Página:1
Técnicas de
Negociação
CONFLITOS E
TÉCNICAS DE
4
Programa
Ementa: Técnicas para preparação do corpo e mente para auto-controle
durante a negociação. Posicionamento, formas, estratégias e recursos para a melhor comunicação nas situações de negociação. Planejamento da
Negociação. Processos e técnicas de negociação para proporcionar vantagem competitiva com humanismo e ética.
Objetivo do Programa: Desenvolver habilidade de argumentação por
meio das técnicas de negociação, demonstrar a vantagem competitiva das empresas que executam, planejam e tem uma política adequada de ação de forma a relacionar com a excelência dos serviços prestados. Conhecer os diferentes enfoques e teorias, de maneira associada ao
empreendedorismo.
Conteúdo: Negociação: conceitos básicos. Negociação posicional e
racional. Comunicação na negociação: oratória, “feedback”, recepção e emissão das informações, comunicação não verbal, barreira (ruído), melhoria no processo de comunicação. Fatores que influenciam a negociação efetiva Habilidades e competências para a negociação.
Processo d negociação: planejamento, abertura, exploração, apresentação, clarificação, fechamento e avaliação. Estilos de negociação e solução de conflitos. A negociação e a empresa. Formas de Negociação: presencial, por telefone, pela Internet, por meio de terceiros. Negociação individual e em equipe. As características dos negociadores brasileiros. A Negociação internacional. Ética nas negociações.
5
Bibliografia
Bibliografia Básica:
MARTINELLI, Dante Pinheiro. Negociação como transformar
confronto em cooperação. São Paulo: Atlas. 1997.
PATTON, Bruce; URY, William L.; FISHER, Roger. Como Chegar ao
Sim – A Negociação de Acordos sem Concessões. 2ª ed.. Rio de
Janeiro: Imago. 2005.
Bibliografia Complementar:
ALMEIDA JUNIOR, Sebastião. Negociação – Técnica e Arte. Rio de
Janeiro: Qualitymark; 2005.
BAZERMAN, Max H & NEALE, Margareth A.. Negociando
Racionalmente. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1998.
KOZICKI, Stephen. Negociação Criativa. São Paulo: Futura, 1999.
NIERENBERG, Juliet e ROSS, S. Irene. Os Segredos da Negociação.
São Paulo: Publifolha, 2003.
POLITO, Reinaldo. Como falar Corretamente e Sem Inibições. 100ª
6
Trabalho – Avaliação 2o. GQ
Trabalho a ser entregue na data combinada em sala de
aula.
É necessário apresentação, caso algum grupo tenha
interesse, me comunique para agendarmos.
Os temas serão distribuídos em sala de aula.
Critérios de avaliação:
Padrão Uninove 3 pontos
Conteúdo 2 pontos
Criatividade 2 pontos
Aderência ao tema proposto 1 ponto
Organização 2 pontos
7
Metodologia
Avaliação Fechamento Clarificação Apresentação Exploração Abertura Preparação O B J E T I V O R E S U L T A D OFeedback
A) Técnica
8
Metodologia
Avaliação Fechamento Clarificação Apresentação Exploração Abertura Preparação O B J E T I V O R E S U L T A D OFeedback
A) TécnicaC) Ambiente
B) Habilidades
Percepção Comunicação Aspectos Emocionais Estilos Negociador Competências Negociador Conceitos Negociação Internacional Negociação à distância Negociador Brasileiro Negociação Empresarial Ética na Negociação Negociação Posicional x Racional9
Por que estudar negociação?
Negociamos a todo instante. Negociar faz parte
da vida. Negociamos como pais, clientes, filhos,
funcionários, alunos, fornecedores, enfim, em
todos os papéis que exercemos nós
negociamos. Quanto tempo negociamos durante
o dia? Será 20%, 40%, mas de 50%, seja lá
quanto for fazemos isto constantemente.
Se fazemos tanto, vale uma pergunta:
Será que fazemos bem?
1a.
Aula
10
Ambiente
Negociação nos dias de hoje.
Esta competência é chave em um ambiente de:
Mudança acelerada
Diversidade
Muita competitividade
Muito relacionamento
Com muita informação
Interdependência
Ambiente Globalizado
1a.
Aula
11
Elementos básicos de uma negociação
Elementos básicos de uma negociação
1
2
2
3
3
Interesses do vendedor Interesses do comprador 1. Interesses comuns 2. Interesses diferentes mas não conflitantes 3. Interesses conflitantes1a.
Aula
12
Elementos básicos de uma negociação
1
Espaço a ser negociado
Espaço a ser negociado
1a.
Aula
CONFLITOS
Um indivíduo ou grupo percebe o outro como
obstáculo a sua satisfação
Modelo Racional de Organização-
conflito é mau –
afeta a eficiência organizacional.
Modelo das Relações Humanas
– conflito é
essencialmente mau – prejudica a colaboração
entre as pessoas.
Modelo Político de Organização
– conflito é natural
– conhecer suas causas – negociar.
Modelo Sistêmico de Organização
– conflito é
inevitável e funcional – org. em constante
adaptação.
CONFLITOS
VARIÁVEIS
Estratégias de abordagens utilizadas.
Grau de incerteza das tarefas;
Grau de confiança; Diversidade etária;
Valores e interesses diversos;
Percepção de justiça e injustiça.
CONSEQÜÊNCIAS NEGATIVAS
Comunicação torna-se ineficaz;
Solução sentida como questão de força.
Aumento da sensibilidade egóica;
Juízos de valores deterioram a coesão grupal.
. CONSEQÜÊNCIAS POSITIVAS
Motor da mudança individual e grupal;
Encontrar soluções pelas discussões abertas dos interesses
envolvidos;
Melhora a qualidade das decisões pela perda eficácia pela
convergência de perspectivas;
CONFLITOS - Classificação
Quanto aos Contrários
– individuais, coletivos,
ideológicos, espontâneos, deliberados.
Quanto a natureza
– percepção fatos, causa,
objetivos a atingir, métodos e valores.
Quanto as causas
: interesses diretos, indiretos,
sociais( fadiga,produtividade), intelectuais (
território, ambição, influência, poder) e
psicológicas (percepções).
O conflito é uma interpretação da realidade
Condições antece-dentes Conflito perce-bido Intenções para gerir o conflito Conflito
aberto Melhoria do desempenho do grupo Comunica-ção Estrutura Variáveis pessoais Conflito senti-do Imposição Abstenção Colaboração Acomodação Conciliação Comporta-mento das partes Reação dos outros Piora do desempenho do grupo
Comunicação Uso de mensagens ambíguas ou ameaçadoras.
Inclusão de
estranhos Incluir nos grupos de trabalho pessoas com valores, atitudes ou estilos contrários a do grupo.
Reestruturação da
organização
Alterar as regras e regulamentos ou qualquer alteração que altere o status quo da noite para o dia.
Nomear um advogado do
diabo
Designar um crítico, que propositalmente, discuta ou confronte as posições tomada pela maioria do grupo. CONFLITOS – FORMAS DE ESTIMULAR CONFLITOS
CONFLITOS
– FORMAS DE RESOLUÇÃO
Resolução de
problemas Encontro entre as partes para resolver o problema.
Metas
superordenadas Criar meta compartilhada que só pode ser alcançada com a cooperação da parte conflitante.
Expansão de
recursos Expandir o recurso que causou o conflito.
Não-enfrentamento Suprimir ou evitar o conflito, ou seja, evadir-se dele.
Suavização Minimizar as diferenças enfatizando os interesses
comuns.
Concessão Cada parte abre mão de algo valioso.
Alteração de
variáveis humanas Técnicas de mudança comportamental, para mudar conhecer as reais intenções e atitudes que geraram o
conflito.
Alteração de
variáveis estruturais Alteração das atribuições, transferências, novas tarefas, criação de posições coordenada, etc.
Comando autoritário Usa a autoridade formal para resolver o conflito e
18
Conflito: pressuposto de negociação
Se não há conflito não necessidade de negociação.
Conflito vem do latim conflictu – embate dos que lutam; discussão acompanhada de injúrias e ameaças; desavença; guerra; luta;
combate; colisão; choque.
Sentimentos que a palavra conflito gera:
Combate Ruim Raiva Medo Ansiedade Temor Prejuízo Guerra Pânico Impassse
Erro Ódio Situação de
Estresse
1a.
Aula
19
Conflito: pressuposto de negociação
Conflito
Comportamento
Negociação
Animal
Fuga
Ataca
Instaura
Gera
Conflito
Assumido
1a.
Aula
20
Ambiente do negociador
Estabilidade
Partição, cartesianismo
Dependência e independência Certeza, determinismo, única
possibilidade de futuro
Futuro Certo
Ambiente político estável
Grande interferência do estado na
economia
Paternalismo
Baixo fluxo de capitais Competitividade local Mudança Totalidade, Sistêmico Interdependência, Integração Incerteza, probabilidade, tendências e cenários Futuro incerto
Ambiente político instável Interferência decrescente /
Economia de Mercado
Profissionalismo
Alto fluxo de capitais especulativos Competitividade global
2a.
Aula
Modelo antigo
Modelo atual
Divido o recurso
Maximiza o recurso
21
Ambiente do negociador
Negociação distributiva
Como nome diz, ela distribui um dado montante, ou seja, divide o bolo. Normalmente utilizada com base em um valor total que não varia.
Pode haver vencedor e perdedor, sendo o vencedor aquele que chega mais perto do seu objetivo.
Negociação integrativa
Também chamada de negociação colaborativa.
A principal condição para uma solução integrativa é a existência de várias questões que possam ser negociadas em um pacote.
O acordo normalmente proporciona dois vencedores.
Modelo antigo
Modelo atual
Divido o recurso
Maximiza o recurso
2a.
Aula
22
Redes flexíveis
Como negociar neste ambiente?
Com o fim da verticalização, a a maioria das empresas atuam em um ambiente de rede,
exigindo cada vez mais
habilidade de negociações para colocar toda a cadeia de valor atuando em sintonia com os seus objetivos.
23
Conceito básico de negociação
Duas ou mais partes; Interesses convergentes e divergentes; Relacionamento voluntário; Distribuição ou troca de recursos tangíveis ou intangíveis; Processo seqüencial e dinâmico; Informação incompleta; Valores e posições passíveis de mudança se afetados por persuasão ou influência
2a.
Aula
Negociação é um processo no qual duas ou mais partes buscam um acordo para determinar o que cada uma delas deverá dar ou ganhar, ou fazer e receber, numa transação entre elas.
Pontos importantes desta definição
Pontos importantes desta definição
Este é um conceito padrão, cada autor ou especialista utiliza um conceito conforme a sua abordagem. O importante do
conceito acima e entendermos os pontos básicos de uma negociação.
CONCEITOS - Negociação
Negociação é o
processo
de buscar a
aceitação
de
idéias, propósitos ou interesses, visando ao
melhor resultado possível, de tal modo que as
partes envolvidas terminem a negociação
conscientes de
que foram ouvidas
, tiveram
oportunidades
de
apresentar
toda
sua
argumentação e que o produto final seja
maior
que a soma das contribuições individuais
É gerenciar emoções, prevenir e solucionar
conflitos.
Negociar
= saber chegar a um melhor acordo,
tomando
decisões
para
maximizar
seus
interesses.
25
Conceito
Evitar o eles e nós
Expressão que melhor define o outro negociador.
O outro lado
26
Negociação - Conceitos
Conceitos
“Negociação é um campo de conhecimento e empenho que visa à conquista de pessoas de quem se deseja alguma coisa” (Cohen, 1980)
“Negociação é o uso da informação e do poder, com o fim de influenciar o comportamento dentro de uma rede de tensão” (Cohen, 1980)
“Negociação é um processo de comunicação bilateral, com o objetivo de se chegar a uma decisão conjunta” (Fisher & Ury, 1985)
Obter vantagem
Uso da informação e do poder
Importância da Comunicação
2a.
Aula
27
Conceitos
“Negociação é um campo de conhecimento e empenho que visa à conquista de pessoas de quem se deseja alguma coisa” (Cohen, 1980)
“Negociação é o uso da informação e do poder, com o fim de influenciar o comportamento dentro de uma rede de tensão” (Cohen, 1980)
“Negociação é um processo de comunicação bilateral, com o objetivo de se chegar a uma decisão conjunta” (Fisher & Ury, 1985)
Obter vantagem
Uso da informação e do poder
Importância da Comunicação
2a.
Aula
28
Competência de Negociação
Conhecimento Habilidades Atitudes Planejamento Conhecimento de técnicasConhecimento do produto ou serviço Conhecimento de cálculo Argumentação Relacionamento Comunicação Controle emocional Empatia Influência Capacidade de persuasão Ética Motivação Caráter Proatividade
2a.
Aula
29 capacidade de comunicação capacidade analítica capacidade de transmitir segurança capacidade de empatia automotivação persistência criatividade arrojo dinamismo Capacidade de Argumentação e persuasão Perfil do Negociador
2a.
Aula
Características do perfil do negociador
PERFIS NACIONAIS
RIO DE JANEIRO – extroversão e informalidade
Grande capacidade de adaptação, Informalidade
excessiva pode soar como falta de compromisso
com resultados e pouca capacidade de organizar
idéias.
BELO HORIZONTE – calma e desconfiança.
Tranqüilos e prudentes na hora de fechar acordos,
são bons de barganha. A desconfiança e o silêncio
podem deixar a outra parte insegura e receosa de
repassar informações importantes.
CURITIBA – conservadorismo e frieza
São objetivos e focados no fechamento do negócio.
Às vezes podem ser muito formais e dificultar a
conversa mais aberta. Respeite o espaço pessoal
dele.
PERFIS NACIONAIS
PORTO ALEGRE – altivez e franqueza
São objetivos e diretos, sem rodeios ou divagações.
São orgulhosos em excesso e alta auto-estima os
deixam com fama de pedantes.
SÃO PAULO – orgulho e ousadia
É organizado, objetivo e trabalha por resultados.
Parece frio e sistemático. Use um tom mais
conciliador para diminuir barreiras e acelerar o
desfecho do negócio.dsf
RECIFE – criatividade e disponibilidade
São criativos para encontrar soluções que evitem o
confronto direto. São muito prestativos .
32
Conceito de posição de negociação
1
2
2
3
3
Interesses do vendedor Interesses do comprador33
Conceito de Comunicação
Emissor
MensagemMensagemReceptor
MeioMeio
Ruído
Ruído InterferênciasInterferências
Ruído Interferências
Codifica
a mensagem
Decodifica a mensagem
Barreira 1 Barreira 2 Barreira 3
Feedback
3a.
Aula
34
Conceito de comunicação
Emissor
: Agente ativo na comunicação, chamado do
comunicador.
Receptor
: Agente passivo, que está recebendo a
comunicação, no caso da propaganda, o consumidor.
Codificação
: O processo de converter uma mensagem em um
grupo de símbolos que representam imagens ou conceitos.
Decodificação:
O processo de converter o grupo de símbolos
nas imagens ou conceitos contidos em uma mensagem.
Ruído
: Mal-entendidos ou outras distrações que fazem com que
um receptor não consiga decodificar corretamente a mensagem.
Resposta e feedback
: o resultado da comunicação para o
consumidor.
3a.
Aula
COMUNICAÇÃO
Seja objetivo e claro em seu propósito;
Avalie o impacto de sua mensagem;
O emissor é o responsável pelo entendimento da
mensagem; Ouça mais e fale menos;
Construa significados para o entendimento
;
Evite julgar, avaliar, peça esclarecimento;
Respeite os sentimentos dos outros; Seja interessado
Forneça e peça feedback; Evite usar muitos NÃOS;
Escuto ativamente, seja confiável;
Faça se entender, use os recursos necessários;
Não repita a mesma coisa como um disco quebrado;
Evite posturas prepotendes ao falar;
Comunique uma idéia de cada vez;
36
Conceito: qualquer reação a um determinado estímulo recebido. O
principal objetivo é proporcionar informações a outra pessoa sobre como percebe o estímulo recebido e como este afeta o seu
comportamento.
Comunicação – importância do feedback
3a.
Aula
Regras do Feedback
1. Foco no comportamento x não na pessoa
2. Fato/descrições x não no julgamento
3. Compartilha idéias/informações x não compartilha conselhos
4. Explora alternativas x fecha em soluções
5. Aqui e agora x esquece o ontem
6. Presente para quem recebe x não para quem dá
7. Quant. de informações necessária para quem recebe x não para quem dá
37
Conceito de Comunicação
3a.
Aula
Comunicação oral
Comunicação não verbal
Sintonia
a) Gestos calorosos – normalmente são acompanhados por um relaxamento no tom de voz:
• Gestos simpáticos;
• Proximidade – posturas corporais similares; • Sorrisos;
• Gestos expansivos.
b) Submissão – com tom de voz baixo: • Interrupções permitidas;
• Cabeça baixa;
• Olhos voltados para baixo; • Lavar as mãos e tocar a face
c) Dominação – acompanhado do tom de voz alto, porém controlado:
• Ignorar as respostas; • Interrupções;
• Muita proximidade;
• Apontar o dedo ou outro gestos fortes. d) Hostilidade – com tom de voz áspero:
• Postura agressiva; • Arregalar os olhos;
• Não dar nenhum feedback ao que a pessoa está dizendo
38
Metalinguagem
Nas negociações tentamos nos proteger sendo indiretos – isso também é conhecido como metalinguagem. Por exemplo:
podemos dizer “honestamente” ou “gostaríamos de ser
absolutamente francos” para encobrir o fato de que não estamos sendo totalmente verdadeiros. A compreensão da
metalinguagem nos permite evitar o uso de frases sem
relevância, que podem fazer a outra parte se sentir desconfiada, e nos ajuda a descobrir significados que o interlocutor tenta
esconder ou obscurecer.
Ao perceber a metalinguagem podemos ter uma compreensão valiosa sobre as motivações de outra pessoa. Por exemplo: se a sua entrega de componentes está atrasada e o agente de
transportes diz “Não se preocupe, a remessa será feita”, você pode deduzir que algo está errado e que ele está ganhando tempo.
Como regra geral, se escutar “Não se preocupe”, comece a
pressionar a outra pessoa para lhe contar a verdadeira história, você poderá ter problemas.
3a.
Aula
39
Metacomunicação
Antes que eu me esqueça... Agora é que começa a mensagem a mensagem verdadeira.
Não é da minha conta, mas... Quero que isto seja da minha conta.
Eu nunca mentiria para você. Cuidado! Posso estar mentindo.
Você não sabia disso? Você deve ser uma besta quadrada.
Com certeza... Eu não sei, mas vou falar como se soubesse.
A questão está fechada. Não vou tolerar nenhuma discussão.
Vou fazer o que puder... Se não der certo, não diga que não
avisei.
3a.
Aula
40
Escuta ativa
Escutar é uma das principais habilidades do negociador.
Ouvir
=
/
Escutar
Dificuldades
para a escuta ativa
Desconfiança Desmotivação Ansiedade Impaciência Falta de tempo Falta de empatia
Antipatia pela outra pessoa
• Estou interessado em você, em suas idéias e em seus sentimentos • Respeito sua posição, concordando ou não com ela.
• Sou uma pessoa com quem você pode falar.
3a.
Aula
41
Escuta ativa - dicas
Escute sem ser precipitado. Não apresse seu interlocutor.
Dê-lhe retorno, não precisa ser em palavras, basta um sorriso ou
um movimento de cabeça.
Escute cuidadosamente a mensagem. Diga que não entendeu
quando a mensagem foi complicada, não tenha vergonha de dizer que não entendeu.
Cuidado quando a sua mente comece a vagar, concentre-se
novamente.
Pratique o julgamento adiado, não julgue enquanto não a outra
parte não completar todo o raciocínio. Cuidado: tente perceber se a outra parte lhe deu liberdade para julgar.
Preste muita atenção nos sinais não-verbais que recebe.
Não prepare sua resposta enquanto a outra parte estiver falando.
Nunca termine a frase a uma palavra para a outra pessoa, a não
ser que solicitado.
Não se sinta tentado a dar conselhos antes que a outra pessoa
tenha terminado de falar, pois ela quer ser ouvida, não aconselhada.
3a.
Aula
42
Amplitude do ato de ouvir
Emissor Receptor
Conteúdo verbal da mensagem Zona
Limite
Emoção latente (oculta) Coisas não ditas
Tom de voz
Ênfase, inflexões
Postura, expressão facial Hesitação, silêncio
Fonte: Hodgson. 1996: 131.
3a.
Aula
43 O que vê ou sente expressão facial aparência postura olhar toques gestos (50% da mensagem) O que você ouve
tom da voz claridade vocal
expressividade verbal
(40% da mensagem) Palavras
(10% da mensagem)
O Desenvolvimento de uma imagem positiva
Conceito de comunicação
1a.
Aula
44
Arena da Negociação
Processo de Negociação
Avaliação Fechamento Clarificação Apresentação Exploração Abertura PreparaçãoO
B
J
E
T
I
V
O
R
E
S
U
L
T
A
D
O
Feedback
3a.
Aula
45
Arena da Negociação
Avaliação Fechamento Clarificação Apresentação Exploração Abertura Preparação O B J E T I V O R E S U L T A D OFeedback
Processo de Negociação
Contado com o outro lado, pode ser chamado
de mesa de negociação.
Pré-negociação
Pos-negociação
3a.
Aula
46
Arena da Negociação
Processo de Negociação
Avaliação Fechamento Clarificação Apresentação Exploração Abertura PreparaçãoO
B
J
E
T
I
V
O
R
E
S
U
L
T
A
D
O
Feedback
3a.
Aula
47
Objetivo – qual o relacionamento desejado?
P re o cu p aç ão c o m o R el ac io n am en to
Preocupação com o conhecimento técnico do produto
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Matriz de Relacionamento versus conhecimento técnico
3a.
Aula
Consultoria Material de Escritório Frota de veículo Segurança Patrimonial Imobiliária Educação infantil Compra de Veículo48
Processo de Negociação - Objetivo
3a.
Aula
Qual o objetivo da negociação?
O que se pretende?Para obter mais do que você tem... Para obter uma fatia justa...
Para vencer... Para não perder...
Para obter o que você deseja...
Para obter o máximo que você puder... Para obter tudo...
Acertar as contas... ...
É importante definir qual é o objetivo real e qual é o objetivo ideal, entre eles estará a margem para a negociação e a sua percepção de sucesso e fracasso.
49
Processo de Negociação - Preparação
3a.
Aula
Esta etapa é a mais importante da negociação, é aqui que definimos todos os passos, tentando evitar os improvisos durante a etapa de contato com o cliente.
O primeiro passo é buscar dentro da empresa o histórico de relacionamento com a empresa e/ou pessoa com
quem irá negociar.
O segundo passo é buscar informação sobre a posição do outro lado da negociação no mercado, internet, com sua
rede de relacionamento.
O terceiro passo é planejar as concessões: as concessões a serem feitas devem ser analisadas e dispostas em
ordem de prioridade.
O quarto passo levantar os possíveis conflitos e/ou objeções que a outra parte possa ter, buscando argumentos
alternativos.
Ultimo passo é a construção do ante-projeto da negociação, ou seja, estruturar todas as informações de preferência
escritas.
O que fazer?
•Ter em mente qual a relação a ser estabelecida depois.
Pesquisar sobre o produto / serviço a ser negociado.
Conhecer o máximo a pessoa e/ou empresa com quem negociará.
Montar um BATNA
Ter claro as concessões a serem feitas.
Priorizar as concessões.
Prever possíveis conflitos.
Estudar a linha de poder / rede de influência.
Montar as argumentações e contra-argumentações
O que não fazer?
•Estabeler objetivos não reais. •Criar fantasias/presupostos.
•Não prever o tempo adequado da negociação. •Negociar com a pessoa errada.
50
Processo de negociação - Preparação
Avaliação Fechamento Clarificação Apresentação Exploração Abertura
Preparação
O
B
J
E
T
I
V
O
R
E
S
U
L
T
A
D
O
Feedback
Instrumentos Corporativos CRM ouHistórico de transações com o cliente Produtos do concorrentes Análise de Mercados Pesquisas da Internet Contatos – Networking Ferramentas da empresa
3a.
Aula
51
MAANA (ou BATNA)
MAANA – Melhor Alternativa À Negociação de um Acordo BATNA – the Best Alternative To a Negotiated Agreement
Processo de Negociação - Preparação
Esta é uma maneira de voltar a pensar na “linha mínima de negociação”, ou que eu tenho caso não chegue a um acordo. Qual a minha posição mínima. Isso implica em avaliar de maneira relativa os pontos fortes e fracos de sua parte e a do outro lado. Com freqüência a força relativa nas negociações é determinada pelas percepções de cada parte quanto a uma alternativa viável para se conseguir um acordo. Assim sendo, é importante recordar a razão pela qual se está negociando e a possível alternativa para um acordo negociado. Se a alternativa for boa e tiver um custo mínimo, sua parte estará em posição forte e poderá satisfazer melhor os seus interesses por meio de uma ação não negociada. Se as
alternativas são limitadas e custosa, sua posição é fraca e será muito importante assegurar que suas negociações chegarão a uma conclusão satisfatória.
Conhecer o seu BATNA impedirá que as negociações se transformem num
processo arriscado, evitando assim o problema de negociar apenas por negociar. Com este instrumento você evitará que sua parte chegue a um acordo
simplesmente para chegar a algo mesmo que não satisfaça os seus interesses porque você sabe que sempre pode recorrer às suas outras alternativas.
3a.
Aula
52
Com quem estamos negociando?
Iniciador: é a pessoa que inicia o processo, que
denuncia a necessidade da compra.
Influenciador: é a pessoa cujo ponto de vista
influência na decisão de compra.
Decisor: é a pessoa que determina se deve ser
feita a compra, o quê, como e onde comprar.
Comprador: é a pessoa que faz a compra
Usuário: é a pessoa que consome ou utiliza o
produto
3a.
Aula
53
Percepções
Estamos lidando com
Percepções
5a.
Aula
54
Negociação posicional e racional
O comportamento mais natural de qualquer
pessoa ao entrar em uma negociação é acabar
defendendo os suas posições em vez de explorar
os seus interesses. Muitas vezes movidos pela
ansiedade, pela falta de confiança no outro lado
ou até mesmo por conflitos anteriores não
resolvidos acabamos caindo na armadilha da
negociação posicional. A regra básica de toda
negociação é pensar sempre em:
Quais são os seus interesses?
4a.
Aula
55
Negociação Posicional e Racional
Participantes São amigos. São adversários. São solucionadores de problemas
Meta É o acordo. É a vitória.
É um resultado sensato, atingido de maneira eficiente e amigável.
Relacionamento
Faça concessões para cultivar o relacionamento.
Exija concessões como
condição do relacionamento. Separe as pessoas do problema.
Problemas e Pessoas
Seja afável com as pessoas e os problemas.
Seja áspero com o problema e com as pessoas.
Seja afável com as pessoas e áspero com o problema.
Confiança Confie nos outros. Desconfie dos outros.
Proceda independentemente da confiança.
Posição Mude facilmente de posição. Mantenha a sua posição.
Concentre-se nos interesses, e não nas posições.
Negociação Racional Negociação Posicional
Problema Solução
Barganha Posicional: Que estilo você adotaria?
Afável Áspero Baseado em Princípios
4a.
Aula
56 Ofertas Faça ofertas. Faça ameaças. Explore os interesses.
Piso mínimo Revele o seu piso mínimo.
Iluda quanto a seu piso
mínimo. Evite ter um piso mínimo. Benefícios
Aceite perdas uniliterais para chegar a um acordo.
Exija vantagens unilaterais como preço do acordo.
Invente opções de benefícios mútuos.
Decisão
Busque apenas uma resposta: a que eles aceitarão.
Busque apenas uma
resposta: a que você aceitará.
Desenvolva opções múltiplas dentre as quais escolher; decida depois. Acordo Insista no acordo. Insista em sua posição. Insista em critérios objetivos.
Disputas e vontades
Tente evitar as disputas de vontades.
Tente vencer as disputas de vontades.
Tente chegar a um resultados baseados em padrões
independentes da vontade. Pressão Ceda
Tente vencer as disputas de vontades.
Raciocine e permaneça aberto à razão; ceda aos princípios, e não a pressões.
Problema Solução
Barganha Posicional: Que estilo você adotaria?
Afável Áspero Baseado em Princípios
Negociação Posicional e Racional
Negociação Racional Negociação Posicional
4a.
Aula
57
Poder
Informação
Tempo
Os três elementos fundamentais da negociação são: o poder, a informação e o tempo.
Numa situação de conflito estas três variáveis são úteis para a solução.
Poder
Poder: capacidade de provocar mudanças ou impedir que elas ocorram, de \:
acordo com a própria determinação.
Tempo
Tempo: refere-se à oportunidade ou ao momento psicológico em que se colocam premissas ou alternativas. Diz respeito também ao grau de pressão temporal exercido para decisão do outro negociador.
Informação
Informação: As táticas relativas à informação admitem a possibilidade de que seu interlocutor não conceba, não saiba ou não perceba as coisas do modo que você.
4a.
Aula
58
Táticas O outro ataca Você defende
TEMPO
Prolonga o tempo. Seja paciente.
Precipita o desfecho. Tenha uma solução surpresa
Adia. Estabeleça uma data.
INFORMAÇÃO
Usa informações privilegiadas Use informações técnicas
Simula opções (que acontecerá se..) Mostre que pensou nisto também.
Apresenta alternativas Aceite a melhor, mas acrescente algo.
PODER
Usa autoridade total. Apresente poucas opções.
Exime-se da autoridade. Tente contato com quem tem autoridade.
4a.
Aula
59
Táticas de negociação
Táticas são movimentos individuais feitos durantes a negociação a fim de
implementar um plano ou uma estratégia.
No modelo de negociação integrativa a expressão tática tem uma conotação
negativa, já que o objetivo maior é o ganha-ganha otimizando os recursos a serem negociados buscando o relacionamento de longo prazo. Táticas que podem ser utilizadas para acelerar a negociação podem ser bem vindas.
Utilizar uma tática deve ser sempre um movimento muito cuidadoso, abaixo alguns
exemplos de táticas utilizadas:
Omissão
: também conhecida como a tática do silêncio, o negociador
se cala deixando a outra parte sem reação, ou seja, o negociador se
omite evitando o confronto. Pode ser útil no momento em que a outra
parte tenta utilizar a tática de intimidação.
Bandido e mocinho
: Um dos parceiros assume o papel do oponente
durão, inflexível. O outro fica sendo o mocinho, que ressuscita a
transação, suavizando a posição desagradável assumida pelo colega. A
intenção é fazer a outra parte se sentir em débito com o mocinho por ter
salvo a negociação e, assim, ficar mais propensa a fazer concessões.
4a.
Aula
60
Salame
: o objetivo é ter o salame inteiro, então comece pedindo
uma fatia de cada vez. É uma das táticas mais comum, ela
começa muita vezes com uma oferta muito atrativa e com muita
qualidade para ganhar o espaço ao longo do tempo.
Pressa
: o objetivo é forçar a outra parte a concluir uma transação
o mais rápido possível estabelecendo prazos falsos. Quando for
pressionado desta forma faça perguntas para entender o motivo,
se você desconfiar de que eles estão tentando deixá-lo em pânico
para que faça uma concessão, mantenha-se firme.
Mudança de nível
: Quando há uma intransigência irracional,
deve pensar em tentar a transação com um outro nível da
empresa, acima é claro.
Balão de teste
. Tática que envolve suscetibilizar uma parte (ou
um cliente) com opções ou situações hipotéticas. Isso é feito com
freqüência para descobrir a posição da outra parte.
Bazofiar
. Quando uma parte busca melhorar ou avançar sua
posição exagerando-a.
Táticas de negociação
4a.
Aula
61
Táticas de negociação
Coalizão de único interesse. Um grupo cujos membros podem diferir em
outras questões, mas que, no entanto, se unem (embora freqüentemente por motivos diferentes) para apoiar ou obstruir uma determinada questão.
Coalizão natural. Grupo de aliados que compartilham de um amplo leque
de interesses comuns.
Contenção. Tática pela qual uma parte procura ganhar tempo, em vez de
ceder imediatamente à solicitação da outra parte.
Determinar prazo final. Tática usada em vendas e outras negociações
em que uma parte determina uma data específica, após a qual benefícios especiais serão perdidos caso a outra parte (ou um cliente) não atenda a certas condições.
Distrair/dissimular. Forma de retratar pequenas concessões como
grandes ou importantes, com o objetivo de desviar a atenção da outra parte de questões mais importantes.
Espaço de manobra. Flexibilidade que pode haver em uma determinada
oferta, seja em relação a dinheiro ou a prazo. Se você não tem espaço de manobra, deve transmitir de modo bem claro a mensagem de que esta é sua melhor oferta.
4a.
Aula
62
Três dias depois do bombardeio de Hiroxima,
encontraram um sobrevivente, na rua, com uma
cordinha na mão, parecendo meio pertubado.
Perguntaram como estava e o que tinha acontecido
com ele. A resposta, meio assustada, foi mais
ou menos assim: “Não sei, eu estava no banheiro,
puxei a cordinha e estourou a cidade toda...”
Percepções
Moral da história:
O problema está em você ou no outro?
5a.
Aula
63
Percepção
Eu real: a maneira como a pessoa realmente vê a si própria. Eu ideal: a maneira como a pessoa gostaria de ver a si própria. Eu social: a maneira como a pessoa acha que os outros a vêem. : ideal: a maneira como a pessoa gostaria que os outros a vissem.
Eu esperado: uma auto-imagem que se situa em algum ponto entre o
eu real e o eu ideal.
Eu situacional: o conceito do eu de uma pessoa em uma situação
específica.
Eu estendido: o conceito do eu da pessoa incluindo a influência das
posses pessoais na imagem de si mesma.
Eu possíveis: Aquilo que a pessoa gostaria de tornar-se, poderia vir a
ser ou tem medo de vir a ser.
Eu vinculado: na medida em que uma pessoa se define em termos de
sua vinculação com outros grupos pessoas.
5a.
Aula
64
“Tudo que é dito é dito por um
observador.”
Percepção
Humberto Maturana
5a.
Aula
65
Processo de Negociação - Abertura
5a.
Aula
O objetivo central da abertura é criar um clima propício à negociação. É importante deixar o outro à vontade. Iniciar com uma conversa fora do contexto da negociação ajuda a reduzir a tensão. Buscar já no primeiro contato evitar o clima de ele e nós. A abertura também chamada de quebra-gelo ou rapport.
Colocar os objetivos do encontro com muita clareza e buscar um sinal para ir frente.
O que fazer?
• Descontrair o ambiente.
•Sentir o clima do lugar - "cheiro do lugar".
•Equilibrar a formalidade com a informalidade.
•Falar claramente dos objetivos. •Reforçar o clima de ganha-ganha.
O que não fazer?
•Demorar muito na abertura. Tempo é um recurso sempre escasso.
•Ignorar a abertura.
•Se perder em assuntos que não tem domínio.
•Tratar de assuntos polêmicos: política, religião, sexo ...
66
Processo de Negociação - Exploração
É uma etapa comum de ser esquecida pelo negociador brasileiro, procura-se nesta etapa captar as necessidades e expectativas da outra parte,
demonstramos como as suas idéias, produtos ou serviços atendem aos interesses do outro negociador. É neste momento que a ESCUTA ATIVA é muito importante. Quanto mais ouvirmos e descobrirmos, mais informações teremos para adequar a próxima etapa: Apresentação.
O que fazer?
• Testar as necessidades levantadas na etapa de Planejamento.
•Buscar os principais interesses.
•Descobrir quem são as pessoas com quem está negociando.
•Ouvir atentamente
O que não fazer?
•Não identificar os diversos interesses presentes na negociação.
•Apresentar direto o produto.
•Não explorar adequadamente o interessante do outro lado.
5a.
Aula
67
Processo de Negociação - Apresentação
6a.
Aula
É nesta etapa é que você fará a apresentação ao outro negociador. É fundamental que você procure demonstrar como a sua proposta atende as expectativas que conseguiu levantar na etapa exploração. É nessa etapa que você expõe sua proposta ao outro, e faz a descrição dos seus produtos, serviços ou idéias, salientando os pontos que a outra parte considera mais importante e que foram descobertos por você na etapa anterior.
Uma boa forma para iniciar esta etapa é: "com base nas informações que você acaba de me dar, gostaria de...". Em seguida, mostra as soluções e benefícios que sua proposta oferece ao outro negociador.
O que fazer?
•Ser objetivo - assertividade é fundamental.
•Controle o tempo, lembre-se que o tempo é definido pelo outro negociador.
•O nível de detalhe é também definido pelo outro negociador.
•Demonstrar pleno conhecimento pelo produto. •Quando não souber alguma não enrole, diga que não sabe e trará resposta em outro momento. •Humor e bom gosto na dose certa é sempre bem vindo.
O que não fazer?
•Não ofereça coisas, ofereça idéias, ambições, sentimentos e se possível alegrias.
•Apresentar sem buscar ´sentir´as reações do outro negociador
•Achar alguma coisa nesta etapa pode ser perigo. •Não criticar o concorrente.
•Não exagerar na informalidade e nem na formalidade.
68
6a.
Aula
Benefícios
Atributos
Atributos
Olhar
Corporativo
Percepção
do Cliente
Função do
Negociador
Aumentar a
percepção de Valor
Argumentação
69
Valores tangíveis
Valores intangíveis
Consciente
Subconsciente
Inconsciente
Argumentação – Argumentação competitiva
6a.
Aula
70 Preço Prazo Desconto Garantia Qualidade Atendimento
Diferenciais
Competitivos Pobres
Diferenciais
Competitivos Nobres
Argumentação – Argumentação competitiva
6a.
Aula
71
Argumentação
Exercício do filme em sala de aula.
6a.
Aula
72
Argumentação
Evite crítica e discordâncias. Você pode sair com uma frase do tipo: “compreendo seu ponto de vista, mas gostaria de acrescentar que...” -“você tem razão sob este ponto, mas existe outro lado a ser examinado...” Certifique - se de que o outro negociador entendeu bem; mesmo que ele não
pergunte, nada volte a esclarecer aquele ponto pouco explorado . Caso ele tenha entendido perfeitamente , ele o informará.
Faça pouco a pouco as concessões que julgar conveniente, não se esquecendo de obter outras em contrapartida.
Nesta fase use e abuse da empatia e do jogo de cintura.
Caso tenha cometido algum engano, não hesite em voltar atrás. Use as idéias da outra parte para aumentar seus pontos de
argumentação.
Se tiver que ceder em primeiro lugar, faça - o em termos de uma concessão insignificante.
Ceda com lentidão; faça com que o oponente trabalhe pôr aquilo que ele consegue.
Não entregue todas as concessões cedo demais.
Diminua as concessões à medida que se aproxima do ponto de resistência
Lidando com objeções
6a.
Aula
73
Argumentação
Procure confirmar os pontos acertados na fase anterior
Em caso de dúvida , certifique - se de que a outra parte aceita
suas
propostas, e que deseja fechar o negócio . Lance frases do tipo:
“Podemos formalizar nosso acordo com um telex de intenção,
enquanto
preparamos o contrato definitivo?”.
Não se esqueça de fazer uma síntese final do acordo: “Bem
vejamos se
estamos entendidos...(aqui coloca - se os pontos mais
importantes)”.
Recorde as concessões feitas, os prazos definidos, as bonificações
obtidas, os valores envolvidos, os riscos assumidos.
Formalize o acordo.
Para fechamento
6a.
Aula
74
Futuro
FedEx
:
“em qualquer lugar do mundo em dois dias”
Velocidade
Expectativa
do consumidor
Desafia todas as área
do negócio
Argumentação – Argumentação competitiva
6a.
Aula
75
Falácia – Cuidado com ela.
A falácia é um tipo de raciocínio incorreto, embora tenha a
aparência de correção.
Falácia
Sofisma: sentido pejorativo decorrente da intençãode enganar o interlocutorParalogismo: não há a intenção de enganar
Falácia
Não-formais: os erros ocorrem da inadvertência ou falta
de atenção ao nosso tema, ou porque somos iludidos por algumas ambigüidade na linguagem usada
de enganar o interlocutor
Formais: Contrariam as regras do raciocínio correto
Argumentação
6a.
Aula
76
Falácia não-formal
Decorrem do fato de algumas premissas serem irrelevantes para a aceitação da
conclusão, mas são usadas com a função psicológica de convencer, mobilizando emoções como medo, entusiasmo, hostilidade ou reverência.
Argumento de Autoridade: tipo de indução aceitável, desde que a autoridade fosse um
especialista, tornando-se irrelevante se, por exemplo, recorrermos à autoridade do Jogador Pelé para avaliar política. Comum na propaganda.
Argumento contra o homem, é quando consideramos errada a argumentação de
alguém que nós depreciamos
Falácia de Acidente, consiste em considerar essencial algo que não passa de acidente Ignoráncia da questão, consiste em se afastar da questão, deviando a discussão para
outro lado
Petição de princípio, ou circulo vicioso
Falácia – Cuidado com ela.
Argumentação
6a.
Aula
77
Argumentação
Por favor, corrija-me se eu estiver errado.
Reconheço o que você tem feito por mim. Mas o problema
é...
Minha preocupação é em usar critérios justos...
Gostaria de resolver isso não com base no interesse pessoal
ou poder, mas sim, nos princípios...
Qual é o princípio por trás da sua ação?
Deixe-me ver se entendo o que o Sr. está dizendo...
Deixe-me mostrar-lhe onde tenho dificuldade de
acompanhar...
Paráfrase
6a.
Aula
78
Oratória
Material em sala de aula.
6a.
Aula
79
Processo de Negociação - Clarificação
Por mais clara que tenha sido a sua apresentação sempre restará alguma dúvida. Durante a apresentação é comum surgirem as perguntas do outro negociador, tente responder, mas sem fugir muito ao script definido.
Aqui é que a habilidade para lidar com objeções é que faz a diferença. Lembre-se que objeções representam interesse, quanto mais dúvidas melhor. Lembre-se que dúvidas estão ligadas ao medo natural de tomar uma decisão.
Durante a clarificação deve-se tirar todas as dúvidas que restarem da apresentação. É o caso de perguntar: "Algo do que falei não ficou suficientemente claro? Nunca pergunte "o que você não entendeu?". Nessa etapa esteja
preparado para responder às objeções, aceite as razões do outro e procure se antecipar. Observar os sinais para o fechamento
O que fazer?
• Assuma a postura de ouvinte.
•Esteja preparando para responder às objeções.
•As pessoas são diferentes, aceite as razões dos outros.
•Nunca seja contra o que outro está dizendo. •Levante dúvidas potencias, mesmo não havendo a pergunta do outro negociador.
O que não fazer?
•Nunca seja contra o que outro está dizendo.
•Não atropele, a dúvida é uma excelente forma de calibragem da negociação. •Evite frases grosseiras, ex: "Você não entendeu nada!".
6a.
Aula
80
Processo de Negociação - Fechamento
7a.
Aula
É aqui que o ocorre o fechamento do negócio. Se as etapas anteriores foram bem desenvolvidas, certamente o fechamento será mais fácil.
Esteja atento aos sinais de aceitação à sua proposta. Em todo caso, torne a proposta reversível (para avaliar o ônus da decisão por parte do outro negociador). Apresente opções e relembre vantagens e desvantagens, enfatizando sempre as vantagens. Proponha uma data para demonstração quando for o caso.
O que fazer?
• Preste atenção às colocações do outro. •Sinta se ele já se coloca na condição da tomada decisão ou poder voltar atrás.
•Reforce quando necessário as vantagens e desvantagens.
•Proponha o fechamento do negócio. •Proponha um período de
experimentação.
•Reforce os benefícios.
•O que não fazer?
•Jamais tente forçar alguma coisa, todos temos medo de errar, o outro negociador tem que sentir que pode voltar atrás a qualquer momento sem haver problema algum.
•Não precipite a disposição para fechar o negócio, esta frase exige uma hora certa para ocorrer.
•O nome do jogo é paciência e mais paciência.
81
Processo de Negociação - Fechamento
Decidir por alguma
compra
Teoria de escolha
7a.
Aula
82 Fechamento direto: Solicitar o pedido de uma maneira objetiva.
Fechamento por resumo: Resumir os benefícios e combinações já discutidos na apresentação de vendas,
induzindo assim a decisão de compra.
Fechamento com uma única objeção: O cliente está favoravelmente disposto em relação à oferta, exceto
por um fator, portanto o vendedor tenta eliminar esse obstáculo.
Fechamento por pressuposição: Pressupor que o cliente esteja pronto para comprar e centrar-se em
detalhes da transação, como a data da entrega, prazo de pagamento, quantidades.
Fechamento por limitação da escolha: Perguntar ao cliente qual entre duas ou mais versões da oferta ele
prefere.
Fechamento por similaridade: Contar ao cliente sobre um outro cliente com um problema parecido que fez
a compra e beneficiou-se com ela.
Fechamento por demonstração: Demonstrar a oferta para fechar a venda.
Fechamento pela menor decisão: Buscar aprovação da menor decisão possível, abrangendo o pedido
inteiro - substituir uma decisão grande por outra menor.
Usar o silêncio: Deixar o cliente tomar a decisão.
Fechamento por concessão: Fazer a apresentação e, depois, oferecer algum incentivo/concessão para o
cliente (por exemplo, uma redução no preço para a compra imediata).
Fechamento por comparação: Comparar as características da oferta com as de um concorrente conhecido. Fechamento "compre agora": Despertar urgência no cliente explicando que, a menos que a compra seja
feita agora, a oferta desejada pode não estar mais disponível.
Fechamento emocional: Apelar para as emoções do cliente medo, amor, status, competitividade,
reconhecimento.
Processo de Negociação - Fechamento
Argumentos de fechamento
7a.
Aula
83
Processo de Negociação - Avaliação
Esta etapa é também conhecida como Avaliação e Controle, como aconteceu na preparação, esta etapa é desenvolvidas fora da Arena da Negociação, ou seja, sem a presença de outra parte. Muitos
negociadores as ignoram e consideram tudo acabado após o fechamento. Entretanto, para controlar o que foi acertado e tomar as medidas necessárias ao cumprimento do que foi negociado, deve-se ainda comparar o previsto com o realizado na negociação; analisar as concessões e suas conseqüências e fazer as anotações e observações que serão utilizadas numa próxima negociação.
Esta é etapa que mais fazemos e menos colocamos no papel de maneira estruturada. Avaliar como foi nossa performance na negociação é algo que fica em nossa mente por algum tempo. Procure organizar esta fase e de preferência colocar no papel, quando a empresa não solicita algum input no sistema ou relatório, o que é muito comum.
Para as empresas que têm modelos de CRM é uma fase fundamental – enriquecer a base de dados.
O que fazer?
Faça notas, observação para a próxima negociação, seja com este negociador ou com outro.
Analise as concessões e suas conseqüências.
Guarde as informações sobre o cliente com quem você negociou, tudo que foi anotado será útil.
Analise a sua performance.
O que não fazer?
Não anotar o que foi combinado, o outro negociador precisa sentir que você está prestando atenção aos detalhes discutidos.
Não organizar adequadamente as anotações.
7a.
Aula
EMOÇÕES HUMANAS
EMOÇÃO
DETONADOR
RESOLUÇÃO
AMOR
Contato
Intimidade
ALEGRIA
Conquista
Desfrute
RAIVA
Obstáculo
Luta/reequilíbrio
TRISTEZA
Perda
Reajustamento
85
Estilos de Comunicação
Reflexivo
Afetivo
Pragmático
Racional
7a.
Aula
ERROS EMOCIONAIS NA NEGOCIAÇÃO
Irracionalidade competitiva
– quando dois negociadores agem
irracionalmente em relação aos resultados esperados e não
identificam que suas ações são irracionais. (leilão), confronto.
Torta fixa –
a pessoa ganha na custa de outra.
Ancoramentos e ajustes -
a pessoa estima seu valor de eventos
incertos e se ancora nele como referência. Fases iniciais.
Estrutura da negociação –
pessoas são contrárias as riscos
quando confrontam ganhos potencias. Buscam risco quando
confrontam perdas.
Informações disponíveis –
informações confiáveis.
Praga do vencedor –
agir como se o seu oponente é inativo e
ignora o valor das informações porque você as analisa de uma
determinada maneira.
Excesso de confiança –
arrogância presumem que o seu sucesso
é certo.