem ação, no sentido de vida psíquica ou anímicas próprias, que estas, só os seres biológicos podem possuí-las. De fato, os órgãos não passam de simples repartições de atribuições, e nada mais.

Desta forma, ao atuar, a administração pública direta pode transferir ou distribuir internamente as competências através de

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órgãos, ou seja, distribuir serviços dentro da mesma pessoa jurídica, com definição de hierarquia, caracterizando a chamada desconcentração. Esta é uma das formas básicas de organização e atuação administrativa do Estado.

Por outro lado, a administração pública utiliza também a descentralização, que representa a atuação do Estado através de outras

pessoas jurídicas e não da administração direta1.

Esta transferência pressupõe duas pessoas distintas: o Estado (União, Distrito Federal, estados e municípios) e a pessoa que exe-cutará o serviço, por ter recebido do primeiro esta atribuição. Trata-se da administração indireta, representada pelas autarquias, fundações públi-cas, empresas públipúbli-cas, sociedades de economia mista e pelos consórcios públicos.

Estas entidades são pessoas jurídicas que não dispõem de autonomia política ou competência legislativa. Todavia, possuem au-tonomia administrativa, com capacidade de autoadministração e podem editar regimentos internos que dispõem sobre a sua organização e funcio-namento, gestão de pessoas, gestão financeira, gestão de seus serviços, observados os limites estabelecidos na lei que as criou.

Conforme Meireles (1986), entidade é pessoa jurídi-ca, pública ou privada e órgão é elemento despersonalizado, incumbido da realização das atividades da entidade a que pertence, através de seus agentes.

Entre as entidades da administração indireta, existem as autarquias, que são pessoas jurídicas de direito público; as fundações e os consórcios públicos, que podem ser de direito público ou de direito pri-vado, dependendo do estabelecido na lei que os instituiu; e as empresas públicas que, assim como as sociedades de economia mista, são pessoas jurídicas de direito privado.

É importante destacar as principais características das pessoas de direito público e de direito privado para um maior entendimento destas entidades. Tanto as de direito público quanto as de direito privado não apresentam diferença na relação delas com a pessoa jurídica instituidora. Ambas seguem as normas de direito público para manter vinculação entre a administração indireta e a direta. Todavia, na sua organização interna e na relação com terceiros, aplica-se, para as pes-soas públicas de direito privado, as normas do direito privado.

1. É importante destacar que, apesar de o Decreto-Lei nº 200, de fevereiro de 1967, se referir à administração pública federal, os estados e municípios incorporaram as mesmas entidades desta administração como integrantes da administração indireta. Essa organização é obrigatória para a União, estados, Distrito Federal e os municípios, a partir do tratamento dado pela Constituição de 1988.

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Considerando as características comuns entre as pes-soas públicas de direito público e as de direito privado, pode-se destacar que todas têm personalidade jurídica própria, o que implica direitos e obri-gações definidos em lei; patrimônio próprio; capacidade de autoadminis-tração e receita própria; a criação delas é sempre feita por lei; têm como finalidade a consecução do interesse público e não o lucro; o objeto é de-finido na própria lei que as cria e não pode ser fixado ou modificado por interesse próprio; não podem ser extintas por decisão própria, pois são criadas por lei e, para a extinção, é necessário outra lei. A todas se aplica o controle positivo do Estado para a verificação do cumprimento dos fins para os quais foram criadas.

Segundo Di Prieto (2012, p. 480) as pessoas públicas de direito público se diferenciam das pessoas públicas de direito privado basicamente pelas prerrogativas e restrições próprias do regime jurídico administrativo, como, por exemplo, a autoexecutoriedade, a autotutela, a possibilidade de alteração e rescisão unilateral dos contratos, impenhora-bilidade de seus bens, juízo privativo, imunidade tributária, sujeição à lega-lidade, à moralega-lidade, à licitação, à realização de concursos públicos. Todas essas características são aplicáveis às pessoas regidas pelo direito público.

Em alguns casos, estas pessoas podem ter a possibili-dade de utilizar o direito privado em hipóteses previstas em lei, como, por exemplo, na celebração de contratos de compra e venda, locação, como-dato. Por outro lado, as pessoas jurídicas de direito privado regem-se pelo privado, salvo quando houver norma de direito público dispondo de forma diversa. O regime jurídico de direito privado proporciona ao poder público atuar com maior liberdade, sem se sujeitar totalmente ao direito privado, para que possa prevalecer a vontade do Estado a fim de atingir um deter-minado fim público. Segundo Di Pietro (2012, p. 481):

Sendo de interesse público indisponível e sempre predominante so-bre o particular, a adoção pura e simples do regime jurídico privado seria inaceitável, porque retirariam das entidades da administração indireta determinadas prerrogativas que lhes são reconhecidas pre-cisamente para permitir a consecução de seus fins; do mesmo modo que, ao permitir-lhes atuar com autonomia de vontade, própria do direito privado, suprimir-se-iam as restrições legais que o direito público impõe e que constituem a garantia fundamental da mora-lidade administrativa e do respeito aos direitos dos administrados. As normas de direito público que derrogam parcialmente o direito privado têm por objetivo assegurar o equilíbrio entre a posição de

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supremacia da Administração e a liberdade de atuação que carac-teriza as pessoas jurídicas de direito privado. A fim de uma compa-ração mais detalhada sobre a administcompa-ração direta e as entidades administrativas da administração indireta, foi montado o Quadro 1, constante do Anexo I deste relatório, que explicita alguns elemen-tos relevantes para a caracterização da atuação do estado nas suas principais formas organizacionais. A construção dele teve como re-ferência o Guia de Elaboração de Atos Normativos, produzido pela Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia e complementado por bibliografia pertinente. Nele, destaca-se, em cada uma dessas entidades, a natureza da personalidade jurídica; as finalidades, os objetivos, princípios e competências; a estrutura organizacional; os cargos da estrutura organizacional e regime de pessoal; as fontes de receitas; a execução orçamentária e financeira; o patrimônio; a formação de contratos; o controle externo e a forma de extinção.

As entidades constantes da administração indireta, descritas no Quadro são a autarquia e a autarquia de regime especial, a fundação de direito público e de direito privado, a empresa pública, a so-ciedade de economia mista e o consórcio público. No que se refere à ad-ministração direta do estado da Bahia, é importante esclarecer que esta possui, na estrutura organizacional, os órgãos em regime especial de admi-nistração direta, definidos a partir da Lei nº 2.321, de 11 de abril de 1966, que dispõe sobre a administração estadual da Bahia. No artigo 4º, ela

re-lata as suas características2. Exemplos deste tipo de órgão são o Instituto

Anísio Teixeira (IAT), pertencente à Secretaria de Educação da Bahia, e a Polícia Militar do Estado da Bahia.

Ainda para melhor compreensão do referido quadro, as principais características das entidades da administração indireta são destacadas a seguir:

Autarquia comum - entidade que tem índole

adminis-trativa e não política, pois não pode criar suas normas jurídicas de auto--organização, mas tem praticamente as mesmas prerrogativas e sujeições 2. Art. 4º - Considera-se órgão em regime especial de administração centralizada aquele que tenha, definidas

em lei, pelo menos, as seguintes características:

I - custeio da execução de seus programas por dotações globais consignadas no orçamento do Estado; II - faculdade de contratar pessoal temporário, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, e praticar

os atos de administração a ele relativos; III - manutenção de contabilidade própria.

§ 1º - O pessoal permanente perceberá pela consignação específica do Orçamento Geral do Estado. § 2º - Anualmente, o governador aprovará, mediante decreto, plano de aplicação por elementos e por

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da administração direta. O seu regime jurídico pouco difere do estabele-cido para esta, aparecendo perante terceiros, como a própria administra-ção pública. Como não possui capacidade política, é pessoa pública admi-nistrativa, porque tem apenas o poder de autoadministração, nos limites estabelecidos em lei, submetida a uma disciplina comum, sem qualquer especificidade. Exemplo desta modalidade são os Institutos Federais de Ciência e Tecnologia (IFS), que são autarquias federais.

Autarquia em Regime Especial - aquela submetida a

uma disciplina especial, cuja característica seria atribuir prerrogativas es-peciais e diferenciadas, recebendo da lei instituidora privilégios específi-cos, a fim de aumentar sua autonomia em relação às autarquias comuns, tendo poder de elaboração de normas técnicas no âmbito de sua compe-tência, a exemplo das agências reguladoras, autonomia de suas decisões, independência administrativa e autonomia econômico-financeira. Podem ter autonomia decisória com possibilidade de resolução de conflitos ad-ministrativos no âmbito da autarquia e independência administrativa com seus dirigentes, tendo investidura a termo e não mandato como aludem diversas leis. O mandato tem caráter político e resulta de processo eletivo, ao contrário da investidura que tem índole administrativa. Alguns exem-plos são o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza - Ceeteps, a Universidade de São Paulo (USP), com autonomia didático-científica, ad-ministrativa, disciplinar e de gestão financeira e patrimonial. O Bacen e as

agências reguladoras (Anatel, Aneel, ANP, ANA, Anac, Agerba)3.

1) Fundação Pública - caracteriza-se por ser um

pa-trimônio total ou parcialmente público para consecução de fins públicos, não se prestando a fins econômicos; quando tem personalidade pública, o seu regime jurídico é idêntico ao das autarquias, sendo por isso mesmo, chamada de autarquia fundacional ou fundação autárquica. As fundações públicas de direito público, normalmente têm função executiva e não fis-calizadora como as Agências Reguladoras, que fiscalizam e regulam a pres-tação de serviços públicos. Já as fundações de direito privado regem-se pelo Direito Civil em tudo o que for derrogado pelo direito público.

2) Empresa Pública - é pessoa jurídica de direito

priva-do com capital inteiramente público e organização sob qualquer das for-mas admitidas em direito, para que o Estado exerça as atividades gerais de caráter econômico ou, em certas situações, execute a prestação de servi-3. A Lei n. 5.540, de 28 de novembro de 1968, que dispõe sobre a organização do ensino superior, estabeleceu que universidades e estabelecimentos de ensino, quando oficiais, se constituiriam em autarquias de regime especial ou em fundações de direito público. No entanto, não especificou em que consistiria tal regime especial, limitando-se a referir que esse regime obedeceria a “peculiaridades” indicadas na disciplina legal.

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ços públicos. São exemplos de Empresa Pública: Empresa Brasileira de Cor-reios e Telégrafos (ECT); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Casa da Moeda do Brasil; Caixa Econômica Federal (CEF); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Serviço Federal de Proces-samento de Dados (Serpro). Conforme as leis autorizadoras ou os decretos organizadores das diversas empresas públicas, verifica-se sua natureza ju-rídica de empresa pública.

3) Sociedade de Economia Mista - é pessoa jurídica de

direito privado, criada por autorização legal e formada por capital público e privado, com controle acionário do poder público em forma de socieda-de anônima, com as socieda-derrogações estabelecidas pelo direito público e pela própria lei das S.A. (Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976); tem como objetivo, com regra, a exploração de atividades gerais de caráter econô-mico e, em algumas ocasiões, a prestação de serviços públicos. Exemplos: Banco do Brasil S.A.; Banco da Amazônia S.A.; Os Institutos de Resseguros do Brasil; a Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A.; Empresa Baiana de Água e Saneamento S. A. (Embasa).

4) Consórcio Público4 - é pessoa jurídica de direito

público ou de direito privado criada por dois ou mais entes federativos (União, Estados, Distrito Federal, municípios) para a gestão associada de serviços públicos prevista no artigo 241 da Constituição; se tiver persolidade de direito público, é denominado de associação pública, com na-tureza autárquica; se tiver personalidade de direito privado, rege-se pela legislação civil, em tudo o que for derrogado pelo direito público e sem fins lucrativos. Os consórcios podem ser formados de forma horizontal, de município para município, de estado para estado ou de forma vertical da União para os estados e municípios e dos estados para os municípios. Po-dem atuar em diversas áreas de interesse público, inclusive em educação profissional.

4. A Lei 11.107 /05 (lei de normas gerais) introduziu em nosso ordenamento uma pessoa jurídica denominada consócio público, fundamentada no disposto no art. 241, da Constituição Federal que estabelece: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão, por meio de lei, os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos”.

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A revisão do roteiro e

o levantamento das informações

A pesquisa, iniciada em janeiro de 2014, teve como ob-jetivo atualizar as informações captadas pelo levantamento realizado em 2010 sobre os modelos de gestão das redes estaduais de educação profis-sional, e teve as respostas dos questionários preenchidas pelos gestores e técnicos vinculados aos órgãos gestores da educação profissional em cada estado.

O roteiro atual foi elaborado a partir do anterior, com questões suprimidas, reelaboradas e incluídas, tendo em vista o atual cenário da educação profissional, como, por exemplo, a implantação do

Pronatec5. Essas mudanças não afetaram o núcleo básico das questões

relativas à gestão, já que um dos objetivos ao atualizar o levantamento foi identificar mudanças e permanências nesta particularidade.

No levantamento de 2010, as informações quantitati-vas mostraram-se inconsistentes, o que não permitiu uma análise fechada. Esta lacuna foi preenchida utilizando as informações captadas pelo Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Assim, o bloco B do roteiro anterior, Estrutura Física,

Ma-trículas e Oferta de Cursos foi eliminado, com a manutenção apenas das

questões relativas ao número de matrículas e tipo de oferta, inseridas no bloco B do roteiro atual, denominado de Organização, Estrutura e Gestão. As questões do bloco C do roteiro de 2010 foram reorganizados nos blocos B e C, de acordo com o esquema da página seguinte (Quadro 1).

Para este novo levantamento, foi atualizado o cadastro das redes estaduais com os dados da educação profissional nos 26 esta-dos e no Distrito Federal. Além das informações básicas como o nome do 5. Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, instituído pela Lei nº 12.513/2011.

A pesquisa so

bre os modelos de gestão nas

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 Roteiro de 2010 A) Identificação

B) Estrutura Física, Matrículas e Oferta de Cursos

C) Organização, Gestão, Serviços, Regulação e Financiamento

D) Relacionamento com outros Atores da Educação Profissional no Estado

Roteiro de 2014 A) Identificação

B) Organização, Estrutura e Gestão C) Contratação, Serviços e Financiamento D) Relacionamento com outros Atores da Educação Profissional no Estado

QUADRO 1

Estrutura do roteiro de questões sobre os modelos de gestão das redes estaduais de educação profissional

gestor, denominação do cargo, contatos dos assessores e secretárias, tele-fone, e-mail, essa relação continha ainda as secretarias de estado às quais a educação profissional se vincula, ou ainda se o órgão gestor pertencia à administração direta ou era uma autarquia da administração indireta. Da mesma forma que no levantamento anterior, esse cadastro forneceu uma boa referência do perfil da gestão das redes estaduais de educação profis-sional, sendo possível registrar as mudanças ocorridas nesse intervalo de tempo.

O levantamento das informações iniciou-se em janei-ro de 2014, por meio de contato inicial com o órgão gestor da educação profissional, buscando identificar o responsável pelo preenchimento/for-necimento das informações. Quando cada estado encaminhava o roteiro preenchido, este era submetido a uma análise crítica para verificação de lacunas e inconsistências, as quais eram complementadas e corrigidas com o responsável pela informação.

Até junho, 13 estados já haviam respondido à pesqui-sa e, em setembro, o número chegava a 21. Ao final de novembro, prazo final estabelecido, foram coletadas informações de 22 estados, incluindo o Distrito Federal. Coincidentemente, era o mesmo número de respostas do levantamento anterior, porém, não dos mesmos estados. Os estados que não retornaram o roteiro foram Maranhão e Paraíba, que também não participaram do levantamento anterior, e Goiás, Roraima e Rio de Janeiro, que haviam respondido ao questionário de 2010. Para esses estados, al-gumas informações puderam ser captadas de forma indireta nos sites dos respectivos órgãos gestores. A relação de órgãos que foram mapeados e fizeram parte da pesquisa está no Quadro 2, a seguir. Ao lado, está assi-nalado o órgão gestor que respondeu ao levantamento. Foram 24 órgãos, correspondente a 22 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal.

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 QUADRO 2

Mapa das entidades gestoras da educação profissional nas redes estaduais - 2014 Secretaria Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação Secretaria de Ciência e Tecnologia Secretaria de Educação

Entidade Gestora da Educação Profissional Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica Dom Moacir Grechi - IDM Diretoria de Educação Profissional e Tecnológica Núcleo de Educação Profissional

Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) Superintendência de Educação Profissional (SUPROF) Coordenadoria de Educação Profissional

Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) Coordenação de Educação Profissional Gerência de Educação Profissional Gerência de Educação Profissional

Gerência de Educação Profissional e Tecnológica Secretaria Adjunta de Ensino Profissionalizante Superintendência de Educação Básica

Gerência de Ensino Médio Integrado

Superintendência de Educação Profissional e Tecnológica Coordenadoria de Políticas para Ensino Médio e Educação Profissional

Superintendência de Desenvolvimento de Educação Profissional

Coordenadoria de Educação Profissional Gerência Executiva de Ensino Médio e Educação Profissional

DET - Departamento de Educação e Trabalho

Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco - Itep Secretaria Executiva de Educação Profissional

Gerência de Educação Profissional Fundação de Apoio à Escola Técnica Subsecretaria de Gestão do Ensino Subcoordenadoria de Educação Profissional

Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro)

Coordenação do Ensino Médio e Educação Profissional Divisão de Ensino Médio e Profissional

Gerência de Educação Profissional

Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” (Ceteps)

Serviço de Educação Profissional - Sepro Departamento de Formação Profissional Diretoria de Ensino Profissionalizante UF AC AL AP AM BA CE DF ES GO MA MT MS MG PA PB PR PE PI RJ RN RS RO RR SC SP SE TO

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014

A tabulação e sistematização das informações

Foi elaborado o plano tabular apropriado. Para a tabu-lação, foi elaborada uma máscara no programa, tendo em vista as pergun-tas e respospergun-tas do roteiro de questões. Esta máscara corresponde ao dicio-nário do questiodicio-nário, em que as respostas foram categorizadas mediante a criação de uma legenda para cada padrão de resposta, permitindo assim as análises de frequências.

Algumas questões não foram respondidas por alguns estados e outras foram respondidas de forma inconsistente, gerando la-cunas que podem ser verificadas parcialmente em algumas tabelas e, de maneira completa, na base de dados gerada. Com a base de dados pronta, foram geradas frequências que, por sua vez, deram origem às tabelas e gráficos deste relatório. Na análise dos resultados das questões, informa-das diretamente pelas redes estaduais, os estados e órgãos não são iden-tificados. Tratam-se dos resultados que são apresentados nos capítulos 4, 5 e 6.

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O Censo Escolar e a escolha

dos anos para análise

Como já esclarecido em tópico anterior, as informa-ções quantitativas, como por exemplo, as relativas às unidades de edu-cação profissional, tipo de oferta e número de matrículas mostraram-se inconsistentes desde o levantamento de 2010. Isso decorre da dificuldade própria de captação uniforme desde tipo de informação em um levanta-mento dessa natureza.

Assim como no levantamento anterior, neste, esta la-cuna foi preenchida com as informações captadas pelo Censo Escolar do Inep para 2007, 2010 e 2013. Com este procedimento foi possível traçar a evolução e o perfil das unidades e da oferta de educação profissional nas redes estaduais.

As informações captadas pelo Censo Escolar foram analisadas em três momentos distintos, compreendendo a última década e atual dos anos 2000, permitindo identificar mudanças e permanências na política de educação profissional em cada estado. O ano de início da análise é 2007, pois este marca, de certo modo, a retomada da educação profissional no país, particularmente no âmbito das políticas públicas, com a expansão da oferta deste nível de ensino tanto na rede federal quanto nas redes estaduais. Ambas se expandem impulsionadas pelos programas do governo federal e programas específicos dos estados voltados para restruturação e expansão da estrutura física e da oferta de matrículas na educação profissional. Esta retomada também é estimulada pelo contexto de crescimento econômico e ampliação dos investimentos, redução con-tinuada das taxas de desemprego e o crescimento das ocupações no país, particularmente as contratações formais.

O outro ano da série (2010) é aquele em que foi feito o primeiro levantamento das informações da pesquisa sobre os modelos de gestão da educação profissional nas redes estaduais. O ano de 2013 refere-se às informações mais recentes do Censo Escolar divulgadas pelo

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Inep e as que estão mais próximas da realidade da educação profissional em 2014, ano do segundo levantamento sobre os modelos de gestão.

Evolução das matrículas em todas as redes

Antes de analisar as informações das redes estaduais de educação profissional, propósito maior deste tópico, torna-se necessá-rio destacar os principais movimentos deste nível de ensino, considerando as matrículas em suas distintas modalidades e dependência administrati-va, em termos agregados, no Brasil e nas grandes regiões.

As informações da Tabela 1 revelam forte expansão das matrículas na educação profissional do país a partir de 2007 - 402.757 mil matrículas a mais em 2010 e mais 309.848 em 2013, ou seja, aumento de 51,0% e 26,0% em cada um dos triênios, respectivamente. Por depen-dência administrativa, considerando os dois triênios em conjunto, esta am-pliação, calculada em termos relativos, foi liderada pelas redes públicas, a federal em primeiro lugar, com aumento de 111,1%; em seguida, mas não muito distante, aparece a rede estadual, cuja elevação das matrículas foi de 106,9%. A oferta privada se expandiu 78,5%. Por último, situa-se a rede

municipal6, cuja variação foi de 23,6%.

A expansão das matrículas nas redes públicas resultou na ampliação da participação da oferta destas redes no total de matrícu-las em todas as dependências administrativas. Calculando os relativos, em 2007, a oferta pública, caracterizada pelo total de matrículas nas depen-dências administrativas federal, estadual e municipal, representava 50,5%. Em 2013, esta participação foi ampliada para 53,0%, com destaque para as redes estaduais, que respondiam por 35,0% desta oferta; em 2007, a participação era de 32,2%. Mantida a tendência de ampliação das matrícu-las nas redes públicas, a política de educação profissional executada pelos governos federal, estaduais e municipais consolida-se como principal fonte provedora desse tipo de educação no país (Tabela 1, página ao lado).

A partir dos dados da Tabela 2, observa-se que o mo-vimento geral de expansão da educação profissional também se verificou em todas as cinco regiões do país. Entretanto, esse crescimento foi mais intenso nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste; no Sul e no Sudeste, a média de crescimento nos dois triênios analisados foi menor. A expansão das matrículas, em magnitudes diferenciadas, entre as regiões sugere um 6. Embora a rede municipal também seja pública, observa-se que a oferta de educação profissional pelos municípios vem caindo, tornando-se cada vez mais residual, até mesmo porque há uma distribuição legal dos papéis entre os entes federados no que tange à oferta das etapas e modalidades educacionais.

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 TABELA 2

Número de matrículas na educação profissional1

Brasil e Grandes Regiões - 2007, 2010 e 2013

Fonte: Inep. Censo Escolar. Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Inclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja em todas as dependências administrativas

2007 2010 Brasil, Grandes Regiões e

Unidades da Federação 2013 Variação 2010/2007 em (%) Variação 2013/2010 em (%) TABELA 1

Número de matrículas na educação profissional por articulação e forma de desenvolvimento, segundo a dependência administrativa

Brasil - 2007, 2010 e 2013 (em nos absolutos)

Fonte: Inep. Censo Escolar. Elaboração: DIEESE

Obs.: a) Inclui ensino presencial e semipresencial; b) Em 2007, não houve oferta, no Censo Escolar, de matrículas no Proeja Fundamental

Integrada Concomitante Subsequente Total Dependência

administrativa Proeja médio fundamental Proeja

2007 Federal 27.204 36.733 45.840 4.772 - 114.549 Estadual 37.942 114.174 101.078 1.229 - 254.423 Municipal 6.218 10.323 13.496 131 - 30.168 Privada 15.188 155.768 216.198 3.615 - 390.769 Total 86.552 316.998 376.612 9.747 - 789.909 2010 Federal 76.137 25.953 63.265 14.078 258 179.691 Estadual 108.585 72.785 216.868 19.919 5.717 423.874 Municipal 8.846 5.801 17.578 40 7.634 39.899 Privada 22.150 112.011 410.409 4.115 517 549.202 Total 215.718 216.550 708.120 38.152 14126 1.192.666 2013 Federal 117.747 30.175 80.495 13.011 329 241.757 Estadual 183.637 74.727 232.764 22.011 13.354 526.493 Municipal 10.738 4.490 14.902 382 6.188 36.700 Privada 26.268 200.584 464.524 5.865 323 697.564 Total 338.390 309.976 792.685 41.269 20.194 1.502.514 Norte 31.949 59.208 90.725 85,3 53,2 Nordeste 105.014 208.222 332.740 98,3 59,8 Sudeste 450.059 644.620 752.120 43,2 16,7 Sul 172.948 225.308 243.050 30,3 7,9 Centro-Oeste 29.939 55.308 83.879 84,7 51,7 Brasil 789.909 1.192.666 1.502.514 51,0 26,0

processo de desconcentração da oferta de educação profissional em dire-ção àquelas que historicamente possuíam um déficit desse tipo de ensino, ou seja, as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (Tabela 2).

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Com efeito, a análise das informações sobre a propor-ção de matrículas por região revela que o Sudeste ainda concentra pou-co mais da metade (50,1% em 2013) da oferta de educação profissional do país, embora tenha perdido participação relativa. A região Nordeste aparece como a segunda com maior oferta, passando de 13,3%, em 2007, para 22,1%, em 2013. A segunda posição era ocupada anteriormente pela região Sul, que respondia por 21,9 % e reduziu participação para 16,2% das matrículas de 2007 para 2012. Essa mudança na composição da oferta de matrículas entre as regiões mostra o crescimento da região Nordeste no cenário nacional, no que tange à educação profissional. Para finalizar esse

ranking, em 2013, aparecem o Norte e o Centro-Oeste, que participam

com 6,0% e 5,6%, respectivamente (Gráfico 1).

GRÁFICO 1

Distribuição das matrículas1 na educação profissional

Grandes Regiões -2007, 2010 e 2013 - em %

Fonte: Inep. Censo Escolar Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Inclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja em todas as dependências administrativas de um contrato de gestão com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico - Centec Obs.: Não inclui as Faetecs

NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO-OESTE 4,0 5,0 6,0 13,3 17,5 22,1 57,0 54,0 50,1 21,9 18,9 16,2 3,8 4,6 5,6 2007 2010 2013

Perfil das matrículas em todas as redes

O perfil das matrículas por tipo de oferta mostra que, em termos médios, no total do país, predomina o tipo de oferta subse-quente (52,8%), cujos cursos são dirigidos a quem finalizou o ensino dio. Em seguida, aparece a educação profissional integrada ao ensino mé-dio (22,5%) e a concomitante (20,6%). A primeira oferta cursos a quem já

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 Brasil Centro-Oeste Sul Sudeste Nordeste Norte Integrada 2010 2007 2007 2007

concluiu o ensino fundamental, com uma matrícula única para cada aluno, e a segunda é oferecida a quem ingressa no ensino médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso. O Proeja fun-damental e médio respondem em conjunto por 4,1% da oferta de educa-ção profissional (Gráfico 2).

Ainda de acordo com o Gráfico 2, verifica-se que, em três das regiões do país, predomina a modalidade subsequente. A partici-pação dessa forma de desenvolvimento da educação profissional no total das matrículas varia de 52,4%, no Norte, a 55,1%, na região Sul, a 61,0%, no Sudeste. A educação profissional integrada ao ensino médio é mais expressiva no Nordeste, onde representa 43,6% das matrículas. A moda-lidade concomitante tem maior participação no Centro-Oeste (30,6%) e a menor no Nordeste (8,7%). Por sua vez, o Proeja médio e fundamental, em conjunto, representam 1,8% e 1,4% nas regiões Sudeste e Sul, respec-tivamente, e 2,5% na região Centro-Oeste; as regiões Norte e Nordeste registraram uma participação de 7,0% e 12,8% cada.

GRÁFICO 2

Distribuição das matrículas1 na educação profissional por modalidade

Brasil e Grandes Regiões -2007, 2010 e 2013 - em %

Fonte: Inep. Censo Escolar Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Inclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja em todas as dependências administrativas de um contrato de gestão com o Instituto Centro de

Ensino Tecnológico - Centec; Obs.: Não inclui as Faetecs

0 20 40 60 80 100 24,2 46,3 12,1 24,8 23,9 22,5 8,7 26,0 18,6 30,6 20,6 7,8 0,8 1,2 2,1 2,7 0,1 0,2 0,4 1,3 5,0 61,0 55,1 43,0 52,8 16,3 52,4 4,5 2,5 34,9

O Gráfico 3 permite uma melhor visualização da distri-buição das matrículas por dependência administrativa e por região. Ten-do em vista que a oferta pública de matrículas na educação profissional

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é composta pelo total de matrículas em âmbito administrativo federal, estadual e municipal, verifica-se, em termos médios, no país e em quatro regiões, que as redes públicas são responsáveis pela maioria da oferta de educação profissional. Esta predominância é de 51,6% no Centro-Oeste, 59,1% na região Sul, 60,4% e 74,8% no Norte e Nordeste respectivamente. No Brasil, a soma das três redes públicas totaliza 53,6% das matrículas. Apenas na região Sudeste, a oferta privada é maioria, 58,2%.

Entre as redes públicas, a rede estadual responde pela maior oferta em quase todas as regiões, com destaque o Sul e Nordeste, que participam com 42,7% e 46,6% respectivamente. Apenas no Centro--Oeste, as redes federal e estadual participam igualmente.

Brasil Centro-Oeste Sul Sudeste Nordeste Norte

Federal Estadual Municipal Privada GRÁFICO 3

Distribuição das matrículas1 na educação profissional por dependência

administrativa - Brasil e Grandes Regiões - 2013 (em %)

Fonte: Inep. Censo Escolar Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Inclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja

0 20 40 60 80 100 29,1 26,7 9,3 15,7 22,0 16,1 46,6 28,8 42,7 29,0 35,0 25,2 58,2 40,9 48,4 46,4 3,7 0,7 0,6 2,4 29,6 1,8 39,6 1,6

Quando se compara as matrículas na educação profis-sional por tipo de oferta segundo a dependência administrativa, evidencia--se mais uma característica relevante da educação profissional no país. Enquanto a educação profissional integrada ao ensino médio é predomi-nantemente atendida pelas redes públicas, responsáveis por uma oferta de 82,5%, em 2007, e 92,2%, em 2013, a oferta nas modalidades conco-mitante e subsequente, por sua vez, é majoritariamente privada, 64,7% e 58,6% respectivamente em 2013. Destaca-se que as matrículas na modali-dade concomitante foram se reduzindo em termos absolutos em todas as

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dependências administrativa públicas. O Programa de Educação de Jovens e Adultos articulado à Educação Profissional (Proeja), tanto no nível médio quanto no fundamental, é essencialmente ofertado pela rede pública.

Federal Estadual Municipal Privada GRÁFICO 4

Distribuição das matrículas na educação profissional por articulação e forma de desenvolvimento, segundo a dependência administrativa

Brasil - 2007 e 2013 (em %)

Fonte: Inep. Censo Escolar Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Em 2007, não houve oferta, no Censo Escolar, de matrículas no Proeja Fundamental

Integrada Concomitante Subsequente Proeja médio

0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0

Integrada Concomitante Subsequente Proeja médio Proeja fundamental 17,5 7,2 3,3 3,6 7,8 3,2 54,3 64,7 58,6 14,2 1,9 29,4 10,2 1,4 24,1 9,7 34,8 43,8 49,1 37,1 1,3 12,6 49,0 57,4 36,0 26,8 11,6 12,2 34,1 20071 2013 0,9 53,3 31,5 1,6 30,6 66,1 1,6

Evolução das matrículas nas redes estaduais

As redes estaduais reúnem a educação profissional, que é ofertada como política pública no âmbito dos governos estaduais dos 26 estados e do Distrito Federal. Atualmente, seus gestores se articu-lam no Fórum Nacional de Gestores Estaduais de Educação Profissional e Tecnológica, instalado em 2011, como instância de discussões e assessoria técnica do Conselho Nacional de Educação (CNE), no que se refere à edu-cação profissional e tecnológica.

Em seis anos, o total de matrículas nas redes esta-duais cresceu 106,9%. O maior crescimento foi observado em Mato Grosso (5.330,4 %) e o menor, no Rio Grande do Sul (1,9%). Em três estados, houve redução no número de matrículas: Alagoas (-79,1%); Goiás (-32,8%); e, Rio de Janeiro, com pequena redução de 0,4%. Em Roraima, em 2007, não existia oferta estadual de educação profissional (Tabela 3, página 28).

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Quando se analisa comparativamente os dois triênios selecionados, verifica-se que a maior expansão das matrículas nas redes estaduais, no total do país, ocorreu no primeiro triênio, ou seja, entre 2007 e 2010, quando o crescimento foi de 64,3% contra 25,9%, entre 2010 e 2013. Nas regiões, foi observado o mesmo movimento, porém em mag-nitudes diferenciadas. Mais uma vez, as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte lideram a expansão tanto em 2007/2010 quanto em 2010/2013, este último em porcentagens menores, confirmando a tendência observa-da para o país como um todo.

Entretanto, esta convergência no padrão de cresci-mento das matrículas só é observada quando se agregam as informações para o país e as regiões. A tendência verificada no crescimento das matrí-culas na educação profissional, no conjunto das redes estaduais, resulta de movimentos distintos em cada um dos estados. Observam-se expansões significativas nas matrículas, assim como reduções e permanências.

Na região Norte do país, entre 2007 e 2013, os estados do Pará, Rondônia, Amapá, e Tocantins se destacaram por apresentar cres-cimento expressivo. O primeiro expandiu a oferta de educação profissional em 339,5%, enquanto o segundo cresceu 323,1% e os dois últimos amplia-ram as matrículas em 263,6% e 200,8%, respectivamente. Nesses quatro estados, se confirma a tendência de maior expansão no primeiro triênio em relação ao segundo. Acre e Amazonas cresceram 84,1% e 49,9 %, respec-tivamente. Amazonas apresentou comportamento diferente dos demais estados, com redução do número de matrículas no período 2010/2013. Já em Roraima, as informações mostraram que este estado não ofertava educação profissional em 2007.

No Nordeste, o comportamento das matrículas na educação profissional das redes estaduais mostrou-se ainda mais desigual no período considerado. Em oito dos nove estados que compõem a região, houve expansão das matrículas, entretanto em números bastante disper-sos. No Ceará, houve maior crescimento, 2.698,8%, enquanto no Mara-nhão, a elevação foi de apenas 29,8%, em razão da queda de 40,1% no período de 2010/2013. Exceto nesses dois extremos, os estados que mais mostraram crescimento foram Bahia (604,8%), Pernambuco (513,4%), Sergipe (389,8%), Rio Grande do Norte (190,9%), Piauí (119,6%) e Paraíba (109,9%). Em Pernambuco, a expansão das matrículas ocorreu de forma igual nos dois triênios. Já no Rio Grande do Norte, a expansão da educação profissional na rede estadual ocorreu no segundo triênio.

Na região Sudeste, em Minas Gerais e São Paulo, as matrículas se expandiram conforme o padrão, ou seja, concentrando o

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crescimento no período 2007/2010. Em Minas, no último triênio, ocorreu redução de 60,0%. Já o Espírito Santo apresentou elevação significativa, predominantemente no triênio 2010/2013. O Rio de Janeiro mantém suas matrículas praticamente estáveis nos dois períodos.

Na região Sul, os estados do Paraná e Santa Catarina expandiram as ofertas em 36,1% e 20,8%, respectivamente. No Rio Grande do Sul, as matrículas mantiveram-se estáveis nos dois períodos.

No Centro-Oeste, com exceção de Goiás, cujas matrí-culas registraram redução, os demais estados ampliaram as ofertas, com destaque para o Mato Grosso, onde cresceu 5.330,4%. Mato Grosso do Sul expandiu a oferta em 384,2% e o Distrito Federal cresceu 91,6%.

O resultado do comportamento das matrículas nas re-des estaduais no período analisado mostrou-se bastante assimétrico, tan-to entre as regiões quantan-to entre as UFs. Provavelmente, essa assimetria decorre de contextos, tempos e orientações de políticas distintas de cada governo, os quais vão definir a dinâmica da oferta de educação profissional em cada estado.

Ainda conforme os dados da Tabela 3 (página 28), ve-rifica-se que as maiores ofertas de matrícula, na educação profissional, no âmbito estadual e em termos absolutos, em 2013, concentravam-se em São Paulo (161.641), na Bahia (63.395) e no Paraná (57.298). As menores ofer-tas foram verificadas em Rondônia (385), Roraima (909) e Alagoas (1.071).

Entre as regiões, a maior oferta de matrículas coube ao Sudeste (216.588), onde cerca de 75% das matrículas concentravam-se na rede estadual de São Paulo. Em segundo lugar, situa-se o Nordeste, com 155.021 matrículas. Entre os nove estados da região, a Bahia responde pela maior parte (41,0%). O Sul ocupa o terceiro lugar, com 103.734 matrículas e o Paraná é responsável por 55,0%. Verifica-se uma mudança significativa de posições entre o Nordeste e o Sul na composição da oferta regional de educação profissional entre 2010 e 2013. As regiões Norte e Centro-Oeste estão em quarto (26.837) e quinto (24.313) lugares, respectivamente.

Analisando a proporção de matrículas das redes esta-duais em 2013, no total de matrículas de todas as redes, Gráfico 5 (pági-na 29), os estados podem ser classificados em três grupos, tomando-se como parâmetro a média nacional cuja proporção é de 35,0%. No primei-ro grupo, composto por 15 estados, estão aqueles em que a pprimei-roporção de matrículas está abaixo da média nacional: Rondônia (4,3%); Minas Ge-rais (5,6%); Goiás (5,7%); Maranhão (7,3%); Alagoas (8,8%); Rio Grande do Norte (10,5%); Sergipe (15,7%); Rio de Janeiro (19,7%); Santa Catarina (22,7%); Roraima (22,7%); Pará (23,3%); Tocantins (26,4%); Distrito Federal (29,5%); Pernambuco (30,1%); e Rio Grande do Sul (34,3%).

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 TABELA 3

Evolução das matrículas1 na rede estadual2 de educação profissional

Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2007, 2010 e 2013

Fonte: Inep. Censo Escolar. Elaboração: DIEESE

Nota: (1)I nclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja; (2) O Censo Escolar classifica a dependência administrativa em quatro: federal, estadual, municipal e privada

Brasil, Grandes Regiões e UFs Norte 11.612 21.190 26.837 82,5 26,6 131,1 Acre 859 1.521 1.581 77,1 3,9 84,1 Amapá 728 2.572 2.647 253,3 2,9 263,6 Amazonas 7.247 5.269 10.862 (27,3) 106,1 49,9 Pará 1.709 8.017 7.511 369,1 (6,3) 339,5 Rondônia 91 223 385 145,1 72,6 323,1 Roraima - 938 909 - (3,1) - Tocantins 978 2.650 2.942 171,0 11,0 200,8 Nordeste 33.036 84.861 155.021 156,9 82,7 369,2 Alagoas 5.130 1.599 1.071 (68,8) (33,0) (79,1) Bahia 8.995 35.677 63.395 296,6 77,7 604,8 Ceará 1.463 17.693 40.946 1.109,4 131,4 2.698,8 Maranhão 1.173 2.544 1.523 116,9 (40,1) 29,8 Paraíba 2.959 1.842 6.211 (37,7) 2.37,2 109,9 Pernambuco 2.864 7.008 17.569 144,7 150,7 513,4 Piauí 9.208 17.043 20.220 85,1 18,6 119,6 Rio Grande do Norte 1.009 711 2.935 (29,5) 312,8 190,9 Sergipe 235 744 1.151 216,6 54,7 389,8 Sudeste 117.564 194.236 216.588 65,2 11,5 84,2 Espírito Santo 6.266 6.465 17.167 3,2 165,5 174,0 Minas Gerais 4.800 22.794 9.112 374,9 (60,0) 89,8 Rio de Janeiro 28.778 31.635 28.668 9,9 (9,4) (0,4) São Paulo 77.720 133.342 161.641 71,6 21,2 108,0 Sul 85.544 101.938 103.734 19,2 1,8 21,3 Paraná 42.102 55.625 57.298 32,1 3,0 36,1 Rio Grande do Sul 31.879 31.411 32.473 (1,5) 3,4 1,9 Santa Catarina 11.563 14.902 13.963 28,9 (6,3) 20,8

Centro-Oeste 6.686 15.932 24.313 138,3 52,6 263,6

Distrito Federal 2.352 4.809 4.506 104,5 (6,3) 91,6 Goiás 2.311 1.354 1.553 (41,4) 14,7 (32,8) Mato Grosso 171 6.960 9.286 3.970,2 33,4 5.330,4 Mato Grosso do Sul 1.852 2.809 8.968 51,7 219,3 384,2

Brasil 254.442 418.157 526.493 64,3 25,9 106,9 2007 2010 2013 2010/2007 Variação em (%) Variação 2013/2010 em (%) Variação 2013/2007 em (%)

Outro grupo é formado por aqueles estados cuja parti-cipação está acima da média do Brasil, mas abaixo de 50%. São oito estados no total: Amapá (48,6%); Acre (45,8%); Mato Grosso do Sul (44,1%); Mato Grosso (44,0%); Amazonas (42,5%); São Paulo (40,7%); Paraíba (36,3%); e, Espírito Santo (35,5%).

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O terceiro grupo é composto por aqueles estados cuja participação da rede estadual é superior a 50%, ou seja, a oferta públi-ca estadual representa a maioria da oferta de edupúbli-cação profissional no total das matrículas das redes estaduais. São eles: Bahia (71,4%); Paraná (66,0%); Piauí (61,3%) e Ceará (60,8%).

GRÁFICO 5

Proporção de matrículas1 da rede estadual no total de matrículas de

todas as redes2

Unidades da Federação - 2013 - (em %)

Fonte: Inep. Censo Escolar Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Inclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja; 2) o Censo Escolar classifica a dependência administrativa em quatro: federal, estadual, municipal e privada

Bahia Paraná Piauí Ceará Amapá Acre Mato Grosso do Sul Mato Grosso Amazonas São Paulo Paraíba Espírito Santo Rio Grande do Sul Pernambuco Distrito Federal Tocantins Pará Roraima Santa Catarina Rio de Janeiro Sergipe Rio Grande do Norte Alagoas Maranhão Goiás Minas Gerais Rondônia z 71,4 66,0 61,3 60,8 48,6 47,8 44,1 44,0 42,5 40,7 36,3 35,5 34,3 30,1 Acima de 50% Acima da média nacional Abaixo da média nacional 29,5 26,4 23,3 22,7 22,7 19,7 15,7 10,5 8,8 7,3 5,7 5,6 4,3

A análise da evolução e da participação das matrículas nas redes estaduais de educação profissional revela que os movimentos realizados pelos estados no período analisado, reestruturando e expandin-do a oferta de educação profissional, vêm contribuinexpandin-do para maior partici-pação da oferta pública de educação profissional no país.

Apesar de a média nacional ainda não refletir a expan-são das redes públicas estaduais em seu conjunto, as regiões Norte e Nor-deste do país têm ampliado significativamente a oferta de educação

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fissional pública nos respectivos estados. Estas transformações poderão reconfigurar positivamente o perfil educacional de jovens e adultos, assim como a inserção dessa população no mundo trabalho. Os impactos dessa mudança, no entanto, necessitam de melhor acompanhamento, por meio de indicadores específicos.

Perfil das matrículas nas redes estaduais

Quanto ao tipo de oferta, de acordo com as informa-ções da Tabela 4, em 2013, a principal modalidade ofertada no total das redes estaduais era representada pela educação profissional subsequente ao ensino médio, cuja característica é ser dirigida a quem já tenha concluído o ensino médio e busca uma profissionalização. Em segundo lugar, encon-tra-se a educação profissional integrada ao ensino médio. As ofertas de edu-cação profissional concomitante ao ensino médio e o Proeja fundamental e médio aparecem em terceiro, quarto e quinto lugares, respectivamente.

Entre as regiões, com exceção do Nordeste, onde a educação profissional integrada ao ensino médio ocupa o primeiro lugar, nas demais, este lugar permanece sendo do ensino subsequente. Quanto à oferta que vem em segundo lugar, apenas na região Sudeste, este lugar é ocupado pela oferta de educação profissional concomitante ao ensino médio. Nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, o segundo lugar é ocupado pela educação profissional integrada ao ensino médio e, no Nordeste, este coube ao ensino subsequente. Embora a oferta de Proeja fundamental e médio ocupe os últimos lugares em todas as regiões, sua proporção é sig-nificativa nas regiões Nordeste e Norte. No Sul e Sudeste, não houve oferta de Proeja médio em 2013 (Tabela 4, página ao lado).

A educação profissional integrada ao ensino médio responde pela maioria das matrículas em nove estados: Ceará (87,9%); Rondônia (84,7%); Roraima (83,4%); Maranhão (80,3%); Tocantins (73,3%); Mato Grosso (72,2 %); Paraíba (66,8%); Piauí (60,6%); e Bahia (54,5%). A oferta subsequente é predominante também em nove estados: Amazonas (89,3%); Distrito Federal (70,6%); Rio Grande do Sul (70,3%); Acre (64,0%); Goiás (63,0%); São Paulo (62,3%); Amapá (53,9%); Espírito Santo (52,9%); Mato Grosso do Sul (51,0%).

No Paraná, a oferta das duas modalidades, subsequen-te e insubsequen-tegrada, está em proporções equilibradas, de 49,7% e 48,9% cada uma. A modalidade concomitante só é predominante no estado de Minas Gerais, 62,7%. No Rio Grande do Norte e Sergipe, quem responde pela maioria das matrículas é o Proeja Médio, 65,7% e 60,6%, respectivamente.

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 TABELA 4

Distribuição das matrículas1 na rede estadual2 de educação profissional por modalidade

Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2013 (em%)

Fonte: Inep. Censo Escolar. Elaboração: DIEESE

Nota: (1)I nclui matrículas na Educação Profissional Integrada, Concomitante, Subsequente e Proeja; (2) O Censo Escolar classifica a dependência administrativa em quatro: federal, estadual, municipal e privada

Brasil, Grandes Regiões e UFs Norte 30,2 6,0 54,0 3,0 6,8 100,0 26.837 Acre 7,0 22,9 64,0 6,1 - 100,0 1.581 Amapá 44,8 1,3 53,9 - - 100,0 2.647 Amazonas - 5,6 89,3 5,1 - 100,0 10.862 Pará 47,5 6,4 24,8 - 21,3 100,0 7.511 Rondônia 84,7 - 15,3 - - 100,0 385 Roraima 83,4 - 16,6 - - 100,0 909 Tocantins 73,3 3,9 10,0 5,1 7,8 100,0 2.942 Nordeste 61,4 1,7 17,0 8,1 11,8 100,0 155.021 Alagoas 9,6 24,2 31,7 34,5 - 100,0 1.071 Bahia 54,5 - 23,2 1,8 20,6 100,0 63.395 Ceará 87,9 - 0,6 11,5 - 100,0 40.946 Maranhão 80,3 - - - 19,7 100,0 1.523 Paraíba 66,8 6,2 13,1 1,4 12,6 100,0 6.211 Pernambuco 35,1 1,1 45,3 18,5 0,1 100,0 17.569 Piauí 60,6 8,8 8,6 1,6 20,4 100,0 20.220 Rio Grande do Norte 27,3 - 7,1 65,7 - 100,0 2.935 Sergipe 4,3 - 28,9 60,6 6,1 100,0 1.151 Sudeste 14,1 27,9 57,8 - 0,2 100,0 216.588 Espírito Santo 46,5 0,6 52,9 - - 100,0 17.167 Minas Gerais - 62,7 36,1 - 1,3 100,0 9.112 São Paulo 9,4 28,2 62,3 - 0,0 100,0 161.641 Rio de Janeiro 25,5 31,5 42,2 - 0,9 100,0 28.668 Sul 39,5 5,3 54,1 - 1,1 100,0 103.734 Paraná 48,9 - 49,7 - 1,3 100,0 57.298 Rio Grande do Sul 19,9 8,8 70,3 - 1,0 100,0 32.473 Santa Catarina 46,6 19,1 34,2 - 0,1 100,0 13.963

Centro-Oeste 35,9 18,7 43,5 0,3 1,7 100,0 24.313

Distrito Federal 10,0 18,3 70,6 1,1 - 100,0 4.506 Goiás 17,9 18,2 63,0 0,9 - 100,0 1.553 Mato Grosso 72,2 4,1 19,8 - 3,8 100,0 9.286 Mato Grosso do Sul 14,3 34,0 51,0 - 0,6 100,0 8.968

Brasil 34,9 14,2 44,2 2,5 4,2 100,0 526.493

Integrada Concomitante Subsequente Proeja médio fundamentalProeja %Total Abs

Quanto aos cinco estados restantes, o perfil da educação profissional em relaçao à modalidade da oferta é bem distinto entre eles. Em Alagoas, as ofertas tipo concomitante e Proeja Médio ocupam o primeiro e o segundo lugar. No Pará e Santa Catarina, estes lugares são ocupados pelas

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es tão das r edes es taduais de educ ão do B rasil - 2014 Brasil Centro-Oeste Sul Sudeste Nordeste Norte GRÁFICO 6

Distribuição das matrículas na rede estadual1 de educação profissional

por modalidade - Brasil e Grandes Regiões - 2013 (em%)

Fonte: Inep. Censo Escolar Elaboração: DIEESE

Nota: (1) Censo Escolar classifica a dependência administrativa em quatro: federal, estadual, municipal e privada

0 20 40 60 80 100 30,2 61,4 14,1 39,5 35,9 34,9 27,9 5,3 18,7 14,2 11,8 8,1 3,0 6,8` 57,8 1,1 54,1 43,5 44,2 6,0 54,0 17,0

Integrada Concomitante Subsequente Proeja médio Proeja fundamental 2,5 4,2 0,3 1,7

1,7

dades de educação profissional integrada e subsequente. Em Pernambu-co, ocorre o inverso, o tipo subsequente vem em primeiro lugar, ficando o segundo lugar com a modalidade integrada. No Rio de Janeiro, as moda-lidades subsequente e concomitante estão em primeiro e segundo lugar respectivamente (Gráfico 6).

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Organização, e

strutura e gestão

Este tópico analisa os resultados das questões do bloco B do roteiro. Este bloco tratou de temas e assuntos relacionados à gestão da educação profissional desde a sua organização e estrutura, mapeando a secretaria de estado a qual a educação profissional está vinculada, a na-tureza jurídica do órgão gestor, suas atribuições até os instrumentos de gestão tais como o planejamento, indicadores, critérios para definição da oferta de cursos, formas de seleção para acesso aos cursos técnicos, acom-panhamento de egressos e execução do Pronatec.

Estrutura administrativa da gestão da

educação profissional

Neste tema, a primeira questão a ser investigada foi a respeito de qual secretaria de estado a educação profissional se vincula. As lacunas nesta questão foram complementadas por meio de pesquisa nos sítios dos governos estaduais, inclusive para os cinco estados que não responderam diretamente à pesquisa.

A educação profissional é regulada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Assim, pareceria óbvio que a gestão da oferta deste nível ou modalidade de ensino no âmbito dos estados ficasse a cargo de suas respectivas secretarias de educação, no âmbito do sistema público estadual de ensino. Entretanto não foi isso que se verificou. Entre os 27 esta-dos, incluindo o Distrito Federal, 17 informaram que a educação profissional está vinculada à secretaria de educação. Nos demais, em três é vinculada à Ciência e Tecnologia e em sete, a essas duas secretarias (Gráfico 7).

No caso dos estados que possuem dupla vinculação, ve-rificou-se certa divisão de funções entre as secretarias da educação e as da ciência e tecnologia, no que tange à educação profissional. Com a divisão, cabe às secretarias de educação a gestão da oferta de educação profissional integrada ao ensino médio e Proeja e às secretarias de ciência e tecnologia a gestão das ofertas concomitante e subsequente ao ensino médio.

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Referências

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