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Introdução: Fernando Batista Galdino

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Academic year: 2021

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Reflexões sobre as dificuldades no ensino de geografia na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria José de Miranda Burity no município de Serra da Raiz - PB

Fernando Batista Galdino

Introdução:

Partindo do pondo de vista que o ensino nas escolas públicas não é de boa qualidade, e muitas vezes visto de forma preconceituosa por parte da sociedade, podemos dizer que como em algumas outras disciplinas a geografia é uma das ciências que se aprende decorando as narrativas dos professores. Analisando a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria José Miranda Burity, localizada na cidade de Serra da Raiz- PB- Constatou-se uma deficiência muito grande com relação ao ensino de geografia na mesma. Muitos casos acontecem pela falta de recursos oferecidos para os professores e pela atuação de alguns fora de sua área de formação onde eles encontram diversas barreiras para o êxito da aprendizagem. A respeito disso Paulo Freire dizia que ”Se o educador é o que sabe, se os educandos são os que nada sabem, cabe àquele dar, entregar, levar, transmitir o seu saber aos segundos. Saber que deixa de ser ‘experiência feito’ para ser de experiência narrada ou transmitida”. (FREIRE, 2005, p.68)

Assim quanto menos forem exercitados para serem críticos, menos os alunos conseguiram fazer algo para que haja mudança no mundo. Tendem cada vez mais acomodar-se e adaptar-se ao mundo e as realidades que lhe são passadas, como depósitos a receberem informações consideradas inquestionáveis.De acordo com Freire“Quando, (...) porum motivo qualquer, os homens se sentem proibidos de atuar quando se descobrem incapazes de usar suas faculdades, sofrem” (FREIRE, 2005,

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p.75). Podemos dizer então que muitos alunos de geografia se sentem inúteis por não poderem questionar e nem dar sua contribuição na matéria.

Na escola já citada existe uma dificuldade enorme de aprendizagem, em muitos casos, isso vem acontecer por conta dessa má realização do ensino que ao invés do aluno ser estimulado para o questionamento, a pesquisa, a busca por novos conhecimentos, prendem-se atudo que existe como verdade absoluta a respeito da geografia. Então afirmamos que:

“a educação (...) não pode fundar-se numa compreensão dos homens como seres vazios a quem o mundo “encha” de conteúdos, não pode basear-se numa consciência especializada, mecanicistamente compartimentada, mas nos homens como “corpos conscientes”. ( FREIRE, 2005, p. 77)

Considerando que a geografia é uma “ciência da sociedade e da natureza, que constitui um ramo do conhecimento necessário a formação inicial e continuada dos professores” (PONTUSCHKA, 2009, p.37)destacamos que é preciso um olhar mais denso para com os assuntos sociais e naturais, existentes no meio geográfico. Portanto sem nos prender as opiniões já obtidas, os alunos podem contribuir de forma presente no ensino da geografia.

Podemos desta forma abordar todos os defeitos e as dificuldades encontradas na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria José Miranda Burity. E assim procurar eventuais soluções que venha a ajudar tanto aos professores como aos alunos dessa mesma instituição. Analisaremos os recursos oferecidos pela escola para a aprendizagem de geografia e o papel do professor diante deles; pois

pensamos que seja

(...) interessante reconhecer que o estudo da geografia deve ser consequente para os alunos, suas experiências concretas deverão ter interligamento e coerência dentro do que é ensinado, pois o vivido

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pelo aluno é expresso no cotidiano, e a interligação deste com as demais instâncias é fundamental para a aprendizagem. (OLIVEIRA, 2006, p. 16)

Deve-se, pois, compreender o que acontece, quando existe uma má aplicação deste ensino, onde muitas vezes umdos principais motivos é a falta de formação dos professores.

Os professores de geografia e os métodos de ensino.

Nos dias atuais nos deparamos com uma realidade bastante preocupante, pois mesmo vivendo tempos de modernidade, ainda vemos muitos professores prenderem-se a um método de ensino que não estimula os alunos a pensar e fundamentar as suas opiniões. Dessa forma,

Muitas linguagens e tecnologias que atualmente estão disseminadas na sociedade pouco penetraram em sala de ala. O debate sobre seus limites e possibilidades precisa ser realizado com certa urgência, para que os professores possam utiliza-las criteriosa e criticamente na prática de sala de aula. (PONTURSCHKA,et al, 2009 p. 39)

Sabemos que nas escolas públicas, existe uma ausência muito grande de recursos que são necessários à aplicação de metodologias para melhor aprendizagem dos alunos, e assim os educadores são levados a passar conteúdos decorativos para seus educandos.Desta forma, observamos que em nosso foco de estudo neste trabalho foi visto que os professores não contam com ajuda tecnológica, por meio de materiais que facilitassem na aplicação dos conteúdos geográficos, mas o único instrumento de trabalho a ser oferecido seria o livro didático, caderno e quadro. E aí percebemos o grande desafio dos profissionais em

trabalhar(...) como: o que e de que maneira ensinar? Quer dizer, estando no cerne do ato educacional o fazer-pensar do professor e do aluno, o ensinar-aprender adquire uma importância fundamental ( KIMURA, 2008, p.81).

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Por meio de tantos questionamentos apontamos os principais meios de ensino utilizados na escola, pois assim podemos dizer que na maioria das vezes as práticas e as recomendações de tratamento didático pedagógico se fundamentam apenas em escritos no papel para encaminhar às autoridades de ensino. Lamenta-se que muitas vezes os

Professores de geografia ou as escolas onde eles ministram suas aulas elaboram seus programas de curso acompanhando uma daquelas propostas. (...) Isso porque a presença maciça de muitos livros didáticos, trazendo a aplicação direta das instruções ou “sugestões de atividade”, tem “padronizado”, e mesmo, aprisionado o trabalho docente, de modo a dificultar o desenvolvimento da autonomia intelectual do professor de geografia (KIMURA,2008, p. 87).

Sabe-se que muito precisa ser feito para termos um ensino de geografia melhorado, onde o professorvai ter a formação necessária e não vai ter somente o papel de repassar conteúdos, mas também de ouvir as opiniões, e de alguma forma também aprender, com seus alunos.

A função dos alunos na escola

Nossos jovens tendem cada vez mais perceber o quanto a nossa sociedade é contraditória, e de certa formadesrespeitadora para com as classes sociais mais inferiores, assim, podemos dizer que:

“Os jovens pobres das escolas públicas são, na maioria, integrantes de uma fração da sociedade que vive uma grande contradição. Trata-se de ser-lhes exigido, para quando chegarem à idade adulta, o preparo para a vida do trabalho, sendo a escolarização uma das vias identificadas para esse preparo. Entretanto, por outro lado, esses jovens estão imersos em uma sociedade do desemprego e do não-emprego, estando-lhes apontada a perspectiva de um mundo do trabalho, quando muito, cada vez mais predominantemente informal.” (ATUNES, 1995 apud KIMURA, 2008, P.35)

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Entende-se que principalmente nas escolas públicas pode serencontrado essa contradição, onde tem uma sociedade que forma as pessoas, mas faz isso por algo e para algo, ou seja, para o trabalho. Ainda encontramos muitas pessoas que criam poucas perspectivas futura para suas vidas, porque percebem que estão sendo apenas “objetos de uso” onde o maior interesse em oferecer a educação para os pobres é somente para que a sociedade tenha um bom desenvolvimento socioeconômico.

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Maria José Miranda Burity, encontramos um número muito grande de jovens que se sentem desestimulados, aos estudos por não enxergarem em seus horizontes bons trabalhos, muitos até desistem dos estudos por não encontrarem soluções desejadas para a realização de seus sonhos. Isso vem nos provar que a mesma sociedade que forma e estimula para o estudo, e consequentemente para o trabalho, é a mesma que não oferececondições dignas do mesmo. Portanto os alunos precisam ser conduzidos a terem suas opiniões próprias e assim se posicionarem em meio a tantas realidades que presenciamos.

O papel do professor

Os professores tem o dever de encontrar novos métodos para que seja introduzido nos seus alunos, o gosto pela disciplina para que assim consigam entender o quanto a geografia é importante tanto para nossa sociedade como para o nosso bem estar natural. Percebemos que em muitos casos os educadores não conseguem entusiasmar os alunos ao gosto por essa ciência; porque muitos alimentam um pensamento interesseiro, e não querem saber se aprenderãoou se crescerão profissionalmente. Portanto o bom professor é aquele que leva o aluno a perceber

A geografia, como disciplina escolar, que oferece sua contribuição para que alunos enriqueçam suas representações sociais e seu conhecimento sobre as múltiplas dimensões da realidade social, natural e histórica, entendendo melhor o mundo em seu processo

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ininterrupto da transformação, o momento atual da chamada mundialização da economia. (PONTURSCHKA, et al, 2009 p. 38)

Afirmamos então que os professores devem formar seus alunos a perceberem o quanto o mundo precisa de pessoas preparadas para o mundo do mercado. Nem sempre os educadores formam seus educandos àestarem prontos para chegarem numa universidade, e quando conseguem chegar se deparam com uma realidade totalmente diferente do que até então eram acostumados a ver, pois não foi trabalhado o seu lado crítico do pensamento, e dessa forma não conseguem muitas vezes desenvolver o conhecimento a cerca da geografia. Bem sabemos que:

Além de dominar conteúdos, é importante que o professor desenvolva a capacidade de utiliza-los como instrumentos para desvendar e compreender a realidade do mundo, dando sentido e significado à aprendizagem, À medida que os conteúdos deixam de ser fins em si mesmos e passam a ser meios para interação com a realidade, fornecem ao aluno os instrumentos para que possa construir uma visão articulada, organizada e crítica do mundo. (PONTURSCHKA, et al, 2009 p. 97)

É de fundamental importância os professores terem como referencial a aprendizagem envolvendo a compreensão. Pois quando compreendemos algo, podemos perceber e provar que ele é verdadeiro, ou seja, não é só decorando ou ouvindo as palavras dos educadores que os alunos irão aprender, porque a linguagem do aluno e das pessoas em geral é impregnada de significados. De acordo com Cavalcante (2002)“A escola é um espaço de encontro e confronto, de saberes produzidos e construídos ao longo da história pela humanidade.”Portanto os professores precisam ouvir os alunos, pois assim, poderão conhecer as representações construídas pelo mundo, e podem questioná-los em busca de soluções ajudando a se elevar em conhecimentos e superar o senso comum.

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E assim, compreendemos o quanto é complexo o ensino e o aprendizado de geografia, de forma que os alunos tem necessidade de um ensino que os incentive a crítica e a reflexão a cerca do mundo. Portanto o professor de geografia tem como papel fundamental, introduzir e despertar na sua sala de aula o interesse do alunado sempre pelo novo e pelas descobertas.

Como a geografia é vista pelos alunos

Na escola em que fizemos este estudo; percebemos que a maioria dos alunos não gostam de geografia, pois a veem como uma disciplina chatae enfadonha, na maioria das vezes eles fazem diversas atividades na sala de aula ou em casa, mas, afirmam que nada é aprendido e sim decorado, dessa forma alguns deles não conseguem assistir aula porque se torna uma rotina. Assim, “todo mundo acredita que a geografia não passa de uma disciplina escolar e universitária, cuja função seria de fornecer elementos de uma descrição do mundo, numa certa concepção ‘desinteressada’da cultura dita geral”(Lacoste 1988, p.21).

Pensamos que o que vem a trazer esse desinteresse por parte dos alunos seja uma questão cultural, onde desde muito tempo foi impregnado no pensamento de todos, que o ensino da geografia era algo chato e que não teria nenhuma importância para o nosso dia-a-dia. De acordo com Lacoste a geografia é

“uma disciplina maçante, mas antes de tudo simplória, pois, como qualquer um sabe, ‘em geografia nada há de entender, mas é preciso ter memória’. (...) mesmo sendo uma disciplina bastante simples e fácil de entender, mas para muitos se torna estressante e muito difícil de compreende-la.(LACOSTE 1988, p.21)

Os métodos usados pelos professores das escolas públicas deixam os alunos com uma má impressão da geografia, pois começam a falar e ditar conteúdos de livros, despejam muitos conteúdos na sala, e falam como se estivessem falando para

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vários computadores, que gravariam tudo queescutassem. Isso vem a desestimular e os alunos que começam a criar barreiras para o aprendizado dessa matéria. Boa parte do alunado sentenecessidade de um ensino mais criativo e participativo, onde eles também consigam interagir nas aulas para que não fiquem tão repetitivas somente as falas do professor.

Dificuldades do educador de geografia

Foi possível observar que os professores dessa instituição, também apresentam seu pontos negativos a respeito do ensino de geografia,suas dificuldades e preconceitos que tendem a enfrentar.

E assim percebemos que os educadores são vistos de forma preconceituosa e são muitas vezes taxadoscomo pessoas que não tem nenhuma preparação para estarem atuando nessa profissão, portanto “A pratica profissional dos professores expressa-se, muitas vezes, de forma ordenada e racionalizada pelas instâncias técnicas e administrativas dos sistemas de ensino, situação em que o professor dispõe de pouca autonomia diante das decisões sobre o que ensinar e como avaliar o que ensina e o que se aprende.”(PONTURSCHKA, et al, 2009 p. 89). É importante ainda que o professor fique atento às características da realidade local, para assim mobilizar o saber geográfico na qual todos os alunos são portadores.

Uma das dificuldades mais presentes aqui, éo fato de não terem boas condições estruturais oferecidas pela instituição, onde a divisão das turmas e das matérias não são feitas pela formação , e sim por quem faz a direção da escola , por isso que encontramos uma grande deficiência no ensino de geografia, onde os que foram um dia capacitados para trabalhar como educador nessa área, ficam impossibilitados em poder exercer o seu curso e sua profissão. Nessa mesma escola estadual encontramos pessoas que não fizeram curso superior atuando na profissão, enquanto outros têm o curso superior na área e não podem executá-lo, pois são colocados a aplicar outrasdisciplinas. Muitas vezes os profissionais percebem a necessidade que seus alunos

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têm em compreender e dominar os conteúdos, e por vezes não conseguir; daí Sabe-se que:

A falta de domínio de conceitos, sobretudo em geografia, envolvendo conhecimentos tanto na natureza quanto na sociedade, levam os professores, muitas vezes com certo desespero, a tentar abarcar uma gama enorme de conteúdos na tentativa de suprir essa deficiência. Tal prática com frequência se revela frustrante justamente porque não só é impossível dar conta de todo o conteúdo, mas, em muitos casos, ele é abordado de forma desligada da realidade.(PONTURSCHKA, et al, 2009 p. 98)

Assim dizemos que um dos grandes desafios dos professores de geografia diz respeito à necessidade prática em articular os conteúdos para os alunos. Portanto é preciso a motivação do aluno para a elaboração de projeto próprio de ensino e aprendizagem em geografia que envolva propostas que demonstre o domínio teórico metodológico.Diante de tais dificuldades, Kaercher (2006) vem ressaltar em relação aos educadores que (...) “Devemos não apenas nos renovar, mas ir além, romper a visão cristalizada e monótona da Geografia como a ciência que descreve a natureza e/ou dá informações gerais sobre uma série de assuntos e lugares”.Por isso éindispensável assinalar a importância de tomar como referencia as práticas didático-pedagógicas e a realidade social da escola para os projetos de ensino e aprendizagem em geografia, buscando alternativas para uma ação eficaz.

Caracterização e estrutura da escola

Dos recursos físicos da escola:

1- Auditório; 1-Laboratório de informática (fechado);1-Quadra de esportes; 1-Banheiro feminino; Banheiro masculino, Despensa; Cantina; Mini biblioteca; 1-Secretaria;6- Salas de aula.

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Dos recursos humanos:

-20. Professores e 15. Funcionários.

Vinte professores, e desses, três lecionam geografia, sendo que somente um tem o ensino superior na área.

Considerações finais

Compreender o ensino de geografia nas escolas públicas torna-se um trabalhobem complexo, onde podemos analisar vários fatores que ocasionam o não interesse por parte dos alunos nessa disciplina.Percebemos que algumas vezeso espaço vivido do aluno é recuperado e o ensino dageografia se aproxima da realidade dos alunos. Novos conteúdos são inseridos no currículo: preservação ambiental, comunicação, consumo consciente, cidadania etc. A geografia ensinada adota uma visão de sociedade como que resultante da união de indivíduos. Porém nem sempre conseguimos o êxito no ensino dessa matéria, pois ainda temos muitas barreiras a serem vencidas onde muitos precisam compreender que a geografia não se limita em conteúdos decorativos e sim é uma ciência complexa que envolve a vida da sociedade e o convívio com a natureza e o meio onde vivemos.

É preciso deixar clara a importância do conteúdo geográfico para o entendimento da sociedade e na própria formação do aluno evitando, com isso, que domine a visão da suposta inutilidade do ensino da Geografia. Neste texto buscou-se informar e destacar os presentes motivos pelos quais a maioria dos alunos de geografia a tratam como uma matéria chata e enfadonha, mas também mostrar as principais dificuldades encontradas pelos professores para melhor ensinar, percebemos então que nem sempre os problemas se encontram no método de ensino usado pelos professores, mas muito caso de desinteresse da sociedade, para com o ensino desta disciplina ocasiona o desestimulo dos alunos na mesma.

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Sabemos que a geografia é o meio mais eficaz que a sociedade possui para enfrentar os caminhos tortos do futuro e, de fato, ela moldará o mundo de amanhã. Portanto deve ser parte vital de todos os esforços que se façam para imaginar e criar novas relações entre as pessoas e promover um maior respeito pelas necessidades do Meio Ambiente. Logo, percebemos que a educação ambiental, para se consolidar, precisa de ações práticas e teóricas que comprovem a viabilidade de sua proposta em todos os níveis pedagógicos, como um processo crítico de formação que faça com que as futuras gerações tenham capacidade de exercer sua cidadania.

O grande desafio então é fazer com que os alunos sejam instruídos a pensar, pois pensar é mais do que explicar e para isso as escolas e as instituições precisam formar pessoas que sejam capazes de desenvolver elementos conceituais, que lhe permitam mais do que saber coisas, mais do que receber informações, colocar-se ante a realidade, por isso que além de dominar os conteúdos, é de suma importância que o educador e seus alunos compreenderem a realidade do mundo dando sentido e significado a aprendizagem. E assim mais importante do que as aulas e a transmissão de conteúdos, na busca de entender a matéria, é abrir espaço para que o aluno trabalhe a fim de exercitar a capacidade de dar conta de temas com aprofundamento intensivo, os quais lhe permitam desenvolver a capacidade de elaboração própria.

Referencias Bibliográficas

CAVALCANTI, L.S Geografia escolar e procedimentos de ensino numa perspectiva socioconstrutivista. In: Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. p.71-100.

FRANÇA, Maria Cecília;A geografia: isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, Campias.SP. Papirus, 1988 apud. LACOSTE, Yves. La géographie, çasert, d´abord, à fraire La guerre.Découverte, París,1985.

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KIMURA, Shoko. Geografia no ensino básico: Questões e propostas. São Paulo: Contexto, 2008.

KAERCHER, N.A. O gato comeu a Geografia critica? Alguns obstáculos a superar no ensino-aprendizagem de Geografia. In: Geografia em perspectiva: Ensino e pesquisa. 3ed. São Paulo: Contexto, 2006. p.221-231.

OLIVEIRA, M.M. A Geografia escolar: Reflexões sobre o processo didático-pedagógico do ensino. Revista discente expressões geográficas. Florianópolis-SC, nº 2 Junho/Julho, 2006. p.10-24.

PONTURSCHKA, NídaNacib. et al. Para ensinar e aprender

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