14 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016
A HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DURANTE O TRABALHO DE PARTO NA MATERNIDADE MÃE LUZIA
RESUMO
A assistência humanizada é uma questão muito enfatizada na área da saúde, estando diretamente ligada a este estudo que traz como objetivo identificar se a assistência durante o trabalho de parto na Maternidade Mãe Luzia ocorre de forma humanizada. Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem quantitativa de caráter descritiva, com coleta de dados através de aplicação de questionário a 20 colaboradores de enfermagem do setor de pré-parto da Maternidade. Os resultados evidenciam fatores que contribuem para assistência humanizada como o alívio da dor durante o trabalho de parto, redução de episiotomia, incentivo ao parto normal e presença de acompanhante a parturiente. Concluiu-se que embora se tenha características importantes para garantia do cuidado humanizado na assistência, ainda existem alguns procedimentos que dificultam a real implantação do parto humanizado.
Descritores: Enfermagem; Humanização da assistência; Parto Normal.
NURSING CARE HUMANIZATION DURING LABOR IN MOTHERHOOD MOTHER LUZIA ABSTRACT
The humanized care is an issue very emphasized in healthcare, with this research directly linked to the theme, aiming to identify whether assistance during labor in the maternity Mother Luzia is a humane way, checking for the guarantee of direct of mothers in providing assistance and whether these women are receiving a warm service in this very important time of life. This is a quantitative approach with field research of descriptive character, in which the data were collected through a questionnaire to 20 nursing staff of antepartum Maternity sector. The survey results revealed that the nursing care in the maternity Mother Luzia has important features that ensure humanized care in care, however, there are still some procedures that hinder the actual implementation of humanized delivery.
Descriptors: Nursing; Humanization; Childbirth Normal.
LA HUMANIZACIÓN DE LA ASISTENCIA DE ENFERMARÍA DURANTE EL TRABAJO DE PARTO EN LA MATERNIDAD MÃE LUZIA
RESUMEN
La asistencia humanizada es una cuestión muy destacada en la área de la salud, esta investigación directamente relacionada con el tema, el objetivo es identificar si la asistencia durante el parto en la maternidad Mãe Luzia ocurre de manera humanizada, la comprobación de la garantía de los derechos de las madres en la prestación de asistencia y si estas mujeres están recibiendo un servicio sencillo en este importante momento de la vida. Se trata de un enfoque cuantitativo con investigación de campo de carácter descriptivo, en que los datos fueron colectados a través de un cuestionario a 20 personas de enfermería del sector de la maternidad antes del parto. Los resultados de la encuesta revelaron que el cuidado de enfermería en la maternidad Mãe Luzia, todavía tiene características importantes que aseguran el cuidado humanizado en la atención, sin embargo, hay algunos procedimientos que impiden la aplicación real del parto humanizado.
Descriptores: Enfermería; Humanización; Parto Normal.
Natália Fernanda da Silva Bentes1, Queize Nascimento de Melo2, Tays da Silva Martins3 1
Acadêmica do Curso Graduação em da Estácio de Macapá. Macapá/AP/Brasil. 2Acadêmica do Curso Graduação em da Estácio de Macapá. Macapá/AP/Brasil.
3Enfermeira da Secretaria do Estado da Saúde do Amapá. Professora Especialista do de Curso Graduação em
15 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016
INTRODUÇÃO
A assistência humanizada é uma questão muito enfatizada na área da saúde, talvez por ser um momento em que a pessoa esteja sensível diante de sua condição biológica afetada, e em algumas situações até psicologicamente.
No entanto, saber abordar a cliente utilizando a empatia, já se torna um primeiro e grande passo para um atendimento acolhedor e eficaz.
É nesta linha de pensamento
que muitas campanhas
relacionadas ao parto têm ganhado força, mostrando a importância do
nascer humanizado, sendo o
enfermeiro parte principal dessa
etapa, pois deve ofertar a
parturiente um atendimento de qualidade.
Com o decorrer da história, o parto tornou-se um evento hospitalocêntrico,
promovido por intensa
medicalização e rotinas
cirúrgicas, afastando a
parteira da arte de partejar e tirando o domínio da mãe durante esse processo. Os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento ainda apresentam altos índices de
mortalidade materna e
neonatal(1:871).
O acolhimento no ambiente
hospitalar deve ser uma
característica do atendimento de enfermagem, este local não pode ser um ambiente hostil, com rotinas que impeçam a expressão dos sentimentos e necessidades da
mulher, o cuidado deve ser
individualizado, pois a vivência do parto é uma experiência subjetiva.
Passar segurança e
fortalecer a importância da presença da família em todos os níveis de assistência contribui para que a parturiente se sinta segura e protegida, fortalecendo a visão de
atendimento humanizado(2).
O nascer humanizado está pautado em reconhecer os direitos das mães e de todos que fazem parte deste momento, portanto, manter a família informada acerca
dos procedimentos realizados,
estimular o vínculo precoce entre mãe e recém-nascido, compartilhar com a cliente as intervenções necessárias fortalece o vínculo com a equipe de saúde, minimizando os riscos de condutas desnecessárias
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O conceito de humanização da assistência ao parto
inclui vários aspectos,
alguns estão relacionados a uma mudança na cultura
hospitalar, com a
organização de uma
assistência realmente
voltada para as
necessidades das mulheres e suas famílias. Mudanças na estrutura física também
são importantes,
transformando o espaço hospitalar num ambiente mais acolhedor e favorável, à implantação de práticas
humanizadoras da
assistência (4:64).
O enfermeiro tem um papel fundamental sobre a atuação da parturiente no período do trabalho de parto, no momento em que ele encoraja a participação da mesma para que o parto seja vivido por ela e não pela equipe de enfermagem, dividindo informações necessárias para o desenvolvimento do parto seguro, porém quando a assistência é voltada somente com técnicas que visem apenas a expulsão do feto,
certamente a mulher será
coadjuvante neste processo(5).
Outros profissionais também desempenham importante papel na incorporação de uma assistência
voltada às necessidades da
parturiente, como psicólogos,
obstetrizes, doulas e enfermeiros
obstetras, estes possuem
conhecimentos e técnicas que
podem ser usadas em benefício da mulher e sua família para um
atendimento integral(3).
Portanto, a discussão sobre o parto humanizado é relevante em uma sociedade onde a mulher ainda busca pela consolidação dos seus direitos, e o momento do parto e a subjetividade que ele carrega não pode ser composto por condutas desnecessárias que interferem no processo natural do nascimento. O
tema em questão é atual,
principalmente em nosso país que possui fragilidades e precariedades
na oferta dos serviços de saúde(6).
Através desta pesquisa de
campo tem-se o objetivo de
identificar se a assistência durante o trabalho de parto na Maternidade
Mãe Luzia ocorre de forma
humanizada, verificando de acordo com as respostas dadas pelos profissionais de enfermagem, se existe a garantia dos diretos das parturientes durante a assistência prestada e se essas mulheres estão
recebendo um atendimento
acolhedor nesse momento tão
17 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016 ao bebê o cuidado devido para
estimular o vínculo precoce.
METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem quantitativa de caráter descritivo, nesse tipo de pesquisa, não há interferência do pesquisador, isto é, ele descreve o
objeto de pesquisa; procura
descobrir a frequência com que um fenômeno ocorre, sua natureza, características, causas, relações e
conexões com outros fenômenos(7).
Primeiramente definiu-se o tema da pesquisa intitulada A Humanização da Assistência de Enfermagem Durante o Trabalho de Parto na Maternidade Mãe Luzia, em seguida o Núcleo de Educação Permanente do Hospital da Mulher Mãe Luzia autorizou a realização da mesma, permitindo a entrada das pesquisadoras no setor de interesse (sala de pré-parto) para a coleta de dados.
A coleta de dados ocorreu
através da aplicação de
questionário composto por onze questões fechadas, abordando o acolhimento e os direitos garantidos
às parturientes durante a
assistência no pré-parto na
Maternidade acima referida, sendo este um hospital público que visa prestar atendimento de qualidade
em ginecologia, obstetrícia e
neonatologia e também contribuir para o desenvolvimento
técnico-científico dos profissionais de
saúde, estando situado na Avenida Fáb., número 81, bairro centro, em Macapá/Amapá.
A aplicação do questionário ocorreu nos meses de outubro e novembro, no período diurno, com
duração de preenchimento do
questionário de aproximadamente 15 minutos, devido à rotina de trabalho intensa no setor de pré-parto.
A coleta dos dados ocorreu
no próprio setor, onde os
participantes da pesquisa
responderam manualmente as
perguntas.
Participaram da pesquisa 20 colaboradores, sendo 3 Enfermeiros e 17 Técnicos em Enfermagem que
responderam pessoalmente ao
questionário, estes prestam
assistência no setor de pré-parto. Foram exclusos da pesquisa os profissionais de outros setores
18 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016 da maternidade e outras categorias
profissionais.
Houve resistência de alguns
profissionais em participar da
pesquisa, somando 7 pessoas, sendo 3 Enfermeiros e 4 Técnicos de Enfermagem; outro fator que dificultou o desenvolvimento do estudo foi a infraestrutura limitada, o
que dificultava a permanência
prolongada no setor de pesquisa.
Por tratar-se de uma
pesquisa que envolve seres
humanos, o estudo obedeceu aos
preceitos éticos da Resolução
466/12, obtendo o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética
(CAAE): 47904315.0.0000.5021
como aprovado.
A pesquisa teve início com a autorização da instituição para o desenvolvimento da coleta de dados
e assinatura do Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos participantes após serem instruídos a respeito dos objetivos e relevância do estudo.
Os dados foram analisados sendo quantificados e agrupados de acordo com as respostas obtidas no questionário gerando a estatística através da utilização do Office Excel
sendo apresentados por categorias dispostos em tabelas e gráficos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Observou-se que dentre os
profissionais a maioria dos
participantes foram Técnicos de Enfermagem, devido à dificuldade em encontrar os Enfermeiros, já que a pesquisa não pôde ser realizada no período noturno e por ser menor quantidade relacionada ao número de Técnicos de Enfermagem.
Ao questionar-se sobre
práticas alternativas para o alívio da dor, as respostas positivas foram de
16(80%) participantes, o que
demonstra benefício para a
parturiente, pois pesquisas
comprovam que a utilização de técnicas não farmacológicas como massagens de conforto, banhos de
chuveiro, banheiras de
hidromassagem, utilização de
músicas e outras técnicas fazem com que a mulher sinta menos dor, pois além de estimularem outros pontos do corpo, essas técnicas tiram a atenção da dor que não será mais o foco central, possibilitando
que a mulher participe mais
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Tabela 1 - Avaliação da Humanização da Assistência de Enfermagem durante
o trabalho de parto na Maternidade Mãe Luzia. Macapá/Amapá/Brasil, 2015.
Fonte: Dados da pesquisa, 2015
O gráfico 1, a seguir também dispõe questionamentos da tabela citada, porém através do mesmo, fica evidente a comparação entre as respostas positivas e as negativas.
Gráfico 1 – Respostas da equipe
de Enfermagem.
Fonte: Dados da pesquisa, 2015.
Quanto à episiotomia como prática rotineira obteve-se 95% de respostas negativas, demostrando que essa prática já está sendo pouco utilizada pelos profissionais de saúde na sala de pré-parto, reforçando o que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS) que recomenda o uso limitado da episiotomia, pois não existem evidências confiáveis de que o uso liberal desta prática tenha efeito benéfico.
Estudos relatam que o corte cirúrgico no períneo traz um período de pós-parto com mais dor, e ainda há maior frequência de dispareunia nas mulheres que passaram por 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 SIM NÃO
Perguntas SIM NÃO SIM NÃO
1. São utilizadas práticas alternativas para o alívio da dor?
16 4 80% 20%
2. A episiotomia é uma técnica utilizada rotineiramente? 1 19 5% 95% 3. Ocorre relação de acolhimento com as parturientes? 20 - 100% - 4. São realizados exames necessários para um parto
seguro?
17 3 85% 15%
5. É realizada a verificação dos sinais vitais? 19 1 95% 5%
6. A parturiente tem garantia de um acompanhante? 19 1 95% 5%
7. A parturiente tem suas dúvidas esclarecidas? 19 1 95% 5%
8. A parturiente tem incentivo ao parto normal? 19 1 95% 5%
9. E administrado medicação para estimular o trabalho de parto?
17 3 85% 15%
10. A parturiente compartilha sobre as decisões na sua assistência?
9 11 45% 55%
20 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016 esse procedimento, portanto a
episiotomia deve ser realizada com restrições, pois rotineiramente não trazem benefícios para a mãe e
nem para o bebê(9-10).
A pesquisa investigou sobre a relação do acolhimento entre os
profissionais de saúde e as
parturientes obtendo 100% de
respostas positivas, o que aponta um avanço na assistência, pois o acolhimento é uma postura ética e humana que traz apenas benefícios para a mulher, e no trabalho de parto ela precisa ser acolhida, com suas expectativas e anseios, então é uma ação que precisa acontecer
naturalmente, independente do
lugar em que se esteja prestando a
assistência de enfermagem(11).
Outro ponto questionado é
sobre a garantia de um
acompanhante durante o trabalho de parto, tendo 95% de respostas positivas, sendo este um fator
importante para caracterizar a
assistência voltada às necessidades da parturiente, apesar da estrutura física da Maternidade Mãe Luzia em alguns momentos não assegurar esse direito, para a parturiente, ter
um acompanhante de sua
preferência durante o trabalho de
parto contribui para um parto mais seguro, e a diminuição do medo e ansiedade. Para consolidar esse
direito criou-se a Lei Federal
nº. 11.108/ 2005, que permite à mulher ter um acompanhante de sua escolha durante o trabalho de
parto, no parto e puerpério(6).
A pesquisa mostra que 95% das parturientes têm suas dúvidas esclarecidas pela equipe que lhes presta assistência, fazendo com que a enfermagem garanta um vínculo de confiança com a mesma.
A comunicação eficaz da equipe de saúde tanto com a parturiente quanto com sua família
passa segurança diante dos
procedimentos executados, explicar
o que está acontecendo e
esclarecer as dúvidas que
porventura preocupem a puérpera é uma conduta ética que deve fazer parte da rotina de trabalho da
equipe de enfermagem(8).
O estudo indica que 95% das parturientes têm incentivos ao parto normal, visto que a maioria dos profissionais diz que ocorre o estímulo, porém pesquisas recentes mostram que a própria Maternidade Mãe Luzia tem o índice de 40% de cesárias realizadas sem que haja
21 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016 complicações médicas ou doenças
pré-existentes que determine a indicação cirúrgica, contudo ainda estão abaixo do preconizado pela
OMS(12).
Constatou-se que 85% de respostas afirmativas, que ainda são administradas medicações para estimular o trabalho de parto, contradizendo o que preconiza o
Ministério da Saúde, onde a
fisiologia da mulher deve ser
respeitada, sendo plenamente
capaz de conduzir o parto, e as possíveis intervenções devem ser realizadas somente quando houver
real necessidade, para não
acarretarem maiores riscos para a
mulher e neonato(13).
Ao questionar se a
parturiente compartilha sobre as decisões tomadas a respeito da sua assistência, 55% das respostas foram negativas, ou seja, mais da metade dos entrevistados disseram que a parturiente não interfere ou
participa das intervenções na
assistência prestada.
O profissional de
enfermagem tem a possibilidade de proporcionar um parto agradável, na medida em que ele permite a participação da mulher no processo
de nascimento, porém quando ela não compartilha sobre as decisões a respeito da sua assistência sente-se receosa em manifestar suas
vontades e escolhas, apenas
aceitando a assistência prestada pelos profissionais, mesmo que isso
acarrete em uma experiência
negativa para a mesma(14).
Observa-se que das 11
questões arguidas, quase que a
totalidade apresenta respostas
positivas entre 80 e 100%, no entanto, nota-se que existem pontos de fragilidade como administração de medicações para estimular o trabalho de parto e não permitir as mulheres participarem das decisões durante a sua assistência.
Vale ressaltar que para
garantia da assistência humanizada
é necessário possuir também
estrutura física, insumos,
dimensionamento de pessoal
adequado, abrangendo o que
descreve a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 36, de 3 de Junho de 2008, no seu anexo I que
estabelece padrões para o
funcionamento dos Serviços de Atenção Obstétrica e Neonatal, que
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qualificação, humanização da
atenção e gestão.
Deve também, oferecer
ambiente físico social, profissional e de relações interpessoais, que devem estar relacionados a um projeto de saúde voltado para a atenção acolhedora, resolutiva e
humana(15).
A humanização remete
também ao suporte emocional e
atenção a saúde da mulher
trazendo segurança durante o
trabalho de parto(16).
A humanização na
assistência de enfermagem
perpassa por uma mudança nas
ações dos profissionais que
atendem as parturientes; esse
cuidado deve ser baseado na melhor evidência, e pautado no acolhimento desde a chegada da mulher, no parto e pós-parto, além de reconhecer a importância da família neste processo.
CONCLUSÃO
Os resultados da pesquisa revelaram que a assistência de enfermagem na Maternidade Mãe
Luzia possui características
importantes que garantem o
cuidado humanizado como o alívio da dor durante o trabalho de parto,
redução de episiotomia,
acolhimento entre profissionais e parturientes, incentivo ao parto normal.
No entanto, ainda existem alguns procedimentos que dificultam
a real implantação do parto
humanizado, como a administração
de ocitócitos e a falta de
participação da parturiente sobre as
decisões tomadas na sua
assistência.
Fica evidente que a única maternidade pública do Estado do Amapá necessita de melhorias, não apenas do ponto de vista do
cuidado humanizado às
parturientes, como também
infraestrutura adequada para que a enfermagem possa executar suas funções com qualidade, mas o caminho está sendo percorrido e os
avanços acontecendo,
principalmente no que diz respeito ao conhecimento de enfermagem no benefício que uma assistência acolhedora, segura, individualizada
e baseada em conhecimentos
científicos pode favorecer a mulher. Constatou-se também que a Lei Federal nº. 11.108/2005 é
23 Revista Eletrônica Estácio Saúde - Volume 5, Número 1, 2016 cumprida garantindo a presença de
um acompanhante a parturiente. É evidente a relevância deste estudo, pois servirá de base para que o cuidado humano e acolhedor seja uma característica do atendimento
prestado na Maternidade Mãe
Luzia, aumentando o número de pacientes que vivenciaram o parto de maneira benéfica.
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