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Relatório Assembléia Geral Ordinária 2013
Conselho Brasileiro de Manejo Florestal -‐ FSC Brasil
Hotel Massis, 06 de Novembro de 2013, São Paulo.
“Pela Credibilidade, Qualidade e Transparência do Sistema FSC no Brasil”
Parte 1. Apresentação dos participantes
Foram 48 participantes, representando 19 membros da câmara Econômica, 9 da Social e 6 da Ambiental.
Parte 2. Boas Vindas dos conselheiros
Os representantes das câmaras econômica, ambiental e social, Ivone Namikawa da Klabin, Paulo Bittencourt do IFT e Manuel Amaral do IEB, respectivamente, deram as boas vindas a todos os presentes, apontando aspectos que consideram relevantes para nortear os trabalhos do dia. Para Ivone, a relação entre os mem-‐ bros do FSC Brasil e as instâncias deliberativas do FSC Internacional deve ser considerada como estratégica de forma a termos mais e mais atores brasileiros pautando os rumos do sistema sob a luz de nossas experi-‐ ências e demandas. Manuel Amaral ressaltou, dentre outras questões, a presença do manejo florestal co-‐ munitário no quadro de sócios do FSC Brasil e nos processos de certificação, afirmando ser essa uma frente de ação que ressignifica o sistema FSC no Brasil, em especial no contexto amazônico. Paulo Bittencourt, por sua vez, afirmou ser importante um resgate dos membros da câmara ambiental para garantia de maior equilíbrio nas instâncias de tomada de decisão do FSC Brasil.
Parte 3. Nivelamento de conceito e balanço das ações realizadas em 2013
Abertos os trabalhos, Fabíola Zerbini apresentou algumas informações sobre o FSC no Brasil e no mundo com vistas a nivelar conceitos e informações, em especial por conta dos novos membros participantes.
Após essa breve apresentação, iniciou a retrospectiva das ações e resultados alcançados em 2013, com des-‐ taque para:
Padrões
• A condução de três reuniões no Brasil no contexto da consulta internacional dos Indicadores Gené-‐ ricos Internacionais, com a presença de mais de 65 participantes;
2 de 10 • A elaboração do padrão harmonizado brasileiro para avaliação de plantações florestais no Brasil e o
encaminhamento ao FSC IC para aprovação;
• Finalização do documento da Avaliação Nacional de Risco, a ser colocado em consulta pública ainda em 2013;
Resolução de Conflitos – Mau uso da marca
• Apresentação dos casos de mau uso da marca FSC: 23 no total, tendo sido 74% resolvidos e o res-‐ tante em andamento.
• A plenária sugeriu apresentar os números de casos de mau uso por % do total de número de certi-‐
ficados;
Resolução de Conflitos – Violação de Princípios e Critérios
• O Comitê de Resolução de Conflitos e a equipe do FSC Brasil conduziram a revisão do protocolo, no marco do projeto de experimentação da metodologia de mediação de conflitos;
• Dos 21 casos, 3 foram resolvidos, 3 estão em processo de mediação, 9 foram encaminhados para as certificadoras e 6 encontram-‐se em fase de apuração pelo FSC Brasil;
• A plenária avaliou que o aumento na informação sobre o alcance e escopo do sistema às partes
interessadas e afetadas resultará em diminuição dos casos de violação de P&C’s;
Comunicação:
• Melhoria no boletim do FSC: layout, distribuição e periodicidade (mensal); • Lançamento do Facebook do FSC Brasil;
• Realização da comemoração do FSC Friday com um show de músicos com instrumentos certificados da OELA na Praça Vitor Civita;
• Apresentação dos principais resultados da Assessoria de imprensa que totalizam quase 2 milhões de Reais em inserção do FSC na espontânea na mídia;
• Organizamos um mailing de 28000 nomes através do estabelecimento de parcerias e da contratação de uma empresa de gerenciamento deste tipo de informação.
Cursos:
• Realização de dois pilotos de acreditação de cursos sobre FSC, um com o ITFPR – Instituto Técnico Federal do Paraná sobre o novo padrão SLIMF Plantadas, e outro com o IMAFLORA e IFT sobre certi-‐ ficação e manejo florestal de nativas;
3 de 10 • A partir da realização desses pilotos, um programa de cursos foi desenhado e debatido em reunião
do Conselho Diretor para lançamento no ano que vem;
Fortalecimento das Câmaras
• Lançamento ainda em 2013 da publicação do FSC Brasil e CTA sobre o Manejo Florestal Comunitário no Acre;
• Realização de formação nos P&C’s do FSC para os comunitários de Arimum no contexto do convênio SFB, FSC Brasil e IEB;
• Financiamento de parte da Certificação SLIMF da COOMFLONA através do fundo social da Akzo No-‐ bel;
• Conquista de 4 novos membros da câmara social (sindicatos e manejo florestal comunitário);
• Conquista de 5 novos membros da câmara econômica, representando o setor de florestas nativas: produção, distribuição e processamento de madeira;
• Conquista de 2 novos membros da câmara ambiental;
Mercado
• Fabíola apresentou os principais resultados da pesquisa conduzida em 2013 sobre oferta de madeira certificada no Brasil, em um comparativo com os dados de 2012:
Plantadas (m3)
Nativas (m3)
32.609.247,00
571.534,00 2012
37.165.125,00
337.080,00 2013
• Diante dos dados, a plenária sugere que se faça um trabalho específico de fomento à venda de
madeira certificada nativa em função do atual contexto de competição do setor com a ilegalida-‐ de;
• Sugeriram ainda a comparação dos volumes de madeira certificada produzidos com os totais do
setor no Brasil e no mundo;
• Informamos ainda que será lançado até o final do ano um Anuário da madeira certificada com os dados detalhados da campanha.
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• Elaboração do guia de apoio à consulta na base online do Info.fsc.org – que agora contém muito mais informações sobre produtos;
• Produção e envio de 4000 malas diretas de sensibilização dos atores da construção civil para o uso de madeira certificada através de parcerias com o Greenbuilding e SINDUSCOM, e envio de Mail Marketing para os mesmos atores;
• Produção de 4000 Cartilhas sobre consumo responsável de madeira, distribuída em parceria com empresas certificadas FSC que manifestaram interesse e disponibilidade de distribuir tais materiais junto aos seus consumidores. Neste item a plenária comentou que o citado material deve ser corri-‐ gido para fazer constar a produção de painéis.
• Estabelecimento de uma parceria com o Comitê Olímpico da Rio 2016 para o cumprimento da meta de uso de 100% de produtos de origem florestal certificados e ações de promoção de conceito e sensibilização.
• Uma vez que a parceria com o Comitê Olímpico não envolve o setor da construção civil dos jogos, que vem sendo executado pelo governo do Estado do Rio e por consórcios privados de construtoras – esses atores também foram contatados e a meta para este ano é de estabelecimento de parcerias análogas.
Gestão FSC
• Auditoria financeira/contábil aprovou o balanço das contas do FSC Brasil
• A plenária sugeriu a realização de auditoria institucional em 2014 (relacionada ao exercício de
2013) ao invés de auditoria apenas contábil.
Outros resultados:
• Eleição da Fabíola Zerbini para o Board do FSC Ic como representante dos escritórios nacionais; • Aprovação de um projeto de 100mil Euros com o Fundo Estratégico do FSC IC para fortalecer as ca-‐
maras social e ambiental e para abrir mercado para produtos certificados FSC no Brasil
Após apresentação, a plenária aprovou o relatório de atividades, propondo que as sugestões
feitas em cada um dos itens possam ser incorporadas no Plano de Ação 2014.
Parte 5. Apresentação das Contas 2012: Balanço Contábil e Patrimonial e Parecer do Con-‐
selho Fiscal e da Auditoria Externa
5 de 10 o mesmo, o conselheiro fiscal Max Schaefer apresentou o Parecer do Conselho Fiscal com os seguintes tópi-‐ cos/recomendações:
• Recomendação de aprovação das contas 2012, que foram aprovadas pela Assembleia Geral;
• Recomendação para quitação da dívida com o TCU, através do estabelecimento de acordo de parce-‐ lamento em tantas parcelas quanto a previsão orçamentária do FSC Brasil permitir, de forma a li-‐ quidar o passivo jurídico e financeiro da organização;
• Recomendação para a realização de um informe aos membros de atualização do pagamento da dí-‐ vida com o INSS – atualmente parcelada e em processo de pagamento mensal, de forma que todos possam acompanhar a sua liquidação;
• Recomendação de formalização de 100% dos funcionários do FSC Brasil de forma a evitar o passivo trabalhista e a cumprir com o compromisso ético do FSC Brasil em relação ao cumprimento das leis. Sugere-‐se que a meta de captação seja acrescida do valor necessário para cumprimento dessa obri-‐ gação;
• Recomendação de destinação do superávit de 2012 de R$ 88.843,52 à reserva de giro do FSC Brasil, não devendo ser despendido em projetos.
A plenária acatou todas as recomendações do Conselho Fiscal deliberando:
• aprovação do Balanço financeiro e contábil de 2012;
• aprovação da proposta de estabelecimento de acordo com o TCU em tantas parcelas
quanto possíveis para não prejudicar a saúde financeira da organização;
• delegação ao Conselho Diretor da decisão sobre formalização em regime CLT de todos os
funcionários a partir da análise de cenários financeiros;
• recomendação à secretaria executiva da realização de um plano de captação que conside-‐
re a internalização de todos esses custos;
Parte 6. Apresentação do Controle Orçamentário 2013 e da Previsão Orçamentária 2014
O Controle Orçamentário 2013 apresentou os seguintes resultados: Receita de R$ 1.374.314,43 (saldo nega-‐ tivo de aproximadamente 28mil entre previsto x realizado) e Despesas de R$ 1.106.500,96 (saldo positivo de R$ 169 mil entre previsto x realizado), gerando um balanço superavitário de R$ 267.813,00 no exercício de 2013.
As duas principais fontes de receita são FSC IC (61%) seguidas de Agências de Cooperação (12%) e, de des-‐ pesas: projetos (43%) e equipe (39%).
A previsão orçamentária aponta um déficit de aproximadamente R$ 200mil para o cenário de toda a equipe contratada em regime de CLT. Esta previsão deve ser corrigida e atualizada com os valores exatos do contra-‐
6 de 10 to de cooperação com o FSC IC e com as taxas de câmbio atualizadas, mas reflete um alerta que deve norte-‐ ar as ações de captação de recursos em 2014.
Nesse sentido deliberou-‐se pela elaboração de um plano de captação que garanta maior auto-‐
nomia do FSC BR em relação ao FSC IC, que aumente as receitas fixas através da venda de servi-‐
ços (programa de cursos), e que planeje formas de a parceria com o comitê olímpico gerar recur-‐
sos de outros parceiros.
Parte 7. Plano de Trabalho 2014
Iniciamos os trabalhos neste tópico propondo a composição de um GT que vai conduzir o processo de plane-‐ jamento 2015/2020 a partir do próximo ano, de forma integrada à Assembleia Internacional do FSC IC e ao debate intra e inter câmaras.
Daí partimos para os trabalhos em grupo dentre os membros das câmaras para o exercício de leitura e co-‐ mentários ao Plano de Ação 2014 elaborado pela equipe do FSC Brasil.
Seguem os resultados e deliberações:
Câmara econômica:
1) No que toca ao programa de treinamentos, a sugestão é de ofertarmos cursos próprios (principal-‐ mente para os atores envolvidos nas olimpíadas), bem como mantermos a proposta de atuação como acreditador, garantindo bom uso da marca e qualidade de conteúdo.
2) No que toca à estratégia de promoção de mercado, focar nas florestas nativas, combinando ações como: aumento da consciência do consumidor geral sobre o diferencial da madeira certificada; tra-‐ balhar em advocacy por uma atuação mais consistente do governo nos processos de fiscalização e para conquista de incentivos fiscais; aproximar-‐se dos produtores / COC’s que perderam ou desisti-‐ ram da certificação nos últimos anos para reatar contatos e pensar projetos de reinserção dos mesmos no sistema;
3) No que tocas às ações de marketing, sugere reforçarmos as ações de assessoria de imprensa. 4) Por fim, no tocante ao plano de captação de recursos, sugere-‐se um aprofundamento no benchmar-‐
king do estudo da PwC feito ao FSC IC com informação de todas as iniciativas nacionais do FSC, bem como, com as principais ong’s brasileiras – para colher ideias e procedimentos nessa área.
5) Como comentário geral, a câmara aponta a existência de uma disparidade muito grande entre entre o propósito inicial e final do FSC, de forma que nossa atuação junto ao FSC IC deve buscar resgatar o valor dos países produtores, bem como, lutar por uma reconquista quanto à ótima performance de campo que sempre caracterizou o sistema.
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Câmara ambiental
1) Fortalecimento da câmara ambiental: retomar o contato com organizações que já faziam parte, veri-‐ ficar os motivos do afastamento e propor reaproximação. Atuar também com organizações que tem convergência de propósito propondo atuações conjuntas o diálogo florestal, Conservation Interna-‐ tional etc.
2) No que toca ao SLIMF plantadas, a câmara sugeriu trabalharmos no incentivo à certificação de pe-‐ quenos, através de formação e informação sobre os benefícios e custos da certificação, bem como, articular subsídios com atores públicos e privados para garantir adequação aoa s P&C’s e certifica-‐ ção propriamente dita.
Câmara social
1) No que toca ao SLIMF nativas e plantadas, devemos aumentar as ações de capacitação para as tan-‐ tas iniciativas de manejo comunitário poderem conhecer, se adaptar e certificar no sistema.
2) Atuar e conjunto com o FSC IC para aumentar o fundo social de forma a garantir acesso à certifica-‐ ção aos pequenos.
3) Frente ao quadro de ausência das universidades, pesquisadores/professores no quadro de sócios e nos processos decisórios do FSC, a câmara sugere fazermos uma estratégia de aproximação com es-‐ ses atores, através do estabelecimento de parcerias que aumentem a presença do tema certificação nas universidades, e, a presença de uma participação qualificada deste setor nas consultas e proje-‐ tos do FSC.
4) O FSC BR deve atuar para diminuir a diferença de performance de campo das certificadoras, aumen-‐ tando credibilidade e nivelando qualidade entre as mesmas.
5) No campo do fortalecimento da câmara, a adesão de sindicatos ao FSC deve ser incentivada, bem como trabalhos de informação sobre o sistema a estes novos sócios e a outros potenciais sócios de-‐ vem ser feitos para melhorar a qualidade da participação de todos.
6) Precisamos rever critérios de associação à câmara social, construindo um parâmetro brasileiro, mas também incidindo no FSC IC de forma a garantir maior autonomia na definição das câmaras dos membros brasileiros, bem como, na extensão do alcance da Política de Associação.
Parte 8. Eleição dos cargos vagos no Conselho Diretor.
Após anunciado os cargos em aberto: um membro de cada câmara para o conselho diretor, e, um ou dois membros de cada câmara para o comitê de apoio ao planejamento estratégico 2015 – 2020, as câmaras se reuniram e deliberaram sobre seus candidatos, tendo sido os mesmos apresentados à plenária e acatado por unanimidade pelos sócios presentes.
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Conselho Diretor:
Câmara Ambiental:
IFT, Paulo Bittencourt (reeleito, com mandato até 2016); Imazon, Paulo Amaral (mandato até 2015);
IPAM, a definir (mandato até 2014);
Câmara Social:
IEB, Manuel Amaral (reeleito, com mandato até 2016); GTA, Rubens Gomes (mandato até 2015);
STR Telêmaco Borba, Daniel Quadros (mandato até 2014);
Câmara Econômica:
Veracel, Luiz Tapia (eleito, com mandato até 2016); AMATA, Alan Rígolo (mandato até 2015);
Suzano, Estevão Braga (mandato até 2014);
Considerando ser o Comitê de Desenvolvimento de Padrões uma instância sem restrição de número de par-‐ ticipantes, e, considerando a saída de um membro da câmara econômica em função de sua eleição como membro do conselho diretor, as câmaras apresentaram nomes para o CDP, tendo sido todos aprovados por unanimidade pela plenária.
O
Comitê de Desenvolvimento de Padrões
ficou assim composto:
Câmara Ambiental:
• IFT, Paulo Bittencourt
• Instituto Itapoty, Juliana Griese • TNC, Giovana Baggio
Câmara Social:
• IEB, Katia Carvalhaes • GTA, Rubens Gomes • Mayte Ryzek
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Câmara Econômica:
• Duratex, José Antonio Maia • Fibria, João Carlos Augusti
• Robson Laprovitela, International Paper
Grupo de Trabalho – Planejamento Estratégico 2015-‐2020
• Câmara Econômica: Cristiano Ribeiro do Valle, representando a Tora Brasil e Adriana Nozela, repre-‐ sentando a Martins Agropecuária S.A.
• Câmara Ambiental: Jorge Ribeiro, sócio pessoa física (a confirmar) • Câmara Social: ainda não definido
Os demais conselhos e comitês, a saber Comitê de Resolução de Conflitos e Conselho Fiscal permanecem com sua composição anterior.
18.00 -‐ Encerramento dos Trabalhos da Assembleia.
Relatoria: Fabíola Zerbini.
Documentos disponíveis no DropBox:
• Acordo de Cooperação FSC e Comitê Olímpico • Apresentação AGO2013-‐geral
• Relatório Assessoria de Imprensa -‐ Março a Outubro • Anexo I -‐ Relatorio Assessoria de Imprensa
• Atividades Gerenciamento Base de Dados • Balanço de atualização das Moções 2011 -‐ FSC IC • Auditoria Contábil 2012
• KEY ACCOUNT – CONVITE
• Relatório Comunic-‐Assoc-‐keyaccount-‐tsp
• Relatorio Consolidado de Resultado de Disparos do Boletim • Relatório_OFERTA_2012_completo
• Protocolo de Resolução de Conflitos • Relatório de Avaliação Nacional de Risco
10 de 10 • Plano de Ação 2011 – 2014 – FSC Brasil
• Fotos Assembleia 2013
• Guia de uso da base de dados do INFO.FSC.ORG FIM.