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São Paulo cidade criativa segundo a percepção de turistas

São Paulo creative city in the perception of tourists

Beatriz Morando Moreira Dias [email protected]

Orientador: Glauber Eduardo de Oliveira Santos

RESUMO: Este presente artigo tem como objetivo analisar o marketing desenvolvido

pela São Paulo Turismo, sobre a campanha São Paulo Cidade Criativa por meio da percepção dos turistas. Portanto, será apresentada a avaliação dos pesquisados sobre o assunto São Paulo como cidade criativa, além de identificar áreas criativas, o equipamento turístico representante da criatividade paulistana, a cidade mais criativa já visitada pelos turistas, bem como verificar conhecimentos prévios dos turistas entrevistados acerca dos conceitos cidade criativa e economia criativa.

Palavras-chave: economia criativa; cidade criativa; São Paulo; Spturis; turismo

ABSTRACT: This present article has the objective to analyze the marketing that has

been developed by the São Paulo Turismo, about the campaign São Paulo Creative City through the perception of tourists. Therefore, the evaluation will be presented the assessment of respondents about the subject São Paulo as creative city, and identify creative areas, the touristic equipment representative of paulistana creativity, the most creative city already visited by tourists, as how to verify the previous knowledge of the tourists interviewed about the creative city concepts and creative economy.

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1. Introdução

No final da década de 1990, com a globalização e o fim da era industrial, surgiu uma série de novos processos econômicos baseados no uso da cultura, tecnologia, inovação e criatividade. Segundo a proposta de alguns teóricos, esse conjunto de atividades constitui a “economia criativa”, a qual pode ser definida como a “compreensão de setores e processos que têm como insumo a criatividade, em especial a cultura, para gerar localmente e distribuir globalmente bens e serviços com valor simbólico e econômico” (SANTOS-DUISENBERG, 2008 p.62).

Howkins, (2001, p.8) autor que deu origem ao termo “economia criativa” e um dos principais defensores do assunto destaca: “a criatividade e a economia não são novas e o que há de novo é a natureza e a extensão da relação entre elas, e como elas se combinam para criar extraordinário valor e riqueza”.

A economia criativa pode contribuir significativamente para o desenvolvimento da sociedade, minimizando os problemas de infraestrutura, sociais, culturais e econômicos nas cidades, além da criação de empregos com as Indústrias Criativas (GRYNSPAN, 2010 apud UNIC RIO DE JANEIRO).

As atividades econômicas incluídas no conceito de criatividade, chamadas Indústrias criativas, englobam diversos setores como: design, moda, arquitetura, artes, produção cultural, cinema, turismo, mídia, entre outros (SOUZA-SANTOS; COSTA, 2011).

São Paulo é uma cidade conhecida internacionalmente pela sua diversidade, inovação e miscigenação, ambiente propício ao desenvolvimento da economia criativa. De acordo com dados da Spturis, 15,47% da atividade criativa do Brasil concentra-se no município paulistano (SPTURIS, 2010). Além disso, essa atividade movimenta no município cerca de R$ 40 bilhões por ano e representa quase 10% do PIB da capital paulista (BRANCATELLI, 2011).

Ao reconhecer a importância da economia criativa para a cidade de São Paulo, a Spturis decidiu fomentar o crescimento dessa área. Assim, a entidade vem realizando investimentos na campanha São Paulo – Cidade Criativa, com o intuito de desenvolver a criatividade existente na capital paulista, além de utilizá-la como instrumento de atração a turistas e crescimento do turismo.

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Para avaliar a coerência entre a campanha e a opinião dos turistas sobre a cidade, serão aplicados questionários, de metodologia quantitativa e com perguntas abertas e fechadas nas Centrais de Informação Turística. Com base nos dados obtidos por meio das pesquisas e análise do tema, será possível verificar se a cidade de São Paulo é considerada, segundo a opinião dos turistas, criativa.

2. Economia Criativa

2.1 Conceitos

O termo “Economia Criativa” foi definido de diferentes formas por vários autores. A Unctad ((Unctad Nations Conference on Trade and Development) afirma, em seu relatório sobre o tema elaborado em 2010, que a Economia Criativa está em desenvolvimento (2010, p.40). A entidade destaca, também, que essa nova área da economia possui como fundamentos os recursos criativos, que são considerados a partir da interação dos setores econômicos, culturais e sociais com a tecnologia, intelectualidade e objetivos do turismo, além de promover crescimento econômico, renda, inclusão social, diversidade cultural, social e criar novos empregos.

Nesse sentido, também ao relacionar o termo “Economia Criativa” à sociedade, Reis (2008, p.15) menciona que é “uma oportunidade de resgatar o cidadão (inserindo-o socialmente) e o consumidor (incluindo-o economicamente), através de um ativo que emana de sua própria formação, cultura e raízes”.

Com uma visão mais abrangente e ligada à economia do que o conceito definido por Reis, Hartley (apud REIS, 2008, p.25) destaca que o objeto estudado “abrange, além das indústrias criativas, o impacto de seus bens e serviços em outros setores e processos da economia e as conexões que se estabelecem entre eles”.

Em uma visão mais empreendedora e também correlacionando a Economia Criativa, aos bens e serviços o SEBRAE (2012) estabelece que “é um termo criado para nomear modelos de negócio ou gestão que originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos visando à geração de trabalho e renda”.

Por fim, igualmente ao SEBRAE, Caiado (2011, p.15) também se refere à intelectualidade e acrescenta: “é o ciclo que engloba a criação, produção e

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distribuição de produtos e serviços que usam a criatividade, o ativo intelectual e o conhecimento como principais recursos produtivos”.

A maioria dos termos liga a Economia Criativa ao crescimento econômico e cultura. Entretanto, Reis e a Unctad relacionam o termo estudado com a inserção social dos cidadãos, através da cultura. A Unctad ainda considera a tecnologia, intelectualidade e o turismo, na definição do conceito. Por outro lado, existem conceitos mais específicos como o do SEBRAE, Hartley e Caiado que, além de mencionar a intelectualidade assim como Unctad, acrescentam ideias mais específicas voltadas para a área dos negócios, destacando os bens, serviços e outros setores.

2.2 Breve Histórico

De acordo com Newbigin (2010, p.19), o conceito de Economia Criativa tornou-se amplamente difundido a partir do relatório Creative Nation publicado na Austrália em 1994. Entretanto, a partir de 1997, o Reino Unido foi o país que mais desenvolveu a concepção criativa. Nesse contexto, Santos-Duisenberg (2008, p.60) destaca a criação da Força-Tarefa Ministerial das Indústrias Criativas neste mesmo ano, pelo Primeiro-Ministro da época, Tony Blair. Desta forma, o governo britânico “passou a apostar em setores relacionados à criatividade e à inovação, de maneira a fortalecer a sua economia e torná-la capaz de enfrentar a acirrada competitividade do mercado global”. (CAIADO, 2011, p.15).

As áreas relacionadas à criatividade, intituladas “Indústrias Criativas”, seguiram ganhando destaque. Assim, no ano de 2001 o autor inglês John Hownkins publicou o livro The Creative Economy, relacionando a criatividade como atividade econômica.

No Brasil o assunto foi abordado pela primeira vez em 2004, de acordo com Reis (2008, p.127-128), em encontro da Unctad realizado em São Paulo, onde o ex Ministro da Cultura Gilberto Gil apoiou a diversidade do país como ferramenta criativa. Nesse contexto, nos anos seguintes, foram realizados dois importantes Fóruns: Internacional de Indústria Criativa em Salvador e Cultural Mundial no Rio de Janeiro, paralelamente a isso, os governos estaduais de São Paulo e Espírito Santo iniciaram projetos para o desenvolvimento do conceito Economia Criativa nesses estados.

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2.3 Economia Criativa no Mundo – Casos de Sucesso

O Département Suisse de la Coopération (2003, p.10), ao considerar as Indústrias Culturais no mercado global, estimam que 55% da Indústrias são companhias norte-americanas, enquanto as corporações Européias estão em segundo lugar com 25% das indústrias culturais globais. Já o continente Asiático tem posse de 15% das empresas, e as corporações latino-americanas correspondem a apenas 5%. As Indústrias Criativas africanas são tão poucas que não é possível considerá-las nessa estatística.

Os Estados Unidos estão na dianteira do mercado criativo. Florida (2006) indica que de 2006 a 2016, o governo norte-americano pretende criar mais de 10 milhões de empregos nesse setor. Florida ainda afirma que até 2006 mais de 40 milhões de trabalhadores americanos atuavam em algum setor criativo, representado mais de US$ 2 trilhões de dólares, ou seja, metade dos salários do país. O comitê de Artes e Humanidades da Presidência Americana evidencia que o patrimônio-cultural é o segmento de maior crescimento na indústria do turismo, devido ao investimento e desenvolvimento da Economia Criativa na nação estadunidense.

Em relação ao 2º continente mais criativo, a Europa, Reis descreve que “no período 1999-2003 o setor apresentou crescimento 12,3% superior ao do total da economia, [...] um centro criativo é fundamental para a competitividade da região, em suas dimensões política, econômica e social” (REIS, 2002, p.63). O Reino Unido, um dos principais percussores do assunto, é também considerado um caso de sucesso nessa área. Reis destaca a utilização das Indústrias Criativas para auxiliar nas transformações econômicas, fomento do governo britânico como prioridade e divulgação da participação do setor no PIB do país (REIS, 2002, p. 63). O governo ainda utilizou o slogan “Creative Britain” como forma de atrair o turismo (Reis, 2008, p.20).

Outro destaque é a China, de acordo com Chengyu (2008, p.223-224, 232), o país vem ampliando planos para o desenvolvimento de áreas criativas e culturais no país. Em 2006, as indústrias culturais já correspondiam a 2,45% do PIB e representava US$ 65,9 bilhões. Apesar dos valores descritos, a China ainda possui

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2.4 Economia Criativa no Brasil

Como resultado do sucesso da Economia Criativa no mundo, os governantes federais brasileiros estão estruturando uma Secretaria específica para tratar de assuntos relacionados à Economia Criativa, além da criação do Observatório Nacional da Economia Criativa responsável pelo mapeamento e desenvolvimento de pesquisas sobre a criatividade no país (MINISTÉRIO DA CULTURA, 2011).

De acordo com o Ministério da Cultura, em 2010 as Indústrias Criativas correspondiam a 18,2% do PIB do Brasil e contribuíam com a criação de 11 milhões de vagas formais de emprego (FIRJAN, 2011). O Rais-MTE (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego) acrescenta que, em relação à distribuição das Unidades Locais pertencentes à Economia Criativa no Brasil, o Estado de São Paulo obtém os maiores números, com 20.396 Unidades Locais Criativa. Outros estados que também estão bem posicionados são Minas Gerais e Rio de Janeiro, em média com 7.000 Unidades Locais Criativas para cada. Em contrapartida, Roraima, Acre e Amapá são os estados com menores índices. Entre 2006 e 2009, as Unidades Locais de Economia Criativa cresceram 8,14%, com base nos últimos estudos realizados em 2009, as Unidades Locais Criativas ocupam a 14ª posição no ranking, com número de 63.633 locais, representando 1,97% do total (BRASIL apud Caiado, 2011, p.35-36).

Ainda nesse contexto, a Unctad (2010, p.39) afirma que uma atividade criativa representante da Economia Criativa no Brasil é o Carnaval da cidade do Rio de Janeiro. A entidade destaca, ainda, as estratégias que estão sendo articuladas para aumentar o crescimento da Economia Criativa nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Apesar de o Brasil ter sido considerado a 6ª maior economia do mundo no ano de 2011, Florida (2011) menciona que no ranking global de assuntos criativos, o Brasil aparece somente da 46ª posição. Entretanto, Reis evidencia o potencial do desenvolvimento brasileiro na Economia Criativa, destacando o “impacto das novas tecnologias de comunicação e a valorização econômica da intangibilidade cultural”.

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3. São Paulo - Cidade Criativa

Há diferentes versões acerca do conceito “cidade criativa”. Para Reis (2011, p.32-33), por exemplo, uma cidade criativa tem grande influência da novidade, no debate, raciocínio aberto e busca por respostas. A autora ainda afirma que uma cidade criativa possui como base três pilares: inovações, conexões e cultura.

Já Charles (2008, p.21-22) acredita que o desenvolvimento de uma cidade criativa depende em grande parte da utilização da cultura, presença da criação, legitimação nas artes, inovação e estes aspectos podem agir positivamente na qualidade urbana. Por fim, Bradford (2004, p. 3) define cidades criativas como:

[...] locais dinâmicos de experimentação e inovação, onde as novas ideias florescem e as pessoas de todas as esferas da vida se reúnem para fazer das suas comunidades lugares melhores para se viver, trabalhar e jogar. Envolvem-se diferentes tipos de conhecimento e incentivam a participação pública generalizada ao lidar criativamente com questões complexas. [...] As cidades criativas contribuem significativamente para o cumprimento das metas de política local e nacional: inovação econômica, inclusão social, participação democrática, e sustentabilidade ambiental.

A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SP) apresentou neste ano um ranking acerca da criatividade e seus pilares nos principais estados e municípios brasileiros. Neste ranking, a cidade de São Paulo obteve o primeiro lugar no índice geral (que é formado pela soma dos índices: social, criativo e econômico) e social (2012). Já ao considerar o quesito criatividade, ocupou a nona posição e, por fim, alcançou a sexta classificação em relação à economia.

A cidade de São Paulo possui particularidades exaltantes nos quesitos economia, cultura e inovação, igual às grandes cidades do mundo. Por outro lado, é notável a exclusão das periferias na localidade, ou seja, há concentração de cultura e arte nas áreas centrais, enquanto nas periferias existe forte carência (ACHCAR, 2011).

Em contrapartida, a Unctad (2010, p.55) cita as estratégias que a cidade de São Paulo vem desenvolvendo e têm como objetivo melhorar o desenvolvimento das Indústrias Criativas, causando um impacto positivo em todo o Brasil. Assim, Bressane (2012, p.66) complementa que o município paulistano “caminha a passos largos em direção ao futuro, investindo em recursos sem precedentes na inovação, seja em áreas da Economia Criativa e do entretenimento [...]”.

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A Hub Culture (2012), em seu 6º ranking internacional anual, elegeu pela terceira vez consecutiva a cidade de São Paulo como cidade momento, destacando a popularidade e cultura paulistana que contribuíram para esse resultado.

3.1 Atrações Criativas

Como forma de divulgar a nova marca São Paulo Cidade Criativa, a Spturis criou, em Julho de 2012, com o apoio da prefeitura da cidade, o roteiro Cidade Criativa. Com instrumentos inovadores como o Áudio guia e Áudio-descritivo (especial para deficientes visuais), também estão sendo distribuídos Mini guias bilíngue impresso nas Centrais de Informação Turística.

Os Mini guias apresentam atrativos, zonas e eventos considerados criativos para turistas e locais. Dentre os atrativos mencionados, foram destacados os seguintes equipamentos: Avenida Paulista, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Museu do Futebol, Teatro Municipal, Vila Madalena, Centro Cultural São Paulo e Parque do Ibirapuera. Além dos atrativos citados, também se pode mencionar os eventos: Virada Esportiva, Parada LGBT, Mostra de Cinema Internacional, Virada Cultural e São Paulo Fashion Week (SPTURIS, 2012).

Caiado (2011, p.115) também destaca os dois últimos eventos supracitados pela Spturis a São Paulo Fashion Week e Virada Cultural, além de acrescentar o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso como as três principais atrações criativas do município paulistano, com focos diferentes: moda, entretenimento e público jovem essas atividades criativas beneficiam a Economia Criativa da cidade, através do desenvolvimento social, econômico, cultural.

Costa et al. (2009, p.2730-2732) destaca as redes do CEU e SESC, o movimento Nossa Senhora de São Paulo, a cidade Itaú, Vila Madalena e a São Paulo Fashion Week que também é mencionada por Reis (2008, p.134). Nesse contexto Pasqquoto et al. (2007, p.3) ainda apresenta as Vilas: Mariana, Leopoldina e Madalena, esta última já supracitada.

3.2 Investimento da SPTURIS

A Spturis (São Paulo Turismo), órgão responsável pelo desenvolvimento e promoção turística e de eventos da cidade de São Paulo, iniciou em 2011 investimentos (materiais impressos, vídeos promocionais, anúncios na mídia, e um

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roteiro temático), para desenvolver a economia criativa na cidade. Essa iniciativa tem como objetivo divulgar atrativos turísticos da cidade, além de fomentar a cultura e o turismo. (NATAL et al., 2011, 2012).

Reis ressalta que:

Além de reconhecer e levantar dados sobre os impactos econômico e social de diferentes atividades, equipamentos e eventos culturais e criativos, a Spturis tornou se pilar de sustentação de muitas das iniciativas criativas mais inovadoras da cidade (2010, p.21).

A SPturis, por meio da recente campanha SP cidade criativa, destaca os equipamentos turísticos e eventos da cidade nos mais diversos setores. Para tal utiliza-se de diferentes formas: vídeos, novos roteiro e projetos como o SP Móbile e a São Paulo Best Week (SPTURIS et al., 2012).

3.3 Atividades Econômicas

O Rais-MTE revela que cidade de São Paulo possui um total de 8.432 Unidades Locais Criativas, representando 3,28% do total de Unidades Locais, enquanto no estado de São Paulo existe aproximadamente 20.400 Unidades Locais Criativas. Sendo considerado o estado que mais obtém locais ligados à atividade criativa no Brasil (CAIADO, 2011, p.27-45).

Ao considerar os bairros do município de São Paulo, os distritos que possuem maior concentração de Unidades Locais de Economia Criativa, são: Itaim Bibi (6,6%), Pinheiros (4,6%), Perdizes (4,1%), Vila Mariana (3,7%) e Jardim Paulista (3,1%). É possível identificar maior concentração do setor criativo em áreas centrais e nobres da cidade, e em quantidade reduzida nos distritos mais periféricos.

Em relação aos empregos relacionados ao setor criativo na Cidade de São Paulo, a Raiz-MTE estima que no ano de 2009, cerca de 300.000 trabalhadores exerciam ocupações criativas, dentre elas o setor da Informática, representado praticamente metade do total, em seguida Áudio Visual e Publicidade e Propaganda, aproximadamente 11% cada. Já o setor com menor participação é o de Patrimônio, com serviços de preservação e restauração de bens: museus, arquivos, bibliotecas e áreas verdes.

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4. Análise sobre São Paulo – Cidade Criativa

4.1 Metodologia

A fim de compreender a percepção dos turistas acerca da natureza criativa de São Paulo, foram aplicados 97 questionários (vide apêndice A – Questionário de Pesquisa) de metodologia quantitativa, compostos por questões abertas e fechadas, aos turistas que visitam a cidade. Os questionários foram divididos em duas partes: a primeira, contendo dados gerais sobre o perfil do turista, e a segunda, mais específica, composta por oito perguntas acerca da criatividade paulistana e tópicos relacionados.

A aplicação dos questionários foi feita entre 25 de maio a 15 de junho de 2012, nas Centrais de Informações Turísticas da São Paulo Turismo localizadas na Avenida Paulista, Mercado Municipal, Terminal Rodoviário Tietê, República, Galeria Olido, Aeroporto Internacional Franco Montoro. Nesse último local, foram aplicados, ainda, questionários nas duas Centrais de Informações Turísticas da prefeitura de Guarulhos.

Os turistas entrevistados foram selecionados por conveniência, buscando manter critérios de aleatoriedade. Foram utilizados dois filtros: os indivíduos selecionados deveriam ser maiores de dezoito anos e não poderiam estar chegando ao Aeroporto Internacional Franco Montoro e visitando São Paulo pela primeira vez. A ideia deste último filtro é que os turistas que acabam de chegar a São Paulo pela primeira vez não possuem conhecimentos suficientes sobre a cidade para responder a pesquisa.

4.2 Perfil do entrevistado

Em relação aos turistas que foram entrevistados, é possível verificar que grande parcela é representada por homens: 68% contra 32% de mulheres. A grande quantidade de entrevistados do sexo masculino pode estar associada ao segmento turismo de negócio, ou seja, aqueles que possuem como principal motivo da viagem negócios ou eventos 25% de indivíduos do sexo masculino e apenas 2% feminino.

Porém, mesmo que a cidade de São Paulo seja conhecida como a capital dos negócios, o segmento de lazer prevaleceu entre a maioria dos pesquisados com

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54%. Além disso, ainda ao considerar a razão de viajar a cidade de São Paulo, o segmento visita a parentes e amigos aparece com 14%, e outros como estudos ou serviço militar tem 5%.

Ao considerar a origem dos entrevistados, constata-se um equilíbrio entre turistas nacionais (44%) e estrangeiros (56%). Dentre os não-residentes no Brasil, destacam-se os Sul Americanos (34%), seguidos pelos Europeus (12%), Norte Americanos (7%), e em menor quantidade os Asiáticos e Oceânicos (3%).

Nota-se que, em relação à procedência dos brasileiros da amostra que visitaram a cidade de São Paulo, os turistas do interior do estado de São Paulo são maioria representando 16% em relação ao total dos pesquisados, seguidos pelo estado do Rio de Janeiro (7%) e os turistas dos demais estados totalizaram 21%.

Verificou-se que, em relação à faixa etária desta amostra, há predominância de turistas na faixa de 18 a 39 anos. O intervalo de 30 a 39 anos representa 31% do total de entrevistados, seguido de viajantes de 25 a 29 anos com 25%, sendo que os jovens de 18 a 24 anos representam 17%, e os maiores de 40 anos, apenas 8%.

Outro dado levantado foi a ocupação dos turistas entrevistados, onde se constatou que a maioria são trabalhadores assalariados (62%), seguido pelos empresários (13%), autônomos (11%) e em menor parcela estudantes (6%), profissionais liberais (6%) e outros.

Ao analisar a média de pernoites dos turistas no município de São Paulo, obtém-se o valor 5,5. Dentre os entrevistados, 52% estavam visitando a cidade pela primeira vez, 42% a visitam mensalmente ou anualmente e 6%, em outros períodos.

Por último, ao considerar os principais meios de hospedagem, nota-se que a utilização dos hotéis prevaleceu entre as demais modalidades representando 69%; logo após, aparece a utilização de casa de parentes e amigos com 20%, outros meios de hospedagem como hostel, casa alugada, casa própria e pensão ,juntos, totalizaram 11%.

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4.3 Resultados da percepção

O estudo realizado por meio dos resultados obtidos sobre a percepção dos turistas acerca de São Paulo como cidade criativa, visava verificar a eficácia e a conexão com a realidade das ações de marketing que vêm sendo realizadas pelo órgão oficial de turismo da cidade de São Paulo – São Paulo Turismo.

Com o objetivo de descobrir a opinião dos turistas sobre a criatividade paulistana, dividiu-se a primeira pergunta do questionário aplicado, nos principais pilares de uma cidade criativa (cultura, diversidade, inovação e tecnologia) e os resultados são apresentados no Quadro 1.

Quadro 1: Avaliações relativas aos pilares de uma Cidade Criativa

Aspecto analisado 1 2 3 4 5 Total

Cultura - 3% 16% 42% 39% 100%

Diversidade - 2% 9% 30% 59% 100%

Inovação 1% 4% 25% 37% 33% 100%

Tecnologia 1% 7% 22% 39% 31% 100%

No quesito cultura, mais de 80% dos entrevistados acreditam que em uma escala de 1 a 5, onde 5 representa o valor máximo, o índice cultural da cidade está entre 4 e 5. Portanto, a imagem da cidade de São Paulo está fortemente associada à cultura, segundo os indivíduos que a visitam.

Observa-se, também, que ao considerar a diversidade presente na capital financeira do Brasil, de acordo com os entrevistados, cerca de 90% acreditam que a cidade possui valores entre 4 a 5, no quesito diversidade, sendo que desta porcentagem , 59% atribuíram nota 5, ou seja, valor máximo possível. Eventos como a Parada do orgulho LGBT ou até mesmo diversidade gastronômica presente na cidade, contribuem para este resultado.

Por outro lado, ao considerar outro item a ser avaliado: a inovação presente na metrópole paulistana, 33% dos turistas pesquisados concederam conceito 5, 37% atribuíram o valor 4 e 25% avaliaram como 3.

Ainda nesta questão, tem-se também o último critério avaliativo: a tecnologia, para este elemento 31% dos entrevistados qualificaram com valor 5 (valor máximo), 39% e 22% avaliaram, respectivamente, com 4 e 3.

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Pode-se perceber que nos itens inovação e tecnologia foram apresentados valores próximos a 3 (considerando a escala de 1 a 5). Dessa forma, ao comparar os itens cultura e diversidade, é possível identificar que a cidade de São Paulo não possui bons índices nos aspectos tecnologia e inovação, pois seus valores estão mais próximos ao 3, ainda que mais da metade dos turistas entrevistados tenham atribuído os valores entre 4 e 5.

Ao serem perguntados como classificariam a São Paulo cidade criativa, em uma escala de 1 a 5, onde 5 representa os valores máximo e utilizando também os pilares apresentados anteriormente, além do conhecimento prévio sobre o assunto, a maioria dos turistas, ou seja, 53% avaliaram como 4, 25% o valor 3 e 22% concederam a nota 5. No geral, a média da avaliação dentre os entrevistados foi 3,98, demonstrando boa qualificação.

Objetivando verificar as áreas criativas presentes na cidade, foi solicitado a cada turista pesquisado que escolhesse os três elementos mais associados a São Paulo, entre as seguintes alternativas: museus, centros culturais e bibliotecas, eventos, órgãos públicos, arte urbana, indústria, comércio de ruas especializadas e feiras de arte e artesanato, arquitetura e design, gastronomia, serviços bancários e áreas verdes: zoológicos, jardim botânico e parques.

74 51 0 40 3 28 34 31 0 21 0 10 20 30 40 50 60 70 80 M u s e u s E v e n to s Ó rg ã o s P ú b lic o s A rt e U rb a n a In d ú s tr ia C o m é rc io A rq u it e tu ra G a s tr o n o m ia S e rv iç o s B a n c á ri o s Á re a s V e rd e s

Figura 1: Valores atribuídos pelos turistas as áreas mais criativas

Os três elementos que tiveram maior ocorrência foram: a categoria museus, centros culturais e biblioteca, com 74 votos; eventos, em segundo lugar, com 51 pessoas que o escolheram, seguido da arte urbana, à qual foi citada por 40 entrevistados. Já os itens comércio de ruas especializadas e feiras de arte e

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artesanato, gastronomia, arquitetura e design e áreas verdes: zoológicos, jardim botânico e parques receberam respectivamente 28, 31, 34 e 21 votos.

Dentre as alternativas apresentadas, as áreas serviços bancários, indústrias e órgãos públicos, não representam setores criativos, tendo sido inseridas intencionalmente entre as opções com o intuito de verificar se os entrevistados estavam associando São Paulo à criatividade. Neste contexto, houve 3 votos para o setor indústrias. Por outro lado, os demais itens não foram escolhidos. Portanto, é possível constatar que os turistas, de modo geral, compreenderam o conceito “cidade criativa”, além de terem em sua maioria associado áreas criativas à capital paulistana.

Averiguou-se também qual atrativo da cidade de São Paulo poderia representar a criatividade paulistana. Dentre as respostas dadas, os equipamentos relacionados à cultura, como: museus, centros culturais, feiras de arte, MASP, Memorial da América Latina, Museu do Futebol, Museu Paulista, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca, SESC e teatros, foram citados pela maioria dos turistas 49%. Nesse contexto, destaca-se o ponto turístico MASP, apontado por 13 pessoas.

Ainda neste tema, é possível relembrar que, em relação ao primeiro assunto analisado, a cultura paulistana também foi evidenciada dentre os pilares de uma cidade criativa, assim como os setores e equipamentos turísticos relacionando à cultura paulistana com a criatividade.

Ainda com o intuito de verificar o atrativo criativo da cidade de São Paulo, a palavra eventos foi mencionada por 16% dos indivíduos, 13% escolheram a gastronomia paulistana. Já áreas como: Avenida Paulista, comércio, Liberdade, shoppings e Vila Madalena foram selecionadas por apenas 5%, sendo que cada item foi mencionado apenas uma vez, somente 4% dos entrevistados apontaram áreas verdes tal como o Jardim Botânico e Parque Ibirapuera. Além disso, outros como arte urbana, arquitetura, música e parada LGBT também foram citados por 6% das respostas dadas.

O item Virada Cultural chegou a ser indicado, entretanto não poderá ser incluso nos resultados da análise, pois parte das pesquisas foi feita durante a realização deste evento, podendo influenciar em algumas respostas.

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Outra questão a ser analisada neste questionário é ao considerar todas as cidades já visitadas pelos entrevistados dentro e fora do Brasil, qual seria a mais criativa. Dentre as respostas, São Paulo, foi considerada a cidade mais criativa, com 25 citações. É interessante que, dentre os votos dados ao município paulista, mais da metade (14 votos) foram de estrangeiros.

Seguido das cidades Londres e Nova Iorque, que obtiveram igualmente 11 votos cada, o Rio de Janeiro ficou em terceiro lugar referido 8 vezes, seguida da cidade de Barcelona que obteve 6 votos e Buenos Aires com 5. A capital da Bahia, Salvador foi lembrada por 3 pesquisados, Madri, Roma, Amsterdam e as cidades norte americanas São Francisco e Orlando conseguiram 2 votos.

Outras cidades como Viena, Valdivia (localizada no norte do Chile), Tóquio, Turim, Singapura, São Carlos, Santiago, Paris, Montevidéu, Melbourne (na Austrália), Genebra, Hiroshima, Florianópolis, Curitiba, Calgary (no Canadá), Blumenau, Belém e Anaurilandia foram lembradas uma vez. É importante destacar que, de certa maneira, esta questão é limitada, pois a pergunta referiu-se às cidades brasileiras e estrangeiras visitadas pelos turistas, e em consideração a isso, definir a mais criativa. Porém, há aqueles turistas que, por exemplo, não estiveram em muitas cidades para fazer comparações.

Algumas afirmações relacionadas ao tema Cidade Criativas foram indagadas entre os turistas. Para cada uma delas, os entrevistados deveriam indicar seu grau de concordância ao conteúdo. A primeira afirmativa se referia à presença de elementos criativos e, como esses, poderiam contribuir para a atração de turistas. A maioria dos entrevistados (76%) concordou plenamente com esta declaração, cerca de 16% concordou parcialmente, 5% declarou ser neutro a esta afirmativa e apenas 2% discordou parcialmente, não houve turistas que discordassem plenamente do assunto.

Observou-se também, utilizando a concepção dos viajantes, que a criatividade está mais presente em cidades grandes e com melhores condições econômicas. O resultado mostrou-se mais equilibrado, apesar da maioria ter concordado, com esta declaração, no caso 72%, onde 34% concordaram plenamente e 38% concordaram parcialmente, 12% são neutros, 12% também

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Do total dos entrevistados, quase 90% dos turistas, concordaram com afirmação: Turistas estão cada vez mais buscando novas sensações e experiências em suas viagens, é possível verificar que existe quase unanimidade nesta questão, 8% são neutros a esta indagação e apenas 4% discordaram.

A última afirmação analisada foi se as cidades que não possuem como atração as praias podem investir na criatividade como principal instrumento. Esta pergunta foi a que apresentou maior índice de discordância. Dentre os pesquisados, 3% discordaram plenamente e 3% parcialmente e houve também maior nível de neutralidade 15%. Mesmo assim, 47% dos indivíduos entrevistados concordaram plenamente. É importante ressaltar que estes valores representam quase metade dos indivíduos pesquisados e ainda 32% concordaram parcialmente.

De forma mais ampla, afim de verificar conhecimento anterior sobre o tema Cidade Criativa, foi perguntado aos turistas entrevistados se já conheciam o conceito Cidade Criativa. Embora apenas 9% tenham declarado dominar o assunto, surpreendentemente 37% revelaram já conhecer parcialmente o tema, dentre estes 18% são brasileiros. É relevante destacar que, apesar do tema estar sendo difundido recentemente no país, parte da população já possui noção sobre o conceito. Ainda neste sentido, 47% afirmaram não possuir conhecimentos acerca de Cidade Criativa e 7% não possuem certeza sobre o conceito.

O último assunto a ser discorrido é o domínio dos turistas sobre o conceito Economia Criativa, nesse contexto, 6% disseram que possuem conhecimento pleno sobre o tema, 38% sabem parcialmente sobre Economia Criativa, valores estes semelhantes ao conceito Cidade Criativa descrito anteriormente, 48% não conhecem o tema e 8% não tem certeza. Portanto, é notável que as porcentagens sobre economia criativa e cidade criativa estão próximas, sendo, então, necessário o crescimento e divulgação do tema em alguns países, principalmente nos subdesenvolvidos.

5. Considerações finais

Nos últimos tempos pode-se verificar o crescimento do conceito “economia criativa” e sua propagação mundial, principalmente ao considerar países desenvolvidos como os Estados Unidos e o Reino Unido.

(17)

No Brasil, o assunto foi apresentado em 2004 pelo ex-ministro Gilberto Gil, a partir daquele ano, houve o início de maiores investimentos na área, com a criação da Secretária de Economia Criativa e o Plano Nacional de economia criativa. É evidente a necessidade de continuidade destes projetos, bem como o planejamento de novos. Uma vez que a economia da cultura pode ser uma alternativa para a minimização dos problemas sociais, culturais e econômicos existentes no país.

Em relação ao investimento que a Spturis vem promovendo, com o intuito de divulgar a cidade como cidade criativa, pode-se dizer que os resultados obtidos são positivos, ao constatar que 25% dos turistas entrevistados apontaram a capital paulista como a cidade mais criativa já visitada, pode-se indicar que a Campanha promovida pela Spturis é coerente com a opinião dos turistas e ainda verificar que não foi possível medir a quantidade de turistas classificaram a cidade de São Paulo como criativa por influência da campanha.

Por meio dos dados obtidos no questionário, conferiu-se que, de modo geral, a maioria dos turistas avalia a criatividade presente no município paulistano como nota quatro em uma escala de 1 a 5, o que permite inferir que, embora o valor apresentado seja bom, os entrevistados não atribuíram nota máxima, ou seja, a cidade precisa desenvolver ações para melhorias dessa área.

É possível, também, averiguar que a maioria dos turistas associa a criatividade paulistana às áreas relacionadas à cultura, sendo necessário investimento em outros setores que possuem potencial como os eventos e áreas verdes.

Percebeu-se, ainda, que o mercado turístico pode utilizar a criatividade como instrumento para atrair visitantes e aumentar o fluxo turístico, ao verificar que 88% das respostas dadas pelos turistas, afirmaram estarem em busca de novas experiências e sensações em suas viagens.

Por fim, é possível identificar que, apesar dos temas “economia criativa” e “cidade criativa” serem relativamente novos, principalmente no Brasil, os mesmos já são conhecidos por cerca de 40% dos entrevistados. Embora a porcentagem dos indivíduos que desconhecem o assunto seja maior, é possível concluir que está acontecendo à propagação do conceito em nível mundial, o que é fundamental

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Referências

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(21)

APÊNDICE A – Questionário da pesquisa

A. Perfil do entrevistado

1. País de residência permanente: 2. Cidade e Estado:

________________________ ________________________

3. Gênero: ( ) Feminino ( ) Masculino

4. Ocupação:

01. Assalariado 04. Estudante

02. Autônomo 05. Profissional Liberal 03. Empresário 06. Outra. Qual?______

5. Faixa Etária:

01. 18 a 24 anos 04. 40 a 49 anos 02. 25 a 29 anos 05. 50 a 59 anos 03. 30 a 39 anos 06. Mais de 59 anos

6. Principal motivo de sua viagem:

01. Eventos 04. Saúde

02. Lazer 05. Visita a parentes e amigos 03. Negócios 06. Outro. Qual?_______

7. Com qual frequência visita a cidade:

01. Primeira vez 04. Semestral 02. Semanal 05. Anual

(22)

8. Onde está hospedado:

01. Albergue/Hostel 05. Hotel 02. Casa alugada 06. Pensão

03. Casa de amigos/Parentes 07. Sem hospedagem 04. Casa própria

9. Quantos pernoites pretende ficar em São Paulo: ________________

B. Percepção de turistas sobre São Paulo Criativa

1. Como você avalia na cidade de São Paulo os seguintes aspectos:

*Considere a escala de 1 a 5, sendo 5 o valor atribuído à melhor avaliação

Cultura 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( )

Diversidade 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( )

Inovação 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( )

Tecnologia 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( )

2. Os campos que você avaliou no item 1, referem-se aos pilares do conceito Cidade

Criativa, ou seja, uma cidade criativa é aquela com altos índices de cultura, diversidade, inovação, tecnologia. Em uma escala de 1 a 5, como você avalia a criatividade na Cidade de São Paulo?

Considere que 1 indica não criativa e 5 indica muito criativa. 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( )

(23)

3. Qual dos elementos a seguir mais representa São Paulo como cidade criativa?

*Escolha no máximo 3 elementos

A) Museus, Centros Culturais, Bibliotecas

B) Eventos

C) Órgãos Públicos D) Arte Urbana E) Indústria

F) Comércio de ruas especializadas e Feiras de Arte/Artesanato G) Arquitetura e Design

H) Gastronomia

I) Serviços Bancários

J) Áreas Verdes: Zoológico, Jardim Botânico, Parques

4. Dentro das áreas escolhidas no item anterior, especifique o atrativo que você

acredita que mais represente a criatividade na cidade de São Paulo:

5. Considerando todas as cidades que você já visitou, dentro e fora do Brasil. Qual

(24)

6. Qual a sua opinião sobre as frases a seguir: Concordo plenamente Concordo parcialmente Neutro Discordo parcialmente Discordo plenamente I A presença de elementos

criativos em uma cidade pode contribuir para atração de turistas.

( ) ( ) ( ) ( ) ( )

II A criatividade esta mais

frequente em cidades grandes e com melhores condições econômicas

( ) ( ) ( ) ( ) ( )

III Turistas estão cada vez mais buscando em suas viagens novas sensações e experiências

( ) ( ) ( ) ( ) ( )

IV As cidades costeiras têm como atração as praias, já as cidades sem costas marítimas podem focar na criatividade como principal instrumento

( ) ( ) ( ) ( ) ( )

7. Você já conhecia o conceito Cidade Criativa?

A) ( ) Sim, plenamente B) ( ) Sim, parcialmente C) ( ) Não

D) ( ) Não tenho certeza

8. Você já conhecia o conceito Economia Criativa?

A) ( ) Sim, plenamente B) ( ) Sim, parcialmente C) ( ) Não

Referências

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